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Sex, Abr

Golpe no Brasil;

  • Após afastamento de Dilma, Equador anuncia que vai chamar de volta o seu embaixador no Brasil

    O presidente do Equador, Rafael Correa, assim como seu homólogo boliviano, Evo Morales, expressou, nesta quarta-feira (31), sua solidariedade com a presidenta brasileira Dilma Rousseff que sofreu um impeachment, mesmo sem ter nenhum crime comprovado contra ela. 

    Leia também: Se impeachment for aprovado, Evo Morales diz que vai retirar embaixador do Brasil

    Em seu twitter, Correa disse que vai retirar o embaixador do país no Brasil, a medida é um dos mais graves gestos da diplomacia.

    “Destituíram Dilma. Uma apologia ao abuso e a traição. Retiraremos nosso encarregado da embaixada. Jamais honraremos essas práticas, que nos lembram as horas mais obscuras de nossa América. Toda nossa solidariedade com a companheira Dilma, Lula e com todo o povo brasileiro. Até a vitória sempre”, diz Correa em sua página oficial na rede social. 

  • CTB convoca classe trabalhadora para ocupar as ruas neste domingo (4)

    As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, organizações que reúnem diversos movimentos sociais entre eles a CTB, farão um ato no próximo domingo (4) em São Paulo para, mais uma vez, denunciar o golpe contra a democracia do país, que afastou a presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff.

    Leia também: Na noite da posse de Temer, a ordem foi soltar tiro, porrada e bomba nos manifestantes

    Segundo o secretário de Políticas Sociais da central, Rogério Nunes, o protesto também será contra a “truculência da polícia militar que reprimiu violentamente os cerca de 20 mil manifestantes que saíram às ruas, na noite da última quarta-feira (31), em repúdio ao governo golpista de Temer Golpista”, afirmou o sindicalista.

    Rogério afirmou que o momento é de resistência e unidade da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e de toda a população em defesa da democracia.

    Deborah Fabri, que participou da manifestação, perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingida “ou por estilhaços de bombas ou por bala de borracha”, que foram lançadas pelos policiais, segundo as testemunhas.

    “A CTB convoca os trabalhadores e trabalhadoras para se solidarizarem com os manifestantes”, disse. Segundo ele, esta repressão contra a população “foi uma ação covarde desta polícia fascista do estado de São Paulo que não tem compromisso nenhum com a democracia”, argumentou Rogério.

    A atividade será a partir das 15 horas, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. Confirme sua participação no evento do facebook e convide amigos.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Governos e organizações da América Latina condenam golpe no Brasil

    Com a confirmação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na última quarta-feira (31), diversos países da América Latina e Caribe expressaram seu apoio à democracia e repudiaram o golpe.

    Equador, Bolívia e Venezuela anunciaram que vão chamar para consultas o embaixador de seus respectivos países do Brasil, a medida é considerada um dos mais graves gestos da diplomacia.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ainda que irá congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo brasileiro. Em resposta, o Itamaraty chamou para consultas o embaixador brasileiro em Caracas, Ruy Pereira e anunciou que irá chamar de volta os diplomatas em La Paz e Quito.

    Em nota, o órgão condenou a posição de Cuba que também divulgou um comunicado rechaçando “energicamente o golpe de Estado” cometido no Brasil e contra a presidenta (leia aqui em espanhol). 

    A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, lamentou, em seu twitter, que a América do Sul esteja de novo sob domínio da extrema direita. E manifestou solidariedade, dizendo: “Nosso coração está junto ao povo brasileiro, Dilma Rousseff, Lula e os companheiros do PT”. 

    A Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (Fmln) de El Salvador denunciou que “é um retrocesso antidemocrático, articulado e dirigido por obscuros setores da oligarquia”, diz o comunicado da organização (leia aqui em espanhol)

    Já a central sindical uruguaia PIT-CNT, realizou um ato em repúdio ao impeachment que teve a participação do ex-presidente, José Mujica, que afirmou “O que houve no Brasil foi um golpe de Estado. Coloquem o nome que quiserem, mas é assim”, assegurou Mujica.

    O secretário-geral da organização, Marcelo Abdala, disse que a destituição de Dilma foi “obra de corruptos que acusam politicamente Dilma, sem argumento, sem crime cometido”, expressou o sindicalista.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Movimentos sociais denunciarão Polícia Militar de São Paulo à OEA

    Representantes dos movimentos sociais, entre eles a CTB, acompanhados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concederam uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (5), no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para denunciar a ação truculenta da polícia militar (PM) contra manifestantes e jornalistas desde que o governo Temer Golpista assumiu o comando do país.

    Os parlamentares, que participaram do ato contra o golpe realizado no domingo (4) e que reuniu mais de 100 mil, mostraram sua indignação com a ação violenta da polícia que partiu para cima da população que protestava pacificamente já no fim do percurso, no Largo da Batata, disparando bombas. O ex-ministro Roberto Amaral chegou a ser atingido no braço por estilhaços.

    “Queremos proteção da polícia e o direito à manifestação do pensamento”, expressou Teixeira. O secretário de Políticas Sociais da CTB e integrante da frente Povo Sem Medo, Rogério Nunes, concorda: “É injustificável que o governador do Estado [Geraldo Alckmin] em consonância com o Ministro da Justiça [Alexandre de Moraes] aja com violência contra a população. Reiteramos nossa indignação”, expressou o sindicalista.

    Na oportunidade, Lindbergh informou que entrará com uma representação na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a atuação da PM. Ele ainda lembrou da violência contra os profissionais da comunicação. O fotógrafo Sérgio Silva ficou cego após ser atingido por uma bala de borrachadurante protesto do Passe Livre em 2013 e foi considerado culpado por estar na linha de tiro. “Temos que falar para o Brasil e para o mundo que os jornalistas também estão sendo vítimas. Isso não é normal”, disse.

    Outra denúncia realizada durante a coletiva foi da prisão de 26 jovens, antes da manifestação de domingo começar, sob a acusação de que “pretendiam praticar atos de violência” por portarem gazes, curativos, vinagre e máscaras de proteção eles foram encaminhados ao Deic (Departamento De Investigações Sobre Crime Organizado).

    O ex-senador Eduardo Suplicy leu uma carta assinada por ele e mais dois parlamentares e enviada ao governador e ao secretário de segurança do estado na qual afirma: “Consideramos um exagero a conclusão dos delegados de que aqueles jovens iriam participar de ações violentas no protesto (...) pois a manifestação foi inteiramente pacífica e aqueles jovens nos asseguraram que se tivessem a oportunidade de participar da manifestação também teriam agido pacificamente”, diz o documento.

    Os adultos detidos participam, nesta segunda (5), de uma audiência de custódia no Fórum da Barra Funda e os adolescentes no Fórum da Infância e Juventude do Brás. Os próximos atos organizados pelas frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM) ocorrerão nos dias 7 e 8 de setembro. “Vamos dar uma aula de democracia para esse governo ilegítimo”, afirmou Edson Carneiro Índio, que também representou a FPSM. Lideranças da FBP reforçaram a convocatória para os próximos atos. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Seis países deixam assembleia da ONU durante discurso de Temer

    O presidente ilegítimo do Brasil, Michel Temer, enfrentou um protesto durante seu discurso na abertura da 71ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA), nesta terça-feira (20), quando delegações de seis países latino-americanos deixaram o auditório, após ele ser anunciado. (Confira vídeo abaixo):

     

    Rejeição a Temer no continente americano é de 86%, indica empresa mexicana

    A atitude de representantes do Equador, Costa Rica, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua evidenciam o rechaço da comunidade internacional contra o mandato inconstitucional de Temer, que chegou à presidência sem nenhum voto, após golpe paramentar.

    Desde que o afastamento da presidenta Dilma Rousseff foi aprovado, artistas, intelectuais, partidos políticos, movimentos sociais, entre eles a CTB, têm denunciado para o mundo este ataque contra a democracia do país e suas consequências para a classe trabalhadora.

    O início dos pronunciamentos na Assembleia Geral das Nações Unidas por um brasileiro ocorre desde 1947, seguindo a tradição do encontro. Temer também enfrentou protestos ao chegar no hotel em que está hospedado para o evento.  

    Portal CTB 

     

  • Um dia após impeachment, Temer inicia desmonte da EBC

    O primeiro ato oficial de Michel Temer na presidência em relação às políticas de comunicação é alarmante: nesta quinta-feira (1), o novo governo praticamente decretou o desmonte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Além de interferir na direção da EBC de forma definitiva, ao arrepio da lei, Temer também extinguiu o Conselho Curador da Empresa.

    A Medida Provisória foi publicada no Diário Oficial da União, passando a valer imediatamente. Objeto de polêmica e único revés judicial sofrido por Temer no período em que foi presidente interino, a ingerência na presidência da EBC voltou a ocorrer, com a exoneração do jornalista Ricardo Mello e a nomeação de Laerte Rímoli, profissional ligado a Globo, a Eduardo Cunha e que já foi assessor de Aécio Neves.

    Em maio, Temer já havia feito a mesma operação. No dia 2 de junho, porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deferiu liminar devolvendo o cargo a Ricardo Mello. Vale lembrar que o mandato de quatro anos não consiste em um cargo de confiança justamente para garantir autonomia e independência da comunicação pública em relação aos governos e aos períodos de transição.

    “Já sabíamos que Temer apenas aguardava a votação do impeachment de Dilma Rousseff para iniciar esse processo de desmanche”, avalia Renata Mielli, Secretária-Geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

    Sociedade civil rechaça nas redes o ataque à EBCSociedade civil rechaça nas redes o ataque à EBC“Algumas das vítimas do golpe em curso no Brasil são a liberdade de expressão, a participação social e a luta por uma mídia com mais diversidade e pluralidade”, acrescenta Mielli. “Não aceitaremos isso de forma passiva. Vamos buscar nossos direitos, como cidadãos, de garantir a manutenção de uma comunicação verdadeiramente pública, com participação social. Vamos recorrer da maneira que for possível e denunciar internacionalmente esse ataque”.

    Em debate no Barão de Itararé, na ocasião das primeiras sinalizações de ataque à EBC por parte do então presidente interino, Franklin Martins opinou ser “sintomático que um sujeito entronizado no poder por um golpe ataque a comunicação pública com tamanho violência e urgência”.

    Um dos responsáveis pela implementação da EBC em 2007, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) avalia: “Por um lado, foi um recado do governo provisório ao seu grande aliado e porta-voz do golpe, que é o monopólio da mídia. Por outro, também escancara um incômodo profundo dos golpistas com vozes dissonantes na comunicação brasileira”.

    No mesmo debate, a ex-presidenta da EBC Tereza Cruvinel disparou: “Todo governo autoritário começa por calar a divergência e isso explica o ataque à EBC”. A jornalista chegou a publicar, em seu blog, uma carta aberta endereçada a Temer, recordando o então presidente interino de que ele havia assinado a lei que criava a EBC e estabelecia regras para garantir a sua autonomia.

    “Sob o discurso de ‘atacar o partidarismo e o aparelhamento’, o governo ilegítimo de Temer retira os principais mecanismos que protegiam a empresa, com todos os seus defeitos e limites, deste mesmo partidarismo e aparelhamento pelo governo”, opina Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF e trabalhador da Empresa Brasil de Comunicação

    “A MP escancara o que o governo Temer queria: extirpar o diretor-presidente indicado na época de Dilma Rousseff, acabar com a participação social e atacar os instrumentos concretos que configuravam o seu caráter público”, avalia. “Na prática, a MP abre a porteira para a EBC voltar a fazer comunicação governamental”.

    A sociedade civil, reunida na Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, chamou ato para esta sexta-feira (2), às 14h, em frente à sede da Empresa.

    Saiba o que determina a MP de Temer contra a comunicação pública:

    - Extingue o Conselho Curador, acabando com o espaço de participação da sociedade civil;

    - Acaba com o mandato do diretor-presidente, que só podia sair por dois votos de desconfiança do Conselho Curador, tornando o cargo suscetível à exoneração e nomeação da Presidência;

    - Exclui o artigo que reafirma a autonomia da EBC em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão;

    - Deforma o Conselho de Administração, incluindo mais representantes do governo (Ministérios da Educação e da Cultura)

    Por Felipe Bianchi, no Barão de Itararé