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Qui, Jun

Formação e Cultura

  • Eleito para a Secretaria de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), no 4º Congresso Nacional da central, Ronaldo Leite falou ao Portal CTB sobre os seus planos para colaborar com uma formação mais ampla dos dirigentes sindicais da CTB.

    “A formação é essencial para os dirigentes sindicais terem mais qualidade em sua atuação”, diz Leite. Ele, que foi presidente da CTB-RJ no quadriênio 2013-2017, garante que irá trabalhar para fortalecer os quadros ideológicos da central, aproximando da juventude para “trazer os jovens para o movimento sindical”.

    Dentro desse contexto, para ele, a Escola Nacional de Formação da CTB pode desempenhar um papel preponderante. “Contamos com cerca de 14 mil dirigentes sindicais filiados à nossa central e precisamos contemplá-los no projeto da escola para levar a formação a todo o país”.

    Para Leite, o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) “tem papel importante para a formação dos dirigentes cetebistas”. Mesmo porque, acentua, “a escola não se faz apenas de espaço físico. Precisamos de capilaridade nos estados para atingir todos os nossos dirigentes, municiando-os para enfrentar os desafios da conjuntura”.

    Além de estar na Secretaria de Formação e Cultura da CTB, Ronaldo Leite é diretor de Relações Internacionais da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). “É necessário utilizarmos todos os recursos tecnológicos disponíveis para termos cursos presenciais e à distância, facilitando o acesso às estaduais e aos sindicatos filiados”, diz.

    O novo secretário da CTB nacional lembra também do Projeto Memória Viva, que pretende resgatar a memória da central e dos seus sindicatos filiados. “É fundamental a participação das estaduais e dos sindicatos para recompormos a história do movimento sindical e da CTB.

    Para isso, Leite pede a cooperação de todos enviando “publicações impressas, fotos, vídeos e todo o material que tiverem sobre a história de cada sindicato é muito importante para o resgate da nossa memória”.

    O sindicalista carioca defende ainda a necessidade de “destacar o papel das secretarias estaduais de Formação para constituir um corpo de colaboração na nossa política nacional de formação. Porque sem uma boa formação não existe movimento sindical de qualidade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ao menos 32 museus e instituições de cultura de São Paulo paralisaram suas atividades em decorrência da greve geral da última sexta-feira, 28 de abril. Na lista abaixo, aparecerem todas as entidades que aderiram à greve total ou parcialmente, por decisão das trabalhadoras e trabalhadores reunidos em assembleias locais, e não o posicionamento institucional.

    O Museu da Casa Brasileira funcionou, mas parte de seus funcionários aderiu à greve. A decisão sobre a adesão é a orientada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais no Estado de São Paulo (Senalba-SP), cuja nota oficial você pode ler aqui.

    Abaixo, segue a lista de todos os locais paralisados:

    • Museu da Imigração;
    • Museu Lasar Segall;
    • Museu da Imaginação;
    • Museu do Café;
    • Museu da Cidade;
    • Museu Afro Brasil;
    • MASP;
    • Caixa Cultural;
    • Museu de Arte Sacra;
    • Itinerância da 32ª Bienal de Arte de São Paulo;
    • Museu da Pessoa;
    • Memorial da Resistência;
    • Rede Museu da Energia;
    • Fundação Ema Klabin;
    • SESC Pompeia (educadores terceirizados);
    • SESC Ipiranga (educadores terceirizados);
    • SESC Campinas (educativo fixo e terceirizados da itinerância 32ª Bienal de Arte de São Paulo);
    • SESC Santos;
    • SESC Belenzinho (Educativo da Itinerância 13ª Bienal Naïfs do Brasil);
    • SESC São Carlos;
    • SESC Interlagos;
    • Centro de Pesquisa e Referência - SESC;
    • MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia);
    • Pinacoteca do Estado;
    • Museu do Ipiranga;
    • Museu da Imagem e do Som;.
    • Instituto Tomie Ohtake;
    • Memorial da Inclusão;
    • Instituto Itaú Cultural;
    • Pinacoteca do Estado de São Paulo;
    • Espaço Cultural Porto Seguro.

    Portal CTB

  • Já está no ar o site 342agora.org.br com os contatos de todos os deputados federais, separados em favor a que o presidente ilegítimo Michel Temer seja julgado pelas acusações que lhe são imputadas, contra a aceitação desse julgamento e um grande número de indecisos.

    Os organizadores do site afirmam que essa plataforma “é o resultado de diversos encontros e reuniões da classe artística e de formadores de opinião que se reúnem nesse momento para pressionar a investigação sobre o presidente Michel Temer”.

    Assista e apoie: 

    Como diz o ator Silvero Pereira, é a primeira vez que um presidente é acusado de prática de crime comum. A cantora Teresa Cristina reafirma que se é a primeira vez o Congresso tem que autorizar o seu julgamento.

    O compositor e cantor Criolo complementa dizendo que “já demorou essa caminhada” de um presidente ilegítimo que se apoderou do poder sem voto. Para Pereira, tirar o Temer significa renovar a “esperança de termos uma democracia de fato”.

    Já o cartunista Ziraldo anuncia que “nada temos a perder, a não ser o Temer ainda no poder”. Enquanto o roqueiro Tico Santa Cruz, do grupo Detonautas, quer a união de quem tem interesse em defender “o futuro do Brasil”. Um futuro digno para todas e todos.

    A secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Celina Arêas, saúda a iniciativa dos artistas. “A classe artística tem dado sinais de estreita ligação com os interesses da classe trabalhadora e do país. Ainda mais neste momento crucial para a vida da nação. Por isso, lutamos pelo Fora Temer e por Diretas Já”.

    Todos pelo Fora Temer e Diretas Já: 

    Porque não é correto que “alguns políticos sejam julgados e até afastados e outros não”, reforça o cantor e compositor Jorge Vercillo. “Todos que desejam uma sociedade mais justa”, afirma a cantora Vanessa da Mata, devem pressionar “os deputados para que Michel Temer seja julgado”, complementa a atriz Glória Pires.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • “Fora Temer” e “Fora Lacerda” (prefeito de BH) foram as palavras de ordem mais mencionadas na quarta edição da Virada Cultural de Belo Horizonte. O fato ganhou maior dimensão devido à cláusula 8, pela qual a prefeitura quis proibir que os artistas se manifestassem politicamente.

    virada cultural bh fora globo

    “Fica terminantemente proibida, antes, durante e após a apresentação artística, qualquer manifestação e propaganda de cunho político-partidário, bem como placas, faixas, propagandas em geral, camisetas, citações”, diz a cláusula 8. A multa para quem desrespeitasse essa imposição seria a perda de até 100% do cachê.

    "Essa lei não existe, ela fere o 5º artigo da Constituição sobre Liberdade de Expressão”, disse o rapper mineiro Flávio Renegado, além de gritar “Fora Lacerda, Fora Temer”.

    Discurso de Flávio Renegado

     

    Já a secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Celia Arêas, criticou o prefeito Márcio Lacerda por impor essa cláusula contratual. “Essa atitude representa uma tentativa de censurar a expressão artística e cultural, o que é inadmissível”.

    Celina explica que a CTB defende a liberdade de pensamento e expressão e que a Constituição, promulgada em 1988, garante esse direito. “As artes podem desenvolver-se muito melhor com liberdade”, conclui.

    Segundo os organizadores, a virada deste ano contou com 500 atrações gratuitas, com espetáculos em toda a capital mineira, entre o sábado (9) e o domingo (10). Mas, mesmo com a proibição, diversos artistas ecoaram os gritos de “Fora Temer”, que vieram do público, além de faixas e cartazes.

    Criolo na Virada de BH

     

    Além de falar contra o golpe, o paulista Criolo denunciou a homofobia, o racismo e o machismo. “O povo brasileiro é lindo e maravilhoso”, disse. “Cada canção é uma oração para atingir um homem que faz documentos que faz vários dos nossos irmãos sofrerem”. Criolo, inclusive, vestiu uma camiseta de Goma, um dos pichadores presos em Belo Horizonte recentemente.

    Já o teatrólogo José Celso Martines Correa, o Zé Celso, ao seu estilo contundente interagiu com a plateia que gritava "ei, Lacerda, seu governo é uma merda", durante a apresentação da sua peça “Para Dar um Fim no Juízo de Deus”, no Teatro do Sesc Palladium.

    Zé Celso disse ao jornal “O Tempo” que "nos momentos de crise e golpe, o artista tem que falar ao inconsciente. E o inconsciente é insurrecional". Também mostrou sua veia revolucionária ao querer que a Virada de BH virasse "pelo avesso".

    Apresentação de Zé Celso

     

     

    Renegado fez um discurso inflamado ao afirmar que “A periferia hoje discute política sim”. E mais adiante falou: “não vão calar a voz do povo”. O cantor usou uma camiseta escrito “Fora Temer” nas costas e “cláusula 8” na frente, em protesto contra a proibição.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy, com informações do jornal O Tempo

  • As inscrições para o encontro nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, se encerram nesta sexta-feira (11). O evento Acontece entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro. Participe!

    “O objetivo é justamente levar para esse encontro toda as demandas dos setores sociais mais atingidos pelo golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do poder”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB.

    Ela explica que o evento espera contar com a participação de 150 pessoas, indicadas pelas seções estaduais da central. “É muito importante a participação de todos e todas que tenham ligação com o tema da diversidade brasileira”, afirma.

    Trata-se, de acordo com Arêas, de um encontro de formação para elevar o patamar dos debates acerca dos temas trabalhados pelas seis secretarias envolvidas: Comunicação, Formação e Cultura, Igualdade Racial, Juventude Trabalhadora, Mulher Trabalhadora e Políticas Sociais.

    Para Arêas, os temas a serem abordados nesse encontro estão na ordem do dia, ainda mais porque são os setores mais atingidos pelos cortes da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 e pelos desmandos do desgoverno Temer.

    “Nem as mulheres, nem os negros têm representatividade compatível com a sua parcela majoritária na população brasileira e nós precisamos refletir sobre isso. Nesse contexto, é necessário incluir a juventude, que luta por seu espaço, num mundo cada vez mais hostil aos jovens”.

    Por isso, as secretarias de Políticas Sociais e Comunicação aderiram ao projeto para “debatermos o papel da mídia numa sociedade conservadora como a nossa e como resistir para manter as políticas sociais de combate às desigualdades”, reforça Arêas.

    diversidade social ctb

    Ela lembra que as mulheres são 48% do mercado de trabalho, mas exercem poucos cargos de direção, "inclusive no movimento sindical", dia Arêas. Pesquisas comprovam que as mulheres trabalham mais e ganham cerca de 30% a menos, além de sofrerem violências de todos os tipos nas ruas, no ambiente do trabalho e em casa.

    Já na sexta-feira (18), o evento começa às 10h, com apresentação cultural e solenidade de abertura, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. No período da tarde ocorre uma palestra com o professor Luiz Fernandes (a ser confirmado) sobre a conjuntura nacional.

    A seguir palestra com a professora e socióloga Mary Castro sobre a questão da mulher no mundo contemporâneo. “Ela abordará as diferentes formas de promoção da emancipação humana”, diz Arêas.

    No sábado (19), das 9h30 às 13h ocorrem oficinas com temas relacionados “à igualdade racial, emancipação feminina, diversidade sexual, democratização da comunicação, cultura e a junção de toda essa diversidade para impulsionar as lutas pelas garantias dos nossos direitos”.

    Às 14h ocorre a plenária final e a divulgação da resolução do encontro, como um indicativo para a direção ad CTB sobre os temas debatidos. A noite ocorre uma confraternização e no domingo (20), os participantes do encontro marcam presença na Marcha da Consciência Negra na capital fluminense.

    É importante que as CTBs estaduais promovam encontros para prepararem os representantes que irão participar do encontro. Desde já a Comissão Nacional Organizadora do Encontro se coloca à disposição para acompanhar os encontros estaduais e tirar qualquer dúvida.

    Contatos com:

    Márcia – 11-99678-4934

    Liliana -11-97446-2946

    Portal CTB 

  • Da esquerda para a direita: Rogério Nunes, Celina Arêas, Augusto Petta e Gilda Almeida

    Reunidos na manhã desta terça-feira (9), dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) renovaram o convênio entre as entidades com a inovação do projeto piloto da Escola Nacional de Formação, da central sindical que mais cresce no Brasil.

    “Desde a sua criação, a CTB procurou valorizar o processo formativo de seus associados”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB. Inclusive, diz Araújo, “o melhor remédio em tempos de crise é trabalhar a formação. Na atual conjuntura, torna-se essencial para a classe trabalhadora”.

    Já Gilda Almeida, secretária-adjunta de Finanças da CTB e coordenadora-geral do CES, explica que todos os anos, desde 2007 (início da CTB), os convênios vêm se firmando. “A partir de agora, a ideia é ter mais cursos e que eles sejam mais atrativos para o movimento sindical”.

    Para ela, a formação de sindicalistas é essencial para se travar a luta política e sindical com uma visão mais abrangente. "E assim conseguir uma atuação mais condizente com as necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores para o enfrentar o capital."

    O coordenador-técnico do CES, Augusto Petta, diz que a proposta é estimular cada vez mais as estaduais da CTB a participarem dos cursos. "É muito importante melhorar e ampliar a atuação, principalmente neste contexto adverso que vivemos”, afirma.

    Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB, conta que a criação de uma Escola Nacional de Formação foi aprovada no 3º Congresso Nacional da central em 2013. “Com a renovação da parceria com o CES, daremos andamento ao nosso projeto de escola para ampliar a formação”.

    Ela explica que, o projeto piloto da escola funcionará incialmente em São Paulo, na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros. “Renovamos esse convênio, para estabelecermos cursos com mais continuidade. Queremos cursos reforçados, que contem com mais horas”, acentua.

    Portal CTB - Foto: Joanne Mota

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convida a classe trabalhadora a comparecer à sua sede na capital paulista, nesta sexta-feira (24) - Dia do Artista -, para participar do sarau cultural Todo Mundo Tem Arte, a partir das 18h.

    No sarau, a CTB presta homenagem à cantora e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), 72 anos, por sua luta em defesa dos direitos humanos, das mulheres, dos negros, da população LGBT.

    A marca do mandato de Leci e de sua obra é a defesa dos direitos da classe trabalhadora, combatendo o golpe de Estado de 2016, a reforma trabalhista, da previdência, reforma do ensino médio e a Escola Sem Partido. Ela sempre se coloca a serviço da liberdade e da justiça. 

    Basta trazer um livro ou uma revista e tem garantido dois ingressos. Os livros e revistas irão para a Sala de Leitura, criada pela central para “incentivar as trabalhadoras e trabalhadores a ler mais e a buscar informação de qualidade para enfrentar melhor a nossa luta”, diz Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    O cantor e compositor Dinho Oliveira e o violonista Altair Rodrigues confirmaram presença, garantindo música de qualidade no sarau, que contará ainda com exposição fotográfica, artes plásticas, recitais e conversa sobre política e cultura. “A cultura é essencial para melhorar a compreensão de tudo o que acontece”, afirma Leite.

    Cuida de Mim, de Dinho Oliveira 

    Ele acentua que “o encontro da arte com a política tem acontecido de maneira muito positiva para a classe trabalhdora no Brasil e nesse sarau pretendemos debater saídas para vencermos a crise e o estado de exceção”.

    Para ele o nome do sarau Todo Mundo Tem Arte, já “revela a ideia central do evento que é reunir pessoas com objetivo de refletir sobre como caminhar pelas estradas da vida, superando todas as pedras no caminho para construirmos o novo”. Assim, conclui ele, "comemoramos também o Dia do Artista, essa classe que tem sido fundamental para o correr da luta".

    Altair Rodrigues interpreta Velha Infância, dos Tribalistas 

    Maiores informações pelo celular (11) 98442-9245, com a assessora da presidência da CTB, Joanne Mota.

    Serviço

    O que: sarau cultural Todo Mundo Tem Arte

    Onde: Casa da Classe Trabalhadora (Rua Cardoso de Almeida, 1.843, Sumaré, São Paulo)

    Quando: Sexta-feira (24), às 18h

    Quanto: Um livro ou revista vale dois ingressos

    Portal CTB

  • O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, começa a revelar, pouco a pouco, sua agenda reacionária à frente da cidade, e um dos setores duramente atacados é o da cultura. Através do decreto 43.219, que entrou em vigor nesta segunda-feira (19), foram alterados os procedimentos para realização de shows, feiras e exposições que reúnam mais de mil pessoas.

    Pelo decreto autoritário, mesmo que os órgãos responsáveis autorizem, uma comissão, com participação direta do gabinete do prefeito, terá o poder de vetar os eventos e até mesmo suspendê-los quando já estiverem em andamento. Apesar do discurso fácil que a medida visa melhorar o processo de liberação, na prática vemos uma medida que torna mais vulnerável a realização de eventos por parte de entidades da sociedade civil e, para piorar, abrindo margem para o uso do critério mais político e menos técnico na autorização para os mesmos.

    O decreto em questão instituiu o sistema "Rio Ainda Mais Fácil Eventos — RIAMFE". A CTB RJ observa o teor do critério com cuidado e atenção, manifestando sua preocupação com o que pode ser um grande retrocesso na política cultural do Rio de Janeiro. A capital fluminense sempre se caracterizou por ser um grande polo de produção cultural a céu aberto e nem mesmo as gestões mais burocráticas e reacionárias atacaram essa tradição carioca.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro discorda da agenda autoritária do prefeito Crivella e se coloca ao lado dos artistas e produtores culturais, em defesa do legado cultural carioca, e das atividades que, na prática, democratizam o acesso à cultura em suas mais varias das vertentes.

    O vereador petista Reimont informou, através das redes sociais, que a comissão de cultura irá encaminhar requerimento com pedido de esclarecimentos à prefeitura devido às dúvidas provocadas. A CTB RJ aguarda ansiosamente a resposta do prefeito pronta para mobilizar sua base social em defesa da democracia e da cultura.

    Por José Roberto Medeiros, da CTB-RJ

  • Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), divulga pelo YouTube o vídeo “Formação Sindical Classista: Exigência dos Novos Tempos" com propostas de enfrentamento às adversidades da classe trabalhadora na conjuntura de ofensiva conservadora.

    “Com a participação de onze CTBs estaduais nos baseamos em três eixos principais para nortear os debates: o Golpe de Estado de 2016, a ascensão das ideias conservadoras e fascistas e o fim do imposto sindical”, diz Leite.

    O sindicalista carioca pretende uma atuação colaborativa entre as secretarias de Formação das CTBs estaduais. Para ele, a melhor maneira de superar as adversidades "necessitamos de trabalho colaborativo com utilização das novas tecnologias de informação e comunicação”.

    Assista o vídeo sobre a formação sindical de Ronaldo Leite 

    Ele explica ainda que pretende constituir uma rede de formadores na CTB tendo como público alvo inicialmente dirigentes dos sindicatos filiados e das CTBs estaduais. “Trabalhamos com os 636 sindicatos filiados à CTB que estão com a sua diretoria atualizada no Ministério do Trabalho”, define.

    Entre esses sindicatos e as seções estaduais da central, “somos 12.538 dirigentes sindicais”, diz. O levantamento de Leite identificou ainda que cinco ramos constituem 75% dos filiados à CTB: trabalhadoras e trabalhadores rurais, comércio e serviço, educação, serviço público e metalúrgicos.

    Também fez um levantamento da participação feminina em cargos de direção entre os sindicatos filiados. “As mulheres têm 35% dos cargos de direção, sendo que no ramo têxtil chegam a 53%”, acentua. De acordo com ele, as mulheres contam com quase a metade dos cargos em educação, saúde e nos sindicatos rurais.

    Afirma ainda que os planos da Secretaria de Formação e Cultura são de criar uma biblioteca com obras sobre sindicalismo, mundo do trabalho e economia”, conclui. Além disso, a proposta é retomar o Projeto Memória Viva e solidificar a Escola Nacional de Formação da CTB.

    “A escola deverá funcionar em salas virtuais e videoconferências para abranger todo o território nacional”, finaliza. “Nestes tempos sombrios é essencial melhorarmos a formação para a superação das dificuldades com mais qualidade”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, coordenou as reuniões – segunda (16) e terça-feira (17) - entre todas as secretárias estaduais da Mulher na sede da CTB nacional, em São Paulo.

    “Encaminhamos a organização de nosso encontro que ocorrerá de 18 a 20 de novembro, no Rio de Janeiro”, diz Pereira. Ela afirma também que esse encontro sobre as questões de gênero contará com as secretarias da Mulher Trabalhadora, Formação e Cultura, Igualdade Racial e Políticas Sociais. "Iremos debater inclusive a cota de gênero de 30% determinada em nosso último congresso".

    Para ela, “é muito importante que as mulheres trabalhadoras se organizem com mais perseverança ainda nestes tempos de propostas extremamente conservadoras no Congresso Nacional, com a retiradas de conquistas fundamentais das brasileiras”.

    As mulheres da CTB não fogem à luta. “Nós sabemos da importância de elevarmos o debate sobre a igualdade de gênero no país e no mercado de trabalho”, complementa Pereira. “As cetebistas responderão à altura os ataques aos nossos direitos”.

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    Marcos Aurélio Ruy (texto e foto) - Portal CTB

  • As secretarias da Mulher Trabalhadora, Juventude Trabalhadora, Igualdade Racial, Políticas Sociais, Formação e Cultura e Comunicação realizaram o Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social para planejar as campanhas sobre a igualdade entre os gêneros, as gerações e as cores deste país, de ampla diversidade.

    Encontro visao classista ctb 2016 11 19

    No primeiro dia, o encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense (saiba como foi aqui). Já no sábado (19) os debates continuaram na colônia de férias do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

    Os 100 participantes inscritos dividiram-se em quatro grupos: igualdade racial, mulheres, juventude e políticas sociais e cidadania. Cada grupo encaminhou as suas propostas específicas levadas à plenária final.

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB 

    Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial ficou responsável por redigir as conclusões finais num documento a ser debatido pelas estaduais rumo ao 4º Congresso da central no ano que vem, quando a CTB comemora 10 anos.

    Os participantes ressaltaram a importância do enfrentamento à mídia burguesa hegemônica na sociedade brasileira. Além disso, foram reforçadas as bandeiras contra o machismo, a violência, a discriminação e a opressão, com uma comunicação de massa mais contundente.

    Bandeira ctb mastro colonia comerciarios rj 2016 11 19

    Também se definiu amplo apoio aos movimentos da juventude em defesa da educação pública e por mais espaços e dos LGBTs pela cidadania plena. Além de intensificar campanhas de combate à violência contra as mulheres, de intolerância religiosa e de combate ao racismo, tão intenso nas redes sociais e nas ruas.

    Jesus Cardoso, presidente do Sindmetal-RJ 

    No domingo (20) – Dia Nacional da Consciência Negra – os participantes realizaram um ato no Rio de Janeiro para celebrar a data e denunciar a segregação a que os negros e negras ainda são submetidos no Brasil de ponta a ponta.

    Acesse o álbum de fotos aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy