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Qui, Jun

Isis Tavares

  • Com o tema “Educadoras em Defesa da Democracia Nenhum Passo Atrás”, teve início hoje (5), em São Paulo, o 2º Encontro Mulheres Educadoras, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

    Estão entre os temas principais a defesa da democracia e a participação feminina na política. O evento, que acontece no Marabá Hotel e termina na sexta-feira (6) também discutirá os desafios das entidades sindicais na luta pelos direitos das mulheres.

    A secretária de formação da CTB, Celina Arêas, abriu o evento destacando a gravidade da conjuntura política nacional e a importância deste debate em um momento em que as garantias democráticas estão ameaçadas e que é fundamental estar mobilizado e bem informado para impedir qualquer passo atrás nos direitos.  

    Lúcia Rincon, coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), diz que o encontro fornece mais subsídios para uma análise da realidade das mulheres hoje. “Muito importante esse encontro com profissionais da educação pública e privada, num debate riquíssimo para traçarmos metas e caminhos, formatando lutas e conteúdos para que consigamos discutir a situação das mulheres em nossa sociedade”, diz 

    Já Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) e secretária de Relações de Gênero da CNTE, acredita que “um conjunto de projetos que representam retrocessos nos direitos das pessoas em curso no Congresso Nacional devem ser amplamente debatidos". Por isso, reforça ela, “pensamos este encontro com mulheres educadoras”.

    Lúcia acredita que as pessoas estão muito atuantes “interagindo, muito interessadas em conhecer e se apropriar de elementos que nos ajudem a aumentar unidade das forças progressistas para travar o enfrentamento às leis que apontam para o passado, com forte opressão às mulheres”.

    encontro de mulheres post 1

    “Os ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, aos direitos humanos e aos avanços nas políticas públicas para as mulheres, poderão anular conquistas e avanços para a construção de uma sociedade mais democrática”, afirma Isis.

    De acordo com ela, o “nosso encontro pretende evidenciar e refletir juntamente com todas as presentes o que está realmente em jogo no país, a partir da perspectiva da luta das mulheres por uma sociedade mais justa e feliz”.

    “Um jogo sujo", define Isis, “para atacar a primeira mulher a ocupar a Presidência da República e com isso, atacar todas as mulheres que são belas, mas trabalham e lutam por uma vida plena de direitos”.

    Segundo Lúcia, as participantes do encontro mostram que as mulheres estão “muito estimuladas a travar a boa batalha nas ruas, nas escolas, levando o necessário debate sobre a construção de relações de gênero num novo patamar, respeitoso, onde homens e mulheres estejam unidos e unidas para construirmos a sociedade solidária”.

    Serviço

    O que: Educadoras em Defesa da Democracia Nenhum passo atrás
    Onde: Marabá Hotel – Avenida Ipiranga, 757 – São Paulo
    Quando: Sexta-feira (6)
    9h: Os desafios das Centrais e entidades de trabalhadores/as em educação na luta mulheres. (Raimunda Gomes-Doquinha, secratária de Imprensa e Comunicação da CTB; Junéia Batista: secretária da Mulher Trabalhadora da CUT; Isis Tavares: secretária de Relações de Gênero da CNTE; Rita de Cássia de Almeida: Coordenadora da Secretaria de Gênero e Etnia da Contee).
    12h30: Almoço
    14h: Educação – Novo PNE (Plano Nacional de Educação) Gênero e igualdade de gênero na sala de aula Madalena Guasco Peixoto: Doutora em Educação, Professora titular do Departamento de Fundamentos da Educação da Faculdade de Educação da PUC/SP; Coordenadora Geral da Contee.
    17h: Encaminhamentos
    18h: Encerramento

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Contee e CNTE

  • “A greve geral se reveste de uma importância maior no Amazonas, porque conseguimos unir as seis centrais sindicais do estado e todos os movimentos sociais”, conta Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    De acordo com ela, isso não acontecia há muito tempo. “Infelizmente o estado é um dos que tem maior índice de aprovação do golpista Temer”. Por isso, diz Tavares, “a unidade da classe trabalhadora é muito importante para a resistência à retirada de nossos direitos”.

    Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, afirma que "estamos vivendo uma conjuntura bastante desfavorável para a classe trabalhadora”.

    Por isso, argumenta, “precisamos ampliar o nosso poder de mobilização através do diálogo com aqueles que realmente querem construir a uma frente ampla para barrar os retrocessos e derrotar o governo golpista”. Ele explica ainda que o Sinteam aderiu por unanimidade a greve geral no dia 28.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Foi divulgado nesta sexta-feira (9), o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Incontestavelmente, os dados significam melhorias significativas, mas apresentam a necessidade de avanços”, diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, os resultados mostram o esforço dos últimos 13 anos em valorizar a educação pública com objetivo de envolver a sociedade nesse projeto. 

    Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), o Ideb passou de 3,8 em 2005 – ano em que começou a ser medido – para 5,5 em 2015. Já do 6º ao 9º ano, foi de 4,2 em 2013 para 4,5 agora. Mesmo assim não atingiu a meta esperada de 4,7. Enquanto no ensino médio continua com 3,7 desde 2011.

    “Os dados mostram que precisamos avançar na valorização do magistério, melhorando os salários e as condições de trabalho”. Porque “muitos prefeitos e governadores não pagam nem o Piso Nacional do Magistério”, afirma a sindicalista.

    Mas o Ministério da Educação (MEC) do governo golpista defende propostas baseadas no que chamam de meritocracia. “Criar artifícios de incentivo à produção como se a educação pudesse ser medida dessa forma é uma inversão de valores e só fará piorar a situação”.

    Essa política “é uma maneira de negar ao magistério um plano de cargos, carreira e salários condizentes com a nossa realidade e com as necessidades do sistema educacional do país”, afirma Betros.

    Além dessa valorização, a presidenta da CTB do Amazonas, Isis Tavares, acredita que “os profissionais da educação vêm batalhando há anos por uma formação melhorada e não permitiremos que isso se perca”.

    Desde que assumiu o MEC, Mendonça Filho vem falando em privatizar o ensino médio e superior (leia mais aqui). “Sem dúvida, mudanças são necessárias, mas com valorização da educação pública. Dinheiro público deve ser utilizado nos serviços públicos", defende.

    Betros assegura que os docentes não aceitarão a proposta do MEC de acabar com o Custo Aluno Qualidade (CAQ) e o CAQI, destinado à educação infantil. “O custo aluno é o que vem balizando os investimentos em educação no país”, diz.

    De acordo com ela, “acabar com o CAQ e o CAQI (da educação infantil) significa acabar com a gratuidade da educação pública”. Pior ainda, estão querendo retroceder e passar as creches para o serviço social.

    “Foi um importante avanço trazermos a creche para a educação”, garante Betros. “A creche deve ser um bom alicerce até a criança atingir a fase educativa”.

    Tavares lembra da necessidade da defesa do Plano Nacional de Educação (PNE) como bandeira dos educadores e educadoras na atual conjuntura. Betros afirma que a educação “não ser vista de uma forma fragmentada”.

    Por isso, “todas as diretrizes, metas e estratégias do PNE devem ser cumpridas e executadas”. Tavares concorda com ela e defende a construção de um “Sistema Nacional de Educação que contemple a realidade da comunidade escolar e se baseie nos princípios da liberdade e crescimento cognitivo e emocional das crianças e jovens”.

    De acordo com o MEC os anos iniciais do ensino fundamental têm 15,5 milhões de alunos, com 82,5% na rede pública. Já nos anos finais são 12,4 milhões de alunos, 85,3% em escola pública. 8 milhões estão matriculados no ensino médio, 97,1% na rede pública.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Em homenagem aos professores, no seu dia, neste sábado (15), o Portal CTB perguntou aos profissionais da educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil o que é ser professor no país, ainda mais com a democracia golpeada, o severo corte de investimentos nesta área e a dogmatização do ensino com o projeto Escola Sem Partido.

    A ideia surgiu da campanha #SouProfessor, que viraliza nas redes sociais e chama atenção para a profissão de ensinar, tão desvalorizada neste país. Um vídeo com o professor de História Leandro Karnal, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dá a dimensão da importância do tema.

    Para ele, “ser professor é basicamente uma aposta no futuro. Por isso que o professor é condenado à esperança. Ele é condenado a acreditar que pode vir algo melhor” e que “este futuro seja mais cheio de conhecimento, estabilidade, democracia e de igualdade”.

    Assista o vídeo com a fala completa de Karnal 

    Vamos às respostas dos educadores e educadoras da CTB:

    Marilene Betros, dirigente nacional da CTB e da APLB-Sindicato dos Professores da Bahia

    “Ser professor (a) é ter a perspectiva de que a nossa tarefa nos coloca na posição de ponte que se relaciona com o outro, que ensina e aprende cotidianamente, é tentar encantar, mesmo na diversidade. É continuar na luta para formar cidadãos e cidadãs que consigam responder aos desafios que a vida lhes impõe e tenham a criatividade a altura da necessidade de se transpor barreiras”.

    Osmar Moreira de Souza Júnior, professor de Educação Física da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar)

    “Ser professor nesse contexto, é gostar de despertar na população uma sensibilidade para as questões que atingem a vida de todos. Essas transições de poder e como isso pode impactar na vida da sociedade. Ser professor neste país é abraçar a causa e saber que não vai ser valorizado como outros profissionais, mas que tem um grande poder de transformação, levando a sério o ofício de difundir saberes”.

    Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação

    “Professor em tempos de Temer. É estar preparado para os mais absurdos projetos que não viriam se as eleições fossem respeitadas. É estar ombro-a-ombro com os alunos nas ocupações e nas passeatas Fora Temer, pois as políticas de terra arrastada os atingirão por anos. É estar junto com os demais trabalhadores e trabalhadoras para evitar a perda de nossos direitos. É preparar as aulas e estar presente nas ações pedagógicas da escola, ciente que os tempos são de resistir”.

    Josandra Rupf, secretária de Educação da CTB-ES

    “Para mim, ser professor é estar atento ao desenvolvimento do educando para possibilitar a ele os espaços de debate e participação necessários a esse desenvolvimento. Para que o educando possa exercer plenamente a sua cidadania. Porque educar não pode de limitar aos conteúdos curriculares básicos. O conteúdo de uma educação plena está na vida”.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)

    “O trabalho dos docentes é da mais alta relevância social. Ser professora é ter responsabilidade com o futuro. E assim, descobrir a cada dia como seu trabalho pode promover mudanças significativas na vida de alunos, alunas e na sua própria.

    A oportunidade de acesso pelas novas gerações ao conhecimento histórica e socialmente produzido, não é algo que possa ser improvisado ou espontâneo. Requer sensibilidade sim, mas requer formação de qualidade e esforço intelectual que deve ter a devida valorização profissional, além do reconhecimento social.

    Hoje no Brasil, ser professor para o governo golpista é ser um entrave à economia. É ser um perigo para a sociedade. Tratar professores dessa maneira, é produzir um futuro sem oportunidades e perspectivas para as novas gerações e superfaturando uma dívida histórica com aqueles e aquelas que com seu esforço pessoal e trabalho diário nas escolas e muitas vezes fora delas, escrevem a história da educação no Brasil”.

    José Carlos Madureira Siqueira, dirigente da CTB-RJ e do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe)

    “Professor é um ser humano que lapida diariamente milhares de pedras brutas, transformando em milhares de preciosidades que irão construir a joia mais bela e valiosa para todos nós, uma nação. Ainda que o obscurantismo tente atrapalhar nosso trabalho, continuamos firmes como a natureza, a primavera sempre acontece”.

    Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB-GO

    “Sou professora e escolhi essa profissão aos 15 anos de idade. Uma escolha firme e determinada no desejo de aprendizagem e socialização do conhecimento. Ser professor é descobrir no outro a troca de saber, de experimentar, de criar, de avançar. Enquanto professora da Educação Infantil: o encantamento, a felicidade. Enquanto professora da primeira fase o caminhar. Enquanto professora de jovens e adultos a esperança, a ação, a realização... Ser professor é uma experiência mágica e profundamente revolucionária”.

    Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Comunicação da CTB

    “Ser professor (a) é exercitar cotidianamente o compromisso com a transformação social e humana, na trocar de experiências, expressando pensamentos em busca de superar visões estereotipas do mundo, inclusive do que é ser professor (a), quando muitos advogam a tese do cuidado pela vocação, negando o magistério como profissão, o que favorece a desvalorizada da mesma em relação as demais profissões. O magistério requer dedicação, persistência e compromisso, os (as) professores (as) devem ser os condutores e indutores desse processo, o ensino e a aprendizagem é uma via de mão dupla, nas palavras do mestre Paulo Freire ‘quem ensina aprende e que aprende também ensina’”.

    Paulo José Nobre, secretário-geral da CTB-SP

    “Ser professor, é ser um agente que abre as portas e janelas de acesso ao conhecimento, despertando o espírito crítico para uma educação transformadora”.

    Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB

    “Ser professor é acreditar no futuro com democracia e igualdade. É construir o aprender e o ensinar coletivamente, mostrar caminhos e transformar sonhos em realidade. É lutar junto com a nova geração por um mundo de paz, um mundo de equidade de direitos, reinventar, sem formas e fórmulas, a formação de atitudes, enfim saber que o que a vida quer da gente é coragem."

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Esta sexta-feira (11) entra para a história dos movimentos sociais do Amazonas. Em ato unificado contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, que congela investimentos em educação e saúde por 20 anos, a chamada Frente Fora Temer levou mais de 2 mil pessoas às ruas.

    “Os sindicatos da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) no estado, tiveram uma agenda intensa de mobilização, com visitas às escolas, postos de trabalho, promovendo debates e levando informações às bases”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

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    Tavares conta também que nesta quinta-feira (10) os estudantes ocuparam a reitoria da Universidade Federal do Amazonas contra a PEC da Morte.

    Em Manaus, o ato unificado teve início às 8:30, no centro da cidade, Praça da Polícia. As mais de 2 mil pessoas saíram em passeata avenida 7 de setembro e Eduardo Ribeiro, encerrando com um ato final na Praça do Congresso, conta a cetebista.

    Ela ressalta também que ocorreram protestos em inúmeras cidades do interior como Tefé, Manacapuru, Parintins e Iranduba.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • O governo golpista dá mais um passo para o prometido desmanche da educação pública no país. Nesta segunda-feira (27), Temer revogou a nomeação de metade dos integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE).

    “Esse é mais um ato dos golpistas rumo ao desmanche da educação”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM) e secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    Para ela, essa estratégia faz parte do processo de tentativa de consolidação do golpe, que começou em 17 de abril com a admissibilidade do impeachment. “Querem acabar com a educação para conseguir sustentação ideológica para o golpe com base na censura para vencer pela ignorância”.

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    A determinação do Ministério da Educação (MEC) torna nula a nomeação de quatro conselheiros da Câmara de Educação Básica e de três membros da Câmara de Educação Superior. Além disso, foi revogada a recondução de três membros da Câmara de Educação Básica e dois conselheiros da Câmara de Educação Superior.

    A presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, afirma que essa revogação mostra mais um retrocesso na política educacional. “A sociedade vem caminhando rumo a uma educação voltada para a ampliação dos horizontes culturais das crianças e jovens”, ressalta.

    Isso porque, diz Carina, o CNE é o órgão que “destina as diretrizes da educação no país, além de fiscalizar a aplicação das políticas públicas”. É, portanto, “uma entidade com controle social e o governo golpista demonstra intenção de acabar com os rumos construídos de uma educação democrática”.

    Já Madalena Guasco Peixoto, dirigente da CTB e coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, se diz perplexa com essa infâmia. “Ou esse governo desconhece o funcionamento do CNE ou pretende dar um golpe no sistema educacional do país, porque terá que fazer consulta às entidades se quiser nomear outros membros, se seguir a lei".

    A preocupação de Isis refere-se à expressa vontade de combater as “políticas públicas construídas com a participação da população em anos de intensos debates”. Nessa mesma linha o professor da Universidade de Brasília, Remi Castioni, que é também secretário de Educação da CTB-DF, lembra que em “2 anos de vigência do Plano Nacional de Educação, a maioria das metas ainda não foram cumpridas”.

    De acordo com ele, parece que a intenção dos golpistas é exatamente “diminuir as verbas para essa área estratégica do desenvolvimento nacional”. Remi conta que a comunidade educacional se sente aviltada com o projeto desse desgoverno que retira a obrigatoriedade de percentuais mínimos de investimentos em educação.

    Madalena lembra também que há um encontro do Fórum Nacional de Educação (FNE) marcado para o dia 20 de julho e até agora “o Temer não respondeu nada”. Ela lembra que o FNE é um órgão de Estado e não de governo. “Mesmo assim, ele ignora nossos ofícios e não diz nada há menos de um mês do encontro. Corremos o risco de não realizarmos o encontro por falta de verba”.

    Por essas e por outras, afirma Carina, é que as entidades envolvidas com a educação realizam nesta quarta (29) um grande ato em defesa da educação em frente ao MEC, em Brasília. “O projeto educacional dos golpistas pretende cobrar mensalidades das universidades públicas e privatizar o ensino médio, acabando com a gratuidade”.

    Já Isis ataca a precarização, que ocorre "em todos os sentidos. Eles querem cortar as verbas para a educação, juntamente com a criação da ‘lei da mordaça’ e, com isso, focar o debate na destruição da liberdade e da educação inclusiva”.

    Um dos principais projetos desse desgoverno é a revogação dos 50% do Fundo Social e dos 75% dos royalties do pré-sal para a educação, além dos 25% para a saúde. Por isso, Carina avisa que os estudantes se organizam para a “realização de uma grande greve nacional na educação ainda neste ano”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ao analisar o seminário sobre a reforma da previdência ocorrida nesta terça-feira (18) na sede do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), em Brasília, a presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirma que fica claro a conotação de acabar com a previdência pública.

    Ela explica que o seminário foi proposto pelas conselheiras que representam a sociedade civil no CNDM. “A apresentação dos representantes do governo repete a mesma retórica de sempre”.

    Eles “alegam que a reforma é necessário devido ao déficit fiscal. Por isso, igualar a idade entre homens e mulheres seria fundamental. Além de equiparar com outros países para modernizar. Mas não falam nada sobre os direitos sociais e a inconstitucionalidade do projeto”, afirma Tavares.

    Já para a coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincon, o encontro mostrou mais uma vez a diferença de “quem busca as políticas públicas para a melhoria de vida da população e quem busca otimizar o capital financeiro, beneficiando os grandes empresários”.

    Rincon conta ainda que o governo mostra desconhecimento da realidade brasileira. “O representante da Secretaria da Previdência insistiu em comparações impossíveis de serem feitas, porque eles têm legislações diferentes, mas também têm condições de vida e trabalho profundamente diferentes”, afirma.

    Enquanto o representante do governo, Arnaldo Barbosa Lima, diz que “quem quer se aposentar ganhando mais, trabalha mais". Ele também chama a argumentação contrária à reforma de muito “criativa” e “irresponsável”.

    A presidenta da CTB-AM, no entanto, acentua a necessidade de se entender que existe na sociedade brasileira com muita discrepância entre homens e mulheres no mercado de trabalho, além da dupla jornada de trabalho.

    “Vivemos numa sociedade com grandes diferenças entre ricos e pobres, homens e mulheres, negros e brancos”, acentua Rincon. “Há também muita discriminação com relação à orientação sexual das pessoas”.

    Por isso, “é preciso que apontemos para a sociedade os equívocos quando dizem que a previdência dá prejuízo. Mais importante ainda é ter a clareza de que estão jogando o ônus da crise para a classe trabalhadora”.

    Rincon garante ainda que “as mulheres têm uma sobrecarga de tensões em nosso cotidiano que dificulta a nossa realização plena na vida e no mundo do trabalho. Sobrecarga causada pelo excesso de tarefas que a sociedade nos impõe”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Arte: Latuff

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares informa que o Dia Nacional de Paralisações – sexta-feira, 25 – começa às 8h da manhã em frente ao Hospital Universitário Getúlio Vargas, no Boulevard Álvaro Maia, em Manaus.

    Isso acontece porque está prevista a visita do ministro golpista da Saúde, Ricardo Barros. “Estaremos mais uma vez nas ruas contra os golpes que estão sendo dados em nossos direitos, denunciando o desmonte do SUS e da educação pública”, afirma Tavares. As centrais sindicais participam do ato juntamente com estudantes e movimentos sociais.

    Portal CTB

  • A APP-Sindicato dos Professores do Paraná faz nesta sexta-feira (29) o Dia de Luto e Luta, para lembrar o aniversário de um ano do massacre feito pela Polícia Militar contra uma manifestação pacífica de educadores e educadoras por seus direitos, conhecido como o Massacre do Centro Cívico, local do ocorrido. Haverá paralisação das atividades e protestos nas ruas em defesa da educação pública e da democracia.

    No dia 29 de abril, do ano passado, por ordem do governador Beto Richa (PSDB) a polícia paranaense cercou e despejou bombas de gás e cassetetes de borracha em educadores e educadoras totalmente indefesos.

    Richa mostrava assim a sua política para a educação e para os servidores públicos: a violência desmedida. Durante cerca de duas horas, mais de 200 pessoas saíram brutalmente feridas, sem a menor chance de defesa.

    “A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Paraná nesta triste data”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

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    Para ela, “a truculência da polícia paranaense mostra que o PSDB não tem política para a educação e trata os movimentos sociais com desrespeito e violência”. O pior de tudo, diz Isis, é que “em vez de barbáries como essas servirem para avançarmos na civilização brasileira, estão trazendo retrocessos inomináveis”.

    Ela cita como exemplo uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, conhecida como “Escola Livre”, pela qual professores e professoras ficam proibidos de emitir opinião em sala de aula sobre temas de cunho religioso, político e ideológico. “Uma verdadeira lei da mordaça”, afirma Isis.

    A educadora se diz muito preocupada com a situação política do país e que violências como a ocorrida em Curitiba um ano atrás, podem virar corriqueiras se “a democracia for golpeada com o impeachment da presidenta Dilma”.

    “Que a lição e a coragem dos profissionais da educação do Paraná sirvam de exemplo para barrarmos toda a espécie de barbárie em nossa sociedade”, conclui. O núcleo de educação da CTB-PR participa ativamente da defesa da democracia e denuncia a truculência do governador Beto Richa, especialmente contra educadores e servidores públicos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Cena do filme "A economia da felicidade", de Helena Nordberg-Hodge (Divulgação)

    Tom Jobim canta em “Wave” o que “os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender”, porque “fundamental é mesmo o amor e é impossível ser feliz sozinho”. Decantada em prosa e verso, a questão da felicidade aflige a humanidade há milênios.

    Por isso, o Portal CTB, aproveitando a virada de ano, resolveu dialogar sobre o tema. A questão é tão fundamental que a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB) apresentou um projeto à Câmara dos Deputados, quando ainda era deputada federal para que a República garanta vida boa aos brasileiros, possibilitando-lhes a chance de serem felizes.

    Nesta semana, a britânica BBC entrevistou Robert Waldinger, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, diretor de um estudo que retoma a discussão sobre o que pode trazer felicidade aos seres humanos.

    O “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto” ocorre desde 1938 e Waldinger, que também é sacerdote zen-budista, afirma à BBC que "o fundamental, que ouvimos uma vez ou outra, é que o importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos".

    "Uma relação de qualidade é uma relação em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Claro que nenhum relacionamento é perfeito, mas essas são qualidades que fazem com que a gente floresça", complementa Waldinger.

    Wave, de Tom Jobim (interpretação de Caetano Veloso e Roberto Carlos) 

    Mas há quem diga que “dinheiro não traz felicidade, manda comprar”. Ditado do qual discorda a sindicalista de Porto Alegre, Adriana Jota. “No capitalismo as pessoas necessitam de ter coisas para serem felizes e isso as torna infelizes, porque sempre querem ter mais”.

    Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, “a dignidade humana está sob ameaça. Não tenho dúvidas de que a felicidade maior do ser humano é ter seu emprego, seu salário digno para poder honrar os seus compromissos”.

    O sindicalista cita ainda a canção “Um homem também chora (Guerreiro menino)”, de Gonzaguinha, alguns de seus versos dizem que: “Um homem se humilha/Se castram seu sonho/Seu sonho é sua vida/E vida é trabalho/E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem a sua honra/Se morre, se mata/Não dá pra ser feliz”.

    De acordo com Araújo a classe trabalhadora vai ao paraíso se tiver a “sua casa, a garantia de uma boa educação para seus filhos, proporcionando-lhes possibilidades de um futuro melhor”. Porém, diz ele, “infelizmente, o governo ilegítimo do Temer (Michel) está propenso a aniquilar com os direitos sociais e trabalhistas, impedindo a possibilidade da felicidade”.

    Desde a Grécia antiga o conceito de felicidade vem gerando controvérsias. Em pleno século 21, no capitalismo a felicidade atrela-se à questão de se possuir bens materiais.

    A secretária da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia, Tereza Bandeira discorda. Para ela, uma pessoa só pode ser feliz se houver “a erradicação de todo e qualquer tipo de discriminação e de diferença social”.

    Um homem também chora (Guerreiro menino), de Gonzaguinha (interpretação de Fagner) 

    Em acordo com Bandeira, a presidenta da CTB-AM, Isis Tavares afirma que “a socialização dos meios de produção com igualdade de gênero” é que trarão a felicidade à humanidade. Ela acentua ainda que “o avanço tecnológico deve nos permitir viver mais com a família, com os amigos e amigas e aproveitar mais o tempo ocioso com cultura e lazer”.

    Para a estudante paranaense Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, pequenos atos de generosidade podem deixar as pessoas mais felizes. Ela conta que andando pelo centro de Curitiba foi abordada por uma pessoa vendendo bijuterias.

    Ela gostou de uma pulseira que custava R$ 25, mas só tinha R$ 3. “Eu quis dar o dinheiro que tinha a ele, que estava trabalhando para custear viagem à Florianópolis. Ele então me deu a pulseira, porque dinheiro não é tudo na vida, me disse”. Ela garante que isso a deixou feliz.

    Mas no mundo do capital, “a felicidade custa porque neste sistema só é valorizado quem tem bens”, afirma Sandreia Barroso, secretária da mulher da CTB-PI. Inaceitável para ela é “passar por cima dos outros para se dar bem, seja no mercado de trabalho ou na vida”.

    Complementando a proposta de Barroso, a secretária da Mulher da CTB-SP, Gicélia Bittencourt acredita que a felicidade “é estar com saúde ao lado de quem se ama e é amada”. Fundamental ainda, diz ela, é ter condições de “andar sem medo pelas ruas, ter estabilidade econômica e todas as pessoas poderem viver bem em todos os sentidos”.

    Rosa Pacheco, dirigente da CTB-PR Educação concorda e garante que a felicidade também está relacionada ao sucesso no trabalho. “Como professora me sinto muito feliz ao ver meus alunos e alunas crescerem como pessoas capazes de traçar o seu próprio caminho com liberdade, generosidade e solidariedade”, ressalta Pacheco.

    O pensador prussiano Immanuel Kant (1724 a 1804), a questão da felicidade fica no âmbito do prazer e do desejo. Graças ao pensamento de Kant, a felicidade se tornou “direito do homem”.

    Mais do que isso, Milton Nascimento e Fernando Brant traduzem os sentimentos dos trabalhadores e trabalhadoras na bela "Coração civil", onde cantam "quero a felicidade nos olhos de um pai/quero a alegria muita gente feliz/quero que a justiça reine no meu país/quero a liberdade, quero o vinho e o pão/quero a cidade sempre ensolarada/o povo e os meninos no poder eu quero ver” (assista abaixo).

     

    “Seguramente, certa dose de sossego e de reflexão tranqüila é necessária apenas para compreendermos o que a felicidade significa, mas a atividade de tornar-se feliz é do tipo que nos liga ao mundo”, diz o professor e estudioso Richard Schoch.

    Para ele, “encontrar a felicidade significa não desprezar o mundo, porém criar um mundo melhor”. Porque “nascemos para ser felizes, já que a felicidade é a perfeição da nossa existência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A nadadora pernambucana Joanna Maranhão conta em entrevista à repórter Renata Mendonça, da BBC Brasil, como superou o abuso sexual que sofreu aos 9 anos. Na qual, a atleta defende educação sexual nas escolas para prevenir ações de pedófilos.

    A denúncia feita por ela em 2012, contra seu ex-treinador, resultou na Lei 12.650/2012 - batizada de Lei Joanna Maranhão -, que altera o Código Penal e, a partir de então, a prescrição de crime de abuso sexual, começa a contar somente quando a vítima completa 18 anos e não a partir de quando ocorreu a ação criminosa.

    A nadadora que disputa sua quarta olimpíada no Rio de Janeiro, aos 29 anos, criou em 2014 a ONG Infância Livre para apoiar crianças que sejam molestadas sexualmente na região da Grande Recife, onde ela reside atualmente.

    Em sua ONG ela diz receber "muitas mensagens com relatos de vítimas de abuso”. Para ela, "mais importante do que desmascarar o pedófilo é educar sexualmente as crianças. É preciso ter uma educação sobre isso, sobre qual carinho pode, qual não pode, o que são certas coisas. É preciso falar disso na escola".

    "Uma pessoa com o destaque que tem a Joanna Maranhão, defender a inclusão de educação sexual nos currículos escolares é importante para mostrar a necessidade de se levar para dentro das escolas o debate sobre as questões de gênero, tanto para as meninas quanto para os meninos", diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Isso é importante, porque orienta as crianças sobre algo que elas ainda não são capazes de entender sozinhas e, portanto, não sabem lidar", afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM. Para ela, "esse tipo de orientação para crianças e adolescentes nas escolas deve ser abordado com base na biologia e na psicologia, levando em conta a afetividade e questões sobre a cidadania, tudo de modo interligado para possibilitar o conhecimento pleno e sem tabus", complementa.

    Para Marilene, “a escola tem que ser plural. Precisa ter um olhar amplo sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo”. Por isso, “nós defendemos que a escola forme cidadãos e cidadãs plenamente, com uma pedagogia voltada para o respeito e para a igualdade”.

    Mas a educadora ressalva que não adianta querer ensinar a anatomia do corpo humano, em vez de “debater tudo o que envolve a sexualidade humana e levar para as crianças e jovens informação adequada sobre tudo o que se relaciona com os seus corpos e de como enfrentar os problemas do desenvolvimento humano”.

    Ela defende que os currículos contenham todos os assuntos que afetam a infância e a juventude, "ensinando-os a estarem preparados para enfrentar a vida com a disposição necessária".

    Para evitar que aconteçam violências como o caso de Joanna, Marilene defende que é fundamental “romper o tabu de a escola não poder dialogar com as crianças e jovens sobre tudo o que se relaciona com a vida delas, inclusive para precaver ações de pedófilos”.

    “A família cumpre um papel importante na educação e proteção dos filhos, mas é na escola que crianças e jovens têm a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial, desde que a educação tenha o compromisso de ensinar os alunos a trilhar os caminhos dos avanços que a humanidade requer”, reforça Marilene.

    Leia a entrevista na íntegra aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: CBDA SSPress

  • Os petroleiros fecham a Refinaria de Manaus com ampla participação da CTB-AM. "O Dia Nacional de Luta começou bem cedo para nós. Hoje o dia será marcado por muitas manifestações de repúdio à reforma da previdência", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

    Muitas cataegorias estão parando no Amazonas. Os docentes aderem á greve geral contra o desmonte da educação,mas também contra "essa reforma da previdência que acaba com a nossa aposentadoria especial e retira o direito a uma vida digna" (leia mais aqui).

    manifestacao manaus isis

    De acordo com Tavares, a mamifestação que começa às 16h na capital amazonense promete mobilizar as pessoas descontentes com o rumo da economia no país. "Não é a classe trabalhadora que deve pagar o pato pela crise do capital", reforça Tavares.

    Portal CTB

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CBT-MA), Isis Tavares, denúncia que foi proibida pela polícia do Senado Federal de distribuir a revista Mátria, publicação da Secretaria de Gênero, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pela qual ela é responsável, na quinta-feira (23).

    A professora sindicalista conta que foi convidada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora da Mulher no Senado, para participar de audiência pública sobre o impacto da reforma da previdência na vida das mulheres.

    “Na hora que abrimos os pacotes e os seguranças viram que se tratava de revista que trata das questões de gênero, disseram que eu tinha que ir à Polícia do Senado. Então levei um exemplar e fui informada de que só poderia distribuí-la no âmbito da comissão”, relata.

    Ela apresentou a denúncia à Comissão de Direitos Humanos e o senador Paim fez o discurso dela constar dos autos do Senado e distribuiu as revistas ele próprio. “Estamos vivendo um sério déficit de democracia no país, estou chocada como fui desrespeitada”.

    Pior ainda, reclama, “como não se pode distribuir uma revista de uma entidade sindical de nível nacional dentro da ‘casa do povo’?”, questiona. “É uma violência muito grande contra a classe trabalhadora”.

    A audiência pública “As consequências da Reforma da Previdência na vida das mulheres”. De acordo com Tavares, “o Brasil está entrando em um retrocesso civilizatório. Precisamos de muita resistência para construir uma grande unidade. Vamos debater cada vez mais com os pais dos alunos porque essa reforma não atinge só a professora, atinge o futuro do seu filho”.

    Acesse o conteúdo da revista Mátria 2017 aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações e foto da CNTE

  • Com o golpe de Estado em marcha no Brasil, ganha corpo a discussão sobre o projeto “escola sem partido”, que visa amordaçar o ensino brasileiro, chegando a prever prisão para professores que fizerem comentários sobre o conteúdo de suas aulas, sejam elas de que temas forem.

    Tanto que o Senado Federal abriu uma consulta pública sobre o Projeto de Lei do Senado 163/2016, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), da bancada evangélica, que pretende incluir a matéria na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Até o fechamento desta reportagem, o resultado estava em 122.988 votos a favor e 147.522 contra o PLS.

    Essa proposta nasceu há 12 anos, quando um pai questionou as aulas de história que sua filha recebia. O advogado Miguel Nagib diz que "é fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas".

    Esse projeto “está no bojo da sustentação ideológica do golpe dessa elite que quer impor ao Brasil os seus interesses e restringir o pensamento a uma única possibilidade “, afirma Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    Para ela, a ideia de controlar a juventude remonta ao nazismo. “Na Alemanha de Hitler aconteceu exatamente o que querem os defensores dessa proposta. Se os pais não gostassem daquilo que os professores estavam ensinando aos seus filhos, poderiam denunciá-los e os educadores corriam o risco de serem presos”.

    Um levantamento feito pela insuspeita revista “Nova Escola”, da Fundação Victor Civita, questiona os argumentos dos propulsores do projeto ‘escola sem partido’, que ganhou realce com a visita do ator de filmes pornôs, Alexandre Frota ao Ministério da Educação, para sugerir a inclusão dessa proposta na educação brasileira.

    A “Nova Escola” foi ao site do “escola sem partido” e derrubou o argumento de que milhares de pessoas denunciavam professores “doutrinadores” de seus filhos. “O site do movimento registra somente 33” denúncias, num país com “mais de 45 milhões de estudantes”, anuncia a reportagem da revista especializada em educação.

    abaixo lei da mordaca

    Para Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), “a ‘escola sem partido’, nada mais é do que a escola de apenas um partido, de apenas um lado (o mais conservador de todos), buscando enterrar a diversidade de pensamento natural na busca de conhecimentos e transformando o processo educacional em instrumento de opressão e de censura”.

    Enquanto os organizadores do blog Professores Contra o Escola Sem Partido, que também tem página no Facebook, afirmam que as postulações dos defensores dessa proposta, são amplamente vagas “de maneira proposital”. Mas no fundo, “eles entendem que a escola está dominada por uma ideologia esquerdista e que falta o estudo de autores conservadores, por exemplo, e que os professores ao invés de ensinarem os conteúdos estão doutrinando os alunos para que eles se tornem todos esquerdistas ou gays”.

    Por isso, a chiadeira foi geral quando se aprovou no Plano Nacional de Educação a inserção do debate da questão de gênero nas escolas. “Eles falam de neutralidade política e religiosa. Mas, digamos, quando acontece um caso de racismo na escola, ou de intolerância religiosa, a gente não pode se manifestar contra aquilo porque se tiver alunos cristãos na sala isso irá contra a educação que eles recebem em casa”, argumentam os professores contra esse projeto.

    Já Marianna Dias (Mari), diretora de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), acredita que "a Lei da Mordaça não pode ser encarada como um debate setorial, que diz respeito apenas à educação, à escola ou à universidade”.

    “É uma questão que precisa preocupar a sociedade”, diz Mari, “e isso nos obriga a questionar qual o papel social da educação. A escola não pode ser apenas um ambiente para se aprender a ler, precisa ser um ambiente que forme cidadãos  e que se preocupem com a sociedade, com o país, com a vida e com o mundo”.

    Nesse contexto, Tavares afirma que “quando você bloqueia o acesso ao conhecimento, está cerceando a liberdade e o desenvolvimento consciente das pessoas”. Mari vai de encontro a essa proposta.

    De acordo com ela os estudantes brasileiros querem "uma escola que reflita sobre os nossos anseios, que não reproduza os preconceitos e muito menos limite a nossa liberdade”. Na verdade, acentua ela, “queremos uma escola com arte, cultura, sociologia e esporte. Que nos prepare como agente transformador para que possamos construir um amanhã melhor".

    Tavares complementa ao afirmar que ao contrário do que dizem os defensores do “escola sem partido”, a juventude tem a capacidade de pensar e decidir por si. “Os jovens pensam e a escola deve lhes proporcionar a possibilidade de ampliação do discernimento sobre todas as questões que lhes aflige. Fazer o contrário, sim é doutrinar”.

    Já a líder secundarista, Lanes, diz que “eles (defensores escola sem partido) querem, na verdade, é substituir a liberdade de diálogo e de debate de ideias na sala de aula por uma ideologia conservadora”, argumenta Lanes. Para ela, “o projeto ‘escola sem partido’ é extremamente ideológico! Nele, não existe imparcialidade nenhuma! É a ideologia dos que querem uma população alienada, dos que não querem que a sociedade mude, mas que continue desigual e injusta”.

    A vontade dos defensores dessa ideia, que conta com 12 projetos na Câmara dos Deputados e o PLS de Malta, no Senado, defendem “a intolerância como norma de vida”, reforça Tavares. “Essa proposta visa bloquear o nosso desenvolvimento civilizatório, exatamente como faz o Estado Islâmico quando explode edifícios históricos milenares, só porque são de outros povos e pensamentos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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  • O presidente golpista Michel Temer assina neste fim de semana uma medida provisória que reforma o ensino médio. Pela MP a carga horária do ano letivo passa para 1.400 horas anuais, atualmente são 800 horas.

    O ministro da Educação Mendonça Filho pretende mudar também a Base Nacional Comum Curricular, com diminuição das matérias obrigatórias e vinculando-a ao vestibular.

    “Na prática, a proposta deles significa um retrocesso sem precedentes. Volta a dominar a visão de que os filhos da classe trabalhadora só devem estudar o suficiente para se manter razoavelmente no mercado de trabalho”, diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Além do mais, diz ela, “aumentar a carga horária, sem investimentos na infraestrutura das escolas e na formação dos profissionais da educação é uma medida inócua e essa reforma visa a privatização do ensino médio e o fim do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”.

    Já Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), afirma que “não existe discussão de política pública sem participação da sociedade. E não existe política pública de fato e de direito sem financiamento do Estado”.

    Tavares lembra também da Proposta de Emenda à Constituição 241/2106, em tramitação, que poderá fazer estragos inimagináveis à economia do país. Somente da educação essa PEC tira ao longo de 10 anos R$ 58 bilhões de recursos para a manutenção do ensino nas redes públicas das cidades, afirmam especialistas.

    Ela acredita que “a PEC 241, significa o fim do Piso Nacional do Magistério e de qualquer possibilidade de Plano de Cargos, Carreira e Salários, conquistados pelo movimento dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação”.

    Já Betros afirma que as medidas tomadas pelos golpistas “liquidam com o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado há 2 anos, depois de muitas e amplas discussões”. Ela explica que os cortes promovidos por eles não permitem a efetivação de nenhuma das 20 metas do PNE, essenciais para elevar o patamar da educação pública no país”.

    Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) diz que "todos os países, em época de crise, enfrentaram problemas econômicos e de outras naturezas investindo na educação. E saíram dela vitoriosos por meio da opção de investimento em massa na educação do seu povo".

    Para Tavares, “as medidas determinadas pelo MEC representam o desmonte da educação pública através da precarização do serviço público. Paralelamente, às reformas anunciadas para o ensino médio e a lei da mordaça vêm no bojo da sustentação ideológica desse governo golpista”.

    "Nós, gestores municipais, vemos com muita aflição e preocupação a discussão dessa PEC no Congresso. Somos totalmente contrários à desvinculação dos recursos porque é a única garantia que temos de a União, ente que mais arrecada, repassar recursos aos municípios e aos estados", diz Lima.

    Betros defende a união de todas as entidades que trabalhem com a educação pública para “tomar as ruas e levar informação à sociedade como um todo sobre as consequências nefastas dessas mudanças nessa área estratégica para qualquer país que almeje desenvolvimento salutar e consequente de sua infância e juventude”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Começou na quinta-feira (16), em Brasília, o 2º Conselho Nacional das Entidades, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Com a participação de 30 entidades de todo o país, a reunião termina nesta sexta-feira (17).

    “As entidades estão se posicionando frente aos ataques à educação e às conquistas sociais e trabalhistas, efetuados pelo governo golpista de Michel Temer”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    Para ela, que também é dirigente da CNTE, “a reforma do ensino médio (leia mais aqui) e o projeto Escola Sem Partido (saiba mais aqui) acabam com qualquer perspectiva de uma educação democrática, plural, que valorize os profissionais e respeite os jovens e as crianças em seus anseios e necessidades”.

    Aliás, diz Tavares, “acabar com qualquer possibilidade de uma educação pública de qualidade faz parte da tática golpista para minar a resistência à opressão”. O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana falou no evento sobre a conjuntura nacional.

    cnte reuniao nivaldo

    "Temos que construir um movimento amplo de resistência para enfrentar esse governo ultraliberal”, afirma Santana. Ele complementa assinalando que “devemos ter a capacidade de atrair e incorporar os setores da sociedade atingidos pela política de desmonte do Estado brasileiro e pelo corte dos direitos conquistados".

    Tavares lembra que as entidades reunidas fortaleceram a realização da greve geral nacional marcada para o dia 15 de março no último congresso da CNTE. “Debatemos ainda a reforma da Previdência e trabalhista, que pretende nos forçar a trabalhar até morrer”, enfatiza.

    De acordo com a dirigente, os profissionais aceitaram com mito bom grado a incorporação pelas centrais sindicais da paralisação do dia 15 de março. Lucia Marina dos Santos, do Movimento dos Sem Terra (MST) diz que "A cada dia, há maior concentração da riqueza, aumento da pobreza”.

    Já Tavares acredita que “um dos pilares do golpe é frear o debate nas escolas sobre todas as questões que podem elevar o nível de criticidade da juventude, com elevação do conhecimento da nossa história e assim crie uma maior identificação com a nação”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da CNTE

  • Elgiane Lago, secretária de Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, Lucileide Reis, da CTB-PA e Valéria Peres Morato Gonçalves, presidenta do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) convocam você para ocupar Brasília nesta quarta-feira (24).

    Veja o recado de Elgiane Lago: 

    Gonçalves ataca o desmonte da previdência, das leis trabalhistas e a terceirização e conclui com as palavras de ordem: Nenhum direito a menos e Diretas Já. Tavares critica os parlamentares que ignoram a crise e as denúncias contra Temer. Lago convoca para ocupar Brasília para barrar os retrocessos que desmontam o Estado brasileiro.

    Isis Tavares convoca: 

    As três dirigentes da CTB defendem a necessidade de resistir a todo custo para o Brasil voltar a crescer e combater a pobreza. “Queremos uma nação soberana, que seja para todos e todas, onde possamos viver bem e em paz”, conclui Tavares.

    Valéria Gonçalves defende Nenhum direito a menos: 

    Lucileide Reis, presidenta da Federação das Trabalhadores Domésticas da Região Amazônica e dirigente da CTB-PA convoca a participação de todos e todas, essencialmente as trabalhadoras domésticas que podem perder as suas recentes conquistas, com carteira assinada, direito ao descanso remunerado, férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e horas extras.

    Ouça Reis: 

     Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy