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Ter, Jun

Fetase

  • “Desde a sua criação, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) enfatizou a importância de se lutar por igualdade entre os gêneros”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da central que mais cresce no Brasil. Por isso, "tem trabalhadoras no nome".

    Para Arêas (do Sindicato dos Professores de Minas Gerais), as suas antecessoras abriram caminho para que o trabalho seja desenvolvido de maneira mais qualitativa. “A CTB completa 10 anos de existência e as companheiras que assumiram este importante papel antes de mim já trilharam o caminho da luta emancipatória, isso tem feito aumentar a participação das mulheres na nossa central”.

    Outra novidade foi a criação da Secretaria Adjunta da Mulher Trabalhadora, assumida por Aires Nascimento, que vem da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase).

    Ela afirma que pretende atuar com atenção total para “a promoção da justiça social e por igualdade de gênero, que perpassa desde a individualidade ao campo social, econômico, cultural e do trabalho”.

    Já a Secretaria da Juventude Trabalhadora também ganhou duas mulheres de luta para encaminhar os anseios de uma juventude ávida de participação. Luiza Bezerra (dos bancários do Rio Grande do Sul), a nova secretária da Juventude Trabalhadora da CTB reforça as palavras das dirigentes cetebistas.

    “A luta por igualdade de gênero é central, ainda mais depois do golpe em nossa democracia”, diz Bezerra. Ela explica que a juventude está sendo muito afetada com a perda do emprego. “Principalmente as jovens mulheres que têm de largar os estudos e o emprego para ficarem cuidando dos filhos ou dos idosos da família”.

    Além do mais, afirma, “somos as mais presentes nos trabalhos precários e mal pagos, as primeiras a serem demitidas e as que têm mais dificuldade em se reposicionar no mercado de trabalho, as que mais sofrem com assédio sexual cotidianamente, seja nos locais de trabalho seja na rua”.

    A secretária adjunta, Marilene Faustino Pereira, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), concorda com Bezerra e assinala a necessidade de atuação conjunta das duas secretarias para empoderar as mulheres e a juventude.

    “Acredito que somos uma geração muito mais empoderada, com menos amarras do peso das regras sociais impostas pelo patriarcalismo. Por outro lado, vejo pouco debate das especificidades das situações que afetam diretamente a mulher jovem”, assinala Pereira. “A juventude tem muita ousadia e coragem para dar nova cara às nossas lutas sindicais”.

    Bezerra complementa afirmando que “não pode haver melhores condições de trabalho sem levar em consideração que mais da metade da população encontra mais obstáculos  para se inserir no mercado de trabalho e recebe um salário menor pelo simples fato de serem mulheres”.

    Principalmente porque o “governo ilegítimo fere de morte a classe trabalhadora e principalmente as mulheres, com a extinção da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a retirada de direitos com a reforma trabalhista e a proposta de reforma da previdência” ressalta Nascimento. Isso sem dúvida, “acentua as desigualdades e a violência contra as mulheres, com tristes notícias estampadas nos jornais todos os dias”.

    A definição dos trabalhos, de acordo com Arêas, será feita com inclusão de todas as pautas pela luta emancipacionista, justamente para acabar com a violência e a discriminação. Afinal, “somos a maioria da população, metade do mercado de trabalho e ainda temos que cuidar de casa e dos filhos e sofremos todo tipo de agressões”. Por isso, “as mulheres da CTB estão mostrando que são de luta e juntas avançaremos para a igualdade de direitos no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mais de 400 mulheres e homens do campo e da cidade se uniram em Aracaju, na manhã desta quarta-feira (8), para comemorar o Dia Internacional da Mulher, dizer não ao fim da aposentadoria e exigir a saída de Temer da presidência. Eles participaram de uma aula pública, no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) e, em seguida, saíram em caminhada pelas principais ruas do Centro comercial da capital sergipana em direção à Praça General Valadão, onde um ato público e uma grande roda de ciranda encerraram a manifestação organizada pela União Brasileira de Mulheres (UBM), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetase) e União da Juventude Socialista (UJS).

    O auditório do Sindicato dos Bancários ficou lotado durante a aula pública. Na ocasião, a advogada da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SE, Valdilene Martins, defendeu o respeito às mulheres, o fim da invisibilidade e fez um alerta. “Cuidado com a sobrecarga de trabalho que vem disfarçada de elogios de que as mulheres são umas guerreiras porque dão conta dos filhos, do trabalho e dos afazeres domésticos. Nós não somos burros de carga. Por trás dessas supermulheres, tem uma brutal má divisão de atribuições”, enfatizou.

    O advogado Thiago D’Ávila Fernandes condenou a reforma da Previdência e assegurou que ela é nefasta para todos, mas, principalmente, para as mulheres e, especialmente, as que trabalham no campo. Segundo ele, não se pode oferecer tratamento jurídico igual quando se vive numa sociedade desigual. “Hoje, no Brasil, as mulheres já trabalham 73 dias a mais que o homem em um ano. Ao longo de 35 anos, elas trabalham sete anos a mais. E o governo ainda diz desconhecer essa dupla jornada de trabalho”, critica.

    Fernandes ressaltou ainda que a Constituição Federal estabelece que devem ser assegurados aos cidadãos bem-estar e justiça social e isso só é possível com o sistema de seguridade que garanta a todos saúde, educação e previdência social. Maria Aíres Nascimento, da Fetase, salientou que as trabalhadoras e os trabalhadores rurais são contrários à reforma da Previdência, e não aceitam o aumento da idade para a aposentadoria, a contribuição individual, a desvinculação da pensão da aposentadoria e o desmonte da LOAS. “A Previdência é nossa e ninguém tira ela da roça. Não recuaremos um passo. Fica aposentadoria e sai Temer”, conclamou.

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    O presidente da CTB-SE, Edival Góes, defendeu uma maior participação feminina política e nos partidos. “As mulheres tem uma melhor formação, estão mais preparadas e precisam ocupar cargos de poder, inclusive no Congresso, nas Assembleias e nas Câmaras de Vereadores”, disse. Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidenta do Seeb-SE, criticou o projeto de reforma trabalhista e disse que o objetivo é enfraquecer os sindicatos.

    Ela criticou ainda a cultura do estupro e o aumento da violência contra a mulher, e lembrou que, apesar de tudo, as mulheres têm o que comemorar, a exemplo da Lei Maria da Penha. “Esse é momento de irmos para as ruas, de reconhecer que uma vida sem violência é um direito nosso”, afirmou.

    E foi cantando o refrão de uma música das mulheres camponesas – “Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer, é participando sem medo de ser mulher” – que homens e mulheres deixaram o sindicato e iniciaram a caminhada. Durante o percurso, os manifestantes gritavam palavras de ordem como Fora, Temer. Já na Praça General Valadão, as trabalhadoras e os trabalhadores encerraram o ato com uma roda de ciranda assumindo o compromisso de voltarem às ruas no dia 15 de março contra as reformas do governo Temer.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Nesta segunda-feira (20), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Cedro de São João efetivou sua filiação à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE).

    A cidade de Cedro de São João fica a 80 km de Aracaju, na região do baixo Cotinguiba. Em sua sede, os dirigentes do sindicato disseram ter aderido à CTB para fortalecer-se.

    O presidente do STTR, Reiges Santo Melo afirma que “A CTB é a central que mais se aproxima da luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, por isso escolhemos essa central".

    “Mais uma importante entidade da base da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe), vem para as fileiras do sindicalismo classista, democrático e de luta”, diz José Aparecido Santos, secretário de Políticas Sociais e Questão Racial da CTB-SE.

    Lucivânio Aragão, secretário de Formação e Organização Sindical da Fetase conta que os dirigentes do STTR de Cedro de São João estão entusiasmados com a filiação à CTB. “Eles botam fé na nossa central e comungam das mesmas propostas em defesa dos direitos de quem trabalha”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com colaboração de Niúra Belfort. Foto: Lucivânio Aragão

  • Os sergipanos mantêm a mobilização para a Greve Geral do dia 28 de abril, convocada pelas centrais sindicais. Até o momento, 27 sindicatos das mais diversas categorias aprovaram apoio à paralisação nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária, e as terceirizações impostas à sociedade pelo governo de Michel Temer. Entre as categorias que aprovaram participação no protesto estão os bancários, auditores fiscais, servidores do estado, trabalhadores da construção civil, enfermeiros, trabalhadores rurais de 74 municípios, servidores públicos de Indiaroba e trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural. Em Sergipe, a mobilização para a greve geral está sendo articulada pela Frente Sergipana Brasil Popular, CTB-SE, CUT-SE, CSP Conlutas, UGT e movimentos sociais.

    Durante toda esta semana, as entidades sindicais irão promover atos em suas bases convocando os trabalhadores a aderir à greve e farão panfletagens em pontos estratégicos da capital denunciando para a população os efeitos nocivos dos projetos do governo federal. Por iniciativa do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) e da deputada estadual Ana Lúcia Vieira (PT), será realizada uma audiência pública “Contra a terceirização e contra o desmonte dos bancos públicos” no Plenário da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (25), às 14 horas. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetase) também está engajada na mobilização dos rurais. A entidade está promovendo uma verdadeira cruzada contra as reformas do governo Temer.

    Os dirigentes da Fetase já visitaram 42 municípios promovendo audiências públicas e ocupando as tribunas das Câmaras Municipais para mostrar o impacto da reforma da Previdência na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais, e na economia desses municípios. A direção da Fetase estima que cerca de cinco mil trabalhadores participaram dessas mobilizações em todo o estado. A entidade conseguiu aprovar 40 moções de repúdio à reforma da Previdência Social. As audiências continuam esta semana. Lúcio Marcos Oliveira, secretário de Políticas Sociais da Fetase, avalia positivamente a iniciativa da entidade.

    Moções de repúdio

    “Os vereadores estão se comprometendo em ligar e enviar e-mails para os deputados e senadores de Sergipe pedindo voto contrário à proposta do governo”, salienta. O presidente da Federação, Antônio Oliveira, afirma que o povo precisa demonstrar sua força e unidade. “Essa é a hora de dizermos não a essas reformas que só servem ao governo federal. Esse governo quer retirar direitos dos trabalhadores e quer ficar com o dinheiro da Previdência Social para fazer o que bem entender”, afirma Oliveira. Assim como a Fetase e o Seeb-SE, outras entidades estão mobilizando os trabalhadores para a greve geral, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sintrase).

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    Segundo Diego Araujo, presidente da entidade, os servidores estão conscientes de que a reforma da Previdência é nociva para todos os trabalhadores. “Pela proposta, ninguém mais vai se aposentar, inclusive no serviço público, uma vez que Temer quer estabelecer um prazo de seis meses para que os Estados façam as suas reformas na Previdência. Por isso, precisamos nos unir para barrar esse projeto”, diz Araujo. A CTB-SE também tem mobilizado as entidades filiadas para que participem ativamente da greve geral. Edival Góes, presidente da central no estado, conclama toda a sociedade a se unir nesse dia de luta nacional para barrar as reformas do governo.

    “Precisamos ir às portas das fábricas, aos terminais de ônibus, aos canteiros de obra, às portas das lojas, onde houver trabalhador ou trabalhadora para denunciar as malvadezas desse governo. Temer quer retirar direitos, que acabar com a aposentadoria e com os sindicatos. Se não mostrarmos nossa força agora, o governo vai implantar um regime de escravidão moderna”, alerta. Enquanto as categorias se mobilizam, as entidades que articulam a greve se preparam para a paralisação. Na manhã da sexta-feira, serão realizados atos em diversos pontos da capital sergipana e, à tarde, todos se concentrarão na Praça General Valadão, Centro de Aracaju, de onde sairão em uma grande caminhada.

    Niúra Belfort - CTB-SE