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Ter, Jun

Hydro Alunorte

  • Após manifestações dos trabalhadores, trabalhadoras, comerciantes, empresários e a sociedade civil organizada, que ocorreu nas ruas da Vila dos Cabanos em Barcarena no Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), através de articulação com a empresa em Brasília, recomendou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) no Pará, para liberar o filtro prensa da Hydro Alunorte. Condição para que a planta que estava parada em 100% voltasse a operar com 50% da produção.

    Esse embargo se arrasta desde fevereiro e tem colocado a produção da empresa em condições que não atende os compromissos com seus clientes. Além do que, fazem oito meses que os trabalhadores estão convivendo com o fantasma do desemprego.

    Com a volta da operação em 50% já alivia um pouco a situação, pois as 1,2 mil férias coletivas solicitadas pela empresa em virtude da paralisação total de sua produção. Com a coragem dos trabalhadores em ir para as ruas com um só objetivo: voltar imediatamente com as operações dos filtros prensa para poder garantir a sobrevivência das empresas que dependem exclusivamente da nossa alumina, caso da Albras.

    Agora precisamos que seja suspenso o embargo do DRS 2, e dos 50% da produção, para que possamos ter tranquilidade de voltar a operar em 100%, em qualquer estação do ano.

    O Sindicato dos Químicos de Barcarena (SindQuímicos) enviou documentos para o Ministério Público Federal, para a Semas e para a Superintendência Regional do Trabalho, pedindo reunião para que possamos entender melhor a morosidade na suspensão do embargo.

    Após o Círio de nossa Senhora de Nazaré, o sindicato vai realizar novas ações, para reverter o embargo que coloca os trabalhadores e trabalhadoras em estado de insônia. Juntos, Somos Mais Fortes.

    Manoel Maria de Morais Paiva, secretário-geral do SindQuímicos de Barcarena

  • Os Ministérios Públicos Estadual e Federal realizaram, nesta quinta-feira (22), em Vila dos Cabanos, no município de Barcarena (PA), uma audiência pública para ouvir a comunidade local, os trabalhadores e autoridades públicas sobre os impactos ambientais e socioeconômicos causados pelo vazamento de rejeitos da bacia da mineradora norueguesa Hydro Alunorte, na planta industrial de Barcarena.

    Os representantes do MP apresentaram as informações colhidas nas visitas in loco na Hydro, nas audiências e reuniões com representantes da empresa, dos governos do Pará e federal, com as comunidades e o Sindicato do Químicos (SindQuímicos) de Barcarena, bem como, as medidas já adotadas como a ação judicial que suspendeu em 50% as atividades da empresa. O MP esclareceu que com a audiência pública buscará novos encaminhamentos e providências que o caso requer.

    ctb pa audiencia publica barcarena

    Gilvandro Santa Brígida, presidente do SindQuímicos, reafirma a importância da audiência para que surjam as soluções esperadas. "Para os trabalhadores o embargo só agrava a situação que já é adversa na conjuntura política e econômica do Brasil, com altas taxas de desemprego, desmonte da legislação trabalhista e a busca do enfraquecimento da Justiça do Trabalho", diz.

    Ele explica que o SindQuímicos "busca resguardar os empregos e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Foi este o objetivo da ação do sindicato que proíbe demissões na Hydro como vinha ameaçando a empresa". O sindicato conseguiu uma liminar da Justiça do Trabalho, proibindo demissões na empresa.

    Brígida defende a apuração das denúncias e se comprovada a responsabilidade “a Hydro pague pelos danos causados, garantindo as reparações devidas". Afirma também a necessidade de "debater um novo modelo de desenvolvimento para Barcarena e para o Pará, que garanta geração de empregos com distribuição de renda, preservação ambiental e promoção socioeconômico para a população".

    ctb pa audiencia publica barcarena gilvandro

    Já Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, destaca a necessidade de uma nova "repactuação entre a Hydro, os governos, os trabalhadores e as comunidades locais, para o restabelecimento das garantias de fiscalizações e responsabilizações dos responsáveis aos impactos, as reparações dos danos ambientais e socioeconômicos, a garantia dos empregados e as remunerações dos trabalhadores e trabalhadoras químicos e das atividades correlatas, como das empresas terceirizadas e concessionárias do complexo industrial de Barcarena".

    Rezende, ressalta, ainda, que "o momento político é da necessidade de amplas relações sociais para a manutenção de direitos fortemente atacados pela política neoliberal do governo federal, o que exige unidade de ação".

    Fonte: CTB-PA

  • “É hora de união entre toda as trabalhadoras e trabalhadores da cadeia produtiva do alumínio, é momento de intensificarmos a mobilização para mantermos nossos empregos”, afirma Gilvandro Santa Brígida, presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena, no Pará. 

    Para isso, o SindQuímicos convida à participação do Ato Público Contra as Demissões, com concentração na sede do sindicato, na Vila dos Cabanos,em Barcarena, às 7h e em frente á 1ª Vara de Justiça do Trabalho de Abaetetuba. O sindicalista acentua a necessidade de união, porque “estão querendo impor os custos dos erros da empresa e dos órgãos de fiscalização sobre os ombros dos trabalhadores e o SindQuímicos não vai admitir que isso ocorra", garante.

    Ele explica ainda que a partir do momento em que a Justiça determinou um embargo de 50% da produção da mineradora norueguesa Hydro Alunorte por causa do transbordamento de rejeitos químicos nos dias 16 e 17 de fevereiro, o sindicato entrou com ação na Justiça para impedir demissões.

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    CTB-PA e SindQuímicos defendem novo modelo de desenvolvimento em audiência pública no Pará

    A 1ª Vara de Justiça do Trabalho de Abaetetuba (PA) atendeu ao pedido do sindicato e concedeu uma liminar não só preservando os postos de trabalho da empresa Hydro Alunorte, mas também da Albrás, de empresas terceirizadas e até as empresas localizadas em Paragominas, através do lastro jurídico.

    Mas Brígida denuncia que a Hydro questiona a liminar na Justiça, mostrando “que tem interesse em sacrificar suas trabalhadoras e trabalhadores com a ameaça real de demissão”. De acordo com ele, a empresa quer “transferir os custos do embargo a quem não tem nenhuma culpa sobre o ocorrido, aos trabalhadores”.

    A direção do SindQuímicos organiza a categoria para a resistência. “Só a mobilização massiva e organizada da classe trabalhadora pode garantir sobrevida à liminar permitindo a integridade dos postos de trabalho, não podemos abrir mão do trabalho”, sinaliza Brígida.

    E complementa chamando as trabalhadoras e trabalhadores a participar ativamente da campanha pelo emprego.  “Não cruze os braços, faça parte dessa corrente e esteja presente e ajude a mobilizar colegas no ato em defesa da liminar que garante a manutenção dos postos de trabalho”.

    Portal CTB com informações da CTB-PA

  • A refinaria de alumina Hydro Alunorte anuncia nesta quarta-feira (3), que a planta suspenderá totalmente sua operação. A decisão foi tomada após se verificar que a área de depósito de resíduos de bauxita 1 (DRS1) está próxima de atingir sua capacidade máxima, devido ao embargo que impede o uso do filtro prensa, tecnologia de última geração, e da recém-desenvolvida área de depósito de resíduos de bauxita (DRS2).

    A Alunorte está operando com 50% de produção desde março, após embargos das autoridades brasileiras. As autoridades ambientais confirmaram que não houve vazamento ou transbordamento das áreas de resíduos. Os embargos impediram a Alunorte de utilizar a mais nova área de depósito de resíduos de bauxita (DRS2), que estava em comissionamento em fevereiro, e a tecnologia de filtros prensa, que representam um investimento de mais de R$ 1 bilhão. O filtro prensa é a tecnologia mais moderna e sustentável para depositar resíduos de bauxita, reduzindo a área de armazenamento necessária e a pegada ambiental. A Alunorte desde o embargo fez esforços sem sucesso junto as autoridades para ter permissão para utilizar o filtro prensa, bem como o DRS2.

    Devido ao embargo, a Alunorte foi forçada a operar apenas o DRS1, que foi originalmente planejado para ser encerrado, e os filtros tambor menos eficientes. O DRS1 está, portanto, se aproximando de seu fim de vida mais rápido do que o previsto, forçando a Alunorte a tomar a decisão responsável de encerrar temporariamente 100% de suas operações. Isso terá efeito imediato na mina de bauxita de Paragominas, que também suspenderá 100% das operações. Tanto a Alunorte quanto a mina de Paragominas iniciaram o processo de desligamento com segurança.

    “Nosso time tem trabalhado duro nos últimos sete meses para manter operações seguras e preservar empregos. Este é um dia triste, pois temos a tecnologia mais avançada do mundo para continuar com operações seguras, que estamos impedidos de utilizar. Isso afetará empregos, comunidades, fornecedores e clientes”, diz John Thuestad, vice-presidente executivo de Bauxita & Alumina da Hydro.

    A Hydro está trabalhando em colaboração com os sindicatos e fará o máximo para reduzir as consequências para os empregados, mas a decisão de paralisar as operações da Alunorte e da Mineração Paragominas afetará empregos diretos e indiretos em ambas as unidades.

    Embora seja cedo demais para determinar o impacto total, a decisão de paralisar a Alunorte e a Mineração Paragominas terá consequências operacionais e financeiras significativas, potencialmente também para o portfólio de alumínio primário da Hydro, incluindo a Albras.

    “Continuaremos trabalhando de forma construtiva com as autoridades para suspender o embargo e retomar as operações, a fim de restabelecer a Alunorte como a maior refinaria de alumina do mundo”, diz Thuestad.

    Histórico

    Nos dias 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Barcarena, onde está localizada a refinaria de alumina Alunorte, foi atingida por chuvas extremas que se estenderam pelos dias seguintes, causando alagamentos na região.

    Auditorias internas e externas confirmam que não houve vazamento ou transbordo dos depósitos de resíduo de bauxita e não há indícios de contaminação decorrentes do evento da chuva de fevereiro.

    Desde 1º de março, a Alunorte opera com uma redução de 50% na sua capacidade por determinação da Justiça, que acatou pedido da SEMAS. Consequentemente, a mina de bauxita de Paragominas e a Albras também reduziram suas produções em 50%.

    Tanto a refinaria quanto a mineradora concederam férias coletivas para cerca de mil empregados para mitigar os impactos da redução das atividades. Em julho, a Mineração Paragominas precisou suspender temporariamente os contratos de trabalho de 80 empregados e reduzir 175 posições terceirizadas.

    Em 5 de setembro, a Alunorte assinou dois acordos representando um marco para retomar as operações normais. Os contratos incluem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre a Alunorte - Alumina do Norte do Brasil SA, a Norsk Hydro do Brasil Ltda, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), o governo do estado do Pará, representado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).

    Além disso, foi assinado um Termo de Compromisso (TC) social entre a Alunorte - Alumina do Norte do Brasil SA e o governo do estado do Pará. O TAC promove melhorias técnicas, auditorias, estudos e pagamentos de cartões de alimentos para famílias que vivem na área hidrográfica do rio Murucupi, enquanto o TC aborda esforços adicionais e investimentos relacionados ao desenvolvimento social das comunidades em Barcarena.

    Fonte: CTB-PA. Foto: Tarso Sarraf/O Liberal

  • A classe trabalhadora e o Sindicato dos Químicos de Barcarena (Sindiquímicos) são surpreendidos com a decisão da norueguesa Hydro Alunorte em suspender suas atividades na planta industrial de Barcarena, no Pará.

    Os governos municipal, estadual e federal, bem com os administradores da Hydro Alunorte precisam apresentar, conjuntamente, medidas imediatas para garantir os empregos e os direitos da classe trabalhadora local, em Barcarena.

    A suspensão das atividades, em 100%, gerarão sérias consequências econômicas e sociais diretas aos empregados da Hydro Alunorte e, indiretamente, para suas fornecedoras e o comércio regional. Tendo em vista que a cadeia produtiva, no Pará, envolve Paragominas, Oriximiná e Barcarena e são mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras, diretamente prejudicados.

    Serão milhares de desempregados, extinções de rendas e consequências drásticas para a economia paraense, o que requer intervenções das autoridades para a reabertura e funcionamento da empresa e garantia dos empregos, o cumprimento, por parte da multinacional, das condicionantes ambientais, sociais e legais para seu regular funcionamento.

    Não concordamos que o elo mais fraco desta relação, os trabalhadores, paguem a fatura com a perda de seus postos de trabalho. A empresa e os governos são responsáveis por buscarem soluções imediatas para resguardar o funcionamento da planta industrial e os empregos diretos e indiretos em Barcarena e região.

    A CTB-PA manifesta total solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras, ao Sindiquímicos, às comunidades adjacentes e toda a cadeia produtiva afetada neste processo. E exige providencias para a retomada da normalidade do funcionamento do pólo industrial em Barcarena.

    Belém, 3 de outubro de 2018.

    Cleber Rezende
    Presidente da CTB-PA

    Manoel Paiva
    Secretário de Segurança, Saúde e Meio Ambiente - CTB-PA

  • A mineradora norueguesa Hydro Alunorte admite que jogou água com dejetos no Rio Pará, em Barcarena, região metropolitana de Belém, entre os dias 20 e 25 de fevereiro. Por causa desse desrespeito às normas ambientais, a Justiça achou por bem embargar 50% da produção da fábrica. 

    Essa decisão da Justiça motivou a manifestação, que levou 5 mil pessoas às ruas de Barcarena nesta segunda-feira (19) pedindo o fim do embargo. “Estamos contra o embargo de 50% da produção da Hydro porque isso causa um impacto muito grande nas famílias de trabalhadoras e trabalhadores daqui”, diz Gilvandro Santa Brígida, presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena (SindQuímicos).

    Brígida explica que a multinacional já determinou férias coletivas para mil trabalhadoras e trabalhadores, “o que só faz piorar a situação”. Por isso, argumenta, “não é com o embargo que se vai resolver a questão ambiental no município. Não existe outra opção de emprego na cidade. As administrações municipais nunca fomentaram o turismo ou a agricultura familiar”.

    Para ele, o embargo agrava a situação porque afeta em demasia a economia local. Inclusive, conta que o SindQuímicos entrou com ação cautelar para garantir a estabilidade de emprego na Hydro.

    sindquimicos protesto barcarena hydro 3O presidente do SindQuímicos de Barcarena teme o desemprego para muitas famílias “se o embargo continuar”. Porque já está prejudicando a economia e a situação pode piorar porque “as empresas que prestam serviços para a Hydro também podem demitir”. Ele afirma que o comércio já sente os efeitos da crise causada pelo embargo.

    O SindQuímicos e a Associação Empresarial de Barcarena assinam nota conjunta na qual pedem uma saída “que equacione o direito humano ao meio ambiente equilibrado, o direito ao modo de vida das comunidades tradicionais, ao mesmo tempo que resguarde o direito ao trabalho”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (SindQuímicos) de Barcarena, no Pará, barrou na Justiça as demissões de trabalhadoras e trabalhadores pretendidas pela refinaria norueguesa Hydro Alunorte. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, Abaetetuba.

    Com os vazamentos de rejeitos e os danos ambientais e socioeconômicos ocorridos na planta de empresa em Barcarena, em 17 de fevereiro, o Ministério Público solicitou o embargo da área denominada de DRS2 e a redução da produção em 50% da capacidade média equivalente aos últimos 12 meses.

    Também na segunda-feira, foi assassinado o ativista Paulo Sérgio Almeida Nascimento, que exigia da prefeitura de Barcarena esclarecimentos sobre as condições de funcionamento da multinacional (leia mais aqui).

    O SindQuímicos ajuizou ação na Justiça do Trabalho, através da 1ª Vara de Abaetetuba. a Justiça determinou que a Hydro Alunorte não tem o direito de dispensar empregados sem o procedimento que averigue os requisitos da dispensa ou de negociação coletiva com o sindicato. O Tribunal  estabeleceu ainda uma multa de R$ 50 mil por empregado prejudicado e o retorno, no prazo de 48 horas, dos empregados dispensados a partir do dia 17 de fevereiro de 2018.

    Gilvandro Santa Brígida, presidente do SindQuímicos, afirma que o sindicato não aceita em hipótese alguma que as trabalhadoras e os trabalhadores paguem pela situação que decorre de uma suposta falha da empresa.

    Ele diz ao G1 que “as demissões em decorrência do embargo decretado pela Justiça seria penalizar aqueles que não têm nada ver com a ocorrência”.  O sindicalista afirma que “o sindicato não respalda o embargo”, porém,"muito menos que os trabalhadores sejam os pagadores da conta decorrente do desastre ocorrido”.

    De acordo com Brígida, o acidente deve ser rigorosamente investigado e as responsabilidades devem ser cobradas de que as tiver, seja “a empresa, os órgãos de licenciamentos e fiscalizações, sejam eles municipais, estaduais ou federais”, tratando de reparar os danos “ambientais e socioeconômicos das comunidades atingidas, bem como resguardando os empregos e direitos das trabalhadores e dos trabalhadores da empresa”.  

    Para Cleber Rezende, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA), a decisão do juiz do Trabalho, Otávio Bruno da Silva Ferreira representa “um marco importante para o SindQuímicos e demais sindicatos que atuam na defesa dos direitos dos trabalhadores da Hydro Alunorte e suas concessionárias e terceirizadas na planta industrial de Barcarena”.

    O “desafio agora”, para ele, “é ampliar o debate em defesa dos direitos trabalhistas, ambientais e socioeconômicos das comunidades e povos atingidos na região”.

    Portal CTB com informações e foto do G1

  • O Sindicato dos Químicos (SindQuímicos) de Barcarena, no Pará, consegue uma importante vitória para a classe trabalhadora da região. A Justiça do Trabalho em Abaetetuba, manteve a liminar que garante a estabilidade no emprego das trabalhadoras e trabalhadores da Hydro Alunorte. O sindicato entrou com essa ação desde que a Justiça embargou 50% da Hydro por causa de transbordamento de rejeitos da mineradora norueguesa (leia mais aqui).

    Nesta quarta-feira (4), aconteceu  a audiência entre o SindQuímicos de Barcarena e a Hydro Alunorte para julgar o mérito da ação cautelar que impede de empresa de Barcarena demitir seus empregados. O sindicato não aceitou a proposta de comissão de 15% das trabalhadoras e trabalhadores da empresa. O sindicato não concorda com a demissão dos trabalhadores e trabalhadoras e repudia a intenção da empresa em colocar o preço do embargo em 50% de sua produção nos ombros dos funcionários da empresa.

    "A luta não é em defesa dos direitos daqueles trabalhadores e trabalhadoras,ma também do meio ambiente e das comunidade afetadas. O equilíbrio das coisas não só garantirá a vitalidade da empresa, vai além disso, garante a sobrevivência de famílias e o desenvolvimento sustentável local", afirmou o Gilvandro Santa Brígida, presidente do Sindicato do Químicos (Sindiquímicos).

    Presente no ato desta quarta, Cleber Resende, presidente da CTB Pará, reafirmou a luta da Central em defesa dos direitos, do emprego e da retomada do crescimento com o fortalecimento do setor produtivo. "Reiteramos que não iremos aceitar demissões e nem subterfúgios, como férias coletivas, que ponham em risco os direitos da classe trabalhadora. Nossa proposta é encontrar caminhos que contemplem os interesses das partes envolvidas, mas sem perda de direitos e emprego".

    Portal CTB