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Sex, Abr

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  • "Nossa luta é pela unidade do sindicalismo em todo o mundo"

    O secretário-geral da União Internacional Sindical de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM) da Federação Sindical Mundial (FSM), Francisco Sousa, vê na unidade de ação a principal estratégia da classe trabalhadora para evitar maiores retrocessos. Em um período marcado por grandes dificuldades em todo o planeta, o dirigente observa também que o pluralismo sindical é uma estratégia utilizada pelos grandes capitalistas para enfraquecer a luta da classe trabalhadora. 

    Nesta entrevista, o dirigente faz um panorama do atual estágio da crise capitalista mundial, enumera as dificuldades enfrentadas por metalúrgicos e mineiros pelo mundo afora, recorda das principais tarefas estabelecidas pelo 3º Congresso da UISMM (realizado no Egito, em julho de 2018) e expõe um pouco do cenário atualmente vivido pelo sindicalismo no Brasil, presidido desde 1º de janeiro por forças de extrema-direita. 

    Confira abaixo os principais trechos:

    O ano de 2018 se encerra com muitas incertezas para a classe trabalhadora mundial. A direita obteve avanços em diversas regiões, inclusive no Brasil. Por outro lado, vemos uma forte resistência a esses avanços em países como a Hungria e a França. Como você acompanhou esse cenário ao longo do ano?
    Temos que observar o ano de 2018 como um período no qual vimos o agravamento da crise capitalista. Esse é um ponto central. Poderia ter sido diferente? Sim, pois a crise completou uma década, com idas e vindas e uma série de acirramentos em proporções ainda inéditas. Se a crise de 1929 desencadeou na Segunda Guerra Mundial, o que virá pela frente nos próximos anos? A História nos lembra que, naquela ocasião, se por um lado vimos a ascensão de regimes de direita (derrotados pelos Aliados), vimos também o surgimento e a consolidação de algumas experiências no campo socialista. Vimos a consolidação da União Soviética como potência e no período seguinte tivemos revoluções como as ocorridas na China e em Cuba, nações que optaram por alternativas em relação ao sistema hegemônico do Século 20. Se a União Soviética foi desmantelada após sete décadas, hoje vemos que a Rússia ainda é uma grande potência, fundamental para o equilíbrio geopolítico mundial. 

    O cenário colocado hoje exige de nós uma análise mais aprofundada. A questão fundamental é que logo na primeira década do Século 21 o sistema capitalista não foi capaz de impedir uma crise histórica, cujas consequências ainda veremos quais serão. O mundo sofre demais com essas incertezas. Há uma nova forma de se fazer guerras, a partir de uma liderança dos Estados Unidos. Há um direcionamento para dizimar nações que sempre se colocaram como resistência ao imperialismo, tanto na ideologia quanto no campo econômico. Foi assim com o Iraque e a Líbia. Está sendo assim com a Síria, a Venezuela e também com o Brasil. Para cada caso, foi adotada uma estratégia muito específica para acabar com aqueles que não comungam com o ideário vigente.

    Falando especificamente sobre o Brasil, estivemos longe de qualquer revolução social, mas o mero fato de termos experimentado algumas mudanças de grande relevância foi o bastante para que todo esse movimento fosse estancado. A Europa, por sua vez, liderada pela Alemanha, volta a ter dificuldades já vistas no passado. O Brexit é um caso emblemático dessa disputa de poder, algo que pode levar a uma grande ruptura, com chances de vermos forças de extrema-direita saírem muito fortalecidas desse processo. 

    Nesse cenário de incertezas, como os metalúrgicos e mineiros de todo o planeta têm sido afetados? 
    Precisamos separar as categorias de mineiros e metalúrgicos, pois cada uma delas tem suas peculiaridades. Os mineiros compõem um setor econômico fundamental. Conforme se exploram mais os recursos naturais, percebemos que no mundo inteiro há uma movimentação para fortalecer a precarização do trabalho nessa área, com condições mais terríveis, com menos segurança, mesmo sendo uma atividade que envolve tantos riscos e muitas mortes. Em países que ainda têm uma legislação frágil, como no Oriente Médio, no norte da África e em alguns locais da América do Sul, seguimos vendo uma grande dificuldade para investir nessa área. Continuamos ouvindo muitos relatos de situação de trabalho extremamente precária, mesmo numa atividade que gera tanta riqueza a partir de recursos da natureza. 

    Vale neste caso fazer um paralelo com a área de extração de petróleo. Os petroleiros têm um reconhecimento muito alto. Sua atividade é bem remunerada e bem cercada de todos os aspectos de segurança. É nossa tarefa lutar por mais reconhecimento, mais segurança e maior cuidado com a saúde dos trabalhadores mineiros.

    Sobre os metalúrgicos, a situação é bem diferenciada. Nos países em desenvolvimento, precisamos analisá-la sob o prisma da desindustrialização. Estamos assistindo a uma nova fase do capitalismo, agora sob o viés da financeirização. Em curto espaço de tempo isso trouxe problemas enorme aos operários do ramo metalúrgico. A indústria automotiva e a indústria de transformação em geral estão vendo o surgimento de novas tecnologias que aos poucos substituem a força humana por máquinas. 

    Falava-se muito em um passado recente de automação e telemetria, num sentido de tornar o processo produtivo mais eficaz. O ser humano foi colocado à prova, numa luta para tentarmos manter o maior número de empregos possível. No entanto, hoje temos a robótica, a nanotecnologia, a inteligência artificial e novos fenômenos que conseguem, em curto espaço de tempo, reduzir a mão de obra necessária nos mais diferentes ramos em que atuamos. A Revolução 4.0 já é uma realidade.

    Isso afeta toda a cadeia produtiva e nos preocupa muito. Nossa categoria, mesmo assim, segue como vanguarda entre a classe trabalhadora. Precisamos ter essa consciência. Um telefone celular não surgirá do nada, como passe de mágica, totalmente elaborado por robôs. A fabricação de componentes, seu design, seu projeto serão atividades feitas por seres humanos. 

    A área de serviços tem avançado muito, com mão de obra muito mais barata e com menos direitos. Essas categorias já entram no mercado de trabalho em condições precárias. A ideia dos capitalistas é igualar as categorias de ponta, mais organizadas, a esse mesmo padrão. Temos a tarefa de nos organizarmos para debelar essa ganância, essa busca pela extinção de conquistas históricas da classe trabalhadora.

    A UISMM realizou seu 3º Congresso em 2018. Esses temas foram motivo de debate? Quais perspectivas para essa organização, em meio a tantas dificuldades?
    Sobre o 3º Congresso da UISMM, toda sua organização gerou uma grande expectativa, por causa das dificuldades que vivemos ao longo dos últimos anos. Dentro do contexto que vivemos entre 2013 e 2018, tentamos criar alternativas para não deixarmos que a luta retrocedesse. Procuramos levar alguns temas como pauta para debate, entre elas essas questões mais específicas do metalúrgicos e mineiros. Tivemos uma presença de delegados significativa, fato que me leva a analisar todo o processo como positivo. O 3º Congresso nos trouxe uma série de desafios, tão grandes quanto as dificuldades que teremos pela frente. 

    Apesar de toda a escassez e todos os ataques que sofremos nos últimos anos, temos a convicção de que o movimento de metalúrgicos e mineiros da FSM vai resistir. Estamos buscando alternativas para seguirmos como vanguarda da classe trabalhadora, rumo a uma virada nesse embate com o sistema capitalista. 

    Temos uma agenda para 2019 e precisamos analisar de que maneira as novas tecnologias podem auxiliar o nosso trabalho, já que os custos com viagens internacionais são muito altos. Precisamos aproveitar para fazer bom uso de todos os espaços que obtivermos. O nosso objetivo em 2019 é fortalecer nossa organização e auxiliar a FSM em sua luta constante pelo fortalecimento da classe trabalhadora. Existe a perspectiva de expandirmos nossa fala enquanto organização classista e operária. Creio que a garantia de direitos, a soberania dos povos e a consciência de classe devem nos guiar.

    A Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem um estudo no qual afirma que somente no século 21 já foram feitas reformas trabalhistas em mais de 100 países. Como o movimento sindical deve se preparar para os novos tempos que essa avalanche sinaliza?
    Sobre as reformas no mundo todo, precisamos analisar de onde estão vindo as resistências mais eficazes. Precisamos entender alguns fenômenos. Em alguns locais, teremos que passar por uma completa reconstrução. No Brasil, por exemplo, estamos resistindo a essa reforma, que já traz consequências gravíssimas para nós que estamos na luta. 

    A negação de alguns direitos e a reestruturação da legislação trabalhista vieram com um viés ultraliberal. É preciso certamente pautar a unidade como estratégia principal e a unicidade também, como forma de combater o pluralismo sindical (algo que a meu ver contribuiu para enfraquecer o movimento na Europa). Se formos empurrados para esse modelo, creio que não teremos como dar continuidade à luta. A experiência de outras nações deve nos guiar para evitar esse tipo de retrocesso. E, claro, sem deixar de lado a consciência de classe. O sindicalismo classista, diante dos outros modelos colocados, precisa ser apresentado como a única opção para impedir que tenhamos uma derrocada histórico. No futuro, caso prevaleça o pluralismo, será muito complicado para identificarmos quem realmente está na luta e quem faz o jogo dos patrões. Temos que lutar pela unidade e contra o pluralismo sindical em todo o mundo. Isso precisa ser defendido desde já por todos nós.

    Fonte: Fitmetal

  • As falácias e factoides da General Motors do Brasil

    A General Motors cria factoide e ventila inverdades a respeito de possível prejuízos para aplicar a reforma trabalhista a qualquer custo. Ela tem por objetivo também se aproveitar dessa falsa história de prejuízos para se apropriar do dinheiro público, com diminuição de impostos e outras regalias.

    As suas exigências apresentadas aos dois sindicatos, de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, sendo aprovadas, significa absolutamente o fim de todos os direitos assegurados nos acordos coletivos, inclusive os direitos assegurados pela CLT. A GM que aplicação total da reforma trabalhista.

    Será o fim de uma história de luta e conquistas a favor dos trabalhadores e trabalhadoras desse complexo automotivo.

    A concretização desse processo significa um aumento sem precedentes na história da exploração da força de trabalho, da desqualificação e precarização das relações de trabalho dentro da GM.

    Ela quer o fim do acordo coletivo atual, que traz inúmeras garantias fundamentais para os trabalhadores; quer a introdução praticamente de tudo que a reforma trabalhista autoriza contra os direitos assegurados na CLT e no acordo coletivo.

    A GM não está no vermelho, ela já está há anos na frente de outras montadoras no comércio automotivo no Brasil. Ela blefa com o objetivo claro de retirada de direitos e pela ganância de auferir maiores lucros.

    Cabe nesse momento aos sindicatos cumprirem seu papel: o de defender os trabalhadores e não caírem nessa conversa de crise e de sair do Brasil. Não é a primeira e nem será a última vez que ela inventa essa história. 

    Os trabalhadores devem se unir, resistir e lutar contra essa tentativa da GM em acabar de vez com os direitos assegurados na convenção coletiva e da CLT. Todos e todas contra a reforma trabalhista!


    Marcelo Toledo é secretário de Formação da FITMETAL e ferramenteiro especializado, há 29 anos na GM de São Caetano do Sul.
     
     
     
     
     
     
     
     
  • Assis Melo é o novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

    O vice-presidente da Fitmetal e ex-deputado federal Assis Melo reassumiu, nesta quarta-feira (23), a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul (RS). Defendendo a unidade da categoria, ele sucede a Claudecir Monsani, que renunciou ao cargo após dois anos à frente da entidade.

    A condução de Assis Melo ao cargo se deu por meio de uma eleição do Conselho Deliberativo do Sindicato, conforme prevê seu estatuto em caso de renúncia do presidente. De acordo com o advogado de Monsani, o dirigente estava com dificuldades para garantir a unidade da direção e optou por abrir mão do cargo.

    A busca pela unidade, segundo o novo presidente, será sua primeira tarefa ao retornar ao cargo. “Temos que unir a categoria e a direção do Sindicato. Temos que nos fortalecer para seguirmos na defesa dos interesses dos trabalhadores, que hoje enfrentam um cenário com muitos retrocessos, como arrocho salarial, terceirização e outras políticas que vêm sendo aplicadas nos últimos meses”, afirmou o dirigente.

    Lutas mais amplas

    Para Assis Melo, é importante também que entidades sindicais de grande relevância para a sociedade se articulem em nível regional e nacional, de modo a impedir que perdas ainda maiores afetam a classe trabalhadora. 

    “Diante da atual conjuntura, temos que lutar para unificar nossa luta em nível nacional. Os sindicatos de base jogam um papel fundamental, mas temos que fortalecer as federações e confederações também”, defendeu. 

    Segundo o dirigente, bandeiras de luta dos metalúrgicos como o Contrato Coletivo Nacional precisam voltar às mesas de negociação com os empresários. “Nosso Sindicato não vai medir esforços para discutir essas possibilidades. A Fitmetal tem um papel importante nisso, junto com a CTB. Temos que elevar o nível de discussão diante desses retrocessos. Precisamos ter uma visão mais ampla, em unidade com os trabalhadores e outras categorias”, sustentou.

    Fonte: Fitmetal

  • Choro de metalúrgico demitido emociona em assembleia em frente à Silpa em Caxias do Sul

    Imagine a situação: faltam 22 dias para o Natal. Voce é demitido e não recebe nenhum centavo. Não pagaram a sua rescisão, não depositaram seu fundo de garantia e você não consegue o seguro desemprego, porque a sua rescisão não foi finalizada. Você chega em casa e seus filhos perguntam o que vão ganhar de presente no Natal. E você se entristece, porque não sabe sequer como vai conseguir colocar comida na mesa para eles nos próximos dias.

    Essa é a situacao pela qual estão passando os 180 trabalhadores da Guerra e os 16 demitidos no dia 25 de novembro pela empresa Silpa, ambas em Caxias do Sul (RS). Assim como os trabalhadores da Guerra, esses também não receberam suas verbas rescisórias. O direito de receber o acerto em 10 dias após a demissão não está sendo respeitado por essas empresas do município, assim como não foi respeitado pela Voges em dezembro de 2015.

    A assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (2), em frente à empresa Silpa, foi interrompida pelo choro compulsivo de um pai de família que foi demitido e está passando por essa situação: não tem comida para colocar na mesa e alimentar os filhos. Outros trabalhadores, um com 28 e outro com 23 anos de trabalho na Silpa, também expuseram, emocionados, sua situação. Um deles, Aldori Pedro da Silva, com 23 anos de empresa, disse que não esperava passar por isso depois de todos esses anos. "Não recebi nada, nem o 13º. Nos chutaram e disseram: procurem os direitos de vocês. Isso não é justo", lamentou.

    Diante da situação, os trabalhadores optaram por permanecer paralisados em solidariedade aos colegas demitidos. A posição do Sindicato neste caso é a mesma que em relação à Guerra. "Ou a empresa paga as verbas rescisórias, ou readmite os trabalhadores. Caso contrário, ficaremos aqui em frente à Silpa até que seja resolvida a situação", disse o vice-presidente do Sindicato, Claudecir Monsani.

    Fonte: Sindimetal Caxias do Sul

  • Dirigente da Fitmetal é eleito presidente da Câmara de Três Marias (MG)

    O dirigente da Fitmetal e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG), Edvando José e Silva, foi eleito presidente da Câmara de Vereadores do município na última sessão de trabalhos realizada em 2018, às vésperas do recesso parlamentar local.

    Nesta segunda-feira (21), o novo presidente conduziu pela primeira vez as atividades na Câmara trimariense. Eleito em 2016 para seu primeiro mandato, o dirigente sindical diz estar pronto para as novas responsabilidades.

    “Nesse período de dois anos que vou permanecer como presidente da Câmara teremos transparência absoluta de tudo o que ocorre por aqui. Vamos colocar as coisas nos eixos, pois temos muitos problemas”, afirmou o parlamentar do PCdoB.

    Três Marias está localizada a 270 km da capital Belo Horizonte e possui cerca de 50 mil habitantes. A cidade mineira é conhecida por sua Usina Hidrelétrica, inaugurada em 1962. O Sindicato de Metalúrgicos local representa 14 cidades e conta com cerca de 5 mil trabalhadores em sua base. A maior parte da categoria está vinculada à Votorantim Metais.

    De acordo com Edvando, desde a aprovação da reforma trabalhista os trabalhadores passaram a encontrar dificuldades ainda maiores em suas lutas por mais avanços. Na nova função de presidente da Câmara, ele diz que a população terá um aliado para conter quaisquer retrocessos trabalhistas. 

    “Sei dos desafios que o cargo trará daqui por diante, mas nossa experiência na luta sindical vai permitir que travemos um bom diálogo com todos os setores envolvidos”, garantiu.

    Fonte: Fitmetal
  • Em Betim-MG, metalúrgicos comemoram 5 anos da Fitmetal

    Metalúrgicos de todo o país se reuniram na tarde dessa quinta-feira (dia 6) para a abertura do 2º Seminário de Industrialização - Produzir, Trabalhar, Crescer e Desenvolver o Brasil, realizado pela Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), em Betim, Minas Gerais.

    O evento marca também o aniversário de cinco anos da entidade, criada durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), que reuniu mais de quatro mil trabalhadores brasileiros em 1º de junho de 2010.

    Wallace Paz, secretário-geral da Fitmetal, deu início às atividades ressaltando o caráter político dessa “comemoração”. “Completamos cinco anos de existência e, nesse curto espaço de tempo, já nos colocamos como uma Federação que desenvolve grandes temas políticos, como esse seminário”.

    O presidente da Federação, Marcelino Rocha, agradeceu a presença de todos e destacou a necessidade de colocar a discussão dos rumos da indústria nacional na pauta diárias de sindicatos e movimentos sociais. Para ele, essa é uma batalha incessante da Fitmetal, que sempre defendeu o desenvolvimento nacional a partir da valorização do trabalho.

    João Alves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, também estava presente na abertura desse 2º Seminário. Ele apontou a importância do evento ao fornecer subsídios para os trabalhadores na hora das negociações coletivas. “O acesso aos dados e números que serão apontados aqui irão, com certeza, refletir nas negociações”, disse ele. “Esse seminário também rompe com os preconceitos entre trabalhadores e indústria. Além disso, precisamos compreender que a democracia está em jogo e não podemos permitir um golpe à classe trabalhadora”, complementou Alves.

    “Hoje comemoramos o êxito de nossa entidade”, afiançou o diretor da Fitmetal, Aurino Pedreira do Nascimento Filho. “Faremos isso discutindo um tema de grande relevância para o Brasil: sua indústria. Porém, nesse debate imprescindível, é necessário sempre termos em mente que o processo de desindustrialização que vivemos é estrutural, mas também há inúmeros aspectos conjunturais”.

    Andreia Diniz, dirigente licenciada da Secretaria das Mulheres da Fitmetal - e que já ocupou cargos na diretoria do SindMetal/Betim -, também deu boas-vindas a todos os presentes, destacando a necessidade de promover discussões políticas para auxiliar na formação dos trabalhadores e trabalhadoras.

    A secretária nacional de Formação da CTB, Celina Areias, assentiu com a colocação de Andreia. “Nossa Central defende outra sociedade e um sindicalismo classista. A formação da classe operária é importantíssima, a revolução não se faz sozinha, mas somente por meio da consciência de classe. Eventos como esse realizado pela Fitmetal contribui enormemente para essa formação”.

    Já Débora Rocha da Silva Rua do Rosário, representante da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego de Betim, afirmou que “o 2º Seminário de Industrialização vem contribuir para nossas ideias e pensamentos e no fortalecimento da classe trabalhadora”.

    O 2º Seminário de Industrialização continua amanhã, sexta-feira (dia 7), debatendo a desindustrialização, reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país e alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil.

    Confira a programação:

    7 de agosto (sexta-feira)
    9h - Mesa 1: Desindustrialização: reflexos econômicos e sociais para o desenvolvimento do país. Com Wilson Cano, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Renildo Souza, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    13h - Mesa 2: Alternativas e potencial de crescimento da indústria no Brasil. Com Jô Moraes, deputada federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e Vincent Furlan, analista de negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    14h30 - Mesa 3: O papel da Ciência, Tecnologia e Inovação para a indústria no Brasil. Com Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia.

    16h30 - Considerações finais e consequências do debate.

    Fitmetal 

  • Entrevista com Marcelino Rocha: “Somente Diretas Já pode colocar o Brasil nos trilhos”

    O presidente da Fitmetal e da CTB-MG, Marcelino Rocha, avalia 2016 pela pauta regressiva imposta pelo governo golpista e analisa as perspectivas para 2017. Ele faz um balanço da Federação, com conquistas de novas bases e acordos fechados em um cenário de grandes dificuldades.

    Qual avaliação é feita sobre esse final de ano com tantas pautas negativas para os trabalhadores e trabalhadoras?

    A cereja do bolo amargo para o Brasil foi a aprovação da PEC 55. Infelizmente o povo não tem a dimensão do significado da aprovação dessa PEC. Vai chegar um determinado momento - que eu espero que não seja 2036 - que isso precisará ser revisto para o bem do país. Nós já alertávamos quanto a um possível golpe à democracia com antecedência. Até porque antes do golpe o Temer já tinha apresentado a “Ponte Para o Futuro”. Nesses meses de 2016 que foi implementado parte desse projeto nós temos assistido um desastre total do ponto de vista dos direitos sociais, das limitações democráticas e também da regressão dos direitos trabalhistas.

    O impeachment da presidenta Dilma foi uma iniciativa para abafar escândalos de corrupção de deputados e senadores, mas também trouxe consigo a volta de um receituário neoliberal. Era prevista a velocidade com que essa pauta negativa está sendo implementada?

    É uma receita neoliberal que nós não prevíamos em tamanho e contundência. O que o Temer fez em seis meses está superando Sarney, Collor, FHC e até a ditadura militar do ponto de vista regressivo dos direitos sociais e trabalhistas. É assustador como esse compromisso com a elite e com o setor financista pode impor uma agenda tão regressiva como vem sendo implementada nesses últimos meses depois do impeachment da Dilma.

    Aparentemente a direita age coesa na hora de ir contra o povo, já a esquerda muitas vezes não mostra a mesma unidade. Como explicar isto?

    Na esquerda ainda prevalecem diferenças que não cabem ao momento. Existe todo um xadrez para dizimar a esquerda no Brasil. Vide quantas capas das revistas mais reacionárias deste país, Veja, Época, IstoÉ, foram dedicadas a denegrir a imagem do presidente Lula. Ele como a principal liderança do nosso campo talvez não tenha a blindagem necessária do que pode vir a acontecer em 2017, que é a inviabilização da sua candidatura em 2018.

    Mesmo com a quantidade perdida de vereadores e prefeituras nas últimas eleições as pesquisas não mostram uma esquerda liquidada como alardeou a direita e além disso mostram Lula como o candidato mais forte para 2018...

    O único ponto ‘positivo’ para a esquerda é que a direita não tem consenso na disputa pelo poder, pois existem muitos interesses que trazem trincas. Exemplo disso é a briga entre Alckmin, Aécio e Serra, ou as divergências entre Renan Calheiros e Rodrigo Maia e por aí vai. Essa guerra pelo poder entre eles deveria nos ajudar e a esquerda deveria explorar mais essa fragilidade.

    O próximo ano já começa com pautas nefastas, como a votação da Reforma da Previdência na volta do recesso parlamentar. 2017 será mais difícil para o trabalhador do que foi este ano?

    Dizem que vai ter um grupo parlamentar em vigília para discutir a melhor forma de, ao retornar em 2017, aprovar a reforma da Previdência. São coisas que a gente não via nos últimos treze anos no governo no PT e seus aliados, que é o Congresso ficar até quatro horas da manhã debruçado para prejudicar o povo, com vigília de parlamentares para implementar medidas de precarização da vida povo brasileiro.

    Nesse ponto o movimento sindical e os movimentos sociais também não devem permanecer neste período estudando alternativas para barrar essa e outras reformas prejudiciais?

    O momento nos impõe a necessidade de muita atenção no campo democrático popular. Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo. De acordo com o Diap, existem mais de 50 medidas na ordem do dia para serem definidas por esse Congresso que não representa a maioria dos trabalhadores brasileiros. Isso vai desde a redução da idade para o início no trabalho que atualmente é de 16 anos e querem retroagir para 14. Isso combina muito com o desejo da deformação dos jovens brasileiros com o “Escola Sem Partido”, pois as dificuldades no ensino são muito maiores para quem começa a trabalhar mais cedo. Tudo isso também passa pela prevalência do negociado sobre o legislado, passa pela terceirização de atividades-fim entre outros.

    Quanto ao Michel Temer a imprensa e analistas apontam que a sua queda será inevitável. Você também aposta nisso?

    Hoje é uma possibilidade real a queda do Temer. O que não traz nenhuma expectativa positiva. Um golpe dentro do golpe que foi dado pode criar as condições piores para os trabalhadores com alguém mais reacionário ainda assumindo o posto de chefe do país. Por isso precisamos destacar a necessidade de eleições Diretas Já. Somente esta situação pode colocar o Brasil nos trilhos.

    O governo golpista além de impor uma agenda negativa ao país também está destruindo os projetos de integração regional e internacional, como o Mercosul e os BRICS?

    As mostras dadas pelo nosso ministro de relações exteriores são no sentido de acabar com qualquer possibilidade de intercâmbio ou organizações bilaterais de países que precisam se articular frente ao poder da União Europeia e dos Estados Unidos. Um ministro de relações exteriores como o Brasil que tem dificuldade em definir o significado de BRICS é o grande sintoma da desarticulação desse projeto, assim como acontece com o Mercosul, para colocar o nosso país novamente dentro dos interesses imperialistas dos EUA. Agora a Venezuela está sendo o foco central de desestabilização. A exclusão da ministra de Relações Exteriores da Venezuela do último encontro do Mercosul é muito simbólica quanto a isso.

    "Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo."

    A participação da indústria no PIB nacional está em queda livre. As medidas adotadas pelo governo Temer contribuem para piorar este cenário?

    Esse é um tema que a Fitmetal vai considerar como o mais importante do ponto de vista da sua ação política. O processo de desindustrialização que o país atravessa é de um risco muito grande. Um país cuja indústria sai de quase 30% de participação no PIB em décadas passadas e isto é reduzido a menos de 9% não tem perspectiva de desenvolvimento com distribuição de renda, com geração de emprego. A indústria é um setor que tem salários melhores, tem condições de trabalho mais significativas do que outras categorias profissionais, então é fundamental o desenvolvimento da indústria para o crescimento do país.

    O setor naval que cresceu tanto no governo Lula hoje é a maior representação desse cenário de desindustrizalização?

    O Lula desenvolveu políticas no setor naval que fez com que quase chegássemos a 100 mil trabalhadores na área, além de enraizar o setor naval em vários estados, como no Rio Grande do Sul e Pernambuco. Com a Lava Jato e a crise na Petrobras o setor naval deixou a herança de vários trabalhadores demitidos em 2015 e que ainda hoje não receberam as suas verbas rescisórias. Hoje o setor cada dia mais vai se enfraquecendo e hoje existem discursos para baratear o custo da produção no Brasil que indicam que ao invés de construir navios, o Brasil passe a alugar navios junto com tripulação estrangeira. Isso é um prejuízo para a produção, para a economia e para os marítimos nacionais.

    Para o setor de automóveis as condições também não são das melhores?

    Com exceção dos metalúrgicos de Camaçari na Bahia que fizeram um acordo em 2015 com validade de dois anos, fruto da organização no local de trabalho que existe lá, todos os demais metalúrgicos do setor automobilístico fizeram acordos no máximo com a reposição da inflação de um ano antes da data base e a grande maioria com o pagamento parcelado dessa inflação em até três períodos. No momento que você tem um executivo que atua em prol do setor financeiro e um legislativo subserviente aos interesses dos mais ricos, o setor empresarial não iria perder a oportunidade de desfazer todas as conquistas alcançadas nos últimos treze anos.

    No geral como foi avaliado o resultado das campanhas salariais de 2016?

    As campanhas foram realizadas dentro do possível em uma conjuntura totalmente adversa. Foi uma negociação onde o setor empresarial tentou implantar políticas regressivas, mas que, na medida do possível, foram barradas. A posição da Fitmetal junto à FEM/CUT e à Femetal (Força Sindical) em Minas Gerais foi destacada por diversos dirigentes de fora da Fitmetal. Minas é o único estado do Brasil que tem três Federações ligadas à Centrais diferentes e que fazem campanha unificada. O papel da Fitmetal, segundo os dirigentes das outras entidades, foi destacado.

    Especificamente para a Fitmetal como é avaliado este ano?

    Mesmo em um ano de muita dificuldade nós podemos falar que 2016 foi altamente positivo para a Federação. Em primeiro lugar por conta do registro sindical que foi definitivamente finalizado já em janeiro. Em segundo por conta da conquista de novas bases de grande significado para o crescimento e para o enraizamento da política da Fitmetal, que foi Chapecó (SC) e Três Marias (MG), além de criar a possibilidade de estender a base até Nossa Senhora do Socorro (SE). Um terceiro elemento que é importante destacar é que a Federação começou a aparecer com protagonismo. Participou das lutas nacionais contra o golpe com fisionomia, participou das manifestações em defesa da Petrobras, como também do Dia Nacional de Paralisações e Luta em Defesa dos Direitos, organizado pelos Metalúrgicos - com destaque para manifestação que ocorreu em Minas Gerais nas proximidades da Fiat. Além dessas manifestações a Fitmetal teve capacidade de construir alternativas para assinar os acordos coletivos nas suas bases, acordos que tiveram uma dificuldade maior com a liminar do Gilmar Mendes indicando o fim da ultratividade dos acordos.

    Do ponto de vista das relações das relações exteriores a Fitmetal teve um ano produtivo?

    Tivemos uma participação destacada no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial, na África do Sul, com a maior bancada de dirigentes. Estamos nos empenhando para fortalecer o internacionalismo de classe, estamos implementando isso na prática. Dessa maneira tivemos trocas importantíssimas, como essa com os metalúrgicos do Egito que visitaram o Brasil por duas vezes e agora nós fomos até lá e firmamos um acordo com eles.

    Em maio de 2017 será realizado o segundo Congresso Fitmetal. Qual é a expectativa até lá?

    Temos muita luta antes do Congresso da Fitmetal. Talvez a principal delas seja barrar a reforma da Previdência. Os metalúrgicos poderão ser os mais afetados com o fim das condições de insalubridade para a aposentadoria e existe toda a agenda regressiva da reforma Trabalhista. Portanto, precisamos chegar ao Congresso da Fitmetal com no mínimo a reforma da Previdência barrada.

    Por Murilo Tomaz, da Fitmetal

  • Fitmetal apoia a chapa “Democracia e Luta” na eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG)

    Chapa Democracia e Luta, apoiada pela Fitmetal (e pela CTB), concorre à eleição do sindicato que acontece no dia 18 de maio.

    No próximo dia 18 de maio, entre as 6 e 18 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG) e Região tem eleições para definir a nova diretoria da entidade para o próximo triênio. A base do sindicato abrange quatorze cidades e conta com cerca de seis mil trabalhadores metalúrgicos, sendo que 689 sócios do sindicato estão aptos para votar.

    Apenas uma chapa foi inscrita para o pleito, a chapa “Democracia e Luta”, apoiada pela Fitmetal. A chapa conta com 24 membros, sendo que 10 são metalúrgicos aposentados ou aposentados por invalidez.

    Edvando José e Silva, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias e vereador da cidade pelo PCdoB, concorre pela chapa e acredita no apoio dos trabalhadores nessa eleição. Ele aponta a renovação como marca da chapa, pois quase a metade é composta por novos integrantes. “Fizemos a renovação de quase a metade da chapa para ampliar a representatividade nas fábricas e o relacionamento com os trabalhadores”, diz.

    Entre os benefícios trazidos pela atual gestão do sindicato, que agora busca à reeleição, o vereador cita os avanços feitos nas negociações coletivas.

    “Nas negociações tivemos grandes avanços. Nesta semana mesmo estamos negociando nas fábricas para os trabalhadores terem ganho real. A nossa última negociação foi melhor do que a do Estado que fechou uma convenção negativa, menor do que a inflação. Além disso, temos aqui o benefício em que as declarações do Imposto de Renda dos associados são pagas pelo sindicato”, afirma.

    O metalúrgico também observa que o número de associados mais do que dobrou desde que assumiu como presidente e com isso foram feitos investimentos em infraestrutura.

    “Os trabalhadores foram ouvidos pelo sindicato. Fizemos uma reformulação muito grande e criamos áreas de lazer para os associados com quadra sintética e salão de festas, portanto fizemos investimos em infraestrutura para receber os trabalhadores”.

    Como propostas para o próximo mandato,fit Edvando indica a necessidade de ampliar a organização da classe trabalhadora, assim como em aproximar ainda mais os trabalhadores da entidade sindical, sem deixar de agir pela manutenção da luta de classes.

    Segundo ele, o mandato de vereador, conquistado nas eleições em 2016, deu amplitude às questões dos metalúrgicos na cidade. “O mandato de vereador está ajudando muito na luta dos metalúrgicos aqui em Três Marias, principalmente em relação às negociações com as empresas. Agora os metalúrgicos têm uma voz ativa na Câmara da cidade, isso trouxe maior representatividade para a categoria”, afirma Edvando.

    Da Fitmetal

  • Fitmetal aprimora sua comunicação e lança novo site

    A Fitmetal lança nesta segunda-feira (15) seu novo site, com o intuito de atender às expectativas dos metalúrgicos e metalúrgicas classistas em ter um meio de comunicação moderno e que seja um contraponto à chamada “grande mídia”.

    O lançamento do site é um marco da nova fase iniciada em 2016 pela Federação, que no último dia 7 de janeiro finalizou seu processo de fundação, ao receber do Ministério do Trabalho o registro sindical.

    O presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, enxerga o novo site como mais um instrumento de promoção dos interesses dos brasileiros. “É necessário que o movimento sindical compreenda seu papel na sociedade. Não podemos admitir que tantos profissionais da comunicação sindical convivam com o massacre da mídia ‘oficial’, que continua deitando e rolando contra a maioria dos interesses do povo brasileiro. A Fitmetal tem o dever de, junto a outros, promover a comunicação real e não a que interessa apenas a elite”, indica o presidente.

    Segundo Marcelino, a autocrítica do movimento sindical nesse momento é necessária, pois ele enxerga que os trabalhadores e trabalhadoras não possuem muitos contrapontos à grande mídia. Para ele, as experiências de comunicação independentes e alternativas aos veículos tradicionais têm sido importantes, porém insuficientes.

    Assim, o novo site corrobora com o compromisso da presidenta Dilma Rousseff que afirmou, no último dia 2 de fevereiro, que irá enviar o Marco Regulatório das Telecomunicações para o Congresso Nacional, com o intuito de regulamentar a Constituição de 1988, para acabar com os monopólios midiáticos e democratizar os meios de comunicação. Para o presidente da Federação, “a regulamentação mais avançada e democratizada da comunicação só faz reforçar as forças democráticas e populares do país”, diz Marcelino.

    DESIGN E ADAPTABILIDADE

    Conforme opinião da Agência SempreViva, responsável pelo site, foram realizadas muitas mudanças em comparação ao site anterior. “Foi feita uma mudança radical de design. O site hoje está muito mais parecido com um site de notícias. E é esse o objetivo. Além de falar da própria FITMetal, disponibilizar conteúdo de interesse dos trabalhadores e da sociedade em geral”.

    Ainda de acordo com a Agência SempreViva, o site está mais bem adaptado para as tecnologias atuais, e pode ser visto no computador, em tablets e celulares. “O site foi refeito com ferramentas mais modernas e as últimas tendências da web em sites editoriais. Para quem acessa ficou mais fácil a navegação e com um design mais próximo com o de uma agência de notícias”.

    CONTEÚDO MAIS AMPLO

    Ao promover as mudanças em seu site, a Fitmetal espera oferecer um conteúdo que tenha como público prioritário os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o país, sem deixar de lado os profissionais de outras categorias e todos aqueles que, em seu dia a dia, lutam pela valorização do trabalho e por mais direitos sociais.

    Dessa forma, além das notícias referentes às atividades da Federação e de seus sindicatos filiados, o novo site buscará oferecer um conteúdo que abranja as áreas de política, economia, mundo do trabalho e sindicalismo internacional.

    Para o secretário de Comunicação da Fitmetal, Valdir Silva, esse tipo de conteúdo é cada vez mais uma exigência dos dirigentes sindicais e da classe trabalhadora. “O mundo atual, com a facilidade tecnológica que dispomos, demanda uma comunicação diferenciada e integrada a todas as inovações disponíveis. Vamos dar um passo importante nessa direção a partir deste lançamento”, acentua o dirigente.

    Fonte: FITMetal

  • Fitmetal aprimora sua comunicação e lança novo site

    A Fitmetal lança nesta segunda-feira (15) seu novo site, com o intuito de atender às expectativas dos metalúrgicos e metalúrgicas classistas em ter um meio de comunicação moderno e que seja um contraponto à chamada “grande mídia”.

    O lançamento do site é um marco da nova fase iniciada em 2016 pela Federação, que no último dia 7 de janeiro finalizou seu processo de fundação, ao receber do Ministério do Trabalho o registro sindical.

    O presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, enxerga o novo site como mais um instrumento de promoção dos interesses dos brasileiros. “É necessário que o movimento sindical compreenda seu papel na sociedade. Não podemos admitir que tantos profissionais da comunicação sindical convivam com o massacre da mídia ‘oficial’, que continua deitando e rolando contra a maioria dos interesses do povo brasileiro. A Fitmetal tem o dever de, junto a outros, promover a comunicação real e não a que interessa apenas a elite”, indica o presidente.

    Segundo Marcelino, a autocrítica do movimento sindical nesse momento é necessária, pois ele enxerga que os trabalhadores e trabalhadoras não possuem muitos contrapontos à grande mídia. Para ele, as experiências de comunicação independentes e alternativas aos veículos tradicionais têm sido importantes, porém insuficientes.

    Assim, o novo site corrobora com o compromisso da presidenta Dilma Rousseff que afirmou, no último dia 2 de fevereiro, que irá enviar o Marco Regulatório das Telecomunicações para o Congresso Nacional, com o intuito de regulamentar a Constituição de 1988, para acabar com os monopólios midiáticos e democratizar os meios de comunicação. Para o presidente da Federação, “a regulamentação mais avançada e democratizada da comunicação só faz reforçar as forças democráticas e populares do país”, diz Marcelino.

    DESIGN E ADAPTABILIDADE

    Conforme opinião da Agência SempreViva, responsável pelo site, foram realizadas muitas mudanças em comparação ao site anterior. “Foi feita uma mudança radical de design. O site hoje está muito mais parecido com um site de notícias. E é esse o objetivo. Além de falar da própria FITMetal, disponibilizar conteúdo de interesse dos trabalhadores e da sociedade em geral”.

    Ainda de acordo com a Agência SempreViva, o site está mais bem adaptado para as tecnologias atuais, e pode ser visto no computador, em tablets e celulares. “O site foi refeito com ferramentas mais modernas e as últimas tendências da web em sites editoriais. Para quem acessa ficou mais fácil a navegação e com um design mais próximo com o de uma agência de notícias”.

    CONTEÚDO MAIS AMPLO

    Ao promover as mudanças em seu site, a Fitmetal espera oferecer um conteúdo que tenha como público prioritário os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o país, sem deixar de lado os profissionais de outras categorias e todos aqueles que, em seu dia a dia, lutam pela valorização do trabalho e por mais direitos sociais.

    Dessa forma, além das notícias referentes às atividades da Federação e de seus sindicatos filiados, o novo site buscará oferecer um conteúdo que abranja as áreas de política, economia, mundo do trabalho e sindicalismo internacional.

    Para o secretário de Comunicação da Fitmetal, Valdir Silva, esse tipo de conteúdo é cada vez mais uma exigência dos dirigentes sindicais e da classe trabalhadora. “O mundo atual, com a facilidade tecnológica que dispomos, demanda uma comunicação diferenciada e integrada a todas as inovações disponíveis. Vamos dar um passo importante nessa direção a partir deste lançamento”, acentua o dirigente.

    Fonte: FITMetal

  • Fitmetal assina ficha de filiação à CTB neste sábado (1º), em são Paulo

    Fundada em 2010, a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) se incorpora às fileiras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) neste sábado (1º), em São Paulo.

    A ficha de filiação foi assinada pelo presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha na presença do secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, que saudou a adesão ao projeto sindical da central que mais cresce no Brasil, em defesa dos interesses da classe trabalhadora.

    “A incorporação da Fitmetal à CTB se deve à luta desenvolvida pela central em defesa da classe trabalhadora e dos interesses nacionais”, afirma Rocha. Ele ressalta também os trabalhos da CTB contra a desindustrialização do país.

    “Juntamente com a Fitmetal, a CTB vem batalhando por projetos que revigorem a indústria no Brasil”, acentua. “A desindustrialização vem acabando com os empregos e prejudicando o desenvolvimento nacional”.

    De acordo com Rocha, a filiação à CTB mostra coerência porque “estamos juntos na luta contra as reformas do governo ilegítimo de Temer e defendendo eleições diretas já para colocar os Brasil nos trilhos do crescimento econômico”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Flora Brioschi

  • Fitmetal completa 7 anos em defesa da classe operária

    A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, Fitmetal, foi fundada em 1º de junho de 2010, em São Paulo, durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). Ao completar sete anos de existência, a entidade se coloca, ao lado de tantas outras organizações sindicais e sociais, com a grande tarefa de derrotar o atual projeto político em curso no Brasil.

    Como observa o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, o momento político não propicia comemorações. No entanto, ele revela que a história da Federação desde que foi fundada é de significativas conquistas.

    “Antes da fundação, a partir de 2008, com a saída da nossa corrente sindical classista da CUT, os metalúrgicos ficaram sem uma estrutura de organização nacional para se articularem. Com a construção da Fitmetal essa situação se inverteu, pois, a partir de 2010, nós começamos uma articulação nacional melhor estruturada. Com a Fitmetal nós implementamos um processo de conhecer as realidades do conjunto dos metalúrgicos classistas”, comenta.

    Para o dirigente, esses 7 anos confirmaram a necessidade de uma orientação nacional e de um debate de acordo com a conjuntura do momento político que o país viveu nesses últimos dez anos.

    “Temos a comprovação que estamos no caminho certo pelo desfecho das últimas eleições sindicais, em particular em Betim (MG) e Caxias do Sul (RS), quando nós enfrentamos adversários de peso e conquistamos essas duas vitórias importantes, mesmo com os concorrentes se utilizando de métodos que reprovamos e, por isso, nunca praticamos”, diz.

    Ao longo dos últimos anos, a Fitmetal também agregou novos e importantes sindicatos a sua base, como indica Marcelino.

    “Tivemos vitórias importantes como o Sindicato dos Metalúrgicos de Chapecó (SC), como os metalúrgicos de Três Marias (MG), em Nossa Senhora do Socorro (SE). Trazer esses sindicatos é uma demonstração da justeza da nossa política”.

    O dirigente também aponta como fundamental a recém-filiação à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

    “A decisão da filiação à CTB também é uma decisão estratégica e importante, porque a CTB hoje se caracteriza pela sua autonomia, pela sua democracia e pela a sua unidade na ação política. Essas são características que combinam com o processo de construção da Fitmetal”.

    No plano internacional, o presidente da Federação coloca que durante todos esses anos foi construída uma importante base de relacionamento. A partir da intervenção do secretário de Relações Internacionais, Francisco Sousa, que também é o secretário-geral da UIS MM (União Internacional Sindical dos Metalúrgicos e Mineiros), as relações com os operários e entidades de outros países tendem a se ampliar, com frutos importantes para os metalúrgicos e para as metalúrgicas do Brasil.

    Com a recente realização do 2º Congresso da Fitmetal, que ocorreu entre os dias 25 e 27 de maio, em Guarulhos (SP), e definiu uma nova direção para o próximo período, novos objetivos para a entidade foram traçados para os próximos anos.

    “A cereja do bolo de nossa jornada até aqui foi a realização do 2º Congresso da Fitmetal. Foi uma demonstração de profundidade no debate político e de fortalecimento da unidade da nossa corrente no ramo metalúrgico em toda a nação. Agora o objetivo da Fitmetal é fortalecer a unidade dos metalúrgicos classistas, ampliar o nosso raio de participação no movimento sindical, além do objetivo estratégico da fundação da Confederação Nacional de Metalúrgicos e Metalúrgicas Classistas”, completa Marcelino.

    Por: Murilo Tomaz na FitMetal

  • Fitmetal denuncia desindustrialização no Brasil em visita à CTB

    Representantes da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) se reuniram, na manhã desta quarta-feira (21), com o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, em São Paulo.

    Fitmetal aprova filiação à CTB durante 2º Congresso da entidade

    Durante o encontro, os sindicalistas dialogaram sobre os desafios da categoria diante da conjuntura política do país. “A Fitmetal inaugurou uma nova fase, após a realização de seu 2º Congresso. Daremos continuidade à luta contra as reformas trabalhista e previdenciária e por mais democracia”, expressou o presidente da entidade, Marcelino Rocha.

    Outro tema exposto na reunião foi sobre o fortalecimento da campanha contra o processo de desindustrialização no Brasil. “Os mais atingidos por esta iniciativa, com a desmonte do setor naval e a desnacionalização das empresas estatais são os metalúrgicos”, alertou Rocha.

    Seminário

    Com o objetivo de discutir sobre o assunto a Fitmetal, em parceria com a CTB, estão organizando um seminário com o tema que deve ocorrer no mês de setembro no Rio de Janeiro.

    A secretária de comunicação da federação, Andreia Diniz, saudou a iniciativa “Com a reestruturação da entidade vamos realizar mais ações como esta”, frisou. O secretário-geral da Fitmetal, Wallace Paz também participou do encontro.

    Portal CTB

  • Marcelino da Rocha: “É tempo de aprendizado e de autocrítica apurada”

    O ano de 2018 se encerra com os movimentos populares se preparando para a chegada do novo presidente da República. Para as entidades sindicais do Brasil, fortemente afetadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, “é tempo de aprendizado e de autocrítica apurada pois estamos sofrendo as consequências por nossa falta de capacidade de envolver o povo brasileiro na defesa de seus interesses mais fundamentais”, segundo o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha.

    Nesta entrevista, o dirigente fala sobre os efeitos iniciais da Reforma Trabalhista sobre o movimento sindical, sobre a importância do movimento Brasil Metalúrgico e defende um novo modelo de relacionamento entre sindicatos e suas entidades de nível superior (federações, confederações e centrais sindicais). “Há necessidade de corrigirmos aspectos que nos enfraquecem, em especial nesse cenário que se inicia em 2019”, sustenta.

    Confira abaixo os principais trechos da entrevista: 

    Fitmetal: É impossível para o movimento sindical fazer um balanço positivo do ano de 2018, mas certamente muitas lições servirão para as lutas futuras, especialmente durante o governo do próximo presidente. O ano de 2019 chegará com muitas dificuldades para toda a classe trabalhadora, mas qual deve ser a estratégia de luta dos metalúrgicos para o próximo período?: Este ano foi o coroamento do golpe dado pelas elites brasileiras em 2016. O auge desse golpe, naturalmente, foi a reforma trabalhista, que entrou em vigor no final do ano passado. Em 2018 nós começamos a viver as consequências de todo esse processo, liderado por uma burguesia que não aceita a ascensão social do povo que produz as riquezas deste país. Historicamente, os movimentos sociais brasileiros sempre foram obrigados a executar recuos estratégicos, procurando aprender e tomar lições sempre que golpes e ataques como esse nos afetaram. Mais uma vez as centrais sindicais, os partidos políticos e os demais movimentos têm a necessidade de construir uma grande unidade, uma grande aliança, formada a partir de bandeiras concretas, deixando de olhar para nós mesmos e nossos interesses, mas com a intenção de fortalecer a democracia brasileira. Neste governo que se inicia teremos que lutar muito pelos direitos sociais e também pela soberania brasileira, já que nossa elite deseja entregar de vez o que ainda resta da capacidade de desenvolvimento da economia brasileira. É tempo de aprendizado e de autocrítica apurada, pois estamos sofrendo as consequências por nossa falta de capacidade de envolver o povo brasileiro na defesa de seus interesses mais fundamentais. 

    Fitmetal: Pensando nessa estratégia para o futuro e trazendo a conversa para a luta da nossa categoria, como você avalia o papel do movimento Brasil Metalúrgico até o momento e de que maneira suas entidades poderão se organizar para manter a pauta da reindustrialização em evidência?
    Marcelino da Rocha: A continuidade do Brasil Metalúrgico é algo imperioso nos dias atuais. Há uma série de retrocessos a caminho, que afetam diretamente nossa categoria e também a classe trabalhadora em geral. A questão da reindustrialização e do desenvolvimento nacional precisa ser debatida. A entrega de setores estratégicos de nossa economia para os interesses privados internacionais (em especial dos Estados Unidos) afeta diretamente a categoria metalúrgica. Isso somado ao advento da Indústria 4.0 exige de nós, líderes do Brasil Metalúrgico, uma tomada de posição. 
    Outro ponto importante é a possível Reforma da Previdência, de inspiração chilena, que está sendo discutida pelo novo governo. No Chile estamos acompanhando o alto índice de suicídios de trabalhadores aposentados por esse sistema, hoje sem nenhuma condição de se sustentarem em condições minimamente adequadas. Entendemos que esse modelo não é o mais adequado aos brasileiros e que é necessário que diversas categorias se unam para manifestar sua contrariedade. 

    Em linhas gerais, temos que ter iniciativas mais amplas. Se cada um de nós tentar obter sucesso somente em seu sindicato, em sua cidade, em seu estado, nossa chance de êxito será muito menor. O Brasil Metalúrgico já deu mostras de sua capacidade de articulação e precisa iniciar 2019 com essa tarefa de construir uma unidade ampla e de caráter nacional. 

    Fitmetal: O Contrato Nacional Coletivo de Trabalho é algo que tem condições de ser discutido neste momento?
    Marcelino da Rocha: Entendo que mais do que nunca está na ordem do dia o Contrato Nacional Coletivo, já que há uma discrepância muito grande no salário e nos direitos de metalúrgicos de diferentes regiões do país. Se pegarmos o caso de São Bernardo do Campo ou da Bahia, vemos que os trabalhadores dessas regiões estão em um determinado patamar, com muita participação da categoria na conquista de mais direitos. Por outro lado, no Centro-Oeste ou em outras regiões do Nordeste você vê trabalhadores com salários muito diminuídos e com uma ausência muito grande de direitos. 

    Há também a realidade bem particular dos trabalhadores de montadoras de veículos, com cenários totalmente diferentes. Você vê metalúrgicos que recebem no final do ano uma Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de R$ 3 mil em algumas fábricas e R$ 25 mil, como vemos no Paraná em alguns casos. É por isso que mesmo na adversidade essa deve ser uma luta que não deve estar fora de nossas prioridades. Temos que construir essa unidade.

    Fitmetal: Com o fim do Ministério do Trabalho, como você avalia que se dará a interlocução das entidades sindicais com o governo federal? Será necessária uma aproximação maior com o Legislativo?
    Marcelino da Rocha: Esse é mais um dos ataques desferidos contra os trabalhadores, ainda que o Ministério do Trabalho já viesse sofrendo certo abandono inclusive de governos que tinham o nosso apoio, como o da ex-presidenta Dilma. Não é de hoje a falta de concursos públicos e de auditores fiscais, bem como a necessidade de instrumentalização das delegacias regionais de Trabalho. Os golpistas estão colocando em prática seu projeto. Cabe a nós desenvolver um novo projeto de articulação política, sem nenhuma ilusão em relação ao Parlamento eleito em 2018, que é ainda mais reacionário do que o atual. O movimento sindical precisa buscar uma unidade concreta e objetiva, para somente depois se articular com frentes do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, na tentativa de impedir esse desmantelamento de direitos trabalhistas do povo brasileiro. 

    Fitmetal: A reforma trabalhista trouxe dificuldades concretas para a sustentabilidade das entidades sindicais de todos os níveis. Falando primeiramente a respeito dos sindicatos, qual deve ser a estratégia adotada por suas direções para que o trabalho junto à categoria não sofra retrocessos ainda maiores?
    Sem generalizar, mas precisamos combater o distanciamento das entidades de nível superior em relação às suas bases. Com a reforma trabalhista, isso fica ainda mais latente. Nosso primeiro grande trabalho é essa reaproximação. Precisamos rever os métodos pelos quais nos relacionamos com os trabalhadores. Teremos que usar de muita criatividade, pois o que vínhamos usando já não os convencem mais. A categoria que tiver uma entidade presente no seu cotidiano, com líderes que não se vejam como superiores em relação àqueles que por eles são representados, conseguirá construir um nível de consciência mais elevado e será capaz de garantir sua sustentabilidade e representação.

    Fitmetal: Falando agora um pouco mais sobre a Fitmetal e outras entidades de nível superior, qual deve ser a estratégia para sua sustentabilidade? De que maneira precisará ser aprimorada a relação com os sindicatos?
    Marcelino da Rocha: Mesmo num ambiente totalmente adverso e de muita precarização, os metalúrgicos ligados à Fitmetal mantiveram conquistas históricas de suas bases (algo que freia, de certa forma, o retrocesso da reforma trabalhista) e ainda conquistaram avanços sociais e econômicos importantes. Isso se deu tanto pelas negociações de data-base quanto nas discussões de PLR. 

    Infelizmente, no entanto, essa relação com as entidades superiores exige que toquemos numa ferida. Os sindicatos de base, em geral, só compreendem a importância de suas federações, confederações e centrais sindicais quando é deflagrada uma disputa eleitoral na categoria, com a apresentação de chapas adversárias. Nesse momento sempre surge uma mobilização concreta, deslocamento de militantes, gastos com hospedagem, alimentação, materiais de comunicação e de estrutura. No entanto, uma vez resolvida essa questão, as entidades de nível superior são novamente deixadas de lado. 

    É claro que não podemos generalizar, mas esse relacionamento também tem problemas em seu sentido inverso. Como eu já disse anteriormente, as federações, confederações e centrais sindicais precisam se reaproximar com urgência de seus sindicatos de base. Essa relação não pode ser apenas contábil, baseada somente em números para definir sua representatividade. Diante dos desafios e dificuldades que vamos enfrentar, essa relação precisa ser revista por todos os atores envolvidos.

    Fonte: Fitmetal

  • Metalúrgicos de Jaguariúna fazem protesto neste sábado contra as reformas de Temer

    Aproveitando o feriado de aniversário da cidade de Amparo (dia 8 de abril), o Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna irá realizar uma atividade conjunta com outras entidades em protesto às reformas Trabalhistas e da Previdência. 

    O evento, que acontecerá a partir das 10h na Praça Pádua Salles, conta com o apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – APEOESP, do Sindicato dos Trabalhadores em Hotel, Bares e Restaurantes de Águas de Lindóia e Região – Sinthoresca, do Movimento Afro-Brasileiro de Amparo – MABA, e das organizações Frente Brasil Popular e Brasil Sem Medo.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, José Francisco Salvino, explica que o Governo Michel Temer está focado em acabar com os direitos dos trabalhadores e somente com paralisações e mobilizações poderá ser possível reverter esse quadro.

    “As dificuldades impostas para o trabalhador se aposentar com a reforma da previdência, e praticamente para todos os direitos trabalhistas propostos na regulamentação da terceirização irão destruir conquistas que viemos construindo ao longo das últimas décadas”, explica. “Somente com a união de todos os trabalhadores é que conseguiremos barrar essas reformas que atendem apenas aos grupos empresariais, famintos por gerar mais lucros e pouco se importando com a classe trabalhadora”, afirmou o dirigente.

    Serviço:

    Dia 8 de abril de 2017, a partir das 10h,

    Praça Pádua Salles – Amparo/SP

     

    Fonte: SindiMetal Jaguariúna

  • Metalúrgicos demitidos da Guerra enfrentam indefinição e intransigência da empresa

    Na manhã desta sexta-feira (02), nova assembleia foi realizada em frente à Guerra. A empresa que demitiu 180 trabalhadores sem pagar as verbas rescisórias permanece irredutível. Na tarde de quarta-feira (01), foi realizada uma audiência, onde representantes da Guerra insistem no parcelamento, mesmo com o Sindicato repetindo que não vai aceitar.

    O presidente do Sindicato, Assis Melo, disse que ao contrário da empresa, que não apresenta nenhuma perspectiva de resolução, fez ele mesmo uma proposta para tentar solucionar o impasse. “Nossa proposta é que eles paguem a parcela do 13º dos demitidos, assim como o mês de salário de novembro até o quinto dia útil, cancelem o aviso prévio que já venceu. Aí eles tiram a multa de um salário pelo vencimento do aviso. Suspendem as demissões e refaçam o número de demissões de acordo com o que a empresa pode pagar. Porque se não tem dinheiro pra pagar, não pode demitir”, explica.

    Segundo o presidente, a empresa ficou de dar uma resposta à proposta ainda no final da tarde desta sexta-feira. “Pedimos a compreensão dos trabalhadores a não aceitarem fazer hora extra pelo menos neste final de semana, enquanto estamos na luta. A empresa tem responsabilidades das quais não pode fugir. Enquanto as verbas rescisórias não forem pagas, vocês ainda são trabalhadores da empresa e seguiremos lutando”, destaca.

    Assis convoca todos para uma rede de solidariedade para ajudar os trabalhadores desempregados não só da Guerra, mas de toda a categoria metalúrgica. “Faço um apelo à sensibilidade para que, a partir de semana que vem, comecemos a recolher cestas básicas para ajudar os trabalhadores metalúrgicos desempregados. Apelo à sensibilidade principalmente da direção da empresa Guerra para que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível. Qual é a dificuldade em aceitar a nossa proposta? Estamos aqui lutando pelos direitos dos trabalhadores. Não queremos nada além disso”, reitera.

    Depois da assembleia, os trabalhadores saíram em caminhada até o portão administrativo da empresa, onde permanecem reivindicando por seus direitos.

    Fonte: Sindimetal Caxias do Sul

  • Metalúrgicos do Rio de Janeiro aceitam proposta de aumento salarial

    Na assembleia realizada na última quinta-feira (3), os metalúrgicos do Rio de Janeiro aprovaram, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial para a categoria neste ano. O acordo garantiu o aumento de 9,15% para os trabalhadores, sendo 6% retroativo para outubro e 3,15% em março de 2017 para o Grupo-19/Firjan, e 5,65% em outubro e 3,5% em abril para o setor naval.

    A campanha salarial deste ano ocorreu dentro de uma forte crise econômica e política. Muitas empresas encontram-se em dificuldades, demitindo e até mesmo fechando as portas.

    Mais uma vez o patronato jogou duro com os trabalhadores. Inicialmente sinalizaram com 0% de aumento, com retorno do banco de horas e retirada de direitos. Depois queriam dar apenas 5% em janeiro do ano que vem. Todas estas propostas foram prontamente rejeitadas pelo Sindicato, que exigiu a recomposição salarial dos metalúrgicos.

    O Sindicato intensificou as ações na porta de fábrica, com diversos atos com os trabalhadores. Só então os patrões apresentaram uma proposta melhor e que pôde ser aceita pela categoria.

    A crise na indústria continua, por isso o Sindimetal-Rio alerta aos trabalhadores para que se mantenham atentos e mobilizados para as lutas que virão em defesa dos nossos direitos. A CLT está sob ataque dos patrões e do Congresso Nacional. Não aceitaremos retirada de direitos!!!

    Desconto assistencial – A assembleia também aprovou o desconto assistencial no valor de R$ 9,00 em três vezes para cobrir os gastos da campanha salarial. É importante que a categoria contribua com a sua própria luta. Não aceite pressão dos patrões para não fazer o desconto. Quem financia a luta dos trabalhadores é a própria categoria.

    Do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

  • Metalúrgicos do Rio debatem a Política de Conteúdo Nacional

    Na última quarta-feira (8), a direção do Sindimetal-Rio esteve no Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) para uma reunião que debateu a importância do conteúdo nacional para a indústria naval. O encontro também reuniu a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) e outros sindicatos da categoria.

    Recentemente, o governo golpista de Temer decidiu diminuir em 50% o índice de conteúdo local exigido para as empresas que participarem dos próximos leilões de petróleo e gás, marcados para setembro e novembro de 2017.

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Jesus Cardoso, defendeu a unidade dos trabalhadores para a luta em defesa do conteúdo nacional, pois sem ele a indústria naval não se sustenta.

    Os sindicatos dos trabalhadores e o Sinaval pretendem realizar ações para deixar claro ao governo Temer a importância deste setor para o Brasil e rejeitaram a ida das obras para os estaleiros estrangeiros.

    Exportação de empregos

    A Política de Conteúdo Local é a exigência de participação das indústrias brasileiras na extração do petróleo nacional, incluindo a indústria naval. Apesar da oposição em bloco à sua redução, que teve apoio até do presidente da FIESP, Paulo Skaf, o governo Temer decidiu em fevereiro pela redução. A justificativa do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, foi que “melhor que porcentual alto, inexequível, é um porcentual baixo que todos possam atingir”.

    Na época, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, classificou a medida como "uma política que vai exportar empregos”. Ele explicou que, diante da concorrência desequilibrada que essa indústria passará a sofrer em relação aos importados, que chegam ao Brasil com isenção total de impostos, é provável que haja uma migração agressiva da cadeia de produção para países com custos associados mais baixos. Em sua primeira entrevista após o fato, ele disse esperar também que haja uma "desmobilização da indústria e dos centros tecnológicos" que permitiram ao Brasil tomar a liderança mundial na exploração em águas ultraprofundas.

    A decisão do governo está em sintonia com as grandes petroleiras multinacionais, que pediam a mudança desde a abertura dos leilões para empresas estrangeiras. Gigantes como Shell e BP argumentavam que a exigência tornava os equipamentos muito mais caros, e que a indústria nacional não tinha capacidade de entrega - algo que, por sua vez, os obrigava a investir nessa mesma indústria nacional.

    Da CTB-RJ

  • Metalúrgicos fluminenses se reúnem com prefeito de Niterói (RJ) para debater setor naval

    Na semana passada, o presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, esteve com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Entre outros assuntos, eles conversaram sobre a importância de reativar, o quanto antes, a indústria naval no estado do Rio.

    O prefeito de Niterói se comprometeu a reunir os prefeitos do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis para uma reunião conjunta que possa traçar ações que ajudem a retomar a indústria naval no estado.

    A ideia é fazer uma frente ampla de prefeitos que possam dialogar com os deputados e pressionar o governo federal a destravar os investimentos no setor naval, de forma a retomar as obras e gerar empregos.

    Também neste sentido, o presidente Jesus Cardoso esteve com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para pedir seu apoio na busca, em Brasília, desse debate para pressionar o governo federal a realizar investimentos e garantir o conteúdo nacional.

    A quebra do setor naval atingiu duramente o estado do Rio, o estaleiro Eisa fechou as portas deixando milhares de trabalhadores sem emprego e sem as verbas rescisórias. Situação parecida acontece com os metalúrgicos do Rio Nave. O objetivo é fazer com que estes estaleiros, e outros, retomem o quanto antes das obras e possam novamente gerar empregos no nosso estado.

    A busca pela reativação do setor naval também precisa envolver os deputados estaduais e o governo do estado. Por isso, já está marcada a audiência pública para o dia 10 de abril, às 9h, (segunda-feira), na Alerj.

    Do Sindimetal-Rio

  • Nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim participa de seminário sobre gestão sindical

    A nova diretoria do Sindicato, que tomou posse no último domingo (9), participa nesta segunda-feira (10) e na terça (11) de sua primeira atividade: um seminário sobre gestão sindical classista. O objetivo é mostrar aos novos diretores o funcionamento da entidade, seu Estatuto, a Convenção Coletiva de Trabalho dos Metalúrgicos e definir um programa de atuação para a nova gestão, que seja classista, democrática e unitária.

    O encontro conta com a participação do secretário de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB), Adelmo Rodrigues de Oliveira, e do secretário de Interiorização, Gélson Alves; da diretora da Federação Interestadual dos Metalúrgicos de Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) Andréia Diniz; da presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), Valéria Morato; do assessor de Formação do Sindicato, Maurício da Rocha, e do assessor político da entidade, João Batista Cassiano.

    Na abertura do seminário, a presidenta do Sinpro Minas saudou a nova diretoria e chamou a atenção para importância da organização dos trabalhadores e dos desafios que estão sendo colocados para a nova gestão. "O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região tem uma história de 40 anos que precisa ser considerada, pois é ela que faz o presente. Essa diretoria que acaba de assumir a condução do Sindicato foi eleita com a bandeira da experiência e do novo. Por isso, deve trabalhar com o olhar da continuidade e do novo, promovendo as mudanças necessárias sempre com o objetivo de atender às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras", disse Valéria Morato.

    Adelmo Rodrigues falou à diretoria sobre o papel político do Sindicato. "O Sindicato é o grande aliado do trabalhador, seja para garantir ou lutar por direitos. Mas, seu papel vai ainda mais além. Ele também deve atuar como um agente político na sociedade, devendo dialogar com outras entidades sindicais, com o Poder Público e também com a sociedade como um todo. Por conta dessa sua importante atuação, os sindicatos vêm sofrendo duros ataques nos últimos tempos. Por isso, é fundamental à diretoria do Sindicato e aos trabalhadores compreenderem essa importância e defendê-lo desses ataques. A diretoria do Sindicato não pode e não deve abrir mão desse papel político de agente transformador da sociedade", ressaltou.

    Confira a cobertura fotográfica do seminário na galeria de fotos do Facebook do Sindicato.

    Do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim

  • Sergipanos debatem crise no setor industrial

    Um panorama da indústria e as saídas para a crise econômica que afeta o setor foram traçados, em Aracaju (SE), durante a realização do ciclo de debates sobre Indústria e Desenvolvimento – Estratégias para superar a crise e construir um novo projeto nacional. O evento foi promovido pela Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sindicato dos Metalúrgicos de Nossa Senhora do Socorro e Região (Sindimetal), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) e Dieese.

    O professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Lacerda, um dos convidados para o ciclo de debates, reconheceu que o país vive um período adverso e haverá dificuldades para o setor e para os trabalhadores nos próximos anos. O docente baseou sua análise em cinco pontos - a importância da indústria; a desindustrialização prematura; o que os governos populares fizeram e deixaram de fazer em favor do desenvolvimento industrial; o desmonte da indústria e as dificuldades de se pensar um programa nacional para o setor.

    Internacionalização

    Lacerda lembrou que a indústria no Brasil vem perdendo peso na economia desde a década de 80 com a consequente estagnação do emprego formal no setor e, apesar de ter apresentado um crescimento entre 2004 e 2011, voltou a cair desde então. Segundo ele, a elite brasileira está unida contra o desenvolvimento industrial. “Ela está vendendo tudo, inclusive em Sergipe, para grandes grupos estrangeiros, principalmente da Noruega e Índia”, esclareceu. Para o professor, isso tem provocado uma forte internacionalização da indústria no Brasil.

    Luis Moura, supervisor técnico do escritório do Dieese-SE, também convidado para o ciclo de debates, falou sobre os impactos da nova legislação trabalhista que sinaliza com a precarização por diversas formas de contratação. “Se uma empresa instalada no Nordeste perde o incentivo fiscal e o subsídio do crédito do BNDES, ela vai olhar para a questão da mão de obra como um custo a ser atacado dentro de uma flexibilização respaldada pela nova legislação. Isso preocupa porque, como não há nenhuma restrição a demissão imotivada, as empresas acabam regulando os custos dela via demissão”, enfatizou.

    Segundo Moura, diante desse cenário, as empresas demitirão os empregados mais antigos e contratarão novos, aumentando a rotatividade com o rebaixamento da média salarial. Com base em dados do IBGE de 2015, divulgados nesta quarta-feira (4), Moura demonstrou a redução no número de indústrias e a consequente queda nas vagas de emprego nos últimos anos. Em Sergipe, haviam 2,3 mil indústrias de transformação em 2013 e, em 2015, esse quantitativo caiu para 2,2 mil. “Está havendo sim um processo de desindustrialização. Ninguém é contra o crescimento do setor de serviço, ou que a agricultura tenha o crescimento e seja um setor extremamente competitivo, mas temos perdido essa competitividade no setor industrial”, salientou.

    Enriquecedor

    Para o presidentE da CTB-SE, Adêniton Santana, o quadro traçado por Lacerda e Moura é assustador e preocupante, mas esse é um momento de buscar soluções para sair da crise. “Esse evento veio para que possamos montar estratégias e elaborar um projeto nacional de desenvolvimento para a indústria. Tivemos dois debates ricos, mostrando a realidade do setor, o que eleva também o nosso conhecimento”, disse.

    A presidentA do Sindimetal, Maria Delvanira, avaliou positivamente o ciclo de debates. “Foi bastante esclarecedor. Tivemos um panorama da situação da indústria no país, as consequências da política de desindustrialização para a economia brasileira e para os trabalhadores, e o que nos aguarda com a entrada em vigor da legislação trabalhista. Foi muito enriquecedor e ficamos felizes por contribuir com a realização de um evento como esse”, salientou. Além de dirigentes de entidades sindicais de Sergipe, o presidente da Federação, Marcelino da Rocha, o vice-presidente Aurino Pedreira e o secretário-geral Wallace Paz também participaram do evento.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Sociedade debate futuro da indústria metalúrgica em evento na orla de Aracaju

    Empresários, trabalhadores e representantes de órgãos públicos participam nesta quarta-feira (4), do ciclo de debates Indústria e Desenvolvimento – Estratégias para superar a crise e construir um novo projeto nacional. Entre os convidados estão o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira; o professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ricardo Lacerda, e o supervisor técnico do escritório do Dieese-SE, Luis Moura. O evento será realizado no Real Classic Hotel, localizado na Avenida Santos Dumont, na Orla da Atalaia, das 9 às 13 horas.

    O ciclo de debates será promovido pela Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Sindicato dos Metalúrgicos de Nossa Senhora do Socorro e Região (Sindimetal), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) e Dieese. Dirigentes da Fitmetal já confirmaram participação no evento. Estarão em Aracaju, o presidente da Federação, Marcelino da Rocha, o vice-presidente Aurino Pedreira e o secretário-geral Wallace Paz.

    Troca de ideias

    “O objetivo é ampliar os conhecimentos com a troca de ideias de diversos setores da sociedade sergipana”, afirma Maria Delvanira (Vânia), presidente do Sindimetal. Para a dirigente da entidade, esse é um momento crucial para a indústria metalúrgica, que há anos sofre com a inexistência de uma política voltada para o desenvolvimento sustentável.

    ctb se metalurgicos debate

    “As montadoras têm importado componentes indiscriminadamente, e as nossas fábricas têm apenas juntado as peças e colocando o produto no mercado. Com essa política, os empregos diminuem no Brasil e aumentam no exterior”, enfatiza Vânia. A situação tende a se agravar ainda mais com a entrada em vigor – dia 11 de novembro – da nova legislação trabalhista que desprotege a classe trabalhadora contra a ofensiva do capital e do próprio governo.

    Perda de benefícios

    “As empresas já tentam retardar as campanhas salariais em curso, para que as convenções e os acordos coletivos possam ser adequados à nova legislação. As ameaças de terceirização, precarização e desemprego crescem, sem contar a perda de benefícios e direitos”, salienta. Nesse sentido, foi lançada a campanha Brasil Metalúrgico, que reúne entidades ligadas às centrais sindicais, com o objetivo de evitar a aplicação das reformas e a retirada de direitos nas bases da categoria.

    Segundo Vânia, todas essas questões serão debatidas no evento que é aberto à sociedade. As inscrições são gratuitas. Os interessados podem confirmar presença pelo telefone (79) 99969-4155. Após o ciclo de debates em Aracaju, as entidades promotoras farão outros na Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Maranhão.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • UISMM e Fitmetal saúdam metalúrgicos do Uruguai pela realização de seu 21º Congresso

    A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) e a União Internacional de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM) da Federação Sindical Mundial (FSM) saúdam os companheiros da União Nacional de Trabalhadores Metalúrgicos e Ramos Afins (UNTMRA) por seu 21º Congresso.

    A UNTMRA é um sindicato de luta, dono de uma trajetória histórica na vida sindical e política do Uruguai. Saudamos também o papel fundamental da PIT-CNT, central sindical que sempre está à frente de todas as batalhas do povo uruguaio e da América do Sul.

    Neste momento de grave crise econômica do capitalismo, é importante que o 21º Congresso da UNTMRA faça um balanço da conjuntura nacional e internacional, de modo a direcionar a luta de nossa categoria perante os desafios atualmente impostos à classe trabalhadora.

    Desde o Brasil, sabemos que é por meio da unidade de ação, do internacionalismo e da soma de todas as nossas lutas que conseguiremos conduzir a classe trabalhadora por caminhos mais justos e prósperos, em cada um de nossos países.

    Vida longa à UNTMRA!

    Vida longa à PIT-CNT!

    São Paulo, 25 de outubro de 2017

    Francisco Sousa
    Secretário de Relações Internacionais da Fitmetal e Secretário-geral da UISMM