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Ter, Jun

ForaTemer

  • O Twitter brasileiro se inflamou nesta terça-feira (27) com o recebimento da denúncia criminal contra Michel Temer na Comissão da Constituição e Justiça do Senado. Sob a hashtag #ForaTemer, dezenas de milhares de pessoas pediram a saída imediata do golpista e #DiretasJá.

    O termo chegou ao 2º lugar nos Trending Topics mundial por volta das 16 horas, liderado pelos usuários brasileiros. Além da peça de acusação da Procuradoria-Geral da República, muitos citaram o discurso arrogante de Temer no início da tarde, em que ele diz que “nada o destruirá” e chama o governo russo de “soviético”.

    Entre as lideranças que se manifestaram, estavam os presidentes Lula e Dilma, que chamaram a atenção para o fato de Temer ser o primeiro presidente da história do Brasil a ser acusado de um crime comum enquanto está no poder. A presidenta Dilma foi além, com uma série de tweets que evidenciam a forma desonesta pela qual Temer chegou ao Planalto:

    dilma tweets golpe

    Já o ex-presidente Lula aproveitou o momento inflamado para pedir a renúncia de Temer. Para o líder petista, a situação política só se resolverá com a convocação de novas eleições. Ele usou seu perfil no Facebook para mandar a mensagem:

    Portal CTB

  • Os dirigentes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde-CE) saíram às ruas de Fortaleza na manhã desta sexta-feira (30) aderindo à Greve Geral contra as reformas do desgoverno Temer. "Estamos nas ruas contra as reformas trabalhista e da previdência e pela saída do presidente ilegítimo Michel Temer", diz Marta Brandão, presidenta do Sindsaúde-CE. 

    Assista Marta Brandão 

    Um dos vídeos do sindicato alerta aos profissionais de saúde da rede privada cearense que devem estar alertas à Campanha Salarial, porque "os patrões querem se antecipar à aprovação da reforma trabalhista e cortar direitos". As trabalhadoras e os trabalhadores cearenses também defendem Fora Temer e Diretas Já.

    Veja a passeata pelo centro de Fortaleza 

    Portal CTB com informações do Sindsaúde-CE

     

  • Quando se pensa que não poderia piorar, aparece um Alexandre Frota da vida levando “sugestões” ao Ministério da Educação (MEC). Parece piada, mas não é. A falta de educação do desgoverno Temer se consubstancia.

    Isso mostra a verdadeira face desse desgoverno que se apossou do lugar da presidenta legítima Dilma Rousseff.

    Revela também a face mais cruel do arraigado machismo brasileiro. Explica a reportagem de uma revista de desinformação com o título “bela, recatada e do lar”, ou seja, a mulher deve estar sempre pronta para servir, sem abrir a boca para reclamar.

    O ator pornô Alexandre Frota representa a face mais cruel desse machismo rude, para o qual qualquer manifestação de delicadeza se liga apenas e tão somente ao feminino, quer dizer que cultura é coisa de mulheres e homossexuais.

    Mostra ainda porque a proposta de debater as questões de gênero nas escolas assusta tanto os setores conservadores dessa elite carcomida e obsoleta. Para quem solidariedade humana é coisa de "esquerdopata".

    As educadoras e os educadores brasileiros discutiram durante anos em inúmeras conferências as maneiras de dialogar com a sociedade, as formas de se construir a igualdade de direitos entre as brasileiras e brasileiros, ensinando o respeito à dignidade humana.

    Aí golpeiam a democracia e juntamente toda a possibilidade de convivência com o diferente, com o respeito e com a justiça. Em poucos dias de desgoverno mostram ao que vieram em todos os setores.

    Começaram extinguindo ministérios com a desculpa de promover economia, mesmo sabendo que não economizam nada com esses cortes.

    Principalmente porque os cortes promovidos, como sempre os conservadores fazem, se concentram nos ministérios sociais, nos setores mais sensíveis à população mais carente.

    E para o MEC foi nomeado um ministro afinado com o setor privado da educação. Já começou falando em acabar com a educação pública para o ensino médio e para o superior. Porque para eles, o Estado deve somente prover a educação pública básica.

    Iniciou sua gestão cortando recursos do Programas Universidade Para Todos (ProUni), do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Financiamento Estudantil (Fies), entre tudo o que significa possibilidade de acesso à educação aos mais pobres.

    Agora, receber um conhecido defensor da “supremacia” masculina e ainda se orgulhar disso, permitindo ser fotografado ao lado de tão ignóbil companhia, mostra uma afronta à civilização e à possibilidade de progresso civilizacional no país.

    É esse tipo de educação que os pais querem para seus filhos e filhas? Onde a mulher é figurada como mera coadjuvante de “varões” dispostos a usar a vara para prevalecer sobre todos e todas que os contestem?

    É o prazer do “macho” conquistado a qualquer custo, independente da vontade alheia. Só conta o falo e o regozijar-se de predominar custe o que custar. Nem Freud consegue explicar.

    Receber Alexandre Frota no Ministério da Educação com pompa denuncia o caráter transfigurado de um desgoverno ilegal e imoral. 

    A educação da infância e da juventude não pode estar submetida à ignorância e à completa falta de respeito às pessoas.

    Entre as prioridades da sociedade, a educação precisa de gente séria, antenada com a contemporaneidade e com os avanços da humanidade. E isso o desgoverno Temer não tem. Assim, cresce ainda mais o grito de Fora Temer.

    Alexandre Frota em qualquer órgão governamental nem em piada. No MEC é o fim. Representa a cultura do estupro na educação de crianças e jovens. Estupro, inclusive, à inteligência.

    Marcos Aurélio Ruy é jornalista do Portal CTB.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Com a conclusão do 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro, neste sábado (17), em Belo Horizonte.

    O documento indica que “a UNE, deve defender as Diretas Já também para que o povo eleja um presidente que possa convocar uma assembleia constituinte soberana, eleita sob novas regras, sem financiamento empresarial, única forma de anular as medidas dos golpistas (PEC do limite de gastos, reforma do ensino médio, entrega do Pré-Sal) e abrir caminho para as reformas populares, como a reforma agrária, a regulamentação da mídia, a reestatização do que foi privatizado, e as mais profundas demandas da juventude como a desmilitarização da polícia, a retomada da expansão das universidades públicas, o passe livre estudantil, entre outras”.

    Leia também: Dirigente da CTB debate as reformas trabalhista e previdenciária no 55º Congresso da UNE

    O texto intitulado “A unidade é a bandeira da esperança – venceremos nas ruas!” reafirma o empenho da UNE na construção das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, como espaços de construção unitária de ação política do povo, e convoca os estudantes e movimentos sociais, também para a manifestação do dia 11 de agosto, dia do estudante.

    A diversidade do pensamento político da juventude foi ouvida no plenário do ginásio do Mineirinho, lotado. Foram apresentados outros oito documentos de resolução de Conjuntura. O documento aprovado, na íntegra, será publicado no site da UNE nos próximos dias.

    Do Vermelho

  • A TV Poeira vem se colocando como uma importante trincheira pela democracia, desde o início da campanha contra o processo de impeachment ilegal, instaurado na Câmara dos Deputados. No vídeo abaixo, diversos artistas falam sobre as  manifestações programadas para o domingo (31). 

    "Dia 31 de julho, teremos manifestações por dois caminhos no país. Um que apoia um governo só de homens brancos, ricos, investigados pela Lava Jato e que foi convocado por um grupo que mobilizou o país contra a corrupção, mas que no fundo foi patrocinado por partidos corruptos e ajudaram a colocar uma quadrilha no poder", dizem os artistas.

    "O outro quer um Brasil com mais direitos, sem o preconceito racial, sem homofobia, sem o machismo, com mais diversidade, sem corrupção. E acima de tudo que tem o direito de escolher o seu presidente", aí perguntam: "de que lado você fica?. Com Temer ou fora Temer?". E "por um 'acordão' para barrar a Lava Jato ou por uma reforma política para barrar a corrupção?" Enfim perguntam se "este Congresso deve decidir os rumos do Brasil ou você com seu voto?"

    Assista o brilhante vídeo da TV Poeira

    Mais um vídeo genial da TV Poeira 

     

    Em depoimento também para a TV Poeira, o cantor e compositor Mano Brown, do Racionais MC's, diz que "eles (elite golpista) querem trocar um governo por outro" e nada mais. Critica a mídia e diz que "o povo está alheio. Isso que é muito preocupante", afirma. 

    De acordo com o rapper paulista, "se perguntar na periferia quem é o Renan Calheiros ninguém sabe, se perguntar quem é Eduardo Cunha, o camelô não sabe e eles estão detonando o país". Perguntado sobre qual a solução para o impasse vivido no Brasil ele responde que é "eleição direta". No final pergunta ao interlocutor: se o Brasil não é "um país de crime organizado, por que estes caras estão no poder?"

    Veja Mano Brown 

    O grupo pernambucano Nação Zumbi puxa o ‪#‎ForaTemer,‬ durante apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns e o público segue o canto e vibra com a frase mais dita no país nos últimos dois meses.

     Nação Zumbi entoa #ForaTemer

    Nesta quarta-feira (27), durante a abertura do Seminário Democracia na América Latina, em Curitiba, cerca de 7 mil pessoas gritaram "Fora Temer", à espera do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica.

    Acompanhe o uníssono "Fora Temer" 

    A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, convoca os estudantes para participar dos atos  "Fora Temer", promovido pela Frente Povo Sem Medo, em diversas cidadades no Brasil e em outros países como Alemanha e Holanda. Ela diz que é "o povo quem deve decidir sobre os rumos do país", por isso defendeu o plebiscito como forma de resolver o impasse criado pela elite golpista.

    Carina Vitral convoca para a defesa da democracia

     

    O cineasta Ruy Guerra, que nasceu em Moçambique e naturalizou-se brasileiro, visitou o Ocupa Minc RJ, na segunda-feira (25), logo após a desocupação violenta e disse que "estamos muito próximos do fascismo", ele critica a atuação do judiciário e diz que virou um "reduto do fascismo". 

    Assista o cineasta Ruy Guerra

    tico santa cruz povo sem medo

    gregorio duvvivier povo sem medo

    juca kfouri povo sem medo

    Portal CTB com agências

  • Já está no ar o site 342agora.org.br com os contatos de todos os deputados federais, separados em favor a que o presidente ilegítimo Michel Temer seja julgado pelas acusações que lhe são imputadas, contra a aceitação desse julgamento e um grande número de indecisos.

    Os organizadores do site afirmam que essa plataforma “é o resultado de diversos encontros e reuniões da classe artística e de formadores de opinião que se reúnem nesse momento para pressionar a investigação sobre o presidente Michel Temer”.

    Assista e apoie: 

    Como diz o ator Silvero Pereira, é a primeira vez que um presidente é acusado de prática de crime comum. A cantora Teresa Cristina reafirma que se é a primeira vez o Congresso tem que autorizar o seu julgamento.

    O compositor e cantor Criolo complementa dizendo que “já demorou essa caminhada” de um presidente ilegítimo que se apoderou do poder sem voto. Para Pereira, tirar o Temer significa renovar a “esperança de termos uma democracia de fato”.

    Já o cartunista Ziraldo anuncia que “nada temos a perder, a não ser o Temer ainda no poder”. Enquanto o roqueiro Tico Santa Cruz, do grupo Detonautas, quer a união de quem tem interesse em defender “o futuro do Brasil”. Um futuro digno para todas e todos.

    A secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Celina Arêas, saúda a iniciativa dos artistas. “A classe artística tem dado sinais de estreita ligação com os interesses da classe trabalhadora e do país. Ainda mais neste momento crucial para a vida da nação. Por isso, lutamos pelo Fora Temer e por Diretas Já”.

    Todos pelo Fora Temer e Diretas Já: 

    Porque não é correto que “alguns políticos sejam julgados e até afastados e outros não”, reforça o cantor e compositor Jorge Vercillo. “Todos que desejam uma sociedade mais justa”, afirma a cantora Vanessa da Mata, devem pressionar “os deputados para que Michel Temer seja julgado”, complementa a atriz Glória Pires.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No Festival de Gramado, cineastas gritam "Fora Temer" e pedem Diretas Já

    Em diversos cantos do planeta, artistas brasileiros se unem ao povo e aderem ao coro de “Fora Temer”. No Festival de Cinema de Petrópolis (RJ), o ministro golpista da Cultura, Marcelo Calero, foi escrachado e teve de se retirar chamado de golpista. Os cineastas gritavam também “fascistas não passarão”.

    Assista 

    Na cerimônia de entrega da premiação do Festival de Cinema de Gramado (RS), a equipe do Melhor Curta-Metragem, "Rosinha" (Foto no destaque), convidou os presentes a subirem ao palco e defenderam a democracia e puxaram o “Fora Temer”. Com faixas com a nova palavra de ordem das forças populares: Diretas Já, vontade expressa em pesquisas da maioria da população.

    Assista manifestação dos artistas em Gramado (RS) 

    Criolo em Portugal

    criolo fora temer portugal

    Criolo com fãs em Portugal: "Não se calem"

    O músico paulista Criolo fez a sua parte na Festa Avante, em Lisboa, Portugal, um dos maiores eventos comunistas do mundo, e denunciou o golpe na jovem democracia brasileira. Ele pediu para as pessoas não se calarem diante do golpe e tirou foto com fãs com uma faixa escrito “Fora Temer”. Ele assinou a faixa com a poesia abaixo:

    “De tanta luz se sonha
    Um tanto a mais de amor
    Pois o nosso sal de cada dia
    Não mais me desse ou desce a democracia.”

    Em Paris, o público que acompanhava show de Caetano Veloso na “Lavagem de Madeleine (igreja)”, considerado o maior evento de brasileiros na Europa, puxou o “Fora Temer”, que contou com a adesão do compositor baiano.

    Assista Caetano Veloso em Paris  

    Depois do golpe, em artigo publicado neste domingo (4), dia de grandes manifestações contra o golpe em todo Brasil, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prega o diálogo PT-PSDB para “frear” as manifestações contra o governo Temer golpista.

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    Papa Francisco reza pelo Brasil e pensa em não vir ao país

    O Papa Francisco afirmou neste sábado (3), em uma cerimônia no Vaticano, que o “Brasil passa por um momento triste”. Além disso, segundo agência italiana de notícias, o Papa põe em dúvida a sua programada visita ao país em 2017. Francisco disse “rezar para Deus dar paz e harmonia ao Brasil”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB com agências

  • O vídeo a seguir mostra os últimos acontecimentos desde as manifestações contra o governo Dilma. Onde em nome do combate à corrupção, milhares foram às ruas. Aparece claramente a manipulação midiática para favorecer a trama golpista e levar à presidência da República o então vice-presidente Michel Temer e, com isso, barrar todas as investigações sobre corrupção. 

    Em entrevista para o canal golpista Globonews, Temer se trai e confessa golpe ao jornalista Roberto D'Ávila. “E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”, disse o presidente golpista. 

    O presidenciável do PDT, Ciro Gomes mais uma vez denuncia o golpe e diz que reconquistou, pelo Supremo Tribunal Federal, o direito de ser testemunha de defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff. 

    Ao testemunhar em defesa da presidenta Dilma à Comissão de Impeachment, no Senado Federal, o servidor público, Orlando Magalhães da Cunha, ex-sub secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Justiça, disse com todas as letras que Dilma não cometeu nenhum crime.

    Ele fez um desabafo e disse ainda que as mudanças de entendimento do Tribunal de Contas da União sobre os procedimentos fiscais está criando um clima de insegurança entre os servidores. "O TCU vai mudar de entendimento de uma hora para outra? Todos os servidores estão preocupados com isso", finalizou. 

    Abaixo o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot lista algumas acusações contra o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inclusive de ter contas bancárias na Suíça. 

    O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, fala em uma reunião na necessidade de paralisação de investigações sobre corrupção. 

    Integrantes do Levante Popular da Juventude, de Porto Alegre, escracharam o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) jogando purpurina contra as atitudes misóginas, homofóbicas e racistas do ainda deputado, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de fazer apologia ao estupro. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte do destaque de Maria Dias

  • Trabalhadores do campo e da cidade ocuparão Brasília, numa grande mobilização para deixar ainda mais claro o repúdio pelas reformas da Previdência e Trabalhista, que retiram direitos conquistados com muita luta ao longo da história pelos trabalhadores.

    Também defenderão a palavra de ordem Fora Temer, e pela convocação de eleições diretas já.

    Em Porto Alegre haverá um ato com o mesmo teor a partir das 17h30, na Esquina Democrática.

    Vários ônibus já partiram do Rio Grande do Sul e estão na estrada a caminho de Brasília, onde haverá uma marcha em que as centrais esperam reunir milhares de pessoas, de todas as regiões do país.
    A concentração está prevista para as 14h, no Estádio Mané Garrincha.

    Professores mobilizados

    Educadores e educadoras de diversas regiões do Rio Grande do Sul viajaram na segunda-feira para participar da ocupação em Brasília, conforme deliberado no último Conselho Geral do CPERS/Sindicato, realizado em 5 de maio.

    Além disso, a categoria aguarda definições das centrais sindicais para aderir a uma próxima Greve Geral.

    Assessoria de Comunicação Social – CTB Educação-RS

  • Mal acabaram as Olimpíadas Rio 2016 e a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda extinguir a seleção brasileira permanente de futebol feminino. Segundo notícias veiculadas pela mídia, um dirigente da CBF argumenta que a prática esportiva não emplaca. Esquece que precisa de maiores incentivos e investimentos por parte, inclusive, da CBF.

    A goleira da seleção brasileira feminina de futebol, Bárbara Micheline do Monte Barbosa, de 28 anos, se disse surpresa com a notícia. “É muito triste ficar sabendo de uma coisa tão grave pela imprensa. Sinceramente, espero que essa notícia não se confirme. São anos de dedicação, agora acabar com tudo, é triste demais”, diz.

    A seleção permanente foi criada em janeiro de 2015 com objetivo de fortalecer o elenco para a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015 e para os Jogos Olímpicos deste ano. A seleção permanente “é um grande passo, no momento, para termos uma equipe mais competitiva”, disse na época o técnico Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez).

    Bárbara, que ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, acredita que o fim da seleção permanente deixará “muita gente desempregada e será desastroso para o nosso futebol feminino”.

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    Patrocinado pelo Bolsa Atleta, Isaquias Queiroz ganha três medalhas e entra para a história

    Ela afirma que os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) garantiram que a seleção seria mantida “independentemente dos resultados". Por enquanto é isso que temos de oficial”.

    Inclusive, Bárbara conta que rescindiu contrato com um clube alemão para se dedicar totalmente à seleção. "Outras atletas também rescindiram e se isso acontecer a situação ficará difícil, principalmente para as jogadoras de base, já que alguns clubes iniciaram investimentos no futebol feminino, mas isso pode acabar se essa decisão da CBF se confirmar”.

    O técnico Vadão defende a manutenção da seleção permanente. "Precisamos ter um plano de governo para desenvolver a modalidade nas prefeituras, se possível nas escolas, com os clubes abraçando. Foi provado que, com condições de trabalho, a gente é capaz de mostrar bom futebol".

    Mas os problemas da modalidade esportiva não param por aí. As jogadoras Rosana Augusto, Andréia Suntaque e Gabi Zanotti reclamam de quebra de promessa dos cartolas da entidade máxima do futebol brasileiro.

    Elas contaram ao canal de esportes destinado às mulheres ESPNW que foi pedido às jogadoras levarem carteira de trabalho e todos os documentos necessários para “sermos registradas”, diz Andréia. “Nos apresentamos e ficamos esperando”, explica.

    Rosana também confirma que “foi falado que teria um contrato. Algumas meninas já tinham assinado com alguns clubes, e muitas desistiram justamente porque queriam estar na seleção para disputar Copa do Mundo do ano passado”.

    “Pedimos explicações de quais seriam os benefícios. Achávamos importante porque teríamos o FGTS, 13º e a garantia de continuar na seleção”, afirma Rosana. “Entregamos toda a documentação exigida. E aí se passaram meses, um ano e meio, e ninguém tem contrato até hoje. Não tínhamos nenhuma segurança. Prometeram carteira de trabalho assinada e não assinaram”, diz Gabi.

    Depois de reclamarem com a CBF, as três não tiveram mais os seus nomes entre as selecionadas para representar o Brasil. Nem mesmo a Rosana que já tinha 16 anos de serviços prestados à seleção.

    Michel Temer medalhistas

    Isaquias Queiroz e Erlon de Souza não teriam condições de competir sem o Bolsa Atleta, que Temer quer acabar

    Para piorar ainda mais, o governo golpista de Michel "Fora" Temer ameaça acabar com o programa Bolsa Atleta que garante a possibilidade de vários atletas se dedicarem às suas modalidades esportivas com mais tranquilidade.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Acostumado a enfrentar a censura da ditadura civil-militar (1964-1985), o cantor, compositor e escritor Chico Buarque foi censurado pelo jornal O Globo, da família Marinho. A assessoria do artista conta que a redação do diário carioca encomendou uma declaração de Chico sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro.

    Ironicamente, Chico enviou por e-mail a frase “O Globo faz a diferença” e acrescentou “quero que publiquem”. Os editores entenderam o recado. Não publicaram a frase do artista por perceber a alusão feita ao prêmio anual “Quem faz diferença”, do jornal dos Marinho.

    Isso porque em 2015, o juiz curitibano de primeira instância ganhou como a Personalidade do Ano, justamente por seu trabalho na operação Lava Jato. Com essa fina ironia Chico Buarque condena a atuação de Moro e de O Globo, totalmente partidários contra o ex-presidente.

    A declaração de Chico sairia publicada nesta sexta-feira (14), juntamente com as de Beth Carvalho, Zé Celso, Kleber Mendonça Filho e Silvia Buarque, entre outros. “Um absurdo que isso aconteça nesse mesmo momento em que perdemos as conquistas de Getúlio Vargas para os trabalhadores. Lula foi condenado sem provas, não querem que ele seja candidato a presidente, sabem que ele vai ganhar a eleição”, diz a cantora Beth Carvalho.

    Um recado de Chico Buarque a ditadores de plantão: 

    Já o cineasta Kleber Mendonça Filho, afirma ser “uma vergonha, mais uma num país que desrespeita cada vez mais a cidadania”. Enquanto o teatrólogo José Celso Martinez Correa afirma que “para realizar seu grande sonho – ou melhor, seu marketing –, Moro decreta a prisão de Lula, justamente quando é julgado o Fora Temer, e a maioria do povo brasileiro quer Diretas Já”.

    O cineasta Luiz Carlos Barreto também critica o fato de Moro ter declarado a sentença no dia seguinte à aprovação da reforma trabalhista, que já configura um golpe muito duro contra o povo brasileiro. “No dia seguinte em que se aprova a reforma trabalhista, que fez o Brasil regressar à era pré-Revolução Industrial da Inglaterra, condenar sem provas o maior líder popular do país é um complô de agitação para jogar o Brasil numa convulsão social”.

    Para a atriz Silvia Buarque, filha de Chico, “é uma condenação que já estava prevista por conta do golpe que afastou Dilma Rousseff da Presidência”.

    O jornal O Globo tentou mostrar “isenção” ouvindo artistas que condenam o modus operandi do juiz Sergio Moro, mas a sagacidade de Chico Buarque, mais uma vez desmontou essa farsa.

    Durante a outra ditadura Chico inventou muitas maneiras de enganar a censura e denunciá-la, agora denuncia a censura de quem vive falando em “liberdade de expressão”, quando o assunto é democratização dos meios de comunicação.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Brasil 247, O Cafezinho, Portal Vermelho e O Globo. Foto: Mídia Ninja

  • A atriz Débora Bloch foi ao programa Estúdio 1 da emissora golpista Globonews falar sobre a série “Justiça”, da Rede Globo.

    Durante a entrevista, ela disse estar "um pouco chocada" do nosso voto não ter valor. "Eu acho que a gente deveria ter Diretas Já”, afirmou. “Lutamos tanto para conquistar isso [o voto]. Teve o impeachment, então agora vamos votar em quem a gente quer para presidente”.

    O ator Jonas Bloch, pai da atriz, foi mais incisivo. Em vídeo, ele detona os golpistas e pede Diretas Já "mas não para manter essa corja no poder".

    "Eles estão provocando a onça com vara curta", afirma ele, sobre o que o governo golpista vem anunciando que vai fazer com os direitos do povo e da classe trabalhadora.

    Assista Jonas Bloch 

    Com muito bom humor, artistas realizam mais uma manifestação pelo "Fora Temer" na 32ª Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera, na capital paulista. 

    Confira protesto irreverente da Bienal de São Paulo 

    Em Uberlândia, Minas Gerais, protesto com encenação artística, confira abaixo. 

    Portal CTB

  • Centrais sindicais se reuniram no fim da manhã da terça-feira (28) para uma plenária para decidirem os últimos detalhes da greve geral marcada para a próxima sexta (30). De acordo com presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Guiomar Vidor, a mobilização tem objetivo de iniciar desde as primeiras horas da sexta-feira e seguir ao longo do dia.

    “Serão mais de 20 carros de som que estarão circulando em Porto Alegre e Região Metropolitana, milhares de materiais estão sendo distribuídos pelas categorias e o movimento não se restringe só a Porto Alegre. Estamos vendo uma grande adesão no interior do Estado”, contou. “É uma resposta da classe trabalhadora brasileira contra este conjunto de reformas que estão sendo apresentadas pelo governo Temer”, afirmou ele, que criticou a reforma da Previdência: “São 38% dos brasileiros que morrem antes dos 65 anos. Isso é inviabilizar o direito da aposentadoria sem contar com as outras artimanhas que estão dentro do projeto”.

    No final do protesto, as centrais sindicais devem se reunir, em um local ainda a ser definido, para o encerramento da greve geral. “O objetivo é construir mobilizações nas garagens de ônibus, manifestações nos principais entrocamentos da cidade e no final do dia coroar este movimento com um grande ato unitário das centrais sindicais e movimentos sociais”, projetou Vidor.

    plenaria greve dia 30 rs

    Transporte irá paralisar

    O transporte público será um dos serviços que vai paralisar na sexta-feira, segundo os sindicalistas. Conforme Vidor, assembleias estão sendo realizadas ainda entre os bancários, metalúrgicos e servidores públicos para definirem os procedimentos que farão no dia da greve geral. As escolas da Capital também vão paralisar na sexta.

    “O êxito do movimento vai ser a unidade e a vontade de lutar das centrais e dos movimentos sociais contra as reformas da Previdência e Trabalhista, e também é em defesa pela solução para nós estancar esta sangria deste impasse político que o País vive. Dentro do nosso entendimento a solução é o convocamento das Diretas Já e o afastamento de Michel Temer”, relatou.

    Vidor disse que conta com a participação da população. “Nós precisamos a partir deste momento que toda sociedade venha aderir a este movimento e dizer um não retumbante a tudo isto que está acontecendo no País”, concluiu.

    Por Juliana Ramiro e Aline Vargas - Fecosul e CTB-RS

  • Servidores e servidoras participam nesta quarta e quinta-feira (20 e 21) do processo eleitoral para a nova diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí (STPMJ), para o próximo triênio (2017/2020). A Chapa 2 “Renovar e Resistir” é formada por membros da CTB e nasceu do anseio da categoria de mudança.

    “São nove anos de uma gestão fraca, que demonstra falta de capacidade política e força para unir a categoria em defesa de seus direitos, fatores que culminaram para a perda de credibilidade e da capacidade de mobilização da base”, afirmou Rene Vicente, presidente da CTB São Paulo que acompanha o processo.

    Entre as proposta da Chapa da CTB estão criar secretarias da Mulher, de Formação, e de Comunicação; combater o assédio moral; construir uma CIPA em defesa da segurança da categoria; lutar contra a terceirização no setor; trabalhar pela construção de uma sede própria

    "Precisamos de uma diretoria forte que consiga unificar a luta com outros sindicatos do setor para aumentarmos a resistência contra os ataques do governo Temer e iniciativas como a reforma trabalhista, que enfraquece a representação sindical e permite de forma irrestrita a terceirização no setor público", afirmou Vicente.

    Estratégico na região, o STPMJ tem em sua base cerca de 4,8 mil servidores e servidoras, destes apenas 1,4 mil são associados.

    Confira abaixo a composição da Chapa 2:

    jacarei2

    Cinthia Ribas - Portal CTB

  • 40 mil pessoas lotaram o Centro de Belo Horizonte na última sexta-feira (16) para pedir Diretas Já e Fora Temer. O ato, organizado pela União Nacional dos Estudantes e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, uniu juventude, artistas e trabalhadores a favor da Educação, e concluiu com apresentações de vários artistas.

    A manifestação aproveitou a realização do 55º Congresso da UNE (Conune) na cidade, que agregou diversos movimentos estudantis e sindicais, entre eles a CTB. Depois de fazerem passeata pelo centro da capital mineira, os manifestantes se concentraram no centro para um ato cultural.

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, estava presente no evento, junto com uma delegação da central. Ele afirmou a importância central do movimento estudantil dentro da resistência contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, e gravou uma homenagem aos participantes (que você assiste logo abaixo):

    Na conclusão do 55º Conune, a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro. Durante o evento, representando a CTB, o secretário da Juventude Trabalhadora da Central, Vítor Espinoza, levou a mensagem de solidariedade aos estudantes brasileiros, e criticou duramente a reforma do ensino médio e a pretensão de privatizar as universidades públicas.

    Portal CTB

  • A Frente Brasil Popular lançou uma nota de convocação aos movimentos populares de todo o país para o ato #OcupeBrasília que vai protestar diante do Congresso Nacional contra a proposta de reforma da Previdência (PEC 287/16) e o projeto de reforma trabalhista (PLC 38/2017).

    O ato é organizado pelo conjutno das centrais sindicais em parceria com os movimentos sociais representados pela Frente Brasil Popular. Confira a nota abaixo:

    "A batalha em defesa da aposentadoria e contra a reforma da previdência entra em fase decisiva na Câmara dos Deputados, principalmente entre os dias 22 e 24 de maio.

    É preciso aumentar a pressão em torno dos deputados e deputadas no próximo período e mobilizar todos e todas para ocupar Brasília no dia 24, data de votação da proposta no plenário da Câmara.

    Além disso, é fundamental que os comitês da Frente Brasil Popular se engajem na construção das agendas de agitação e propaganda, na construção de paralisações e mobilizações também nos Estados.

    A maioria da população brasileira está contra as reformas da previdência e trabalhista e é essencial que possamos mostrar que a proposta representa grave retrocesso aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores arduamente conquistados.

    Vamos ocupar Brasília, as ruas, as redes e fazer atividades, panfletagens e mobilizar o povo brasileiro para juntos e juntas barrar essas maldades contra a classe trabalhadora.

    Só será possível vencer esse governo com a garra e a coragem do povo."

    #ForaTemer #DiretasJá #EmDefesaDaAposentadoria#24M #AposentadoriaFicaTemerSai

    Portal CTB

     

  • Na abertura do 26º Festival de Curitiba, nesta quarta-feira (29), a primeira dama do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro, 87 anos, fez uma breve explanação sobre o papel da arte milenar. “Cabe tudo aqui”, disse a atriz.

    Porque, “o papel do teatro na sociedade é falar dessa sociedade. É se propor a essa sociedade”, define. “E também receba da plateia a contestação se não concorda e o aplauso se concorda”.

    Ela cita fatos ocorridos quando encenava a peça “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, que estreou em 1961. Tinha sempre um senhor que entrava e gritava: “Protesto em nome da família”. A diva conta ainda que isso não ocorre mais hoje.

    confira a fala da grande atriz: 

    Hoje, no máximo, se ouve um “Fora Temer”, e a plateia ecoa e aplaude a maior atriz brasileira. A voz de Montenegro se soma a 78% que reprovam o governo Temer, de acordo com pesquisa do Instituto Ipsos, divulgada nesta quinta-feira (30). Além disso, 90% julgam que o país está sendo conduzido no rumo errado.

    “O Beijo no Asfalto” foi muito atacada porque um homem encontra outro que foi atropelado e à beira da morte lhe pede um beijo. Desejo atendido. A peça teve adaptações para o cinema com destaque da feita por Bruno Barreto em 1981 (assista ao final).

    Já o Festival de Curitiba chega à 26ª edição com 350 espetáculos em cartaz (acompanhe aqui a página do evento). Vai até o dia 9 de abril com apresentações de teatro, dança, shows musicais, performances, reuniões para discussão, oficinas.

    Fernanda Montenegro nasceu Arlette Pinheiro Esteves da Silva, em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Com mais de 60 anos de carreira, começou em novelas de rádios e fez teatro, cinema e televisão. Em 1999, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, pelo filme "Central do Brasil", de Walter Salles.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Assista O Beijo no Asfalto, de Bruno Barreto: 

  • Um protesto contra a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ministério da Educação (MEC) na abertura da audiência pública para discutir o documento chamou a atenção na manhã de hoje. Liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), o ato teve a adesão da plateia que gritou “Fora Temer” junto com os manifestantes.

    A audiência pública é realizada pelo Conselho Nacional de Educação está sendo transmitida para todo o país. Manaus foi escolhida como sede da reunião na região Norte.

    Além do protesto na abertura do evento, membros do Sinteam e da CTB entregaram um documento explicando os motivos de serem contra a BNCC do MEC. Entre eles estão a exclusão do ensino médio do debate e a desconsideração das modalidade de educação especial e de educação de jovens e adultos.

    O documento também alerta para a privatização da educação, em que reduz o currículo das escolas públicas, investe na ‘desprofissionalização’ dos educadores e estimula o mercado de livros, apostilas e de métodos pedagógicos e de gestão escolar atrelados a conceitos de qualidade empresarial.

    Assista o protesto 

    Mariane Cruz - Sinteam

  • O ator e escritor Gregório Duvivier escreveu artigo no jornal Folha de S.Paulo, criticando editorial do veículo da família Frias, no qual o diário paulistano pede maior repressão às manifestações pelo "Fora Temer", que se espalham pelo Brasil.

    Depois de agredir os manifestantes de maneira torpe, justamente por ter sofrido escracho por sua postura a favor do golpe de Estado ocorrido no Brasil no dia 31 de agosto, a Folha faz esse editorial pedindo mais repressão às manifestações contra o governo golpista.

    Mascarada de democrática, a Folha ataca um conceito primordial de qualquer regime democrático o da desobediência civil. De acordo com a Constituição Federal, as manifestações são livres. Ou já vivemos numa ditadura?

    Diz o jornal: "Está mais do que na hora de as autoridades agirem de modo sistemático" contra as manifestações. 

    "Uma jovem perde um olho atacada pela polícia. Uma presidenta democraticamente eleita é derrubada porque teria cometido um crime, mas não perde os direitos políticos porque afinal ela não cometeu crime nenhum. O Senado que a derrubou por causa de créditos suplementares muda a lei em relação aos créditos no dia seguinte à sua queda", responde o artista.

    Leia a íntegra do texto de Duvivier abaixo:

    Dona Folha, tá difícil te defender

    Em seu editorial na sexta (2), a senhora diz que se o governo não souber "reprimir os fanáticos da violência", o Brasil corre o risco de se transformar numa ditadura assim como aconteceu na "Alemanha dos anos 30". À polícia do estado de São Paulo, que já não é famosa pela gentileza, a senhora recomenda que "reprima" mais duramente os "grupelhos extremistas" –porque senão os baderneiros vão tomar o poder e transformar o Brasil na Alemanha nazista.

    Concordo que existem muitas razões pra ter medo. Mas não pelas mesmas razões. O vampiro que nos governa acaba de recriar o Gabinete de Segurança Institucional. O ministro da Justiça pede menos pesquisa e mais armamento.

    Uma jovem perde um olho atacada pela polícia. Uma presidenta democraticamente eleita é derrubada porque teria cometido um crime, mas não perde os direitos políticos porque afinal ela não cometeu crime nenhum. O Senado que a derrubou por causa de créditos suplementares muda a lei em relação aos créditos no dia seguinte à sua queda.

    Concordo quando a senhora diz que uma ditadura se avizinha, mas discordo que são os "black bloc" que vão tomar o poder. Dona Folha, a senhora já conheceu um "black bloc"? "Black blocs" em geral têm 12 anos, espinhas e mochila cheia de roupa preta e remédios pra acne.

    Não sei se por ignorância ou cinismo, a senhora ignorou o fato de a Alemanha nazista não ter sido criada pelos "fanáticos da violência". Como bem lembrou Bruno Torturra, a Alemanha nazista se consolida quando Hitler culpa os tais baderneiros pelo incêndio do Reichstag e cria um Estado de exceção com o objetivo de "reprimir baderneiros" – igualzinho a senhora tá pedindo.

    Quando o Reichstag pegou fogo, os jornais pediram medidas de emergência contra os "baderneiros" em editoriais muito parecidos com o seu. Hitler não teria ganhado terreno sem uma profusão de jornais pedindo "mais repressão aos grupelhos" – jornais estes que, vale lembrar, depois foram proibidos de circular.

    O golpe de 64 não foi obra do "extremismo", mas daqueles que alegavam querer combatê-lo. Quem instaura a ditadura não são os baderneiros, são os apavorados. Só há golpe quando há medo. Quando a senhora contribui com o medo, a senhora contribui com o golpe.

    Um jornal é do tamanho dos inimigos dele. Quando a senhora pede maior repressão a adolescentes desarmados, se alinha com o mais forte e faz vista grossa pra truculência. Jornalismo, pra mim, era o contrário.

    Portal CTB

  • A estudante Ana Júlia Ribeiro levantou esta suspeita em seu depoimento ao Portal CTB em reportagem publicada nesta quarta-feira (30). "Não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", disse ela sobre supostos manifestantes atirando objetos contra a Polícia Militar. Por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático” (leia mais aqui), concluiu a secundarista de 16 anos.

    Nesta quinta-feira (1º), os Jornalistas Livres publicaram imagens que fazem aumentar as suspeitas. Com o título “Estranho, muito estranho”, o grupo divulga uma sequência de fotos onde se vê “um grupo separado da manifestação jogando um coquetel molotov na direção da PM. Esta, por sua vez, atira bombas de gás nos estudantes que estão do outro lado do gramado em frente ao Congresso”, escreve o fotógrafo Lula Marques para os Jornalistas Livres.

    Assista e comprove 

    Depois do caso do capitão do Exército Willian Pina Botelho, flagrado como agente infiltrado em manifestações em São Paulo pedindo “Fora Temer”, há que se analisar bem essas imagens. Elas são estranhas, muito estranhas e a suspeita da estudante paranaense permanece.

    A sociedade tem o direito de saber se as manifestações contra o governo estão sendo monitoradas com infiltrados, como ocorria na época da ditadura civil-militar (1964-1985). Por tudo o que se vê, torna-se mais fundamental ainda a campanha por novas eleições Diretas Já.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Em vídeo gravado pelo Brasil de Fato e pelos Jornalistas Livres, a atriz Letícia Sabatella contou o que aconteceu no caso da agressão da qual foi vítima, na tarde deste domingo (31). Ela disse que mora ali perto e estava indo almoçar para depois ir ao ato “Fora Temer”.

    Sem se abater, Sabatella diz que sentiu “uma falta de argumento, que acabava chegando a um xingamento”, mas, que ela parou ali apenas para conversar com uma senhora que a abordou. “Isso é uma coisa que está fazendo parte do nosso país”, afirma.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que isso aconteceu "em decorrência das posições políticas assumidas por ela". Portanto, "os ataques à atriz acontecem porque essas pessoas acreditam que a mulher não pode opinar sobre política, economia, cultura, enfim, sobre nada que seja relacionado aos interesses da nação".

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    "Infelizmente uma agressão cometida não há como voltar atrás", lamenta Pereira, mas "a CTB repudia toda agressão misógina sofrida por uma mulher". Ela diz que "para essas pessoas, a mulher só presta se for de direita e submissa. Mas isso acontece graças ao golpe desse governo machista, misógino, homofóbico e racista". 

    Já Sabatella afirma que “é uma pena que não dá para conversar com as pessoas”. A atriz conta ainda que a “manifestação deles deve ter sido muito ruim” e, por isso, provavelmente agridem. E a “do ‘Fora Temer' foi muito mais amorosa”.

    A sempre inteligente e politizada Sabatella garante também que “isso está acontecendo com muitas pessoas, com pessoas maravilhosas, que eu estou vendo sofrer este tipo de coisa, ou coisas piores, injustiças mesmo. Como as prisões e mortes de índios Guarani e Kaiowá (leia mais aqui), com os sem-terra”.

    Assista o vídeo com o depoimento de Letícia Sabatella 

    Veja o vídeo da agressão feito pela própria atriz 

    Acompanhe vídeo com Alexandre Frota na manifestação fracassada em defesa golpe na avenida Paulista, em São Paulo, e entenda o clima de ódio, alimentado por quem não tem o que dizer 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional, Mônica Custódio festeja a criação de novas secretarias estaduais de Igualdade Racial.

    A primeira estadual a criar secretaria de Igualdade Racial em seu Congresso foi a CTB-AM. Mais recentemente chegou a vez da CTB-ES e CTB-SP entrarem com tudo no combate ao racismo.

    “Muito importante para a população negra que o movimento sindical incorpore a luta por igualdade de direitos e pelo fim da discriminação racial”, diz Custódio. "Ao mesmo tempo em que lutamos por Diretas Já e Fora Temer".

    Para ela, é fundamental a classe trabalhadora se engajar nessa questão específica ao mesmo tempo em que “lutamos para acabar com a exploração do capital sobre o trabalho”.

    Adriana Silva é a secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB-ES, Edson Brelaz da CTB-AM e Lidiane Gomes, da CTB-SP. “Foi uma satisfação muito grande saber que além da direção da CTB, todo o conjunto de ativistas dos sindicatos apoiam a criação dessa secretaria”, afirma Gomes, professora em Campinas (SP).

    Gomes revela que ficou muito emocionada durante o Congresso da CTB-SP. “A emoção foi tão forte que aumenta a importância da secretaria a partir da sua criação”, diz. “Aumenta também a responsabilidade sobre o papel que essas secretarias vão jogar na busca dos direitos iguais entre negros e brancos”.

    “Deu para perceber nitidamente”, diz Gomes, “o quanto as pessoas necessitavam desse instrumento para defender os nossos direitos e uma sociedade sem preconceitos”. Por isso, “as secretarias irão desempenhar um papel extremamente importante na conquista de igualdade no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Ela conta que falou para um aluno certa vez que ela “queria que ele fosse o que quisesse na vida e não fosse obrigado a se submeter ao que sobrou, porque ninguém quis. Isso é o que acontece com negros e negras, ficamos com o que sobrou, com os trabalhos pior remunerados, que ninguém quer”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Num espaço de poucos dias, uma menina de apenas 16 anos foi estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro e outra foi vítima de estupro coletivo no Piauí. As notícias chocaram. Até agora a polícia indiciou somente quatro rapazes do Rio de Janeiro, inclusive, um deles mantinha um relacionamento com a menina há pelos menos 3 anos.

    “A situação de vulnerabilidade das mulheres só tende a piorar com esse governo golpista que acabou com o ministério que cuidava de políticas públicas para as mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, “a instalação desse governo, que é defendido por homens que pensam como o Jair Bolsonaro, vem acarretando muitos problemas para as mulheres, porque machismo para eles é elogio”.

    Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no país. Mas o professor Robson Sávio, que gravou programa de rádio para o Sindicato dos Professores de Minas Gerais estima que esse número é ainda mais assustador porque muitas ainda não denunciam a violência (leia aqui).

    Também é muito comum no Brasil denúncias de assédio sexual no mundo do trabalho e no transporte público como mostra o Instituto Patrícia Galvão de que dobrou o número de abusos sexuais no metrô de São Paulo em 4 anos.

    A coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincón, não tem a menor dúvida de que “a atual situação de intolerância e misoginia que vivemos em nossa sociedade favorece esse tipo de violência “, porque “o patriarcado tem medo da emancipação feminina”, reforça.

    Ivânia concorda com ela. “Os homens que agem dessa maneira se assustam com as conquistas de espaços que tivemos nos últimos anos e com a instalação desse governo golpista sentem-se impunes para se vingar dos avanços sobre a questão da igualdade de gênero”.

    A coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (GEVID), do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, em entrevista à BBC Brasil afirma que a certeza da impunidade motiva esse tipo de crime.

    Eles "agem em grupo, gravam e publicam a própria prova do crime que praticaram”, acentua. Isso para Silvia, “mostra o descaso para eventuais responsabilizações, descaso com a Justiça". Já a Organização das Nações Unidas Mulheres (ONU Mulheres) do Brasil exige punição aos agressores.

    “A ONU Mulheres solicita, aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí, que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos, para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

    Lúcia defende a necessidade de intensificação de ações que combatam a violência contra as mulheres. “Precisamos nos manter nas redes e nas ruas divulgando nossos princípios de solidariedade, de justiça social, de crença em relações fundadas nos direitos humanos”.

    “Temos que combater a propagação de ideias de que o lugar da mulher se circunscreve ao lar como defende o patriarcado”, acentua Ivânia. “Mostrar que o lugar das mulheres é onde elas quiserem e que isto não é contra os homens, mas sim em defesa de direitos iguais”.

    Para Ivânia, os casos de estupros, mostram que o “capitalismo oprime a todos, mas principalmentes as mulheres". Por isso, diz ela, "exigimos a punição de todos os agressores imediatamente. Chega de impunidade e de conivência com a violência". 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres protestam contra a violência de gênero e pedem justiça (Foto da Reuters)

    Ganhou repercussão internacional a selvageria, pela qual 33 homens estupraram uma adolescente no Rio de Janeiro e, desde então, intenso debate tomou conta das redes sociais.

    Imediatamente milhares de mulheres tomaram as ruas do país para gritar basta de violência de gênero e o primeiro grito que ecoou foi o fora Temer, porque o governo golpista arregimenta machistas, fundamentalistas e defensores da cultura do estupro.

    A solidariedade de internautas trouxe à tona um importante e necessário debate sobre a cultura do estupro predominante na sociedade brasileira.

    “O Estado tem obrigação de promover um amplo debate que envolva não somente a comunidade escolar, mas toda a sociedade para discutir a questão da cultura do estupro para que assim a civilização brasileira evolua para um ambiente de solidariedade e respeito”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    A também diretora de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) falou com exclusividade ao Portal CTB sobre o papel da educação no combate à opressão, ao machismo e à violência.

    fim da cultura do estupro

    Viraliza na internet a campanha Eu Luto pelo Fim da Cultura do Estupro (Foto da internet)

    Isis afirma que a escola tem um papel fundamental no debate dessa questão, mas para isso as discussões das questões de gênero devem permear toda a educação brasileira.

    “A escola precisar dialogar com as crianças, respeitando as faixas etárias, para mostrar a diferença entre carinho e carícias, porque as crianças não sabem diferenciar uma coisa de outra”.

    De acordo com ela, “educadores e educadoras necessitam de preparação adequada para lidar com o assunto e saber onde buscar ajuda”.

    Principalmente, diz, “as secretarias de educação dos municípios e estados devem preparar quem trabalha com educação porque a violência contra as meninas é muito intensa no país”.

    É preciso acabar com a cultura do estupro

    Letícia Sabatella gravou um vídeo sobre o assunto. “Precisamos falar sobre violência, sobre machismo, sobre cultura do estupro”, afirma a atriz após mencionar o fato ocorrido no Rio. Ela reforça a argumentação contra a ideia de que lugar de mulher é somente em casa.

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    Assista o vídeo com Letícia Sabatella

    “Ela pode estar dentro de casa, na escola, na rua, numa boate. Ela pode estar usando uma roupa de criança. Uma roupa de mãe de santo, uma roupa de estudante, uma roupa de prostituta, uma roupa de festa”, não importa, “ela corre esse risco por ser mulher”, acentua.

    Já o antropólogo Ritxar Bacete acredita que para se construir um mundo igualitário, os homens devem “questionar o modelo tradicional de masculinidade" e "renunciar aos privilégios que recebem do sistema patriarcal", além de "se comprometer, junto com as mulheres, de maneira ativa, na realização de um mundo melhor para todas as pessoas, que permita melhorar as possibilidades do desenvolvimento humano”.

    Quem é o estuprador?

    ato contra estupro

    Protesto no Rio de Janeiro denuncia a barbárie contra a adolescente (Foto da Agência Brasil)

    Enquanto a doutoranda em psicologia na Universidade de Kent, Inglaterra, Arielle Scarpati afirma que a literatura sobre o tema mostra que a maioria dos estupradores são “homens normais”. Ela desmitifica essa ideia de um “monstro estuprador”.

    “A gente tem essa noção de que o estuprador é um monstro, um psicopata. Mas na verdade esses homens são o que chamamos de normais, em geral tidos como pessoas boas, salvo raras exceções. Isso sempre me chamou muito a atenção", diz.

    Para ela, a cultura do estupro é tão forte no Brasil que até as vítimas têm dificuldade de reconhecer a violência. “É comum que as pessoas não entendam como violência sexual uma situação de estupro dentro do casamento, por exemplo”.

    “Mas o que caracteriza o estupro é ausência de consentimento. Se a mulher está com o marido e diz não, mas ele força e o sexo acontece, isso é estupro”, reforça. E também diz que “não interessa se os dois foram para o motel, se estavam pelados. Se a mulher diz: 'não, para'. E o homem continua, isso é estupro. Mas muitos não acreditam”.

    Além de tudo isso, diz Arielle, “a vítima é submetida a outra forma de violência: é desacreditada durante todo o processo. Para fechar com chave de ouro, o agressor é absolvido”. Será mera coincidência a semelhança com os fatos?

    Assista vídeo com apoio de internautas ás vítimas de estupro 

    Governo golpista reforça cultura do estupro

    Sem mulheres no primeiro escalão, o governo golpista de Michel Temer traz uma situação muito grave, segundo Isis, a institucionalização da cultura do estupro no país. Isso porque quando “um ator réu confesso de ter estuprado uma mãe de santo é recebido no Ministério da Educação ou quando um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) liberta um médico notório estuprador, isso significa dar respaldo a essa violência inqualificável”.

    Ela acredita que o golpe está tentando se consolidar para “matar dois coelhos numa cajadada só”. Querem, acentua, “barrar os avanços sociais dos últimos 13 anos”, mas também “não suportam uma mulher mandatária do país”.

    A educadora amazonense acredita que essa violência está acontecendo com tanta contundência porque “as mulheres saíram do ambiente doméstico e estão nas ruas lutando por seus direitos”.

    “Diversas políticas públicas vêm trazendo cada vez mais empoderamento da mulher e o patriarcado não quer abrir mão de seus privilégios. Querem somente as mulheres bem recatadas e apenas no ambiente privado”, finaliza.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A noite desta quinta-feira (8) viu mais um escracho contra o presidente golpista Michel Temer em São Paulo, mas a ocasião foi especial: ao contrário das rotas comumente utilizadas, pelo centro da cidade, a coordenação da passeata resolveu levar o povo para a frente da mansão de Temer, no Alto do Pinheiros. Como em ocasiões anteriores, quem puxou o ato foi a dupla das Frente Povo Sem Medo e Brasil Popular, acompanhadas por CTB, CUT, Intersindical, CMP, MST, MTST, UNE e UBES, além de líderes políticos de partidos progressistas e outros movimentos sociais.

    A concentração, feita no Largo da Batata, começou com um prenúncio ruim: em todas as saídas do metrô, policiais militares estavam a postos, selecionando cidadãos “suspeitos” para revistas e interrogatórios. Do lado de fora, um destacamento de seis tanques do Choque não melhorava a sensação. A tentativa de intimidação não surtiu efeito, no entanto, e o Largo foi lentamente se enchendo de manifestantes. Por volta das 19h, quando os líderes declararam o início do evento, estavam presentes 15 mil pessoas.

    O protesto começou com a leitura de uma carta do MTST endereçada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), em que foram denunciados os excessos da PM ao longo da última semana. Dizia:

    "A ação desproporcional e truculenta da PM é inadmissível em um Estado de direito. É um padrão que se repete no dia a dia contra o povo pobre das periferias. O uso da violência atinge o coração do regime democrático. A preservação da ordem não pode justificar o uso da violência desproporcional, o excesso e o arbítrio. Se se quer preservar o direito democrático, essas coisas não podem prevalecer."

    Em seguida, falaram lideranças de diversas entidades, como o vereador Jamil Murad, que também é presidente do PCdoB municipal de São Paulo. “As oligarquias e a elite se surpreenderam com a reação do nosso povo. Nosso povo está mais mobilizado, mais consciente, e nossa juventude está mais disposta à luta, e não vai aceitar regime discricionário”, analisou, de cima do caminhão de som (vídeo abaixo). “Nós vamos derrotar esses golpistas na luta, na rua, fazendo o povo escolher o presidente do Brasil. Nós não aceitamos presidente biônico, tem que ter Diretas Já! Nós não aceitaremos, de maneira nenhuma, essas maldades programadas pelo governo Temer!”, exclamou mais adiante.

    Dado início à caminhada, os manifestantes logo se viram cercados de policiamento pesado, e avançaram prensados em apenas um lado da Av. Brigadeiro Faria Lima. Em instantes, alguns camburões da PM partiram em direção à casa de Temer.

    A toca da fera

    O manifestante que se engaja nessas manifestações anti-Temer de meio de semana tem um perfil jovem, politizado e, não raro, periférico. Ele não se intimida com ameaças de repressão - algo que levou a momentos tensos ao longo da caminhada, quando a PM tentou impedir o avanço dos 15 mil. Em resposta, o povo mudou a rota e prosseguiu, entoando palavras contra o golpista e pelo fim da PM.

    A passeata encontrou uma barreira de ferro erguida pela PM, finalmente, ao chegar na rua Capepuxis, impedindo o acesso à praça que defronta a mansão Temer. Em torno do covil, dezenas de oficiais do Choque apontavam suas armas para os manifestantes, que resolveram fazer o ato principal ali mesmo.

    “Não importa onde esteja, o Temer receberá um brado retumbante. Seja no café da manhã, o primeiro ato é celebrar o Fora Temer! No almoço, o Fora Temer! No jantar, o Fora Temer! Antes de dormir, FORA TEMER!!!”, provocou o presidente da CTB, Adilson Araújo, acompanhado da multidão (vídeo abaixo).

    Ele fez uma análise das intenções do presidente: “Vai ficando cada vez mais claro que esse cerco que se impõe sobre nosso continente tem o objetivo de reeditar a agenda neoliberal derrotada dos tempos de FHC. Eles querem por em prática uma agenda ultraliberal. É por isso que nós temos o dever moral de resistir a todo custo! Essa ideia de congelar os investimentos na saúde, na educação, os investimentos públicos vai colocar o Brasil no séc. XVII. Nós não podemos aceitar o retorno do tempo da escravidão!”. Ao final, elogiou também o aspecto pluripartidário das manifestações.

    Também presente, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) fez uma avaliação complementar: “Nós precisamos retirar esse governo para que ele não possa flexibilizar mais leis trabalhistas. Nós não podemos permitir que se coloque o negociado acima do legislado. Nós temos que evitar a entrega total do patrimônio público, como a questão do pré-sal. Temos que evitar o achatamento dos gastos públicos, prejudicando a saúde pública, a educação pública e assim por diante”.

    Uma solução para o impasse

    Concluindo o ato, o ex-senador Eduardo Suplicy subiu ao carro de som para fazer uma proposta ao presidente golpista. "Se for a vontade dele efetivamente pacificar o país, ele tem um caminho. Junto com o Congresso Nacional, ele deve convocar uma consulta popular no próximo dia 2 de outubro [aproveitando as eleições municipais], sobre o interesse das pessoas em que ele siga na presidência do país", disse. A resposta dos manifestantes foi entusiasmada. Pela lógica, caso o resultado dessa consulta fosse negativo, o governo teria então um mês para organizar novas eleições presidenciais, para que iniciasse 2017 já com um novo mandatário.

    A boa notícia, no final do dia, foi não haver confronto com as forças policiais. Caminhando pela mesma via pela qual chegaram, os lutadores e lutadoras já se compremeteram a comparecer à nova manifestação no domingo (11). A CTB estará lá.

    Por Renato Bazan - Portal CTB