Sidebar

15
Seg, Out

Jair Bolsonaro

  • As maiores torcidas organizadas do Corinthians e do Santos dizem não a Bolsonaro

    Cresce a rejeição ao candidato da extrema-direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro. A Gaviões da Fiel, do Corinthians e a Torcida Jovem do Santos divulgaram nota oficial contra a sua candidatura nesta quinta-feira (20). 

    As duas torcidas organizadas dos clubes paulistas prometem aderir às manifestações do sábado (29) contra o candidato, que acontece em todo o país. “Esses torcedores mostram que no futebol não tem apenas alienação", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, do Esporte e Lazer da CTB.

    "Há também uma vontade de ver o país voltar ao rumo do crescimento com criação de emprego e valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos”, emenda.

    “É importante deixar claro a incoerência que há em um Gavião apoiar um candidato que, não apenas é favorável à ditadura militar pelo qual nascemos nos opondo, mas ainda elogia e homenageia publicamente torturadores que facilmente poderiam ter sido os algozes de nossos fundadores”, diz trecho da nota. A Gaviões promete lotar o Largo da Batata no sábado (29), em São Paulo (veja).

    Leia a íntegra nota divulgada pela Gaviões da Fiel aqui.

    Já a Torcida Jovem do Santos afirma que o “nosso repúdio a essa pauta extremista não apaga o olhar crítico que temos em relação ao cenário político em geral, tomando como referência a nossa postura histórica de combate aos retrocessos sociais. A opressão jamais irá vencer a nossa luta por liberdade dentro e fora dos estádios”. A torcida santista também garante presença no protesto contra o candidato do PSL.

    santos contra bolsonaro

    Leia a íntegra da nota da Torcida Jovem do Santos aqui.

    O candidato mais rejeitado em todas as pesquisas tem poucos votos no eleitorado feminino (52,5% do total de eleitores), por causa de seguidas declarações misóginas, racistas e LGBTfóbicas.

    Inclusive a página de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro já ultrapassa a marca de 2,7 milhões de integrantes, mesmo tendo sido invadida por hackers defensores do candidato extremista.

    Para Vânia, “é muito interessante perceber que o apoio de alguns jogadores não se reflete nas torcedoras e torcedores, que pensam por si próprios e declaram-se contra candidato defensor da tortura, da violência e do ódio”.

    A campanha #EleNão ganha as redes sociais e as ruas com intensidade. Vânia argumenta que “são as mulheres, a população negra, os LGBTs, os indígenas, a juventude e a classe trabalhadora se posicionando contra um candidato que representa ainda mais retrocessos para a vida de todas e todos”.

    "As centrais sindicais e os movimentos sociais se contrapõem ao projeto representado por Bolsonaro porque traz mais recessão, mais desemprego, menos educação, menos esporte, menos cultura, menos saúde e menos direitos", define a sindicalista baiana.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Reprodução/YouTube

  • “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, afirma dirigente da CTB

    Mais uma bola fora do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. Desta vez, ele tenta explicar o seu voto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre os direitos das trabalhadoras domésticas, em 2013.

    “Fui o único a votar contra e em dois turnos. Não houve erro de minha parte. Essa lei levou milhões de homens e mulheres a virarem diaristas. Muita gente teve que demitir porque não teria como pagar”, disse Bolsonaro no Jornal Nacional, da Rede Globo, no final de agosto.

    “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, diz Lucileide Mafra Reis, vice-presidenta da CTB-PA e dirigente nacional da central. “Conquistamos a nossa lei com muito suor, muita entrega e aí vem uma pessoa que quer presidir o país falar uma coisa dessas, chega a ser um atentado à inteligência e ao bom senso”.

    Se com a lei é muito “difícil fazer os patrões cumprirem com suas obrigações, imagine sem lei nenhuma”, argumenta. “Querem retornar ao tempo em que as famílias contratavam meninas pobres com a promessa de tratá-las como se ‘fossem da família’, mas eram praticamente escravas, sem jornada definida, sem descanso e sem direitos”.

    Reforma trabalhista

    “Com o golpe de 2016 e mais ainda com a aprovação da reforma trabalhista, nós já sentimos retrocessos enormes por causa do alto índice de desemprego do país”, afirma Lucileide, que também é presidenta da Federação das Trabalhadoras Domésticas da Região Amazônica.

    De acordo com a sindicalista paraense, a situação já está degradante.  “Estamos retornando décadas, onde não tínhamos nenhum direito”. Ela explica ainda que até o controle da jornada de trabalho é complicado para as trabalhadoras domésticas.

    Além disso, acentua, “essa história de que a conquista dos nossos direitos causou desemprego é uma falácia para justificar o desrespeito às leis”. Para ela, “é preciso explicar para esse senhor que nós não somos escravas e trabalhamos duro, muitas vezes saímos de casa antes das 5h da manhã e só chegamos à noitinha”.

    A lei e a vida

    Por isso, a aprovação da lei foi muito festejada. “Com a lei conseguimos, inclusive, diminuir o número de meninas, sem idade para trabalhar, exploradas no serviço doméstico”, afirma. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o país com maior número de trabalhadoras domésticas, cerca de 7 milhões.

    A PEC 72 – PEC das Domésticas – foi aprovada em 2013 e regulamentada pela Lei Complementar 150/2015, que assegura registro em carteira de trabalho e os direitos trabalhistas de acordo com a legislação brasileira.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • “Ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”, diz Ivânia Pereira

    Viraliza na internet mais uma piada de uma pérola da mídia tupiniquim. Em pleno século 21, uma revista de (des)informação fez reportagem sobre a esposa do ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer, Marcela, com o título sugestivo de “Bela, recatada e do lar”.

    “É a mesma infâmia feita por Jair Bolsonaro, quando homenageou notório e covarde torturador da ditadura de 1964, para mostrar todo seu ódio à presidenta Dilma e votar pelo golpe à democracia”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, mostra-se surpresa com tamanha desfaçatez. “Parece que as revistas brasileiras estão disputando palmo a palmo qual desce mais o nível para jorrar à sociedade seu ódio a tudo o que foi conquistado com os governos Lula e Dilma na questão dos direitos sociais e individuais”.

    Ivânia confirma essa tese e diz que “os machistas querem transformar as mulheres em ‘rainhas do lar’, que nada mais seriam do que escravas domésticas, com obrigação de cuidar da casa, dos filhos e sempre pronta para servir o marido, sem nunca reclamar”.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reportagem evidencia o caráter mais perverso da cultura machista e patriarcal, que agora pretende “retroceder para modos de vida pré-capitalistas e assim semear a ideia de que lugar de mulher é somente dentro de casa”.

    Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres com a filósofa Márcia Tiburi

     

    “Só falta agora defenderem que as mulheres cubram seus corpos com burca (vestimenta de certos grupos mulçumanos, onde apenas os olhos da mulher aparecem) ”, ataca Gicélia. Ela reclama da misoginia muito presente na mídia burguesa atualmente. “Parece que ser mulher independente, batalhadora e defensora dos seus direitos virou ofensa”.

    Objetivo é atacar Dilma

    Para Ivânia, o objetivo da publicação foi atacar a figura da presidenta Dilma, perseguida pela ditadura, lutadora e a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Para ela, esse pensamento visa reduzir o papel das mulheres na sociedade.

    “Elas devem ter somente o direito de ser a primeira a acordar, realizar todas as tarefas domésticas e estar sempre pronta para o marido”. Não pode, portanto, “ter opinião sobre a política, a vida e muito menos sonhar com uma vida de direitos”.

    Mas “a maioria das mulheres brasileiras tem tripla jornada de trabalho, somente isso já poderia colocá-las entre as mais belas”, no entanto, elas ainda “saem às ruas, manifestam suas vontades e querem ser respeitadas em seus direitos”, afirma Ivânia.

    As “mulheres trabalhadoras são mais do que perfeitas”, acentua Gicélia, “somos belas, cada uma na sua singularidade e sabemos que o futuro nos pertence por estarmos do lado certo da história, o lado da vida, do trabalho e da liberdade”.

    Já Ivânia ressalta as conquistas das mulheres no mundo do trabalho. “Somos trabalhadoras, empresárias, respeitamos toda a diversidade brasileira e, por isso, somos sim as belas da sociedade”. Segundo ela, “as mulheres têm feito a diferença no país e vão continuar fazendo ainda mais”.

    Porque “não queremos ser iguais aos homens, queremos igualdade de direitos e deveres, mas queremos manter as nossas individualidades, inclusive na forma de amar”. Para ela, “ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”.

    “Exigir que a mulher se cale diante de seu companheiro e aceite o papel de subalterna, é no mínimo cair no ridículo”, afirma Ivânia. “Podem espernear à vontade, mas estaremos em todos os lugares que quisermos estar”, garante Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • #DemocraciaSim: artistas, empresários e intelectuais assinam manifesto contra Bolsonaro

    Contra o fascismo, pessoas de pensamentos completamente diferentes assinam o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil”. O documento foi divulgado neste domingo (23) e já conta com centenas de assinaturas de importantes representantes da cultura e do empresariado brasileiro. Todos contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro.

    "É um chamado para quem vota em quem quer que seja, mas está dentro do campo democrático", diz à Rede Brasil Atual, o advogado José Marcelo Zacchi. Para ele, é fundamental que todos se unam para “repudiar um projeto que nos parece contrário aos princípios democráticos”.

    Já assinam o manifesto: Chico Buarque, Caetano Veloso, Patrícia Pillar, Camila Pitanga, Fernanda Torres, Arnaldo Antunes, Wagner Moura, Gregório Duvivier, Antonio Nobre, Alice Braga, Andreia Horta, Mano Brown, Ana Mozer, Walter Casagrande Júnior, Juca Kfouri, Luiz Felipe Alencastro, Lilia Schwarcz, Maria Victória Benevides, Esther Solano, Milton Hatoum, Fernando Morais, Renato Janine Ribeiro, Laerte, Clemente Ganz Lucio, Maria Alice Setúbal, Bernard Appy e Andrea Calabi, Guilherme Leal e Drauzio Varella, entre muitos outros.

    “Vivemos um momento delicado na história do país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária da Políticas Sociais da CTB. “Devemos nos unir às manifestações das mulheres contra o ódio e a violência, neste sábado (29) e dar um chega pra lá no machismo e no autoritarismo”.

    Ganha força a hashtag #EleNão para “impedir o crescimento das ideias propaladas pelo candidato que votou a favor da reforma trabalhista e pretende acabar com a aposentadoria”, define Vânia. “Ele pretende aprofundar ainda mais as maldades feitas por Michel Temer e acabar com a educação pública e com o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    Trecho do manifesto afirma: “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”.

    Assine o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil” você também aqui.

    Portal CTB. Foto: Mais Goiás

  • #EleNão: 500 mil nas ruas de São Paulo contra o fascismo e o retrocesso

    As manifestações contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, lotaram as ruas de ao menos 114 cidades em todas as unidades da federação do país. A maior delas, no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 500 mil pessoas, segundo a organização, durante todo o ato liderado pelo movimento Mulheres Contra Bolsonaro.

    A CTB marcou presença porque “nós queremos receber o 13º salário, o abono de férias e remuneração igual para trabalho igual”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Além disso, diz ela, “esse candidato representa o aprofundamento mais radical das reformas feitas por Michel Temer que causaram desemprego, recessão e retirada de conquistas fundamentais da classe trabalhadora”.

    Gente de todos os gêneros, cores, ideologias, idades, crenças religiosas, coloriram as ruas de São Paulo com a força das mulheres e da juventude para disseminar o amor contra o ódio. “Nós não aceitamos o retrocesso e a humilhação”, acentua Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “as forças do campo democrático e popular unidos saberão dar um sonoro não à candidatura do ódio, das armas e da violência. O Brasil precisa de paz, de mais educação, mais saúde, mais justiça, com valorização do trabalho e combte às desigualdades”. Um cartaz dizia: "Vote como uma garota, ele não" e as mulheres cantavam alegres: "O Bolsonaro pode esperar, a mulherada vai te derrotar".

    A manifestação suprapartidária contou com a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) e das candidatas à vice-presidentas Manuela D’Ávila (Fernando Haddad), Kátia Abreu (Ciro Gomes) e Sonia Guajajara (Boulos), além de muitos artistas e candidatas e candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “Nós defendemos a liberdade das mulheres, ele não. Nós defendemos o 13º salário, e o direito das trabalhadoras e trabalhadores, ele não. Nós gritamos ‘fora Temer’, ele não. Nós defendemos que as mulheres, os negros, os indígenas, LGBTs tenham dignidade e façam parte de um grande sonho de Brasil, ele não”, postou Manuela em seu Twitter.

    Parte dos manifestantes rumou em passeata por onze quilômetros até o vão do Masp (Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista. Durante o percurso muitos "buzinaços" de apoio, um “Lulaço” improvisado com os trompetistas que puxam essas manifestações em diversos pontos do país e cantos e palavras de ordem pela liberdade.

    Por volta das 20h40, terminou o ato com a disposição de se manter o moivmento de resistência ao fascismo firme e forte, mesmo após a eleição. "As mulheres e a juventude mostraram que a unidade é possível para a superação da crise, com criação de empregos e de um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os direitos de todas as pessoas", conclui Luiza 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • #EleNão: artistas convocam a população a lotar as ruas neste sábado (29) pelo direito de viver em paz

    Não dá mais par segurar. As mulheres tomaram conta da política nesta eleição. O movimento feminista assumiu a oposição ao candidato Jair Bolsonaro e suas propostas fascistas.

    “A campanha do #EleNão ganhou uma dimensão gigantesca porque as mulheres entenderam que a hora é agora para barrar o avanço das propostas contra os interesses do país e do povo brasileiro”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Letícia Sabatella, Daniela Mercury, Anitta, Linniker, Chay Suede, Pabllo Vittar, Carolina Abras, Maria Ribeiro, Bete Carvalho, Teresa Cristina, Bruna Linzmeyer, MC Carol, Camila Pitanga, Caetano Veloso, Chico Buarque e muitos outros artistas dizem #EleNão.

    A cantora paraense Júlia Passos deu a sua contribuição gravando um dos hinos do movimento; confira o talento

    O movimento começou pelas redes sociais na internet, principalmente com a página Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que na sexta-feira (14) foi invadida por hackers bolsonaristas e chegou a ser removida pelo Facebook. Já no domingo (16) estava de volta. Ganhou impulso maior ainda e já conta com mais de 3 milhões de integrantes.

    Várias artistas dão o seu recado; assista 

    Artistas que já se posicionavam contra as propostas fascistas do candidato da extrema-direita, já vinham se mobilizando em defesa da democracia, se unem às mulheres pela democracia e pelos direitos humanos. Vídeos começaram a circular e a cantora baiana Daniela Mercury gravou falando contra Bolsonaro e desafiou a carioca Anitta a se posicionar.

    As artistas garantem presença nos atos contra Bolsonaro em todo Brasil; no sábado 

    Nasceu a campanha #DesafioUnidasNasRuas e as artistas começaram a desafiar as suas colegas a se engajarem no movimento. A defesa da liberdade e dos direitos da classe trabalhadora ultrapassou fronteiras e se espalhou pelo mundo. A manifestação do sábado já está garantida em ao menos 50 países e conta com apoio de inúmeros artistas internacionais.

    O jovem ator Chay Suede também se posiciona e mostra que os homens que respeitam as mulheres também são contra Bolsonaro; confira 

    “Elas estão no front, mas muitos homens caminham junto”, assinala Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “O mais interessante desse movimento é que ele uniu pessoas de pensamentos muito diferentes com o objetivo comum de barrar os retrocessos e pôr novamente o Brasil no caminho do desenvolvimento com justiça social”.

    Centrais sindicais, artistas, empresários, intelectuais, torcedoras e torcedores de futebol, religiosos, as pessoas do campo popular e democrático sentem a necessidade de se posicionarem contra a candidatura do retrocesso.

    Pabllo Vittar gritou Ele Não no Prêmio Multishow; veja 

    Várias artistas foram agredidas pelas redes sociais ao gravarem vídeos ou postarem textos favoráveis à campanha #EleNão. Caetano Veloso prestou solidariedade à atriz Marília Mendonça, que excluiu seu vídeo, após ela e sua família receberem ameaças.

    Assista o depoimento de Caetano Veloso 

    “Esse movimento é irreversível e promete unir a nação brasileira para termos uma eleição limpa”, sintetiza Celina. “A volta da democracia depende do nosso engajamento com candidaturas que defendam a liberdade e a justiça. Todas e todos às ruas no sábado (29)".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • #EleNão: Cinelândia, no Rio, fica pequena para a multidão contra Bolsonaro, neste sábado

    A manifestação deste sábado (29) levou mais de 300 mil pessoas, de acordo com a organização, no palco histórico de lutas de resistência da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para gritar #EleNão “contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e contra todo o retrocesso que o candidato Jair Bolsonaro representa não apenas para as mulheres e as chamadas minorias, mas para toda a classe trabalhadora e o país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista fala emocionada sobre a numerosa presença no ato unificado das forças democráticas do país. ”Foi emocionante ver tantas mulheres, crianças, homens e LGBTs numa só voz em defesa da democracia de da vida das mulheres, dos jovens, dos negros e dos LGBTs”, acentua.

    ctb rj katia ayer sandra mulheres contra bolsonaro

    CTB-RJ contra Bolsonaro e o retrocesso que ele representa

    A manifestação na Cidade Maravilhosa contou com a presença de inúmeros artistas que abraçaram a causa do #EleNão para “o Brasil recuperar o Estado Democrático de Direito, com valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos e individuais”, ressalta Paulo Sérgio Farias, o Paulinho, presidente da CTB-TJ.

    “A unidade do movimento das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro trouxe de volta o brilho nos olhos de quem defende a liberdade e a justiça”, reforça Paulinho. Como em todo o país, no Rio, a manifestação contou com a participação de militantes de vários partidos e movimentos sociais.

    Kátia lembra que o projeto da candidatura de extrema-direita "quer liquidar de vez com os direitos da classe trabalhadora, extinguindo o 13º salário, o abono de férias, o vale-transporte e o vale-alimentação, além de apoiar a reforma trabalhista e o projeto que acaba com a nossa aposentadoria”.

    Para ela, “as mulheres estão escrevendo um novo capítulo da história do Brasil. Estamos nas ruas faz tempo e delas não sairemos até sepultarmos de vez a opressão contra a luta pelos direitos de vida digna para todas e todos os brasileiros. A multidão caminhou atá a Praça XV e encerrou o ato com a certeza da vitória".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja (destaque)

  • 29 de setembro: mulheres vão às ruas contra Bolsonaro no país e no mundo; confira agenda

    As mulheres prometem lotar as ruas de todo o país contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, neste sábado (29). O movimento #EleNão tomou conta das redes sociais e dos debates das eleições 2018.

    “A união das mulheres representa a principal novidade nesta eleição”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Mostramos que é possível lutar juntas, mesmo pensando diferente”, acentua.

    A hashtag #EleNão usada pelo movimento dispara nas redes sociais e inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras aderem ao movimento para barrar o avanço do fascismo no Brasil. “O candidato Bolsonaro representa o que há de pior na cultura do ódio e do atraso”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    As organizadoras dão algumas dicas importantes para a segurança de todas as manifestantes, veja abaixo:

    dicas para manifestacao dia 29

    O movimento se fortaleceu ainda mais após a invasão de hackers à página de Facebook das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, na sexta-feira (14). “Juntas mostramos nossas diferenças e o respeito à diferença. Temos lados, apoiamos programas políticos diversos e sabemos discutir com respeito. Juntas mostraremos o que é fazer política de forma democrática”, dizem as organizadoras dos protestos que ganharam corações e mentes no Brasil e em pelo menos 22 países.

    Por isso, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, “sabendo que somos maioria na população e no eleitorado, resolvemos nos unir para barrar a misoginia e a cultura do estupro”.

    Enquanto Érika Piteres, da CTB-ES, diz que “queremos o nosso lugar na sociedade para construirmos um futuro onde possamos viver sem medo e onde sejamos respeitadas, como todas as pessoas devem ser”.

    O tema da igualdade de gênero se impôs no debate político de uma forma irreversível. Isso porque o Brasil é um dos países onde mais se mata mulheres no mundo. Depois do golpe de Estado de 2016, a violência por questões de gênero cresce assustadoramente.

    Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da CTB, defende que "a participação de nós mulheres, na construção desse momento histórico é, sem dúvida alguma, algo de muita importância para o nosso país, sempre aguerridas e prontas para o combate". Portanto, "não aceitamos o fascismo, o retrocesso, o preconceito, a violência, o machismo... Nós mulheres vamos decidir os rumos do nosso país, mostrando que aqui, o amor vence o ódio."

    Assista o recado de Beth Carvalho, Teresa Cristina e Samba que elas querem 

    Para Gicélia, os protestos do #EleNão também reforçam as pautas da classe trabalhadora. “Defendemos a retomada do crescimento, os direitos do povo que foi saqueado, a vida das mulheres que estão sendo ceifadas, a educação, o SUS e todas as políticas públicas pelos nossos direitos e os programas sociais de volta. Porque o ‘Coiso’ representa a perda de tudo isso”.

    Já Tete Avelar, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB-MG, acredita que com a proximidade das eleições “as campanhas de candidatos racistas, machistas e LGBTfóbicos ameaçam aprofundar ameaçando as perdas para mulheres, jovens e crianças e no bojo disso toda a sociedade perde”.

    São centenas de grupos no Facebook com o mesmo objetivo: #EleNão. Somente no Mulheres Unidas Contra Bolsonaro são mais de 3 milhões de integrantes contra o candidato da extrema-direita e seus seguidores fascistas.

    A secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, Luiza Bezerra afirma que “com a campanha do #EleNão encabeçada por milhões de mulheres Brasil afora mostramos a nossa força para barrar o retrocesso e o fascismo”.

    Ela reforça ainda que “as mulheres jovens também estarão nas ruas no sábado (29) para dizer não ao machismo, à violência, ao racismo, à homofobia. Ele não! Nós sim”.

    Paródia de Bella Ciao, canção da resistência italiana na Segunda Guerra Mundial: Ele não 

    Já Celina avalia a unidade das mulheres “contra o machismo, a misoginia, o racismo a LGBTfobia e todos os preconceitos. A luta por igualdade de gênero é essencial para a democracia e para o país retomar o rumo do crescimento com combate às desigualdades”.

    O Brasil inteiro contra Bolsonaro

    ato mulheres contra bolsonaro 1

    Também haverá manifestação no Amapá, Rondônia, Piauí, Maranhão e Paraná e na Argentina, Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, França, Estados Unidos, Uruguai, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, México, Irlanda, Itália, Israel, Bélgica, Chile, Hungria, Portugal, Canadá e Holanda.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Caetano Veloso denuncia o ódio e violência disseminados por seguidores de Bolsonaro; assista

    Neste domingo (14) ocorre um ato em homenagem ao mestre Moa, na Praça da República, em São Paulo, ás 11 horas, com o lema "O amor vencerá o ódio e o axé unirá o Brasil".

    Caetano Veloso condena de modo emocionado a violência cometida por simpatizantes do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, que assola o país de norte a sul. O compositor e cantor baiano se revolta com o assassinato do capoeirista e compositor Moa do Katendê, de 63 anos, na segunda-feira (8). O motivo do crime: Moa afirmou ter votado no Partido dos Trabalhadores.

    “A gente está maduro o suficiente para não se entregar a coisas como essas”, diz Caetano sobre a cultura do ódio proliferada pelo candidato do PSL e seus seguidores exacerbados. Para ele, é necessário dialogar com “a mente dos brasileiros, de todos os brasileiros que são capazes de pensar e acalmar a cabeça e o coração para metabolizar os sentimentos humanos”.

    A revolta de um dos mais importantes nomes da cultura brasileira se fundamenta na ação de grupos de brutamontes atacando qualquer pessoa que não concorde com a postura deles. E o candidato que apoiam lava as mãos feito Pôncio Pilatos e afirma não ter nada a ver com os “excessos” de seus correligionários, mas foge do debate e diz categoricamente que não vai discutir o seu programa de governo com Fernando Haddad, o candidato das forças democráticas.

    Asssista o desabafo emocionado de Caetano Veloso  

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, questiona se o “povo brasileiro permitirá que o país seja reduzido a isso. Estamos beirando o radicalismo e a covardia comparada às práticas primitivas do Estado Islâmico, que prende, estupra, tortura e mata”.

    Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte da vítima. "Mataram a história, povo sem memória. Mestre Moa Do Katendê, o senhor está vivo dentro dos corações de quem esteve perto e conheceu sua trajetória na capoeira, na música, e com a humanidade", escreveu um internauta.

    “Os seguidores do candidato extremista andam em grupos e atacam covardemente as pessoas que não aceitam o pensamento reacionário e nem o comportamento violento e preconceituoso do grupo”, afirma Vânia.

    A situação está tão grave, como notou Caetano, que a médica Tereza Dantas que trabalha em um hospital público, na capital do Rio Grande do Norte, Natal, rasgou a receita de um paciente de 72 anos após ele declarar que votou em Haddad.

    jornalista agredida em recife por bolsonaristas

    Ódio: jornalista agredida e ameaçada em Recife

    E a lista de insanidade bolsonarista prossegue. Uma jornalista do portal NE10, de Recife, foi agredida por seguidores do candidato apenas por ser jornalista, disse ela à Polícia Civil. A vítima conta que eles a agrediram e ameaçaram de estupro, no domingo (7), após ela sair de uma sessão de votação na capital pernambucana.

    No Rio de Janeiro, covardes truculentos atacaram a irmã de Marielle Franco, Anielle, na segunda-feira (8). Ela caminhava com a filha de dois anos no colo. Nem a presença da criança impediu a violência e ameaças dos “cidadãos de bem”, defensores da “família”.

    Anielle conta que eles gritaram “na minha cara e consequentemente na de minha filha (que ficou assustada claro) de que eu era 'da esquerda de merda', 'Sai daí feminista', 'Bolsonaro... Piranhaaa'", isso vindo  "de homens devidamente uniformizados com a camisa do tal candidato".

    E a violência não para. Nem um cachorro escapou da ignorância de militantes de Bolsonaro. Em uma carreata de seguidores, no domingo (30), em Muniz Ferreira, na Bahia. Um dos defensores da cultura do ódio desceu de seu carro e matou com três tiros um cachorro porque ele latia com a barulhenta carreata.

    E quando parece que o nível de insanidade atingiu o apogeu, acontece mais uma barbaridade. Ao descer do ônibus, em Porto Alegre, uma jovem de 19 anos foi agredida por três brutamontes porque ela usaa camiseta com os dizeres “Ele Não”.

    jovem agredida por bolsonaristas

    Discriminação: jovem sofre ataque de bolsonaristas em Porto Alegre

    Ela conta que foi humilhada, levou socos e dois dos agressores a seguraram para o terceiro desenhar a suástica – símbolo do nazismo – em sua barriga. Ao observar esses crimes hediondos, Caetano Veloso conclui que “não podemos reduzir o Brasil a essa barbárie” de pessoas que “ilusoriamente pensam que é superação, mas é volta, é atraso, é medo da responsabilidade, da civilização”.

    Os atentados se avolumam. Para Vânia, os seguidores do candidato da extrema-direita querem ganhar "a eleição no grito, na base da covardia e da força para amedrontar as pessoas que realmente pensam e lutam por um país solidário e justo”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Carlos Bolsonaro será denunciado: até onde pode ir a falta de humanidade de uma pessoa?

    O vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL-RJ), vai apresentar uma denúncia contra o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) à Comissão de Ética da Câmara Municipal da capital fluminense. A denúncia por quebra de decoro se refere à postagem do filho de Jair Bolsonaro atacando o movimento liderado por mulheres "Ele Não" contra a candidatura de extrema-direita.

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, acredita que “o sentimento contra a política, forjado por setores da elite brasileira travestido de antipetismo escancarou uma face cruel da nossa sociedade”. De acordo com ela, a mídia burguesa e parte da elite "insuflaram a violência e agora não sabem o que fazer para conter essa onda fascista que está nas ruas batendo em mulheres e atentando contra a democracia e a liberdade".

    A sindicalista baiana diz isso, chocada com a postagem feita pelo vereador, Carlos Bolsonaro. O político carioca fez uma crítica grotesca ao movimento #EleNão, que ganha as redes sociais no Brasil e no mundo e no sábado (29) vai tomar as ruas de todo o país e em pelo menos 50 cidades, já confirmadas, espalhadas pelo mundo.

    Em seu Instagram, o vereador fascista postou a imagem de um homem com um saco plástico na cabeça, ensanguentado, com a inscrição #EleNão em seu peito, tirada do perfil de Ronaldo Creative, e acrescentou a frase “sobre pais que choram no banheiro".

    carlos bolosnaro125861

    A postagem que insufla o ódio e a violência

    Especialistas explicam que essa frase é comumente usada para representar pais que se decepcionaram com seus filhos, via de regra ligada à orientação sexual deles. “É um absurdo que isso ocorra em pleno século 21”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Para a sindicalista sergipana, a argumentação do vereador do PSL-RJ tentando defender a sua postagem denuncia o seu propósito de apologia à tortura. “A atitude desse vereador, fortalece ainda mais o movimento de repulsa à candidatura do seu pai, porque escancara a desumanidade das pessoas que pensam igual a eles e querem retroceder ao século 18”.

    Além do mais, “essa postagem não vai intimidar as mulheres e nem os LGBTi+. Resistência é a única palavra de ordem", afirma o vereador David Miranda. "A extrema-direita está solta batendo e ameaçando as pessoas que pensam diferente deles e uma postagem dessas, reforça o sentimento de que as coisas devem ser resolvidas na base da truculência e na falta de diálogo e inteligência", diz Vânia.

    Por isso,acentua, “as pessoas do campo popular e democrático devem se unir às mulheres para dar um basta à essa violência inominável lotando as ruas de todas as cidades brasileiras no sábado. Vamos gritar bem alto: ele não”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Conselho de Ética instaura processo contra Bolsonaro por apologia à tortura

    O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta terça-feira (28) processo contra o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), estabelecendo investigação sobre o crime de apologia à tortura. O processo está alinhado com o pedido que a própria CTB protocolou contra Bolsonaro em abril, quando a secretária da Mulher Trabalhadora da Central, Ivânia Pereira, entrou na Justiça com pedido de cassação do mandato do deputado por crime de incitação pública à violência e à tortura. A peça jurídica se refere às declarações de Bolsonaro durante a declaração de voto ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

    Na época, Ivânia justificou que, "ao 'homenagear' o coronel Brilhante Ustra, Bolsonaro incitou, banalizou e festejou crimes de tortura em uma clara alusão ao que sofreu a presidenta Dilma, no período da ditadura civil-militar (1964-1985), sob as ordens desse militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador".

    Procedimento

    Mesmo sem quórum, com apenas quatro deputados na sala da reunião, o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), instaurou processo contra o deputado. No prazo de duas sessões, Araújo disse que anunciará o nome do relator do caso a partir de uma lista tríplice que inclui os nomes de Zé Geraldo (PT-PA), Valmir Prascideli (PT-SP) e Wellington Roberto (PR-PB). O parlamentar é acusado, de acordo com uma representação do Partido Verde, de apologia ao crime de tortura. O parlamentar que ficará responsável por elaborar parecer a favor ou contra a cassação do mandato de Bolsonaro deve ser do PT ou PR em função dos critérios definidos pelo Código de Ética, que restringe as indicações, excluindo parlamentares que sejam do mesmo partido, bloco ou estado do representado ou aliados.

    "No passado, o único impedimento era o estado e partido do representado. Com a modificação feita por resolução, o presidente em exercício [da Câmara, Waldir] Maranhão fez modificações que impedem que também seja do mesmo bloco. Se perdurar desta forma e não tomarmos providência para voltar a ser como era, pode chegar a um determinado momento em que não poderá ter relator, se admitirem que amanhã pode ser formado um blocão", alertou Carlos Araújo.

    O colegiado tem agora 90 dias úteis para decidir o futuro do deputado fluminense. Bolsonaro é alvo de uma representação movida pelo Partido Verde – legenda que não tem assento no conselho. O partido acusa o parlamentar por apologia ao crime de tortura ao homenagear o coronel Brilhante Ustra durante a sessão da Câmara dos Deputados, em abril deste ano, que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido como coronel Ustra, foi o primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura.

    Regimentalmente não havia necessidade de uma sessão para abertura do caso, mas Araújo agendou o encontro para dar publicidade à medida. Em função das mudanças de decisão do presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), que cancelou e depois remarcou sessão de votação na Câmara para esta semana, a Casa está esvaziada e apenas Júlio Delgado (PSB-MG), Marcos Rogério (DEM-RO) e Alberto Filho (PMDB-MA) marcaram presença, além de Araújo.

    Processo de Cunha

    Também havia a intenção de discutir uma consulta sobre a substituição de membros no colegiado, mas o tema acabou adiado. A consulta foi apresentada por Delgado, Rogério e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para tentar evitar o que ocorreu durante o processo envolvendo o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando várias substituições foram apontadas como manobras de aliados do peemedebista para tentar evitar a aprovação de sua cassação.

    Apesar de tramitar agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que avalia um recurso apresentado pela defesa de Cunha, o processo voltou à tona no conselho hoje quando Júlio Delgado colocou em questionamento a indicação de Ronaldo Fonseca (PROS-DF) como relator. Delgado alertou que o parlamentar é aliado declarado de Cunha e não deveria assumir essa posição. Araújo afirmou que encaminhará, nos próximos dias, ao presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), notas taquigráficas da reunião do conselho para que tome conhecimento sobre uma possível suspeição do relator no caso.

    Com informações da EBC

  • Contra o golpe, manifestantes tomam a Paulista, em SP, e no Rio escracham Jair Bolsonaro

    Neste domingo (24), pela manhã, ocorreu o Piquenique pela Democracia na avenida Paulista, em São Paulo, e à tarde, uma verdadeira multidão tomou a Paulista para gritar mais uma vez contra o golpe. O ato começou no vão do Masp.

    Os manifestantes mais uma vez dizem "Fica Querida", para a presidenta Dilma. De acordo com os manifestantes, ninguém vai ficar parado vendo Temer e Cunha tomarem o poder sem disputar a eleição em 2018, como manda a Constituição.

    A proposta é intensificar as manifestações que começaram a acontecer, espontaneamente, em todo o país, após a fatídica votação no domingo (17), na Câmara dos Deputados.

    Leia mais

    Paulista ficou pequena na noite desta quinta (21) para ato espontâneo em defesa da democracia

    Manifestantes fazem protesto em frente à casa de Temer em Brasília

    “Mulheres Não Recatadas” protestam contra machismo da Veja

    A norte-americana CNN também denuncia o golpe dos sem voto no Brasil. Assista!

    O músico Evandro Fióti disse que o país "precisa dessa chacoalhada para ter noção das conquistas" e que a luta é para manter os avanços e dizer não ao retrocesso. "A gente viu depois de domingo que não tem como não se posicionar contra um congresso medieval que não nos representa, e o mais triste é saber que essas pessoas comandam o país. Depois de domingo acho que todos devem assumir a sua responsabilide e lutar como nossos pais lutaram na década de 1970 e 1980. É importante conversarmos com nossos pais, amigos, colegas de trabalho e esclarecê-los, porque a mídia mais uma vez está colocando o povo contra o povo".

    Rio de Janeiro

    Também ocorreu escracho em frente à casa do deputado Jair Bolsonaro, na avenida Lucio Costa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.  A proposta da juventude é não dar arrego aos golpistas até que aprendam a respeitar as urnas e o povo brasileiro.

    Campinas

    Um grupo de jovens reuniu-se na manhã deste domingo (24) em frente a casa do deputado Carlos Sampaio, em Campinas, interior de São Paulo. Sampaio é um dos maiores articuladores da ala tucana pelo golpe de Estado tramado pela direita, comandada pela família Marinho, dona da Rede Globo e por grupos econômicos estrangeiros.

    Portal CTB com Redação da Tal, Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • CTB pede na Justiça a cassação de Bolsonaro por elogio à tortura e ataques misóginos às brasileiras

    A Secretaria da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entrou na Justiça com pedido de cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pela incitação pública à violência e em especial ao crime de tortura no Brasil na Câmara de Deputados. 

    A peça jurídica se refere às declarações de Bolsonaro durante a declaração de voto ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no domingo (17).

    “Ao ‘homenagear’ o coronel Brilhante Ustra, Bolsonaro incitou, banalizou e festejou crimes de tortura em uma clara alusão ao que sofreu a presidenta Dilma, no período da ditadura civil-militar (1964-1985), sob as ordens desse militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador”, justifica a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, a sergipana Ivânia Pereira.

    “O pavor de Dilma”

    Em um dos trechos do discurso na Câmara, Bolsonaro disse com euforia que "(...) pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de tudo, o meu voto é sim".

    Apesar de se proclamar cristão, Bolsonaro (militar da reserva) é conhecido pelas furiosas declarações de extrema-direita. Conhecido por posições machistas, homofóbicas, misóginas e em defesa da prática da tortura.

    “E desta vez, a sociedade tem de reagir de forma mais contundente. Bolsonaro foi longe demais. A CTB entende que fomos todos e todas agredidos com aquelas declarações, enquanto eleitores e eleitoras e cidadãos brasileiros, patriotas e democráticos. Mas em especial, enquanto mulheres. A fúria de Bolsonaro foi dirigida à primeira mulher que hoje ocupa o mais alto cargo da República brasileira, inclusive eleita democraticamente pelo povo”, diz Ivânia. 

    ivania pereira carla trindade

    A advogada Zélia e a sindicalista Ivânia encaminham ação judicial contra Bolsonaro

    Liberdade expressão x limites

    O presidente da CTB, Adilson Araújo afirma que atualmente, “no Congresso Nacional e em outros legislativos temos observado o retrocesso político e a intensidade de discursos de negação dos direitos individuais e coletivos de forma deplorável, como esse em que incitou com tom de neutralidade a violência e a tortura. Bolsonaro precisa ser punido para que a população possa fazer a reflexão sobre diferenças entre liberdade de expressão e os limites da legalidade. Incitar violência e tortura é crime hediondo, previsto na nossa legislação”.

    A ação da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB será patrocinada pela advogada e historiadora sergipana Zélia Trindade. Trindade é feminista, atuou no movimento social e estudantil na Universidade Federal de Sergipe.

    “Estou lisonjeada em receber essa missão da CTB. Acompanhei as declarações do deputado e o que nos causa maior indignação é que foram ditas em rede nacional, em uma Casa Legislativa, sem nenhum constrangimento ou pudor”, afirma Zélia.

    Déa Jacobina – Seeb-SE - Foto: Fernando Frazão

  • CTB-RJ emite nota de repúdio contra o deputado Jair Bolsonaro

    Na segunda-feira (3), o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tornou-se centro de uma nova polêmica ao dar declarações extremamente racistas em palestra no Clube Hebraica, no Rio. Em resposta, a CTB-RJ emitiu uma nota oficial de repúdio. Confira:

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro manifesta, a partir da presente nota, seu total repúdio às declarações racistas e xenofóbicas proferidas pelo Deputado Federal Jair Bolsonaro no Clube Hebraica, no último dia 3. Denunciamos, pois, que as declarações feitas pelo deputado, além de ferir a dignidade humana e toda a história das comunidades Quilombolas, fere princípios estabelecidos pela Constituição Federal e constitui uma infração gravíssima que deve ser apurada e punida pelas autoridades competentes.

    Reafirmamos nosso apoio às comunidades Quilombolas que possuem um valor histórico e social inestimável e não podem ser desrespeitadas como foram na noite do dia 3. A afirmação de ir contra às demarcações de territórios indígenas e quilombolas é mais um ataque do deputado aos Direitos Humanos. Um ataque que não pode ser tolerado pela sociedade brasileira em pleno Século XXI.

    É inadmissível a incitação ao ódio na sociedade brasileira. Somos um país onde negros e indígenas sofrem um verdadeiro genocídio O discurso de Bolsonaro é um ataque direto à legislação pátria e Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário e, por isso, não pode ficar impune.

    Em defesa dos direitos humanos, do povo negro, das comunidades quilombolas e indígenas.

    Rio de Janeiro, 07/04/2017

    Mônica Custódio – Secretária Nacional de Promoção da Igualdade Racial da CTB

    Ronaldo Leite – Presidente da CTB Rio de Janeiro

    Da CTB-RJ

  • Dá para imaginar aumento de patrimônio de 432%, em quatro anos?

    O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB

  • Efeito Bolsonaro: simpatizantes criam jogo onde a ordem é matar estudantes, mulheres, negros e gays

    Uma produtora criou um jogo para computador que incita a violência. O objetivo do “herói” do jogo chamado Bolsomito 2k18 é matar estudantes, mulheres, negros, gays e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Partido dos Trabalhadores (PT), do candidato à Presidência Fernando Haddad.

    “O jogo é um verdadeiro incitamento à violência contra qualquer pessoa que pense diferente do candidato dos criadores do jogo”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. “Essa história de propagar o porte de armas incentiva a violência e defende um retrocesso ao tempo do faroeste, com cada um por si e Deus contra todos”, complementa.

    Tenha uma ideia do que é esse "inocente" joguinho aqui.

    Carregados de preconceito e autoritarismo, os produtores do jogo dizem que ele é feito para derrotar os males do comunismo. “Seja o herói que vai livrar uma nação da miséria. Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país. Muita porrada e boas risadas”. Pasmem.

    A assessoria do candidato do PSL disse ao site Tech Tudo não ter “conhecimento sobre os responsáveis pelo game, e que acredita ser uma ação de opositores políticos contra o presidenciável”. Como sempre fazem para fugir da responsabilidade.

    Para Vânia, o jogo representa tudo o que Jair Bolsonaro vem pregando. “Ele só fala em criminalizar os movimentos sociais, defende a utilização de armas e uma polícia violenta”, assinala. "Até mesmo em entrevistas à TV ele ataca, xinga e nunca fala o seu programa de governo. Será que tem medo de divulgar?”

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Eleições 2018: aposentadoria decente ou trabalhar até morrer?

    “O debate dos projetos de cada candidato no segundo turno da eleição presidencial deste ano deve ser feito para sabermos exatamente no que estamos votando”, analisa Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Ao examinar os projetos em disputa, reforça Ivânia, “vemos de um lado a defesa da reforma da previdência proposta por Michel Temer, ou seja, o fim da sua aposentadoria”. E de outro, "a defesa do trabalho com justiça social e aposentadoria digna", conclui.

    á o candidato das forças populares, Fernando Haddad defende “a proposta de equilibrar as contas da Previdência através da criação de empregos com carteira assinada”, acentua.

    A sindicalista sergipana, aponta que o projeto de Jair Bolsonaro é a reforma de Temer ainda piorada e as trabalhadoras e trabalhadores ficarão sem aposentadoria. 

    Como mostra a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de  S. Paulo, no dia 23 de setembro, Paulo Guedes, homem forte do candidato da extrema-direita, declinou apoio à reforma da previdência defendida por Michel Temer ainda neste ano. “Se ele fizer isso, e é bom para ele fazer isso, o avião que vamos pegar não cai na minha cabeça”, disse Guedes em uma reunião com empresários em São Paulo.

     guedesprev

    Ivânia conta que a reforma trabalhista, pela qual o candidato da extrema-direita votou a favor, já acabou com o emprego com carteira assinada. “Depois da eleição, caso eles vençam, vão liquidar de vez com a aposentadoria e com o trabalho formal”.

    Para ela, o Brasil precisa voltar a crescer, com valorização do trabalho e da renda. “Trabalho com carteira assinada e aposentadoria garantida para uma vida digna na velhice”.

    Portal CTB

  • Fetim-BA promove roda de conversa sobre a violência contra a mulher, nesta sexta (14)

    A roda de conversa A violência contra a mulher e o reflexo no mundo do trabalho, da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos e Mineradores da Bahia (Fetim-BA) promove roda de conversa sobre a violência contra a mulher, nesta sexta (14), acontece nesta sexta-feira (14), às 14 horas, na sede da APLB-Sindicato dos Professores da Bahia (Rua Francisco Ferraro, 45 – Nazaré – Salvador).

    Participam da roda, Natália Gonçalves, presidenta da União Brasileira de Mulheres da Bahia (UBM-BA) e Petilda Vazquez, graduada em História pela Universidade Federal da Bahia e especialista em relações de trabalho, gênero, saúde e assédio moral.

    Leia mais

    Mais de um milhão de mulheres aderem rapidamente a grupo contra Bolsonaro no Facebook

    Para a CTB Bahia, “é muito oportuno essa conversa por causa das eleições que ocorrem em 7 de outubro e as mulheres vêm se posicionando com firmeza contra candidatos que atacam os direitos de igualdade de gênero”, diz Silvana Jesus dos Santos, secretária da Mulher da Fetm-BA.

    ctb ba roda conversa nataliagoncalves

    Marilene ressalta ainda o crescimento da violência contra a mulher. De acordo com o Atlas da Violência 2018, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceira com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em dez anos o femincídio cresceu 70,3% na Bahia.

    Em 2006, eram 3,3 mulheres assassinadas a cada 100 mil habitantes e em 2016 esse índice passou para 5,7%. Em números absolutos, foram 243 feminicídios em 2006 e 441 em 2016, uma variação de 81,5%.

    Além do crescimento do feminicídio, Silvana relata que o assédio moral e sexual vem aumentando muito no ambiente de trabalho. "Tanto o homem quanto a mulher sofrem no trabalho com o assédio moral por cuasa da crise e constante ameaça de desemprego, mas as mulhers são as mais perseguidas e ainda sofrem o assédio sexual".

    “A luta das mulheres pela cultura da paz se faz presente todos os dias em todas as ações”, reforça Marilene Betros, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Bahia e de Políticas Educacionais da CTB nacional. Para mudar essa história, “precisamos de mais mulheres na política e com poder de decisão no setor público e privado”.

    ctb ba rodadeconversa petildavasques

    Silvana lembra que cresce no movimento feminista a repulsa à candidatura do representante da extrema-direita Jair Bolsonaro, do PSL, que ataca os direitos de igualdade de gênero.

    “Não vamos sossegar um minuto sequer para barrar esse candidato nas urnas e tirá-lo do segundo turno”, acentua . “Precisamos eleger pessoas comprometidas com o desenvolvimento nacional soberano e com a luta das mulheres por igualdade de direitos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Fotografe como uma garota: cobertura colaborativa de ato contra Bolsonaro no sábado (29)

    O Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da União Nacional dos Estudantes (UNE), convida as estudantes para uma cobertura colaborativa das manifestações contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocorre em todo o país e em diversas cidades estrangeiras, no sábado(29).

    “Querem nos silenciar, tirar nossa voz, nos aprisionar. Mas somos nós a barreira de contenção do conservadorismo, do ódio e do atraso. Vamos nos unir e potencializar nossas vozes, nossas pautas e a nossa opinião numa rede de comunicação colaborativa de mulheres para narrar os atos contra Bolsonaro”, dizem as organizadoras do evento Fotografe como uma garota.

    “Mina, você quer somar nessa construção? chega junto! Nós somos a mídia! #elenão #elenunca”, afirmam. Para participar inscreva-se aqui.

    Também confirme a sua presença pela página do evento no Facebook.

    “A juventude não foge à luta e marcará presença em mais esse ato contra o candidato defensor da ditadura e da extinção dos direitos trabalhistas”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, Bolsonaro representa a maior ameaça á democracia, à educação e saúde públicas. “Ele não vai vencer a eleição porque a juventude brasileira se mobiliza para barrar essa ameaça de termos mais retrocessos do que o desgoverno de Michel Temer vem fazendo”. Por isso, “ele nunca”, finaliza.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

  • Grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro retorna e divulga carta à nação contra a cultura do ódio

    “O Brasil vive um momento especialmente dramático de sua história. Nas eleições mais conturbadas após o fim da ditadura civil-militar, assistimos à perigosa afirmação, por um dos candidatos à Presidência, de princípios antidemocráticos, expressos num discurso fundado no ódio, na intolerância e na violência”, diz trecho da carta das brasileiras em defesa da democracia (leia a íntegra da carta abaixo).

    Depois de ultrapassar o número de 2 milhões de integrantes, em poucos dias, a página de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro foi hackeada e o Facebook a tirou do ar para averiguar os acontecimentos (Saiba mais aqui). Depois dessa violência, começama surgir diversas páginas com o mesmo teor.

    A página foi reativada no domingo (16). Além do ataque cibernético, pessoas ligadas ao candidato Jair Bolsonaro disseminaram fakes pelas redes sociais sobre o grupo. Eduardo, deputado federal e filho do candidato da extrema-direita, divulgou texto acusando o jornal britânico The Guardian de mentir sobre as integrantes do grupo e a sua procedência.

    Além disso, o deputado afirmou que "uma página qualquer do Facebook tinha 1 milhão de seguidores quando foi vendida para a esquerda. Então, sem qualquer vergonha, eles mudaram o nome dela para 'Mulheres Unidas Contra Bolsonaro' e saiu alardeando por aí que havia uma onda de mulheres contra o presidenciável", como mostra o jornal El País Brasil.

    A página retornou às verdadeiras proprietárias agora como “secreta”, ou seja, para participar desse grupo somente recebendo convite ou indicação de alguém que já está. De acordo com uma das administradoras o hacker foi identificado. Usa o nome de Eduardo Shinok. A página dele no Facebook não está mais disponível. De acordo com essa administradora ele recebeu ajuda da namorada no hackeamento. A investigação prossegue.

    Portal CTB

    Leia a carta na íntegra:

    Carta das brasileiras em defesa da democracia, da igualdade e respeito à diversidade

    O Brasil vive um momento especialmente dramático de sua história. Nas eleições mais conturbadas após o fim da ditadura civil-militar, assistimos à perigosa afirmação, por um dos candidatos à Presidência, de princípios antidemocráticos, expressos num discurso fundado no ódio, na intolerância e na violência.

    Se a posição deste  candidato era pública, tendo sido reiteradamente manifesta  ao longo dos 27 anos em que vem atuando na Câmara Federal, causa perplexidade a adesão a tais princípios por parte significativa da sociedade brasileira.

    O tratamento desrespeitoso dirigido às mulheres, aos negros,  indígenas, homossexuais,  o culto à  violência, a   agressão contra adversários, a defesa da tortura  e de torturadores,  constituem  manifestações que devem ser combatidas por aqueles que acreditam nos princípios civilizatórios que possibilitam a existência de uma sociedade democrática e plural.

    Neste contexto, nós, mulheres, vítimas  de agressões e desqualificações por parte deste candidato, viemos à público expressar nosso mais veemente repúdio aos princípios por ele defendidos, conclamando a população brasileira a se unir na defesa da democracia, contra o fascismo e a barbárie.

    Somos muitas, para além de um milhão que integra este grupo. Defendemos candidatos e candidatas distintas, dos mais diferentes matizes político- ideológicos.  Temos experiências e visões de mundo diversas,  assim como são distintas nossas idades, orientação sexual, identidades étnico- raciais e de gênero, classe social,  regiões do país em que vivemos, posições religiosas, escolaridade e atividade profissional. Na verdade, nos constituímos como coletivo a partir de uma causa comum, expressa nesta carta: a rejeição à prática política do candidato  e aos  princípios que a regem. Nos constituímos nas redes sociais, unidas  numa corrente crescente e ativa, pela necessidade de tornar pública nossa posição no exercício da cidadania e participação, a partir da identidade feminina que nos congrega. 

     Nós, mulheres, historicamente inferiorizadas e marginalizadas, sujeitas  a toda sorte de violência e  desrespeito,  recusamos hoje o silêncio e a submissão, herdeiras de uma luta  há muito travada por mulheres que nos antecederam.

    Somos aquelas que constituem a maioria do eleitorado brasileiro, ainda que sub-representadas na política partidária. Somos aquelas que, gestando  e alimentado  novas vidas, defendemos o direito de todos e todas  a uma vida digna. Somos aquelas que, temendo pelas  nossas vidas, pelas vidas de nossos filhos, filhas,   companheiros e companheiras, diante da violência que assola e corrói  a sociedade brasileira,  somos contra a liberação do porte de armas, que  só irá piorar o já dramático quadro atual.

    Somos aquelas que, recebendo salários inferiores, com menor chance de contratação e progressão nos espaços de trabalho,  entendemos que cabe  aos governantes, à semelhança do que já ocorre em muitos países, construir políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres.

    Somos aquelas que , vítimas  de assédio, estupro, agressão e feminicídio, defendemos  o direito à liberdade no exercício da vida afetiva e sexual,  demandando do   Estado proteção e punição aos crimes contra nós cometidos 

    Somos aquelas que protestam contra a perseguição e violência contra a população LGBTQ, porque entendemos que  cada ser humano tem direito a viver sua identidade de gênero e orientação sexual.

    Somos aquelas que se insurgem contra todas as formas de racismo e xenofobia, que defendem um país   social  e racialmente mais justo  e igualitário, que respeite as diferenças e  valorize as ancestralidades.

    Somos aquelas que combatem o falso moralismo e a censura às expressões artísticas, que defendem a livre manifestação estética, o acesso à cultura em suas múltiplas manifestações.

    Somos aquelas que defendem  o acesso à informação e a uma educação sexual responsável, através de  livros, filmes e materiais que eduquem as crianças e jovens para o mundo contemporâneo. 

    Somos aquelas que defendem  o diálogo e parceria com  escolas,   professores e professoras  na educação de nossos filhos e filhas, sustentados  na laicidade, no aprendizado da ética, da cidadania e dos direitos humanos.

    Somos aquelas  que querem um país com políticas sustentáveis, que respeitem e protejam o meio ambiente e os animais, que garanta o direito à terra pelas  populações tradicionais que nela vivem e trabalham.  

    Somos muitas, somos milhões, somos: 

    #MulheresUnidasContraBolsonaro

    Contra o ódio, a violência e a intolerância

  • Hackers fascistas invadem página de Mulheres Unidas Contra Bolsonaro no Facebook

    Arte de Ribs mostra a disposição das mulheres contra o candidado da extrema-direita, misógino, racista e LGBTfóbico

    A três semanas das eleições, hackers (criminosos cibernéticos) conseguiram invadir a página de Facebook do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que já havia ultrapassado os 2,2 milhões de integrantes, em poucos dias de funcionamento.

    “As mulheres estão cada vez mais unidas e conscientes de que só mudaremos a política participando dela e neste momento o nosso principal inimigo é o candidato da extrema-direita”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “de nada adianta criminosos agirem contra a democracia e a liberdade de expressão”, certamente, “não nos calarão”. De acordo com a sindicalista, a ação dos hackers seguidores do candidato Jair Bolsonaro, chamou mais ainda a atenção a importância para o voto feminino, "contra as pautas do ódio e da violência".

    Ao mesmo tempo em que viraliza na internet a campanha com a hashtag #EleNão, Celina afirma que “não mudarão nosso voto com o uso da violência; não os intimidarão”. Segundo a sindicalista, “a campanha contra o machismo e o desrespeito às mulheres seguirá firme e forte. Descobrimos o caminho da unidade e não abriremos mão de votar nas candidaturas a favor da cultura da paz, da justiça e da igualdade de direitos”.

    Música de autora desconhecida viraliza: #EleNão 

    "O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras", informa o Facebook.

    A invasão criminosa ocorreu na sexta-feira (14). Os criminosos invadiram o perfil de uma das administradoras e chegaram a alterar no nome do grupo. Além de agredir outras administradoras.

    Chegaram a divulgar dados pessoais de uma delas e ameaçaram outra via WhatsApp. “Esquerdistas de merda” foi um dos xingamentos. “É de conhecimento geral que os apoiadores do fascismo utilizam-se dos meios mais sórdidos para tentar calar aqueles que não aceitam passivos a disseminação do discurso de ódio proferido pelo candidato que fazemos frente de resistência absoluta”, afirmam as responsáveis pelo grupo.

    hacker

    Hackers fascistas cometem crime cibernético: serão punidos?

    Celina acentua que “as mulheres têm consciência de que lutar por igualdade de direitos incomoda as mentes reacionárias, principalmente de homens violentos e sem a mínima condição de administrar qualquer coisa, muito menos um país".

    E questiona: "Será que essa invasão não configura crime eleitoral para uma possível impugnação do candidato da extrema-direita?".

    Já as organizadoras da página invadida Mulheres Unidas Contra Bolsonaro afirmam que “nossa resposta será nas urnas, onde iremos mostrar a força das mulheres, pois nossa união não é feita através da violência, mas na certeza de que juntas somos mais fortes e que temos o poder de direcionar nosso país para longe de um discurso racista, misógino e homofóbico”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com Catraca Livre e El País Brasil

  • Joanna Maranhão vai à Justiça contra os ataques misóginos que sofreu

    A nadadora pernambucana Joanna Maranhão volta a ser alvo de polêmica. Após não conseguir classificação em competição de natação nas Olimpíadas Rio 2016, choveram ataques à atleta pelas redes sociais.

    No ano passado, pouco antes de partir para as competições do Pan-americano, Maranhão gravou um vídeo em resposta aos deputados ultraconservadores que defendem a redução da maioridade penal e a retirada de conquistas das mulheres. Atacou também as posições racistas e homofóbicas de Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro. No vídeo, dispensou a torcida deles na disputa do Pan (saiba mais aqui).

    A partir dessa manifestação, ela passou a ser perseguida por setores reacionários da sociedade. Circulando pelas ciclovias paulistanas, ao ver um carro estacionado em cima da ciclovia, reclamou e recebeu ofensa (leia aqui) igual à desferida contra Letícia Sabatella em Curitiba.

    Os ataques mais recentes contra a atleta olímpica, de 29 anos, aconteceram após ela não obter classificação para continuar a disputada por medalhas da Rio 2016. “Nem todo mundo compreende a grandiosidade e a competitividade de uma olimpíada", diz Maranhão.

    “Treinei muito para ser a melhor nadadora do Brasil e não sucumbir à minha depressão, e de repente as pessoas me questionando, questionando minha história", afirma. Com razão ela diz que "o Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico”.

    Assista a entrevista da atleta ao canal pago SporTV 

    Maranhão se solidariza com seus colegas do judô que perderam. Ela cita o caso de Rafaela Silva que foi chamada de “macaca”, por ser negra, em 2012, após perder (leia mais aqui).

    “Rafaela é uma menina de origem pobre, que teve assistência de programas sociais, e muitas pessoas querem que isso acabe. É paradoxal", reforça.

    Para ela, seria natural as pessoas criticarem a suja atuação no esporte, mas “desejar que eu seja estuprada, que a minha mãe morra, que um bandido me mate”, argumenta, “acho que isso ultrapassa “ os limites da civilidade.

    Ela afirma que o possível dinheiro arrecadado com as ações judiciais reverterão para a sua ONG Infância Livre, que cuida de crianças que sofreram abuso sexual em Recife (saiba mais aqui).

    “As pessoas se sentem seguras por estarem por trás de um computador”, mas ela conta que armazenou todos os xingamentos e encaminhou para a Justiça, porque ao partirem “para a história da minha infância” para o “desrespeito com as mulheres” e “pelo fato de eu ser nordestina" aí "vou ter que tomar medidas jurídicas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Lula dispara em pesquisa para eleição presidencial de 2018 em qualquer cenário

    A mais recente pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a MDA Pesquisas, aponta crescimento significativo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) na disputa de 2018.

    O levantamento feito entre os dias 8 e 11, em 138 municípios, ouvindo 2.200 pessoas revela que em pesquisa espontânea (quando não é citado nenhum nome), para o primeiro turno, o ex-presidente tem 16,6%, seguido por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 6,5%.

    “Essa pesquisa revela que mesmo com toda a mídia burguesa massacrando o Lula, desde 2005, o ex-presidente continua vivo na memória e na alma do povo brasileiro”, assinala Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Na pesquisa estimulada (quando os possíveis candidatos são apresentados), o ex-presidente se mantém na frente em todos os cenários experimentados. Numa hipótese do primeiro turno, Lula aparece com 30,5%, seguido por Marina Silva (Rede-AC) 11,8%, Bolsonaro 11,3% e Aécio Neves (PSDB-MG) 10,1% em empate técnico.

    Já sem o senador mineiro Aécio Neves, Lula sobe para 31,8%, seguido por Marina Silva (12,1%), por Bolsonaro (11,7%) e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em quarto lugar com 9,1%, todos em empate técnico.

    Agora sem Ciro Gomes (PDT-CE) e sem Alckmin, Lula continua em primeiro lugar com 32,8%, Marina Silva vem em segundo com 13,9%. O ex-presidente mantém a liderança também em todos os cenários apresentados para o segundo turno.

    “O povo não é bobo. A direita jogou pesado contra a presidenta Dilma, golpeando a democracia, com o slogan de combate à corrupção e da salvação da economia. Todo mundo está vendo que desde então a crise brasileira tem se acirrado”, afirma Nunes.

    Para ele, os projetos do governo Temer que “visam acabar com conquistas históricas da classe trabalhadora, estão motivando as pessoas a repensar suas atitudes. As reformas da Previdência e trabalhista, o descaso com a educação e a saúde públicas, entre outras medidas podem estar ligando o sinal de alerta na população que trabalha.

    Veja a pesquisa completa aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ricardo Stuckert

  • Mais de um milhão de mulheres aderem rapidamente a grupo contra Bolsonaro no Facebook

    A vida não anda fácil para o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro. Além de ver a sua rejeição subir nas pesquisas, mesmo após o episódio da facada que levou na quinta-feira (6), em Juiz de Fora (MG), mais de um milhão de mulheres aderiu ao grupo fechado do Facebook, Mulheres Unidas Contra Bolsonaro.

    A sua candidatura se manteve estável nas pesquisas do Ibope e do Datafolha, divulgadas recentemente, crescendo na margem de erro, mas viu sua rejeição subir consideravelmente, principalmente no eleitorado feminino.

    Nesta quarta-feira (12), o grupo superou a marca de um milhão de integrantes, cerca de 10 mil adesões por minuto. “Esse é um fato novo e alvissareiro na política brasileira”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “As mulheres estão se posicionando com firmeza contra um candidato com posições amplamente contrárias à igualdade de direitos”.

    O grupo, criado em 30 de agosto, é apartidário e pretende se contrapor ao “avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos”, diz texto de apresentação na página do Facebook.

    Isso porque “acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres”, complementa o texto de apresentação.

    Para participar do grupo clique aqui

    "O grupo é fechado e as pessoas que aderem precisam ser autorizadas a participar porque o candidato, segundo informações, possui mais de 400 mil robôs nas redes sociais e isso poderia comprometer o funcionamento do grupo, além da violência costumeira de seguidores do candidato extremista", explica Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Para Celina, a participação das mulheres nesta eleição é fundamental. “Somos a maioria da população e do eleitorado, temos que fazer valer a nossa voz e os nossos direitos”, diz. “A CTB luta pela igualdade de gênero e defende mais mulheres na política e no poder”.

    A publicitária Ludmila Teixeira, uma das organizadoras do grupo, diz à revista Exame que “ele representa tudo que é de atraso na luta pelos direitos das mulheres, ele ataca diretamente a licença maternidade" e defende "a diferença salarial entre homens e mulheres”.

    As mulheres compõem 52,5% do eleitorado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral e conforme a pesquisa mais recente do instituto Datafolha, o candidato do PSL é rejeitado por 49% das mulheres e com curva ascendente.

    "As manifestações misóginas, racistas e LGBTfóbicas do candidato dos banqueiros são costumeiras", reforça Celina. "Agora nas eleições tenta desmentir o que disse e vem dizendo, mas está tudo registrado".

    “Estamos a poucos dias de mudar os rumos do país”, acentua Celina. “Agora é arregaçar as mangas e trabalhar incansavelmente para elegermos candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, com a causa da emancipação feminina, contra o racismo e a discriminação de gênero”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Meninas são estupradas diariamente por uma sociedade machista, intolerante e cruel

    Num espaço de poucos dias, uma menina de apenas 16 anos foi estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro e outra foi vítima de estupro coletivo no Piauí. As notícias chocaram. Até agora a polícia indiciou somente quatro rapazes do Rio de Janeiro, inclusive, um deles mantinha um relacionamento com a menina há pelos menos 3 anos.

    “A situação de vulnerabilidade das mulheres só tende a piorar com esse governo golpista que acabou com o ministério que cuidava de políticas públicas para as mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, “a instalação desse governo, que é defendido por homens que pensam como o Jair Bolsonaro, vem acarretando muitos problemas para as mulheres, porque machismo para eles é elogio”.

    Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no país. Mas o professor Robson Sávio, que gravou programa de rádio para o Sindicato dos Professores de Minas Gerais estima que esse número é ainda mais assustador porque muitas ainda não denunciam a violência (leia aqui).

    Também é muito comum no Brasil denúncias de assédio sexual no mundo do trabalho e no transporte público como mostra o Instituto Patrícia Galvão de que dobrou o número de abusos sexuais no metrô de São Paulo em 4 anos.

    A coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincón, não tem a menor dúvida de que “a atual situação de intolerância e misoginia que vivemos em nossa sociedade favorece esse tipo de violência “, porque “o patriarcado tem medo da emancipação feminina”, reforça.

    Ivânia concorda com ela. “Os homens que agem dessa maneira se assustam com as conquistas de espaços que tivemos nos últimos anos e com a instalação desse governo golpista sentem-se impunes para se vingar dos avanços sobre a questão da igualdade de gênero”.

    A coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (GEVID), do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, em entrevista à BBC Brasil afirma que a certeza da impunidade motiva esse tipo de crime.

    Eles "agem em grupo, gravam e publicam a própria prova do crime que praticaram”, acentua. Isso para Silvia, “mostra o descaso para eventuais responsabilizações, descaso com a Justiça". Já a Organização das Nações Unidas Mulheres (ONU Mulheres) do Brasil exige punição aos agressores.

    “A ONU Mulheres solicita, aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí, que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos, para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

    Lúcia defende a necessidade de intensificação de ações que combatam a violência contra as mulheres. “Precisamos nos manter nas redes e nas ruas divulgando nossos princípios de solidariedade, de justiça social, de crença em relações fundadas nos direitos humanos”.

    “Temos que combater a propagação de ideias de que o lugar da mulher se circunscreve ao lar como defende o patriarcado”, acentua Ivânia. “Mostrar que o lugar das mulheres é onde elas quiserem e que isto não é contra os homens, mas sim em defesa de direitos iguais”.

    Para Ivânia, os casos de estupros, mostram que o “capitalismo oprime a todos, mas principalmentes as mulheres". Por isso, diz ela, "exigimos a punição de todos os agressores imediatamente. Chega de impunidade e de conivência com a violência". 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

Página 1 de 2