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Ter, Jul

FGV

  • O Brasil está estagnado. A economia não cresce, o desemprego atinge quase 13 milhões de pessoas e a taxa de inadimplência chega a 61,5%. Com tantos dados negativos, não podia dar outra. O país vive a pior década economicamente desde 1901, aponta a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

    A média de crescimento econômico entre 2011 e 2018 foi de 0,6% ao ano, de acordo com o estudo que considerou dados do IBGE. A situação degringolou com a crise política e econômica, intensificada pela direita em 2014, quando perdeu a quarta eleição consecutiva para as forças progressistas.

    O mais agravante é que a perspectiva não aponta melhoras. Pelo contrário. O Brasil está parado. O governo Bolsonaro se mantém no palanque e não diz para que veio, confirmando o que vinha sendo alertado pelo O Bancário: o presidente não tem um projeto para retomar o crescimento do país.

    Com a previsão de que o PIB (Produto Interno Bruto) feche 2019 em 2,01% e 2020 em 2,8%, o Brasil chegará a final da década com crescimento médio de 0,9% ao ano. Um cenário pior até do que a década de 80, conhecida como década perdida, mas que registrou crescimento de 1,6% ao ano.

     

    Fonte: bancariosbahia.org.br

  • Entre 2011 e 2020, PIB do Brasil deve avançar em média 0,9% ao ano, segundo previsões do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vartas (Ibre-FGV). É uma taxa menor que o 1,6% registrado na “década perdida” nos anos 1980 e a mais baixa dos últimos 120 anos.

    O levantamento do Ibre utiliza como base a série histórica do PIB apurada pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) e as projeções para 2019 e 2020 do relatório Focus, do Banco Central, que reflete a avaliação de analistas do mercado para a economia brasileira.

    Tudo a ver com o neoliberalismo

    O desempenho atual pode ser explicado em grande medida, na opinião de muitos críticos, pela política econômica adotada após o golpe de Estado de 2016, no governo de Michel Temer, e agora radicalizada pela dupla Bolsonaro/Guedes. A recessão dos anos 2015-2016 foi agravada pela agenda golpista.

    A orientação neoliberal se materializou na depreciação da força do trabalho, com contrarreforma trabalhista e terceirização irrestrita, e o novo regime fiscal instituído por Temer, com o congelamento dos gastos públicos primários por 20 anos, ao lado da entrega do pré-sal e renovação da política de privatizações.

    A “austeridade” deprimiu gastos e investimentos públicos, o que não provocou apenas a degradação dos serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde e educação, mas igualmente a queda da taxa geral de investimentos da economia brasileira (ou Formação de Capital Fixo, no idioma do IBGE), que é o que em primeira e última instância determina o desempenho do PIB.

    Fatores externos adversos associados à crise da (des)ordem capitalista mundial, como a guerra comercial deflagrada por Donald Trump contra a China, a desaceleração generalizada das atividades produtivas e a crise na Argentina, também influenciaram negativamente o comportamento da economia brasileira.

    Precarização em vez de emprego

    A suposição dos golpistas, cuja falácia está sendo provada pela realidade dos fatos, era de que o duro ajuste fiscal, combinado com a destruição de direitos e garantias trabalhistas, iria despertar a fada da confiança empresarial e resultar num formidável boom de investimentos privados, que compensaria com folga o arrocho dos gastos públicos. Isto evidentemente não ocorreu.

    Outra promessa que se revelou falsa rezava que a redução e flexibilização de direitos trabalhistas, que veio no bojo da reforma de Temer, acarretaria imediatamente um substancial aumento da oferta de emprego. Tal não se deu nem vai se dar.

    Os efeitos da reforma são (e serão, exclusivamente) a crescente precarização das relações trabalhistas e a depreciação do valor da força de trabalho, o que não é nada bom para a saúde da economia, uma vez que resulta no enfraquecimento do mercado interno, fator que realimenta a estagnação.

    A principal vítima da crise do nosso capitalismo é a classe trabalhadora, sendo o desemprego em massa sua maior expressão. Em nosso país, que ficou bem mais triste após o golpe e a ascensão da extrema direita ao poder, desempregos e subocupados somam quase 30 milhões de pessoas. E a miséria cresce a olhos vistos.

    Fatos e ideologia

    Entretanto, embora os fatos indiquem claramente que a agenda neoliberal agrava a crise econômica (e não só no Brasil), a ideologia (ou pensamento) dominante nos sugere sempre o contrário e indica o aprofundamento do ajuste fiscal como único caminho para tirar o Brasil da lama.

    A bola da vez, depois da reforma trabalhista e do novo regime fiscal, é a reforma da Previdência. Repete-se ad nausean, em nossa mídia de referência, o bordão de que sem subtrair direitos dos idosos brasileiros (daqueles que pertencem à classe trabalhadora, bem entendido) o Brasil não vai reencontrar o caminho do crescimento. É mais uma mentira que o tempo cuidará de desbotar.

    Não será com Estado mínimo e depreciação da força de trabalho que a nação vai se reerguer. A exitosa experiência da China, hoje a maior e mais próspera economia do mundo, demonstra que em nossa época o desenvolvimento acelerado do PIB já não é mais possível sem a forte intervenção do Estado. É esta a realidade, goste-se ou não dela. Mas os fatos vão acabar falando mais alto que as ideologias.

    Umberto Martins, com agências

  • Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) publicado pela revista Veja nesta sexta-feira (12) mostra que hashtags de apoio a Sérgio Moro como #somostodosmoro e #pavaomisteriosovoltou, que chegaram aos trending topics do Twitter após a divulgação de conversas entre o ex-juiz com o procurador Deltan Dallagnol, foram impulsionadas por robôs no Irã

    Da sexta-feira (5), dia em que a revista Veja divulgou em parceria com o Intercept Brasil conversas nada republicanas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, até a terça-feira (9), o assunto recebeu 3,2 milhões menções no Twitter, de acordo com estudo da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Dessas mensagens, "cerca de 220 000 foram provavelmente feitas por robôs, a maioria delas em tom crítico a VEJA", informa a revista.

    Outro dado curioso: uma quantidade considerável desses tuítes supostamente automatizados, que ajudou a subir hashtags como #glenncomproumandato, #somostodosmoro e #pavaomisteriosovoltou nos trending topics, veio do Irã

    "Como apoios no Oriente Médio ao ex-juiz são pouco plausíveis, a hipótese de que esses perfis sejam robôs é, segundo os especialistas, a mais aceitável", ironiza a VEJA.

    Fonte: 247

  • A reforma trabalhista modificou o mercado de trabalho brasileiro. A mudança foi para pior. O trabalhador sente no dia a dia. A economia também. A nova legislação elevou a informalidade, achatou salários e retirou direitos. Resultado: em 2018 o país deixou de arrecadar cerca de R$ 382 bilhões em tributos.

    O valor equivale a 5,6% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) revela que tem mais de 13 milhões de pessoas desempregadas. Outros 23,3 milhões de trabalhadores são informais e 6,2 milhões domésticos.

    Longe de cumprir o que foi prometido, os novos formatos de trabalho reduzem a renda mensal e têm impacto no poder de compra. O efeito é devastador na economia interna e também no INSS. Para completar, a Câmara Federal aprovou, em primeiro turno, na semana passada, a reforma da Previdência que inviabiliza a aposentadoria de milhões de brasileiros. Sem falar que reduz o valor do benefício.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • A chamada pejotização afeta a arrecadação da Previdência e compromete benefícios futuros do trabalhador, principalmente aqueles que recebem alto salário fora da CLT. Em curto prazo, os benefícios perdidos com esse modelo de contrato são muitos: férias, licença-maternidade, 13º terceiro, dentre outros.

    Nos últimos anos, contribuintes com renda mais alta têm sido responsáveis por uma migração do emprego com carteira assinada, para o regime de pessoa jurídica ou autônomo, onde se reduz – ou elimina – o recolhimento ao INSS.

    Entre 1996 e 2017, o número de contribuintes com renda acima de sete salários mínimos caiu 25%, de acordo pesquisa da FGV Ibre. No período, aqueles com renda mais baixa, de até sete salários, cresceram 158%.

    Esse movimento quebrou o princípio de subsídio cruzado, no qual empregadores pagam salários maiores e financiam aqueles com menores benefícios. Na prática, isso significa arrecadação menor.

    Entre 2014 e 2018, a arrecadação líquida (corrigida pela inflação) caiu 8,39%. A reforma da Previdência em curso além de jogar idosos mais pobres na sarjeta, não contempla os novos formatos de contrato, principalmente os pejotizados.

    Com informações de bancariosbahia.org.br