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Ter, Jun

IstoÉ

  • O grupo Desvio Coletivo realizou a performance “Cegos”, no domingo (30), na avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo e de modo irreverente denunciou o golpe de Estado que acabou com a democracia no país.

    O grupo aproveitou a Paulista – fechada para os carros aos domingos na gestão de Fernando Haddad -, enquanto o prefeito eleito João Doria não assume e acaba com a liberação da avenida mais conhecida da maior cidade do país.

    Interessante ao performance que faz saudação nazista a chegar no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O grupo artístico também levava consigo exemplares das revistas Veja e IstoÉ e as “comia” durante o trajeto.

    desvio coletivo fiesp

    “Lá, a performance se deparou com alguns defensores da ditadura militar, que exibiam faixas pedindo a volta do regime que suprimiu a Democracia por 21 anos. Neste momento, os performáticos sacaram cartazes onde se liam muitos dos 'argumentos' do campo conservador da sociedade’, diz Renato Cortez para o Mídia Ninja.

    Acompanhe mais pela página do Desvio Coletivo aqui.

    A performance chamou atenção pela qualidade dos figurinos e pela atuação do grupo que se concatena perfeitamente com a conjuntura atual. “O simbolismo dos locais escolhidos para as paradas e as intervenções neles feitas são um convite à reflexão sobre o momento pelo qual passamos”, afirma Cortez.

    Veja o vídeo 

    Portal CTB

  • A Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo estão coordenando a realização da Vigília pela Democracia, em São Luís, neste domingo (17).

    No evento que promete ser uma resposta dos trabalhadores, trabalhadoras, militantes do movimento social, juventude e sociedade em geral à tentativa de golpe formulado por setores elitistas (Veja, Istoé, Rede Globo e Fiesp, etc.), está previsto para iniciar às 8 horas da manhã, na Praça Nauro Machado, coração do Centro Histórico da capital maranhense. O ato se estenderá por todo o dia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA), parceira na organização e mobilização do evento, informou que a expectativa é de que, inicialmente, no período matutino, a vigília reúna mais de 20 mil pessoas. "A parcela da sociedade progressista e que acredita na democracia como motor do desenvolvimento social estará presente na Vigília deste domingo. Estamos certos que a votação do impeachment será a favor do Brasil e pela manutenção da ordem democrática", ressaltou Joel Nascimento, presidente da CTB-MA.

    CTB, UNE, Ubes, UBM, Marcha Mundial das Mulheres, União por Moradia Popular, MST, UJS, CUT, CSB, UGT, Nova Central, FETAEMA, PT, PCdoB, são algumas da entidades que já convocaram suas bases militantes e a sociedade em geral para a mobilização.

    Está prevista a apresentação de atores, artistas e cantores regionais, shows, apresentações populares com arte e cultura, entre outros. Um telão vai transmitir a votação diretamente do Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    Fonte: CTB-MA

  • Em plena terça-feira (5), cerca de mil pessoas de todas as cores e orientações sexuais “tomaram a Praça Roosevelt”, como disse a atriz Ana Petta, uma das apresentadoras do Sarau das Mulheres pela Democracia, que aconteceu no centro da capital paulista, a partir das 17h.

    “Estamos aqui para repudiar esse ataque covarde que a revista IstoÉ promoveu à presidenta Dilma. Numa reportagem insidiosa e mentirosa”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    “Estamos nas ruas com toda essa alegria, contando com a irreverência da juventude para barrar esse golpe contra o país e o povo brasileiro e dizer à mídia golpista que quando atacam a Dilma, atacam a todas nós, mulheres guerreiras brasileiras”, diz a sindicalista.

    Representando a Unão Nacional LGBT, Valéria Rodrigues afirma que a UNA-LGBT está nas ruas para defender os direitos de todas as pessoas por uma vida digna. "É fundamental que nós, da comunidade LGBT, estejamos aqui nessa praça linda, defendendo nossos direitos".

    Coordenado por inúmeros coletivos culturais de São Paulo, o sarau foi transmitido ao vivo na internet pela Fundação Perseu Abramo e pelos Jornalistas Livres. “As mulheres sempre estiveram na frente da batalha pela liberdade e por direitos iguais neste país”, diz a militante veterana Liége Rocha, da União Brasileira de Mulheres (UBM).

    A nefasta matéria de capa da revista IstoÉ foi lembrada todo o tempo. "Quando ofendem a Dilma, ofendem cada uma de nós, mulheres brasileiras”, fala Juliana Borges, secretária da Mulher do Partido dos Trabalhadores de São Paulo.

    As apresentações artísticas foram se sucedendo no palco e nas imediações da praça. "O espaço público está sendo ocupado por uma juventude que pede avanços à jovem democracia brasileira", diz Cláudia Rodrigues, da UBM-SP. É o caso da Marina Veneto, presente no ato: "Toda mulher tem o coração guerreiro e, por isso, nós somos a democracia”.

    Coletivos culturais da periferia se apresentaram. Rappers da Frente Nacional Feminista do Movimento Hip Hop cantaram e encantaram com poesias fortes contra o machismo e a misoginia (ódio às mulheres). “Os caras não têm se segurado porque não suportam o fato de termos hoje uma mulher no poder”, realça Preta Rara.

    A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Mota Dau, lembrou que outras publicações fizeram a mesma coisa que a revista IstoÉ em diversos países onde as mulheres ocupam o cargo de mandatária. "Estamos nas ruas para denunciar todas as manipulações dessa mídia partidária, para defender a democracia e para superar todas as desigualdades”, defende Denise.

    A ativista feminista Rachel Moreno fez questão de participar do sarau. "Eles pensaram que estávamos dormindo ou que sua ladainha midiática faria nossas cabeças, mas estamos bem acordadas e ligadas nos acontecimentos em tempo real”.

    Logo a seguir, a presidenta da Apeoesp (sindicato das educadoras e educadores da rede pública estadual de São Paulo) Maria Izabel Noronha, a Bebel, afirmou: "Não aceitaremos nenhum golpe contra a nossa jovem democracia. Permaneceremos nas ruas até enterrarmos de vez essa sanha golpista midiático-jurídica infame”.

    Gicélia lembra que “o bicho homem é o único animal que agride a sua companheira”. Ela conta que, antigamente, sarau era feito pela burguesia e as mulheres eram vistas como adornos. "Agora fazemos este sarau para mostrar à burguesia que não aceitaremos nenhum direito a menos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy – Foto: Mídia Ninja

  • O site Brasil 247 comentou editorial da revista Veja (que começa perder o status da mais panfletária do país para a IstoÉ), onde a publicação da editora Abril reconhece que o impeachment nao passará na votação do plenário da Câmara dos Deputados. A semanária de (des)informação aponta três pontos principais para a derrota iminente:

    1) O impeachment não passará na Câmara dos Deputados.

    2) Não há lisura no processo que vem sendo conduzido na casa.

    3) Eduardo Cunha abriu o processo por vingança, confirmando o que vem sendo dito tanto pela presidente Dilma Rousseff como pelo ministro José Eduardo Cardozo.

    Para a revista, "desmoralizado por propinas e contas secretas na Suíça, Cunha com sua presença, contamina a lisura do impeachment". E "faz parecer, como alegam petistas e sequazes, que a corrupção é apenas um pretexto para tirar Dilma do poder. Pior: deu ao governo a chance de alegar, com razão, que o processo de impeachment só foi instalado na Câmara por um ato de 'vingança' de Cunha. Brasília inteira sabe que, de fato, o deputado se revoltou com a recusa do PT em preservar seu pescoço da guilhotina na comissão de ética."

    Também afirma que "Cunha é o aliado errado. Se, por algum infortúnio, o impeachment de Dilma não prevalecer na Câmara, os políticos que aceitaram a aliança com Cunha talvez tenham algo a dizer aos milhões de cidadãos que lamentarão a derrota".

    O editorial da publicação da família Civita mostra que as forças democráticas e populares brasileiras unidas podem impulsionar o país para a frente e impedir qualquer retrocesso. Se os deputados querem mesmo ouvir a voz das ruas aí vai: "Não Vai Ter Golpe".

    Nem os discursos dos oposicionistas na Comissão do Impeachment na Câmara apresentam qualquer acusação de ilítico que se possa levar em conta contra a presidenta Dilma.

    Pesquisa mostra Lula em curva ascendente

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    No sábado (9), o Datafolha publicou uma pesquisa sobre a corrida presidencial, na qual o ex-presidente Lula mostra crescimento, espantoso para quem não acompanha o movimento popular que de umas semanas para cá tomou as ruas do país contra o golpe.

    Em todos os cenários Lula cresce e os três possíveis candidatos do PSDB caem. Com Aécio, Lula aparece me primeiro com 21% e o tucano com 17%. Quando o candidato do PSDB é Alckmin, Lula aparece com 22% em empate técnico com Marina que tem 23% das preferências no momento, mas a candidata aparece ou estagnada ou em queda.

    Virou piada na internet um ato falho do jornal Folha de S.Paulo onde diz que a candidata Marina "subiu" fortemente de 23% para 23%.

    No cenário 3, com Serra candidato do PSDB, Lula fica com a preferência de 22% das eleitoras e dos eleitoras, empatado com Marina. Já com os três tucanos na disputa a situação de Lula fiaca ainda melhor. O petista sai do empate técnico e aparece com 21%, enquanto Marina aparece em segundo lugar com 16%.

    A pesquisa, realizada entre os dias 7 e 8, mostra também queda de sete pontos percentuais, em menos de um mês, no apoio ao impeachment, eram 68% há três semanas e agora são 61%. Outro dado importante de se notar é que 40% dos pesquisados escolhem Lula como o melhor presidente da história do país.

    Parece que a força das ruas começa atingir à população brasileira e que a classe trabalhadora começa a entender o prejuízo que seria um golpe de Estado no país. 

    Portal CTB  com agências

     

  • Na manhã desta quinta-feira (7), representantes de trabalhadoras de todo o Brasil levaram seu apoio e a convicção de luta ao Palácio do Planalto, no “Encontro Mulheres em Defesa da Democracia”. O evento reúne quase mil representantes de entidades sindicais e movimentos sociais e feministas, além de parlamentares.

    As mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil entregaram moção de apoio à Dilma, como as dezenas de entidades presentes, ecoando o grito de milhares de brasileiras e brasileiros pelas ruas: “Não vai ter golpe”.

    Leia mais:

    Para Ivânia Pereira, IstoÉ agride as mulheres com matéria misógina contra Dilma

    União Brasileira de Mulheres repudia misoginia da revista IstoÉ contra Dilma

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, mais uma vez repudia a matéria da revista istoÉ, que estampa ataque misógino à presidenta Dilma. "Essa matéria ataca a todas as brasileiras em sua dignidade e nos direitos de uma vida livre de agressões". 

    "Promovemos este ato para refutar a trama golpista dessa direita, que por não conseguir provar nenhuma falcatrua de Dilma, tenta desmoraliza-lá", acentua Ivânia. De acordo com ela, o objetivo do encontro é mostrar que "queremos tê-la como nossa líder nacional" e, por isso, "as mulheres continuarão nas ruas para garantir a democracia e uma vida sem medo".

    Entre, as sindicalistas que discursaram, Alessandra Lunas, secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, levou a solidariedade à Dilma pelos sucessivos ataques misóginos sofridos por ela na mídia burguesa.

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    “Com muita indignação, repudiamos as manifestações de ódio e preconceito como o ataque promovido pela revista IstoÉ”, disse Alessandra. “Essa violência não é apenas contra a companheira Dilma, mas atinge a todas nós”.

    A ex-secretária especial de Direitos para Mulheres do governo Lula, Nilcéia Freire, mandou mensagem e vídeo afirmando que “nós, mulheres brasileiras, exigimos respeito aos nossos direitos conquistados passo a passo desde que nossa constituição cidadã foi criada”.

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    Já Creusa Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, ressaltou as importantes conquistas delas com a Lei das Domésticas, em vigor desde 2013. “Nunca tivemos nossos direitos reconhecidos e agora podemos sonhar com nossas filhas e filhos nas universidades”, defendeu.

    No encerramento de sua fala, Creusa puxou o coro ao afirmar que “mexeu com ela, mexeu com todas nós”, ao qual a plateia respondeu prontamente. Socorro Gomes, dirigente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, pediu tolerância e respeito às diferenças.

    Aos gritos de “A Dilma fica o Cunha sai”, a Marcha Mundial das Mulheres repudiou os virulentos ataques machistas à presidenta e criticou com veemência a permanência de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

    “O lugar do Cunha é na cadeia. Cadê o Judiciário, a Justiça? Nós mulheres feministas temos confiança nesse governo, na nossa luta e no projeto de igualdade que queremos e vamos construir”, concluíram as representantes da Marcha.

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    Presentes ao ato político representantes das mulheres brasileiras de todos os setores da vida nacional. Filósofas, escritoras, negras, trabalhadoras rurais, domésticas, sindicalistas, estudantes, enfim mulheres de todos os matizes gritaram ao final: “Machistas não passarão”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Ruth de Souza, de Brasília

  • O principal jornal dos Estados Unidos, The New York Times(NYT) publicou recentemente uma reportagem “South America’s Powerful Women Are Embattled. Is Gender a Factor?” (“Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?”).

    “Gênero, dizem os analistas, não é a causa dos atuais problemas das líderes. Mas, acrescentam eles, o declínio coletivo das três mulheres aponta para uma persistência de atitudes machistas na região, especialmente dentro do establishment político”, afirma o NYT.

    Esse declínio, segundo o jornalista argentino Sergio Berensztein, mostra que há “forças poderosas que resistem a estas mudanças”. Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que “o capitalismo reforça o patriarcado para manter o poder dos ricos contra os pobres”.

    Para a sindicalista, “a pressão contra as mulheres no poder é muito mais intensa em relação aos homens. Isso ocorre porque a luta por igualdade de gênero, assusta a elite. Então atacam as mulheres como se fossem responsáveis pelos erros dos homens”.

    “É como se as líderes mulheres estivessem recebendo toda a repercussão pela corrupção dos homens”, diz Farida Jalalzai, professora de política de gênero na Universidade Estadual de Oklahoma para o NYT. “Seria surpreendente se não houvesse a dinâmica do gênero por trás disso”, reforça.

    O jornal norte-americano destaca ainda que vários políticos têm sido acusados de corrupção. Mas tem sobrado para as mulheres. Nesse contexto, “as mídias locais têm contribuído muito para perpetuar os ataques às mulheres mandatárias de seus países”, lembra Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    A presidenta do Chile, Michelle Bachelet também é citada na reportagem porque enfrenta problemas similares às suas vizinhas. Tem sido sistematicamente acusada de atos ilícitos que, lá como aqui, são feitos sem provas.

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    Em relação ao Brasil, o jornal diz que “a indignação pública sobre um escândalo de propinas na companhia nacional de petróleo se aglutinou em torno de Dilma e ajudou a impulsionar o processo de impeachment, mesmo que ela não esteja diretamente nomeada na investigação”.

    Aqui, fala Ivânia, “os ataques misóginos à presidenta Dilma têm sido a tônica da mídia, como fez a revista IstoÉ, com várias acusações sem nenhuma comprovação, tentando dizer que as mulheres não são preparadas emocionalmente para governar”.

    Manifestação de mulheres contra a cultura do estupro na avenida Paulista em São Paulo:

     

    “Mesmo que o sistema de cotas venha impulsionando as carreiras de mulheres políticas na região, há uma sensação de que as atitudes tradicionais nunca realmente ficaram para trás”, diz o NYT. “A mais recente safra de esposas presidenciais, dizem os observadores, são modelos de feminilidade”.

    A reportagem cita o governo golpista de Michel Temer, “que nomeou um gabinete desprovido de mulheres” e “é casado com uma ex-participante de concurso de beleza”. Marcela Temer foi personagem da reportagem “bela, recatada e do lar”, da revista Veja, que provocou fúria das feministas, tão deslavado machismo”, diz Gicélia.

    Na Argentina não é muito diferente, diz o jornal. Juliana Awada, esposa do presidente Mauricio Macri, é uma designer de moda e faz o jogo “bela, recatada e do lar”, quase tanto quanto a esposa do Temer.

    Berensztein cita alguns exemplos de “atitudes machistas residuais”. Tanto que “Isabel Macedo, a nova noiva de Juan Manuel Urtubey, um proeminente governador argentino com ambições presidenciais, foi uma atriz de telenovelas, como tem Angélica Rivera, a primeira-dama do México”, observa a reportagem.

    Mas, nem tudo está perdido. O NYT ressalta o movimento de mulheres que tomou as ruas, principalmente no Brasil, mas também na Argentina com o movimento “Ni Una Menos”, também contra os sucessivos estupros ocorridos no país.

    No Brasil, as mulheres tomam as ruas para combater tenazmente a cultura do estupro, que levou o ator pornô, Alexandre Frota, ao Ministério da Educação para propor cerceamento do debate de gênero nas escolas e censura aos educadores.

    ChX212dU4AAZy01“Estaremos nas ruas e nas escolas, todas por nós e sempre unidas vamos transformar o mundo. O machismo mata, mas o feminismo nos redime e constrói o mundo novo”, afirma Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    O debate de gênero nas escolas é essencial para a “construção de uma sociedade mais humana”, realça Camila. “Uma civilização só avança com conhecimento e conhecimento pressupõe democracia e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com agências

  • Uma boa notícia na véspera do grande ato “Fora Temer”, promovido pela Frente Povo Sem Medo, com ampla participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB): a presidenta Dilma ganhou direito de resposta contra a revista IstoÉ.

    A Justiça Cível de Brasília, concedeu direito de resposta para a presidenta Dilma contra o ataque misógino (ódio às mulheres) feita pela revista IstoÉ em 1º de abril (Dia da Mentira) com a chamada de capa “as explosões nervosas da presidente” (saiba mais aqui), informa o Portal Vermelho.

    A juíza  Débora Bergamasco afirma que o direito à informação “tem que ser guiado pela veracidade do conteúdo publicado”. Para ela, “o direito de resposta é pautado tanto pela ampla defesa quanto pelo direito público à informação verídica”.

    Dilma afirma que quando a mídia “distorce ou inventa fatos e ofende pessoalmente aqueles que acusa, incorre em crime contra a honra e, no limite, contra o Estado Democrático de Direito”.

    “Essa vitória não é apenas da presidenta Dilma contra uma agressão sofrida por um meio de comunicação que fez reportagem escondendo-se em supostas fontes que ninguém sabe quem são”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    “É uma importante vitória de todas as brasileiras atingidas em cheio por essa matéria carregada de rancor e ódio às mulheres”, complementa. “Espero que consigamos também desmitificar outras matérias tipo a “bela, recatada e do lar” (leia mais aqui).

    Os advogados da presidenta pretendem mover outras ações contra a revista IstoÉ, por novas publicações consideradas ofensivas contra a honra de Dilma e da família da presidenta, que foram alvo de duas outras reportagens publicadas em julho. Utilizando-se de ilações e factoides, a revista disse que a família de Dilma teria recebido ilegalmente segurança e carros, no que consistira um abuso.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP diz que “o direito de resposta deveria ter sido concedido já na semana seguinte à publicação infame”. Para ela, “nesses casos de ataque à honra de pessoas pela mídia a Justiça deveria agir com maior rapidez e rigidez”.

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    A presidenta Dilma reforça que o direito de resposta concedido pela Justiça não é uma vitória apenas dela, mas de toda a sociedade brasileira. Ângela Meyer, diretora de Comunicação da União da Juventude Socialista de São Paulo defende uma nova lei de mídia para coibir "ataques sem provas a pessoas".

    “Desde que assumiu o governo em janeiro de 2011, Dilma vem sofrendo ataques misóginos de uma imprensa sem nenhum compromisso com os fatos”, afirma Meyer. “E é uma luta desigual, pois a comunicação, no Brasil está nas mãos de meia dúzia de famílias, que monopolizam e desinformam a sociedade. Isso tem que mudar”.

    “A ‘reportagem’ de capa desta revista me ofende, sem dúvida, por me atribuir comportamento que não condiz com minha atitude pessoal e meu temperamento”, afirma Dilma, mas “estende a agressão a todas as mulheres brasileiras, guerreiras que, no seu dia a dia”.

    Já Pereira diz que a Justiça agora deve fiscalizar a consecução desse direito de resposta. “Como diz a sentença da juíza, a resposta tem que ter o mesmo espaço e a mesma publicidade do ataque sofrido pela presidenta”.

    Importante também ressaltar que a presidenta garante ao Brasil 247 que em sua volta ao governo pretende encaminhar um plebiscito sobre novas eleições para a Presidência da República, além de revogar todos os atos com retiradas de direitos feitos pelo desgoverno Temer.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy