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Dom, Fev

Ivânia Pereira

  • "Não dá mais pra segurar tantos corruptos usurpando o poder", diz dirigente da CTB

    Com as reformas do presidente ilegítimo Temer "querem ruir com a nossa Constituição e com os direitos trabalhistas, em especial com os direitos das mulheres", afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), durante a 9ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasilía.

    Até o momento, a capital federal está ocupada por mais de 150 mil representantes do movimento sindical e social de todas as partes do país.

    De acordo com a sindicalista sergipana, "se hoje essas reformas são de morte para o povo brasileiro, elas atingem duplamente as mulheres". Por isso, acentua, "as mulheres estão em dobro aqui em Brasília. E estamos em dobro para dar resposta ao que esses golpistas estão fazendo com a nossa sociedade, com o nosso povo".

    Ela fala isso porque as mulheres trabalham cerca de 5h a mais do que os homens semanalmente e ainda têm que cuidar dos filhos e da casa, conforme atestam pesquisas. Além do mais, elas formam 52% da população brasileira e contam em torno de 10% de parlamentares no Congresso Nacional, pouquíssimas prefeitas, governadoras, deputadas estaduais, vereadoras. E para piorar instaurou-se no Palácio do Planalto um governo sem mulheres.

    "Não dá mais pra segurar tantos corruptos usurpando o poder e os direitos do povo brasileiro e nos calar diante disso", conclui. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • “Ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”, diz Ivânia Pereira

    Viraliza na internet mais uma piada de uma pérola da mídia tupiniquim. Em pleno século 21, uma revista de (des)informação fez reportagem sobre a esposa do ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer, Marcela, com o título sugestivo de “Bela, recatada e do lar”.

    “É a mesma infâmia feita por Jair Bolsonaro, quando homenageou notório e covarde torturador da ditadura de 1964, para mostrar todo seu ódio à presidenta Dilma e votar pelo golpe à democracia”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, mostra-se surpresa com tamanha desfaçatez. “Parece que as revistas brasileiras estão disputando palmo a palmo qual desce mais o nível para jorrar à sociedade seu ódio a tudo o que foi conquistado com os governos Lula e Dilma na questão dos direitos sociais e individuais”.

    Ivânia confirma essa tese e diz que “os machistas querem transformar as mulheres em ‘rainhas do lar’, que nada mais seriam do que escravas domésticas, com obrigação de cuidar da casa, dos filhos e sempre pronta para servir o marido, sem nunca reclamar”.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reportagem evidencia o caráter mais perverso da cultura machista e patriarcal, que agora pretende “retroceder para modos de vida pré-capitalistas e assim semear a ideia de que lugar de mulher é somente dentro de casa”.

    Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres com a filósofa Márcia Tiburi

     

    “Só falta agora defenderem que as mulheres cubram seus corpos com burca (vestimenta de certos grupos mulçumanos, onde apenas os olhos da mulher aparecem) ”, ataca Gicélia. Ela reclama da misoginia muito presente na mídia burguesa atualmente. “Parece que ser mulher independente, batalhadora e defensora dos seus direitos virou ofensa”.

    Objetivo é atacar Dilma

    Para Ivânia, o objetivo da publicação foi atacar a figura da presidenta Dilma, perseguida pela ditadura, lutadora e a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Para ela, esse pensamento visa reduzir o papel das mulheres na sociedade.

    “Elas devem ter somente o direito de ser a primeira a acordar, realizar todas as tarefas domésticas e estar sempre pronta para o marido”. Não pode, portanto, “ter opinião sobre a política, a vida e muito menos sonhar com uma vida de direitos”.

    Mas “a maioria das mulheres brasileiras tem tripla jornada de trabalho, somente isso já poderia colocá-las entre as mais belas”, no entanto, elas ainda “saem às ruas, manifestam suas vontades e querem ser respeitadas em seus direitos”, afirma Ivânia.

    As “mulheres trabalhadoras são mais do que perfeitas”, acentua Gicélia, “somos belas, cada uma na sua singularidade e sabemos que o futuro nos pertence por estarmos do lado certo da história, o lado da vida, do trabalho e da liberdade”.

    Já Ivânia ressalta as conquistas das mulheres no mundo do trabalho. “Somos trabalhadoras, empresárias, respeitamos toda a diversidade brasileira e, por isso, somos sim as belas da sociedade”. Segundo ela, “as mulheres têm feito a diferença no país e vão continuar fazendo ainda mais”.

    Porque “não queremos ser iguais aos homens, queremos igualdade de direitos e deveres, mas queremos manter as nossas individualidades, inclusive na forma de amar”. Para ela, “ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”.

    “Exigir que a mulher se cale diante de seu companheiro e aceite o papel de subalterna, é no mínimo cair no ridículo”, afirma Ivânia. “Podem espernear à vontade, mas estaremos em todos os lugares que quisermos estar”, garante Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Aluna processa professora por discordar de aula sobre feminismo

    A professora de pós-graduação Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está sendo processada pela ex-aluna Ana Caroline Campagnolo, porque ela se diz constrangida pela aula sobre feminismo ministrada por Fáveri, em curso sobre questões de gênero.

    “É surpreendente que uma aula de um curso de mestrado possa ir aos tribunais pelo simples fato de discordar da aula. A Justiça não pode levar isso a sério", afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Campagnolo é professora de História na educação básica em Chapecó (SC) e pede indenização por “danos morais”, mas em suas redes sociais compartilha publicações contrárias inclusive ao voto feminino e às mulheres transgêneras. Em entrevista ao Diário Catarinense ela tenta explicar sua decisão.

    “Ela não está sendo processada por ser minha professora, por ser feminista ou por falar sobre feminismo em sala de aula. O problema é que quando ela ficou sabendo disso (que a estudante é cristã e antifeminista), começou a me atacar em sala de aula”, diz.

    Como adepta do projeto Escola Sem Partido, a estudante postou que “não existe classe mais totalitária que a dos professores”, porque “tudo usam como justificativa, falsos cataclismos: aquecimento global, combate ao tabaco, educação sexual, fundamentalismo religioso, epidemia de bullying e etc. Ancorados em ‘assuntos perigosos’ eles se tornam mais perigosos ainda”.

    Assista uma aula se a Escola Sem Partido prevalecesse: 

    A estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro critica a atitude de Campagnolo. “Uma escola tem que ser um ambiente de diálogo para favorecer a troca de saberes e onde predomine a diversidade”, reforça.

    A Associação Nacional de História (ANPUH) trouxe o caso à tona e se solidariza com Fáveri. “O que procuram nos impor não é uma escola sem partido, mas uma escola amordaçada, sem espaço para a informação e o pensamento crítico”, diz nota da entidade.

    Nota de colegas de Fáveri no programa de pós-graduação da Udesc afirma que “no âmbito deste programa, nunca houve, de parte de sua coordenação ou de seu corpo docente, qualquer orientação ou ação que desconhecesse direitos fundamentais garantidos por nossa Constituição, tais como os de liberdade de expressão e os de liberdade de consciência ou de crença”.

    A nota da ANPUH afirma ainda que “a professora está sendo processada por uma ex-aluna, que se inscreveu no seu curso e que se diz constrangida, como cristã e anti-feminista, pela matéria apresentada e discutida nas aulas’.

    Já a direção da Udesc diz “estar acompanhando o andamento do processo que envolve a aluna e a professora, como interessada no processo, para melhor elucidação dos fatos, prestando informações à Justiça quando for necessário”.

    Ribeiro acredita que a Escola Sem Partido desrespeita todos os preceitos básicos de uma educação de qualidade. “Querem nos tirar a possibilidade de aprender em liberdade, querem impedir o diálogo, porque têm medo de que seus preconceitos desabem com argumentos fundamentados na realidade e no conhecimento científico”.

    Para Pereira, a mestranda se baseia em verdades preestabelecidas e não quer sair do casulo. “Ela parece ter medo de ser livre, de ter que tomar decisões e se escora em preconceitos contra a emancipação feminina”.

    A procesasante "parexce estar feliz em ganhar 26% a menos que os homens e trabalhar muito mais. também com o número exorbitante de estupros e assassinatos de gênero no país”. Certamente, “feliz em ser bela, recatada, do lar e totalmente submissa à ideologia patriarcal”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Sul 21

  • Após denúncia feita pela internet, foto de Dilma Rousseff aparece na Biblioteca da Presidência

    Depois de descoberta a gafe histórica (leia aqui), o site da Biblioteca da Presidência da República incluiu a foto da presidenta deposta Dilma Vana Rousseff na galeria de ex-presidentes, atualizando a lista, muito embora não houve a atualização da biografia dela até o momento.

    O governo golpista, porém, não deu nenhuma explicação para a ausência da única mulher a ocupar o cargo na hitsória do país. Rousseff foi eleita pela primeira vez em 2010 e reeleita em 2014.

    No dia 31 de agosto de 2016, o Senado Federal, votou pelo impeachment da ex-presidenta, com base em acusação de supostas manobras, conhecidas como pedaladas fiscais.

    Dois dias depois, o mesmo Senado aprovou lei permintindo a utilização de créditos suplementares (pedaladas fiscais) pelo Poder Executivo, sem necessidade de autorização do Congresso.

    “Exatamente o motivo utilizado para a deposição de uma presidenta eleita,sem comprovação de nenhum crime”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, o golpe aconteceu para pôr fim ao projeto de desenvolvimento inaugurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003.

    "Dilma deu continuidade às políticas públicas de combate à pobreza e desenvolveu projetos de empoderamento da mulher. Esse golpe machista veio para promover retrocessos em todos os campos da vida brasileira. Por isso, estamos nas ruas pelo Fora Temer", afirma.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Após insinuar sexo não consensual em TV, Alexandre Frota processa ex-ministra de Dilma

    Aconteceu nesta terça-feira (6) a primeira audiência do processo movido pelo ator Alexandre Frota contra a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do governo Dilma, Eleonora Menicucci. 

    Dezenas de mulheres realizaram um ato de solidariedade à Menicucci e contra a cultura do estupro (leia mais aqui), em frente ao Fórum do Juizado Especial Cível Central no bairro Paraíso, na capital paulista.

    Frota move uma ação indenizatória no valor de R$ 35 mil porque a ex-ministra o acusou de fazer apologia ao estupro em um programa de tevê. Menicucci fez a crítica quando o ministro golpista da Educação Mendonça Filho recebeu o ator em uma reunião para uma consultoria sobre políticas educacionais, em maio deste ano.

    Menicucci reclamou de o ministro receber alguém que já confessou ter feito sexo com uma mãe de santo sem o consentimento dela, no programa “Agora É Tarde”, da Band, que era apresentado por Rafinha Bastos à época, o mesmo que insinuou fazer sexo com Wanessa Camargo e o bebê dela, ainda no ventre.

    “É inadmissível alguém como esse sujeito ter tamanho prestígio nesse governo golpista. Por isso, se julga no direito de atacar os direitos das mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Basta assistir ao programa em que o ator fez a sua parafernália, com vídeo disponível na internet, para a Justiça entender que a ex-ministra tem toda razão e quem vai ser obrigado a indenizar será o ator pornô, não a Menicucci”, complementa.

    Ivânia afirma que a CTB presta solidariedade à ex-ministra e cientista política e se põe a disposição para o que “ela precisar para vencer essa batalha judicial tão descabida e imoral”. O Instituto Patrícia Galvão também se solidariza com Menicucci.

    O “posicionamento crítico em relação a um episódio de banalização do estupro narrado pelo ator Alexandre Frota em rede nacional, quando Ministra das Mulheres, foi imperativo, essencial e importante para as mulheres do país”, diz nota do instituto sobre Menicucci.

    A audiência conciliatória terminou sem conciliação e o processo continua. A ex-ministra garante que vai até o fim. Porque tem a certeza do dever cumprido. Ela acusa o governo golpista de promover amplo retrocesso nos direitos conquistados pelas mulheres na última década.

    Depois do término da audiência, a ex-ministra disse que “a minha história jamais permitiria que eu fizesse um acordo. Nem pedir desculpas e, tampouco, achar que ele fez o programa gratuitamente. Ele está me processando por eu ter falado que ele fez apologia ao estupro? Há uma articulação maior do que o simples fato dele estar me processando. Essa é uma cultura fascista que nós estamos enfrentando no Brasil”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com colaboração de Luciana Maria da Silva

  • Aracaju sediará Fórum de Presidentes de Sindicatos filiados à Feebbase

    Aracaju sediará o Fórum de Presidentes de Sindicatos dos Bancários da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase). O encontro será nesta sexta (21), a partir das 8h30, na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), e iniciará o debate entre as lideranças acerca da mobilização e do resultado do acordo fruto da greve nacional da categoria, de 31 dias. No próximo dia 27, em São Paulo, os membros do Comando Nacional dos Bancários também vão avaliar a campanha salarial deste ano.

    O acordo prevalecerá por dois anos, com aumento real de 1% em 2017. Prever ainda 8% de reajuste; abono de R$ 3,5 mil; elevação em 15% no vale alimentação; de 10% no auxílio creche/babá, Contempla abono de dias parados, ampliação de ausências legais, avanço na ascensão profissional e manutenção da mesa única e modelo PLR de dois anos.

    Para o presidente da Feebbase, Emanoel Souza, “o acordo por dois anos, com a garantia de aumento real em 2017, acabou nos permitindo forçar o modelo bianual também nos bancos públicos. Em tempos de governo golpista de Temer, com ataques sistemáticos aos trabalhadores, foi uma garantia importante. Agora precisamos nos recompor para as lutas contra a retirada de direitos e em torno das questões específicas de cada banco”.

    A presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira, a anfitriã do Fórum dos Presidentes, destaca que, com assinatura da Convenção Coletiva, no Estado de Sergipe, por exemplo, o impacto das conquistas acordadas na campanha salarial em 2016 será de cerca de R$ 72,8 milhões. “Já no país, o impacto da campanha dos bancários 2016 será de cerca de R$ 12,118 bilhões. Esses valores representam o total dos ganhos financeiros como reajuste nos salários, abono, vales e pagamento do Programa de Participação nos Lucros (PLR)”, destaca a sindicalista.

    Homenagens a Souza

    Ainda nesta sexta, às 19h, na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), haverá uma homenagem ao ex-presidente do Seeb-SE, José Souza de Jesus. Nesta sexta-feira, 21, completa o segundo ano da morte do sindicalista. “Queremos manter vivo o legado do nosso querido Souza”, destaca a presidente do sindicato e parceira de luta de Souza, Ivânia Pereira.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • As mulheres tomam conta das redes e das ruas para acabar com a violência e a discriminação

    A ONU Mulheres definiu em 2015 a campanha Dia Laranja Pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, efetivado no dia 25 de cada mês. “Data muito significativa para a conscientização de todos e todas sobre a necessidade imperiosa de acabarmos com essa violência que vitima mulheres todos os dias em nosso país”, diz Santa Alves, secretária de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Distrito Federal (CTB-DF).

    Já para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, “a existência de campanhas como essa e a presença constante das mulheres nas ruas e nas redes sociais têm sido fundamental para elevarmos o patamar da luta das mulheres por direitos iguais”.

    A mídia faz um papel perverso na propagação do machismo e das ideias patriarcais e arcaicas, diz ela. “De um modo geral, a mídia transforma a mulher em mercadoria, sempre com pouca roupa para vender os produtos e agradar aos homens”.

    Pereira afirma que estão “vendendo a inocência, a juventude e com isso criam o fetiche mercadológico dessa cultura machista, que chega a ser pedófila, muitas vezes”. Ela cita também a recente pesquisa do Datafolha, pela qual 33% dos entrevistados responsabilizam a vítima por ter sido estuprada.

    E ainda vem “esse desgoverno Temer e pretende uma reformulação do ensino médio tirando as matérias que cultivam a criatividade na juventude, como artes, filosofia e sociologia e educação física que propicia desenvolvimento corporal saudável”, reforça. Tem ainda a discriminação sofrida pelas mulheres no mercado de trabalho.

    Veja vídeo da ONU Mulheres sobre a campanha  

    “Somos as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem recontratadas. Trabalhamos mais e ganhamos menos e ainda temos a tripla jornada”, acentua Pereira. Ela conta que “em pleno século 21, existem fábricas que obrigam as trabalhadoras a mostrarem seus absorventes com sangue todo mês, para provarem que não estão grávidas”.

    Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, lembra dos 10 anos da Lei Maria da Penha. “Criada há 10 anos para punir os agressores de mulheres, a Lei Maria da Penha por si só não está sendo suficiente para inibir a violência. Precisamos de delegacias da mulher 24 horas e de mais aparatos repressivos, além de campanhas educativas”, afirma.

    A própria Maria da Penha diz em entrevista à BBC Brasil, que "hoje em dia a violência continua. Mas tem muita mulher que acha que só é violência quando ela está machucada. Ela não entende que a violência doméstica também é psicológica, moral, sexual". (Leia a entrevista na íntegra aqui).

    Para Bitencourt, “o movimento feminista está no rumo certo e enfrentando as adversidades do machismo com a cara e a coragem”. Pereira mostra fé na juventude. “Essas meninas estão firmes e fortes estudando o feminismo e mostrando para a sociedade que as mulheres não estão para brincadeira, principalmente na luta por igualdade de gênero”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Assédio sexual não combina com a alegria do carnaval. Saiba como cair na folia sem agredir

    Diversas campanhas contra o assédio às mulheres e meninas acontecem na maior festa popular do país. Para Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), essas campanhas são fundamentais.

    “Mas devem ter continuidade o ano todo”, diz. “Um dos problemas é que o governo golpista abandonou todas a políticas públicas a favor dos direitos da mulher”. Para ela, "devemos insistir para que o debate das questões de gênero façam parte do currículo escolar".

    Pereira ataca também a mídia burguesa que "acaba reforçando a visão sexista e de dominação sobre o corpo da mulher, tornando-a objeto do desejo masculino, o que contribui para a violência".

    O site Azmina lança a hashtag #UmaMinaAjudaAOutra. Isso “é sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for”, explica a jornalista Amanda Negri.

    A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, do PCdoB, gravou o vídeo “Coisas para fazer no carnaval sem ser um babaca”. Didaticamente, a deputada ensina aos homens como foliar sem assediar. Afinal, beijar sem consentimento “é beijo forçado e isso não pode”.

    Acompanhe o vídeo com a aula de Manuela D’Ávila 

    O governo da Bahia lançou a campanha “Respeita as Mina” com “objetivo de conscientizar a população e combater a violência contra as mulheres”, diz Julieta Palmeira, secretária de Políticas para as Mulheres do estado.

    Para Tereza Bandeira, secretária da Mulher, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia, “é incrível que em pleno século 21, ainda tenhamos que fazer campanhas para exigir respeito, combater a violência e acabar com o assédio nas ruas”.

    Pule com “Se Você Quiser”, de Pedro Abramovay e Gustavo Moura, mote da campanha Respeita as Mina 

    Já em Belo Horizonte, capital de Mina Gerais, Renata Chamilet e Raissa Bettinelli criaram “Tira a Mão: É Hora de Dar um Basta”, contra investidas inconvenientes, com base em um levantamento da ONG ActionAid, no qual 98% das mulheres disseram já ter sofrido assédio no carnaval. 

    Divirta-se com a marchinha da campanha e não ponha a mão em ninguém sem consentimento 

    Acompanhe a mensagem da cantora Brisa Marques 

    A secretária de Formação e Cultura da CTB, Celina Arêas, acredita que as expressões culturais são importantes para ajudar na mudança de comportamentos e mentalidades. “A cultura é essencial para que as pessoas reflitam sobre tudo na vida. Essas campanhas e as marchinhas podem ajudar no combate à violência contra as mulheres para que possamos viver sem medo o ano inteiro, não somente no carnaval”.

    Mas afinal é carnaval. “Deixa o dia raiar, que hoje eu sou. Da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou. Seja você quem for. Seja o que Deus quiser!”... “Noite dos Mascarados”, de Chico Buarque).

    Veja vídeo de Noite dos Mascarados (Chico Buarque, que canta com Elis Regina) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Maurício Araújo

  • Ativismo para acabar com a violência contra a mulher toma as ruas a partir desta sexta (25)

    No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher – nesta sexta-feira (25) – ocorrem manifestações em todo o país contra os retrocessos promovidos pelo governo golpista.

    Mais uma vez, as mulheres estão à frente da luta, justamente porque iniciam hoje também os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com inúmeras atividades que só terminam no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    “É uma ótima coincidência a protesto contra esse governo golpista ocorrer hoje porque as mulheres são as que mais perdem com os projetos que estão sendo aprovados por esse congresso golpista e reacionário”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira ressalta que a violência contra a mulher vem aumentando no país, depois do golpe de Estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff. “A ideologia do ódio prevalece, ainda mais com a ênfase dada pela mídia burguesa. Fazem isso para acabar com todos as nossas conquistas e retroceder a séculos passados, quando a mulher era mera figura decorativa e uma verdadeira escrava do lar”.

    Desde 1991, os 16 Dias de Ativismo tomam conta de mais de 160 países com muitas atividades para levar à população informações sobre o “necessário debate das questões de gênero, ainda mais num país onde a violência de gênero campeia”, diz Tereza Bandeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia.

    Ela se refere aos dados da Organização Mundial de Saúde, pelos quais o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres. Por isso, as feministas ressaltam a importância da Lei Maria da Penha – que completa 10 anos neste ano – e da Lei do Feminicídio.

    “Abraçamos a campanha Elas por Elas da ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres para conversarmos com os homens e fazê-los entender que não somos objetos e sim seres humanos que têm desejos e vontades e devemos ser respeitadas”, acentua Bandeira.

    Já Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ afirma que “a violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública, não distingue cor, classe econômica ou social e está presente em todo o mundo”. Ela faz coro com a máxima de John Lennon de que a “mulher é o negro do mundo”, pois o patriarcado pretende mantê-la escrava.

    A sindicalista do Rio de Janeiro enfatiza a importância de inserir o feminismo no contexto da luta de classes. “Nós, enquanto representantes do sindicalismo classista, temos que inserir a luta contra a violência à mulher em cada base sindical do país, em cada bairro, em cada espaço pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora”.

    As estatísticas mostram que uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. “O Brasil ainda tem um dos maiores índices de violência doméstica do mundo”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública quase 50.000 mulheres foram estupradas em 2015, sendo a maior parte de meninas e dentro de casa. Mas como estima-se que no país somente 10% das vítimas denunciam, esse número beira o holocausto nazista.

    Por isso, afirma Bitencourt, “os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher tornam-se mais importantes do que na última década, porque sempre que começa uma crise, as mulheres são as primeiras a serem atingidas e nós já estamos vendo isso no mercado de trabalho, nas ruas, nas redes sociais e até nos lares, onde o machismo e a misoginia matam diariamente”.

    Pereira reforça ainda a presença maciça de mulheres em todas as frentes em defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos porque “queremos levar uma vida de igualdade e de justiça, onde não predomine a opressão e o medo”.

    Inclusive a Procuradoria da Mulher do Senado abriu inscrições para seminário Mulher: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência, entre os dias 13 e 15 de dezembro. O evento reunirá legisladores; representantes dos setores público e privado; entidades do movimento organizado de mulheres e organismos internacionais. As inscrições podem ser feitas na internet, no endereço www.seminariomulheresnopoder.com.br

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Bancários afirmam que a greve nos bancos não para de crescer

    Com o impasse nas negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a greve nacional nos bancos foi reforçada. Segundo dados do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), no estado das 228 agências do setor público e privado, 197 estão participando da greve. Em todo o Brasil, durante esses oito dias de paralisação, mais de 12 mil agências estão fechadas. O número, que representa mais da metade das unidades do país.

    “Na rodada dessa terça-feira (13), tínhamos expectativa de encerrar a greve aguardando da Fenaban uma proposta de reajuste salarial decente. Porém, os banqueiros nos frustraram e devem ser responsabilizados pela continuidade da greve”, afirma a presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira.

    Impactos da greve

    A sindicalista pede maior compreensão e solidariedade à sociedade sergipana pelos transtornos da paralisação. “Os nossos patrões representam o setor da economia brasileira que mais lucra e lucra de forma exorbitante e ao mesmo tempo quer impor um reajuste salarial miserável, que sequer repõe a inflação. Da nossa categoria, com o adoecimento mental provocada pelas metas individuais inatingíveis, cerca de 30% dos funcionários usam medicamentos de tarja-preta. Renovamos nosso pedido de desculpas aos clientes e usuários dos bancos, mas não temos como impedir impactos no cotidiano das pessoas causados pela nossa greve. Reiteramos: a culpa é dos banqueiros”, destaca Pereira.

    Dos dados oficiais, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, cortaram 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.

    Nova rodada

    Na terça (13), a Fenaban manteve a proposta apresentada de reajuste abaixo da inflação, de 7%, mais abono de R$ 3,3 mil. O Comando Nacional dos Bancários reivindica aumento real, de 14,78% de reajuste salarial, contratações, segurança, atenção à saúde, fim do assédio moral e das metas. A negociação foi suspensa, uma nova rodada acontece nesta quinta (15), às 16h, em São Paulo.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Bancários de Sergipe terão nova rodada de negociação com banco estadual

    Amanhã, dia 29, a Diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) terá nova rodada de negociação com os representantes do Banco do Estado de Sergipe (Banese). O encontro será às 10h, no Centro Administrativo da instituição. 

    A retomada das negociações entre o banco estadual e o sindicato aconteceu ontem (27), mas sem avanços. De acordo com a presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira, o presidente do Banese, Fernando Soares da Mota negou mais uma vez as reivindicações da minuta específica para o Acordo Coletivo de Trabalho Complementar 2016/2017.

    “Estamos reafirmando a nossa defesa da pauta que integra a minuta específica do Banese. Porém, a direção do banco permanece irredutível, até agora não apresentou proposta de avanços quanto às pautas específicas”, diz a presidenta do Seeb-SE, Ivânia Pereira.

    Novas reivindicações

    Segundo a sindicalista, dos novos itens da minuta deste ano, aprovadas em assembleia específica, os baneseanos reivindicam isonomia entre as comissões de Coordenador de Caixa e Coordenador de Área; eleição de diretores representantes dos funcionários na Diretoria Executiva do banco; equiparação de cargos em extinção de Analista I e II com o cargo de Analista III. Das antigas reivindicações rejeitadas pelo Banese estão, por exemplo, a solicitação de parcelamento de despesas de saúde na Caixa de Assistência e o retorno de mais um dia de abono assiduidade.

    Bancos fechados

    No 23º dia corrido da greve, das 64 agências do Banese (capital e interior) mais de 90% dessas unidades estão envolvidas na paralisação. Ao todo, em Sergipe as atividades estão paralisadas em aproximadamente 200 agências do setor público e privado (capital e interior). Segundo informação do Comando Nacional dos Bancários, no 22º dia de greve, 13.449 agências e 36 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 57,5% agências de todo o país, um recorde para a categoria.

    Com o Banese, a minuta específica para o Acordo Coletivo foi entregue no dia primeiro deste mês. As rodadas de negociações aconteceram nos últimos dias 16 e 27. Nessas rodadas, a direção do banco reafirmou, apenas, que vai acompanhar o que for acertado na mesa de negociação nacional com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no tocante às cláusulas econômicas e benefícios.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Bancários farão nesta segunda-feira (12) a passeata da greve em Aracaju

    Neste quinto dia de greve nas instituições financeiras, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) realizará logo mais às 16h, a Passeata “Só a luta te garante”. A concentração será na Praça General Valadão.

    Em Sergipe e em todo o País, a greve nacional dos bancários continua. No levantamento da última sexta-feira (9), de acordo com a presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), Ivânia Pereira, em todo o estado, a greve envolve 174 agências e postos de atendimento bancário. Nacionalmente, segundo informações do Comando Nacional dos Bancários, neste quarto dia de greve, 10.027 agências e 54 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. Este número representa 42,59% das agências bancárias do país e um crescimento de 14% da mobilização, na comparação com o primeiro dia de paralisações.

    O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% no salário. O percentual foi considerado ‘muito rebaixado’, porque sequer cobre a inflação do período, isso porque o INPC de agosto fechou em 9,62%, o que representaria uma perda de 2,39% nos salários. A Fenaban agendou uma nova rodada de negociação com os bancários para a próxima terça-feira (13), em São Paulo.

    Em Sergipe No Banco do Estado de Sergipe (Banese), das 20 agências instaladas na capital sergipana, 80% estão sem funcionar. Já no interior, estão paralisadas 82% das 44 agências. Ainda do banco estadual, 50% dos Pontos Banese estão fechados. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a greve envolve 100% das três agências da capital e no interior, 85% (15 unidades). No Banco do Brasil (BB), na capital, a greve continua em 100% das agências (14 unidades) e 55%, no interior (37). Na Caixa Econômica Federal, o movimento grevista envolve todas as agências da capital (19) e todas localizadas no interior (23). No Bradesco e HSBS, a greve envolve 50% do total das agências na capital (oito) e interior (14). No Santander, a greve envolve 100% das agências (cinco). Já no Itaú, o movimento está em 92% do total das agências, na capital (oito) e no interior (quatro).

    Por Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Bancários iniciam Curso Paternidade Responsável com presença da vice-prefeita de Aracaju

    O Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) abriu nesta terça-feira (21), à noite, o Curso de Paternidade Responsável. Com mais de 20 jovens (funcionários de bancos públicos e privados), “o curso prepara os pais para compartilhar os cuidados com os bebês e ao mesmo tempo garante o acesso à ampliação da licença paternidade, de cinco dias para 20 dias, um direito instituído pela Lei n° 13.257/16”, detalhou Ivânia Pereira, presidenta do sindicato.

    A iniciativa atraiu a “curiosidade” da vice-prefeita da capital sergipana, Eliane Aquino. A viúva do ex-governador Marcelo Déda parabenizou a ação do sindicato. “Ficou muito feliz em conhecer práticas cidadãs. E se der certo, poderemos fazer uma parceria para levar essa ideia para as comunidades carentes de Aracaju e vocês pais podem ser os multiplicadores da paternidade responsável”, propôs Aquino.

    Na categoria, os bancários sergipanos estão entre os primeiros do Brasil a organizar o curso. Para a primeira turma, o curso ministrado pela enfermeira Camila dos Santos, gerente da UTI Neonatal, termina sexta (24). As aulas acontecem na sede do sindicato, das 16h30 às 21h. O diretor de Saúde do Seeb-SE, Adêniton Santana lembra que para garantir o certificado, os pais não podem falta aulas.

    O curso também foi prestigiado pela equipe de reportagem da TV Alese: repórter Fernanda Queiroz, cinegrafista, Rudson Tadeu, o assistente Jeferson Alves e motorista Luiz Cláudio.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Big Brother Brasil expõe o papel da mídia comercial na exploração da sexualidade da mulher

    As nuvens andam carregadas na sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Poucos dias atrás, o ator José Mayer foi acusado de assédio sexual pela figurinista Su Tonani.

    Na madrugada do domingo (9), com transmissão ao vivo para TV a cabo, Marcos Harter agrediu a sua namorada, no Big Brother Brasil, Emilly Araújo.

    A reação foi imediata. Internautas exigiram providências. A delegada Viviane da Costa, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), no Rio de Janeiro, visitou a casa e concluiu que houve a agressão. Inclusive Harter foi chamado a prestar esclarecimentos.

    Após a intensa mobilização da sociedade a Globo expulsou Harter do reality show. Mas “esse tipo de acontecimento faz parte do programa”, diz Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

    Para ela, “deveríamos estar questionando a existência desse tipo de programa na televisão. Porque o confinamento transmitido ao vivo estimula a exploração dos extremos. É dessa forma que batalham por audiência e as pessoas são expostas a todo tipo de situação degradante”.

    Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que de uma forma geral, a mídia insufla a violência de gênero ao colocar a mulher na maioria das vezes em papeis subalternos.

    “A mídia vulgariza a violência como se fosse natural o homem ser violento e pior ainda como se a mulher gostasse de apanhar”, diz. “O corpo feminino é apresentado como se fosse mercadoria e a sexualidade da mulher só existe para dar prazer ao homem”.

    Nesta quarta-feira (12), Harter escreveu em sua rede social que “o programa tem um formato destinado a levar o nosso emocional ao limite, e, consequentemente, os nervos à flor da pele". Ele repetiu outros algozes e pediu desculpas.

    Já Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, disse à CartaCapital que “a transmissão dessas cenas é um estímulo a essas atitudes, que são vistas como atitudes do homem. A mulher não obedece e o homem vai perdendo o controle e o limite”.

    “O que ocorre”, realça Pereira, “é uma verdadeira banalização do sexo como se a violência fizesse parte da vida e assim devesse ser”. De acordo com ela, “o patriarcado se sente ameaçado pelo feminino e por isso ataca, inclusive, a comunidade LGBT”.

    Já Mielli defende a necessidade de regulação da mídia para exigir “maior responsabilidade dos meios de comunicação, exercendo controle social sobre a produção de programas, que devem visar o bem-estar de todas e todos e promover o tratamento respeitoso das pessoas”.

    O escritor Marcelo Rubens Paiva em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo se espanta com “o quanto este tipo de programa mobiliza, e a noção do real é deturpada”.

    E assim caminha a emissora da família mais golpista do Brasil, os Marinho. Cada vez com mais baixarias para recuperar a audiência a qualquer preço.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Boa notícia: primeira técnica da seleção feminina de futebol fala em inovação e vitórias

    Emily Lima em entrevista coletiva na CBF (Foto: Reprodução/ESPN)

    2016 nem terminou e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu uma bola dentro. Marcou um golaço ao convidar em novembro a ex-técnica do São José, do interior de São Paulo, Emily Lima, de 36 anos, para dirigir a seleção brasileira de futebol feminino.

    Lima já iniciou bem. As nossas jogadoras venceram o Torneio Internacional de Manaus, no Amazonas. A primeira partida foi assistida pela jornalista e blogueira especializada em futebol Lu Castro que enxergou a volta do futebol arte contra o futebol do chutão praticado na Olimpíada do Rio.

    “É o início do trabalho da primeira mulher a comandar a seleção feminina principal e um excelente exercício de implementação de seu sistema, de outra postura, de experimentações, enfim”, diz Castro.

    Em entrevista ao jornal espanhol El País, Lima definiu os seus planos frente à seleção. "Mais importante que os resultados vai ser o legado depois do meu ciclo. Vamos trabalhar para a evolução do esporte e para que haja mais mercado para o futebol feminino no Brasil", afirma.

    Ela defende ainda a proposta de profissionalização do futebol feminino, o que implica em investimentos e transmissão das partidas pela mídia comercial. "É muito importante, e seria um salto tremendo para o futebol feminino brasileiro. Não vamos cansar de tentar. Imagino que teremos algumas negativas, mas a gente vai bater nessa tecla até as coisas acontecerem".

    emily lima

    A técnica dirigindo um treino do São José (Foto: DHojeInterior)

    Para Lima, "todo mundo tem que ajudar um pouco: o governo, as federações, a CBF... Até a imprensa. Não precisamos colocar a responsabilidade só para um lado. As coisas já estão andando, então imagine como pode ser se todos derem as mãos para levar o futebol feminino do Brasil para frente".

    Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, vê com bons olhos a convocação de uma mulher para tomar conta do futebol feminino.

    “As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaços e inclusive no esporte devem estar no comando tanto quanto os homens. Sob a direção masculina a seleção feminina de futebol não mostrou tudo o que pode, com uma mulher tenho a certeza de que podemos avançar e vencer”.

    Como diz Dárcio Ricca em seu Twitter sob a partida de estréia no torneio de Manaus contra a seleção da Costa Rica: “Jogando futebol moderno com pressão, compactação, profundidade, perde-ganha, posse de bola e triangulações ofensivas e defensivas. Finalmente saímos dos anos 50 no futebol feminino e voamos até o século 21”.

    Para Pereira, o exemplo do futebol deveria ir para todas as áreas. “Que 2017 traga avanços para a melhoria de vida das mulheres com mais respeito à dignidade humana”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Chuva anima ainda mais Caminhada dos Bancários em Aracaju

    Logo cedo, a forte chuva que caiu em Aracaju não desanimou os bancários e bancárias e seus familiares. Às 7h da manhã, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) promoveu aula de alongamento no Mirante da Treze de Julho. Animados, os bancários (homens mulheres e crianças) seguiram e retornaram ao mirante caminhando pelo calçadão.

    Após a caminhada, o sindicato ofereceu um café nordestino no Clube do Banese, onde ficarão até o final desta tarde.

    Da programação cultural e de entretenimento, o músico Giló e o palhaço Pereirinha já se apresentaram. A atriz Tânia Maria apresentou uma comédia de teatro popular, “Água mole e pedra dura”, que saúda o folclore sergipano. O dia ainda contou com música eletrônica e karaokê.

    “A caminhada tem a missão de estimular entre nossa categoria a prática de esporte e a vida saudável. Ao mesmo tempo, esse evento é mobilizador da nossa Campanha Salarial, que está em plena negociação. Além disso, a caminhada é de confraternização, acontece na semana alusiva ao Dia Nacional dos Bancários (28 de agosto)”, afirma Ivânia Pereira.

    “Gilosoficamente falando”

    O cantor, compositor, violonista Giló nasceu em Samambaia, povoado de Tobias Barreto (SE), aos 10 anos foi para Poço Verde. Na juventude foi para o ‘mundo’: Belo Horizonte, Rio de janeiro, São Paulo, Manaus.... Retornou a Sergipe em 2015, onde fixa residência em Aracaju.

    Giló é um parceiro do Seeb-SE desde de 1989, apresentado pelo amigo e saudoso José de Souza. Ele participou de muitos festivais de música. Um apaixonado pela MPB e cantorias (música regional brasileira. Na trajetória, o músico sergipano fez parcerias e se apresentou com Xangai (BA), Wilson Aragão, autor de Capim Guiné (BA), Belchior (Ce), maestro Mosquito (AL/SE), Pedro Munhoz (RS).

    Palhaço Pereirinha

    O palhaço Pereirinha é um dos animadores dos eventos do Seeb-SE. Quando não está travestido de palhaço, é o Wagner Cardoso Santana, 49. Ele é servidor público (músico clarinetista) da orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe Del Rei e fez parte da Banda de Música do 28 BC-Exército Brasileiro. Pereira é aracajuano, casado, tem dois filhos e neta.

    “Já nasci com esse defeito (palhaço). Desde aos 13 anos, trabalhei em circo e hoje faço show em eventos. Nessa crise estou atuando até em funerais”, brica o palhaço.

    Quem tiver interesse em contratar o palhaço Pereirinha, o contato telefônico dele é 9. 9916. 3413/ 9. 9945. 4645. 

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Com o slogan 'Só a luta te garante', Seeb-SE lança campanha salarial nesta sexta (12)

    O Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE) se prepara para lançar em Aracaju a Campanha Nacional dos Bancários 2016/2017. O slogan “Só a luta te garante” e a imagem de uma rosa serão os elementos principais das artes da mídia nacional da categoria. O material foi apresentado na manhã da segunda, 1º, aos diretores do Seeb-SE, pela presidenta da entidade, Ivânia Pereira.

    Ivânia Pereira está animada com a mídia deste ano Segundo ela, a comunicação visual da nova campanha salarial é envolvente e “fruto de debates sobre a conjuntura nacional política e econômica e sobre as diversas formas de mobilizar a categoria e buscar o apoio da população”. Para organizar o lançamento em Sergipe, os dirigentes do Sindicato farão planejamento estratégico da campanha local.

    Conferência Nacional

    Além da mídia da campanha Nacional 2016/2017, os representantes dos bancários e bancárias de todo o país aprovaram a pauta de reivindicações na 18ª Conferência Nacional dos Bancários. O evento aconteceu em São Paulo, no último final de semana e contou com a participação de 633 delegados. O Seeb-SE enviou seis delegados e dois observadores: Ivânia Pereira (Banese); Idamar Gomes (BNB); Armandina Santos (HSBC/Bradesco); Josivaldo Cunha (Santander); Joline Oliveira (Caixa); Luiz Alberto (BB). Os dois convidados foram Maria do Carmo Viana (Banese) e Sélio José Santos (Bradesco).

    so a luta te garante

    Reajuste de 14,78%

    A pauta de reivindicações será entregue a Federação dos Bancos (Fenaban), no dia 9 de agosto. Os eixos centrais da Campanha são: reajuste de 14,78%, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim da terceirização, defesa das empresas públicas e contra a perda de direitos.

    Relembrando as últimas campanhas, a sindicalista afirma que em 2015, a mobilização dos bancários e bancárias garantiu uma greve histórica. “Este ano, a categoria precisará ampliar a pressão para enfrentarmos a onda de retrocessos imposta pelo governo federal provisório e garantirmos a vitória na quebra de braço com os patrões”, afirma Ivânia Pereira.

    Déa Jacobina - Seeb-SE

  • Conheça a trajetória guerreira de dona Marisa Letícia na luta por um Brasil mais justo e humano

    Na campamnha eleitoral de 1989, dona Marisa puxa a candidatura de Lula à Presidência para cima

    (Foto: Arquivo pessoal)

    “A mídia ignorou a trajetória de dona Marisa como se ela tivesse sido apenas uma dona de casa, vivendo à sombra do marido”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira se refere ao fato de a biografia de dona Marisa ter tido pouco destaque. “Ignoraram que ela foi uma guerreira desde a infância. Participou ativamente dos movimentos pela melhoria da vida do povo e das campanhas presidenciais do marido (Luiz Inácio Lula da Silva)”, diz.

    A labuta da menina que nasceu em São Bernardo do Campo, em 7 de abril de 1950 no seio de uma família pobre, começou muito cedo. Aos 9 anos já trabalhava como babá de sobrinhos do pintor Candido Portinari, num tempo em que não existia regulação nenhuma para o trabalho doméstico, nem controle sobre o trabalho infantil.

    De acordo com informações da Fundação Perseu Abramo e dos Jornalistas Livres, aos 13 anos ela já era operária da fábrica de balas, dropes e confeitos Dulcora. Dali saiu para o primeiro casamento aos 19 anos. Seis meses depois estava viúva e grávida do primeiro filho.

    Com a morte do primeiro marido, dona Marisa foi à luta para sustentar ela e o filho. Como operária foi ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (na época de São Bernardo e Diadema), tratar da pensão do falecido marido, onde conhece Lula, então responsável pela assistência social do sindicato.

    Começa o namoro com ele em 1973 e se casam em 1974. Lula se torna presidente do sindicato no ano seguinte. Ela disse em uma entrevista que cansada da ausência do marido sindicalista, decidiu fazer um curso de política com Frei Betto.

    marisa lula casamento

    Foto: Arquivo pessoal

    A sua militância cresceu e não parou mais. Em outra entrevista afirmou que “em um casamento o amor é muito importante. Mas sonhar juntos é fundamental”. E ela fez o seu marido sonhar com ela em construir um novo Brasil.

    Tanto que para a presidenta deposta Dilma Rousseff dona Marisa foi uma "mulher de fibra, batalhadora que conquistou espaço e teve importante papel político”. Foi ela que fez a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT), no ano de sua fundação em 1980.

    "Eu tinha um tecido vermelho, italiano, um recorte guardado há muito tempo. Costurei a estrela branca no fundo vermelho. Ficou lindo". Nesse mesmo ano, o ex-presidente Lula foi preso juntamente com outros sindicalistas, porque na ditadura (1964-1985) a greve era proibida.

    Dona Marisa então arregaçou as mangas e organizou uma grande passeata só de mulheres pelo centro de São Bernardo contra a prisão arbitrária dos dirigentes sindicais. "Hoje parece loucura. Fizemos uma passeata das mulheres. Encheu de polícia”, contou ela à Fundação Perseu Abramo.

    Em 1º de janeiro de 2003, tornou-se primeira-dama com a posse de Lula à Presidência da República. No mesmo ano disse à revista Criativa que “quando somos jovens imaginamos que o mundo tem que ser cor-de-rosa, só que ele não é. Isso muitas vezes é um choque. O amadurecimento proporciona isso, compreensão das coisas, mais paciência. Nós aproveitamos o nosso tempo juntos para ficar bem, felizes”.

    marisa leticia aeronautica ricardo stuckert

    Já como primeira-dama em solenidade em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert)

    Já a ex-ministra Miriam Belchior afirma que “fora de casa Lula é o centro das atenções. No campo doméstico, Marisa é soberana. Ela é a âncora da família”.

    “A morte de Marisa Letícia mostra que as pessoas estão perdendo o sentimento de humanidade”, reforça a cetebista Pereira. “A mídia burguesa enxerga a mulher somente como coadjuvante, sempre à sombra dos homens. Assim não veem a nossa luta para construir o mundo novo. Luta que contou com a presença dessa guerreira".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Contra determinação médica, Ministério da Saúde defende mamografia somente a cada dois anos

    Desde 1990, a campanha Outubro Rosa toma o mundo para levar informação às mulheres sobre como realizar a prevenção do câncer de mama. Problema que responde por 25% dos casos da doença nas mulheres em todo o mundo. Somente neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima que ocorram quase 60.000 novos casos no Brasil.

    E para piorar, o Ministério da Saúde golpista indica em seu site para as mulheres realizarem o teste de mamografia a cada dois anos, mesmo os médicos defendendo que esse exame seja anual.“Para mulheres entre 50 e 69 anos, a indicação do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento seja realizada a cada dois anos”, diz texto postado no site do ministério.

    “É impossível aceitarmos um descaso desses com a saúde da mulher’, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já Elgiane Lago, secretária da Saúde da CTB, diz que “ao contrário do que o ministério defende, nós insistimos que o exame seja feito todos os anos a partir dos 40 anos, porque aos 50 já pode ser tarde”.

    Ainda mais porque “por falta de informação adequada, a mamografia ainda é um mito para muitas mulheres”, complementa. Então, “este mês é muito importante por que foi escolhido para intensificar o cuidado com a saúde da mulher, justamente porque a prevenção ainda é o melhor remédio para todos os males, inclusive o câncer”.

    A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defende que a avaliação seja feita em todas as faixas etárias, principalmente em casos onde há ocorrência familiar. “Queremos mostrar que isso é essencial durante toda a vida para evitar não só o câncer de mama, mas outras doenças”, explica o presidente da SBM, Ruffo de Freitas Junior (saiba mais aqui).

    Freitas afirma ainda que “essa luta é de todos para que as mulheres possam contar com os benefícios que têm direito e não sofram tanto por conta da doença. Se todos trabalharem juntos podemos salvar cada vez mais vidas”.

    Para Pereira, “o governo tem um papel fundamental para a saúde da mulher e os governos Lula e Dilma contribuíram para que o Outubro Rosa virasse uma referência no país”. De acordo com ela, “eles disponibilizaram os serviços nas unidades de saúde em todo o país”.

    Com o golpe a situação deve piorar. “Na campanha deste ano não podemos contar com a participação do governo golpista, mas as mulheres continuarão firmes exigindo que o Sistema Único de Saúde preste esse serviço para todas as mulheres”, defende.

    A Sociedade Brasileira de Mastologia indica como prevenção:

    -  Comer bem, de maneira geral, seria não ficar muito tempo sem alimentar-se, ou seja, comer de três em três horas, em pequenas quantidades, sempre priorizando os alimentos naturais e evitando os alimentos industrializados.

    -  O ideal é evitar o excesso de carboidratos simples, como açúcar adicionado aos alimentos, doces, sucos de caixinha ou saquinho, refrigerantes, pão branco, macarrão, sempre preferindo as opções integrais.

    -  Gorduras em excesso devem ser evitadas tanto para a quantidade quanto a qualidade da gordura ingerida.

    -  Procurar ingerir proteínas de boa qualidade, principalmente o consumo de frutas, legumes e verduras por serem fontes de vitaminas e minerais essenciais, e ricas em fibras que ajudam na saciedade e no funcionamento adequado do intestino.

    -  A palavra que não pode faltar para alcançar uma alimentação saudável é o "planejamento". Saia de casa com seu dia alimentar planejado e tente segui-lo da melhor forma possível.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • CTB debate a diversidade social do país para igualdade avançar

    Começou nesta sexta-feira (18), o Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, na Cidade Maravilhosa. A abertura do evento ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, que no ano que vem completa 100 anos. 

    Mais de 100 militantes das questões de gênero, igualdade racial e juventude, produziram ricos debates sobre a diversidade brasileira sob todos os aspectos. O presidente do Sindmetal-RJ, Jesus Cardoso, disse que é fundamental "enfrentar essa onda conservadora que assola o país e unir a classe trabalhadora contra os retrocessos".

    Acesse este linkpara ver o álbun de fotos do primeiro dia do encontro.

    Já Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, defende a "união de todos e todas para sair da defensiva e mantermos as nossas conquistas dos últimos anos e avançar".

    Foi muito falado sobre o papel da mídia neste contexto de ódio e violência predominante. "Não podemos mais aceitar que a mídia, principalmente rádios e TVs que são concessões públicas continuem criminalizando os movimentos sociais e tratando as mulheres como objetos, insuflando a violência contra as mulheres. Basta de pregar a discriminação e o ódio", diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da central que mais cresce no Brasil.

    Tereza Bandeira, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia

    Na parte da tarde, a socióloga Mary Garcia Castro analisou a conjuntura. "O movimento sindical, assim como os partidos políticos devem se reciclar e falar a linguagem do povo para dessa forma impedir o avanço das ideias fascistas".

    Eremi Melo, secretária-geral da CTB-RS 

    Em seguida foi a vez do promotor do Ministério Público Federal, Wilson Prudente falar sobre a história da luta contra a escravidão. "Foi eleito um nazista para a presidência da maior potência mundial e nós precisamos articular uma conferência mundial contra o racismo e assim nos organizarmos para impedir retrocessos", disse.

    O ato foi encerrado com uma roda de samba, afinal ninguém é de ferro e estamos no Rio de Janeiro, a terra do samba, nos 100 anos desse gênero musical .

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • CTB e Seeb conclamam sergipanos a aderir à greve geral dia 28

    A militância da CTB-SE e do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb--SE) saiu às ruas, na manhã desta terça-feira (25), para conclamar os trabalhadores e a sociedade a aderir à greve geral contra as reformas do governo Temer a ser deflagrada na próxima sexta-feira (28). Por todo o Calçadão da João Pessoa, Centro Comercial de Aracaju, os sindicalistas distribuíram panfletos e denunciaram o caráter nocivo das terceirizações e das reformas trabalhista e previdenciária. Durante a manifestação, o Coletivo de Atores e Atrizes de Sergipe encenou a esquete teatral “Mesmo sem banana e bolo, a gente engana os tolos”.

    Em Sergipe, a adesão à greve cresce a cada dia. Até o momento, cerca de 120 entidades sindicais aprovaram apoio ao protesto nacional. Mesmo com a ampla adesão dos sindicatos de trabalhadores, o presidente da CTB-SE, Edival Góes, defendeu a participação de toda a sociedade na greve geral. “Essa luta não é só dos trabalhadores, é de todos nós, dos estudantes, das donas de casa, de homens e mulheres, e dos aposentados. Nós vamos parar o Brasil para barrar as reformas, para botar pra fora esse presidente ilegítimo e os corruptos do Congresso Nacional. Vamos parar para termos eleições gerais livres e para que possamos retomar a nossa democracia, o crescimento econômico e as políticas sociais”, salientou.

    Durante a manifestação, Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidente do Sindicato dos Bancários, convocou todos os comerciários de Sergipe a aderir à greve geral e lutar contra o fim da aposentadoria e a terceirização irrestrita. “Essa é uma categoria que, historicamente, tem sido explorada. Muitos recebem apenas comissão depois de um mês de trabalho. Sexta-feira é o dia de reagir contra a ameaça à democracia, aos direitos conquistados e ao desemprego”, disse.

    Unidade na luta

    Antes desse ato, as direções da CTB-SE e do Sindicato dos Bancários participaram de uma entrevista com a imprensa na divulgação do 28 de abril. Da coletiva, participaram também os dirigentes da CUT-SE, UGT-SE, CSP Conlutas e MST. Pedro Messias dos Santos, o Pedrão da Conlutas, assegurou aos jornalistas que os trabalhadores estão unidos na luta contra as reformas de Temer e vão mostrar a sua força parando o país na próxima sexta.

    Gislene Reis, do MST, disse que a greve geral não ficará restrita à capital. “O movimento promoverá ações regionais durante a paralisação nos municípios de Lagarto, Canindé do São Francisco, Pacatuba e Nossa Senhora da Glória, porque as reformas de Temer atingem tanto o campo como a cidade”, enfatizou. Ronildo Almeida, da UGT-SE, afirmou para a imprensa que “a greve não é das centrais e dos sindicatos, mas de todo o povo brasileiro”.

    O presidente da CUT-SE, Rubens Marques, destacou o crescimento da mobilização no Interior do Estado, nas microrregiões, fator fundamental para consolidar a greve e fortalecer a luta contra as reformas. Edival Góes, da CTB-SE, disse que o governo Temer quer retirar os direitos dos trabalhadores e não aceita qualquer tipo de reação. “Querem que nós fiquemos calados, mas nós não vamos aceitar essas reformas. Vamos transformar o dia 28 na greve geral mais importante da história do Brasil para mostrar a esse governo golpista que sabemos nos organizar na defesa dos nossos direitos”, assegurou.

    Niúra Belfort -CTB-SE

     

  • CTB-SE encerra Congresso, elege nova direção e aprova plano de lutas

    Dois dias de amplo e rico debate sobre a conjuntura política, econômica e social, de eleição da nova diretoria e aprovação de um plano de luta a ser executado nos próximos quatro anos. Assim foi o 2º Congresso Estadual da CTB-SE, o maior desde a fundação da central no estado. No total, 180 delegados, dos quais 60 mulheres, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, participaram do evento. 

    Da abertura, bastante representativa, participaram representantes da CUT, UGT e Nova Central, UNE, Unegro, UJS, parlamentares e entidades do movimento social. Pascoal Carneiro, secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, também participou do congresso da CTB-SE e fez uma análise aprofundada da conjuntura nacional.

    Durante o congresso, a direção fez um balanço dos últimos quatro anos e apresentou um plano de lutas que prevê, entre outras ações, a ampliação do número de entidades filiadas, a manutenção da luta pela unidade das centrais sindicais, o fortalecimento da Frente Sergipana Brasil Popular e a construção de um projeto nacional e local visando as eleições de 2018.

    Dever cumprido

    “O congresso foi bastante positivo. Fizemos o debate de todas as pautas e aprovamos as resoluções e o plano de lutas que a próxima gestão vai implementar”, enfatizou o ex-presidente da CTB-SE, Edival Góes. O líder sindical esteve à frente da entidade por oito anos, desde a fundação da central no Estado,e garante que deixa a presidência com a consciência tranquila do dever cumprido.

    “Fiz uma promessa a Souza, ex-presidente do Sindicato dos Bancários que nos deixou prematuramente em 2014,de construir uma central classista e conseguimos com muita articulação política e organização, e uma equipe de colaboradores devotados”, salientou.

    O novo presidente da CTB-SE é Adêniton Santana Santos, diretor do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE). Ele reconheceu que a sociedade vive um momento difícil, que a atual conjuntura política, econômica e social é adversa, mas que fará tudo para que a CTB-SE cresça ainda mais. Hoje há 46 entidades sindicais filiadas à central no Estado.

    Unidade

    Adêniton assumiu com o compromisso de manter a luta pela unidade das centrais sindicais. “Temos que esquecer as questões ideológicas em benefício da classe trabalhadora. Somos e seremos uma entidade plural que respeita as diferenças. Foi isso que nos fez crescer e ser hoje a terceira maior central do Brasil”, afirmou.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira, avaliou positivamente o congresso da CTB-SE. “Foi o maior congresso da central desde sua criação, com maior participação de entidades e delegados, e a presença forte do trabalhador do campo e da cidade, das mulheres e da juventude”, enfatizou.

    Para Pereira, esse foi o congresso da unidade. “Construímos a composição da nova direção e dos delegados ao congresso na CTB Nacional em consenso. A avaliação da CTB nos últimos quatro anos foi positiva”, salientou. A dirigente sindical destacou ainda as merecidas homenagens a Edival pelo trabalho desempenhado à frente da entidade, por sua disposição firme na luta pelo socialismos, pelo Fora Temer e as Diretas Já.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Cultura do estupro: a partir de agora "não" significa "não" na Alemanha

    A Câmara dos Deputados da Alemanha aprovou uma lei nesta quinta-feira (7) que amplia o conceito de estupro. A partir de agora, quando uma mulher disser não, qualquer ato sexual forçado será considerado crime.

    É a campanha Não Significa Não, que ganhou o país europeu depois das violências contra as mulheres ocorridas recentemente. Na Alemanha são registrados em média 8 mil estupros por ano, mas os especialistas dizem que menos de 10% das agredidas denunciam.

    “Muito importante essa lei, porque muda todo o conceito da cultura de estupro. Com isso, as mulheres podem sentir-se mais respeitadas como mulheres, como pessoas”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Depois de três meses de uma discussão cheia de tensões, os deputados aprovaram por unanimidade (todos os 601 votos emitidos foram a favor) o endurecimento legal com o qual o Ministério da Justiça pretende garantir que nenhuma agressão sexual fique impune”, afirma Luis Doncel, do jornal espanhol El País.

    Para Ivânia, é um grande avanço. “Imagina hoje no Brasil, com as mulheres ficando cada vez mais vulneráveis, uma lei como essa seria fundamental para manter o respeito nas relações entre as pessoas". Aqui, garante ela, "a cultura do estupro nos impinge o conceito de que somos subalternas, tratadas como objetos, propriedades dos homens”.

    De acordo com Doncel, basta que a mulher "diga ‘não’ ou ‘pare’, ou que mostre alguma outra forma de descontentamento, como, por exemplo, chorar. Aquele que não respeitar esse posicionamento terá de enfrentar as consequências legais, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão”, na Alemanha.

    nao significa nao alemanha

    Muito diferente do Brasil, onde o Congresso Nacional conta com projetos que retiram direitos e conquistas das mulheres. “Com esse governo golpista algumas propostas que trazem enorme retrocesso vêm ganhando muita força”, acentua Ivânia.

    De acordo com ela, é necessário um amplo debate sobre a cultura do estupro, inclusive levando o debate sobre as questões de gênero para dentro das escolas. “Acredito que educação sexual, que ensine os meninos a respeitar as meninas, é fundamental para construirmos uma sociedade regida pelo respeito à dignidade humana”, diz.

    Aqui, segundo Ivânia, inclusive o conceito do que seja estupro é minimizado. “A mentalidade atrasada dos brasileiros ainda não compreende a mulher como sujeita e dona do seu próprio nariz e ainda querem retroceder em nossos direitos”.

    “A maioria não entende como estupro”, diz ela, “quando o marido força a mulher a manter relação sexual, mesmo contra a vontade dela”. Ivânia conta que “o sujeito xinga a mulher de feia, reclama da comida, não tem um carinho o dia todo, mas quando chega a noite quer transar”.

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    “E não adianta a mulher dizer não. Na cabeça de grande parte dos homens, as mulheres têm obrigação de atender seus desejos”, complementa.

    Para ela, essa lei alemã representa um grande avanço civilizacional. “A partir dessa mudança de conceito, a relação sexual entre as pessoas deixa de ser por obrigação e passa a ser de carinho, de troca de afeto, o que é fundamental para a vida de todas e todos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Curso de formação sindical da CTB-SE atrai 100 sindicalistas de 32 categorias profissionais

    Lideranças sindicais, representando 32 categorias profissionais, participam do 3º Curso de Formação Sindical promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) em parceria com o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), em São Cristóvão, no interior do estado.

    Organizado pela secretária de Formação Sindical da CTB-SE, Maria de Lourdes Pereira, o curso começa nesta quarta-feira (1°) e se encerra na quinta. De acordo com a secretária, os temas debatidos serão gestão sindical, história do movimento sindical no Brasil e no mundo e conjuntura nacional.

    Edival Góis, presidente da CTB-SE, saudou aos cerca de 100 participantes ressaltando “a importância da formação na atual conjuntura para nos prepararmos melhor ainda para combater os inúmeros projetos que retiram direitos da classe trabalhadora”.

    ctb se formacao sindical 2017 1

    O curso começa com o professor Reinaldo Reis Júnior falando sobre funcionalismo público pela manhã e segue à tarde sobre o movimento sindical brasileiro. Depois, a assessora da Secretaria de Relações Internacionais da CTB, Laura Porcel fala sobre sindicalismo latino-americano.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB e presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Ivânia Pereira, encerra o dia falando sobre negociação coletiva. Para ela, “a CTB e o CES estão dando uma oportunidade para os trabalhadores ampliarem seu conhecimento”.

    O curso termina nesta quinta-feira (2) com Elton Arruda falando sobre concepções sindicais, Estado, partido e sindicato e Ivânia Pereira analisando a conjuntura. Além disso, Ricardo Ortiz fala sobre oratória.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB e Niúra Belfort - CTB-SE

  • Danilo Gentili sofre duas derrotas na Justiça em menos de uma semana. Você concorda?

    Conhecido por sucessivos ataques às chamadas minorias, o apresentador do SBT, Danilo Gentili, finalmente sofre duas derrotas em menos de uma semana na Justiça.

    Neste sábado (3), o desembargador Túlio de Oliveira Martins, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou que Gentili retirasse de suas redes sociais o vídeo em que ataca a deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS).

    De acordo com Martins, "o vídeo veiculado é de natureza misógina, representando agressão despropositada a uma parlamentar e às instituições, materializando-se virtualmente em crime que, se for o caso, deverá ser apurado em instância própria".

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, concorda com o desembargador. “Faz tempo que Gentili usa de seu espaço para atacar de maneira fortuita, mulheres, LGBTs, negros, índios, políticos progressistas, enfim todos os que defendem os direitos humanos e a igualdade de gênero e racial”, diz.

    “A decisão é uma vitória de todas as mulheres brasileiras que desejam construir uma sociedade livre do ódio e dos preconceitos cotidianos” destaca Maria do Rosário. “A atitude beligerante dele ultrapassa os limites da inteligência e da liberdade de expressão”, acrescenta Pereira.

    No vídeo em questão, julgando-se impune, o apresentador rasga uma notificação extrajudicial enviada por Rosário, Põe dentro da cueca com insinuações obscenas e envia o papel rasgado para a deputada, via Correios.

    Para o desembargador ações desse tipo não representam “notícia, nem opinião, nem crítica, nem humor, mas apenas agressão absolutamente grosseira marcada por prepotência e comportamento chulo e inconseqüente”.

    R$ 1 mil por dia

    Gentili também foi condenado a retirar posts homofóbicos direcionados ao jornalista Gilberto Dimenstein, que dirige o site Catraca Livre. Na sexta-feira (26), O juiz Edward Albert Lancelot, da 35ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirma que "há prova inequívoca que o réu divulgou mensagens que desabonam a imagem do autor". Lancelot determinou também uma multa de R$ 1 mil por dia de descumprimento da decisão judicial.

    “Pessoas como esse apresentador mostram a urgente necessidade de regulação da mídia em nosso país. Os meios de comunicação não podem ser utilizados para a divulgação do ódio, da violência, da discriminação e da mentira. Empresários e comunicadores devem ser responsabilizados pelo que afirmam”, conclui a sindicalista Pereira.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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