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Seg, Jun

Fidel Castro,

  • No último sábado (3), Fidel Castro foi sepultado em Santiago de Cuba, após nove dias de luto e homenagens ao líder da Revolução Cubana. As cinzas de Fidel percorreram o país seguindo o mesmo trajeto feito pela Caravana da Liberdade após triunfo dos revolucionários sobre Fulgêncio Batista.

    Durante todos estes dias, representantes do movimento social, chefes de Estado, líderes latino-americanos e mundiais e intelectuais de todo o mundo foram para a ilha caribenha prestar sua última homenagem a Fidel.

    O vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), João Batista Lemos, conta em entrevista exclusiva ao Portal CTB que estava em Cuba na data do acontecimento e pode participar das atividades.

    “Fui a Cuba acompanhado a delegação dos trabalhadores marítimos a convite de um dos vice-presidentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Severino Almeida, para mediar uma reunião com a Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), mas coincidiu com um momento histórico: a morte de Fidel”, lembra.

    Batista esteve no ato que reuniu mais de dois milhões de pessoas na Praça da Revolução, em Havana, liderado pelo presidente cubano, Raúl Castro e com a participação de chefes de Estado de todos os continentes.

    Emocionado, o sindicalista fala sobre a importância e a simbologia do líder. “[Fidel] Ele personalizou a luta dos povos por uma nova sociedade, sobretudo, aqui na América Latina. Todas as lutas progressistas e avançadas que ocorreram no mundo tiveram a participação solidária e militante da Revolução Cubana e de seu povo sobre o comando de Fidel Castro”, opina.

    “Um país tão pequeno que não tem tantas riquezas materiais como o Brasil, mas é uma potência política ideológica revolucionária no mundo”, expressa Batista ao falar sobre o legado de Fidel.

    Integração

    Em relação à conjuntura internacional após o avanço das forças conservadoras no continente demostrada com a vitória de Mauricio Macri nas eleições argentinas e o golpe no Brasil, Batista acredita que é preciso intensificar o movimento social e político de massas com bandeiras que contrapõem o neoliberalismo.

    “O processo de integração da América Latina soberana e solidária está sendo golpeado, por isso a melhor forma de homenagear Fidel é lutar para barrar o golpe no Brasil”, alerta.
    Segundo ele, é preciso retomar a luta pelas reformas estruturais no Brasil. “O que Temer está fazendo é o contrário até na tendência mundial, abrindo o país para um programa ultraliberal com a flexibilização dos direitos trabalhistas, a desregulamentação do trabalho, com o objetivo de aumentar a exploração do povo. Onde vamos parar com isso? ”, questiona.

    Ele denuncia ainda a entrega de setores estratégicos como a exploração do petróleo para o capital internacional. “Estão loteando nosso país, o pré-sal poderia ser nosso ponto de apoio para desenvolver o Brasil e fortalecer nossa educação e saúde”, alerta.

    Resistência

    Segundo o sindicalista neste cenário adverso para a classe trabalhadora mundial é preciso construir a unidade de ação e experiências como a Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e o Encontro Sindical Nossa América (Esna) são exemplos disso.

    “Quando o povo cubano grita “Fidel está aqui”, milhões gritaram “Yo soy Fidel”, nós somos Fidel”, conclui.

    Juramento

     Além do livro de condolências, a população também pode assinar um juramento (abaixo) no qual prometem dar continuidade ao legado do ex-presidente cubano.

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    Érika Ceconi - Portal CTB
    Foto e vídeo: João Batista Lemos 

  • Há 60 anos, em Ao 1º de janeiro de 1959, o ditador Fulgencio Batista abandonava a ilha de Cuba e confirma a vitória da resistência revolucionário liderada por Fidel Castro. Consolidava-se assim a Revolução Cubana.

    Em homenagem à luta dos companheiros e companheiras cubanos, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) realizam, nesta quinta (24), ato que marca os 60 anos da Revolução Cubana.

    O evento, que tem presença confirmada da consulesa de Cuba, Nelida Hernández Carmona, acontece às 18h30, no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, localizado na Rua Thomaz Gonzaga, 50, Bairro Liberdade, na capital paulista.

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    Solidariedade

    Ainda nesta semana, no dia 26 de janeiro, a CTB e o CES convocam todos e todas para "Vigília em Solidariedade a Cuba", no Consulado de Cuba, localizado na Rua Cardoso de Almeida, 2115, Sumaré, São Paulo. A direção da CTB informa que a concentração acontece a partir das 11h.

    Serviço:

    Dia 24 de janeiro

    60 anos da Revolução Cubana
    A partir das 18h, no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Rua Thomaz Gonzaga, 50 - Liberdade/SP)}
    Mais informações, Secretária Internacional da CTB: (11) 3874-0040

    Dia 26 de janeiro
    Vigília em Solidariedade a Cuba
    A partir das 11h, no Consulado de Cuba ( Rua Cardoso de Almeida, 2115 - Sumaré/SP)
    Mais informações, Secretária Internacional da CTB: (11) 3874-0040
     
    Portal CTB
  • Quatro dias após o ato de vandalismo propagado pelo integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, que tentou tumultuar uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo em homenagem aos 90 anos de Fidel Castro, um grupo tentou invadir o gabinete do vereador Jamil Murad (PCdoB), na última terça-feira (23). 

    Cerca de 15 pessoas se dirigiram à sala de Murad aos gritos: “fora, Murad”, “fora, comunistas”, “fora Lula e Dilma” e tentaram agredi-lo fisicamente. O grupo teve que ser contido pela segurança do local.

    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que participou na organização da sessão solene, “essa atitude exprime intolerância e preconceito típicos deste novo ambiente político conservador nacional”, frisou o sindicalista.

    Jamil Murad mediou a homenagem que contou com a presença da cônsul de Cuba, Nélida Hernández Carmona, do teólogo Frei Betto e de lideranças políticas e do movimento social. No começo do evento, Holiday, que é candidato a vereador pelo partido Democratas, tentou arrancar o banner e agrediu verbalmente os participantes ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento.

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    Para Murad, os dois episódios estão interligados. Segundo ele, o ocorrido nesta terça teria sido uma retaliação à homenagem a Fidel, "um líder que tirou o povo do analfabetismo e enfrentou o imperialismo".

    Na opinião do dirigente da CTB, este ataque contra Fidel Castro “revela que o líder da Revolução Cubana está ao lado dos valores democráticos e solidários”, declarou. Ele também condenou a agressão contra o vereador. Murad  classificou como "fascista"a onda de intolerância que ronda o país, em um momento de investida contra a democracia. "Mas eles não vão nos calar, nem nos intimidar", disse.

    O integrante da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, em ato contra o golpe na noite da última terça, também repudiou o ataque contra o Murad. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Nesta sexta-feira (19), os partidos de esquerda promoveram uma sessão solene, na Câmara Municipal de São Paulo, em homenagem ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, que completou 90 anos no último sábado (13). 

    Além dos parlamentares, o evento contou com a presença de lideranças do movimento estudantil, da cônsul Geral de Cuba na capital paulista, Nelida Hernández Carmona, e do teólogo Frei Betto, que falaram das dificuldades causadas pelo bloqueio econômico dos EUA, e das importantes conquistas da ilha caribenha, como a erradicação do analfabetismo, o acesso à saúde e educação e a reforma agrária, entre outras.

    “Fidel, desde muito cedo, abraçou o diário martiniano (de José Marti) e dedicou sua vida a transformá-lo em realidade, logrando a Patria Livre”, declarou Nelida Carmona, ao fazer referência ao herói da independência cubana, José Marti.

    Em sua intervenção, Frei Betto contou que esteve com Fidel na ocasião de seu 90º aniversário. “Quantas vidas foram salvas em Cuba graças à revolução”, frisou o teólogo, que exaltou a luta do revolucionário e de seu povo por uma sociedade mais justa e igualitária.

    Para o presidente da CTB São Paulo, Onofre Gonçalves, Fidel é um ícone das forças revolucionárias e progressistas em todo o mundo. “A CTB saúda o grande comandante Fidel Castro e o povo de Cuba por sua luta anti-imperialista”, declarou o sindicalista.

    Já o vice-presidente da seção estadual da central, Pedro Mesquita, que esteve na ilha caribenha, destacou que “Cuba é um exemplo para o Brasil e para o mundo de uma sociedade que luta pelo coletivo”, disse. No fim do encontro foi exibido um vídeo, feito em Cuba, parabenizando Fidel. A atividade foi organizada pelos partidos PCdoB, PSOl, PT, PSB e PDT.

    No começo do encontro, durante o discurso de Jamil Murad (PCdoB), o candidato a vereador pelo partido Democratas e membro do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday, tentou arrancar o banner de Fidel Castro e tumultuar a sessão. Ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento. O ato de vandalismo foi repudiado por todos os presentes.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • O teólogo brasileiro Frei Betto participará da homenagem pelos 57 anos do triunfo da Revolução Cubana e do 90º aniversário de seu líder, Fidel Castro, que ocorrerá nesta sexta-feira (19), na Câmara Municipal de São Paulo. 

    Amigo de Fidel, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e integrante do primeiro mandato do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Frei Betto é autor do livro “Fidel e a Religião”.

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    Ele confirmou sua presença na atividade desta sexta organizada pelos partidos PCdoB, PSOl, PT, PSB e PDT, e que terá a participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    No dia 13, a CTB celebrou o aniversário de Fidel Castro com uma grande comemoração em São Paulo que foi saudada pela Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), por meio de uma nota enviada à central sindical brasileira.

    Serviço:

    90 anos de Fidel Castro e 57 anos de Cuba Livre do Imperialismo

    Data: dia 19/08 - sexta-feira
    Local: Câmara Municipal de São Paulo, plenário 1º de Maio (Viaduto Jacareí,100)
    Horário: das 15 às 18 horas

    Portal CTB 

  • Fidel Castro entra aclamado em Havana em janeiro de 1959, era a vitória da Revolução

    Depois de sobreviver a 638 atentados e a incontáveis anúncios de sua morte, o líder da Revolução Cubana e um dos mais notáveis do século 20, Fidel Alejandro Castro Ruz morreu na noite da sexta-feira (25), pelo horário de Havana e madrugada deste sábado pelo horário de Brasília.

    O presidente de Cuba Raúl Castro fez o anúncio da morte do irmão pela TV e Cuba amanheceu triste, assim como todos os que acreditam numa vida melhor. Fidel Castro deixa um legado infinito de abnegação e de crença no futuro da humanidade solidária, fraterna, igual e que possa viver livre de opressões.

    “Com profunda dor, compareço aqui para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro de 2016, às 10h29 da noite [1h29 de sábado, pelo horário de Brasília] faleceu o comandante em chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”, anunciou Raúl Castro.

    Assista o anúncio da morte de Fidel na TV Cubana 

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fez uma grande festa em comemoração aos 90 anos do comandante da Revolução Cubana, em 12 de agosto, um dia antes do aniversário dele.

    Fidel foi o dirigente da revolução por 47 anos, deixando o poder em 2006, quando seu irmão Raúl assumiu a presidência de Cuba. O escritor colombiano Gabriel García Márquez falou sobre o amigo suas palavras eram quase mágicas. “Três horas são para ele uma boa média para uma conversa comum. E, de três horas em três horas, os dias passam para ele como sopros”, afirmou.

    Grande estudioso, ele foi personagem central do século 20 e fez incontáveis longos discursos (sua marca registrada), inclusive sendo presença no Guinness Book com o discurso mais longo proferido na Organização das Nações Unidas, quando falou por 4 horas e 29 minutos, em 29 de setembro de 1960.

    Fidel Castro guerrilha United Press International

    Fidel Castro na guerrilha, pouco antes da vitória em 1959 (United Press International)

    Em uma entrevista ao canal norte-americano Telemundo, em 1995, disse que "todos os inimigos podem ser vencidos". Uma grande lição para todos os revolucionários do mundo, principalmente quando a desesperança toma conta.

    Ao lado de Che Guevara (assassinado em 1969, na Bolívia, a mando da CIA – inteligência norte-americana), esteve entre os mais perseguidos pela burguesia, justamente por representarem a possibilidade de autonomia da classe trabalhadora, num mundo onde prevalecia a mais profunda exploração do homem pelo homem.

    Preso e condenado em 1953, na fracassada tentativa de derrotar a ditadura de Fulgêncio Batista, disse que a história o absolviria indicando já uma visão de futuro. Odiado pelos capitalistas, Fidel morre amado por seu povo e por todos os que crêem no socialismo.

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    Fidel e Che Guevara em 1959, logo após o triunfo da Revolução (Foto: Roberto Salas)

    A classe trabalhadora já o absolveu e o elegeu um de seus maiores representantes, principalmente porque o líder revoulucionário sempre levou a sério o internacionalismo comunista e a máxima de Karl Marx (importante revolucionário e pensador alemão do século 19): "Proletários de todo o mundo uní-vos", mostrando que a melhor forma de derrotar o capital é a unidade da classe trabalhadora.

    O líder revolucionário esteve presente nas mais importantes discussões sobre os rumos da humanidade no século 20. Sempre em defesa da causa proletária e do socialismo. Ainda levarão anos para que toda a sua magnitude seja reconhecida.

    Fidel Castro deixa o legado de resistência e persistência para vencer o inimigo, o capital. Ele vive em nós e na luta pela construção do mundo novo, mais justo, mais igual, mais feliz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy