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Seg, Jun

Francisco Pantera

  • E agora Cunha?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    seus comparsas te traíram,
    na noite, a câmara te cassou.
    E agora, Cunha?
    E agora, você?
    Gigante de pé de barro,
    que zombava e golpeava os outros,
    em você eu te escarro,
    teu lugar é na cadeia.
    e agora Cunha?
    A coisa está feia!

    Está sem a Câmara,
    está sem discurso,
    está sem padrinho,
    não pode roubar,
    não pode golpear,
    não pode chantagear
    manipular já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    veio a cassação.
    E tudo acabou,
    e tudo fugiu,
    e tudo mofou.
    E agora, Cunha?
    Um preço caro você pagou.

    E agora, Cunha?
    Outrora todo poderoso,
    ascendeu e caiu,
    ascendeu com traíras,
    por traíras sucumbiu,
    traíras são traíras...
    suas criaturas, que te devoraram
    como um conto épico de um canalha que partiu.
    E agora, Cunha?
    O teu futuro é vil.

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    que ir pra o Rio
    a bancada do Rio, Puta que pariu?!...
    E agora, Cunha?
    A casa caiu!

    Se você gritasse,

    se você gemesse,

    se você tocasse

    a valsa vienense,

    se você dormisse,

    se você cansasse,

    se você morresse...

    Mas você não morre,
    você é duro, Cunha!

    É agora, Cunha?
    Você foi apenas uma cobra
    Expulsa de um ninho de serpentes.
    Canalhas! Canalhas! Canalhas!...
    Estava certo Tancredo, saudoso presidente.
    E você Drummond?
    Me concedeu esse presente.

    Francisco Batista Pantera é Professor, Jornalista, Poeta e Presidente Estadual da CTB-RO.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor