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Qui, Jun

Gicélia Bitencourt

  • Viraliza na internet mais uma piada de uma pérola da mídia tupiniquim. Em pleno século 21, uma revista de (des)informação fez reportagem sobre a esposa do ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer, Marcela, com o título sugestivo de “Bela, recatada e do lar”.

    “É a mesma infâmia feita por Jair Bolsonaro, quando homenageou notório e covarde torturador da ditadura de 1964, para mostrar todo seu ódio à presidenta Dilma e votar pelo golpe à democracia”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, mostra-se surpresa com tamanha desfaçatez. “Parece que as revistas brasileiras estão disputando palmo a palmo qual desce mais o nível para jorrar à sociedade seu ódio a tudo o que foi conquistado com os governos Lula e Dilma na questão dos direitos sociais e individuais”.

    Ivânia confirma essa tese e diz que “os machistas querem transformar as mulheres em ‘rainhas do lar’, que nada mais seriam do que escravas domésticas, com obrigação de cuidar da casa, dos filhos e sempre pronta para servir o marido, sem nunca reclamar”.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reportagem evidencia o caráter mais perverso da cultura machista e patriarcal, que agora pretende “retroceder para modos de vida pré-capitalistas e assim semear a ideia de que lugar de mulher é somente dentro de casa”.

    Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres com a filósofa Márcia Tiburi

     

    “Só falta agora defenderem que as mulheres cubram seus corpos com burca (vestimenta de certos grupos mulçumanos, onde apenas os olhos da mulher aparecem) ”, ataca Gicélia. Ela reclama da misoginia muito presente na mídia burguesa atualmente. “Parece que ser mulher independente, batalhadora e defensora dos seus direitos virou ofensa”.

    Objetivo é atacar Dilma

    Para Ivânia, o objetivo da publicação foi atacar a figura da presidenta Dilma, perseguida pela ditadura, lutadora e a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Para ela, esse pensamento visa reduzir o papel das mulheres na sociedade.

    “Elas devem ter somente o direito de ser a primeira a acordar, realizar todas as tarefas domésticas e estar sempre pronta para o marido”. Não pode, portanto, “ter opinião sobre a política, a vida e muito menos sonhar com uma vida de direitos”.

    Mas “a maioria das mulheres brasileiras tem tripla jornada de trabalho, somente isso já poderia colocá-las entre as mais belas”, no entanto, elas ainda “saem às ruas, manifestam suas vontades e querem ser respeitadas em seus direitos”, afirma Ivânia.

    As “mulheres trabalhadoras são mais do que perfeitas”, acentua Gicélia, “somos belas, cada uma na sua singularidade e sabemos que o futuro nos pertence por estarmos do lado certo da história, o lado da vida, do trabalho e da liberdade”.

    Já Ivânia ressalta as conquistas das mulheres no mundo do trabalho. “Somos trabalhadoras, empresárias, respeitamos toda a diversidade brasileira e, por isso, somos sim as belas da sociedade”. Segundo ela, “as mulheres têm feito a diferença no país e vão continuar fazendo ainda mais”.

    Porque “não queremos ser iguais aos homens, queremos igualdade de direitos e deveres, mas queremos manter as nossas individualidades, inclusive na forma de amar”. Para ela, “ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”.

    “Exigir que a mulher se cale diante de seu companheiro e aceite o papel de subalterna, é no mínimo cair no ridículo”, afirma Ivânia. “Podem espernear à vontade, mas estaremos em todos os lugares que quisermos estar”, garante Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Em duas semanas, a Justiça de São Paulo tomou duas decisões diametralmente opostas para processos de pedido de indenização por passageiras que sofreram abuso sexual em vagões de trens do metrô.

    Nestes tempos de maior notificação de casos de violência contra as mulheres, chama a atenção a diferença das sentenças, principalmente porque uma juíza negou indenização a uma passageira e um juiz deu ganho de causa a outra.

    “Esses fatos mostram claramente que o machismo é uma questão cultural e cultura não tem sexo. Existem mulheres tanto ou mais machistas que os homens. A lição que fica desses episódios é a necessidade urgente de um trabalho de educação de toda a sociedade”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A juíza Tamara Hochgreb Matos negou indenização no valor de R$ 788 mil a uma passageira de 31 anos, na quinta-feira (16). “Com efeito, segundo a inicial e a testemunha da autora, esta ficou impassível e nada fez enquanto era tocada por terceiro, ocasionando a demora na intervenção dos seguranças da ré, que estavam no próprio trem e já suspeitavam da conduta do agressor, observando-o, mas precisavam de uma confirmação para agir”, escreveu a juíza em sua sentença.

    No outro caso, o juiz Guilherme Madeira Dezem deu ganho de causa a outra passageira e condenou o metrô a pagar R$ 50 mil de indenização. "O caso permite a conclusão de que a dor, o sofrimento, a tristeza e o vexame impingidos à autora (passageira) fugiram à normalidade, interferindo intensamente em seu comportamento e bem-estar psíquicos, de tal sorte a configurar dano moral indenizável", escreveu o juiz.

    Para Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, a Justiça deveria ter critérios iguais para todos os processos. “É incrível que uma mulher absolva o metrô e o abusador e um homem faça o contrário. É incompreensível essa cultura do estupro”.

    O advogado das duas mulheres, Ademar Gomes, diz que a juíza foi incoerente em sua decisão. “Ela condenou a vítima ao dizer que esta não teve qualquer reação”. Ivânia afirma que a decisão da juíza "desconhece a realidade do transporte público e da violência de gênero no país”.

    O metrô alega em sua defesa que vem promovendo campanhas de conscientização sobre o fato de que o abuso sexual é crime. Porém, “são inúmeras as acusações de abusos dentro do metrô, inclusive já teve funcionária estuprada e casos de seguranças questionarem as roupas da agredida”, diz Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Fabiana Santos

  • Desde 1992, 25 de julho foi istituído como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, num encontro de mulheres negras na República Dominicana. Neste ano, as mulheres marcham em São Paulo nesta segunda-feira (25) com o tema Negras e indígenas em marcha, enfrentando o racismo, o machismo, o genocídio, o golpe, a lesbofobia e pelo bem viver.

    A concentração para a marcha ocorre na Praça Roosevelt, centro da capital, às 17h e caminha até o Largo do Paissandú. Antes da marcha, porém, se apresentarão o bloco Ilú Obá De Min, Drika Ferreira, Luana Hansen, o coletivo Levante Mulher e os grupos Samba para a Marcha das Mulheres Negras, As Minas do Xequerê e Kazungi.

    Confirmar presença pela página do evento no Facebook aqui.

    mulheres negras caribenhas

    Para Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) a marcha deste ano ganha uma conotação mais forte devido ao “golpe misógino em marcha no país e as ameaças que pairam sobre a classe trabalhadora e suas conquistas”.

    Ela afirma ainda que as mulheres são as que mais sofrem. “Negras e indígenas então sofrem duplamente”. Bitencourt lembra ainda que a marcha caminhará solidária às imigrantes que vieram ao Brasil “fugindo de perseguições e maus-tratos em seus países e aqui são proibidas até de se manifestarem, podendo até ser deportadas”.

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB, acredita na importância de “nos solidarizarmos com as imigrantes, que buscam aqui a reafirmação de sua identidade, através do trabalho e com isso tem ajudado muito no empoderamento da mulher negra”.

    Ela lembra ainda que ocorreu em Salvador, o Seminário Mulheres Negras No Foco: Mídia, representação e Memória, que “visa a unificação das nossas lutas por igualdade”. Por isso, “é fundamental manter o tema da luta pelo bem viver, para darmos visibilidade às pessoas marginalizadas no país", reforça.

    Bitencourt realça a importância da marcha para fortalecer “a unidade dos povos latino-americanos, em defesa da democracia, das terras indígenas e de uma vida digna e com respeito aos direitos humanos para todas e todos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Drika Ferreira e Luana Hansen cantam Lei Maria da Penha, de ambas

     

  • A ONU Mulheres definiu em 2015 a campanha Dia Laranja Pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, efetivado no dia 25 de cada mês. “Data muito significativa para a conscientização de todos e todas sobre a necessidade imperiosa de acabarmos com essa violência que vitima mulheres todos os dias em nosso país”, diz Santa Alves, secretária de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Distrito Federal (CTB-DF).

    Já para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, “a existência de campanhas como essa e a presença constante das mulheres nas ruas e nas redes sociais têm sido fundamental para elevarmos o patamar da luta das mulheres por direitos iguais”.

    A mídia faz um papel perverso na propagação do machismo e das ideias patriarcais e arcaicas, diz ela. “De um modo geral, a mídia transforma a mulher em mercadoria, sempre com pouca roupa para vender os produtos e agradar aos homens”.

    Pereira afirma que estão “vendendo a inocência, a juventude e com isso criam o fetiche mercadológico dessa cultura machista, que chega a ser pedófila, muitas vezes”. Ela cita também a recente pesquisa do Datafolha, pela qual 33% dos entrevistados responsabilizam a vítima por ter sido estuprada.

    E ainda vem “esse desgoverno Temer e pretende uma reformulação do ensino médio tirando as matérias que cultivam a criatividade na juventude, como artes, filosofia e sociologia e educação física que propicia desenvolvimento corporal saudável”, reforça. Tem ainda a discriminação sofrida pelas mulheres no mercado de trabalho.

    Veja vídeo da ONU Mulheres sobre a campanha  

    “Somos as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem recontratadas. Trabalhamos mais e ganhamos menos e ainda temos a tripla jornada”, acentua Pereira. Ela conta que “em pleno século 21, existem fábricas que obrigam as trabalhadoras a mostrarem seus absorventes com sangue todo mês, para provarem que não estão grávidas”.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, lembra dos 10 anos da Lei Maria da Penha. “Criada há 10 anos para punir os agressores de mulheres, a Lei Maria da Penha por si só não está sendo suficiente para inibir a violência. Precisamos de delegacias da mulher 24 horas e de mais aparatos repressivos, além de campanhas educativas”, afirma.

    A própria Maria da Penha diz em entrevista à BBC Brasil, que "hoje em dia a violência continua. Mas tem muita mulher que acha que só é violência quando ela está machucada. Ela não entende que a violência doméstica também é psicológica, moral, sexual". (Leia a entrevista na íntegra aqui).

    Para Bitencourt, “o movimento feminista está no rumo certo e enfrentando as adversidades do machismo com a cara e a coragem”. Pereira mostra fé na juventude. “Essas meninas estão firmes e fortes estudando o feminismo e mostrando para a sociedade que as mulheres não estão para brincadeira, principalmente na luta por igualdade de gênero”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher – nesta sexta-feira (25) – ocorrem manifestações em todo o país contra os retrocessos promovidos pelo governo golpista.

    Mais uma vez, as mulheres estão à frente da luta, justamente porque iniciam hoje também os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com inúmeras atividades que só terminam no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    “É uma ótima coincidência a protesto contra esse governo golpista ocorrer hoje porque as mulheres são as que mais perdem com os projetos que estão sendo aprovados por esse congresso golpista e reacionário”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira ressalta que a violência contra a mulher vem aumentando no país, depois do golpe de Estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff. “A ideologia do ódio prevalece, ainda mais com a ênfase dada pela mídia burguesa. Fazem isso para acabar com todos as nossas conquistas e retroceder a séculos passados, quando a mulher era mera figura decorativa e uma verdadeira escrava do lar”.

    Desde 1991, os 16 Dias de Ativismo tomam conta de mais de 160 países com muitas atividades para levar à população informações sobre o “necessário debate das questões de gênero, ainda mais num país onde a violência de gênero campeia”, diz Tereza Bandeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia.

    Ela se refere aos dados da Organização Mundial de Saúde, pelos quais o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres. Por isso, as feministas ressaltam a importância da Lei Maria da Penha – que completa 10 anos neste ano – e da Lei do Feminicídio.

    “Abraçamos a campanha Elas por Elas da ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres para conversarmos com os homens e fazê-los entender que não somos objetos e sim seres humanos que têm desejos e vontades e devemos ser respeitadas”, acentua Bandeira.

    Já Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ afirma que “a violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública, não distingue cor, classe econômica ou social e está presente em todo o mundo”. Ela faz coro com a máxima de John Lennon de que a “mulher é o negro do mundo”, pois o patriarcado pretende mantê-la escrava.

    A sindicalista do Rio de Janeiro enfatiza a importância de inserir o feminismo no contexto da luta de classes. “Nós, enquanto representantes do sindicalismo classista, temos que inserir a luta contra a violência à mulher em cada base sindical do país, em cada bairro, em cada espaço pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora”.

    As estatísticas mostram que uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. “O Brasil ainda tem um dos maiores índices de violência doméstica do mundo”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública quase 50.000 mulheres foram estupradas em 2015, sendo a maior parte de meninas e dentro de casa. Mas como estima-se que no país somente 10% das vítimas denunciam, esse número beira o holocausto nazista.

    Por isso, afirma Bitencourt, “os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher tornam-se mais importantes do que na última década, porque sempre que começa uma crise, as mulheres são as primeiras a serem atingidas e nós já estamos vendo isso no mercado de trabalho, nas ruas, nas redes sociais e até nos lares, onde o machismo e a misoginia matam diariamente”.

    Pereira reforça ainda a presença maciça de mulheres em todas as frentes em defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos porque “queremos levar uma vida de igualdade e de justiça, onde não predomine a opressão e o medo”.

    Inclusive a Procuradoria da Mulher do Senado abriu inscrições para seminário Mulher: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência, entre os dias 13 e 15 de dezembro. O evento reunirá legisladores; representantes dos setores público e privado; entidades do movimento organizado de mulheres e organismos internacionais. As inscrições podem ser feitas na internet, no endereço www.seminariomulheresnopoder.com.br

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Veja a cara de nojo do candidato da elite reacionária paulistana e do governardor Geraldo Alckmin

    Em sua campanha populista para chegar à prefeitura da maior cidade do país, o candidato do PSDB, João Doria Junior, passa vexame em botecos da cidade por suas caras de nojo ao comer salgados e tomar cafezinho e vira piada na internet.

    Mas o pior de tudo está em suas falas. Conhecido empresário defensor de propostas ultrarreacionárias, Doria disse em entrevista que pretende “enxugar” a máquina administrativa, justamente acabando com as sete secretarias das áreas sociais.

    Entre elas a de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude, LGBT e de Pessoas com Deficiência. “Um descalabro, a proposta de extinguir secretarias fundamentais para o desenvolvimento de políticas para a melhoria de vida das pessoas que lutam para ter a sua cidadania respeitada”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    “Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania”, afirma Denise Mota Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres.

    Para ela, “a extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública”.

    Já o secretário-adjunto de Promoção da Igualdade Racial, Elizeu Soares Lopes, acredita que o candidato desconhece “a dura realidade enfrentada pela população mais pobre de São Paulo”. E questiona: “quanto de fato se economizaria e qual seria o custo benefício? E por que ‘cortar’ nestas áreas específicas?”.

    Angela Meyer, líder estudantil e representante da juventude acha que a própria candidatura de Doria representa um escárnio para a política paulistana. “Ele representa os setores mais reacionárias da elite paulistana e uma vitória sua seria o maior retrocesso que a nossa cidade poderia experimentar”, reforça.

    Ela acredita que a juventude “vai mostrar a sua vontade de continuar avançando em políticas públicas voltadas para os interesses da maioria”. Bitencourt defende a formação de uma frente ampla para derrotar o atraso.

    “No segundo turno as candidaturas progressistas devem se unir em torno de projetos de interesse da classe trabalhadora, da juventude e de todos os setores que podem levar a nossa cidade para um desenvolvimento humano que nos projete para um futuro com mais mobilidade, mais direitos e mais justiça”.

    “Fora Doria, fora Alckmin, fora Temer e fora todos os defensores de retrocessos para a sociedade brasileira. São Paulo precisa dar um exemplo para o país e enterrar de vez essas políticas contra os interesses da classe trabalhadora”, reforça Bitencourt.

    Leia a íntegra da nota da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres

    Em um período de avanços de posições políticas conservadoras, que buscam reduzir direitos e conquistas de grupos historicamente oprimidos na sociedade brasileira, a SMPM toma conhecimento, com muita preocupação, da proposta de corte da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) da Prefeitura de São Paulo, bem como das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e Pessoas com Deficiência, apresentada por candidato de oposição à atual gestão para a eleição municipal de 2016.

    Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

    A extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública.

    As diversas formas de opressão, como o racismo e o machismo, se manifestam em todas as dimensões da vida (no trabalho, na saúde, na educação, na cultura) e dentro das próprias instituições. Para combatê-las, é necessário um compromisso firme por meio de políticas de Estado (e não apenas de governo), desenvolvidas pelas mais diversas áreas do poder público. A extinção destes órgãos, reduzindo a importância política que estes temas possuem, dificultará a construção de políticas transversais e reduzirá a visibilidade destas temáticas.

    A SMPM foi criada, em 2013, a partir de um processo de grande luta dos movimentos feministas e sociais, em busca de reconhecimento da importância de suas necessidades e demandas pelo poder público municipal; e tem cumprido um papel fundamental na formulação e implementação de políticas públicas especificas para o empoderamento das mulheres e a redução das desigualdades de gênero por elas enfrentadas.

    A constituição desta Secretaria gerou, nos quase 4 anos de existência, importantes resultados para o município, como a ampliação da rede de serviços de enfrentamento a violência contra as mulheres, a construção de políticas para a ampliação da participação políticas para as mulheres e o desenvolvimento de ações para diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

    Extinguir esta Secretaria é reduzir a importância que as demandas das mulheres e o enfrentamento às desigualdades por elas sofridas tem para a Prefeitura da cidade de São Paulo.

    Portal CTB

  • Viraliza na internet um vídeo onde o candidato à prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) humilha funcionária de um supermercado. Ele pega um pacote de papel higiênico e diz que quer comprar um rolo apenas, e faz a mesma coisa com caixas de fósforos, e tenta obrigar a funcionária a aceitar a sua compra.

    Chega inclusive a ameaçar de chamar a polícia para prender a trabalhadora porque ela argumenta não ter autoridade para fazer o que ele está mandando, em tom extremamente autoritário.

    “Essa atitude mostra quem é Russomanno, que agride pobre e trabalhador, mas não faz nada contra os poderosos”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    “O candidato mostra total despreparo para administrar a maior cidade da América do Sul”, diz ela. Porque “é fácil humilhar uma menina que precisa do emprego e não pode fazer nada. Quero ver enfrentar os tubarões do capital, que só pensam em lucros”. Inclusive, argumenta Bitencourt, “ela pode mover ação judicial contra ele”.

    Para Russomanno vale a frase do jornalista, chargista e dramaturgo Millôr Fernandes (1923-2012), dizendo que “quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro para os oprimidos”. Pegou muito mal candidato.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Assista à grosseria hipócrita do candidato do PRB-SP  

  • A partir de uma consulta pública do Portal e-Cidadania (vote aqui), começa a tramitar na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a Sugestão Legislativa 7/2017, que visa tornar crime hediondo e inafiançável a “falsa acusação de estupro”.

    O autor da proposta, Rafael Zucco, afirma que pensou nisso porque leu na imprensa que "80% das denúncias de estupro são falsas". Para ele, as “acusações falsas” ocorrem por "vingança da mulher”, “alienação parental” ou para “conseguir mais bens no divórcio".

    As estatísticas, porém, desmentem Zucco. São denunciados anualmente cerca de 50 mil estupros no Brasil. E estima-se que somente 10% das vítimas denunciam. A maioria das violências ocorre dentro de casa, praticada por pessoas conhecidas da vítima, que na maioria são crianças ou adolescentes.

    Além do mais, o Código Penal já contempla a denunciação caluniosa, em seu artigo 339. "A acusação falsa de qualquer crime é gravíssima. Mas a questão é por que especificar no caso de estupro?”, questiona Silvia Chakian, promotora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ministério Público de São Paulo.

    “Fica claro que isso atende a uma casuística”, reforça ela, “são casos pontuais. Isso afronta todas as vigências da boa técnica legislativa, ainda mais quando falamos da lei penal, que deve sempre ser genérica".

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), afirma que “essa proposta visa tirar o foco do criminoso e culpar a vítima, como tem ocorrido ultimamente”.

    Justamente porque pretende “dificultar ainda mais as denúncias, numa sociedade que sempre aponta o dedo para a mulher, acusando-a de ter provocado a violência, como aconteceu no caso do estupro coletivo da menina de 16 anos no Rio de Janeiro e da jornalista Patrícia Lélis que acusou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e acabou sendo processada, mesmo com áudios contundentes, comprovando”.

     Assista: 

    De acordo com a sindicalista, em vez de se pensar em “projetos torpes como esse, os políticos deveriam se preocupar com o aliciamento de crianças para o tráfico e a exploração sexual de meninas, obrigadas à prostituição”.

    Os dados mostram que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, que é o país campeão em feminicídio, violência doméstica e assassinatos de LGBTs. Agora querem “criminalizar a mulher, caso ela não consiga deter o estuprador até a polícia chegar para dar o flagrante”, denuncia Bitencourt.

    Até o fechamento desta matéria o placar da consulta pública estava bastante acirrado. Com mais de 20 mil participantes, 10.935 votando pelo NÃO e 10.553 pelo SIM. Dê o seu voto para mudar melhorar esse placar contra esse projeto hediondo.

    “Muito suspeito surgir um projeto desse porte, quando as mulheres vêm sofrendo violências inomináveis diariamente. A intenção parece ser a de intimidar ainda mais as vítimas que já sentem enorme dificuldade de denunciar seus algozes. Hediondo é o crime de estupro".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Arte:  ONU Mulheres

  • Foto: HuffPost Brasil

    O jornal O Estado de S. Paulo fez um levantamento, com base na Lei de Acesso de Informação, e descobriu que as denúncias de abuso sexual em ônibus, Metrô e trens em São Paulo cresceram 850% em 3 anos. Foram 23 em 2013 e passaram para 219 em 2016.

    Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), Gicélia Bitencourt, isso significa que as mulheres estão mais dispostas a enfrentar esse tipo de violência.

    “As políticas públicas de empoderamento da mulher têm favorecido as denúncias. A Lei Maria da Penha e as intensas campanhas contra o assédio sexual também favorecem e encorajam as mulheres”, diz.

    Mas ela ressalta que apesar de existirem leis, campanhas e políticas públicas para combater esse tipo de conduta, “há necessidade de mais vigilância e punição aos agressores e, juntamente com isso, uma grande campanha de educação de homens e mulheres”.

    A questão do abuso sexual é recorrente no transporte coletivo em São Paulo. E de acordo com a reportagem do Estadão, ocorrem quatro denúncias por semana.

    “O problema é que muitas ainda não denunciam, porque passam por constrangimentos em delegacias e não se sentem respaldadas pelo poder público”, afirma Bitencourt.

    Ela lembra a acusação de  uma menina que denunciou um agressor no Metrô e o segurança lhe disse: “também com esse vestido”.Cita também um caso que presenciou quando uma mulher com uma blusa decotada gritou contra o abusador e mulheres do vagão a acusaram de estar provocando com aquela roupa.

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    Protesto em São Paulo no ano passado (Foto: Anne Barbosa/G1)

    “Essa mentalidade patriarcal tem que mudar”, diz a sindicalista, “a mulher tem o direito de vestir a roupa com a qual se sinta bem. O tipo de vestimenta não dá o direito de ninguém de tocá-la sem a sua permissão”.

    Aliás, o Metrô teve muitos casos de violência contra mulheres no ano passado. O que gerou inúmeros protestos. Para responder a isso empresa começou uma campanha para supostamente facilitar as denúncias.

    “A campanha não é de todo ruim”, afirma Bitencourt, mas “não basta ficar somente na campanha, precisar ter mais funcionários para coibir esse tipo de ocorrência. Com essa campanha, o Metrô parece querer se isentar, mas a segurança dos passageiros é de responsabilidade da empresa”.

    Ela atribui também à superlotação dos meios de transporte que não oferecem nenhuma segurança aos passageiros. “As empresas de ônibus e o governo do estado, responsável pelos trens e pelo Metrô têm a obrigação de criar mecanismos para dificultar o abuso sexual”, reforça.

    Além de todas essas atitudes dos empresários e dos governantes, Bitencourt destaca a necessidade de muitas campanhas educativas, porque “a nossa sociedade é machista e pune as mulheres quase sempre. Temos que entender que não somos culpadas de nada. O nosso corpo nos pertence e ninguém pode nos tirar esse direito”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: HuffPost Brasil

  • Doquinha, Ivânia Pereira e Gicélia Bitencourt  com os ativistas de São Paulo

    Dezenas de militantes saíram às ruas das duas maiores cidades do país - Rio de Janeiro e São Paulo - nesta quinta-feira (8), para distribuir panfletos contendo esclarecimentos sobre como acabar com a violência de gênero no país.

    Kátia Branco, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), diz que os dados são alarmantes, pois “são assassinadas cerca de 5 mil mulheres por ano no país, além de que quase 50 mil estupros são denunciados anualmente e isso não pode continuar assim”.

    16 dia ativismo panfletagem rio

    Kátia Branco e representantes de outras centrais na panfletagem do Rio de Janeiro

    A panfletagem promovida pelo Fórum Nacional da Mulher Trabalhadora das Centrais Sindicais e as suas sessões estaduais faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Em São Paulo, a distribuição de panfletos ocorreu pela manhã no complexo da Ponte Pequena da Sabesp (empresa estatal de água e saneamento) e atraiu a atenção de quem passava por ali. “As pessoas vinham pegar mais material com a gente e queriam saber detalhes da reforma da Previdência”, diz Raimunda Gomes, Doquinha, secretária de Comunicação da CTB.

    “Nas duas capitais, a panfletagem cumpriu a função de levar informação à população sobre a importância de se debater a questão de gênero e combater as desigualdades”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para acabar com a violência contra as mulheres no Brasil, foi aprovada no dia 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340, que ganhou o nome de Lei Maria da Penha. “Os resultados da Maria da Penha são incontestes”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A lei ganhou esse nome para homenagear a cearense Maria da Penha Maia Fernandes, quem em 1983 levou tiros do marido, enquanto dormia. Ela se fingiu de morta e ele deu queixa de assalto à polícia, quando chegaram ela denunciou o algoz.

    Mesmo paraplégica, Maria da Penha não se entregou e foi à luta para incentivar as mulheres a denunciar seus companheiros algozes. “Ela se transformou em uma heroína das brasileiras pela coragem que teve de superar dificuldades e defender os direitos de todas as mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A sindicalista sergipana, ressalta a efetivação de mais Delegacias da Mulher, da Patrulha Maria da Penha Rural, “meio onde as mulheres são mais vulneráveis pela falta de presença do Estado e de políticas que possibilitem uma reação maior e essa patrulha facilita”, diz.

    “Mesmo com os avanços”, fala Pereira, “é preciso avançar muito mais, porque faltam delegacias da mulher em muitos locais e a maioria delas não funciona 24h”. Ela acentua a criação da Casa da Mulher Brasileira como muito positivo, mas acredita que esse governo não vai investir no combate à violência contra as mulheres.

    Pesquisas apontam para uma violência descomunal. Cerca de 5 mil mulheres são assassinadas por ano. Ocorrem aproximadamente 50 mil denúncias anuais de estupros, em muitos casos contra meninas de 14 anos ou menos. Mas estima-se que apenas 10% dos crimes são denunciados.

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    “O pior é que a maioria das agressões ocorre dentro de casa, onde as meninas deveriam estar mais protegidas”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP. Mas, diz ela, “as mulheres sofrem assédio moral e muitas vezes sexual, no trabalho e são agredidas diariamente no transporte público e nas ruas com cantadas ofensivas e molestamentos”.

    Pereira lembra que o Congresso Nacional quer alterar a Lei Maria da Penha, “pelo que ela tem de melhor” e dificultar as denúncias, tirando o poder do Judiciário e passar a responsabilidade sobre alguns encaminhamentos para delegados de polícia, o que pode “dificultar para as vítimas porque podem acumular as denúncias e os policiais não darem conta”.

    Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres indicam que uma em cada cinco mulheres sofrem violência doméstica, em 80% dos casos, os agressores são os companheiros ou parentes das agredidas.

    “Parece que com o governo golpista aumentou a vulnerabilidade das mulheres e as agressões misóginas se fazem mais presentes, muito pela confiança na impunidade”, reforça Pereira. Mas nada disso, segundo ela, tira a importância da Lei Maria da Penha.

    “Foi a partir da Lei Maria da Penha que as mulheres foram criando mais coragem para denunciar as atrocidades”, conta Bitencourt. “Isso aliado às inúmeras políticas públicas criadas posteriormente, principalmente no governo Dilma”.

    Já para Pereira, a Lei Maria da Penha representa um marco na história da luta por igualdade de gênero no país, embora “as conquistas das mulheres correm sérios riscos se o golpe vencer se o impeachment for efetivado”.

    Exatamente por isso, a “primavera feminista promete continuar nas ruas e nas redes enfrentando todo o tipo de violência de gênero”, assegura Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes (Ubes).

    Serviço:

    Para denunciar use o Ligue 180

    Também pode usar o Disque 100, que cuida de denúncias sobre Direitos Humanos

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • “Mais uma vez estamos nas ruas da maior cidade do país neste histórico 8 de março para defender nossos direitos e barrar as reformas da previdência e trabalhista que trazem tantos prejuízos às mulheres trabalhadoras”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A animação da dirigente da CTB-SP tem motivos. Juntamente com mulhres de pelo menso 40 países, cerca de 50 mil mulheres marcharam pelas ruas da capital paulista contra as reformas do governo Temer e contra a violência.

    “Não podemos mais ficar caladas diante tantos estupros e assassinatos. O Brasil é o quinto país mais violento com as mulheres e isso tem que acabar”, reforça Bitencourt. “Precisamos estar permanentemente nas ruas pela democracia, que é a melhor forma de avançarmos no processo civilizacional”.

    Durante a caminhada, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que as mulheres jovens não sairão das ruas até o restabelecimento da ordem democrática.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    “Queremos ter aposentadoria no futuro e trabalho digno agora. Queremos também uma educação pública de qualidade, que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igual”, diz. Por isso, “defendemos uma reforma do ensino que contemple a juventude e os profissionais da educação. Não aceitaremos que privatizem nossas escolas”.

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, afirma que a central tem a igualdade de gênero como um de seus pilares. "O sindicalismo classista combate a exploração do trabalho assalariado e todas as formas de opressão. Dessa forma, a luta emancipacionista das mulheres contribui decisivamente para a construção de uma sociedade livre, democrática e iguatária e deve ter todo o apoio dos homens".

    Com as mulheres negras e indígenas à frente da marcha, que saiu das Praça da Sé, a passeata parou em frente ao posto do INSS na rua Xavier de Toledo para mostrar que as trabalhadoras e as jovens não aceitam a retirada de direitos. “Aposentadoria fica, Temer sai” Foi a palavra de ordem mais utilizada.

    Acompanhe as fotos da manifestação aqui.

    Já a secretária da Mulher do Sindicato dos Correios de São Paulo, Arlete Miranda (afastada para tratamento de saúde) reclama que o “Congresso e o governo Temer querem retroceder em muitas décadas na questão dos direitos trabalhistas, mas principalmente tirando conquistas das mulheres, que sempre são as mais prejudicadas.

    A passeata se encerrou após o encontro com as professoras e professores que estavam em assembleia no Vão do Masp, na avenida Paulista e outros grupos de mulheres que se juntaram para mostrar que não aceitam mais serem discriminadas e violentadas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Renato Bazan

  • A marcha das mulheres nesta segunda-feira (25) – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha – levou para as ruas da cidade de São Paulo, cerca de 5 mil pessoas para protestar contra o golpe machista e racista e em defesa da democracia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada pela secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, que atacou as políticas propaladas pelo governo golpista que visa acabar com os direitos trabalhistas.

    “Não vamos aceitar a retirada de nenhum direito”, disse. “As mulheres negras são as mais discriminadas pelo mercado de trabalho. São as últimas a conseguirem um emprego e as primeiras a serem demitidas, por isso estaremos nas ruas o tempo que for necessário para defender nossas conquistas”.

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    Com a bandeira da CTB, Gicélia Bitencourt e Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Imprensa e Comunicação da CTB

    Enquanto a marcha saia da Praça Roosevelt e caminhava para o Largo do Paissandú, as pessoas paravam para olhar as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas cantando e dançando a alegria de serem mulheres “belas, nada recatadas e muito menos do lar”.

    A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau defendeu a utilização permanente dos espaços públicos como forma de aglutinar forças para defender a democracia e combater a violência contra as mulheres.

    Discurso de Gicélia Bitencourt no ato

     

    “As mulheres negras estão gritando nas ruas que basta de violência. E esse grito ecoa em todos os cantos, porque não se tolera mais tanta mulher agredida, espancada e morta pelo simples fato de serem mulheres”.

    Bitencourt complementa ao afirmar que as mulheres da periferia não aceitam mais também o assassinato de seus filhos e filhas. “Nós lutamos por um país onde possamos viver o nosso sonho de igualdade e justiça com respeito às nossas vontades e à diversidade”, reforçou.

    Leia mais

    Acontece hoje: mulheres negras e latino-americanas marcham por igualdade e democracia

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    A marcha lotou as ruas da maior metrópole do país

    Os gritos de “Fora Temer” e o canto por justiça chamava a atenção dos transeuntes. Maria das Neves, coordenadora a União Brasileira de Mulheres em São Paulo, disse que “hoje mostramos mais uma vez que não aceitamos mais o papel de meras coadjuvantes, somos protagonistas e iremos até o fim por nossos direitos”.

    "Nenhuma mulher merece ser maltratada. “A nossa luta é contra a cultura do estupro, as discriminações, mas principalmente pelo bem viver em paz e em segurança”, finalizou Bitencourt.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Viraliza na internet uma situação constrangedora ocorrida em uma prova oral para admissão de candidatos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Nela, o promotor Alexandre Couto Joppert elabora um caso hipotético de estupro e cai na armadilha do inconsciente. Inclusive a prova foi gravada e tem um áudio divulgado na internet. 

    Joppert expõe o caso: "um segura, outro aponta arma, outro guarnece a porta da casa, outro mantém a conjunção - ficou com a melhor parte, dependendo da vítima - mantém a conjunção carnal, e o outro fica com o carro ligado para assegurar a fuga."

    A repercussão foi imediata. “É lamentável que uma coisa dessa aconteça em um órgão do Judiciário, que existe para nos defender”, reclama Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    À BBC  Brasil, Joppert disse que "essa frase, talvez ouvida fora do contexto, pode dar uma ideia errada. Eu quis dizer 'a melhor parte' não na minha ótica, obviamente. A melhor parte na ótica da mente doentia do criminoso. Em todo o estupro, o objetivo principal do criminoso, naquela patologia psíquica que ele tem, é alcançar a satisfação da sua lascívia. Como no estelionato a melhor parte a é obtenção da vantagem indevida".

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt argumenta que “quanto mais ele tenta se explicar, mais se complica. Está muito claro que a cultura do estupro não escolhe classe social e precisa de um combate mais efetivo com um amplo trabalho de educação de toda a sociedade”.

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    Enquanto Ivânia ressalta a complexidade do tema. “Todas essas expressões e violências dos últimos dias estão intrinsicamente ligadas ao regime de exceção que estamos vivendo”, diz. “O que esperar de um governo composto por homens, brancos, ricos e defensores desse nível de posicionamento?”

    Para ela, os projetos do governo golpista e os em tramitação no Congresso Nacional que retiram direitos da classe trabalhadora e, essencialmente das mulheres “incitam essas posturas, a violência,a misoginia e empobrece a vida de todos e todas, porque nos joga na barbárie”.

    Gicélia afirma que “a visão de que o afastamento da presidenta Dilma, deixou as mulheres sem proteção parece ter reacendido uma vontade de vingança contra as conquistas que tivemos e contra os espaços que conquistamos”.

    “Aflora também um sentimento de impunidade com o recente corte de mais de R$ 12 milhões da já enfraquecida Secretaria de Políticas para as Mulheres”, afirma Ivânia. Além disso, diz ela, “a mídia reforça a cultura do estupro quando mostra a mulher como objeto”.

    Ouça o áudio abaixo:

    De acordo com a reportagem da BBC Brasil, o Ministério Público do Rio instaurou procedimento para apurar a conduta de Joppert e que ele foi afastado cautelarmente da banca examinadora até que tudo se resolva.

    Mesmo com os pedidos de desculpas feitos por Joppert, a antropóloga Jacqueline Muniz, professora da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, acredita que ele “incitou mais uma vez a prática de estupro, portanto é chocante que isso venha de segmentos do Ministério Público que representam a sociedade. É como se a atitude dele fosse duplamente violenta: ela por si mesmo reitera a lógica da cultura do estupro, e a outra pela posição que a pessoa ocupa, certamente fere decoro e ética de sua função".

    Ivânia acentua que a questão colocada pelo promotor “da forma como foi feita se iguala à fala do deputado Bolsonaro (Jair) quando disse à deputada Maria do Rosário que não a estupraria por ela ser feia. É a mesma ideia absurda de que a mulher é propriedade dos homens”.

    De acordo com ela, “inclusive a Justiça começa a tomar como verdade o não direito, a não cidadania e o não respeito aos direitos mais elementares da pessoa humana”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da prefeitura de São Paulo convidam para o seminário Diálogos sobre o Mundo do Trabalho: o Impacto das Reformas na Vida das Mulheres nesta quinta-feira (8), na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo (rua São Bento, 413).

    “Esse evento já ocorre há 3 anos como forma de a SPM dialogar com as centrais sindicais, principalmente porque as munícipes, em sua maioria, são trabalhadoras e a prefeitura precisa conhecer as cidadãs para formular políticas públicas que contemplem seus anseios”, diz Maria Cristina Corral, coordenadora de Autonomia Econômica da SPM.

    Já Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) acredita que o tema deste ano é muito pertinente porque “as reformas dos golpistas prejudicam as mulheres de maneira contundente”.

    Para a sindicalista, que representa a CTB no FNMT em São Paulo, argumenta ainda que esses projetos afetam diretamente a vida das mulheres, porque “toda crise incide principalmente sobre nós que somos as primeiras a perder o emprego e as últimas a se recolocar”.

    A secretária de Políticas para as Mulheres, Denise Mota Dau e a economista Marilane Teixeira serão as palestrantes desse evento que faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que se encerram no sábado (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    DIALOGOS com Centrais

    Serviço

    O que: Diálogos sobre o Mundo do Trabalho: o Impacto das Reformas na Vida das Mulheres
    Onde: Sindicato dos Bancários (rua São Bento, 413, centro, São Paulo)
    Quando: Quinta-feira (8), às 14h

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Na manhã desta terça-feira (30), as mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) realizaram uma plenária onde debateram a conjuntura nacional e internacional e as questões da mulher sindicalista.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, abriu os trabalhos lembrando dos desafios sas mulheres para atuar no movimento sindical. “Enfrentamos o machismo diariamente em casa, nas fábricas e nos sindicatos”, diz.

    Às 10h, a mesa, presidida por Bitencourt, foi formada por José Paulo Nobre, secretário-geral e Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP e a palestrante Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB nacional.

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    Arêas fez uma explanação sobre a conjuntura nacional e internacional e a dificuldade em se debater as questões de gênero em meio aos retrocessos pretendidos pelo governo de Michel Temer, instaurado em 2016, mesmo sem votos.

    Ela citou uma frase do pensador e revolucionário alemão Karl Marx (1818-1883), que define o pensamento da CTB. “A história da humanidade é a história da luta de classes”, afirmou Marx. A sindicalista lembrou também que as lutas específicas fazem parte da luta de classes.

    Relacionou ainda as mudanças no capital e as suas consequências no mundo do trabalho, ressaltando a predominância do sistema financeiro, que “não produz nada e quer lucro fácil, apenas investindo em papéis e explorando a classe trabalhadora”.

    Por isso, para ela, “o movimento sindical precisa buscar novas formas de atuação, principalmente para atrair as mulheres, maioria da população, e a juventude”. Principalmente, porque “vivemos um momento de resistência à ofensiva contra os nossos direitos”.

    Após a explanação de Arêas, foi a vez de Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Imprensa e Comunicação da CTB nacional, falar sobre a mulher sindicalista. “A sobrecarga de trabalho nos diferencia porque temos tripla jornada”, conta ela.

    “A mulher sindicalista exerce a sua função no mercado de trabalho, cuida da casa e dos filhos e ainda atua no movimento sindical”. Doquinha reforça a necessidade de se criar condições objetivas para atuação das mulheres.

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    “Somente dessa maneira poderemos ampliar a participação feminina no movimento sindical”, reforça. Justamente, porque “os homens não entendem a agenda da mulher sindicalista”. Ressalva, porém, um crescimento da participação das mulheres, mesmo com dificuldades.

    Para ela, a luta agora é por equidade na divisão de cargos. “As mulheres vêm se qualificando há tempos para ocupar cargos de maior relevância seja no mercado de trabalho, no país ou no movimento sindical”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), Gicélia Bitencourt, pede para você reservar um horário em sua agenda nesta terça-feira (30) para participar da Plenária de Mulheres da CTB-SP, das 10h às 13h.

    “Sabemos da importância de as mulheres se unirem para barrar os projetos do governo ilegítimo que retira nossas conquistas mais importantes”, ressalta Bitencourt. “Querem tirar nossa aposentadoria, nossas férias, nosso fim de semana, o 13º salário e o registro em carteira profissional”.

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    Além disso, diz a sindicalista maranhense, radicada em São Paulo, “nós trabalhamos mais, ganhamos menos, temos que cuidar de casa, dos filhos e enfrentamos uma onda de violência inconcebível em pleno século 21. É hora de tudo isso ter um basta”.

    De acordo com a cetebista, “as mulheres paulistas prometem permanecer nas ruas até a democracia ser restabelecida no país, com eleições diretas”. Ela assegura também que o “combate ao machismo se intensificará”.

    A Plenária de Mulheres da CTB-SP será na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), na avenida Tiradentes, 1.323, Ponte Pequena, capital paulista. Não perca!

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Uma boa notícia na véspera do grande ato “Fora Temer”, promovido pela Frente Povo Sem Medo, com ampla participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB): a presidenta Dilma ganhou direito de resposta contra a revista IstoÉ.

    A Justiça Cível de Brasília, concedeu direito de resposta para a presidenta Dilma contra o ataque misógino (ódio às mulheres) feita pela revista IstoÉ em 1º de abril (Dia da Mentira) com a chamada de capa “as explosões nervosas da presidente” (saiba mais aqui), informa o Portal Vermelho.

    A juíza  Débora Bergamasco afirma que o direito à informação “tem que ser guiado pela veracidade do conteúdo publicado”. Para ela, “o direito de resposta é pautado tanto pela ampla defesa quanto pelo direito público à informação verídica”.

    Dilma afirma que quando a mídia “distorce ou inventa fatos e ofende pessoalmente aqueles que acusa, incorre em crime contra a honra e, no limite, contra o Estado Democrático de Direito”.

    “Essa vitória não é apenas da presidenta Dilma contra uma agressão sofrida por um meio de comunicação que fez reportagem escondendo-se em supostas fontes que ninguém sabe quem são”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    “É uma importante vitória de todas as brasileiras atingidas em cheio por essa matéria carregada de rancor e ódio às mulheres”, complementa. “Espero que consigamos também desmitificar outras matérias tipo a “bela, recatada e do lar” (leia mais aqui).

    Os advogados da presidenta pretendem mover outras ações contra a revista IstoÉ, por novas publicações consideradas ofensivas contra a honra de Dilma e da família da presidenta, que foram alvo de duas outras reportagens publicadas em julho. Utilizando-se de ilações e factoides, a revista disse que a família de Dilma teria recebido ilegalmente segurança e carros, no que consistira um abuso.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP diz que “o direito de resposta deveria ter sido concedido já na semana seguinte à publicação infame”. Para ela, “nesses casos de ataque à honra de pessoas pela mídia a Justiça deveria agir com maior rapidez e rigidez”.

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    A presidenta Dilma reforça que o direito de resposta concedido pela Justiça não é uma vitória apenas dela, mas de toda a sociedade brasileira. Ângela Meyer, diretora de Comunicação da União da Juventude Socialista de São Paulo defende uma nova lei de mídia para coibir "ataques sem provas a pessoas".

    “Desde que assumiu o governo em janeiro de 2011, Dilma vem sofrendo ataques misóginos de uma imprensa sem nenhum compromisso com os fatos”, afirma Meyer. “E é uma luta desigual, pois a comunicação, no Brasil está nas mãos de meia dúzia de famílias, que monopolizam e desinformam a sociedade. Isso tem que mudar”.

    “A ‘reportagem’ de capa desta revista me ofende, sem dúvida, por me atribuir comportamento que não condiz com minha atitude pessoal e meu temperamento”, afirma Dilma, mas “estende a agressão a todas as mulheres brasileiras, guerreiras que, no seu dia a dia”.

    Já Pereira diz que a Justiça agora deve fiscalizar a consecução desse direito de resposta. “Como diz a sentença da juíza, a resposta tem que ter o mesmo espaço e a mesma publicidade do ataque sofrido pela presidenta”.

    Importante também ressaltar que a presidenta garante ao Brasil 247 que em sua volta ao governo pretende encaminhar um plebiscito sobre novas eleições para a Presidência da República, além de revogar todos os atos com retiradas de direitos feitos pelo desgoverno Temer.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy 

  • Paulo Rabello de Castro, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em entrevista ao jornal Valor Econômico, nesta quarta-feira (24) afirma que não há retomada na economia brasileira e com as denúncias contra o presidente ilegítimo Michel Temer, a situação tende a piorar.

    Para ele, o cenário econômico é “muito ruim”. E a situação pode piorar por causa das denúncias que afetam diretamente a figura de Temer e seu governo, o que abala a confiança do mercado, avalia Castro.

    Temer disse em março que “a inflação vai recuando em ritmo mais acelerado do que muitos previam e até mais do que eu imaginava, abaixo do teto da meta”. E sinalizou uma queda paulatina da taxa básica de juros, a Selic.Mas "insiste nas reformas trabalhista e previdenciária, destruindo os direitos da classe trabalhadora", diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    Já o presidente do IBGE vê sinais de aprofundamento da crise e descrédito no atual governo, o que pode levar a antecipação da eleição prevista para outubro de 2018. “Diante de tamanha hecatombe não se pode mais projetar 2018 como sendo ano eleitoral. Há uma hipótese de que a eleição possa vir a ser antecipada”.

    Nesta quarta-feira, mais de 150 mil pessoas marcharam em Brasília contra as reformas do “desgoverno” Temer, sob forte repressão. “As denúncias através de vazamento de áudios à imprensa deixaram o Temer ainda mais ilegítimo e a melhor solução para o país é diretas já”, afirma Bitencourt.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Divulgação

  • Em comemoração ao Dia da Trabalhadora Doméstica, que ocorre em 27 de abril, o Ministério do Trabalho e Previdência reuniu trabalhadoras e trabalhadores domésticos, em uma solenidade em São Paulo nesta sexta-feira (29), onde garantiu que vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta de ratificação da Convenção 189, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    O ministro Miguel Rossetto assegurou que o governo visa atender essa antiga reivindicação das trabalhadoras domésticas. A Convenção 189 regulamenta o trabalho doméstico, estendendo-lhes os direitos de toda a classe trabalhadora, de acordo com a legislação vigente em cada país.

    Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a secretária da Mulher da CTB-SP, Gicélia Bitencourt saudou o acontecimento e fez alusão também à Convenção 156 da OIT, que determina a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

    Além disso, ela afirmou que “o país vive um momento delicado em sua conjuntura política, mas uma ação dessa natureza serve para reforçar a pauta trabalhista, garantindo os direitos conquistados e proporcionando melhorias nas condições de trabalho das domésticas”.

    Ela também acredita que um evento desse porte “às vésperas do 1º de Maio, nesse momento de luta, colabora para aumentar a mobilização das trabalhadoras e trabalhadores para defender a democracia e as conquistas importantes para a vida de quem produz a riqueza deste país.

    Portal CTB

  • Realizado no sábado (30), em Mongaguá, litoral paulista, o 22º Preparatório para a Campanha Salarial, do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo. “Foi muito importante esse seminário e aproveitamos para atualizar a luta política por igualdade de gênero”, diz Gicélia Bitencourt, diretora da Mulher do sindicato.

    A sindicalista, que também é secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) explica que o seminário definiu:

    Para serem apresentadas às entidades sindicais, que fazem parte da Confederação nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Contricom)

    Participação feminina nas comissões para negociação coletiva do trabalho;

    Combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho;

    Valorização do trabalho da mulher;

    Igualdade de salários e oportunidades;

    Combate a toda forma de violência e discriminação contra a mulher;

    Combate ao racismo institucional e estrutural.

    A serem apresentadas ao Congresso Nacional:

    Redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução salarial;

    Ratificação da Convenção 156 da OIT;

    Regulamentação do Art. 239, parágrafo 4º da Constituição Federal Brasileira;

    Licença maternidade de 180 dias para a iniciativa privada;

    Aprovação da PL 6653/09;

    Imediata sanção do PL 130/11;

    Manutenção do vínculo trabalhista, para a mulher em situação de violência doméstica e familiar por até seis meses;

    Extinção do Fator Previdenciário;

    Regulamentação da Terceirização para atividades fins sem precarização dos direitos e condições de trabalho;

    A ser apresentada para o Ministério do Trabalho e Previdência Social:

    Revisão das normas de saúde e segurança para contemplar especificidades da atuação feminina no mercado de trabalho no ramo da construção, do mobiliário e da madeira.

    Abonar o dia ou hora que as trabalhadoras e trabalhadores compareceram a reuniões escolares de seus filhos, mediante comprovante de comparecimento.

    A ser apresentada para a Secretaria Nacional de Segurança Pública:

    Plantões nas delegacias de atendimento a mulheres nos finais de semana, com atendimento por pessoas capacitadas em todas formas de violência contra a mulher.

    A serem apresentada ao Ministério Educação:

    Creches com horários diferenciados para atender as especificidades das trabalhadoras.

    Implantação de profissionais: Assistentes Sociais, enfermeiras (os), e psicólogos nas escolas.

    Bitencourt acrescenta que aconteceram avanços importantes nas reivindicações sobre a paridade entre homens e mulheres. “Queremos acabar com a discriminação que as mulheres vêm sofrendo há décadas”, finaliza.

    Portal CTB com informações do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo

  • Vinicius Segalla e Gustavo Aranda entrevistaram para os Jornalistas Livres, Cleide Cruz, a caixa do supermercado Dia, que foi humilhada pelo então deputado federal e apresentador Celso Russomanno, 10 anos atrás, em uma reportagem sobre direitos do consumidor.

    Atualmente concorrendo à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Russomanno ameaçou, na reportagem, levar as duas funcionárias que tentavam contornar a situação à delegacia de polícia, caso não resolvessem a sua questão. Ele queria comprar uma unidade de alguns produto contidos em embalagens com mais unidades.

    Os repórteres contam que “Russomanno, publicou uma nota na imprensa afirmando que jamais ofendeu Cleide ou nenhum outro funcionário, e o vídeo que está circulando na rede é uma edição maldosa para fazer parecer que ele ofendera os funcionários” (confirme aqui).

    Cleide Cruz contra outra história. “Ele me humilhou, a mim e à subgerente. Por causa deste episódio, fui rebaixada de salário e transferida para uma unidade bem mais distante da minha casa”.

    Ela trabalhava na Vila Formosa, zona leste da capital paulista e foi transferida para Ferraz de Vasconcelos, na região de Mogi Mirim, distante pouco mais de 30 quilômetros da capital. “Inconcebível a atitude da direção dessa empresa. Tem uma funcionária humilhada publicamente e ainda a pune por isso”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A caixa humilhada conta que o novo local de trabalho foi uma punição para ela. “Completamente fora de mão para mim, foi um castigo. Houve mudança de carga horária e com isso eu tive uma redução salarial. É que o supervisor disse que eu conduzi mal o processo, que não soube lidar com a situação e acabei expondo o supermercado”.

    Ela conta ainda que procurou a produção do programa da TV Band, onde Russomanno trabalhava. “Então, eu liguei, para ver se ele podia ajudar, mas ele nem quis falar comigo. A produção disse que ele não poderia fazer nada, que ali no supermercado ele só estava fazendo seu trabalho”.

    E para piora a situação, Cruz foi demitida pelo supermercado Dia. “O fato mostra que a defesa dos direitos do consumidor feita pelo candidato-apresentador representa apenas um lado. Justamente contra os trabalhadores e trabalhadoras”, reforça Bitencourt.

    “No caso em questão, fica evidente o desrespeito que o senhor Russomanno teve para com Cleide Cruz. Tratou ela como se ela não fosse nada”. Afirma a sindicalista. A funcionário do supermercado conta em vídeo que tentou até fazer acordo com a empresa e a resposta que recebeu é que foi demitida porque não foi simpática.

    assista a entrevista de Cleide Cruz 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Repercute na internet o caso da tatuagem que o pedreiro Ronildo Moreira de Araújo e o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis fizeram na testa de um jovem de 17 anos, no dia 31 de maio, em um condomínio em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

    Inclusive a família do garoto alega que ele sofre transtornos mentais e estava desaparecido alguns dias. A polícia prendeu os dois acusados e registrou a ocorrência como tortura.

    “As pessoas estão longe de saber o que é Justiça”, define Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    Bitencourt afirma isso porque o jovem foi pego pelos dois agressores sob a suspeita de ter tentado roubar uma bicicleta. A punição tatuar em sua testa a frase “sou ladrão e vacilão”.

    Ao mesmo tempo em que a onda fascista vocifera sobre o acontecido, querendo mais vingança e mais punição, prolifera nas redes sociais uma forte onda de solidariedade. O Site www.vakinha.com.br já arrecadou mais que o dobro pretendido para a remoção de tão cruel tatuagem.

    A arrecadação foi organizada pelo grupo Afroguerrilha, que publicou em sua rede social: “Como disse aquele Jesus que muitos aí dizem seguir: ‘Quem nunca cometeu um erro, que atire a primeira pedra… Amai o outro como a ti mesmo’. Esse amor era um que transformava, não um que condenava. Você gostaria de ser torturado e ter seus (supostos) erros tatuados na sua testa?”.

    Faça a sua doação aqui.

    “As pessoas confundem punição e vingança com Justiça”, diz a dirigente da CTB-SP. “A função da Justiça é julgar e condenar se houver provas, tudo dentro da lei e da civilidade. O Estado tem que trabalhar para recuperar as pessoas e não apenas punir”, acentua.

    “É assustador a raiva nos comentários da vaquinha feita para auxiliar esse jovem na remoção da tatuagem. É assustador como o fascismo ganha forças em cima da vulnerabilidade de negros, pobres, doentes mentais, deficientes físicos, mulheres, e as pessoas defendem como sendo liberdade de expressão”, diz a ativista do movimento negro Stephanie Ribeiro.

    Mas circula também uma charge simbolizando o menino com a inscrição “Tortura não é Justiça”. Tortura é crime hediondo, de lesa a humanidade.

    Além de defender a atuação da Justiça pela prevalência dos Direitos Humanos e da vida civilizada, Bitencourt acredita na necessidade de se lutar por um sistema mais justo e menos desigual.

     Confira om texto do Afroguerrilha abaixo:

    “Vivemos numa sociedade extremamente desigual e querem resolver os problemas com brutalidade, em vez de investir em educação, em cultura, no esporte. Querem punir a juventude, em vez de criar-lhes oportunidades com liberdade, solidariedade e Justiça”, reforça a cetebista.

    “Mas a vaquinha feita para remover a tatuagem absurda no garoto, de apenas 17 anos, e supostamente com problemas mentais, mostra que nem tudo está perdido neste país. Há uma esperança e é essa esperança que nos move para a frente”, conclui.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Charge: Hiro


  • Eleito vereador pelo Democratas (DEM), em São Paulo, Fernando Silva Bispo, conhecido como Holiday, disse à TV Câmara (assista no final), nesta quarta-feira (4), que vai apresentar uma proposta para revogar o Dia da Consciência Negra, (20 de novembro) na maior cidade do país.

    Destacado integrante do fascista Movimento Brasil Livre (MBL), Holiday é negro, mas é também racista. “Desde que o golpe contra a presidenta Dilma foi consumado, a direita vem tentando barrar todas as conquistas do povo brasileiro”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    De acordo com Bitencourt, a elite nunca engoliu as políticas públicas com vistas a promover a igualdade racial no país. A começar por Zumbi dos Palmares, o homenageado do Dia Nacional da Consciência Negra, sendo reconhecido oficialmente como importante herói do povo brasileiro.

    “Estão acabando com as cotas raciais nas universidades, nos concursos públicos e dessa forma tiram as oportunidades de negros e negras melhorarem de vida.”, acentua. “Esse vereador, que é negro, trabalha para implantar a ideologia fascista no país”.

    "Vou ter propostas de várias frentes, algumas delas mais polêmicas, como propor o fim das cotas raciais em concursos públicos municipais em São Paulo. É um debate que há muito tempo venho encampando, contrário às cotas porque acredito que elas reforçam o machismo ao invés de ajudar os negros”, diz Holiday.

    Para Bitencourt, essa atitude não é novidade. “Desde a campanha pelo impeachment que o MBL vem pregando propostas racistas, sexistas e homofóbicas. O fascismo é o reverso da democracia e defende a supremacia de uma elite rica, branca, composta somente por homens”.

    Holiday também diz que vai combater o que chama de "vitimismo" para que qualquer pessoa, independentemente de raça, possa "alcançar o sucesso sem precisar de migalhas do Estado para isso".

    Já a dirigente da CTB-SP argumenta que o movimento sindical estará atento a essas demandas para se contrapor às propostas de retrocesso. “A CTB sempre defendeu a igualdade e vai continuar nessa luta até todos e todas terem as mesmas oportunidades”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Diário do Centro do Mundo

    Entrevista de Fernando Holiday à TV Câmara: