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Sex, Abr

Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais

  • “Não vamos aceitar calados o fim do Ministério do Trabalho”, avisa presidente da CTB-RS

    Na manhã desta terça-feira (11), representantes da unidade das Centrais Sindicais, sindicatos de todo o Estado e entidades que representam os profissionais que atuam na justiça do trabalho – juízes e advogados, além de membros do Ministério Público, promoveram ato em frente a Superintendência Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, contra o fim anunciado pelo governo Bolsonaro do Ministério do Trabalho.

    A extinção da pasta foi mencionada no início do mês de dezembro, pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, em entrevista.

    "Acabar com o Ministério do Trabalho é dar carta branca para a exploração irrestrita dos trabalhadores. Temos que resistir", destacou Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS e Fecosul, em sua fala na atividade.

    Em suas intervenções, outros representantes dos trabalhadores destacaram a unidade do movimento sindical e a necessidade de resistência, promovendo atividades de denúncia, materiais de conscientização da população e encontrando alternativas legais de evitar a extinção da pasta e de suas ações em defesa das relações de trabalho mais iguais, a dignidade, a saúde e a segurança dos trabalhadores de todo o país.

    Abaixo, confira manifesto produzido pelo coletivo.
     
    MANIFESTO EM DEFESA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO
     
    As entidades de trabalhadores e da sociedade civil organizada, reunidas na tarde de hoje, na sede da FECOSUL, manifestam sua contrariedade a proposta de fechamento do Ministério do Trabalho apresentada pela equipe de transição do governo Jair Bolsonaro. Lembramos que o MTB foi criado em 1930, e que cumpre um papel importante na sociedade. Vale ressaltar que sua função é discutir questões como as políticas necessárias para a criação de empregos e a geração de renda, auxílios ao trabalhador, fazer evoluir as relações de trabalho, fiscalizar, promover políticas salariais, de formação e desenvolvimento para os trabalhadores e garantir segurança e saúde no trabalho. Desta forma, a importância e a relevância política do MT são inquestionáveis, principalmente num país que soma mais de 13 milhões de desempregados.
     
    Com a extinção, os patrões ficarão livres para descumprir as leis, tendo em vista que é o Ministério do Trabalho que fiscaliza. O seu fim representará um retrocesso político que vai resultar em enormes prejuízos aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e aos pensionistas.
     
    A fiscalização contra trabalhos análogos à escravidão e à prevenção contra acidentes serão desarticuladas, gerando enormes prejuízos à sociedade. E os números já são alarmantes: em 2015 tivemos o registro de 376 mil casos de afastamento em função de acidentes de trabalho.
     
     A extinção do Ministério do Trabalho viola vários artigos da Constituição e Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foram ratificadas pelo Brasil. O Brasil precisa de um Ministério do Trabalho técnico, forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social.
     
    Por fim, precisamos lembrar que a administração do FGTS/FAT, que somam mais de 500 bilhões de reais, também estão na mira deste movimento. Neste sentido, vimos pela presente convidar a todos para participarem de um Ato Unitário em defesa do MTB, a ser realizado no próximo dia 11 de dezembro, terça-feira, a partir das 7h30, em frente a SRT, na Av. Mauá, 1013, nesta capital.
     

    Mais fotos:

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    CTB Rio Grande do Sul (Fotos e texto).

  • A energia das mulheres na Caminhada das Flores contra o fascismo no Rio de Janeiro

    Com concentração na Candelária, às 16h30, o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro participa da Caminhada das Flores, nesta sexta-feira (21), por mais mulheres na política.

    “Nós mulheres trabalhadoras somos imprescindíveis nas lutas do nosso povo. Somos nós que alimentamos com vigor a chama das lutas políticas em nosso país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Neste ano, as mulheres ocupam as ruas do Rio de Janeiro para reforçar a luta contra o avanço da onda fascista, representada nas eleições, por um candidato à Presidência da República. “Este movimento é um grito contra a violência e pela vida”, afirma Kátia. Por isso, “eleger nossas companheiras é fundamental para que o nosso grito por igualdade não seja silenciado. Por isso, ele não”.

    Já a filósofa, Marcia Tiburi convida as cariocas a participar da caminhada para “juntas mostrar a força do movimento por mais mulheres na política” e derrotar o machismo que mata e corrói a sociedade brasileira.

    A filósofa lembra também que a Caminhada das Flores presta homenagem “às companheiras que vieram antes de nós e tanto lutaram por nossos direitos”. Porque a luta por igualdade de direitos entres os gêneros tem história.

    A Caminhada das Flores 2018 representa as ‘lutas por mais mulheres na política, pelo empoderamento feminino, pela saúde das mulheres, contra o racismo, o machismo, a misoginia, a desigualdade de gênero e a precarização do trabalho”, avalia Rejane de Almeida, a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ).

    Desconstruindo Amélia , de Pitty 

    As pessoas interessadas em participar podem confirmar presença pela página oficial do evento no Facebook. “A Caminhada das Flores reforça a proposta de combate à violência e à opressão. As mulheres sempre foram vanguarda na luta por direitos, mas precisamos avançar ainda e ocupar  mais  espaços de decisão e poder”, acentua Marlene Miranda, secretária de Mulheres da CUT-RJ.

    A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) concorda com ela e reforça a necessidade de unidade para barrar os retrocessos. "As mulheres, como muitas vezes em nossa História, são protagonistas das lutas de nosso país”, diz.

    “Hoje estamos enfrentando, juntas, a onda do fascismo que é propagada por um candidato presidencial”, afirma Jandira. E “juntas marcharemos nessa nova primavera, irradiando sororidade, união e luta contra esse retrocesso”.

    Enquanto Marlene reforça a Caminhada das Flores como uma forma de demonstrar que "somos muitas, somos diversas, mas somos unidas e unidas somos muito mais fortes. Essa é a hora. Lugar de mulher também é na política”.

    O palco histórico de resistência da Candelária vai ficar pequeno pelo tamanho da disposição de luta das mulheres contra o fascismo. Ana Rocha, secretária da Mulher do PCdoB-RJ, afirma que a caminhada é o momento no qual, “as mulheres sinalizam a abertura da primavera com suas propostas de esperança  de novas conquistas”.

    Acesse a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais aqui.

    E as eleições podem representar “uma virada democrática e com mais mulheres progressistas eleitas”. Para Kátia, a Caminhada das Flores defende a unidade do movimento feminista na resistência a todas as formas de opressão e discriminação.

    Mulher do fim do mundo, de Alice Coutinho e Romulo Froes, interpretada por Elza Soares 

    Ela explica que será entregue às candidatas que estiverem na caminhada a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais em defesa da igualdade de gênero e contra o fascismo.

    “O machismo está matando cada vez mais no Brasil e termos mais mulheres na política é uma das formas de combater a violência, a discriminação e defender a igualdade de salários e oportunidades”, finaliza Kátia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB


    Colaborou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente da CTB nacional.

  • As mulheres das centrais sindicais defendem mais debate sobre as questões de gênero

    Em reunião nesta terça-feira (12), as representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) analisaram a conjuntura e iniciaram o planejamento das campanhas por equidade de gênero no país e no movimento sindical.

    Todas as representantes das centrais sindicais que compõem o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) refirmaram a necessidade de “as mulheres trabalhadoras se unirem cada vez mais para enfrentar os ataques às organizações da classe trabalhadora”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A professora mineira declara que as mulheres das centrais entendem a necessidade de barrar os retrocessos. “A terceirização ilimitada, a reforma trabalhista e o projeto de reforma da previdência aprofundam as desigualdades sociais e de gênero”.

    As sindicalistas ressaltaram a importância a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro a 10 de dezembro, todos os anos) servir para ao que se propõe de fato.

    “Tivemos atos em vários estados neste ano e distribuímos panfletos denunciando a reforma trabalhista, a retirada de direitos e a necessidade de debatermos as questões de gênero para vencer o preconceito e a discriminação”, diz Arêas.

    Ela explica também que foi escolhido o dia 6 de dezembro para as manifestações porque é o Dia do Laço Branco – Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres porque é “muito importante conversarmos com os homens para que entendam a necessidade de os direitos serem iguais e as mulheres respeitadas”.

    Já para o Dia Internacional da Mulher – 8 de março –, diz a cetebista, o FNMT planeja atos onde as mulheres trabalhadoras levem para as ruas as suas reivindicações, necessidades e a luta por direitos iguais. Para isso, “precisamos de mais mulheres no poder”.

    Mas as mulheres querem estar ainda mais presentes na vida das trabalhadoras. “Estamos planejando distribuir panfletos nos locais de trabalho para conversarmos com elas sobre tudo o que as aflige e colhermos sugestões de enfrentamento dos problemas”, explica Arêas.

    Ela conta ainda que as dirigentes das centrais sindicais pretendem introduzir manifestações artísticas nas atuações para enfocar os problemas de assédio moral e sexual e das discriminações com encenações teatrais, músicas ou outras formas de expressão.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Centrais já falam em greve geral em defesa das aposentadorias

    Em reunião realizada na sede do Dieese nesta quinta (14), as centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e CSP-Conlutas) debateram a mobilização para a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, convocada para o próximo dia 20, e acenaram com a organização de uma greve geral no país contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e em defesa das aposentadorias e da Previdência Pública.

    “Consideramos que a reunião dos sindicalistas deve apontar para uma jornada nacional de luta em defesa da Previdência Pública e preparar o caminho para a realização de uma nova greve geral, a exemplo da que foi feita com sucesso no dia 28 de abril de 2017”, comentou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    Democracia, soberania e direitos sociais

    “Nossa luta”, prosseguiu o sindicalista, “é não só em defesa das aposentadorias, agora sob o risco de extinção para os mais pobres com a privatização do sistema previdenciário. Batalhamos também em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos sociais, alvos da agenda ultraliberal do governo Bolsonaro, que radicalizou a receita golpista de Michel Temer”.

    O dirigente criticou duramente o ministro da Economia, Paulo Guedes, que em sua opinião “tem forte interesse particular na reforma, é diretamente ligado a empresas que exploram o sistema previdenciário e está sendo investigado por suspeita de desvio de R$ 1 bilhão na administração de fundos de pensão. Além disto, é um  dos ´Chicago Boys´ que assessorou a fracassada reforma previdenciário do ditador Augusto Pinochet no Chile, que instituiu o malfadado sistema de capitalização e condena os idosos à miséria, com aposentadorias que não chegam à metade do valor do salário mínimo daquele país”.

    Ampliar a mobilização

    Araújo também ressaltou a necessidade de promover “um amplo debate na sociedade, buscar o apoio dos movimentos sociais, da CNBB, da OAB e atuar intensamente também nos espaços institucionais. Vamos atrás dos parlamentares sabendo que no Congresso Nacional há muita resistência a apoiar os pontos mais polêmicos da reforma”.

    Os líderes das centrais prometem conversar com prefeitos e governadores. “Sabemos que em cerca de 4 mil municípios os recursos canalizados para o pagamento das aposentadorias são maiores e mais significativos para a sobrevivência da economia do que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A reforma proposta por Bolsonaro e Guedes será desastrosa para muitos prefeitos e governadores”.

    Outro ponto destacado é “a realização de uma ampla campanha de esclarecimento da opinião pública, que vem sendo bombardeada com alarmes falsos e meias verdades por uma mídia que omite o fato de que as despesas financeiras do Estado, com o pagamento dos juros da dívida pública, consomem mais de 50% do orçamento. Há poucos dias Bolsonaro desviou cerca de R$ 600 bilhões da Seguridade Social, em nome da DRU, para o pagamento de juros e outras despesas. É nisto e na política de desonerações e conivência com o calote dos débitos contraídos pelos empresários com a Previdência que devemos mexer, é imperioso onerar os banqueiros e as empresas sonegadoras do INSS. Os ricos devem pagar a conta do ajuste fiscal e não mais os pobres”.

    Greve em São Paulo

    Durante a reunião os dirigentes das centrais reiteraram o apoio à greve dos servidores paulistanos contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas, que ampliou para 14% da folha a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras e investiu na privatização do sistema com a criação do Sampaprev, um fundo complementar de previdência privado. Os servidores querem a revogação do que chamam de "confisco salarial" e do Sampaprev.

    De acordo com o presidente da CTB “a greve do funcionalismo municipal de São Paulo, que por sinal está a cada dia mais forte, dá novo ânimo à luta nacional das centrais, dos movimentos sociais e da classe trabalhadora em defesa da Previdência Pública e dos direitos e conquistas da nossa classe trabalhadora. É só com muita luta que lograremos barrar a agenda reacionária de restauração neoliberal, defender a democracia, a soberania e resgatar no Brasil um projeto nacional de desenvolvimento capaz de garantir a retomada do crescimento econômico e o bem-estar do povo brasileiro”, concluiu.

  • Fórum das Centrais debate a necessidade de mais mulheres na política

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) realiza o seminário “Mais mulheres na política”, nesta sexta-feira (31), das 8h30 às 17h, no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Alameda Eduardo Prado, 648 - Santa Cecília - São Paulo).

    Para Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, o tema é sempre atual, mas “no período eleitoral se torna fundamental nos prepararmos para o embate e unidas elegermos mais mulheres comprometidas com a emancipação feminina”.

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    Mulheres trabalhadoras disputam eleição para mudar a política e o país voltar a crescer

    A sindicalista mineira lembra que a legislação eleitoral determina uma cota mínima de 30% de mulheres candidatas, mas que “historicamente muitos partidos têm negligenciado essa cota, com um grande número de candidatas apenas para inglês ver”.

    Neste ano, porém, pode ser diferente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o respeito ao menos à cota mínima de candidaturas femininas no horário eleitoral gratuito, que começa nesta sexta-feira (31) e que seja destinado ao menos 30% do Fundo Partidário para as mulheres candidatas.

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    A discussão do seminário passa também pela necessidade de maior mobilização das instituições sindicais para aumentar o número de candidatas, já que neste ano, há menos do que no pleito de 2014.

    O TSE informa que 8.435 mulheres, ou 30,7% do total, se candidataram para as eleições de 2018. Menos do que na eleição presidencial de 2014, que foram 31,1% de candidatas. Lembrando que de acordo com o TSE, as mulheres compõem 52,5% do eleitorado e têm o mesmo índice na população brasileira.  

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    TSE determina respeito à cota para mulheres no horário eleitoral gratuito e nas verbas nesta eleição

    Além disso, na atual legislatura, a representação feminina gira em torno de 10% no Congresso Nacional, com poucas mulheres na assembleias legislativas e nos executivos estaduais. No Executivo nacional, a púnica mulher eleita na história do país foi deposta em 2016.

    “Estamos cientes da nossa luta para empoderarmos as mulheres candidatas e aumentarmos a bancada feminina do Congresso e das assembleias legislativas para iniciarmos uma grande mudança na política brasileira e fazermos uma reforma política com participação popular para impedir a opressão sobre os nossos votos e sobre os nossos corpos”, finaliza Celina.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Fórum das centrais sindicais promete empoderar as candidaturas comprometidas com as mulheres

    No seminário “Mais Mulheres na Política”, do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), ficou decidido que cada central encaminhará as propostas do FNMT para as candidatas e candidatos de sua escolha, inclusive pedindo para que assinem o compromisso de defenderem essas propostas, caso sejam eleitas ou eleitos.

    O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (31), com a presença de 60 representantes das cinco centrais sindicais participantes do seminário (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT).

    “Tivemos um debate muito importante e concluímos sobre a essencialidade de estarmos cada vez mais unidas e mobilizadas para tirar o Brasil do vergonhoso 154º lugar (segundo a ONG estadunidense Inter-Parliamentary Union) no ranking dos países com mais mulheres na política”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista mineira conta também que houve unanimidade na decisão de que não basta ser mulher para ter o apoio das centrais sindicais, “é necessário ter compromisso com a luta emancipacionista feminina e pela igualdade de gênero”.

    Falaram no seminário Liége Rocha, representando a União Brasileiras de Mulheres (UBM) e Sônia Coelho, pela Marcha Mundial de Mulheres. A CTB contou com a presença de dez representantes, além de Celina.

    Participaram as secretárias da Mulher Trabalhadora, Gicélia Bitencourt (SP) e Kátia Branco (RJ), Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região, além de três metalúrgicas de Jaguariúna (SP), duas bancárias de São Paulo e a assessora da CTB, Márcia Viotto.

    Além de defender as propostas específicas das mulheres trabalhadoras como igualdade salarial, creches nos locais de trabalho, contra o assédio moral e sexual, foram definidos planos de mobilização contra a violência, que “cresce espantosamente no país, com milhares de feminicídios e estupros todos os anos”, define Celina.

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    Outro tema que não escapou ao crivo das mulheres trabalhadoras das centrais sindicais foi o da defesa intransigente do Plano Nacional de Educação (PNE). “Entendemos a educação como essencial para o combate à violência e à discriminação”, afirma Celina.

    Ela lembra que foi encaminhado para os fóruns estaduais realizarem encontros como este seminário com o mesmo objetivo de levar as propostas de se ter mais presença feminina em cargos de decisão em todos os setores.

    O Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro realiza reunião para preparar o seu seminário, na quarta-feira (5). Já o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais de Minas Gerais faz o seu evento no domingo (9) e na segunda (10) tem encontro com a candidata ao Senado, Dilma Rousseff e Jô Moraes, candidata à vice-governadora na chapa com Fernando Pimentel.

    “As eleições deste ano adquiriram um caráter histórico fundamental para a vida brasileira”, define a sindicalista. “Existem dois projetos em disputa. Um que defende o atrelamento e a submissão da nossa economia e o nosso que luta por um desenvolvimento nacional livre da tutela estrangeira. A luta das mulheres por direitos iguais, passa por estas questões”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Fórum das mulheres das centrais defende propostas para a emancipação feminina

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) elaborou uma plataforma eleitoral para entregar às candidatas e candidatos de todos os estados e do Distrito Federal.

    “Elaboramos um programa mínimo para exigir o compromisso de candidatas e candidatos com os interesses das mulheres trabalhadoras”, explica Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    As seis maiores centrais sindicais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) compõem o FNMT e se comprometem a encaminhar as propostas ao maior número de pessoas que pleiteiam um cargo político na eleição de 7 de outubro.

    Leia a plataforma eleitoral das mulheres trabalhadoras aqui.

    “Decidimos que só apoiaremos candidaturas que se comprometerem com as nossas causas”, afirma Celina. As mulheres trabalhadoras das centrais pedem a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 e o engavetamento da reforma da previdência.

    A sindicalista mineira informa que as reformas promovidas e propostas pelo desgoverno Temer prejudicam toda a sociedade, mas são as mulheres as mais atingidas, seja no mercado de trabalho ou na falta de atendimento em questões que envolvam violência.

    Por isso, diz ela, o FNMT defende a criação de políticas públicas e leis mais rigorosas contra o assédio moral e sexual, a discriminação de gênero, raça, deficiência ou orientação sexual. “Em pleno século 21, não podemos mais tolerar o predomínio de tanto ódio e violência contra as mulheres, a juventude, a população negra e indígena e as pessoas LGBT”.

    Para Celina, “O Brasil está numa encruzilhada histórica e as eleições deste ano vão definir o país que teremos no futuro". OU seja, "se voltaremos a ser ‘quintal’ dos Estados Unidos, como defendem os candidatos de Temer ou se retomaremos o trilho do desenvolvimento autônomo e soberano”.

    Ela explica ainda que o FNMT defende o empoderamento feminino, com mais mulheres no poder. “Não pode haver democracia plena sem a ampla participação das mulheres, da juventude e da população negra nas decisões do país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

  • Fórum das Mulheres das centrais sindicais decide rechaçar retrocessos do governo golpista

    Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

    “Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central.

    Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

    Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

    Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

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    Dossiê Mulher mostra as nuances da violência contra as mulheres no Rio de Janeiro

    Secretária de Políticas para as Mulheres do governo golpista é machista e reacionária

    Mulheres tomam as ruas pelo fim da cultura do estupro e por respeito à dignidade humana

    Golpistas querem tornar as mulheres verdadeiras escravas do lar e do patriarcado

    O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

    O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

    Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

    Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

    Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

    “As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Eric Paixão

  • Fórum das mulheres das centrais sindicais prepara protesto para o dia 26, em São Paulo

    Em reunião nesta terça-feira (5), na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), as representantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiram pela realização de um protesto na terça-feira (26), com concentração às 14h no viaduto Santa Ifigênia, no centro da capital paulista.

    "Estaremos em frente ao prédio da Previdência Social, justamente para defender a nossa aposentadoria. As mulheres das centrais sindicais saem à rua mais uma vez contra as reformas desse governo ilegítimo que retira nossas conquistas, nosso emprego e não quer que aposentemos", diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Portal CTB

  • Fórum das Mulheres Trabalhadoras divulga folder dos 16 Dias de Ativismo contra a violência

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais divulgou nesta quinta-feira (30) o seu folder para fortalecer a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

    “O folder destaca os absurdos retrocessos que a reforma trabalhista apresenta sobre os direitos trabalhistas, mas não esquece das pautas específicas das mulheres como o assédio moral e sexual, além da violência que campeia no país”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Acesse o folder aqui imprima e distribua.

    Trabalho intermitente, terceirização, gestantes e lactantes trabalhando em locais insalubres, contrato temporário de trabalho e muitos outros itens da (de)forma trabalhista que prejudica a classe trabalhadora, essencialmente as mulheres, estão no texto para ser distribuído para a população.

    “Os dados de violência contra as mulheres são alarmantes e nós precisamos dar um basta em tudo isso. Essa campanha acontece num momento crucial da vida do país comum governo que governa contra o povo e contra as mulheres”, reforça Arêas.

    Marcha das Margaridas

    celina rurais contag marcha das margaridas

    A secretária da CTB participou ainda, na terça-feira (28) de uma reunião com trabalhadoras rurais e lideranças feministas, em Brasília, para definição da Marcha das Margaridas 2018.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Governo Bolsonaro estuda cortar abono salarial

    O governo quer cortar R$ 266 bilhões das contas públicas até 2022. Para isso, estuda medidas que atingem em cheio o brasileiro. Uma das propostas prevê restringir o pagamento do abono salarial. 

    O salário mínimo também está na mira. A intenção é fixar nova regras para o reajuste, apenas com a correção da inflação. Não custa lembrar que a política de valorização criada pelo ex-presidente Lula garantiu aumento real de 76% entre 2003 e 2015 para milhões de trabalhadores.   

    Não é só isso. Enquanto o topo da pirâmide social faz a festa, o governo estuda congelar os reajustes salariais do funcionalismo público. Sem falar na reforma da Previdência por capitalização, uma iniciativa já fracassada em outros países e que empobrece a população. Só madeirada no cidadão. 

    Fonte: Seeb Bahia

     

  • Mais de 10 mil comparecem ao ato na Sé contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro

    Uma multidão estimada pelos sindicalistas em mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras compareceram na manhã desta quarta-feira (20) à Assembleia da Classe Trabalhadora em Defesa da Aposentadoria e da Previdência Pública. Convocada unitariamente pelas centrais sindicais, a manifestação contou também com o apoio de entidades dos movimentos sociais, como MST, Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, bem como dos servidores municipais em greve contra a reforma da Previdência do prefeito Bruno Covas. Teve luta e manifestações, lideradas pelo movimento sindical, também em dezenas de outras capitais e cidades brasileiras.

    Este foi o primeiro grande ato contra a reforma proposta pela dupla Bolsonaro/Guedes, que foi encaminhada hoje à Câmara Federal. Os manifestantes prometem dar continuidade à luta, promovendo uma jornada nacional de mobilização que pode desaguar na deflagração de uma greve geral. A multidão que afluiu à Praça da Sé gritou palavras de ordem conclamando à paralisação nacional e criticando severamente o governo da extrema direita.

    Lula livre

    A professora Claudete Alves, presidente do Sedim (Sindicato dos Trabalhadores na Educação Infantil Muncipal), elogiou o espírito unitário da luta e se revelou otimista. “Nós derrotamos a reforma do Temer, agora vamos derrotar a da dupla Bolsonaro/Guedes e a carteira verde e amarela também não passará”. Claudete, como outros líderes que fizeram uso da palavra, pediu a libertação de Lula, preso injustamente por Sergio Moro, que tirou o maior líder popular da história brasileira da disputa presidencial e, na sequencia, foi premiado por Jair Bolsonaro com o Ministério da Justiça. Em diversas ocasiões, a plateia também gritou “Lula livre”.

    Falando em nome da Frente Brasil Sem Medo, a professora Silvia afirmou que a proposta apresentada pelo governo ao Congresso “não é reforma, mas demolição”. João Paulo, da coordenação nacional do Movimento dos Sem Terra, disse que “o MST vai participar desta jornada e contribuir para a greve geral”.

    Luta política

    A exemplo de outros oradores, o presidente da CTB, Adilson Araújo, também defendeu a realização de uma greve geral, argumentando que “é hora de ampliar e radicalizar nossa luta”. Ao mesmo tempo, ressalvou que “não se constrói uma greve geral vitoriosa, como a que realizamos em 28 de janeiro de 2017, do dia para a noite. Temos o desafio de realizar, previamente, um cuidadoso e persistete trabalho nas bases, pois é fundamental conscientizar a classe trabalhadora sobre o que está em jogo nesta luta. Esta proposta é fruto da ganância capitalista, que quer transformar a nossa Previdência em mercadoria”. Araújo também chamou a atenção para “a centralidade da luta política contra o governo da extrema direita, cuja agenda é frontalmente contrária aos interesses do povo e da nação brasileira”.  

    Luiz Gonçalves, presidente da Nova Central em São Paulo, louvou a unidade das centrais e também conclamou à organização da greve geral. Já o presidente da CGTB, Ubiraci Oliveira, o Bira, criticou as privatizações observando que a Companhia Vale do Rio Doce (Vale, depois da privatização) “enquanto era uma empresa pública nunca teve problema com barragem, depois que foi privatizada seus donos promoveram dois crimes ambientais, que resultaram em centenas de mortes e destruição sem precedentes do meio ambiente”.

    O governo não dialogou com as centrais ou representantes dos movimentos sindicais para formatar a proposta que encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso. Consultou apenas os interesses do chamado “mercado”, ou seja, dos grandes capitalistas e banqueiros, que têm no ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, um fiel representante.

    Pior que o Temer

    A proposta é bem pior do que a do governo golpista liderado por Temer, que foi reprovada pelo povo e acabou não sendo votada no Parlamento. Nenhum trabalhador poderá se aposentar antes de completar 65 anos ou 62 anos, no caso das mulheres e a idade mínima. A apossentadoria por tempo de contribuição acaba, mas a o tempo de contribuição mínima para que o trabalhador, independente da idade, tenha acesso ao direito será elevado de 15 para 25 anos e ele terá  pagar por pelo menos 40 anos para conseguir 100% do valor da aposentadoria.

    Serão introduzidas novas restrições e dificuldades que tendem a inviabilizar o acesso à aposentadoria para a maioria da classe trabalhadora, tendo em conta a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Ao longo do tempo, com a imposição concomitante do modelo de capitalização e da carteira de trabalho verde e amarelo (à margem dos direitos previstos na CLT e mesmo na Constituição), a aposentadoria pública, tal qual existe hoje, será extinta e todo o sistema previdenciário estará privatizado.

    Lavagem cerebral

    No regime chileno de capitalização, com o qual sonha o banqueiro Paulo Guedes, patrões e governos não contribuem para o sistema previdenciário. O trabalhador arca com todos os custos para no final das contas receber, depois de anos e anos labutando e pagando a chamada Previdência complementar, uma aposentadoria miserável cujo valor não chega a 50% do salário mínimo.

    Contando com a total cumplicidade da mídia burguesa (TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes, etc), governo e “mercado” estão em plena campanha para vender o peixe podre da dupla Bolsonaro/Guedes. A julgar pelos comentaristas da Globo, o Brasil vive um dilema entre a reforma da Previdência (apresentada como remédio para o desemprego, o baixo crescimento e outros males da economia) ou o apocalipse.

    O governo também apresentou suas primeiras peças de propaganda para dourar a pílula amarga, alegando que está apenas combatendo privilégio. Trata-se de uma mentira descarada. Os verdadeiros privilégios privilégios,nas Forças Armadas, no Poder Judiciário permanecerá praticamente intocáveios.   

    A aprovação da proposta não pode ser considerada favas contadas e o quadro no Congresso Nacional não é tão favorável à reforma como pretendem seus defensores. Por isto, a propaganda maciça pelos meios de comunicação de massas cujo propósito é promover uma lavagem cerebral da chamada opinião pública e pressionar os parlamentares. Em relação ao tema já não há espaço para o dissenso, o contraditório ou a divergência na mídia nativa. Reina, absoluto, o pensamento único neoliberal.

    Facke News X verdade

    É preciso lembrar que uma guerra ideológica semelhante foi movida por esses mesmos meios de comunicação, em aliança com o governo golpista de Michel Temer, para justificar a imposição da reforma trabalhista. Disseram que era o caminho para solucionar o flagelo do desemprego em massa no país, prometeram que após a aprovação da nova legislação a oferta de emprego iria disparar, o mercado de trabalho seria outro para felicidade geral da nação, etc e tal.

    Os sindicalistas criticaram e alertaram que o único saldo concreto da reforma seria uma maior e mais perversa precarização do mercado de trabalho, com novidades como trabalho intermitente, a terceirização irrestrita, a prevalência do negociado sobre a Lei. Depois de mais de um ano de vigência da reforma (que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017), com cerca de 27 milhões de desocupados e subocupados no país, constata-se que a vida deu razão aos críticos.

    A verdade inscrita nos fatos é que a reforma trabalhista, inspirada nas propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI, uma federação patronal), foi imposta pelos golpistas com o exclusivo propósito de satisfazer os interesses dos capitalistas. Não será diferente com a reforma da Previdência, cuja principal finalidade, senão a única, é beneficiar a banca capitalista.

    A causa mais relevante do desequilíbrio fiscal, apontado por muitos especialistas mas invizibilizada pela mídia, é de longe o serviço da dívida pública, que consome pelo menos metade do Orçamento da União. É neste vespeiro que o Estado precisaria mexer para reequilibrar as finanças públicas sem sacrificar o povo. Mas isto pode significar, em contrapartida, prejuízos para banqueiros e credores, o que nossa mesquinha burguesia não admite.

    “Eles têm recursos financeiros e humanos e meios poderosos para propagar Fake News sobre este e outros temas”, salientou o presidente da CTB. “Mas nós temos a verdade do nosso lado e a convicção de que eles querem impor mais um grande retrocesso, destruindo o maior e mais eficaz programa de distribuição de renda do Brasil”. O desafio das centrais é descer com esta mensagem às bases e despertá-las para a luta, pois já está claro que só uma forte mobilização popular poderá impedir este novo golpe do capital contra o trabalho.

    Umberto Martins

  • MTE se soma aos trabalhadores e trabalhadoras contra desmonte

    "Sou auditor fiscal do Trabalho há mais de 20 anos e conheço bem a contribuição do Ministério do Trabalho (MT) para o país", lembrou Marco Antonio Melchior, superintendente regional do Trabalho em São Paulo, nesta terça (11), durante participação no ato das centrais sindicais contra a extinção do Ministério.

    "Temos inúmeras funções importantes, que não podem deixar de existir", disse o superintendente, citando serviços como atendimento ao trabalhador e ao imigrante, atividades de economia solidária e fiscalização.

    É horrível ser patrão no Brasil?

    Além da defesa do MT, as centrais responderam com irreverência as declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro de que "é horrível ser patrão no Brasil". Em referência ao período colonial e para denunciar a escalada de retirada de direitos, um grupo teatral simulou escravos carregando um "patrão".

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    Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo. 

    "A unidade será fundamental na etapa que atravessamos. Dia a dia a mascara desse governo cai e revela a perversidade de um projeto ainda pior que o de Michel Temer. Desde maio de 2016 colecionamos ataques. Mas, eles que não se enganem, fomos formados na luta. Cada de direito que temos tem por trás dele a luta de gerações de trabalhadoras e trabalhadores", avisou o presidente da CTB, Adilson Araújo, ao alertar que extinguir o MT é é apenas o começo de uma agenda que visa entregar tudo e reduzir o Estado a mínimo.

    Ele alerta: "Bolsonaro defende um projeto que condena o pobre a miséria e fome, que tira direitos da classe trabalhadora e a ele lega a precarização e insegurança. Fechar o MT, para ele, é fundamental para garantir sua agenda regressiva. Ou seja, um projeto para os ricos e para os que lucram com a desvalorização, precarização e escravidão dos trabalhadores e trabalhadoras".

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    Portal CTB

  • Mulheres das centrais sindicais defendem campanha permanente contra a violência

    Em reunião na sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em São Paulo, o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu nesta terça-feira (8) abraçar com mais dedicação ainda os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres de 2017.

    As sindicalistas das seis maiores centrais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT), que compõem o FNMT, resolveram empoderar a participação do movimento sindical no ativismo por igualdade de gênero e pelo fim da violência.

    “Todas as representantes das centrais sindicais assumiram o compromisso de desenvolver campanhas durante todos os dias do ano, sem trégua para a discriminação e a violência”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Elas enfatizaram ainda a necessidade de mais visibilidade para as ações das mulheres nos veículos de comunicação das centrais para as informações chegarem com maior rapidez às seções estaduais e aos sindicatos filiados.

    forum mulheres centrais reuniao 2017 11 07

    “Precisamos envolver os sindicatos em nossas ações”, define Arêas. Ficou combinado panfletagens denunciando as violências às mulheres porque o Brasil é um dos países mais violentos do mundo nas questões de gênero.

    Somente no ano passado foram assassinadas 4.657 mulheres no país “e o Parlamento quer tirar a palavra feminicídio (assassinato de mulher somente por ser mulher) do Código Penal” em vez de ampliar as políticas de direitos e de vida”, rebate Kátia Gaivoto, vice-presidenta da CTB-MG e secretária-geral adjunta nacional da CTB.

    Adilson Araújo, presidente nacional da CTB acompanhou a abertura da reunião. “As mulheres são um braço forte e fundamental na luta e no enfrentamento da ofensiva conservadora contra a classe trabalhadora”, afirma.

    As dirigentes do FNMT decidiram pela criação de uma campanha que mostre a cara das mulheres trabalhadoras na resistência aos retrocessos, ao preconceito e à violência. A próxima reunião está prevista para acontecer no dia 12 de dezembro, na sede da Força Sindical, em São Paulo.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres saem às ruas em defesa de sua aposentadoria nesta terça-feira (26). Participe!

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) toma as ruas de todo o país nesta terça-feira (26), a partir das 14h, para denunciar os enormes prejuízos causados pela reforma da previdência do governo ilegítimo de Michel Temer.

    “O FNMT marcou esse protesto com objetivo de esclarecer à população os reais objetivos das reformas promovidas por esse governo neoliberal”, denuncia Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para a professora e sindicalista mineira o golpe contra a democracia ocorreu para massacrar os direitos e conquistas da classe trabalhadora e “estão agindo com uma velocidade jamais vista, com apoio de empresários retrógrados e do sistema financeiro internacional, interessado em nossas riquezas naturais”.

    O ato principal foi marcado para São Paulo, em frente à sede do INSS, no Largo Santa Ifigênia, no centro da cidade (confira endereço no final da matéria). “Escolhemos São Paulo para dar esse caráter nacional ao nosso ato, porque é onde está a sede do maior sindicato patronal do país, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), patrocinadora do golpe e defensora dessas reformas contra os interesses da classe trabalhadora e do país”, confirma Arêas.

    Saiba mais

    Mulheres trabalhadoras tomam as ruas em defesa de aposentadoria decente

    Ela explica ainda que as mulheres se organizam cada vez mais porque “somos as mais atingidas por todos os projetos golpistas”. O caminho, diz, “está na organização da sociedade civil e nas ruas denunciando o caráter recessivo, antinacional e antidemocrático desse golpe”.

    Já Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, conclui que “desde o início o desgoverno Temer mostrou o seu caráter sexista, racista e homofóbico, além de ser contra a juventude”.

    Por isso, “é fundamental a nossa presença nas ruas para levar informação à população e denunciar ao mundo os ultrajes aos direitos humanos que esse desgoverno vem promovendo”.

    Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ concorda com ela e afirma ainda que “estão criminalizando a pobreza, atacando os pobres. E as mulheres, principalmente das periferias, são as que mais sentem porque são seus filhos que estão sendo mortos todos os dias”.

    Arêas finaliza afirmando que “impor uma reforma da previdência que obriga principalmente as mulheres a trabalhar ainda mais do que já trabalham atualmente é desumano e irracional. A CTB sempre marcará presença em todas as lutas em favor da democracia e dos direitos do povo”.

    Serviço

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria

    Onde: Superintendência Regional do INSS

               Largo Santa Efigênia, 266 - Santa Ifigênia, São Paulo

    Quando: Terça-feira (26), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres trabalhadoras de Minas Gerais na rua em defesa da aposentadoria

    Trabalhadoras de várias centrais sindicais e movimentos sociais farão uma grande manifestação em defesa da aposentadoria e contra a reforma da Previdência, na próxima terça-feira (3), a partir das 10 horas, na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte.

    A manifestação, organizada pelas mulheres das centrais sindicais de Minas Gerais, dando continuidade ao ato do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais, realizado em São Paulo na terça-feira (26).

    Representantes da CTB, UGT, Força Sindical, NCST, CSB, CESP e Intersindical voltaram a se reunir na terça-feira (26), para acertar os detalhes do ato público com a participação de representantes da Frente Mineira Popular em Defesa da Previdência Social.

    De acordo com a secretária adjunta de Mulheres da CTB-MG, Terezinha Avelar, é fundamental a participação de todas as trabalhadoras, pois as mulheres são as que mais perdem com todas as medidas promovidas pelo governo golpista de Michel Temer, como reforma trabalhista e terceirização de todas as atividades do trabalho.

    “Precisamos estar unidas e atentas nesta luta, pois este governo já nos retirou vários direitos e agora quer nos tirar o direito de nos aposentar. Não podemos cruzar os braços. Nossa luta está apenas começando. Estamos unidas em defesa dos nossos direitos”, afirma.

    Em Minas Gerais, também faremos o lançamento do Fórum Estadual de Mulheres das Centrais Sindicais-MG, que visa criar um espaço para o diálogo sobre temas importantes ligados à questão de gênero e a invisibilidade da mulher em todas as áreas, especialmente no trabalho e na política.

    De acordo com Avelar, o Fórum visa fortalecer a identidade e autonomia da mulher enquanto trabalhadora, “uma vez que atuamos em ambiente onde a predominância é masculina. Precisamos encontrar a nossa identidade de luta, unir forças, falar mais de nossas demandas para que possamos enfrentar estas desigualdades vivenciadas por todas nós no cotidiano, inclusive no movimento sindical”.

    Serviço

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria

    Onde: Praça Sete de Setembro, Belo Horizonte

    Quando: Terça-feira (3), às 10h

    Portal CTB com informações da CTB-MG

  • Mulheres trabalhadoras protestam em defesa da Previdência em Salvador

    As mulheres cetebistas foram às ruas, em diversos estados, protestar contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Em Salvador, o ato aconteceu no bairro do Comércio, em frente à sede do INSS.

    Em repúdio à reforma da Previdência e à retirada de direitos da classe trabalhadora, dirigentes sindicais se revezaram ao microfone, chamando a atenção da população para as arbitrariedades e a lógica perversa que rege o governo Temer, que além de querer massacrar o trabalhador e a trabalhadora, ainda se esforça para detonar o patrimônio do país, do povo brasileiro.

    Para a professora e secretária da Mulher da CTB-BA, Marilene Betros, as mulheres estão nas ruas em defesa de um sistema previdenciário decente, inclusivo, que não desampare o trabalhador e a trabalhadora. “Esse desmonte da previdência tem um caráter machista e racista e trará consequências negativas para as mulheres, em especial as negras”, comentou.

    Ela afirmou que as mulheres, que representam mais da metade da população, também estão em maior número no trabalho informal e a reforma da Previdência, como está proposta, não considera as diferenças existentes no mercado de trabalho, prejudicando-as ainda mais. “Vamos continuar nas ruas contra o retrocesso que significam essas reformas e mobilizadas pela unidade da luta, para avançar e garantir conquistas”, concluiu Betros.

    O ato foi organizado com base nas orientações do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais e contou com a presença de dirigentes sindicais e sindicatos filiados à CUT. Das entidades filiadas à CTB, participaram APLB Sindicato, Sindsaúde, Comerciários, Sinpojud, Metalúrgicos, entre outros.

    Fonte: CTB-BA

  • Mulheres trabalhadoras saem às ruas de São Paulo para denunciar a violência de gênero no país

    Militantes do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) estiveram na estação Brás do Metrô/CPTM, na capital paulista, na manhã desta quarta-feira (6) denunciar os efeitos da reforma trabalhista sobre a classe trabalhadora distribuindo panfleto feito pelo FNMT.

    A panfletagem faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. “Essa reforma trabalhista é mais uma forma de agressão às mulheres, que já sofrem tanto neste país”, afirma Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB, representando a Secretaria da Mulher Trabalhadora da central.

    Leia mais

    Fórum das Mulheres Trabalhadoras divulga folder dos 16 Dias de Ativismo contra a violência

    Mulheres saem às ruas nos 16 dias de ativismo para construir um mundo sem violência

    Ela lembra que esse ato foi marcado justamente do Dia do Laço Branco – 6 de dezembro – Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. “É muito importante conversarmos com os homens que também deploram a violência. O Brasil maltrata demais as mulheres e isso tem que acabar”.

    As seis centrais que sindicais que compõem o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) enviaram representantes. “A cartilha foi muito bem aceita pela população o que nos dá ânimo para continuar na resistência aos retrocessos promovidos pelo governo golpista de Michel Temer”, diz Doquinha.

    Acesse e imprima o folheto do FNMT denunciando a reforma trabalhista de Temer aqui.

    Saiba mais sobre o Dia do Laço Branco

    O dia 6 de dezembro foi escolhido porque nessa data em 1989, um rapaz de 25 anos entrou numa escola em Montreal no Canadá. Em uma sala de aula dispensou os homens e matou as 14 mulheres presentes, aos gritos de “eu odeio feministas” e depois suicidou-se. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”.

    O Dia do Laço Branco é também denominado Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A comemoração da data chegou ao Brasil em 1999, mas avançou e 2002 com parceria firmada com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, mas a partir de 2003 ganha status oficial e relevância na luta contra a violência à mulher.

     Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres trabalhadoras tomam as ruas em defesa de aposentadoria decente

    O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) promove na terça-feira (26), às 14h, um grande ato contra a reforma da previdência. O protesto tem caráter nacional e em São Paulo ocorre no Largo Santa Ifigênia, 266, em frente à sede regional do INSS.

    Veja a página do Facebook do evento aquie confirme sua presença.

    "Importante que todos os estados façam o mesmo", diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Queremos mostrar à população que as mulheres são as que mais perdem com esse projeto do governo federal”, complementa. 

    O FNMT definiu como slogans da manifestação a “Defesa da Aposentadoria” e a constante resistência por “Nenhum Direito a Menos”. Justamente porque “ganhamos cerca de 30% a menos que os homens, somos as primeiras a ser demitidas e as últimas a conseguir trabalho”, afirma Arêas.

    Circula o convite do FNMT para que todas as seções estaduais organizem manifestações no mesmo dia para "dar caráter nacional ao nosso ato por nenhum direito a menos", diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Leia o convite abaixo:

    convite fnmt

    Para tanto, o FNMT (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) “convida a todas e todos para se somarem à luta contra mais esse ataque às conquistas da classe trabalhadora, principalmente à nós mulheres”, define Bitencourt.

    “Neste momento de ofensiva do capital sobre o trabalho e os ataques sucessivos aos direitos humanos e individuais, as mulheres mostram que são de luta e lotarão as ruas para denunciar a intenção do governo golpista de nos tirar todas as perspectivas de vida”, conclui Arêas.

    O FNMT divulga uma cartilha para levar esse importante debate às ruas, com texto de fácil acesso, para ser distribuído na manifestação. Venha participar de mais essa empreitada contra os projetos do governo ilegítimo de Michel Temer.

    Acesse e imprima a capa da cartilha aqui.

    Imprima a Cartilha parte 1 aqui.

    Imprima a Cartilha parte 2 aqui.

    Imprima a Cartilha contracapa aqui.

    Serviço

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria

    Onde: Superintendência Regional do INSS

               Largo Santa Efigênia, 266 - Santa Ifigênia, São Paulo

    Quando: Terça-feira (26), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Nota das Centrais Sindicais sobre a edição da MP 873

    A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe no momento em que cresce, no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade, a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha, com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.

    As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e iniciativas junto ao Congresso Nacional e às bancadas dos partidos políticos, além de mobilizar para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.

    Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:

    - a MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;

    - os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;

    - as centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;

    - 0 coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.

    É oportuno reforçar que as centrais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da Previdência do presidente Bolsonaro, em um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.

    São Paulo, 7 de março de 2019.

    Vagner Freitas - Presidente da CUT

    Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

    Adilson Araújo - Presidente da CTB

    Ricardo Patah - Presidente da UGT

    José Calixto Ramos - Presidente da NCST

    Antonio Neto - Presidente da CSB

    Ubiraci Dantas de Oliveira - Presidente da CGTB

    Atnágoras Lopes - Executiva Nacional da CSP-Conlutas

    Edson Carneiro índio - Secretário-geral da Intersindical

  • Nota das Centrais Sindicais sobre a edição da MP 873

    A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe no momento em que cresce, no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade, a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha, com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.

    As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e iniciativas junto ao Congresso Nacional e às bancadas dos partidos políticos, além de mobilizar para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.

    Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:

    - a MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;

    - os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;

    - as centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;

    - 0 coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.

    É oportuno reforçar que as centrais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da Previdência do presidente Bolsonaro, em um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.

    São Paulo, 7 de março de 2019.

    Vagner Freitas - Presidente da CUT

    Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

    Adilson Araújo - Presidente da CTB

    Ricardo Patah - Presidente da UGT

    José Calixto Ramos - Presidente da NCST

    Antonio Neto - Presidente da CSB

    Ubiraci Dantas de Oliveira - Presidente da CGTB

    Atnágoras Lopes - Executiva Nacional da CSP-Conlutas

    Edson Carneiro índio - Secretário-geral da Intersindical

  • O ativismo contra a violência às mulheres tem ato em São Paulo neste sábado (25)

    O dia é apropriado porque 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher e marca o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres em mais de 160 países.

    ato mulheres 25 novembro republica sp

    A manifestação ocorre na Praça da República, na capital paulista, a partir das 12h e tem participação da CTB e do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) entre diversas entidades do movimento feminista de São Paulo.

    A manifestação denunciará também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que traminta na Cãmara dos Deputados e pretende proibir a interrupção da gravidez mesmo em casos de estupro. "É um retrocesso e uma violência inominável contra dos direitos das mulheres", diz  Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “essa campanha dos 16 Dias de Ativismo é um marco para a luta das mulheres no país todo. A nossa central combate a violência à mulher os 365 dias do ano, e nós vemos essa manifestação como um bom momento para para levar à sociedade uma mensagem em defesa da vida das mulheres”.

    Vídeo do FNMT

    As dirigentes do FNMT divulgaram nesta sexta-feira (24) um vídeo convidando à participação da classe trabalhadora nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Cada representante das seis centrais sindicais que compõem o Fórum (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) falou sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e sobre as dificuldades que impõem às mulheres.

    Assista 

    “Estaremos nas ruas mais uma vez para denunciar os efeitos da reforma trabalhista na vida de todo mundo, mas principalmente no que ela prejudica as mulheres em maior profundidade”, afirma Arêas.

    A direção do Fórum garante também outra manifestação pelos 16 Dias de Ativismo na capital paulista no dia 6 de dezembro - Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Sindicalistas se reúnem para organizar Fórum Estadual e ato por aposentadoria

    Reunião das mulheres das centrais sindicais mineiras na sede da CTB-MG nesta quinta

    Nesta quinta-feria (21), na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG), em Belo Horizonte, as mineiras decidiram criar o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais.

    Com a participação de todas as centrais que compõem o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT), mais a Intersindical, as representantes das centrais decidiram realizar o ato em defesa da aposentadoria e o lançamento do Fórum Estadual no dia 3 de outubro.

    “Gostaríamos de fazer no mesmo dia do ato nacional em São Paulo (terça-feira, 26), mas achamos que está muito em cima. Por isso, decidimos pelo dia 3, para fazer uma defesa da aposentadoria como se deve e lançar nosso Fórum”, diz Tereza Avelar, a Tetê, secretária adjunta de Mulheres da CTB-MG.

    Ela conta que a primeira reunião ocorreu na segunda-feira (18) e nesta quinta ficou definido o Fórum Estadual. “Na terça feira (26, dia do protesto nacional) nos reuniremos novamente para acertar todos os detalhes do nosso ato e do lançamento”, diz Tetê.

    O protesto será na Praça Sete, centro de Belo Horizonte, das 10h às 13h, onde as mulheres trabalhadoras de Minas Gerais farão apresentações artísticas e denunciarão os parlamentares que são favoráveis à reforma da previdência e muito mais.

    Serviço:

    O que: Mulheres em Defesa da Aposentadoria e lançamento do Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais

    Onde: Praça Sete, centro de Belo Horizonte

    Quando: Dia 3 de outubro, às 10h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Trabalhadores e parlamentares planejam ações contra PEC da Previdência

    Por Iram Alfaia, no Vermelho

    Derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 da reforma da previdência no Congresso Nacional a partir de um amplo processo de mobilização nos estados. O objetivo foi traçado nesta quarta (13) durante reunião convocada pela Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados. O encontro reuniu diversos parlamentares do PCdoB, PT, PDT, Podemos, Solidariedade, todas as centrais sindicais e movimento popular.

    A ideia é reforçar a agenda de mobilização contra a reforma proposta pelo governo Bolsonaro. São datas importantes como o dia 20 deste mês no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública (Auditório Nereu Ramos); o dia 22 convocado pelas centrais para manifestações em todo o país; e um grande ato no dia 11 de abril no Auditório Nereu Ramos com foco em mulheres.

    Outra iniciativa será a pressão sobre os parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que vão votar admissibilidade da proposta. Eles serão cobrados na sua base eleitoral. Por meio de um acordo, o colegiado será instalado nesta quarta à noite, mas só começa a apreciar a matéria quando chegar a proposta de reforma da previdência dos militares.

    Além disso, aposta-se numa ampla campanha de comunicação unificada em todo o país e reuniões nas câmaras municipais e assembleias legislativas para aprovar moções contrárias à PEC.

    “Resistência, tempo e comunicação são as palavras-chaves”, disse a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Vamos manter um nível elevado de articulação, espaço de convencimento e trabalhar nos estados numa grande campanha de comunicação”, afirmou.

    Segundo ela, trata-se da pior proposta sobre reforma da previdência já apresentada ao parlamento. “É uma proposta que quebra o que se chama conceito de seguridade social no Brasil. Ela retira da Constituição a previdência social, quebra os pilares previdência, saúde e assistência e sequestra da Constituição todo o sistema de seguridade”, diz.

    Na sua opinião, a desconstitucionalização é o que tem de mais grave na proposta. Diz que é “quase impossível” fazer emendas à proposta, o que significa a anulação da matéria.

    Para ela, houve um acordo com o sistema financeiro para retirar a previdência do texto constitucional e acabar com um modelo sustentável, redistributivo, intergerencional e com múltiplas fontes contributivas.

    Essa questão da capitalização nos retira de um modelo de segurança sustentável para um regime de risco na previdência aberta não só no serviço público, mas também no regime geral”, explicou a líder.

    Ela ainda levantou outros pontos como a redução do valor dos benefícios que vai atingir os trabalhadores mais pobres, sobretudo as mulheres, e a instituição da idade mínima, que “estabelece quase a impossibilidade de alcançar a aposentadoria”.

    Fonte: Vermelho