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  • “Greve dos petroleiros não é econômica, é uma defesa do Brasil”, explica Divanilton Pereira

    No terceiro dia da greve nacional dos petroleiros, a mobilização em defesa da Petrobras demonstra força crescente. Essa é a avaliação do secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que participou de uma reunião do comitê da greve no Sindicato dos Petroleiros de São Paulo nesta terça-feira (3). Reunido com outros trabalhadores do setor, Divanilton dialogou com os movimentos sociais da capital paulista para pedir apoio.

    “Essa greve não se refere a uma questão econômica, é uma defesa da Petrobras e seus investimentos. É uma pauta em defesa do Brasil. O novo plano de negócios que a Petrobras definiu retira mais de R$ 500 bilhões de investimento até 2019, e isso tem um impacto na economia de quase 1,5% do PIB brasileiro. Os terceirizados estão sendo demitidos, os cortes de investimentos prejudicam as atividades, tem gente desembarcando por conta de plataformas desativadas, a indústria naval está rompendo contratos”, explicou a dirigente cetebista. “A velocidade da adesão a essa greve tem sido maior que a de todas as outras, nós observamos aqui, justamente por ser uma luta contra algo concreto”, completou.

    A mobilização dos trabalhadores já atinge todo o país. Apenas no Rio de Janeiro, onde é produzido 80% do petróleo nacional, 45 plataformas já aderiram ao movimento, além das refinarias, e há operações parecidas na Bahia, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A tabela ao final do texto detalha o progresso da greve.

    Corte de investimentos 

    Depois de mais de 100 dias em silêncio, os representantes da Petrobras não se manifestaram sobre o manifesto de seus trabalhadores, contrários ao ajuste draconiano que a empresa detalhou em seu Plano de Negócios e Gestão (PNG). Para agravar a situação, não compareceram à reunião organizada pelo Ministério Público do Trabalho - algo que foi encarado como uma afronta pela Federação Única dos Petroleiros, e que foi o estopim da paralisação. "A ausência da empresa reflete o desinteresse em buscar uma solução negociada no que diz respeito às questões levantadas pela Federação e principalmente sobre o regramento da greve", ressaltou o MPT na ata da audiência.

    “Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos impactam o desenvolvimento e a soberania nacional. Segundo estudos do próprio governo, para cada R$ 1 bilhão que a Petrobrás deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões. Se o PNG não for alterado, a estimativa é de 20 milhões de empregos deixarão de ser gerados até 2019”, dizia o relatório da FUP, ignorado pela empresa e pelo governo.

    Apesar de reconhecerem a dificuldade imposta pela queda no preço do petróleo mundo afora, os petroleiros oferecem uma proposta alternativa que sugere alongar a dívida da Petrobras, com compensações no longo prazo, para preservar o plano de investimento da empresa e desenvolvimento nacional.

    O documento sugere também que o governo aproveite o momento de queda no valor das ações da Petrobras para fechar seu capital, troque dívidas em dólares por reais e utilize a logística e a infraestrutura já disponível para gerar valor imediato. Cita como exemplo a instalação de cabos de fibra ótica nas faixas de dutos, por exemplo, para explorar comercialmente os dutos de mais maneiras.

    Quadro atualizado da greve

    Norte Fluminense

    Adesão de  41 plataformas, sendo que 25 estão totalmente paradas. Além disso, oito plataformas estão com restrição de produção e outras oito foram passadas para as equipes de "pelegos". Cerca de 400 a 450 mil barris deixaram de ser produzidos. No Terminal de Cabiúnas, não há rendição de turno.

    Bahia

    RLAM e terminais da Transpetro sem troca de turno. Fafen parada, Termoelétrica e PBio, sem trocas de turno. Campos de produção terrestre também na greve, com algumas unidades completamente paralisadas.

    Espírito Santo                                                                                 

    Operação do Terminal Aquaviário de Vitória está paralisada. No Terminal de Barra do Riacho, foi suspenso o recebimento de gás e o navio que está atracado no TABR não será operado. A P-58 está com 50% da produção reduzida, os trabalhadores desembarcaram e foram substituídos pela equipe de contingência.  Na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), os operadores entregaram a unidade para a supervisão.  No Terminal Norte Capixaba, a unidade também foi entregue ao gerente e aos supervisores.

    Rio Grande do Norte

    nas plataformas marítimas, a produção foi interrompida em 13 unidades. Os trabalhadores dos campos de produção terrestre também aderiram à greve. As unidades do Pólo de Guamaré estão sem troca de turno. A Refinaria Clara Camarão está com a produção parada.

    São Paulo

    Na Recap e na Replan, a greve está com 100% de adesão dos trabalhadores do turno. Ambas as refinarias foram entregues para as equipes de contingência.

    Duque de Caxias

    A REDUC e a Termoelétrica permanecem sem troca de turnos. A Petrobrás continua impedindo a presença das direções sindicais dentro das unidades.

    Minas Gerais

    Na Regap e na Termoelétrica, os trabalhadores não estão realizando a troca de turno.

    Pernambuco e Paraíba

    Os trabalhadores do Terminal da Transpetro em Suape e da Refinaria Abreu e Lima continuam cortando a rendição dos turnos.

    Amazonas

    A Reman e os Terminais de Coari e Solimões permanecem sem troca de turno.

    Ceará

    Lubnor segue sem rendição de turno. Em Paracuru e na Usina de Biodiesel, os trabalhadores sendo mantidos em cárcere privado.

    Rio Grande do Sul

    Refap, Terminal de Rio Grande e a Termoelétrica Sepé Tiaraju seguem sem trocas de turno.

    Paraná e Santa Catarina

    Na Repar e na Usina do Xisto (SIX), não há troca de turno e as unidades foram entregues às equipes de contingência. Na Fafen, a greve a produção da unidade está paralisada.

     

    Portal CTB, com informações da FUP

  • 10 mil pessoas fazem passeata em Porto Velho

    São 10 mil pessoas que caminham por Porto Velho, capital de Rondônia, contra as reformas trabalhista e previdenciária de Michel Temer. O ato saiu partir de três diferentes concentrações: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação; a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários; e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontraram na Av. 7 de Setembro, de onde seguem para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto em discurso.

    O presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, acompanha a atividade e é uma das lideranças. "Nós estivemos na organização disso aqui, e considero que a CTB recuperou o protagonismo neste processo", avaliou. As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB).

    Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

  • 17 entidades internacionais já emitiram nota de apoio à greve geral desta sexta-feira

    A classe trabalhadora parou o Brasil nesta sexta-feira (28), e o protesto contra os retrocessos do governo Temer chegaram aos ouvidos de todo o mundo. Com ampla adesão, a greve geral está sendo aplaudida por ao menos 17 entidades internacionais.

    Cinco desses comunicados o Portal CTB já publicou aqui, mais cedo. Abaixo está uma lista atualizada das organizações que manifestaram saudações formais às paralisações contra a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, recebidas até às 15h30 de hoje. Confira:

    • Federaçao Sinidcal Mundial (FSM);
    • Encontro Sindical Nossa América (ESNA);
    • (Portugal) Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (Intersindical Nacional);
    • (Portugal) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Publicas, Concessionárias e Afins;
    • (Portugal) SITAVA – Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos;
    • (Uruguai) PIT CNT;
    • (Argentina) Federação Latino-americana para a educação e a cultura (FLATEC);
    • (Argentina) CTA dos Trabalhadores;
    • (Cuba) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção;
    • (Panamá) Central Nacional dos Trabalhadores do Panamá;
    • (Africa do Sul) Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Saúde Educação e Afins (NEHAWU);
    • (Chipre) Federação de Trabalhadores do Chipre;
    • (Grecia) Frente Militante dos Trabalhadores da Grecia (PAME);
    • (Haiti) Coalisão Nacional dos Sindicatos do Haiti;
    • (Uganda) Sindicato de base dos trabalhadores agrícolas de Uganda;
    • (Pais Basco) LAB;
    • (Mexico) Nova Central dos Trabalhadores do México.

    Portal CTB

  • 200 mil comemoram 1º de Maio em SP; centrais falam em nova greve e ocupação de Brasília

    O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  • 32 museus de São Paulo paralisaram as atividades no 28 de Abril; veja a lista

    Ao menos 32 museus e instituições de cultura de São Paulo paralisaram suas atividades em decorrência da greve geral da última sexta-feira, 28 de abril. Na lista abaixo, aparecerem todas as entidades que aderiram à greve total ou parcialmente, por decisão das trabalhadoras e trabalhadores reunidos em assembleias locais, e não o posicionamento institucional.

    O Museu da Casa Brasileira funcionou, mas parte de seus funcionários aderiu à greve. A decisão sobre a adesão é a orientada pelo Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais no Estado de São Paulo (Senalba-SP), cuja nota oficial você pode ler aqui.

    Abaixo, segue a lista de todos os locais paralisados:

    • Museu da Imigração;
    • Museu Lasar Segall;
    • Museu da Imaginação;
    • Museu do Café;
    • Museu da Cidade;
    • Museu Afro Brasil;
    • MASP;
    • Caixa Cultural;
    • Museu de Arte Sacra;
    • Itinerância da 32ª Bienal de Arte de São Paulo;
    • Museu da Pessoa;
    • Memorial da Resistência;
    • Rede Museu da Energia;
    • Fundação Ema Klabin;
    • SESC Pompeia (educadores terceirizados);
    • SESC Ipiranga (educadores terceirizados);
    • SESC Campinas (educativo fixo e terceirizados da itinerância 32ª Bienal de Arte de São Paulo);
    • SESC Santos;
    • SESC Belenzinho (Educativo da Itinerância 13ª Bienal Naïfs do Brasil);
    • SESC São Carlos;
    • SESC Interlagos;
    • Centro de Pesquisa e Referência - SESC;
    • MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia);
    • Pinacoteca do Estado;
    • Museu do Ipiranga;
    • Museu da Imagem e do Som;.
    • Instituto Tomie Ohtake;
    • Memorial da Inclusão;
    • Instituto Itaú Cultural;
    • Pinacoteca do Estado de São Paulo;
    • Espaço Cultural Porto Seguro.

    Portal CTB

  • 7 centrais sindicais estão envolvidas nas manifestações do dia 28 no Mato Grosso

    Múltiplas categorias de trabalhadores mato grossenses estão aderindo às paralisações do 28 de abril, principalmente na Educação Pública, nos Bancários, entre os Rurais, os Transportes e os servidores de diferentes esferas do Judiciário. No total, entre 40 e 50 sindicatos já declararam apoio à greve. Entre eles, estão representadas 7 centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central, Conlutas e Intersindical). A categoria mais mobilizada é a dos servidores públicos estaduais, com 15 sindicatos alinhados.

    Quem informa o estado da mobilização é a presidenta da CTB-MT, Nara Teixeira.

    Os planos de paralisação no estado do Mato Grosso envolvem primariamente o congelamento do transporte público em Cuiabá, mas haverá greves também nos bancos e nos serviços de segurança privada. Para além disso, haverá panfletagem em várias cidades, e o ato principal da capital será realizado às 15h, na Praça Ipiranga. Depois das falas das lideranças, os manifestantes seguirão em passeata.

    Portal CTB

  • A greve dos diplomatas brasileiros já dura 40 dias, mas a imprensa finge que ela não existe

    Já faz 40 dias que os funcionários da diplomacia brasileira estão de greve. 40 dias em que atividades como emissão de passaportes, atendimento ao público em território estrangeiro e emissão de certidões estão sendo atrasadas como forma de protesto.

    Sob qualquer presidência petista, a paralisação já teria virado um escândalo e uma crise internacional, explorada no Jornal Nacional todas as noites. Como o Ministério das Relações Exteriores é comandado por José Serra (PSDB), no entanto, quase não há menção ao tema - mesmo diante das acusações de práticas antissidincais e intimidação que o Sindicato Nacional dos Servidores das Relações Exteriores (Sinditamaraty) vem divulgando.

    “Desde a deflagração da greve, não houve, por parte da Administração do Itamaraty ou de outros órgãos do Governo Federal, ações que sinalizassem a disposição de negociar uma solução para o pleito da categoria. No documento [enviado], o SINDITAMARATY pede que o MRE se abstenha de qualquer medida que venha a causar prejuízos administrativos, funcionais e financeiros aos grevistas sem negociar”, explica uma publicação no site da entidade, que também disponibiliza a versão integral do documento enviado a Serra.

    A paralisação começou no dia 22 de agosto e foi crescendo desde então, sem qualquer atitude relevante por parte de Serra para resolvê-la. Esta semana, atingiu 112 repartições diplomáticas em todo o mundo, levando caos ao serviço consular de dezenas de países. No dia 21 de setembro, durante a abertura da ONU em Nova Iorque, os diplomatas da região chegaram a fazer uma manifestação contra a falta de diálogo do governo Temer, e entregaram uma carta a Serra. Ele ignorou o gesto.

    Reivindicações e proteção do STJ

    Os grevistas exigem a equiparação salarial da carreira dos funcionários da chancelaria com as demais carreiras de Estado (como Polícia Federal, Receita, Tesouro Nacional, etc). Isso significaria um reajuste de cerca de 30% nos salários e um novo regime de carreira. Além disso, pede a regulamentação dos serviços de plantão, a aprovação de uma indenização de residência e um melhor serviço de proteção contra o assédio moral.

    Com as dificuldades de negociação, no entanto, a greve continua, especialmente depois das ameaças de corte salarial e processo administrativo feitas por Serra. A briga chegou inclusive ao Superior Tribunal de Justiça, que decidiu que o Itamaraty não poderia fazer nenhum desconto na remuneração dos servidores enquanto resistisse às negociações. A decisão da deu força e legitimidade à paralisação.

    Portal CTB

  • Adilson Araújo: Solidariedade aos que lutam por justiça e pelo Brasil

    Desde o dia 31 de julho sete companheiros e companheiras realizam protesto, com greve de fome, exigindo que Supremo Tribunal Federal (STF) ponha em discussão as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), que questionam a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

    Esses lutadores e lutadoras completam 21 dias sem comer, um sacrifício pela Democracia e contra, não só a prisão do ex-presidente Lula - fruto de um processo viciado e sem provas -, mas também contra tudo que se instalou no Brasil após o golpe de 2016.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se soma aos milhares de brasileiros e brasileiras que acompanham essa jornada de luta e reitera seu compromisso incansável em defender a Democracia, lutar contra o desmonte do Estado e a retirada de direitos.

    Também nos somamos aos que exigem que o STF discuta as ADCs, não só para reverter as arbitrariedades pós-golpe de 2016, mas, sobretudo, para reconduzir o país aos rumos do desenvolvimento, com valorização do trabalho e distribuição da renda.

    Pela democracia e a justiça no Brasil, lutaremos!

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

  • APLB-Sindicato realiza ato para conscientizar população sobre a luta dos trabalhadores em Educação

    Os trabalhadores e trabalhadoras em Educação do município de Salvador realizaram mais uma manifestação vitoriosa na manhã desta quarta-feira, 19, em frente à Secretaria Municipal da Educação (SMED). O ato, liderado pela APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, fez parte da agenda da paralisação de 48 horas, que mobilizou a categoria para a luta por melhores condições de trabalho e por uma escola pública de qualidade. A programação segue até esta quinta, 20, quando serão realizados protestos na Praça Cairu (às 8h) e no Campo Grande (às 15h).

    O protesto foi marcado pela participação de centenas de trabalhadores, com o bloqueio das faixas da avenida Garibaldi de forma alternada e a distribuição de cartas aos motoristas e pedestres que trafegavam pela região. Além disto, o coro foi reforçado pela percussão da banda Tambores de Búzios, além de cartazes com fotos das escolas, faixas, apitos e um ato simbólico com a amarração de fitinhas do Bonfim no gradil da SMED.

    "A nossa luta é justa e legítima, porque não é só por salário, mas pela valorização dos trabalhadores e por educação pública de qualidade, que não é oferecida. Basta ir às escolas do município para confirmar a veracidade do que a gente fala. Nós não somos donos de canal de TV, mas estamos nas ruas, dizendo à população qual é a nossa luta. A nossa reivindicação principal é esta, contra a retirada dos nossos direitos. O prefeito congelou o salário dos servidores e não cumpre a lei, pois nós temos o Plano de Carreira, cujos direitos conquistados não são garantidos”, enfatiza a diretora da APLB, Elza Melo.

    A SMED é do povo!

    Durante o ato, a diretoria da APLB-Sindicato convocou os participantes para entregarem as cartas aos colegas que trabalham dentro a SMED. Entretanto, a categoria foi impedida de entrar no prédio por agentes do Grupamento de Rondas da Capital (Rondac), divisão da Guarda Municipal de Salvador. Vale ressaltar que a sede da SMED é um prédio público, um patrimônio que pertence à população de Salvador e não ao prefeito ACM Neto ou à secretária de Educação.

    O bloqueio do prédio é uma afronta à democracia, visto que os trabalhadores em Educação de Salvador não são baderneiros ou vândalos. O objetivo da ação era apenas informar os colegas da secretaria sobre a luta da categoria. A APLB, como legítima representantes dos trabalhadores, não aceitou a proposta de liberação de apenas 10 pessoas para entrarem no prédio, uma vez que permanecemos unidos em todos os atos a favor dos nossos direitos.

    A manifestação na SMED foi uma das ações aprovadas em assembleia da categoria realizada na manhã desta terça-feira, 18, no Ginásio dos Bancários, seguida por uma caminhada até a Praça Municipal.

    Confira o que foi aprovado durante a assembleia:

    - Manter a rejeição à proposta de reajuste zero do Executivo Municipal;
    - Realizar caminhada até a Praça Municipal após a assembleia;
    - Manter o estado de greve;
    - Realizar paralisação “Esquenta Greve” de 48 horas nos dias 19 e 20 de julho, com as seguintes atividades:- Quarta-feira, 19 de julho, às 8h: Manifestação em frente à SMED, na avenida Garibaldi;
    - Quinta-feira, 20 de julho:
       Às 8h: Manifestação na Praça Cairu (Comércio)
      Às 15h: Caminhada do Campo Grande à praça Municipal, com centrais sindicais e Frente Brasil popular
    - Realizar outras atividades de mobilização, entre elas:
    – Carreata a ser realizada em um dia de domingo;
    – Feira de Denúncias no Dique do Tororó, a ser realizada em um sábado;
    – Utilizar as rádios comunitárias, solicitando espaço para falar com a comunidade;
    – Realizar reuniões com associações de bairros;
    – Realizar aulas de cidadania com a comunidade escolar.

    Saiba mais
    ESQUENTA GREVE: Trabalhadores em Educação do município de Salvador paralisam atividades por 48 horas

    Fonte: Assessoria de Imprensa - APLB-Sindicato

  • Após 17 dias de greve, prefeitura de Divinópolis-MG se compromete a pagar atrasados

    Após 17 dias de greve dos trabalhadores da educação, a prefeitura de Divinópolis se comprometeu a pagar os salários atrasados referentes aos meses de setembro e outubro, bem como dos meses de novembro, dezembro e o 13º salário. Essa decisão veio após a assinatura de um termo de conciliação entre a prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Municipal de Divinópolis (Sintemmd).

    Diante dessa garantia, os trabalhadores, 1.910 profissionais entre professores(as), secretários(as) e auxiliares, voltam ao trabalho nesta quinta-feira (06/12).

    Segundo o presidente do Sintemmd, Rodrigo Rodrigues Ferreira, essa foi uma importante vitória da categoria.

    “Tivemos a participação de 100% dos trabalhadores no movimento grevista. Graças a essa união, conseguimos essa garantia da prefeitura. Dessa maneira, por meio da justiça, teremos os salários regularizados aos poucos. Nós não admitiremos qualquer encaminhamento diferente do acordo firmado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)”, avisa o presidente do Sintemmd.

    O calendário de reposição das aulas será elaborado pelos órgãos que constituem o sistema municipal de ensino e o sindicato.

    Outra conquista do sindicato foi manter todos os direitos dos professores contratados protegidos durante a greve.

    O acordo também garante que o salário remanescente de outubro será pago 50% nos dias 12 e 24 de dezembro e no primeiro dia útil de janeiro de 2019. Os 50% restantes serão pagos nos dias 12 e 22 de janeiro. O salário de novembro e o décimo terceiro serão pagos no mês de dezembro. Já os salários subsequentes serão pagos juntamente com os demais servidores do executivo.

    É importante ressaltar que antes deste acordo, os(as) trabalhadores(as) não tinham nenhuma previsão de pagamento.

    Entenda o caso

    Alegando a falta de repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a prefeitura de Divinópolis atrasou o pagamento dos trabalhadores desde o mês de setembro.

    Diante disso, o Sintemmd oficializou em outubro, junto à Secretaria Municipal da Fazenda, um pedido de explicação das movimentações financeiras da cidade.

    A batalha entre a prefeitura e o sindicato da categoria teve mais um capítulo quando o Sintemmd entrou com uma ação de dissídio coletivo para receber os salários atrasados.

    Nesse período, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) manifestou todo o seu apoio aos professores(as) e alunos(as) da rede municipal de Divinópolis. “Eles não podem ser prejudicados, seja pelo poder municipal ou estadual”, afirmou a CTB-MG.

    Fonte: CTB Minas Gerais

    Foto destaque: Marcelo Lages/TV Integração

  • As 7 maiores cidades de Rondônia participarão dos protestos no 28 de Abril

    Os organizações rondonenses estão engajados na organização do 28 de abril, e acreditam que o ato será ainda maior do que o do 15 de março. Da última vez, participaram da passeata 5 mil pessoas - desta vez, o presidente da CTB-RO, Francisco "Pantera" Batista, estima que aparecerão entre 10 e 12 mil.

    As categorias que fazem a ponta de lança desse movimento são a de servidores da educação pública do estado, a de servidores públicos federais e o Fórum de Defesa dos Direitos do Trabalhador, que seguem as orientações da Frente Brasil Popular. No total, mais de 30 sindicatos participarão das mobilizações, filiados a 3 centrais sindicais (CTB, CUT, CSB). Além de Porto Velho, há atos confirmados em Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Cacoal.

    Leia também: Servidores federais de Rondônia aprovam adesão de greve geral do dia 28

    O ato da capital será feito em formato de passeata, a partir de três diferentes concentrações em Porto Velho: a primeira, em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, a segunda, em frente ao Sindicato dos Urbanitários, e a terceira, em frente ao Sindicato dos Bancários. Elas se encontrarão na Av. 7 de Setembro às 10h, de onde seguirão em caminhada para a Praça das Três Caixas D’Água, onde será realizado um protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer.

  • Ato contra PEC 241 reúne centenas de manifestantes na Câmara dos Deputados

    Entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares lotaram nesta quarta-feira (5) o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados num ato de protesto contra a PEC 241/2016, projeto que congela investimentos públicos em áreas estratégicas como Educação, Saúde, Transporte Público e demais áreas sociais. A proposta, encaminhada ao Congresso por Michel Temer, pode ser votada ainda esta semana pela Casa.

     "PEC 241 nada mais é do que tirar o povo do orçamento", disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), em seu discurso no ato.

    Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira, “uma vez aprovada, essa PEC vai significar menos Samu, menos cirurgia oncológica, menos Saúde da Família. A aprovação dessa PEC vai significar a morte. Por isso devemos batizar a 241 como a PEC da morte. Não podemos admitir que o principal contrato com o povo brasileiro, que foi a Constituição de 1988, seja rasgado”.

    Ontem (4), um relatório favorável à proposta foi apresentado pelo relator,  deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciava a votação da PEC para a segunda-feira (10).

    Um acordo entre a relatoria e o governo alterou o início do congelamento dos recursos de saúde e educação, que começaria em 2017, para 2018, com o intuito de diminuir a resistência entre os parlamentares.

    “Essa PEC não pode passar, temos que denunciar deputados e senadores que apóiam esse projeto do governo golpista que quer entregar nosso País para a privatização, terceirização e para os interesses norte-americanos. Então estamos aqui neste ato unificado para tentar sensibilizar a população a acordar para as ameaças desse projeto”, afirmou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

    Carmen Lúcia, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) no CNS, diz que o congelamento de gastos públicos com Saúde por 20 anos "significa também que não podemos criar um serviço novo porque esse dinheiro não cresce. Então, isso é um retrocesso sem tamanho, não vamos poder dar conta dos serviços que a área demanda porque não vamos atender nem aos serviços existentes quanto mais instituir novos. A população aumenta e o dinheiro não".

    Ao discursar em nome da CTB, Aldemir Caetano destacou - "Tudo aquilo que estava sendo construído à luz da democracia, à luz do desenvolvimento, à luz dos direitos sociais está agora sendo detido. E o grande exemplo disso é a PEC 241, aliada a uma série de projetos que estão no parlamento". 

     

    Confira aqui a íntegra do seu discurso:

     

     

     De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Bancários afirmam que a greve nos bancos não para de crescer

    Com o impasse nas negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a greve nacional nos bancos foi reforçada. Segundo dados do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), no estado das 228 agências do setor público e privado, 197 estão participando da greve. Em todo o Brasil, durante esses oito dias de paralisação, mais de 12 mil agências estão fechadas. O número, que representa mais da metade das unidades do país.

    “Na rodada dessa terça-feira (13), tínhamos expectativa de encerrar a greve aguardando da Fenaban uma proposta de reajuste salarial decente. Porém, os banqueiros nos frustraram e devem ser responsabilizados pela continuidade da greve”, afirma a presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira.

    Impactos da greve

    A sindicalista pede maior compreensão e solidariedade à sociedade sergipana pelos transtornos da paralisação. “Os nossos patrões representam o setor da economia brasileira que mais lucra e lucra de forma exorbitante e ao mesmo tempo quer impor um reajuste salarial miserável, que sequer repõe a inflação. Da nossa categoria, com o adoecimento mental provocada pelas metas individuais inatingíveis, cerca de 30% dos funcionários usam medicamentos de tarja-preta. Renovamos nosso pedido de desculpas aos clientes e usuários dos bancos, mas não temos como impedir impactos no cotidiano das pessoas causados pela nossa greve. Reiteramos: a culpa é dos banqueiros”, destaca Pereira.

    Dos dados oficiais, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, cortaram 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.

    Nova rodada

    Na terça (13), a Fenaban manteve a proposta apresentada de reajuste abaixo da inflação, de 7%, mais abono de R$ 3,3 mil. O Comando Nacional dos Bancários reivindica aumento real, de 14,78% de reajuste salarial, contratações, segurança, atenção à saúde, fim do assédio moral e das metas. A negociação foi suspensa, uma nova rodada acontece nesta quinta (15), às 16h, em São Paulo.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Bancários completam 21 dias em greve e cobram retomada das negociações com a Fenaban

    Após 21 dias de greve, os bancários continuam firmes na disposição de conquistar aumento real de salários. Nem a intransigência dos bancos tem tirado a motivação da categoria.

    Mesmo diante da tentativa dos patrões de enfraquecer a mobilização da categoria, a greve paralisou 13.385 agências e 40 centros administrativos. O número representa 57% das agências de todo o Brasil.

    Nesta segunda-feira (26), o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir em São Paulo, para discutir estratégias para forçar a Fenaban a retomar as negociações, com a apresentação de uma proposta de acordo digna, que contemple aumento real de salários, garantia de emprego e melhores condições de trabalho.

    “A hora é de manter a calma e o foco na manutenção da greve, que já é uma das maiores da história da categoria. Os bancos estão aproveitando o momento político, com um governo golpista, para tentar retirar direitos dos bancários, retomando a política de abonos da era FHC, mas não vamos aceitar. Vamos continuar na luta, pois só ela garante a nossa vitória!”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que viaja para São Paulo na segunda-feira (26), para a reunião do Comando Nacional.

    A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, mas a Fenaban não apresentou proposta decente, que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Já foram oito rodadas de negociação sem sucesso. Mesmo após recordes diários de agências e locais de trabalho paralisados, os bancos insistem em se manter em silêncio, diante das demandas dos bancários, preferindo o uso de práticas antissindicais para tentar desestruturar o movimento grevista.

    O presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Luiz Angelo Coan, critica que a postura dos bancos, de se recusar a negociar com a categoria e prolongar a paralisação nacional, é irresponsável com funcionários e clientes. “A categoria está aberta ao diálogo, mas as empresas precisam oferecer uma proposta digna e não ignorar nossas demandas. A greve chegou nesta segunda-feira ao 21º dia e, desde 15 de setembro, os representantes dos bancos têm se negado a negociar. A categoria está à disposição para se reunir com a Fenaban e agora cabe aos bancos chamarem para uma nova rodada”, afirma.

    Em Chapecó, os bancários realizam ato público nesta terça-feira (27), a partir das 16h, em frente à agência do Bradesco, na avenida Getúlio Vargas, esquina com a Marechal Bormann.

    Portal CTB

     

     

  • Bruno Covas recebe servidores, mas a greve continua

    Nesta quinta-feira (21), o tucano Bruno Covas abrandou a conduta intransigente e, finalmente, resolveu receber os líderes dos servidores públicos municipais, em greve desde o dia 4 de fevereiro, para dialogar sobre as reivindicações da categoria. Foi um passo na direção de uma solução negociada para o conflito, mas o impasse continua e a paralisação também.

    Em nota, o Fórum Sindical dos Servidores Municipais salienta que foram necessários “17 dias de greve e manifestações, com mais de 100 mil que tomaram as principais ruas da cidade, para o prefeito deixar a postura intransigente e receber as representações sindicais que compõem o Fórum das Entidades Sindicais de Servidores.

    “Participaram da reunião o prefeito Bruno Covas e os secretários de Governo, Casa Civil, Justiça e Comunicação Social. As reivindicações aprovadas em assembleia unificada, realizada em 04/02/2019, que também convocou a greve, foram reiteradas pela coordenadora do Fórum. Foi unânime o protesto e repúdio dos presidentes dos sindicatos às intimidações, coações, desrespeito ao direito de greve e apontamentos de faltas injustificadas.

    “Ainda foi registrada e explicitada a posição dos servidores contra a proposta de reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro, que agrava os danos causados pela Lei nº 17.020/2018 - Sampaprev.”

    "Após ouvir as entidades e os secretários de governo, o prefeito Bruno Covas disse que atendeu o Fórum em reunião para abrir diálogo e buscar solução. Marcou nova reunião para ser realizada amanhã, 22/02, às 8 horas, para apresentação da resposta do governo às reivindicações dos servidores".

    A GREVE CONTINUA

    "A reunião só foi realizada após muita luta e greve. Mas, não temos nada conquistado até agora. Então, a luta e a greve continuam.

    "Todos à assembleia unificada – sexta-feira, 22/02, em frente à Prefeitura.

    A decisão quanto à proposta do governo e aos nossos encaminhamentos sempre é e será da assembleia unificada”, conclui o comunicado do Fórum.

  • Caminhoneiros prometem greve em 21 de maio se o diesel subir

    Apavorado com a perspectiva de greve dos caminhoneiros, Jair Bolsonaro determinou o cancelamento do aumento do óleo diesel anunciado pela direção da Petrobras e o governo federal fez juras de amor à categoria em Brasília na última terça-feira (160), quando divulgou um conjunto de medidas para acalmar o ânimo dos trabalhadores. Mas não agradou muito porque deixou de ceder no essencial, que é a mudança da política de preços da Petrobras e a efetivação da tabela do frete negociada com Michel Temer.

    Por esta razão, os caminhoneiros já falam em nova paralisação nacional para 21 de maio, quando se completa um ano da greve que abalou o governo Temer em 2018. O movimento acontecerá se houver qualquer reajuste no óleo diesel e se o piso mínimo do frete continuar a ser desrespeitado.

    "Se o diesel aumentar um centavo que seja e não houver efetiva fiscalização da aplicação do piso, a gente para no dia 21, quando a greve do ano passado completará um ano", garante o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, de Curitiba (PR), um dos integrantes da rede de lideranças da categoria, em entrevista à jornalista Leila Souza Lima, do Valor Econômico

    Segundo o caminhoneiro, as representações que atuam hoje em Brasília junto ao governo federal não têm controle sobre caminhoneiros de todo o país. "Há de 20 a 30 lideranças espalhadas por todos os Estados se comunicando em articulação. Eles podem dizer com todas as letras que não vamos parar, mas nós vamos se nada for feito", promete Alves.

    Com 247

  • Correios deflagram greve nacional nesta quarta-feira (26) por tempo indeterminado

    A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) decidiu deflagrar uma greve nacional, por tempo indeterminado, em apoio às pautas do dia 28 de abril, que já promete ser a maior dos últimos trinta anos. O ecetistas começarão a paralisação no dia 26, às 22h, e estarão envolvidos nos atos seguintes.

    Além do repúdio total a Michel Temer e às reformas da Previdência e Trabalhista, os funcionários dos Correios entrarão em greve para protestar contra o fechamento de agências ao longo do último ano, a suspensão de férias que atinge parte do pessoal e pela realização de novos concursos e contratações nos quadros da empresa. Eles reclamam do sucateamento e denunciam a tentativa de privatização da ECT, e pedem a saída de Guilherme Campos da presidência, pela sua conivência com o desmonte da empresa.

    “Foram esses empresários, e os conglomerados que comandam, que financiaram o golpe. Com eles Temer assumiu compromissos, que está encaminhando com suas reformas. É por isso que todas as medidas desse governo tira direitos e benefícios dos trabalhadores. Nas reformas, são conquistas históricas que podem ser perdidas”, explicou o presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect, Elias Diviza. Para ele, os trabalhadores devem ampliar a mobilização encaminhada pelas Centrais. “É o caminho para impedir esse retrocesso histórico, e para impedir a privatização dos Correios e demais estatais”, indicou.

    Os trabalhadores dos Correios tiveram papel importante nas manifestações dos dias 15 e 31 de março, com uma paralisação que envolveu mais de 8.000 pessoa só em São Paulo. O repúdio da categoria às reformas de Temer e às tentativas de privatização da empresa provaram-se fundamental para atrasar os planos dos golpistas. O risco é particularmente grande para os ecetistas, pois a empresa pode ser vendida às multinacionais do setor - algo que tiraria dos funcionários a capacidade de dialogar com a cúpula, e minaria os direitos conquistados.

    Por tudo isso, os ecetistas chamaram todos os 36 sindicatos da categoria a apoiar a greve geral unificada a partir de 26 de abril.

    Portal CTB

  • Cresce adesão à greve de servidores municipais contra o governo Bruno Covas em São Paulo

    No terceiro dia de greve dos servidores municipais, as lideranças constatam uma adesão crescente ao movimento e a participação de diferentes áreas e setores do governo. Outras unidades além de escolas tiveram paralisação, como centros de referência de atendimento.

    O movimento foi deflagrado na segunda-feira em protesto contra a reforma da Previdência municipal, que aumentará a contribuição de 11% para 14% para funcionários que ganham acima de R$ 5.300.

    De acordo com sindicalistas que lideram as categorias em luta, pelo menos 70% dos funcionários públicos, de todos os segmentos, aderiram à paralisação. Na educação o percentual de grevistas sobe a 80%, enquanto na saúde os funcionários estão parando gradualmente e mantendo os serviços emergenciais.

    Os hospitais municipais e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não tiveram interrupção de funcionamento.

    Uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento ocorre na tarde desta quinta-feira, às 14h.

  • CTB-PA denuncia: Justiça do Trabalho joga pesado contra rodoviários no Pará

    Os rodoviários de Ananindeua e Marituba, no Pará, iniciam sua campanha salarial. Entregaram uma pauta de reivindicações decidida em asembleia aos patrões e ainda aguardam resposta. Equanto isso permanecem em estado de greve e decidem nesta quarta-feira (18) se paralisam as atividades. A CTB-PA presta solidariedade às trabalhadoras e aos trabalhadores e apoia a decisão que for tomada em assembleia.

    Desde março os sindicatos dos Rodoviários do Pará e dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) vêm tentando negociar um acordo salarial que assegure condições dignas aos trabalhadores e que evite prejuízos à sociedade. Henrique Trindade, assessor jurídico dos rodoviários, afirma que a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Francisca Oliveira Formigosa concedeu liminar ao sindicato patronal praticamente impedindo a greve.

    Mesmo assim, diante da intransigência patronal a greve pode começar nesta quarta-feira (18). Na tarde desta terça-feira a Justiça do Trabalhado chamou os dirigentes sindicais para uma reunião de conciliação, com a presença do Ministério Público, que seria para buscar um acordo.

    E, em vez disso, "em flagrante prática antissindical, o sindicato foi comunicado da decisão de que pelo menos 80% dos ônibus devem permanecer rodando, 100% nos horários de pico, a catraca livre foi proibida e multas pesadas foram decididas. O sindicato será multado em R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento e mais R$ 20 mil por ônibus que rodar com catraca livre.

    Os dois sindicatos realizam assembleias nesta quarta-feira (18) em suas bases para decidir os rumos do movimento. "Aos trabalhadores e trabalhadoras rodoviários e suas entidades sindicais nosso total e irrestrito apoio na campanha salarial da categoria e contra estes abusos resistiremos", diz Cleber Rezende, presidente da CTB-PA (leia a íntegra abaixo).

    Durante a campanha salarial, os sindicatos já participaram de cinco rodadas de negociação sem que os patrões cedessem. O transporte coletivo da região é composta por um grupo de empresários que monopolizam o sistema de transporte na base do Marituba (Sintram), onde seis empresas rodam diariamente com uma frota de 800 veículos, "impondo aos trabalhadores e população um péssimo serviço, a partir de ônibus antigos, sucateados, sem conforto aos passageiros e nem aos profissionais, em condições de total insegurança", explica José Marcos Araújo (Marcão), dirigente da CTB-PA .

    "Essas empresas, que tiveram ganho recente de reajuste de preço de passagens e impuseram, com apoio da justiça, um aumento absurdo na jornada de trabalho, sem dialogar com os representantes da categoria, agora querem impor um acordo com retirada de vários direitos, assegurando um reajuste de apenas 1,62%", complementa.

    Huelem Ferreira, presidente do Sintram diz que "a situação dos trabalhadores rodoviários no Pará é crítica, com salários baixos, jornada de trabalho abusiva e péssimas condições de trabalho". Ele afirma ainda que "a categoria está revoltada com a decisão do TRT em penalizar o sindicato na greve. "Deixar 80% dos ônibus circulando significa não ter greve e aplicar multas aos sindicatos remonta a uma prática que prejudica a representação dos trabalhadores, impedindo uma melhor organização do movimento para negociar em boas condições com os patrões".

    Para Cleiton Miguel, vice-presidente do Sintram, afirma que o sindicato respeitará a decisão da categoria. "A Justiça não pode se aliar aos patrões sem ao menos conversar conosco e conhecer nossa realidade e reivindicações".

    A categoria luta por um reajuste de 10%, retorno da jornada de 6h20 com uma hora de descanso, vale alimentação de R$ 600 e plano de saúde. Além da implantação do pontos biométricos finais de linha para controlar a real jornada dos rodoviários e acabar com a exploração.

    "A justificativa para esse percentual, que é na realidade o impedimento da greve, foi de que não se pode penalizar a população. Total incoerência porque a catraca livre é justamente para não prejudicar a sociedade", reforça Ferreira.

     CTB-PA apoia decisão dos rodoviários

    Com o agravamento da reforma trabalhista, a consolidação do golpe político, parlamentar, jurídico e midiático no Brasil em 2016 e a implantação da agenda neoliberal de retirada e restrições de direitos humanos, trabalhistas, sociais e sindicais levada a cabo pelo presidente ilegítimo Michel Temer, a classe trabalhadora enfrenta o desafio da resistência e luta por manutenção e garantia de direitos aos trabalhadores e trabalhadoras.

    A decisão doTribunal Regional do Trabalho 8° região - de exigência de 80% da frota-ônibus rodando na grande Belém e proibição de catraca livre pelo movimento sindical dos trabalhadores, bem como a imposição de multa aos sindicatos de R$ 100 mil por dia e mais R$ 20 mil por ônibus que rodarem com catraca livre, é o marco do golpismo e o extremismo jurídico-político do braço do Estado em favor da classe empresarial e contra a classe trabalhadora.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA) repudia veementemente tal decisão e se solidariza aos trabalhadores e trabalhadoras e seus sindicatos de rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba.

    A CTB-PA se coloca à disposição das atividades dos trabalhadores e trabalhadoras e sindicatos de base. O direito de greve é constitucional e deve ser respeitado. Somente quem trabalha em situação precária pode decidir como resistir aos abusos jurídicos-políticos e empresariais.

    Aos trabalhadores e trabalhadoras rodoviários e suas entidades sindicais nosso total e irrestrito apoio na campanha salarial da categoria e contra estes abusos resistiremos.

    É no bojo dos 22 anos do massacre de Eldorado dos Carajás e dois anos do golpe político-jurídico-midiático que resistiremos a este ataque aos rodoviários. Viva a democracia brasileira, Lula livre!

    Belém, 17 de abril de 2018.

    Cleber Rezende - presidente da CTB-PA

    Serviço

    O que: Assembleias dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba e Belém

    Quando: Quarta-feira (18),  às 17h.

    Onde: Centro de Formação dos Rodofiários na Vileta (entre as ruas Duque de Caxias e 25 de Setembro, em Belém).

               Clube Âncora (rua Oswaldo Cruz, 601, Águas Lindas, em Ananindeua)

    Portal CTB

  • Dieese: das 1,6 mil greve deflagradas em 2017, 80% reivindicavam preservação de direitos

    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou esta semana o "Balanço das greves de 2017", documento que reúne as principais paralisações que ocorreram no Brasil.  

    Leia o estudo na íntegra aqui

    De 1.566 greves acompanhadas pelo Dieese no ano passado, 1.269 (81%) tiveram caráter defensivo, ou seja, em defesa de direitos, por manutenção ou, principalmente, descumprimento de acordos.

    Embora seja 25% menor que no período 2013-2016 (2 mil, em média), o instituto lembra o número é “bastante superior” ao do período anterior a 2013 (em torno de 500 paralisações por ano). 

    A CTB e demais centrais sindicais estiveram à frente da maior parte destes movimentos e desenvolveram em todo o período uma ampla e capilarizada campanha em defesa dos direitos trabalhistas, com acirradas negociações com o governo e seus representantes do Ministério do Trabalho. 

    Dieese aponta presença maior de categorias consideradas mais vulneráveis, como os terceirizados, contratados tanto pelo setor privado como público

    “Pode-se dizer que esse grande ciclo de greves, iniciado há alguns anos, ainda está em marcha”, afirma o relatório. Mais da metade das greves registradas em 2017 (55,5%) referia-se a descumprimento de acordos, convenções coletivas ou legislação. Em 44% dos casos, a principal reivindicação era pagamento de salários atrasados, ou itens como férias, 13º e vales – esse percentual era de 20% em 2013. Quase um terço (32%) das paralisações foi por reajuste de salários ou pisos.

    Os trabalhadores no setor público fizeram mais greves do que os da área privada: 814 e 746, respectivamente. O total de horas paradas superou 94 mil, sendo 65% referentes à esfera pública, que se dividiu em paralisações no funcionalismo (728) e empresas estatais (86). Segundo o Dieese, seis greves envolveram trabalhadores dos setores público e privado.

    O instituto lembra que 2017, ano do centenário da greve envolvendo várias categorias em São Paulo, registrou três protestos nacionais contra as “reformas” trabalhista e previdenciárias: a greve de 15 de março, a greve geral de 28 de abril e o dia de protestos em 30 de junho.

    “Ao mesmo tempo, as principais características observadas nas mobilizações de 2017 – categorias de trabalhadores envolvidos e caráter das pautas de reivindicações – continuam a reafirmar a permanência do grande ciclo grevista que emergiu mais claramente a partir de 2012”, avalia o Dieese.

    Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-DIEESE), que reúne informações sobre as paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e que conta, atualmente, com mais de 38 mil registros.

    Trabalhadores mais vulneráveis

    Do ano de 2012 em diante, e progressivamente, trabalhadores de categorias profissionais mais vulneráveis, tanto da perspectiva remuneratória, quanto de condições de trabalho, vão se destacando como grandes protagonistas do ciclo grevista.

    Entre eles os terceirizados que atuam em empresas contratadas pelo setor privado – como vigilantes, recepcionistas e encarregados de limpeza – e os terceirizados de empresas contratadas pelo poder público, como trabalhadores em coleta de lixo e limpeza pública, rodoviários do transporte coletivo urbano, enfermeiros e outros profissionais das Organizações Sociais de Saúde – OSS.

    Também tiveram notoriedade as paralisações promovidas por trabalhadores da construção envolvidos em grandes obras e por professores municipais na luta pelo pagamento do Piso Nacional do Magistério.

    Portal CTB com Rede Brasil Atual e Dieese

  • Docentes do setor privado deliberam por greve em Minas Gerais

    Professoras e professores do setor privado de ensino em Minas Gerais decidiram, em assembleia na noite dessa terça-feira (24), entrar em greve.

    Os donos de escolas insistem em retirar direitos conquistados há décadas e se mostram irredutíveis a não negociar com o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) a partir do patamar mínimo para se abrir negociações, conforme deliberado em assembleias anteriores da categoria, que é a manutenção dos direitos já conquistados através de muitos anos de lutas e resistências.

    Leia a carta aos pais, mães e estudantes aqui

    Estudantes declaram apoio à greve dos professores

    Confira o comparativo entre a proposta patronal e atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos professores

    Cerca de 2 mil professores lotaram novamente o hall da ALMG e entenderam que a única forma de serem ouvidos, diante da postura intransigente dos donos de escola, é paralisar totalmente suas atividades. Professores e professoras de mais de 60 escolas estiveram presentes no ato. Muitos alunos e representantes de grêmios, diretórios centrais de estudantes bem como movimento estudantil também estiveram na assembleia reiterando seu apoio à luta dos seus professores por nenhum direito a menos.

    Representantes de outros sindicatos de diversas categorias marcaram presença em apoio e solidariedade à luta dos trabalhadores, assim como alguns pais e mães de alunos/as que compreenderam que uma educação de qualidade para seus filhos depende de professores valorizados e motivados em sala de aula.

    Às 10h de quinta-feira, 26, está marcada uma audiência de mediação que reunirá os dois sindicatos, dos professores e dos donos de escolas, no Tribunal Regional do Trabalho, e às 16h será realizada nova assembleia no hall da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para avaliar a reunião no TRT e definir os rumos do movimento grevista.

    Segundo a presidenta do Sinpro Minas, paralisações e greves se validam quando o trabalhador se sente lesado: “Nossa luta é por garantia de direitos conquistados. Não vamos começar a lutar depois que esses direitos forem retirados. Nossa luta é agora. Não houve recuo na proposta lesiva que o patronal nos impõe. Então, a categoria entendeu, amparada pelos seus direitos constitucionais, que entra em greve a partir de amanhã.”

    Às 10h desta quarta-feira, 25, a categoria vai apresentar uma aula pública sobre as suas reivindicações e a contraproposta afrontosa à dignidade dos/as professores/as que os donos de escolas insistem em enfiar goela abaixo dos/as docentes.

    Dentre os inúmeros ataques que os donos de escolas impõem aos professores os mais críticos são: perda do adicional por tempo de serviço, perda das bolsas de estudos para professores e dependentes, perda do intervalo (recreio) dos/as professores/as, retirada da cláusula de atestado médico (ou seja, professor não pode adoecer), retirada da representatividade do sindicato (legítimo representante da categoria, conforme apregoa a Constituição da República), retirada da estabilidade do professor aposentando, perda significativa do adicional extraclasse (uma vez que propõem que o professor trabalhe 10% a mais sem remuneração devida), reajuste de 1%, abaixo da inflação – sendo que as mensalidades escolares reajustaram em média 12%.

    Uma nova assembleia da categoria, para avaliar os rumos do movimento grevista está prevista para o dia 26, às 16h no Espaço democrático da ALMG.

    Confira a agenda das mobilizações aprovada pelos/as professores na assembleia

    – A partir de 25, os professores do setor privado de ensino encontram-se em greve.

    – 25, às 10h: Aula pública na praça da Savassi para esclarecer à população sobre nossa pauta de reivindicações bem como o desrespeito patronal aos/às professores/as.

    – 26, às 10h: Manifestação na porta do TRT-MG (Avenida Getúlio Vargas, 225, Funcionários) durante audiência de mediação entre sindicato profissional e patronal

    – 26, às 16h: NOVA ASSEMBLEIA DA CATEGORIA para deliberar acerca do movimento – ALMG, Espaço Democrático (hall) – Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho.

    Fonte: Sinpro-MG

  • Educadoras (es) de São Paulo cruzam os braços contra a reforma trabalhista e por trabalho decente

    As aulas das escolas particulares da cidade de São Paulo começaram na rua nesta quarta-feira (23). As educadoras e os educadores da rede privada de ensino de São Paulo paralisaram as atividades por causa da intransigência patronal na negociação da convenção coletiva. 

    O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), convoca assembleia em sua sede às 14h e uma manifestação no vão do Masp, na avenida Paulista, às 16h. “A greve começa forte na capital e deve se estender para todo o estado”, afirma Paulo José Nobre, secretário-geral da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp).

    A Fepesp informa que a convenção coletiva está na Justiça, em processo de dissídio e reafirma a importância de uma mobilização forte para "destravar a negociação". De acordo com Nobre, a mobilização dos docentes das escolas particulares acontece em todo o estado e deve crescer. “Estamos juntos na mesma luta para barrar a ofensiva dos patrões contra conquistas históricas da categoria, por causa da reforma trabalhista”.

    Nobre, que também é secretário-geral da CTB-SP, conta que os patrões endurecem as negociações em três pontos importantes para a categoria. “Os patrões querem diminuir o recesso escolar de 30 dias, passar de 24 para 36 meses o direito de os profissionais adquirirem a garantia de salário e emprego e querem diminuir de dois para um filho com direito à gratuidade na escola onde o docente trabalha”.

    A greve iniciou nesta quarta-feira, na capital, na região do ABC paulista, em Osasco e em Santos, no litoral. Para os dirigentes do Sinpro-SP, a mobilização está bastante positiva. "Os patrões é que recusam as propostas de conciliação que fazemos", acentua Nobre.

    “Eles se baseiam na reforma trabalhista e com isso pretendem retirar conquistas importantes da categoria que vigoram nas convenções coletivas desde 1996”, diz. Por isso, “precisamos resistir à implantação da reforma trabalhista agora, antes que seja tarde”.

    O Sinpro-SP convoca ainda as professoras e professores a participarem nesta quinta-feira (24) de uma audiência pública para discutir o tema na Assembleia Legislativa de São Paulo, às 19h.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Educadoras e educadores do CPERS-Sindicato realizaram grande agenda de atividades

    Educadores gaúchos do CPERS-Sindicato realizaram uma agenda de atividades na manhã desta terça-feira (10).

    Às 08:00h participaram do ato unificado com os servidores públicos de Porto Alegre, em frente ao Paço Municipal, onde educadores da rede pública municipal de ensino protestavam contra o parcelamento de seus salários praticado pelo prefeito Nelson Marchezan (PSDB).

    Da sede da Prefeitura de Porto Alegre seguiram para a Secretaria da Educação (SEDUC), onde educadores do magistério público estadual tinham audiência marcada para as 9h com o governo do estado, na expectativa que se articulasse uma mesa de negociações e que fossem apresentadas propostas.

    Mesmo há 35 dias em greve, e sob o risco da não conclusão do ano letivo, o governo Sartori mais uma vez mostrou-se intransigente e insensível diante das justas reivindicações de professores e funcionários de escolas.

    Ficou decidido que a categoria permanece em greve.

    Da Secretaria de Educação a marcha seguiu para o Palácio Piratini, sede do governo estadual, onde em torno de duas mil pessoas entre crianças, pais, mãe, alunos e educadores lotava, a Praça da Matriz, realizando uma grande atividade celebrando o Dia das Crianças e também em protesto contra o parcelamento e atraso no salário do funcionalismo público, ficando também em vigília para fazer pressão junto aos deputados que poderiam votar na sessão de hoje matérias que tiram direitos dos trabalhadores gaúchos.

    Veja como foi:

     

    CTB Educação – RS

  • Educadoras e educadores municipais decidem pelo indicativo de greve

    Em campanha salarial, e numa demonstração de unidade, os educadores da rede municipal de ensino de Salvador superlotaram o Ginásio dos Bancários na manhã desta terça-feira (6), durante assembleia geral que aprovou indicativo de greve e também uma pauta mínima de reivindicações, com uma contraproposta de reajuste, bem como as propostas para a continuidade do movimento. As propostas foram aprovadas item por item, por esmagadora maioria dos participantes da assembleia, e serão encaminhadas pela APLB-Sindicato ao Executivo Municipal.

    Após a assembleia os educadores, liderados pela APLB-Sindicato, saíram em caminhada até a Praça Municipal para dar o recado ao Prefeito sobre a disposição de luta da categoria contra o retrocesso e pela manutenção dos direitos. Nenhum direito a menos!

    Pauta Mínima:

    Reajuste salarial de 14,5%, para ativos e aposentados;
    Que a mudança de referência contemple todos e todas (estágio probatório/ Reda/ativos), de forma automática, retroativo a maio;
    Mudança de nível ainda este ano. A SMED deve apresentar o valor total do passivo que deve aos trabalhadores da Educação que solicitaram a mudança de nível, bem como apresentar critérios para o pagamento;
    Aumentar o número de cotas para liberação para o aprimoramento profissional;
    Aceitar a liberação do pagamento da gratificação de aprimoramento, com o acompanhamento da APLB;
    Concordar com os critérios para liberação da licença prêmio.

    Indicativo de greve;
    Participar da greve geral do dia 30 de junho;
    Participar das manifestações do Dois de Julho;
    Reunião de Representantes no dia 04 de julho;
    Assembleia Geral no dia 06 de julho;
    Moções de repúdio aos vereadores Felipe Lucas e Alexandre Aleluia; e também ao deputado Eduardo Bolsonaro, que serão encaminhadas à Câmara Municipal de Salvador e à Assembleia Legislativa de São Paulo, respectivamente;
    Moção de apoio à greve dos vigilantes;
    Luta conjunta com os demais servidores municipais;
    Ato Público em defesa da EJA;
    Participação efetiva de toda a categoria nas atividades promovidas pela FBP, FPSM e Centrais Sindicais contra as reformas, pelo Fora Temer! Diretas já!;
    Participar da Feira Estadual da Reforma Agrária promovida pelo MST, nos dias 08 e 10 de Junho, na Praça da Piedade;
    Participar do Congresso da CTB, nos dias 09 e 10 de junho – Fazer denúncias contra o Executivo Municipal com visual, nota pública, moção de repúdio, etc;
    Participar do Ato Político Cultural pelas Diretas Já!, no dia 11 de junho, às 14 h, no Farol da Barra;
    Forró da APLB – Arraiá do Fora Temer! Diretas Já!- Dia 14 de junho, a partir das 20 horas (sindicalizado pode retirar 02 convites na sede da APLB, nos dias 12, 13 ou 14);
    Manter as reuniões por polo, com manifestações nos bairros – convocar a comunidade escolar;
    Intensificar a Campanha “A ESCOLA QUE TEMOS/A ESCOLA QUE QUEREMOS”
    16.1. Encaminhar para a APLB-Sindicato relatório sobre a situação das escolas, com fotos, para serem encaminhadas ao MPF, denunciar na imprensa, visuais (cartazes, faixas, pirulitos, etc);

    Greve Geral definida para o dia 30 de junho;
    Manter o movimento vivo ocupando a imprensa, denunciando as ações danosas de ACM Neto: nota paga em TV, nota paga em jornal (já publicamos uma), outdoor, etc.;
    Escola sem mordaça: continuar colhendo as assinaturas junto à comunidade escolar;
    Realizar debates e seminários sobre diversos temas, como Escola Sem Mordaça (em parceria com o Fórum Baiano Escola Sem Mordaça, onde a APLB participa) EJA, servidores da educação;
    Cursos de formação sindical para os representantes de escola.

    Fonte: APLB-Sindicato. Fotos: Walmir Cirne

  • Educadoras e educadores paulistanos decidem manter a greve contra Doria e Temer

    Em ato público em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, cerca de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores da rede municipal de educação, decidiram manter a greve iniciada no dia 15 - Greve Geral Nacional da Educação -, comandada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    “Estamos em greve contra as reformas do governo golpista, porque não queremos perder nossos direitos, nossa aposentadoria. Mas também queremos melhores condições de trabalho e salários compatíveis com as nossas responsabilidades”, afirma Teresa Chiappim, a Teca, da CTB Educação-SP.

    Ela explica que além das reformas pretendidas pelo governo federal, as trabalhadoras em educação de São Paulo também combatem o projeto de lei 621/2016, que visa criar um
    Regime de Previdência Complementar, conhecido como Sampaprev.

    “Estamos nas ruas também contra a terceirização ilimitada, aprovada recentemente no Congresso. Essa terceirização prejudica os nossos direitos e pode nos deixar sem uma aposentadoria decente”, diz a sindicalista.

    Além de todas essas reivindicações, as educadoras paulistanas querem melhores condições de trabalho, com mais estruturas e segurança nos arredores das escolas e também melhores salários.

    “Ainda lutamos contra a reforma do ensino médio que retira a qualidade da educação pública e retira o sonho de ingressar no ensino superior dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, reforça Teca.

    As educadoras e educadores presentes ao ato, decidiram pela continuidade da greve após a comissão sair da reunião com representantes da administração e informar que foi entregue a pauta de reivindicações, que será analisada, mas ainda não houve nenhuma resposta.

    A decisão pela continuidade da paralisação foi quase unânime, assim como a adesão ao Dia Nacional de Paralisação, na sexta-feira (31), "contra as reformas que cortam conquistas da classe trabalhadora", finaliza Teca.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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