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Qui, Fev

intervenção militar

  • Em defesa da soberania da Venezuela: ato em São Paulo reúne centenas de pessoas; venezuelanos assinam carta aberta ao povo dos EUA contra ingerência

    Pelo menos 300 militantes dos movimentos sociais marcaram presença no ato realizado nesta sexta-feira à tarde em defesa da soberania da Venezuela. A manifestação ocorreu diante do consulado do país, na rua general Fonseca Téles, 564, no bairro Jardim Paulista. Participaram dirigentes da CTB, CUT, Intersindical, Cebrapaz, entre outras organizações dos movimentos sociais, e de partidos políticos de esquerda (PCdoB, PT e Psol).

    “Foi um ato que reuniu lideranças políticas de diferentes organizações em defesa da soberania da Venezuela, contra a intervenção militar dos EUA e por uma solução pacífica para o conflito que abala o país”, resumiu o secretário de Relações Internacionais da CTB, Nivaldo Santana.

    Carta traduz desejo do povo

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou nesta quinta-feira (7) a carta que vai enviar à Casa Branca como forma de rejeitar a ingerência dos Estados Unidos contra a Venezuela. Na Praça Bolívar, em Caracas, o chefe de Estado também assinou o documento, subscrito por cerca de 10 milhões de venezuelanos.

    “Assino pela paz, pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação do povo da Venezuela”, disse Maduro. “Esta carta foi escrita pensando nas crianças e no futuro do país, no sagrado direito que temos à paz, com a convicção de autonomia”, disse o presidente venezuelano, que ressaltou que a carta é especialmente dirigida ao povo dos Estados Unidos.

    Ele lembrou que a Venezuela está ameaçada pelos Estados Unidos e seu desejo de assumir o controle dos recursos do país. Denunciou que o governo dos Estados Unidos quer tratar nossas fronteiras com o mesmo ódio que teve contra o Vietnã, para invadir a Venezuela “em nome da liberdade”.

    Maduro enfatizou que o povo venezuelano resiste porque tem um alto nível de participação na tomada de decisões políticas. Ele alertou o povo estadunidense de que a invasão da Venezuela é um perigo e denunciou que o presidente Donald Trump tentou sabotar o diálogo entre o governo e a oposição, ideia promovida pelo México, Uruguai e Bolívia.

    “Sabemos que para o bem da Venezuela é preciso sentar e conversar”, disse Maduro. A carta aberta se refere também ao bloqueio financeiro imposto por Trump e que afeta a economia venezuelana. E frisou que uma agressão viola a Carta das Nações Unidas, que rejeita o uso da força nas relações entre os países.

    No final, o presidente Maduro pediu aos estadunidenses que acompanhem os venezuelanos na rejeição às ameaças e ações de interferência do governo dos EUA contra a Venezuela.

    Da Redação, com informações da Agência Venezuelana de Notícias

  • Medalhista de Ouro em 2016, Rafaela Silva sofre abordagem racista em táxi no Rio de Janeiro

    A judoca Rafaela Silva, campeã olímpica em 2016, denuncia em suas redes sociais ter sofrido abordagem racista de policiais militares, na noite de quinta-feira (22), quando voltava para casa na capital fluminense. Ela conta que os PMs fizeram o taxista encostar, o chamaram para conversar e depois com arma na mão um policial bateu em seu vidro e a mandou sair.

    "Quando o taxista encostou eles o chamaram para um canto, quando olhei na janela outro policial armado mandando eu sair de dentro do carro, levantei e saí”, conta Silva em seu Twitter. Perguntaram se ela trabalhava e onde morava e não explicaram o motivo da abordagem.

    Assista ao vídeo de Rafaela Silva no Instagram 

    Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que esse tipo de acontecimento significam "as ‘novas formas’ de racismo baseadas nas páginas dos velhos livros. Esse pensamento vem sendo forjado desde o Brasil colônia para justificar a escravidão e depois o capitalismo continuou porque precisa criar diferenças para justificar a exploração do homem pelo homem”.

    Se você é negro 

    Exatamente por isso, os youtubers Spartakus Santiago e AD Junior ensinam a como sobreviver a uma abordagem indevida das forças repressoras em todo o país. Mas com a intervenção militar no Rio de Janeiro o vídeo deles viralizou.

    “Se você é negro, preste atenção nisso que vamos falar (...) evite sair de casa em altas horas (...), leve o cupom fiscal de equipamentos caros e nunca ande sozinho e sempre com documentos”, dizem eles.

    Assista o vídeo com o manual de sobrevivência para negros  

    Não é a primeira vez que Rafaela Silva sofre discriminação. Após ser eliminada na Olimpíada de Londres em 2012 por ter aplicado um golpe proibido na competição, ela foi xingada de “macaca” para baixo. Superou e ganhou o primeiro Ouro brasileiro no Rio de Janeiro quatro anos depois.

    Leia os twitters da judoca carioca

    rafaela silva tweet 1 reproducao

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    Para Custódio, “é muito difícil ser negro no Brasil, apesar de sermos maioria na população, porque o racismo é histórico e institucionalizado”. Como contam os youtubers ser negro no Brasil é correr o risco de ser morto por policiais pelo simples fato de estar com uma furadeira nas mãos.

    "A gente no Rio de Janeiro tem que passar essa vergonha. Descobri que preto não pode andar de táxi, porque deve estar assaltando ou roubando", afirma a atleta em um vídeo no Instagram.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações de Gil Alessi, do El País Brasil. Foto: UOL

  • Venezuela: Trump ameaça com intervenção militar enquanto Guaidó procura consumar o golpe

    Está em curso uma contrarrevolução na Venezuela, sob a liderança dos EUA e com apoio das forças conservadoras nativas. O enredo já foi escrito e vem sendo encenado. O presidente Donald Trump esteve reunido na Casa Branca quarta-feira (13) com o presidente da Colômbia, Iván Duque, um político de extrema direita, ocasião em que acenou com o envio de 5 mil soldados para a fronteira daquele país com a Venezuela para assegurar a entrega de “suposta ajuda humanitária” aos venezuelanos. Duque, por seu turno, procurou justificar a intervenção, alegando que atende os anseios do povo venezuelano.

    Já o golpista Juan Guaidó, um deputado de extrema direita que contestou a posse de Nicolás Maduro e se autoproclamou presidente da Venezuela, formou uma espécie de governo paralelo e dá novos passos na tentativa de consumar o golpe. É o seu “governo” e não o de Maduro - legitimamente eleito e contando com o apoio da Corte Suprema, da Assembleia Constituinte e das Forças Armadas – que administraria a “ajuda humanitária” tramada por Washington, verdadeira capital da empreitada golpista.

    Governos capachos

    Governos reacionários e entreguistas do continente americano, como Duque na Colômbia e Bolsonaro no Brasil, aliaram-se a Trump e estão se comportando como autênticos capachos da Casa Branca. Reconheceram Gauidó, que indicou novos embaixadores e diplomatas para a representação nesses países com a missão de viabilizar a chegada da “ajuda externa”, que foi rechaçada pelo governo e as Forças Armadas.

    Os chavistas já perceberam que o presente dos EUA é uma versão contemporânea do famoso Cavalo de Troia ou, ainda, a tentativa de criar um caminho (um corredor) para a invasão militar. Com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, os imperialistas americanos encobrem suas reais intenções com o discurso cínico de que estão protegendo a democracia e promovendo uma ajuda humanitária ao povo.

    Governos capachos, como os de Bolsonaro no Brasil e Iván Duque na Colômbia se prestam ao indigno papel de servir os interesses da grande potência capitalista, enquanto o golpista Guaidó se comporta como um lacaio do imperialismo, encenando o papel que Washington lhe reservou sem maiores escrúpulos e cuidados com a soberania nacional do povo venezuelano, tão cara a Simon Bolivar, Hugo Chavez e os revolucionários bolivarianos.

    Geopolítica e petróleo

    Os interesses reais por trás da arrogância imperial da Casa Branca não têm nada a ver com democracia ou direitos humanos. O que está realmente em jogo é a apropriação das maiores reservas de petróleo do mundo e o domínio geopolítico da América Latina, ameaçado pela política externa soberana de Hugo Chávez e dos governos progressistas da América Latina, que estão sendo derrubado um a um.

    A “intervenção humanitária” foi também arguida pelos EUA para destruir a Líbia, o Iraque e a Síria, assim como a defesa da democracia contra a ameaça comunista serviu de pretexto para os golpes militares no Brasil (1964) e em toda a América Latina, também liderados por Washington.

    As forças progressistas no Brasil e em todo o mundo não podem cair no canto de sereia imperialista e devem considerar como prioridade número 1 neste momento a ativa solidariedade com o governo legítimo de Nicolás Maduro e a defesa do sagrado direito das nações à autodeterminação. Basta de intervenção e hipocrisia imperialista.

    Umberto Martins