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Qua, Jun

FSM

  • No último sábado (3), Fidel Castro foi sepultado em Santiago de Cuba, após nove dias de luto e homenagens ao líder da Revolução Cubana. As cinzas de Fidel percorreram o país seguindo o mesmo trajeto feito pela Caravana da Liberdade após triunfo dos revolucionários sobre Fulgêncio Batista.

    Durante todos estes dias, representantes do movimento social, chefes de Estado, líderes latino-americanos e mundiais e intelectuais de todo o mundo foram para a ilha caribenha prestar sua última homenagem a Fidel.

    O vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), João Batista Lemos, conta em entrevista exclusiva ao Portal CTB que estava em Cuba na data do acontecimento e pode participar das atividades.

    “Fui a Cuba acompanhado a delegação dos trabalhadores marítimos a convite de um dos vice-presidentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Severino Almeida, para mediar uma reunião com a Central dos Trabalhadores de Cuba (CTC), mas coincidiu com um momento histórico: a morte de Fidel”, lembra.

    Batista esteve no ato que reuniu mais de dois milhões de pessoas na Praça da Revolução, em Havana, liderado pelo presidente cubano, Raúl Castro e com a participação de chefes de Estado de todos os continentes.

    Emocionado, o sindicalista fala sobre a importância e a simbologia do líder. “[Fidel] Ele personalizou a luta dos povos por uma nova sociedade, sobretudo, aqui na América Latina. Todas as lutas progressistas e avançadas que ocorreram no mundo tiveram a participação solidária e militante da Revolução Cubana e de seu povo sobre o comando de Fidel Castro”, opina.

    “Um país tão pequeno que não tem tantas riquezas materiais como o Brasil, mas é uma potência política ideológica revolucionária no mundo”, expressa Batista ao falar sobre o legado de Fidel.

    Integração

    Em relação à conjuntura internacional após o avanço das forças conservadoras no continente demostrada com a vitória de Mauricio Macri nas eleições argentinas e o golpe no Brasil, Batista acredita que é preciso intensificar o movimento social e político de massas com bandeiras que contrapõem o neoliberalismo.

    “O processo de integração da América Latina soberana e solidária está sendo golpeado, por isso a melhor forma de homenagear Fidel é lutar para barrar o golpe no Brasil”, alerta.
    Segundo ele, é preciso retomar a luta pelas reformas estruturais no Brasil. “O que Temer está fazendo é o contrário até na tendência mundial, abrindo o país para um programa ultraliberal com a flexibilização dos direitos trabalhistas, a desregulamentação do trabalho, com o objetivo de aumentar a exploração do povo. Onde vamos parar com isso? ”, questiona.

    Ele denuncia ainda a entrega de setores estratégicos como a exploração do petróleo para o capital internacional. “Estão loteando nosso país, o pré-sal poderia ser nosso ponto de apoio para desenvolver o Brasil e fortalecer nossa educação e saúde”, alerta.

    Resistência

    Segundo o sindicalista neste cenário adverso para a classe trabalhadora mundial é preciso construir a unidade de ação e experiências como a Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e o Encontro Sindical Nossa América (Esna) são exemplos disso.

    “Quando o povo cubano grita “Fidel está aqui”, milhões gritaram “Yo soy Fidel”, nós somos Fidel”, conclui.

    Juramento

     Além do livro de condolências, a população também pode assinar um juramento (abaixo) no qual prometem dar continuidade ao legado do ex-presidente cubano.

    juramento fidel

    Érika Ceconi - Portal CTB
    Foto e vídeo: João Batista Lemos 

  • O dia 3 de outubro é marcante para a classe trabalhadora mundial afinal, na data, a Federação Sindical Mundial (FSM) foi fundada, em 1945 na França, e para celebrar a ocasião, todo ano, a entidade e seus filiados, entre eles a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se manifestam reafirmando suas bandeiras de luta.

    Presidente da CTB enaltece 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    Este ano, devido a realização do 17º Congresso da FSM, que acontece de 5 a 8 de outubro na cidade de Durban (África do Sul), e contará com a presença de representantes de entidades sindicais de quatro continentes, o “Dia Internacional de Ação” será concentrado na realização do encontro.

    “As atividades para lembrar o dia de hoje, significativo para o movimento sindical mundial e também para a classe trabalhadora, estão concentradas no congresso, que ocorre em um momento em que os povos precisam estar unidos para resistir à ofensiva conservadora”, expressou o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que está auxiliando nos preparativos do encontro.

    Em 2015, ao completar 70 anos da organização internacional, o Brasil sediou o Simpósio Sindical seguido pelo Dia de Ação com uma caminhada pelas ruas de São Paulo que teve a participação de sindicalistas de todo o mundo, entre eles, o secretário-geral da FSM, George Mavrikos.

    Segundo o sindicalista “as consignas da FSM: classista, unitária, democrática, moderna e independente expressam nossas diretrizes, todas em sintonia com as demandas da classe trabalhadora em nível mundial”, frisou.

     Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Numa exposição feita no Conselho Presidencial da Federação Sindical Mundial, que se reuniu em Atenas (Grécia) nos dias 3 e 4 de abril, o secretário Geral Adjunto da FSM e vice-presidente da CTB, Divanilton Pereira, destacou que o mundo vive hoje uma conjuntura marcada por “tensões e incertezas”.

    Leia abaixo a íntegra do pronunciamento do sindicalista:

    Em nome da classe trabalhadora brasileira, em particular da CTB, saúdo mais um encontro das representações sindicais que integram a concepção classista e libertária da Federação Sindical Mundial.

    Através do seu Secretário Geral, George Perros, faço uma saudação toda especial àquela que hoje, 03 de abril, completa 20 anos de existência: A PAME. Sob o lema “Sem você nenhuma

    engrenagem pode girar, trabalhador você pode sem patrões!”, tornou-se a mais autêntica e combativa central sindical grega.

    Com sua convicção internacionalista, desempenha um papel internacional relevante, destacando-se dentre outras, a sua incisiva determinação em fortalecer a Federação Sindical

    Mundial. Vida longa à PAME!

    Passado um ano do nosso último encontro no Irã, as tensões e as incertezas geopolíticas só crescem. A crise capitalista continua e alimenta a imprevisibilidade. A atual guerra comercial entre o império estadunidense e a China é a expressão da disputa entre o primeiro, que insiste em liderar um arcabouço do pós-guerra historicamente esgotado, e a segunda, que lidera uma articulação promotora da atual multipolaridade geopolítica.

    No que pese esse novo quadro, a ultrafinanceirização hegemoniza as diretrizes políticas e econômicas em escala global. A resultante é um retrocesso civilizacional, no qual a paz mundial, as democracias, as soberanias e os direitos sociais são ferozmente atingidos.

    O capital, na insana busca pelos seus acúmulos, promove um ataque sistêmico pela desvalorização do trabalho. Segundo a OIT, entre 2008 e 2014 realizaram-se 642 reformas laborais em 110 países, todas marcadas pela redução do custo da força de trabalho. Agrega-se a isso a fragmentação do processo produtivo, na qual a terceirização e a reestruturação produtiva se destacam, combinadas com as inovações tecnológicas e a revolução 4.0.

    A resultante é o crescimento do desemprego, do desalento, da informalidade, das múltiplas modalidades de subcontratação e a flexibilidade das jornadas de trabalho. O uso e o crescimento acelerado do aplicativo UBER é uma expressão desse padrão de precarização moderna. Essa degradação tem propiciado um ambiente fértil para o crescimento de forças ultradireitistas, intolerantes e fascistas em boa parte do mundo.

    Inserido nesse quadro geral adverso, a América Latina e o Caribe sofrem uma contraofensiva imperialista pela sua recolonização. Após perder influência no último período na região, os EUA buscam agora impor sua dominação. Nessa direção, patrocinaram o golpe no Brasil, a vitória direitista na Argentina e agora concentram todas as forças contra a revolução bolivariana liderada por Nicolás Maduro. A defesa desta, além do sentido estratégico para a região, tem dimensões geopolíticas, pois recebe apoio da Turquia, do Irã, da Rússia e

    da China, importantes contrapesos contra os EUA. Portanto, todo apoio ao povo venezuelano!

    No Brasil foi eleito em outubro de 2018 um representante da ultradireita, o ex-Deputado Federal Jair Bolsonaro. Um governo ultraliberal na economia, conservador nos costumes e

    autoritário nas relações políticas. Recentemente viajou aos EUA e ajoelhou-se aos pés do

    presidente Donald Trump, demonstrando total subserviência aos interesses daquele país. Lidera o apoio político contra a Venezuela e nos últimos dias, esteve em Israel em total sintonia com o regime sionista de Benjamin Netanyahu, anunciando, inclusive, a abertura de um escritório do país em Jerusalém.

    Internamente, como primeiras medidas, extinguiu o Ministério do Trabalho, apresentou ao Congresso Nacional uma nefasta reforma previdenciária e recentemente, implementou

    medidas que inviabilizam materialmente o funcionamento dos Sindicatos. No país continua a crescer o número de desempregados – mais de 13 milhões – o de desalentados e

    subcontratados. Após 2 meses de Governo o presidente já perdeu 16 pontos em sua popularidade.

    No campo da resistência sindical, a CTB e as demais centrais preparam uma greve geral para o próximo período. Um fato relevante em nosso campo é a decisão de fusão da CTB e CGTB, ambas centrais sindicais filiadas a FSM. Essa situação atual do Brasil deixa mais nítidas as razões que levaram as elites a prender ilegalmente o ex-presidente Lula: Retirá-lo da disputa presidencial e possibilitar a vitória deles. Para nós da CTB, o ex-presidente Lula é um preso

    político e por isto nos associamos à campanha nacional e internacional do Lula Livre e solicitamos aqui adesões a essa justa jornada democrática.

    É dentro desse contexto global que a FSM, ao fazer o balanço de sua atuação no último período, contata que sua agenda mais uma vez está marcada pela resistência contra o capital e reafirmando a luta como o caminho para proteger o trabalho vivo. Por isso continua a crescer. Contudo, são batalhas inconclusas e crescentes, requerendo de nós, além da unidade própria, jornadas unitárias entre aqueles comprometidos com a classe trabalhadora.

    Urge nos mobilizarmos em torno das bandeiras que sejam capazes de agregar as trabalhadoras e os trabalhadores. Nessa direção, penso que a luta pelo emprego e pelas garantias de proteção social são centrais nesse ambiente de hoje, marcado pela terceirização desenfreada e a flexibilização plena das relações do trabalho.

    Ao mesmo tempo, o sindicalismo classista não pode vender ilusões e especular em torno de uma ação sindical ludista contemporânea. Faz-se necessário aprofundar os estudos e pesquisas, criando assim uma condição para uma elaboração científica e classista sobre os impactos das inovações tecnológicas, em particular, a da 4.0, sobre o futuro do trabalho, do emprego e do próprio sindicalismo. Essa diretriz deve fazer parte da agenda estratégica contra a precarização do trabalho.

    Portanto, as nossas jornadas são desafiadoras, mas não são intransponíveis. A concepção classista da FSM nos orienta e a partir do exame concreto sobre a realidade concreta,

    acumularemos forças para superarmos a atual ordem excludente. Força companheiras e companheiros!

    Viva a Classe Trabalhadora Mundial!

    Viva a Federação Sindical Mundial!

    Muito obrigado!

  • A noite desta quinta-feira (24) esquentou em Salvador, capital da Bahia, no hotel Stella Maris, onde aconteceu o ato político do 4º Congresso Nacional da CTB. Após aprovarem o regimento interno, as delegadas e os delegados reforçaram a defesa da unidade da classe trabalhadora para derrotar o golpe impetrado em 2016.

    Apresentado pela jornalista Kardé Mourão, o ato contou com uma mesa substancial de forças populares para empoderar o projeto de unir os setores sociais avançados em defesa da democracia e dos direitos conquistados.

    Pascoal Carneiro, presidente da CTB-BA, deu as boas vindas às delegadas e aos delegados, reforçando a intenção de que se realize um Congresso à altura dos desafios da conjuntura adversa.

    A seguir discursou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo. “O tempo exige falar de política”, disse. Para Araújo, a classe trabalhadora precisa estar atenta e atuar para alterar a correlação de forças no Congresso.

    "Juntos podemos construir um Brasil e um mundo menos desigual e mais humano”, porque nem “FHC conseguiu fazer o que Temer está fazendo em tão curto tempo”, complementou.

    O presidente da FSM e diretor da Cosatu, sindicato da África do Sul, Mike Makwayiba saudou os participantes do 4º Congresso Nacional da CTB e reforçou a solidariedade e união da classe trabalhadora contra o capital.

    congresso ato abertura 2017 plenaria salvador

    Já Peter Poschen, diretor da OIT no Brasil, sinalizou com a possibilidade de o Congresso da CTB “desenvolver saídas para a crise do Brasil”, superando este momento crucial na história.

    A mesa contou com representantes da Força Sindical, da Nova Central, UGT e da CUT, CNTM, além da presença de diversos políticos, delegações estrangeiras, secretárias do governo da Bahia, dirigentes estudantis, movimento negro e de mulheres, mostrando a força da central que mais cresce no Brasil.

    Muito festejada foi a presença da presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, Maria Agda Aguiar. Ela reforçou a necessidade de os dirigentes sindicais estarem bem preparados para enfrentar a realidade criada pelo governo golpista.

    “Representante sindical tem que chegar à mesa de negociação com altivez”, afirmou. “Está nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras o destino da Justiça do Trabalho. Vamos continuar de pé e de olhos bem abertos”.

    Enquanto Carlos Muller, dirigente da CTB, reafirmou a necessidade de fortalecer as bases do movimento sindical porque “os trabalhadores e as trabalhadoras estão enfrentando o maior ataque da história a seus direitos”.

    O representante do PCdoB, Renato Rabelo defendeu a unidade das forças democráticas para “reverter o caos que estão implantando no país”. Para ele, a saída para o impasse da crise brasileira está na política.

    Já a deputada estadual Fabíola Mansur representou o PSB e defendeu a unidade porque “o PSB tem lado, sempre teve”, o lado da classe trabalhadora. “Querem tirar a nossa esperança, mas nós resistimos”.

    O vice-presidente da CTB, Vicente Selistre disse que “este 4º histórico Congresso deve reverter a barbárie capitalista ultraliberal que ataca o Estado Democrático de Direito”. Ele concluiu que “não há a caminho fora da unidade”.

    Finalmente, Marianna Dias, presidenta da UNE afirmou que “a unidade das centrais sindicais foi essencial para a vitoriosa greve geral de 28 de abril e essa unidade deve se estender a todo o movimento social para vencermos o golpe”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Manoel Porto

  • A Federação Sindical Mundial, representando 97 milhões de trabalhadores filiados e filiadas em todo o mundo, expressa plena solidariedade de classe com suas organizações filiadas e com a classe trabalhadora do Brasil, que vai parar todo o pais em 14 de junho com uma greve geral massiva.

    Muitos setores já responderam ao chamado para lutar contra as políticas anti-operárias do governo Bolsonaro e estão comprometidos em defender a aposentadoria, o emprego e a educação.

    Toda a nossa grande família sindical está do lado dos trabalhadores do Brasil e reitera que continuará apoiando firmemente suas justas reivindicações. Até que um novo mundo amanheça, sem exploração do homem pelo homem.

    Força companheiros e companheiras do Brasil!

    Viva a solidariedade internacionalista!

    O Secretariado da FSM

  • Uma delegação de 13 cetebistas participa das atividades que ocorrem durante a 104ª Conferência da OIT (Organização Internacional do Trabalho) entre os dias 1 e 13 de junho, em Genebra, na Suíça. Além dos debates da OIT, a Central também marca presença na agenda da Federação Sindical Mundial (FSM), que acontece paralelamente à Conferência.

    A CTB reúne abaixo depoimentos e experiências vivenciadas no evento pelos seus dirigentes.

    Leia abaixo os depoimentos:

    “Como conselheiro técnico acompanhei de perto a Comissão de Pequenas e Médias Empresas e de criação de empregos. Busquei, em nome da CTB, intervir nas diversas instâncias, particularmente na sessão plenária da ONU, quando falei pela União Internacional de Sindicatos (UIS) de Transporte”, reportou o conselheiro técnico da Central na OIT, José Adilson Pereira, ao participar de um debate sobre a transição da economia informal para a formal.

    “Pelo seu caráter tripartite, a OIT é hegemonizada pelo capital e, ainda assim, consegue reunir representantes dos governos e até do movimento sindical. No entanto, o sindicalismo classista não deve ficar alheio a esse espaço. Pelo contrário, devemos levar em consideração as contradições existentes e impulsionar a luta também nessa arena política”, opinou o vice-presidente da FSM, João Batista Lemos.

    “É um fórum internacional que trata das relações entre o trabalho e o capital, muito embora a valorização do trabalho esteja em desvantagem em relação ao acúmulo de capital pelo empresariado”, avaliou o secretário- geral da União Internacional de Sindicatos (UIS) Metal, Francisco Sousa.

    O petroleiro Leonardo Freire, da CTB-MG, considera que este é mais um espaço da luta de classes: "A CTB vem crescendo e pode afirmar também aqui o seu protagonismo político”. Opinião compartilhada pela dirigente Gilda Almeida. “Essas conferências são espaços para disputas, mesmo com uma correlação de forças desfavorável aos nossos interesses classistas. Nos confere a oportunidade de novas articulações e inserções da CTB em nível mundial”.

    Os metalúrgicos Aurino Nascimento, Alex Santos e Wallace Paz também enfocaram a importância política da participação da CTB desta agenda internacional. Para Nascimento, a luta de classes está presente nos fóruns de discussão da OIT "mesmo que a maioria tente camuflar". "A busca por uma melhor regulação do trabalho se expressa aqui com uma forte disputa de ideias. A CTB e a FSM estão cumprindo bem essa disputa neste espaço” 

    Alex Santos destacou a inclusão do projeto de terceirização ilimitada no rol de debates.  “A CTB trouxe com força a denúncia da terceirização no Brasil. O boletim especial que aqui distribuímos fomentou os debates em torno do tema”

    E Paz classifica como positiva a iniciativa da CTB de incluir os eventos em sua agenda política: “A iniciativa revela um passo adiante. Esse esforço não deve ficar restrito apenas aos períodos dessas conferências, mas devemos preparar a nossa intervenção como tarefa de nossa rotina política”. 

    Além da excelente experiência, a assessora Jenny Dauvergne, destacou na conferência a importância das campanhas solidárias aos povos de Cuba, Venezuela, Palestina e Síria desenvolvidas pela FSM. "Essa posição firme será determinante para a constituição de um secretariado para a solidariedade internacional”.

    O secretário de relações internacionais da CTB, Divanilton Pereira, destaca a importância da ida desta delegação à OIT: “Esta conferência inaugura uma nova fase da intervenção da CTB na agenda da OIT. A partir dessa inédita delegação iremos constituir um coletivo que acompanhará permanentemente essas conferências”.

    Saiba mais sobre a conferência e o que lá está sendo debatido no artigo CTB defende Revolução Bolivariana em Conferência da OIT

    Portal CTB 

  • No dia 3 de outubro, a Federação Sindical Mundial (FSM) completa 70 anos para celebrar a data, a CTB e movimentos sociais brasileiros farão um ato mundial anti-imperialista em São Paulo. 

    “Diante o atual cenário de crise do capitalismo a classe trabalhadora é quem mais sofre seus efeitos. O movimento sindical precisar estar unido para enfrentar mais esta luta”, declarou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    O ato ocorrerá após a realização de um Simpósio Internacional que deve reunir sindicalistas de mais de 30 países de todos os continentes para debater a atuação do movimento sindical, assim como lembrar a luta da FSM nestas sete décadas.

    “O movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas [...] temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho”, diz a convocatória.

    Após o ato político será realizada uma atividade cultural com a presença de artistas latino-americanos além do show de Fabiana Cozza, a programação conta com DJ DanDan, Banda del Pepe, Denis Família e ProjetoNave & Síntese. (confirme sua participação no evento do facebook)    

    O ato mundial anti-imperialista que terá como cenário o Vale do Anhangabaú, próximo a Praça das Artes, tem o apoio e participação de entidades do movimento social e sindical, entre elas, a Intersindical, a União Sindical dos Trabalhadores (UST), União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Mulheres, União de Negros pela Igualdade, Confederação Nacional de Associações Comunitárias, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem-Terra, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fora do Eixo e Mídia Ninja.

    Leia abaixo a íntegra do documento:

    Por uma nova ordem mundial

    Vivemos um momento crítico da história, marcado pela crise econômica e geopolítica do capitalismo. O acirramento das contradições inerentes ao sistema, a radicalização da luta de classes e dos conflitos internacionais são evidências desse quadro. É um tempo desafiador para o movimento sindical, as forças democráticas, revolucionárias e anti-imperialistas em todo o mundo.

    A classe trabalhadora é a maior vítima da crise. Sofre uma feroz ofensiva neoliberal. Vive o drama da estagnação econômica e do desemprego em massa, que condena ao ócio involuntário mais de 200 milhões de desempregados, segundo dados da OIT. Direitos sociais e trabalhistas são suprimidos ou flexibilizados. A soberania das nações é colocada em xeque e atropelada em várias regiões.

    Na Europa, sob o manto da austeridade fiscal e o tacão da Alemanha, os governos e a troika promovem o impiedoso desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. Em alguns países, como é o caso da Grécia, há uma queda acumulada de 25% do PIB. Já na Espanha, metade da juventude está desocupada. A conversão ao euro, assimétrica e desigual, resultou para muitas nações na perda de suas soberanias na determinação da política econômica, ditada e imposta pela cúpula da União Europeia, BCE e FMI.

    Na Ucrânia os EUA e a Otan armam e respaldam política e ideologicamente um governo de extrema direita com o propósito de afrontar a Rússia. No Oriente Médio o imperialismo semeia a guerra para preservar e fortalecer seu domínio. Na Ásia estimula hostilidades contra a China no mar do Sul, enquanto na América Latina está associado à onda conservadora e neofascista que ameaça a Venezuela, Argentina, Equador e Brasil, conforme denunciou recentemente o presidente da Bolívia, Evo Morales.

    A lei do desenvolvimento desigual das nações e o parasitismo econômico da potência hegemônica levou ao progressivo declínio do poderio econômico relativo dos EUA e, como contrapartida, à ascensão da China, que hoje já pode ser considerada, sob variados aspectos, a maior economia do planeta.

    Este acontecimento evidencia o esgotamento do arranjo geopolítico negociado em Bretton Woods - fundado no padrão dólar e na hegemonia estadunidense -, revelando a necessidade de uma nova ordem mundial e enseja objetivamente uma transição nesta direção. Os acordos e decisões adotadas nas últimas cúpulas do Brics, bem como a determinação chinesa de criar o Banco Asiático de Infraestrutura, lançaram as bases fundamentais dessa possibilidade de uma nova ordem mundial.

    Este movimento converge com as iniciativas integracionistas de governos da América Latina e do Caribe que resultaram na fundação da Unasul, Alba e Celac. Desta última, destaca-se a decisão de transformar a América Latina e o Caribe numa zona de paz, onde os eventuais conflitos devem ser solucionados por meio do diálogo, rejeitando-se intervenções estrangeiras. Uma clara atitude anti-imperialista.

    Os Estados Unidos reagem a esses novos ventos da história e manobram em todas as esferas e por todos os meios para interditar e reverter a integração político-econômica latino-americana e caribenha, bem como a ascensão da China e do Brics. Com sua política expansionista e cerca de 800 bases militares pelo mundo, patrocina tragédias e atrocidades contra os povos, sobretudo no Oriente Médio. Articula movimentos desestabilizadores e reacionários contra projetos progressistas e respalda a política criminosa de Israel contra o povo palestino.

    Esta reação imperial traz na carona o espectro do nazi-fascismo e instala no mundo uma situação tensa, incerta e perigosa.

    Nessa complexa conjuntura, o movimento sindical e social deve intensificar seu protagonismo político, denunciar e combater o imperialismo e apontar alternativas. Em aliança com as organizações progressistas e revolucionárias, temos o desafio de elevar a mobilização e a consciência da classe trabalhadora, defender a democracia, o direito das nações à autodeterminação, a paz mundial e novos projetos nacionais de desenvolvimento fundados na valorização do trabalho. No curso da luta vamos pavimentar o caminho para uma nova ordem geopolítica, efetivamente democrática e multilateral, e para o socialismo.

    Convictos desses objetivos, convocamos o povo brasileiro, o sindicalismo classista nacional e internacional, os movimentos sociais, os democratas e progressistas para o Ato Mundial Anti-imperialista que será realizado as 09horas do dia 3 de outubro de 2015 na Av. São João, 281, Centro, São Paulo, SP.

    São Paulo, SP, 18 de agosto de 2015

  • Sob o tema “Os embargos, bloqueios e sanções impostas pelos Estados Unidos, Otan e União Europeia e os efeitos sobre a vida e os direitos da classe trabalhadora” começou, nesta segunda (1º/6), a Conferência Sindical Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM), que segue até a terça (2), na Bélgica.

    O evento conta com a participação de 14 entidades sindicais filiadas e amigas da FSM, entre elas a CTB, oriundas de 13 países (Brasil, Chipre, Cuba, França, Grécia, Irã, Letônia, Portugal, República de Lugansk (Ucrânia), Sérvia, Síria, Sudão e Venezuela).

    fsmmesaokEssa audiência ocorre em pleno Parlamento Europeu, um hostil espaço que também patrocina a legalização da ofensiva anti-laboral e o desrespeito à autodeterminação dos povos.

    A iniciativa foi da FSM juntamente com o deputado classista do Parlamento Europeu, o comunista grego Sotirios Zarianopoulos.

    Nesta segunda, ocorreram oito depoimentos, narrativas fortes e emocionantes que retrataram as atrocidades lideradas pelo império estadunidense em seus respectivos países.

    “O sindicalismo em meu país luta pelo direito ao trabalho e as nossas vidas”, denunciou Andrey Kochetovum sindicalista que luta pela dependência da Ucrânia. 

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    “Em tempo de impulsos de ideias fascistas, sobretudo nessa região, a oportunidade desse intercâmbio em pleno território europeu, permite conhecermos a difícil realidade das nações agredidas pelo império. Essas circunstâncias, manipuladas pela mídia ocidental, elevam ainda mais o valor da causa internacionalista”, sintetizou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, que lidera a representação da central, ao lado do secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira.

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    O secretário-geral da Federação Sindical Mundial, George Mavrikos, afirmou: “Essa conferência ocorre num momento singular e crucial da luta política internacional. Dentre essas batalhas, a solidariedade da FSM com os povos atingidos pela fúria imperialista americana torna-se imperativa”.

    Na terça, o evento segue com novos depoimentos e a aprovação da resolução política que será entregue ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. 

    De Bruxelas, Bélgica
    Adilson Araújo, Divanilton Pereira e Jenny Dauvergne 

  • Incêndios florestais se espalham pela Grécia desde a tarde desta segunda-feira (23) e, de acordo com o último balanço dos bombeiros, já estão contabilizadas 74 vítimas fatais e 187 pessoas feridas. O combate ao fogo é tenaz, mas as chamas se espalham pelas proximidades da capital Atenas.

    A imprensa local informa que esse é o pior incêndio a atingir o país europeu em mais de uma década. “O povo grego, de contribuição inestimável à civilização, e que atualmente já enfrenta sérios problemas sócio-econômicos, depara-se neste momento com essa tragédia que devasta suas reservas e ceifa vidas humanas”, diz Divanilton Pereira, presidente em exercício da CTB e secretário-geral da Federação Sindical Mundial (FSM).

    O fogo se alastra em três frentes, o que dificulta o combate às chamas, mas o exército grego com ajuda de aviões de combate a incêndio da Espanha e voluntários de Chipre, espera-se conter em breve a destruição, que já dura quase 24 horas.

    “A CTB expressa suas mais sinceras condolências às vítimas fatais e aos feridos pelo dramático incêndio florestal que para além de perdas materiais, de casas e carros, choca pelas numerosas vítimas, em particular crianças e idosos que costumam passar as férias na região atingida pelo fogo", afirma Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB.

    "Tais ocorrências, como as que recentemente ocorreram em Portugal, reforçam a necessidade de as autoridades ampliarem as medidas preventivas para eliminar ou mitigar as perdas de vidas humanas em eventos, que de certa forma, devem fazer parte do campo da previsibilidade", conclui.

    Portal CTB. Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters

  • Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) foi eleita para o Comitê de Mulheres Trabalhadoras no Congresso Mundial de Mulheres Trabalhadoras da Federação Sindical Mundial (FSM).

    As mulheres de todos os continentes estiveram reunidas na Cidade do Panamá, entre os dias 8 e 11 e decidiram as novas políticas da FSM para a luta por igualdade e equidade de gênero.

    O comitê foi eleito no domingo (11) e a representante da África do Sul, Khanye Matalepo Grace foi eleita a coordenadora. Arêas representa o Brasil juntamente com integrante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

    congresso mundial mulheres trabalhadoras fsm celina coordenadora africa do sul

    “Com debates intensos e ricos, construímos uma plataforma para a luta das mulheres trabalhadoras pelo mundo afora”, explica Arêas. “Todas entendemos a necessidade de empoderar a mulher para o necessário combate à violência que nos atinge em todos os cantos do planeta”.

    Além disso, a cetebista, afirma que “a realidade de enfrentamento ao machismo e à cultura do estupro faz parte do itinerário das mulheres trabalhadoras em todo o mundo, por isso elaboramos propostas de unificação das lutas”.

    De acordo com ela, “este congresso marca o pontapé inicial para a FSM abraçar com mais firmeza ainda a luta pela emancipação feminina, defendendo salários iguais para trabalho igual e o combate tenaz ao assédio sexual e ao assédio moral que as mulheres sofrem todos os dias”.

    A partir deste congresso, a FSM passa a orientar todos as instituições sindicais filiadas a moverem esforços por igualdade de gênero, “orientando ainda pela maior presença de mulheres nas direções das entidades sindicais”, conclui Arêas.

    Portal CTB

  • O documentário Why We Fight, do diretor Eugene Jarecki, mostra as causas que levaram os americanos à guerra contra o Iraque, indo além do 11 de setembro de 2001. Para isso, remonta a história desde a Segunda Guerra Mundial, contando com entrevistas com militares, executivos e políticos a fim de procurar fatores que explicariam a guerra, ao mesmo tempo que desmente a grande falácia de que os Estados Unidos estariam invadindo regiões como, por exemplo, o Oriente Médio, para levar liberdade e democracia.

     

    Por qué luchamos - Por que lutamos from olho.cósmico on Vimeo.

    Em vários momentos do documentário aparece o pronunciamento de despedida do ex-presidente Dwight D. Eisenhower (1953 - 1961), no qual ele alerta para o perigo que o complexo militar-industrial poderia trazer. Não é à toa já que, atualmente, este é um grande mercado em que diversas empresas privadas competem, as quais são aliadas aos políticos do Congresso, exercendo sua influência principalmente através do lobby. Enquanto a guerra for lucrativa para este setor, ela não irá acabar tão cedo.

    Além dos interesses do mercado produtor de armas, há também o alienamento dos militares. Notamos nas entrevistas que esses não sabiam, por exemplo, quais eram os alvos do primeiro ataque no Iraque, nem o porquê eles estavam bombardeando os prédios que eram os alvos. A manipulação da mídia para fazer a opinião pública (que mostrou sua importância após o fracasso do país na guerra contra o Vietnã) abraçar a guerra, nesse sentido, também opera um importante papel.

    Outro ponto que merece ser explorado é a questão do petróleo, sendo essa de relevância para a segurança energética dos Estados Unidos, pois hoje em dia o país não consegue suprir suas demandas e se tornou um dos maiores importadores deste produto. Os americanos invadem países do Oriente Médio que possuem grandes reservas de petróleo desde a metade do século passado, quando a então British Petroleum pediu ajuda no Irã. E devemos lembrar que o complexo militar-industrial consome muita energia e, por isso, tem interesse em assegurar o fornecimento de petróleo.

    O documentário e as questões que são mostradas nele ajudam a pensar os interesses dos Estados Unidos para além do Oriente Médio, como na Venezuela, e até mesmo no Brasil, já que são esses os países que mais produzem petróleo na América do Sul. O atual presidente americano, Donald Trump, possui fortes ligações com a indústria de armas do país que, através da Associação Nacional do Rifle, exerce lobby sobre seu governo.

    Ou seja, há muito mais interesses por trás das ameaças de invasão no território venezuelano, bem como no apoio incondicional que o futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, presta aos Estados Unidos do que somente a superficial defesa da liberdade e democracia contra a “ameaça” comunista.

    Fonte: FPA

  • A CTB participa da 104ª reunião da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que começou desde a última segunda-feira (1) e se estende até o dia 13 de junho em Genebra (Suíça) com a presença de delegações de 185 países.

    Representando a UIS-Transporte (União Internacional de Sindicatos), organização setorial da Federação Sindical Mundial (FSM), o secretário-adjunto de Relações Internacionais da CTB, José Adilson Pereira, fez um discurso, nesta quarta (4), no qual denunciou as más condições que o setor enfrenta em todo o mundo destacando os impactos negativos que a terceirização “ampla, geral e irrestrita” trará para os trabalhadores brasileiros caso o projeto de lei seja aprovado pelo Senado e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff.

    O sindicalista informou que práticas como a desregulamentação, a precarização e a privatização das empresas públicas fazem com que os trabalhadores dos transportes tenham seus direitos desrespeitados.

    Neste sentido, ele expressou que a Reforma Trabalhista no Chile, impulsionada pela presidenta Michelle Bachelet no fim do ano passado, viola a liberdade sindical, apesar de aquele país ter ratificado convênios da OIT que asseguram estes direitos. “O projeto que o governo chileno enviou para o parlamento reconhece somente a negociação coletiva por empresa e não por ramo, setor ou por categoria”, denunciou.

    Um exemplo da vulnerabilidade da categoria citado por ele foi o caso dos 42 metroviários que foram demitidos em São Paulo, após realizarem histórica greve em 2014, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e o Metrô violaram o direito à greve, garantido pela constituição brasileira. Em abril deste ano, 37 deles foram readmitidos por determinação da Justiça, mas eles só devem ser reintegrados quando não houver mais possibilidade de recurso, já que o Metrô detém uma liminar que impede a readmissão. "Denunciamos diante deste Organismo Internacional e exigimos a reincorporação dos metroviários (...) exigindo um transporte público e de qualidade e contra a externalização e a privatização", falou. 

    José Adilson afirmou que a democratização dos espaços de trabalho e a luta contra a perseguição política é uma das principais bandeiras da UIS Transporte. “Em quase todos os países há o aumento do assédio moral (...) a coação dos empregadores para que os trabalhadores não se associem aos sindicatos, consolidando os espaços do trabalho em espaços ditatoriais, visando impedir a livre associação e a livre expressão dos trabalhadores”, alertou.

    Os debates relacionados ao mundo do trabalho seguem durante toda a conferência que tem o formato tripartite, com representes dos trabalhadores, empresários e governos.

    Portal CTB 

  • Em nota enviada para a CTB, a Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU, sigla inglês), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), condena as tentativas de golpe pelas forças conservadoras no Brasil.

    Os paquistaneses denunciam que este ataque contra a democracia “não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos”, diz o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra: 

    A Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU) condena os movimentos golpistas das forças de direita brasileira que nunca perdoaram a opção feita pela luta contra a pobreza e a natureza social das reformas dos governos Lula e Dilma em favor dos trabalhadores e da maioria das pessoas.

    Esse ataque sem precedentes, que visa o retorno do Brasil a uma situação de instabilidade permanente para facilitar a ascensão da burguesia ao poder não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos, para reverter e até mesmo destruir os processos de transformação econômica, social e progressiva da política em toda a América Latina.

    A APFUTU em nome dos trabalhadores que representa no Paquistão, envia sua solidariedade com o movimento sindical, os trabalhadores e as pessoas do Brasil na sua luta que eles estão desenvolvendo na defesa de seus trabalhos e das conquistas sociais, da democracia e do desenvolvimento seu país.

    Com Unidade,

    Azam S Zia, All Pakistan Federation of United Trade Unions (APFUTU)

    Portal CTB 

     

  • Em seus 70 anos de atuação em defesa dos direitos trabalhistas, a Federação Sindical Mundial vem acompanhando e fortalecendo a emancipação do trabalhadores e trabalhadoras. Ela se tornou um instrumento imprescindível para a luta de classe diante de um mundo cada vez mais globalizado, em que o capital ignora as fronteiras e leis nacionais.

    A organização dá grande ênfase ao sindicalismo classista, de forma muito similar à CTB, e congrega os ativistas entidades de cunho socialista e anti-capitalista.

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto, na última sexta-feira (27), que suspende o programa de admissão de refugiados e veta a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

    Em resposta, a Federação Sindical Mundial (FSM), entidade a qual a Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB) é filiada, emitiu uma declaração exigindo a revogação do decreto classificado como racista.

    A entidade internacional denuncia ainda que o objetivo dessas medidas é promover o racismo e a intolerância para dividir a classe trabalhadora. “A FSM, fiel aos seus princípios internacionalistas, chama os trabalhadores do mundo, independentemente da sua religião, cor e língua para unir-se sob as bandeiras das organizações classistas contra seu inimigo comum: os capitalistas, para um mundo sem guerras, pobreza e racismo”, diz a declaração.

    Leia abaixo a íntegra:


    Declaração da FSM sobre o decreto presidencial racista do governo dos EUA

    A FSM representando 92 milhões de trabalhadores em todos os cantos do mundo, condena fortemente o decreto presidencial racista do governo de EUA que proíbe a entrada nos EUA de viajantes provenientes de sete países (Síria, Somália, Sudão, Irã, Iraque, Líbia, Iémen), culpando-os de "terrorismo islâmico", separando assim os povos do mundo, de acordo com a religião.

    O Presidente Trump esqueceu que o Estado Islâmico foi criado, financiado, armado e apoiado pelo governo de EUA liderado pelo Presidente Obama? Foi a política dos EUA que sangrou os povos na Síria, Líbia, Afeganistão, Iraque e em outros lugares.

    O racismo e a intolerância, promovida pelos capitalistas e seus governos pretendem separar os trabalhadores, virando uns contra os outros. Os capitalistas exploram os ataques terroristas na Turquia e nos países europeus assim como o recente assassinato de seis muçulmanos enquanto rezavam em Quebec, Canadá.

    O objetivo é tomar novas medidas contra as lutas dos povos e aqueles que estão resistindo aos planos dos imperialistas. A FSM, fiel aos seus princípios internacionalistas, chama os trabalhadores do mundo, independentemente da sua religião, cor e língua para unir-se sob as bandeiras das organizações classistas contra seu inimigo comum: os capitalistas, para um mundo sem guerras, pobreza e racismo.

    Por um mundo sem exploração do homem pelo homem. A FSM exige a revogação do decreto racista contra os 7 países e expressa a sua solidariedade às famílias dos seis muçulmanos que injustamente perderam suas vidas em Quebec.

    Atenas, 31 de janeiro 2017,
    Secretariado da FSM

    Portal CTB - Foto: Joshua Lott - AFP

  • Desde o dia 19 de agosto o governo da Venezuela decretou estado de exceção em três municípios (Guajira, Mara e Almirante Padilla) que fazem fronteira com a Colômbia. O objetivo, segundo o presidente Nicolás Maduro, é o de “fortalecer a luta contra o paramilitarismo, a violência e o contrabando que reinava no lugar”, disse o mandatário.

    Até o momento em que foi aplicada, a medida causou revolta em todo o continente. O governo bolivariano denunciou uma campanha midiática internacional orquestrada da Colômbia para fomentar o ódio contra a Venezuela.

    Nesta quarta-feira (9), a Assembleia Nacional (AN) da Venezuela debaterá estas medidas tomadas para restabelecer os direitos sociais e econômicos da população que vive na fronteira e é afetada pela presença dos grupos paramilitares e máfias dedicadas ao contrabando de extração de gasolina, alimentos e produtos venezuelanos para a Colômbia.

    Diante deste cenário, a Federação Sindical Mundial (FSM) emitiu uma nota em solidariedade à Venezuela e demostrou seu apoio à decisão soberana daquele país.

    Leia abaixo a íntegra do comunicado:

    A Federação Sindical Mundial expressa sua plena solidariedade com o povo e governo da Venezuela e respalda sua decisão de tomar medidas de proteção na zona fronteiriça com a Colômbia.

    O governo da Venezuela tem o direito de garantir o legítimo exercício de soberania sobre seu território nacional, para proteger sua população contra as máfias que estimulam a violência, o paramilitarismo e o contrabando.

    Recordamos que as ações do governo bolivariano são uma resposta soberana às incursões de criminosos da Colômbia que fomentam o contrabando, a execução de crimes atrozes, sabotagens à infraestrutura e a economia venezuelana, especulação com divisas, narcotráfico entre outros.

    Esta atividade busca desestabilizar a Venezuela e promover os planos dos imperialistas na região. É hipócrita a atitude do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que supostamente lamenta o drama das pessoas deslocadas, enquanto sua política anti-trabalhista e reacionária condenou a população colombiana à miséria.

    A FSM reitera sua plena solidariedade com o povo da República Bolivariana da Venezuela contra os planos desestabilizadores e a intervenção dos imperialistas.

    Atenas, 9 de setembro de 2015
    Secretariado da FSM

  • Na noite desta quarta-feira (16), o Chile foi atingido por um terremoto com magnitude de 8,3 graus na escala Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos ( USG) este foi o sismo mais forte registrado neste ano.

    O tremor teve seu epicentro na cidade de Illapel, localizada a 240 quilômetros da capital Santiago. Até esta quinta dez mortes foram confirmadas como vítimas dos tsunamis nas cidades Tongoy e La Serena e 12 pessoas estão desaparecidas.

    A Federação Sindical Mundial para o Cone Sul manifesta seu total apoio ao povo chileno neste momento de dor e expressa suas condolências aos familiares das vítimas do terremoto. 

    São Paulo, 17 de setembro de 2015
    Divanilton Pereira, coordenador da FSM Cone Sul 

  • Em nota publicada nesta terça (11) a Federação Sindical Mundial (FSM) divulgou nota em solidariedade a classe trabalhadora francesa em luta neste momento. A nota se refere às manifestações dos “coletes amarelos” na França – os gilets jaunes. 

    "A FSM, como organização sindical e internacionalista, pede que seus membros protestem em 14 de dezembro nas embaixadas francesas em seus países", diz a nota.

    Na nota, a Federação informa que os trabalhadores e trabalhadoras organizam para esta sexta (14) greves e protestos com diversas bandeiras, entre elas:

    - Aumento do salário mínimo
    - aumento das pensões
    - Medidas de segurança social
    - Saúde pública gratuita

    Leia íntegra da nota:

    Portal CTB

  • A Federação Sindical Mundial - FSM publicou no último sábado (17) uma declaração oficial na qual se posiciona de forma veemente contra a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de cancelar o acordo vigente com Cuba, assim como seu anúncio de intensificação do bloqueio comercial ao país.

    Para a FSM, as palavras de Trump soaram "anti-trabalhistas e reacionárias", e sua intenção de reforçar o bloqueio é "inaceitável e criminosa contra o povo heróico cubano". "Cuba não está sozinha; tem ao seu lado a voz da nossa grande família sindical, e o apoio prático do movimento sindical internacional classista!", escreveu a entidade.

    O texto pede ainda a retirada da base militar de Guantanamo e o respeito à auto-determinação dos povos. Confira na integra:

    Atenas, el 17 de junio 2017 
    SOLIDARIDAD INTERNACIONAL DE LA FSM CON CUBA

    La Federación Sindical Mundial –FSM- que es la voz militante de 92 millones de trabajadores y trabajadoras en 126 países de todo el mundo, rechaza de la manera más rotunda la desición del gobierno imperialista de los EEUU y del presidente Trump de cancelar el acuerdo vigente con Cuba. Utilizando palabras antilaborales y reaccionarias, el presidente de los EEUU afirmó desde Miami, la base de los criminales de la mafia cubana, la cancelación con efecto inmediato del acuerdo entre EEUU y Cuba, al mismo tiempo que anunció la intensificación del bloqueo inaceptable y criminal en contra del heroico pueblo cubano. Además, declaró con hipocresía que supuestamente se preocupa de los “derechos humanos” y de manera provocadora manifestó que utilizará la embajada estadounidense en La Habana como palanca para “el cambio rumbo a la libertad”. 

    La FSM declara otra vez más que ¡las amenazas de los imperialistas no pasarán! Por mucho que los halcones del imperialismo estadounidense y sus colaboradores mafiosos chantajeen, no quebrantarán el espíritu de lucha del orgulloso e insumiso pueblo cubano. Cuba no está sola; ¡tiene a su lado la voz de nuestra gran familia sindical, el apoyo práctico del movimiento sindical internacional de clase!
    La Federación Sindical Mundial llama a todos los sindicatos clasistas en todo el mundo a sumar su voz en la campaña internacional de la FSM, reivindicando el fin del bloqueo inaceptable e inhumano impuesto en contra de Cuba. Al mismo tiempo, solicitamos la devolución inmediata del territorio de Guantánamo al estado cubano. Otra vez más, reiteramos nuestro apoyo incondicional al derecho de los pueblos a decidir por sí solos sobre su presente y futuro, sin las intervenciones asesinas de los imperialistas.

    ¡El pueblo cubano vencerá! ¡Abajo el bloqueo! ¡Devolución del territorio de Guantánamo a Cuba ya!

    El Secretariado

    Portal CTB

  • Nesta quinta, sexta e sábado (28, 29 e 30) jovens da América Latina e Caribe se reunirão na capital argentina para debater os desafios do setor no contexto da crise econômica mundial.

    Inscrições abertas para o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da FSM Cone Sul; participe

    Este é o tema do 4º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul. A delegação brasileira na atividade conta com a presença de mais de 50 pessoas, além da secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra e da adjunta, Marilene Pereira.

    encuentro juventude cono sur
    Representantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais trocarão experiencias com jovens trabalhadores da região e elaborarão ações conjuntas do movimento sindical para resistir às políticas neoliberais que acabam com direitos sociais e trabalhistas.

    Luiza Bezerra acredita que o espaço será importante para fortalecer as lutas da juventude trabalhadora na região.

    Confira abaixo a programação completa do evento:

    Quinta-feira (28)

    14:00 Recepção das delegações. Credenciamento.

    18:00 Abertura

    19:00 Conferência. "Crise Mundial - O Imperialismo e a Oportunidade histórica do Proletariado"

    20:30 Atividade Cultural

    21:00 Jantar

    Sexta-feira (29)

    07:00 Café da manhã

    08:00 Grupos de debate

    10:00 Intervalo

    10:15 Continuação dos debates

    11:30 Painel - "A Juventude Trabalhadora como sujeito de ajuste do sistema capitalista"

    13: 00 Almoço

    14:00 Painel - ”Modelos de organização sindical"

    15.30 Grupos de debate

    18:00 Encerramento dos debates e elaboração da síntese

    19:30 Conversa com o Embaixador do Estado Palestino na Argentina.

    21:00 Jantar

    22:00 Atividade Cultural

    Sábado (30)

    08:00 Café da manhã

    10:00 Plenária. Documento final

    12:30 Encerramento do Encuentro de la Juventud Trabajadora del Cono Sur.

    15:00 Recorrido guiado ao EX ESMA - Espaço da memória.

    Portal CTB 

  • Às vésperas de celebrar os 70 anos da Federação Sindical Mundial (FSM), em atividade a ser realizada na cidade de São Paulo, uma pergunta tem sido recorrente por parte da delegação internacional que participará do evento: “o que está acontecendo com o Brasil?”

    O questionamento tem todo sentido. Afinal, durante os últimos anos o Brasil vinha sendo retratado pela mídia internacional como a bola da vez, o país que menos havia sentido os efeitos da crise econômica internacional, a nação que passou a priorizar o social e conseguiu tirar da miséria milhões de habitantes, o anfitrião dos maiores eventos esportivos do planeta (Copa do Mundo de Futebol em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016).

    Contudo, desde o final do ano passado essa imagem próspera foi substituída sem maiores explicações para o público internacional. No lugar, apareceram as crises política e econômica, alçadas a uma condição de catástrofe sem precedentes. De repente, sob a lente da imprensa internacional (a quem os principais grupos midiáticos do Brasil estão alinhados ideologicamente), todos os avanços obtidos durante os últimos 12 anos desapareceram. “O que mudou no Brasil nos últimos meses?”, passaram a perguntar gregos, chineses, cubanos, portugueses, egípcios, chilenos, indianos e outros camaradas que estarão em solo brasileiro entre os dias 1º e 3 de outubro.

    É justo que as delegações que estão por vir ao Brasil recebam uma análise com diferente viés sobre nossa conjuntura atual. Abaixo seguem cinco fatos importantes para que todos compreendam a disputa que vem se travando no país ao longo dos últimos meses:

    1. Dilma reeleita
    A reeleição da presidenta Dilma Rousseff não foi bem aceita pela elite econômica do Brasil. Desde o dia seguinte à oficialização da vitória, iniciou-se no país um movimento que se transformou em um “terceiro turno”, cujo resultado final ainda está longe de acabar. Imprensa, entidades empresariais, parte do sindicalismo e setores de extrema-direita se articularam com eficiência, de modo a mobilizar milhões de pessoas em manifestações com o objetivo de destituir Dilma do poder. O governo, com dificuldades e baseado no apoio de forças populares, tem conseguido se posicionar contra o golpe e a favor da democracia.

    2. Erros do governo
    Existe um movimento golpista no país, mas é inegável que o governo liderado por Dilma Rousseff cometeu equívocos. Houve escolhas erradas na condução da política econômica, com consequências que afetam diretamente a classe trabalhadora (a taxa de juros nacional foi ampliada por sete vezes consecutivas nos últimos meses). Se no início da crise internacional, em 2008, o país foi capaz de driblar seus efeitos, desta vez tornou-se impossível ficar alheio aos resultados desfavoráveis da União Europeia, dos Estados Unidos e até mesmo da China.

    3. Crise política
    Apesar dos problemas econômicos, a abrangência da crise em que o Brasil se encontra só pode ser plenamente explicada pelo viés político. Com a reeleição de Dilma, a direita brasileira decidiu alterar sua estratégia e passou a exercer uma oposição com características irresponsáveis e golpistas, reforçada pela eleição do Congresso Nacional mais conservador das últimas décadas. A saída de Dilma Rousseff passou a ser uma bandeira de luta dos setores mais reacionários. Seu objetivo, mais do que reassumir de imediato o poder, é atingir toda a base de sustentação ao atual governo e impedir que o projeto democrático-popular iniciado por Lula em 2003 obtenha uma nova vitória em 2018.

    4. Importância do pré-sal
    O contexto geopolítico no qual o Brasil se insere também deve ser destacado. Com a descoberta do pré-sal, que hoje já uma realidade (492 mil barris de petróleo por dia), Lula e Dilma reforçaram o papel estratégico da Petrobras, contrariando os interesses das grandes corporações do ramo da energia e de nações como os Estados Unidos. A oposição no Brasil já deixou claro que, sob sua influência, a exploração dessa riqueza seria feita por um modelo diferente.

    5. O papel do Brasil no mundo
    Desde a chegada de Lula à Presidência, o Brasil deixou para trás sua tradicional política de subserviência aos interesses do imperialismo norte-americano. Nesses últimos 12 anos, o país liderou o processo de integração latino-americana e aprofundou suas relações com a China e o continente africano, estabelecendo as bases da chamada política “Sul-Sul”, além de criar as condições para a formação do BRICS (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A oposição no Brasil, alinhada aos interesses dos EUA, age no sentido de pôr fim a tais avanços e restabelecer as condições prévias do xadrez geopolítico mundial.

    Feita essa pequena lista de esclarecimentos, é hora de estender o tapete vermelho para receber todas as delegações que participarão do Simpósio de 70 anos da FSM. Vida longa à nossa Federação! E que todos sejam bem-vindos ao Brasil!

    Francisco Sousa e Silva é secretário-geral da União Internacional Sindical de Metalúrgicos e Mineiros (UIS MM) e secretário de Relações Internacionais da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal).

  • Integrantes da International Alliance of Inhabitants (IAI), rede internacional de organizações e movimentos sociais que atua em defesa da moradia, visitaram a sede da CTB em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (9).

    Durante o encontro, que foi acompanhado por representantes da Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores), o presidente da CTB, Adilson Araújo convidou a entidade para participar do Simpósio Internacional da FSM.

    Os dominicanos Pedro Franco e Argentina Peña estão no Brasil para conhecer as políticas habitacionais implantadas no país e trocar experiência com os movimentos que lutam pela causa.

    Araújo aproveitou a oportunidade para expor a atual conjuntura política e denunciou as mazelas do sistema capitalista para a população. Ele destacou o papel do movimento social para enfrentar a crise. “O sistema capitalista caminha para um buraco sem fim, precisamos combater o imperialismo norte-americano e seus intentos golpistas”, sublinhou o cetebista.

    Opinião compartilhada pelo secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira. “a CTB tem a clareza na tática e estratégia e sabe de que lado está. Precisamos resistir. Nosso desafio é avançar e proteger a classe trabalhadora e integrar a América Latina e o Caribe”, frisou.

    O presidente da CTB aproveitou a ocasião para convidá-los para o Simpósio Internacional da FSM, que será celebrado no Brasil entre os dias 1 e 3 de outubro em São Paulo.

    Pedro Franco agradeceu o convite e expressou que deseja êxito nas atividades. Para ele, iniciativas como esta são importantes para fortalecer o movimento social e enfrentar a direita e o conservadorismo observado em toda a região latino-americana e caribenha.

    Portal CTB

  • A CTB celebrará, entre os dias 1 e 3 de outubro, o Simpósio Sindical Internacional, que marca os 70 anos da Federação Sindical Mundial (FSM), no Novotel Jaraguá, centro de São Paulo. 

    A delegação internacional contará com a presença de 116 participantes que representam 75 organizações oriundas de 37 países.  

    “Ficamos orgulhosos em ser aprovado que a CTB sediaria esta atividade. Para nós é um reconhecimento de que a central tem jogado um papel importante no cenário internacional”, declarou o secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira.

    A programação conta com debates sobre os projetos de integração e os desafios do sindicalismo diante do contexto de avanço dos setores conservadores da sociedade e das tentativas de golpe no continente.

    Para encerrar o encontro, no dia 3 de outubro, data do aniversário da FSM, a CTB e movimentos sociais brasileiros convocaram um Ato Mundial Anti-imperialista que ocorrerá na Praça das Artes.

    Este ato contará com a presença de lideranças sindicais e sociais de todo o mundo e será seguido por shows com artistas latino-americanos como Fabiana Cozza, DJ DanDan, Banda del Pepe, Denis Família e ProjetoNave & Síntese (confirme sua participação no evento do facebook).

    Confira a programação do Simpósio Sindical Internacional:

    01/10 – Quinta-feira

    Manhã
    Chegada das delegações internacionais

    Tarde
    15 horas – Solenidade de abertura

    Local: Novotel Jaraguá, rua Martins Fontes, 71 - Centro

    02/10 – Sexta-feira

    Manhã
    A geopolítica e os projetos de integração:
    Celac (Comunidade de Estados latino-americanos e caribenhos) - em foco
    Associação Transatlântica de Comércio e Investimento - em foco

    Tarde
    Os desafios do sindicalismo:
    FSM 70 anos: desafios, lutas e história

    Local: Novotel Jaraguá, rua Martins Fontes, 71 - Centro 

    03/10 – Sábado
    Ato Mundial Anti-imperialista e Confraternização Cultural

    Local: Praça das Artes - Avenida São João, 281 - Centro - São Paulo-SP

    04/10 – Domingo
    Saída das delegações internacionais

    Portal CTB 

  • Os impactos da crise do capitalismo no setor mineiro e metalúrgico foi um dos temas debatidos na “1ª Conferência Latino-americana e Caribenha de Metalúrgicos, Mineros e Afins”, que ocorreu na capital peruana Lima na última terça e quarta-feira (16 e 17). 

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    O secretário-geral da UIS Metal (União Internacional dos Sindicatos de Metalurgia e Mineração), Francisco Sousa, participou do evento que fez parte do 14º Congresso Nacional Ordinário da Federação Nacional de Trabalhadores Mineiros Metalúrgicos e Siderúrgicos daquela país (FNTMMSP), filiada à Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP). 

    francisco uis metalurgicos metal peru ctb fitmetal

    Na sua avaliação, a atividade foi exitosa. “Encaminhamos duas novas filiações à UIS com os trabalhadores e trabalhadoras da Venezuela e da Bolívia”, informou o dirigente ao Portal CTB.

    Segundo ele, outras medidas para facilitar a comunicação dos sindicatos e federações do setor, em toda a região, também foram adotadas. São elas: a elaboração do site da UIS e um boletim digital como principais meios de difusão das informações do ramo. 

    Golpe no Brasil 

    O presidente da CTB Minas Gerais e da FitMetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil), Marcelino Rocha e a secretária-geral da seção estadual da central no Rio Grande do Sul, Eremi Melo também integraram a delegação brasileira no evento. 

    marcelinio ctb metalurgicos peru

    Em sua intervenção, Marcelino alertou os participantes sobre o golpe em curso no Brasil e as ameaças que este governo interino traz à soberania nacional e aos direitos sociais e trabalhistas conquistados nos últimos anos. Ele citou como exemplo o fim da política de valorização do salário mínimo entre outras políticas neoliberais que vão na contramão dos interesses da classe trabalhadora. 

    No fim do encontro, em um gesto de solidariedade ao Brasil, todos os participantes se levantaram e gritaram numa só voz “Fora, Temer”.  A próxima conferência deve ocorrer no primeiro semestre de 2017 e terá como país sede a Venezuela. 

    Acesse a declaração final do evento, em espanhol, aqui.

    Érika Ceconi - Portal CTB