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17
Seg, Dez

Jair Bolsonaro

  • As maiores torcidas organizadas do Corinthians e do Santos dizem não a Bolsonaro

    Cresce a rejeição ao candidato da extrema-direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro. A Gaviões da Fiel, do Corinthians e a Torcida Jovem do Santos divulgaram nota oficial contra a sua candidatura nesta quinta-feira (20). 

    As duas torcidas organizadas dos clubes paulistas prometem aderir às manifestações do sábado (29) contra o candidato, que acontece em todo o país. “Esses torcedores mostram que no futebol não tem apenas alienação", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, do Esporte e Lazer da CTB.

    "Há também uma vontade de ver o país voltar ao rumo do crescimento com criação de emprego e valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos”, emenda.

    “É importante deixar claro a incoerência que há em um Gavião apoiar um candidato que, não apenas é favorável à ditadura militar pelo qual nascemos nos opondo, mas ainda elogia e homenageia publicamente torturadores que facilmente poderiam ter sido os algozes de nossos fundadores”, diz trecho da nota. A Gaviões promete lotar o Largo da Batata no sábado (29), em São Paulo (veja).

    Leia a íntegra nota divulgada pela Gaviões da Fiel aqui.

    Já a Torcida Jovem do Santos afirma que o “nosso repúdio a essa pauta extremista não apaga o olhar crítico que temos em relação ao cenário político em geral, tomando como referência a nossa postura histórica de combate aos retrocessos sociais. A opressão jamais irá vencer a nossa luta por liberdade dentro e fora dos estádios”. A torcida santista também garante presença no protesto contra o candidato do PSL.

    santos contra bolsonaro

    Leia a íntegra da nota da Torcida Jovem do Santos aqui.

    O candidato mais rejeitado em todas as pesquisas tem poucos votos no eleitorado feminino (52,5% do total de eleitores), por causa de seguidas declarações misóginas, racistas e LGBTfóbicas.

    Inclusive a página de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro já ultrapassa a marca de 2,7 milhões de integrantes, mesmo tendo sido invadida por hackers defensores do candidato extremista.

    Para Vânia, “é muito interessante perceber que o apoio de alguns jogadores não se reflete nas torcedoras e torcedores, que pensam por si próprios e declaram-se contra candidato defensor da tortura, da violência e do ódio”.

    A campanha #EleNão ganha as redes sociais e as ruas com intensidade. Vânia argumenta que “são as mulheres, a população negra, os LGBTs, os indígenas, a juventude e a classe trabalhadora se posicionando contra um candidato que representa ainda mais retrocessos para a vida de todas e todos”.

    "As centrais sindicais e os movimentos sociais se contrapõem ao projeto representado por Bolsonaro porque traz mais recessão, mais desemprego, menos educação, menos esporte, menos cultura, menos saúde e menos direitos", define a sindicalista baiana.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Reprodução/YouTube

  • “Cuba não faz política com a saúde do povo”, diz ministro da Saúde

    José Angel Portal Miranda, ministro da Saúde Pública de Cuba, foi enfático e ao mesmo tempo didático ao rebater argumentos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre a destinação dos recursos extraídos do programa Mais Médico. O líder da extrema direita destilou ódio anticomunista contra o país socialista, que em resposta deixou de participar do programa criado pelo governo de Dilma Rousseff para atender as demandas provenientes dos municípios mais pobres e carentes, locais para os quais a maioria dos profissionais da saúde formados no Brasil infelizmente não quer se deslocar para trabalhar.

    Falando ao site Cubadebate, ele observou que Cuba tomou uma decisão “dolorosa, mas necessária” ao encerrar sua participação no programa Mais Médicos do Brasil. A revista Fórum publicou a íntegra da entrevista, que o Portal CTB também reproduz mais abaixo.

    "O dinheiro que chega a Cuba como parte da cooperação médica com o Brasil contribui para financiar os serviços sociais de 11 milhões de cubanos, incluindo os parentes dos médicos no exterior. O dinheiro não vai para a conta pessoal de ninguém nem serve interesses individuais. Enquanto alguns usam dinheiro público para salvar bancos, Cuba salva vidas", disse José Angel Portal Miranda.

    Segundo ele, Cuba não buscou a situação atual, mas agiu “em defesa da dignidade profissional e humana de nossos colaboradores e de sua segurança”.

    Para Miranda, Jair Bolsonaro manteve uma postura agressiva contra o Mais Médicos e a participação de Cuba, desde a sua criação em 2013. Uma vez eleito presidente, referiu-se de forma direta, depreciativa e ameaçadora à presença dos médicos cubanos, reiterando que iria modificar os termos e condições do programa.

    Diante desse cenário, o Ministério da Saúde Pública de Cuba (MINSAP) decidiu encerrar sua participação no programa Mais Médicos, pelo qual mais de 20 mil profissionais de saúde cubanos atenderam milhões de brasileiros em áreas pobres e geograficamente remotas. Leia a seguir a entrevista.

    Que elementos foram levados em conta para concluir a participação cubana no Mais Médicos? O que responderia àqueles que consideram que talvez houve precipitação?

    Nada do que foi feito até este momento é precipitado. Entendemos perfeitamente que a decisão tem impacto no povo brasileiro. Ao contrário de outros, sempre consideramos o atendimento de saúde como uma questão de máxima prioridade, além de qualquer consideração de natureza política.

    Tomamos uma decisão dolorosa, mas necessária, em defesa da dignidade profissional e humana de nossos colaboradores e de sua segurança. Durante meses viemos acompanhando os pronunciamentos ameaçadores e provocativos do presidente eleito, que ratificou no dia seguinte à confirmação de sua eleição.

    Até que ponto se chegou a uma situação limite no Brasil?

    Levamos tempo suficiente para confirmar que o presidente eleito estava disposto a afetar o atendimento de saúde de cerca de 30 milhões de brasileiros, tudo isso para realizar um jogo político do qual é impossível entender quanto beneficiará seu país.

    Não é que Cuba possa ter diferenças políticas ou ideológicas com um determinado governo. A prática das últimas décadas inclui inúmeros exemplos de como nosso país colocou a saúde de um povo acima da política. Em 2009, durante o golpe de Estado em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya, cerca de 400 médicos cubanos permaneceram naquele país em condições muito difíceis, assumindo riscos pessoais e sem qualquer tipo de garantia econômica. Os elementos de raciocínio que prevaleceram então foram o impacto social que sua retirada teria para o povo hondurenho e que o governo golpista nunca assumiu uma postura agressiva ou questionou a colaboração cubana. Cuba não faz política com a saúde de nenhum povo.

    Mas o que não pode ser permitido em qualquer caso, o que é doloroso no Brasil, é que o reconhecido prestígio da escola de saúde cubana seja posto em questão. Tampouco podem ser toleradas as ofertas maliciosas e tendenciosas que têm como fim que os colaboradores abandonem sua missão. Muito menos vamos admitir as ofensas à sua integridade moral, ou o menor risco para suas vidas.

    É a primeira vez em 55 anos de colaboração, tempo em que mais de 600 mil cubanos ofereceram seus serviços em mais de 160 países, que nos deparamos com uma situação destas. Nós não a procuramos.

    Bolsonaro até qualificou os médicos cubanos de “escravos”…

    Nossos médicos não são formados na escola do ‘salve-se quem puder’, tal como acontece no neoliberalismo. Após o golpe de Estado, os gastos sociais foram congelados no Brasil por 20 anos, mas Cuba destina mais de 25% do orçamento do Estado para despesas de saúde e previdência social. Nosso projeto social é baseado na solidariedade e na justiça, daí o apoio que recebemos do mundo.

    O dinheiro que chega a Cuba como parte da cooperação médica com o Brasil contribui para financiar os serviços sociais de 11 milhões de cubanos, incluindo os parentes dos médicos no exterior. O dinheiro não vai para a conta pessoal de ninguém nem serve interesses individuais. Enquanto alguns usam dinheiro público para salvar bancos, Cuba salva vidas.

    É pelo menos suspeito que o presidente eleito se importe tanto com o bem-estar dos médicos cubanos e suas famílias, mas não comente acerca das dezenas de milhares de profissionais brasileiros que não possuem um grau reconhecido para praticar medicina. Em cada 100 profissionais que se submetem a exames, a Associação Médica Brasileira aprova apenas oito, para regular aquilo que ela considera um mercado de saúde. Menos preocupação ainda mostra o presidente eleito pelos mais de 30 milhões de brasileiros que ficarão sem atendimento médico em 2019. Por acaso esses brasileiros não têm direitos humanos?

    Da única coisa que os médicos cubanos são escravos é do amor ao ser humano e da solidariedade com os que mais precisam. E isso pode ser testemunhado por qualquer pessoa no mundo que tenha sido servida por eles.

    Que medidas concretas são tomadas para proteger os médicos?

    Como é tradição em nossa Revolução, ninguém será abandonado ou perderá a atenção e a companhia. O governo cubano criou um grupo de trabalho intersetorial que analisa cada passo e cada medida, todos os dias. Em coordenação com a nossa Missão Estatal no Brasil, incluindo nossa Brigada Médica, prevemos um retorno rápido e ordenado do pessoal médico, com todas as garantias para os colaboradores e sua segurança.

    Uma parte de nossos médicos são residentes permanentes no Brasil, com famílias brasileiras incorporadas. Também não vamos deixá-los ao seu destino e eles sempre poderão contar com o apoio e as garantias de Cuba.

    Que opções terão os mais de oito mil profissionais de saúde cubanos que retornam do Brasil?

    Em primeiro lugar, eles têm o direito de retornar aos seus empregos em Cuba, em condições semelhantes às que tinham antes de partir. Aqueles que preferirem também terão a possibilidade de prestar seus serviços de solidariedade em outras nações que o exijam.

    Cuba recebe constantemente pedidos de serviços de saúde de vários países, não apenas da América Latina e do Caribe. A formação de um médico pode levar décadas e nem todas as nações são capazes de alcançá-la, pelo qual o modelo cubano serviu para levar cuidados de saúde a milhões de pessoas no mundo, em um formato de cooperação Sul-Sul, mais do que testado na prática e que constitui a principal contribuição de Cuba para o acesso universal à saúde.

    E eu não estou falando de qualquer um modelo de atendimento de saúde, mas de um baseado no humanismo e que esteja disposto a ir aos lugares mais complexos, onde até os profissionais locais evitam ir. Essa é a escola de medicina cubana, que tem reconhecido prestígio internacional, baseada na qualidade de seus professores, no alto nível científico, no intercâmbio permanente com as práticas mais avançadas em nível internacional e em uma constante melhoria.

    E se houver alguma dúvida sobre sua qualidade, eis os indicadores de saúde de nosso país, que concorrem com os dos países do Primeiro Mundo, para esclarecer qualquer dúvida.

    Compartilhamos esses mesmos valores com as dezenas de milhares de profissionais de saúde estrangeiros formados em Cuba. Daí também o reconhecimento que conquistamos de organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    Qual é o saldo destes cinco anos de Mais Médicos?

    Os povos de Cuba e do Brasil sempre vão se sentir orgulhosos da façanha feita durante cinco anos por quase 20 mil colaboradores da saúde que fizeram parte do Programa Mais Médicos, iniciado pelo governo do Partido dos Trabalhadores para melhorar a cobertura de saúde nas áreas mais pobres do país.

    Nossos profissionais realizaram mais de 100 milhões de consultas e mudaram a história do Brasil. Os habitantes de cerca de 700 municípios desse gigantesco país sul-americano viram pela primeira vez um médico com a chegada dos cubanos. Esses médicos modificaram os indicadores de saúde daquele país e mostraram que é possível promover a cooperação internacional Sul-Sul com o apoio e orientação da Organização Pan-Americana da Saúde.

    Como você acha que os médicos em Cuba serão recebidos?

    Devemos recebê-los como heróis, com gratidão e admiração, com os mesmos sentimentos com que o povo brasileiro se despede deles hoje.

    Esta segunda-feira, por exemplo, foi o aniversário de uma de nossas colaboradoras no Brasil, Yarima Lastres Carreras. A partir de seus comentários nas redes sociais, soubemos que ela celebrava com vários dos mais de cinco mil pacientes que atende no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil. Ela nos disse que estará em seu trabalho até o último minuto, porque tem um compromisso com os mais pobres, em um país marcado pela desigualdade.

    ‘Quem os olhará nos olhos e os auscultará realmente tocando-os? Quem vai curar o corpo e também a alma … como nós somente sabemos fazer?’ Estas são as preocupações de Yarima e também são nossas.

    Mas ela, tal como o resto de seus colegas, voltará com a cabeça erguida, porque eles deram o melhor de si mesmos, porque são muito Mais do que Médicos.

  • “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, afirma dirigente da CTB

    Mais uma bola fora do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. Desta vez, ele tenta explicar o seu voto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre os direitos das trabalhadoras domésticas, em 2013.

    “Fui o único a votar contra e em dois turnos. Não houve erro de minha parte. Essa lei levou milhões de homens e mulheres a virarem diaristas. Muita gente teve que demitir porque não teria como pagar”, disse Bolsonaro no Jornal Nacional, da Rede Globo, no final de agosto.

    “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, diz Lucileide Mafra Reis, vice-presidenta da CTB-PA e dirigente nacional da central. “Conquistamos a nossa lei com muito suor, muita entrega e aí vem uma pessoa que quer presidir o país falar uma coisa dessas, chega a ser um atentado à inteligência e ao bom senso”.

    Se com a lei é muito “difícil fazer os patrões cumprirem com suas obrigações, imagine sem lei nenhuma”, argumenta. “Querem retornar ao tempo em que as famílias contratavam meninas pobres com a promessa de tratá-las como se ‘fossem da família’, mas eram praticamente escravas, sem jornada definida, sem descanso e sem direitos”.

    Reforma trabalhista

    “Com o golpe de 2016 e mais ainda com a aprovação da reforma trabalhista, nós já sentimos retrocessos enormes por causa do alto índice de desemprego do país”, afirma Lucileide, que também é presidenta da Federação das Trabalhadoras Domésticas da Região Amazônica.

    De acordo com a sindicalista paraense, a situação já está degradante.  “Estamos retornando décadas, onde não tínhamos nenhum direito”. Ela explica ainda que até o controle da jornada de trabalho é complicado para as trabalhadoras domésticas.

    Além disso, acentua, “essa história de que a conquista dos nossos direitos causou desemprego é uma falácia para justificar o desrespeito às leis”. Para ela, “é preciso explicar para esse senhor que nós não somos escravas e trabalhamos duro, muitas vezes saímos de casa antes das 5h da manhã e só chegamos à noitinha”.

    A lei e a vida

    Por isso, a aprovação da lei foi muito festejada. “Com a lei conseguimos, inclusive, diminuir o número de meninas, sem idade para trabalhar, exploradas no serviço doméstico”, afirma. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o país com maior número de trabalhadoras domésticas, cerca de 7 milhões.

    A PEC 72 – PEC das Domésticas – foi aprovada em 2013 e regulamentada pela Lei Complementar 150/2015, que assegura registro em carteira de trabalho e os direitos trabalhistas de acordo com a legislação brasileira.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • “Não vamos aceitar calados o fim do Ministério do Trabalho”, avisa presidente da CTB-RS

    Na manhã desta terça-feira (11), representantes da unidade das Centrais Sindicais, sindicatos de todo o Estado e entidades que representam os profissionais que atuam na justiça do trabalho – juízes e advogados, além de membros do Ministério Público, promoveram ato em frente a Superintendência Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, contra o fim anunciado pelo governo Bolsonaro do Ministério do Trabalho.

    A extinção da pasta foi mencionada no início do mês de dezembro, pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, em entrevista.

    "Acabar com o Ministério do Trabalho é dar carta branca para a exploração irrestrita dos trabalhadores. Temos que resistir", destacou Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS e Fecosul, em sua fala na atividade.

    Em suas intervenções, outros representantes dos trabalhadores destacaram a unidade do movimento sindical e a necessidade de resistência, promovendo atividades de denúncia, materiais de conscientização da população e encontrando alternativas legais de evitar a extinção da pasta e de suas ações em defesa das relações de trabalho mais iguais, a dignidade, a saúde e a segurança dos trabalhadores de todo o país.

    Abaixo, confira manifesto produzido pelo coletivo.
     
    MANIFESTO EM DEFESA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO
     
    As entidades de trabalhadores e da sociedade civil organizada, reunidas na tarde de hoje, na sede da FECOSUL, manifestam sua contrariedade a proposta de fechamento do Ministério do Trabalho apresentada pela equipe de transição do governo Jair Bolsonaro. Lembramos que o MTB foi criado em 1930, e que cumpre um papel importante na sociedade. Vale ressaltar que sua função é discutir questões como as políticas necessárias para a criação de empregos e a geração de renda, auxílios ao trabalhador, fazer evoluir as relações de trabalho, fiscalizar, promover políticas salariais, de formação e desenvolvimento para os trabalhadores e garantir segurança e saúde no trabalho. Desta forma, a importância e a relevância política do MT são inquestionáveis, principalmente num país que soma mais de 13 milhões de desempregados.
     
    Com a extinção, os patrões ficarão livres para descumprir as leis, tendo em vista que é o Ministério do Trabalho que fiscaliza. O seu fim representará um retrocesso político que vai resultar em enormes prejuízos aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e aos pensionistas.
     
    A fiscalização contra trabalhos análogos à escravidão e à prevenção contra acidentes serão desarticuladas, gerando enormes prejuízos à sociedade. E os números já são alarmantes: em 2015 tivemos o registro de 376 mil casos de afastamento em função de acidentes de trabalho.
     
     A extinção do Ministério do Trabalho viola vários artigos da Constituição e Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foram ratificadas pelo Brasil. O Brasil precisa de um Ministério do Trabalho técnico, forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social.
     
    Por fim, precisamos lembrar que a administração do FGTS/FAT, que somam mais de 500 bilhões de reais, também estão na mira deste movimento. Neste sentido, vimos pela presente convidar a todos para participarem de um Ato Unitário em defesa do MTB, a ser realizado no próximo dia 11 de dezembro, terça-feira, a partir das 7h30, em frente a SRT, na Av. Mauá, 1013, nesta capital.
     

    Mais fotos:

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    CTB Rio Grande do Sul (Fotos e texto).

  • “Ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”, diz Ivânia Pereira

    Viraliza na internet mais uma piada de uma pérola da mídia tupiniquim. Em pleno século 21, uma revista de (des)informação fez reportagem sobre a esposa do ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer, Marcela, com o título sugestivo de “Bela, recatada e do lar”.

    “É a mesma infâmia feita por Jair Bolsonaro, quando homenageou notório e covarde torturador da ditadura de 1964, para mostrar todo seu ódio à presidenta Dilma e votar pelo golpe à democracia”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, mostra-se surpresa com tamanha desfaçatez. “Parece que as revistas brasileiras estão disputando palmo a palmo qual desce mais o nível para jorrar à sociedade seu ódio a tudo o que foi conquistado com os governos Lula e Dilma na questão dos direitos sociais e individuais”.

    Ivânia confirma essa tese e diz que “os machistas querem transformar as mulheres em ‘rainhas do lar’, que nada mais seriam do que escravas domésticas, com obrigação de cuidar da casa, dos filhos e sempre pronta para servir o marido, sem nunca reclamar”.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reportagem evidencia o caráter mais perverso da cultura machista e patriarcal, que agora pretende “retroceder para modos de vida pré-capitalistas e assim semear a ideia de que lugar de mulher é somente dentro de casa”.

    Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres com a filósofa Márcia Tiburi

     

    “Só falta agora defenderem que as mulheres cubram seus corpos com burca (vestimenta de certos grupos mulçumanos, onde apenas os olhos da mulher aparecem) ”, ataca Gicélia. Ela reclama da misoginia muito presente na mídia burguesa atualmente. “Parece que ser mulher independente, batalhadora e defensora dos seus direitos virou ofensa”.

    Objetivo é atacar Dilma

    Para Ivânia, o objetivo da publicação foi atacar a figura da presidenta Dilma, perseguida pela ditadura, lutadora e a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Para ela, esse pensamento visa reduzir o papel das mulheres na sociedade.

    “Elas devem ter somente o direito de ser a primeira a acordar, realizar todas as tarefas domésticas e estar sempre pronta para o marido”. Não pode, portanto, “ter opinião sobre a política, a vida e muito menos sonhar com uma vida de direitos”.

    Mas “a maioria das mulheres brasileiras tem tripla jornada de trabalho, somente isso já poderia colocá-las entre as mais belas”, no entanto, elas ainda “saem às ruas, manifestam suas vontades e querem ser respeitadas em seus direitos”, afirma Ivânia.

    As “mulheres trabalhadoras são mais do que perfeitas”, acentua Gicélia, “somos belas, cada uma na sua singularidade e sabemos que o futuro nos pertence por estarmos do lado certo da história, o lado da vida, do trabalho e da liberdade”.

    Já Ivânia ressalta as conquistas das mulheres no mundo do trabalho. “Somos trabalhadoras, empresárias, respeitamos toda a diversidade brasileira e, por isso, somos sim as belas da sociedade”. Segundo ela, “as mulheres têm feito a diferença no país e vão continuar fazendo ainda mais”.

    Porque “não queremos ser iguais aos homens, queremos igualdade de direitos e deveres, mas queremos manter as nossas individualidades, inclusive na forma de amar”. Para ela, “ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”.

    “Exigir que a mulher se cale diante de seu companheiro e aceite o papel de subalterna, é no mínimo cair no ridículo”, afirma Ivânia. “Podem espernear à vontade, mas estaremos em todos os lugares que quisermos estar”, garante Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • #DemocraciaSim: artistas, empresários e intelectuais assinam manifesto contra Bolsonaro

    Contra o fascismo, pessoas de pensamentos completamente diferentes assinam o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil”. O documento foi divulgado neste domingo (23) e já conta com centenas de assinaturas de importantes representantes da cultura e do empresariado brasileiro. Todos contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro.

    "É um chamado para quem vota em quem quer que seja, mas está dentro do campo democrático", diz à Rede Brasil Atual, o advogado José Marcelo Zacchi. Para ele, é fundamental que todos se unam para “repudiar um projeto que nos parece contrário aos princípios democráticos”.

    Já assinam o manifesto: Chico Buarque, Caetano Veloso, Patrícia Pillar, Camila Pitanga, Fernanda Torres, Arnaldo Antunes, Wagner Moura, Gregório Duvivier, Antonio Nobre, Alice Braga, Andreia Horta, Mano Brown, Ana Mozer, Walter Casagrande Júnior, Juca Kfouri, Luiz Felipe Alencastro, Lilia Schwarcz, Maria Victória Benevides, Esther Solano, Milton Hatoum, Fernando Morais, Renato Janine Ribeiro, Laerte, Clemente Ganz Lucio, Maria Alice Setúbal, Bernard Appy e Andrea Calabi, Guilherme Leal e Drauzio Varella, entre muitos outros.

    “Vivemos um momento delicado na história do país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária da Políticas Sociais da CTB. “Devemos nos unir às manifestações das mulheres contra o ódio e a violência, neste sábado (29) e dar um chega pra lá no machismo e no autoritarismo”.

    Ganha força a hashtag #EleNão para “impedir o crescimento das ideias propaladas pelo candidato que votou a favor da reforma trabalhista e pretende acabar com a aposentadoria”, define Vânia. “Ele pretende aprofundar ainda mais as maldades feitas por Michel Temer e acabar com a educação pública e com o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    Trecho do manifesto afirma: “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”.

    Assine o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil” você também aqui.

    Portal CTB. Foto: Mais Goiás

  • #EleNão: 500 mil nas ruas de São Paulo contra o fascismo e o retrocesso

    As manifestações contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, lotaram as ruas de ao menos 114 cidades em todas as unidades da federação do país. A maior delas, no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 500 mil pessoas, segundo a organização, durante todo o ato liderado pelo movimento Mulheres Contra Bolsonaro.

    A CTB marcou presença porque “nós queremos receber o 13º salário, o abono de férias e remuneração igual para trabalho igual”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP. Além disso, diz ela, “esse candidato representa o aprofundamento mais radical das reformas feitas por Michel Temer que causaram desemprego, recessão e retirada de conquistas fundamentais da classe trabalhadora”.

    Gente de todos os gêneros, cores, ideologias, idades, crenças religiosas, coloriram as ruas de São Paulo com a força das mulheres e da juventude para disseminar o amor contra o ódio. “Nós não aceitamos o retrocesso e a humilhação”, acentua Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “as forças do campo democrático e popular unidos saberão dar um sonoro não à candidatura do ódio, das armas e da violência. O Brasil precisa de paz, de mais educação, mais saúde, mais justiça, com valorização do trabalho e combte às desigualdades”. Um cartaz dizia: "Vote como uma garota, ele não" e as mulheres cantavam alegres: "O Bolsonaro pode esperar, a mulherada vai te derrotar".

    A manifestação suprapartidária contou com a presença dos presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) e das candidatas à vice-presidentas Manuela D’Ávila (Fernando Haddad), Kátia Abreu (Ciro Gomes) e Sonia Guajajara (Boulos), além de muitos artistas e candidatas e candidatos ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa de São Paulo.

    “Nós defendemos a liberdade das mulheres, ele não. Nós defendemos o 13º salário, e o direito das trabalhadoras e trabalhadores, ele não. Nós gritamos ‘fora Temer’, ele não. Nós defendemos que as mulheres, os negros, os indígenas, LGBTs tenham dignidade e façam parte de um grande sonho de Brasil, ele não”, postou Manuela em seu Twitter.

    Parte dos manifestantes rumou em passeata por onze quilômetros até o vão do Masp (Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na Avenida Paulista. Durante o percurso muitos "buzinaços" de apoio, um “Lulaço” improvisado com os trompetistas que puxam essas manifestações em diversos pontos do país e cantos e palavras de ordem pela liberdade.

    Por volta das 20h40, terminou o ato com a disposição de se manter o moivmento de resistência ao fascismo firme e forte, mesmo após a eleição. "As mulheres e a juventude mostraram que a unidade é possível para a superação da crise, com criação de empregos e de um projeto nacional de desenvolvimento voltado para os direitos de todas as pessoas", conclui Luiza 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • #EleNão: artistas convocam a população a lotar as ruas neste sábado (29) pelo direito de viver em paz

    Não dá mais par segurar. As mulheres tomaram conta da política nesta eleição. O movimento feminista assumiu a oposição ao candidato Jair Bolsonaro e suas propostas fascistas.

    “A campanha do #EleNão ganhou uma dimensão gigantesca porque as mulheres entenderam que a hora é agora para barrar o avanço das propostas contra os interesses do país e do povo brasileiro”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Letícia Sabatella, Daniela Mercury, Anitta, Linniker, Chay Suede, Pabllo Vittar, Carolina Abras, Maria Ribeiro, Bete Carvalho, Teresa Cristina, Bruna Linzmeyer, MC Carol, Camila Pitanga, Caetano Veloso, Chico Buarque e muitos outros artistas dizem #EleNão.

    A cantora paraense Júlia Passos deu a sua contribuição gravando um dos hinos do movimento; confira o talento

    O movimento começou pelas redes sociais na internet, principalmente com a página Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que na sexta-feira (14) foi invadida por hackers bolsonaristas e chegou a ser removida pelo Facebook. Já no domingo (16) estava de volta. Ganhou impulso maior ainda e já conta com mais de 3 milhões de integrantes.

    Várias artistas dão o seu recado; assista 

    Artistas que já se posicionavam contra as propostas fascistas do candidato da extrema-direita, já vinham se mobilizando em defesa da democracia, se unem às mulheres pela democracia e pelos direitos humanos. Vídeos começaram a circular e a cantora baiana Daniela Mercury gravou falando contra Bolsonaro e desafiou a carioca Anitta a se posicionar.

    As artistas garantem presença nos atos contra Bolsonaro em todo Brasil; no sábado 

    Nasceu a campanha #DesafioUnidasNasRuas e as artistas começaram a desafiar as suas colegas a se engajarem no movimento. A defesa da liberdade e dos direitos da classe trabalhadora ultrapassou fronteiras e se espalhou pelo mundo. A manifestação do sábado já está garantida em ao menos 50 países e conta com apoio de inúmeros artistas internacionais.

    O jovem ator Chay Suede também se posiciona e mostra que os homens que respeitam as mulheres também são contra Bolsonaro; confira 

    “Elas estão no front, mas muitos homens caminham junto”, assinala Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “O mais interessante desse movimento é que ele uniu pessoas de pensamentos muito diferentes com o objetivo comum de barrar os retrocessos e pôr novamente o Brasil no caminho do desenvolvimento com justiça social”.

    Centrais sindicais, artistas, empresários, intelectuais, torcedoras e torcedores de futebol, religiosos, as pessoas do campo popular e democrático sentem a necessidade de se posicionarem contra a candidatura do retrocesso.

    Pabllo Vittar gritou Ele Não no Prêmio Multishow; veja 

    Várias artistas foram agredidas pelas redes sociais ao gravarem vídeos ou postarem textos favoráveis à campanha #EleNão. Caetano Veloso prestou solidariedade à atriz Marília Mendonça, que excluiu seu vídeo, após ela e sua família receberem ameaças.

    Assista o depoimento de Caetano Veloso 

    “Esse movimento é irreversível e promete unir a nação brasileira para termos uma eleição limpa”, sintetiza Celina. “A volta da democracia depende do nosso engajamento com candidaturas que defendam a liberdade e a justiça. Todas e todos às ruas no sábado (29)".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • #EleNão: Cinelândia, no Rio, fica pequena para a multidão contra Bolsonaro, neste sábado

    A manifestação deste sábado (29) levou mais de 300 mil pessoas, de acordo com a organização, no palco histórico de lutas de resistência da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para gritar #EleNão “contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e contra todo o retrocesso que o candidato Jair Bolsonaro representa não apenas para as mulheres e as chamadas minorias, mas para toda a classe trabalhadora e o país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista fala emocionada sobre a numerosa presença no ato unificado das forças democráticas do país. ”Foi emocionante ver tantas mulheres, crianças, homens e LGBTs numa só voz em defesa da democracia de da vida das mulheres, dos jovens, dos negros e dos LGBTs”, acentua.

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    CTB-RJ contra Bolsonaro e o retrocesso que ele representa

    A manifestação na Cidade Maravilhosa contou com a presença de inúmeros artistas que abraçaram a causa do #EleNão para “o Brasil recuperar o Estado Democrático de Direito, com valorização do trabalho e respeito aos direitos humanos e individuais”, ressalta Paulo Sérgio Farias, o Paulinho, presidente da CTB-TJ.

    “A unidade do movimento das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro trouxe de volta o brilho nos olhos de quem defende a liberdade e a justiça”, reforça Paulinho. Como em todo o país, no Rio, a manifestação contou com a participação de militantes de vários partidos e movimentos sociais.

    Kátia lembra que o projeto da candidatura de extrema-direita "quer liquidar de vez com os direitos da classe trabalhadora, extinguindo o 13º salário, o abono de férias, o vale-transporte e o vale-alimentação, além de apoiar a reforma trabalhista e o projeto que acaba com a nossa aposentadoria”.

    Para ela, “as mulheres estão escrevendo um novo capítulo da história do Brasil. Estamos nas ruas faz tempo e delas não sairemos até sepultarmos de vez a opressão contra a luta pelos direitos de vida digna para todas e todos os brasileiros. A multidão caminhou atá a Praça XV e encerrou o ato com a certeza da vitória".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Mídia Ninja (destaque)

  • #HoraDaVirada: cristãos lotam avenida Paulista em São Paulo em apoio a Fernando Haddad

    Uma multidão de cristãos de diversas religiões lotou a avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (25) em apoio a Fernando Haddad para a Presidência da República. Isso comprova o que aparece nas pesquisas. Cristãos abandonam Jair Bolsonaro por sua campanha baseada em fake news (notícias falsas) e ódio e declaram voto em Haddad em favor da democracia, da liberdade religiosa, da generosidade e do amor ao próximo.

    Heber Farias, um dos articuladaores do ato, explica ao site Ponte Jornalismo que a Frente de Evangélicos sentiu a necessidade de repudiar as declarações raivosas de Bolsonaro. “A gente se assustou com isso. Nascemos em igrejas pentecostais e fomos ensinados que ser um bom evangélico, por exemplo, é ir na prisão e passar o amor de Cristo para um preso. Quando vimos nossos irmãos falando que ‘bandido bom é bandido morto’ , vimos que precisávamos fazer algo enquanto evangélicos. Esse discurso não é unânime. Existe muito evangélico que não prega o ódio, prega o amor, que é o principal tema do evangelho. Só com o diálogo e com a prática do amor podemos mudar isso”, conta Heber, que também é integrante do Coletivo ‘O amor vence o ódio’.

    Confira no vídeo abaixo:

    Portal CTB. Foto: Fenando Martins

  • 29 de setembro: mulheres vão às ruas contra Bolsonaro no país e no mundo; confira agenda

    As mulheres prometem lotar as ruas de todo o país contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, neste sábado (29). O movimento #EleNão tomou conta das redes sociais e dos debates das eleições 2018.

    “A união das mulheres representa a principal novidade nesta eleição”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Mostramos que é possível lutar juntas, mesmo pensando diferente”, acentua.

    A hashtag #EleNão usada pelo movimento dispara nas redes sociais e inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras aderem ao movimento para barrar o avanço do fascismo no Brasil. “O candidato Bolsonaro representa o que há de pior na cultura do ódio e do atraso”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    As organizadoras dão algumas dicas importantes para a segurança de todas as manifestantes, veja abaixo:

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    O movimento se fortaleceu ainda mais após a invasão de hackers à página de Facebook das Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, na sexta-feira (14). “Juntas mostramos nossas diferenças e o respeito à diferença. Temos lados, apoiamos programas políticos diversos e sabemos discutir com respeito. Juntas mostraremos o que é fazer política de forma democrática”, dizem as organizadoras dos protestos que ganharam corações e mentes no Brasil e em pelo menos 22 países.

    Por isso, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP, “sabendo que somos maioria na população e no eleitorado, resolvemos nos unir para barrar a misoginia e a cultura do estupro”.

    Enquanto Érika Piteres, da CTB-ES, diz que “queremos o nosso lugar na sociedade para construirmos um futuro onde possamos viver sem medo e onde sejamos respeitadas, como todas as pessoas devem ser”.

    O tema da igualdade de gênero se impôs no debate político de uma forma irreversível. Isso porque o Brasil é um dos países onde mais se mata mulheres no mundo. Depois do golpe de Estado de 2016, a violência por questões de gênero cresce assustadoramente.

    Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da CTB, defende que "a participação de nós mulheres, na construção desse momento histórico é, sem dúvida alguma, algo de muita importância para o nosso país, sempre aguerridas e prontas para o combate". Portanto, "não aceitamos o fascismo, o retrocesso, o preconceito, a violência, o machismo... Nós mulheres vamos decidir os rumos do nosso país, mostrando que aqui, o amor vence o ódio."

    Assista o recado de Beth Carvalho, Teresa Cristina e Samba que elas querem 

    Para Gicélia, os protestos do #EleNão também reforçam as pautas da classe trabalhadora. “Defendemos a retomada do crescimento, os direitos do povo que foi saqueado, a vida das mulheres que estão sendo ceifadas, a educação, o SUS e todas as políticas públicas pelos nossos direitos e os programas sociais de volta. Porque o ‘Coiso’ representa a perda de tudo isso”.

    Já Tete Avelar, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB-MG, acredita que com a proximidade das eleições “as campanhas de candidatos racistas, machistas e LGBTfóbicos ameaçam aprofundar ameaçando as perdas para mulheres, jovens e crianças e no bojo disso toda a sociedade perde”.

    São centenas de grupos no Facebook com o mesmo objetivo: #EleNão. Somente no Mulheres Unidas Contra Bolsonaro são mais de 3 milhões de integrantes contra o candidato da extrema-direita e seus seguidores fascistas.

    A secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, Luiza Bezerra afirma que “com a campanha do #EleNão encabeçada por milhões de mulheres Brasil afora mostramos a nossa força para barrar o retrocesso e o fascismo”.

    Ela reforça ainda que “as mulheres jovens também estarão nas ruas no sábado (29) para dizer não ao machismo, à violência, ao racismo, à homofobia. Ele não! Nós sim”.

    Paródia de Bella Ciao, canção da resistência italiana na Segunda Guerra Mundial: Ele não 

    Já Celina avalia a unidade das mulheres “contra o machismo, a misoginia, o racismo a LGBTfobia e todos os preconceitos. A luta por igualdade de gênero é essencial para a democracia e para o país retomar o rumo do crescimento com combate às desigualdades”.

    O Brasil inteiro contra Bolsonaro

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    Também haverá manifestação no Amapá, Rondônia, Piauí, Maranhão e Paraná e na Argentina, Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, França, Estados Unidos, Uruguai, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, México, Irlanda, Itália, Israel, Bélgica, Chile, Hungria, Portugal, Canadá e Holanda.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • 2º dia: Direção Nacional da CTB debate desafios do movimento sindical

    No segundo dia de discussões da 19º Reunião da Direção Nacional da CTB, ocorrida nesta quinta (29), debateu os desafios do movimento sindical e a luta na atual etapa que atravessa o país.

    Adilson Araújo, presidente Nacional da CTB, apresentou alguns aspectos importantes da conjuntura e que cobra de nós mais empenho na que se avizinha.

    "A classe trabalhadora, sob forte ataque, sabe o que está em jogo. Foram muitos retrocessos nos 2 anos pós-golpe de Michel Temer e o horizonte que se instala é de aprofundamento desses retrocessos. A CTB completa 11 anos nesta conjuntura e teremos que trabalhar mais e melhor e com as armas que temos para atravessar essa etapa e seguir construindo a história do movimento sindical e a luta em defesa dos direitos e de um projeto nacional que tem por centro a valorização do trabalho, mais emprego e distribuição da renda", orienta.

    De olho em 2019

    De acordo com o secretário geral da CTB, Wagner Gomes, "esta reunião não só avaliou a conjuntura política, ela também sinalizou para os desafios que teremos em 2019 e pensando nisso já deixamos aprovado a realização de uma reunião do Conselho Nacional da CTB".

    Ele lembra que "o Conselho é a segunda maior instância deliberativa da Central tendo com uma de suas funções deliberar sobre o plano de ação da CTB".

    Solidariedade

    Organização e Solidariedade também foram tema de discussão da Direção Nacional. A partir de relatório apresentado no final da tarde desta quarta (28), Sérgio de Miranda, secretário nacional de Finanças da central, esquadrinhou a realidade da entidade e apresentou propostas para o próximo período.

    "Solidariedade e ainda mais empenho de nós trabalhadores e trabalhadoras serão fundamental para fortalecermos nossa atuação na atual etapa. E a sustentabilidade torna-se chave no processo em curso", avaliou Sérgio de Miranda, secretário nacional de Finanças da central, no da manhã desta quinta.

    Portal CTB

  • 9 dos 22 ministros de Bolsonaro são réus ou investigados pela Justiça

    O tão prometido governo limpo e que combateria com unhas e dentes a corrupção caiu por terra. O time de Jair Bolsonaro (PSL) já abriga ao menos 9 réus ou investigados em ações judiciais no comando de ministérios. È o que revela reportagem da Revista Carta Capital publicada nesta quinta (13).

    Isso sem contar no esquema milionário e ainda sem explicação dos R$ 1,2 milhão do policial militar Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

    Veja a lista dos ministros envolvidos em casos na Justiça:

    Ricardo Salles (Meio Ambiente)

    Ex-secretário particular de gestão Alckmin no governo de São Paulo, foi candidato a deputado sob promessas de atuar ‘contra a esquerda e o MST (o número era uma alusão ao calibre de munição para espingardas). É réu por improbidade administrativa, sob a acusação de ocultar mudança nos mapas de zoneamento ambiental do Rio Tietê, além de responder a diversos processos por tráfico de influência. Também responde a uma acusação de dano ao erário público por ter ordenado a retirada de um busto do guerrilheiro Carlos Lamarca do parque estadual do Rio Turvo, na cidade de Cajati.

    Tereza Cristina (Agricultura)
    É investigada por suposto favorecimento à JBS quando era secretária do agronegócio no Mato Grosso do Sul.

    General Heleno (Segurança Institucional)

    Em 2013, o militar foi condenado pelo TCU por assinar contratos irregulares no valor de R$ 22 milhões de reais.

    Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
    Admitiu ter recebido caixa 2 da JBS.

    Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)

    A ONG Atini, que ela ajudou a fundar, é alvo de duas investigações do Ministério Público por discriminação contra os povos indígenas.

    Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
    É investigado por suposta fraude em licitação, caixa 2 e tráfico de influência.

    Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
    Em 2006, o Ministério Público Militar passou a investigá-lo por envolvimento em atividades comerciais – vedado pelo código militar ao oficiais na ativa.

    Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
    Antonio, cujo nome verdadeiro é Marcelo Henrique Teixeira Dias, consta como sócio da Voicelider, empresa com dívida ativa de 59,9 mil reais no INSS. Curiosamente, o número no CNPJ está errado na declaração que ele prestou ao TSE. O Banco do Brasil também cobra dívidas da empresa na Justiça. Antonio e familiares constam como réus em duas ações de usucapião que tramitam na justiça mineira.

    Paulo Guedes (Economia)

    Guedes é alvo da Operação Greenfield por suspeitas de gestão fraudulenta dos fundos de pensão de empresas estatais. O Ministério Público diz que Guedes auferiu comissões exageradas na administração desses investimentos.

    Portal CTB - com informações das agências

  • Adilson Araújo: CTB condena fim do Ministério do Trabalho

    "A CTB condena o fim do Ministério de Trabalho e alerta que a sua extinção significará a descriminalização e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a condições degradantes", declarou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, ao comentar a declaração do 

    ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, desta segunda-feira (3), na qual reafirmou a extinção do MTE a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional.

     

     

    Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania. Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

    "São lamentáveis as declarações do porta-voz da gestão Bolsonaro esse desmonte compromete um trabalho de 88 anos e vai na contramão da luta por um Brasil democrático e justo. Embora esvaziado ao longo dos últimos 2 anos, o MTE desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso", complementa o dirigente nacional.
    E afirma: "É ficando óbvio que o governo de extrema direita vai redobrar a ofensiva contra a classe trabalhadora, ampliar a retirada de direitos e fechar os canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer".
     
    Portal CTB
  • Adilson Araújo: CTB condena fim do Ministério do Trabalho

    "A CTB condena o fim do Ministério de Trabalho e alerta que a sua extinção significará a descriminalização e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a condições degradantes", declarou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, ao comentar a declaração do 

    ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, desta segunda-feira (3), na qual reafirmou a extinção do MTE a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional.

     

     

    Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania. Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

    "São lamentáveis as declarações do porta-voz da gestão Bolsonaro esse desmonte compromete um trabalho de 88 anos e vai na contramão da luta por um Brasil democrático e justo. Embora esvaziado ao longo dos últimos 2 anos, o MTE desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso", complementa o dirigente nacional.
    E afirma: "É ficando óbvio que o governo de extrema direita vai redobrar a ofensiva contra a classe trabalhadora, ampliar a retirada de direitos e fechar os canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer".
     
    Portal CTB
  • Adilson: 8 em cada 10 trabalhadores sofrerão com Reforma da Previdência

    Na manhã deste sábado (8), o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, participou de debate sobre a ameaça da Reforma da Previdência realizado pelo Movimento pelo Direito à Moradia (MDM), na sede da entidade na Av. Guarapiranga, em São Paulo.

    Ele fez balanço dos retrocessos com o Golpe de 2016, o impacto das reformas, avaliou o resultado eleitoral e apresentou a agenda de luta ca Central para o próximo período.

    "Essa reforma comete uma injustiça contro o conjunto da classe trabalhadora. Há dois anos a Anfip alerta sobre o que acontecerá ao país caso essa reforma seja aprovada. Os efeitos dessa mudança, em números, são claros: a cada 10 trabalhadores, 8 serão prejudicados! Uma situação inaceitável que levará nosso país ao caos", externou Adilson durante sua apresentação.

    Ele lembrou que o trabalhador e trabalhadora rural, que começam mais cedo e realizam um trabalho que exige muito esforço físico, terá seu tempo de contribuição aumentado. "Isso não é justo. E pior eles justificam isso ao mentir dizendo que a categoria não contribui. Ela contribui sim, já o agronegócio enche as burras de dinheiro e não contribui com 1 centavo para a Seguridade Social”.

    Ele também problematizou a questão da educação. “Será outro setor afetado. A fórmula para os cálculos dos benefícios vai incluir contribuições menores, para assim, baixar a média, e automaticamente os aposentados e aposentadas receberão contribuição menor”.

    E completou: “Um exemplo é o do trabalhador do Serviço Público que estão prestes a se aposentar, em torno de 1 a 2 anos, terão que trabalhar entre 10 a 12 anos a mais. Essa é uma injustiça contra os que dedicaram tanto tempo de trabalho e agora poderão ser obrigados a trabalhar mais de uma década para desfrutar um direito que já haviam conquistado!”.

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    CTB São Paulo

  • Além de extinguir os ministérios da Cultura e do Esporte, Bolsonaro quer o fim do Sistema S

    Nem tomou posse e Jair Bolsonaro já enfrenta inúmeras polêmicas em seu projeto de “terra arrasada” para o Brasil. Até os industriais mostram seu descontentamento quando o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fala em “desvio de finalidade” do Sistema S.

    De acordo com Guedes, “o ponto focal é colocar o Sistema S prestando contas” para dessa forma, “trazê-lo para a moderna governança corporativa”.

    Já Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) paulista, diz à Folha de S.Paulo, estar observando que eles “imaginam que o compromisso do chamado Sistema S inteiro é a formação profissional”.

    Miranda explica que “o Sesc não tem compromisso com formação profissional, o Sesi (Serviço Social da Indústria) também não. Para isso tem o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que foram criados com essa finalidade”.

    O chamado Sistema S foi criado em 1946, mantido por industriais, sob a forma de patrocínios. Por isso, a reclamação da equipe do governo de extrema direita. Somente no ano passado, segundo a Receita Federal foram devolvidos ao Sistema S, R$ 16,4 bilhões.

    Além do Senac, Senai, Sesc, Sesi, compõem o Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

    “Pelo jeito o futuro governo vem com uma fome de anteontem para acabar com todos os projetos que têm dado certo na educação e na cultura e nega a importância do Sistema S”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Sem cultura e esporte país anda para trás

    As investidas de Bolsonaro não se restringem, no entanto, ao Sistema S. Em sua reforma ministerial, “não há espaço para os ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, por exemplo, que dirá retomar o de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania”, conta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A proposta do governo eleito em 28 de outubro, remonta ao período anterior ao fim da ditadura (1964-1985), quando tanto a Cultura quanto o Esporte faziam parte do Ministério da Educação – na época Ministério da Educação e Cultura, daí a sigla MEC.

    O Ministério da Cultura (MinC) nasceu em 1985 no governo de José Sarney, marcando o início da chamada “Nova República”. Já em 1990, com a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 1960, Fernando Collor de Mello transformou o MinC em secretaria.

    A produção cultural no período Collor capengou profundamente com os cortes de patrocínios governamentais. O cinema por exemplo, chegou perto da produção zero, vivendo de filmes de Xuxa e dos Trapalhões, praticamente. Com o impeachment de Collor em 1992, Itamar Franco deu status de ministério novamente à Cultura.

    Já o Esporte ganhou status de ministério em 1995, com a posse de Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como seu ministro.

    Em seu segundo mandato, FHC, transformou em Ministério do Esporte e Turismo. Somente em 2003, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado Ministério do Esporte.

    “O esporte e a cultura são fundamentais para a formação de uma nação”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB. “Como o futuro governo pretende criar condições para tirar a juventude das ruas se não valoriza a cultura e o esporte?”, pergunta.

    Para ela, “a juventude precisa da prática esportiva para a sua formação cognitiva, motora e emocional e a cultura acrescenta à criatividade e às possibilidades de se transformar o mundo num lugar bom de se viver para todas as pessoas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Armar população está entre as prioridades do presidente eleito; acesse consulta pública do Senado

    O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou neste domingo (28), após a vitória nas urnas, que o seu primeiro ato no cargo será revogar o Estatuto do Desarmamento. Ele enviará ao Congresso Nacional projeto que fará mudanças na lei para dar às pessoas o direito de ter uma arma. 

    Os defensores da flexibilização do estatuto querem tocar a tramitação da matéria ainda neste ano. Esse é o sonho de consumo da chamada ‘bancada da bala’ na Câmara. O coordenador da bancada até o final deste ano, o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que foi condenado a 4 anos de prisão em regime semiaberto por corrupção, pretende ser relator do projeto para facilitar a posse de arma.

    Acesse e vote na consulta pública do Senado federal 

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) defende o Estatuto do Desarmamento. O dirigente Rogério Nunes, ex-secretário de políticas sociais, afirma que a entidade tem a convicção, amparada em exemplos internacionais, de que não será armando a população civil que o Brasil irá enfrentar a criminalidade no país.

    "Nós da CTB somos contra e acreditamos que não é armando a população civil que iremos combater o crime. Existem profissionais qualificados, habilitados e treinados para isso, o cidadão não tem esta prerrogativa. Ele tem de cobrar do Estado a sua segurança e integridade. Nos países em que isso ocorre é um verdadeiro desastre. Veja só o exemplo dos EUA, onde vez por outra há dizimação da população civil feita por civis que não deveriam estar armados", diz o dirigente.   

    O mercado de armas no Brasil, dominado por uma única fabricante, a Forjas Taurus, teve um aquecimento de mais 1.000% desde que Bolsonaro começou a defender o armamento no país. Com prejuízos, a empresa enfrentava dificuldades e endividamento elevado desde 2012.

    Outra prioridade da bancada da bala que deverá ser retomada no Congresso nacional é a redução da idade mínima para comprar arma de 25 anos para 21 anos. Outro ponto retira a obrigatoriedade de o civil comprovar a necessidade da arma de fogo, bastando apenas que cumpra os requisitos objetivos da lei, como teste psicológico e de aptidão técnica.

    Redução da maioridade penal

    Os debates sobre a redução da maioridade penal voltam com força no Congresso Nacional, apoiados em discursos do futuro chefe do Executivo. Essa é uma bandeira antiga de Bolsonaro. 

    A redução da maioridade penal tramita por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171) apresentada no parlamento, em 1993, e que vem criando polêmica desde então.

    O texto, aprovado na Câmara, muda o artigo 128 da Constituição, que passaria a determinar que “são penalmente inimputáveis os menores de dezesseis anos”. É preciso que a maioria dos parlamentares do Senado federal aprove a medida.

    Foto: Blog Bahia no Ar

  • Bancários e Caixa se reúnem em 12 de dezembro

    Para discutir temas relevantes para o funcionalismo, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa se reúne com a direção do banco no dia 12 de dezembro, em Brasília. A mobilização dos trabalhadores é em defesa da Caixa 100% Pública, o Saúde Caixa, Funcef e melhores condições de trabalho.

    Ainda serão discutidos o fechamento de agências, PDV (Programa de Desligamento Voluntário), agências quiosque e digitais, extinção da função de tesoureiro, PSI entre VPs, meta de venda nos caixas, além do descomissionamento dos caixas, leilão da Lotex, dentre outros.

    Como as demandas são de extrema importância, os empregados devem enviar sugestões antes do dia 30 para o sindicato com propostas para serem levadas à reunião. A participação de todos é fundamental. 

    Fonte: SeeB-Bahia

  • Bancários ocupam agências em defesa dos bancos públicos pelo Brasil

    Os bancários de todo o País participaram, nesta quinta-feira (6), do Dia Nacional em Defesa dos Bancos Públicos. As manifestações foram idealizadas pelo Comando Nacional dos Bancários, como forma de protestos contra as ameaças proferidas por representantes das direções dos bancos e membros de governos, que têm a intenção de fragilizar as empresas e vender seus ativos.

    A política neoliberal imposta por Temer e que será mantida por Bolsonaro desmonta as estatais e desgasta suas imagens para entregá-las às multinacionais.  Para alertar sobre os prejuízos a toda nação brasileira, o Sindicato dos Bancários da Bahia percorreu, nesta quinta-feira (06/12), as agências do BNB, BB e Caixa do Comércio, em Salvador. 

    As estatais são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país e vão muito além do lucro. Portanto, não podem ser entregues à iniciativa privada. O BB financia a agricultura familiar. Já a Caixa é a principal gestora de programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Os dois também estão presentes em municípios onde os privados não chegam. 

    Por isso, a mobilização é tão importante. "Defender os bancos públicos é defender o Brasil. Nossa luta é em defesa de tudo que o BNB, BB e Caixa ofertam à população", destaca o presidente do Sindicato. Augusto Vasconcelos chama atenção ainda para as escolhas feitas pelo governo Bolsonaro para o comando do BB e Caixa. Os nomes não deixam dúvidas de que a intenção é abrir o caminho para entregar as estatais ao grande capital.

    Alguns atos pelos estados

    Salvador - Bahia

     

    Belo Horizonte - Minas Gerias

    Em Belo Horizonte, o Sindicato dos Bancários promoveu um ato em frente ao prédio do Banco do Brasil da Rua Guarani.

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    São Paulo - São Paulo

    Na Avenida Paulista, em frente à Super do BB, bancários distribuíram alimentos da agricultura familiar para a população.

     
    ABC Paulista - São Paulo
     
    As atividades foram realizadas em Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema em agências da Caixa e Banco do Brasil. 
     

     

    Curitiba - Paraná

    Sindicato realizou ato em frente à agência Carlos Gomes da Caixa Econômica Federal. Os dirigentes sindicais alertaram a população sobre as pretensões de desmantelamento e privatização das estatais, ressaltando que os bancos públicos são lucrativos e extremamente importantes para a sociedade. Programas governamentais essenciais como o ‘Bolsa Família’, o ‘Minha Casa, Minha Vida’, o Fies, o ProUni e o Pronaf correm o risco de deixar de existir e prejudicar de toda a sociedade caso as ameaças se concretizem. 

    Seeb Curitiba

     

    Macaé - Rio de Janeiro 

    Em Macaé o ato aconteceu nas agências do BB e CEF do centro de Macaé, onde o objetivo foi a conscientização dos bancários e da população em geral, sobre a importância dos bancos públicos, os quais são os responsáveis pelo atendimento na maior parcela de municípios no país, sobretudo aqueles comumente considerados menos rentáveis. Têm forte presença nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, mais carentes em termos de atendimento bancário. Na região Norte, 63,3% do total de agências são de bancos públicos e na Região Nordeste, 59,3%.

    Fotos: SEEB Bahia e Contraf

    Portal CTB - com informações das agências

     

  • Bolsonaro ampliará financiamento de mídia alinhada com extrema direita

    Confirmando a sinalização dada ainda durante a campanha eleitoral, o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou que fará redução drástica na distribuição de verbas publicitárias direcionadas ao veículos de comunicação tradicionais, alguns deles que, inclusive, apoiaram a sua eleição.

    A decisão segue o modelo inaugurado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quando eleito passou a privilegiar sites, blogs e ações nas redes sociais alinhados à extrema direita no EUA.

    De acordo com informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, de diário O Globo, haverá "uma desidratação do montante hoje empregado para anúncios em jornais, revistas, TVs e rádios", mas "serão mantidos os patamares atuais para sites e será mantido ou ampliado o gasto com redes sociais". 

    Ministério

    Para comandar a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ao longo de seu governo, Bolsonaro indicou o general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto. Entre suas atribuições estão a administração das relações com a mídia e revisão dos contratos de publicidade vigentes.

    Portal CTB - Com informações do O Globo

  • Caetano Veloso denuncia o ódio e violência disseminados por seguidores de Bolsonaro; assista

    Neste domingo (14) ocorre um ato em homenagem ao mestre Moa, na Praça da República, em São Paulo, ás 11 horas, com o lema "O amor vencerá o ódio e o axé unirá o Brasil".

    Caetano Veloso condena de modo emocionado a violência cometida por simpatizantes do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, que assola o país de norte a sul. O compositor e cantor baiano se revolta com o assassinato do capoeirista e compositor Moa do Katendê, de 63 anos, na segunda-feira (8). O motivo do crime: Moa afirmou ter votado no Partido dos Trabalhadores.

    “A gente está maduro o suficiente para não se entregar a coisas como essas”, diz Caetano sobre a cultura do ódio proliferada pelo candidato do PSL e seus seguidores exacerbados. Para ele, é necessário dialogar com “a mente dos brasileiros, de todos os brasileiros que são capazes de pensar e acalmar a cabeça e o coração para metabolizar os sentimentos humanos”.

    A revolta de um dos mais importantes nomes da cultura brasileira se fundamenta na ação de grupos de brutamontes atacando qualquer pessoa que não concorde com a postura deles. E o candidato que apoiam lava as mãos feito Pôncio Pilatos e afirma não ter nada a ver com os “excessos” de seus correligionários, mas foge do debate e diz categoricamente que não vai discutir o seu programa de governo com Fernando Haddad, o candidato das forças democráticas.

    Asssista o desabafo emocionado de Caetano Veloso  

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, questiona se o “povo brasileiro permitirá que o país seja reduzido a isso. Estamos beirando o radicalismo e a covardia comparada às práticas primitivas do Estado Islâmico, que prende, estupra, tortura e mata”.

    Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte da vítima. "Mataram a história, povo sem memória. Mestre Moa Do Katendê, o senhor está vivo dentro dos corações de quem esteve perto e conheceu sua trajetória na capoeira, na música, e com a humanidade", escreveu um internauta.

    “Os seguidores do candidato extremista andam em grupos e atacam covardemente as pessoas que não aceitam o pensamento reacionário e nem o comportamento violento e preconceituoso do grupo”, afirma Vânia.

    A situação está tão grave, como notou Caetano, que a médica Tereza Dantas que trabalha em um hospital público, na capital do Rio Grande do Norte, Natal, rasgou a receita de um paciente de 72 anos após ele declarar que votou em Haddad.

    jornalista agredida em recife por bolsonaristas

    Ódio: jornalista agredida e ameaçada em Recife

    E a lista de insanidade bolsonarista prossegue. Uma jornalista do portal NE10, de Recife, foi agredida por seguidores do candidato apenas por ser jornalista, disse ela à Polícia Civil. A vítima conta que eles a agrediram e ameaçaram de estupro, no domingo (7), após ela sair de uma sessão de votação na capital pernambucana.

    No Rio de Janeiro, covardes truculentos atacaram a irmã de Marielle Franco, Anielle, na segunda-feira (8). Ela caminhava com a filha de dois anos no colo. Nem a presença da criança impediu a violência e ameaças dos “cidadãos de bem”, defensores da “família”.

    Anielle conta que eles gritaram “na minha cara e consequentemente na de minha filha (que ficou assustada claro) de que eu era 'da esquerda de merda', 'Sai daí feminista', 'Bolsonaro... Piranhaaa'", isso vindo  "de homens devidamente uniformizados com a camisa do tal candidato".

    E a violência não para. Nem um cachorro escapou da ignorância de militantes de Bolsonaro. Em uma carreata de seguidores, no domingo (30), em Muniz Ferreira, na Bahia. Um dos defensores da cultura do ódio desceu de seu carro e matou com três tiros um cachorro porque ele latia com a barulhenta carreata.

    E quando parece que o nível de insanidade atingiu o apogeu, acontece mais uma barbaridade. Ao descer do ônibus, em Porto Alegre, uma jovem de 19 anos foi agredida por três brutamontes porque ela usaa camiseta com os dizeres “Ele Não”.

    jovem agredida por bolsonaristas

    Discriminação: jovem sofre ataque de bolsonaristas em Porto Alegre

    Ela conta que foi humilhada, levou socos e dois dos agressores a seguraram para o terceiro desenhar a suástica – símbolo do nazismo – em sua barriga. Ao observar esses crimes hediondos, Caetano Veloso conclui que “não podemos reduzir o Brasil a essa barbárie” de pessoas que “ilusoriamente pensam que é superação, mas é volta, é atraso, é medo da responsabilidade, da civilização”.

    Os atentados se avolumam. Para Vânia, os seguidores do candidato da extrema-direita querem ganhar "a eleição no grito, na base da covardia e da força para amedrontar as pessoas que realmente pensam e lutam por um país solidário e justo”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Caiu a máscara e artistas cobram atitude do TSE sobre o caixa 2 de Bolsonaro

    Diversos artistas ligados ao movimento 342 Artes cobram de Rosa Weber, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma atitude sobre a reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello, que denuncia o pagamento de R$ 12 milhões por empresários para o disparo de milhares de fake news (notícias falsas) pelo aplicativo Whatsapp.

    O mínimo que se espera do TSE é lisura em todo o processo. As eleições estão comprometidas pelo abuso do poder econômico e pela fraude. "Em um processo nornal, a reportagem 'Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp' seria suficiente para impugnar a candidatura de Jair Bolsonaro que fomenta fake news pelo aplicativo para milhares de pessoas contra a candidatura de Fernando Haddad e  Manuela D'Ávila", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da  CTB. "Assim como ocorreu nos Estados Undios na eleição de Donald Trump, a difererença é que aqui a denúncia veio antes da votação do segundo turno".

    Assista os depoimentos de artistas pedindo providências do TSE 

    A ministra Rosa Weber promete um pronunciamento nesta sexta-feira (19) sobre a denúncia de abuso de poder econômico para a disseminação de mentiras pelas redes sociais. "A situação é grave e o TSE não pode ficar em cima do muro e não tomar uma decisão que garanta a democracia", diz Vãnia. "Se nada acontecer, o processo eleitoral fica comprometido aos olhos do mundo e as consequências disso para o país são as piores possíveis".

    Acompanhe a denúncia da Folha de S.Paulo 

     Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Câmara discute o projeto Escola sem partido que pretende impor um pensamento único e autoritário

    A comissão especial que analisa o Escola sem partido volta a discutir o projeto de lei nesta quarta-feira (7), às 14 horas, na Câmara dos Deputados. A discussão e posterior votação entrou na pauta de quarta-feira (31), mas a oposição conseguiu o adiamento.

    Os apoiadores do projeto defendem um controle sobre os professores, mas não fazem nenhuma referência á média de alunos por turma que foi de 30,4 no ensino médio; de 23, no ensino fundamental; e de 16,3, na educação infantil, em 2017, de acordo com informações do Ministério da Educação (MEC).

    “Já não bastam as imensas dificuldades enfrentadas pelos docentes brasileiros, agora temos que nos preocupar com a perseguição de pais e estudantes”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    “Na realidade”, diz ela, “os conservadores querem acabar com o diálogo e a liberdade nas escolas. Querem impor a mordaça para impedir a proliferação do pensamento crítico e o raciocínio estratégico em nossa juventude. Querem, eles sim, doutrinar crianças e jovens e vêm ganhando as cabeças dos pais para isso”.

    O Projeto de Lei 7180/14, visa controlar as aulas, criando mecanismos de vigilância e proibições aos docentes, porque “o saber apavora as pessoas que temem o contraditório”, acentua Marilene.

    O humorístico Zorra, da Globo, dá a exata dimensão do verdadeiro propósito do Escola sem partido 

    Para Valéria Morato, presidenta da CTB-MG e do Sindicato dos Professores de Minas Gerais, o Escola sem partido “É um projeto autoritário, que visa proporcionar uma educação alienante e formadora de mão de obra que não pense e, portanto, não defenda os seus direitos”.

    Já Fernando Penna, professor da Universidade Federal Fluminense, a estratégia dos defensores desse projeto é provocar uma "pânico moral". De acordo com Penna, "eles usam casos extremos e dizem que isso está acontecendo em todo Brasil. É criar a doença para vender a cura. Espalham o pânico e aí falam: 'você está com medo? Podemos resolver isso'”.

    A presidenta da CTB-AM, Isis Tavares concorda com ele e vai mais longe ao afirmar que o clima criado em torno do que acontece em sala de aula e a defesa da perseguição e repressão a professoras e professores faz parte de um projeto para desviar das discussões da política econômica proposta por Paulo Guedes, futuro superministro da Fazenda de Jair Bolsonaro.

    “Todo o debate está fora de foco”, diz Isis. “Enquanto tentamos debater conteúdo, os apoiadores desse projeto trabalham com performance e se apegam a valores morais e com esse discurso fácil ganham corações e mentes da população desinformada”.

    Enquanto Marilene lembra da atuação do MEC no governo golpista de Michel Temer “tirando dos órgãos da educação, as entidades dos movimentos educacionais, mantendo os representantes empresariais”.

    Inclusive, acentua a secretária de Políticas Educacionais da CTB, as “bases curriculares aprovadas por Temer desobrigam matérias importantes com História, Geografia, Filosofia, Artes e o projeto defendido por Bolsonaro quer a volta de Educação Moral e Cívica e aula de religião e ainda com a possibilidade de docentes por ‘notório saber’”.

    Isso de acordo, com Valéria, reforça a necessidade de atuação conjunta de todas as entidades que defendem a educação democrática e inclusiva.  "Não mediremos esforços para que a escola seja sempre democrática e que trabalhe dentro do que preconiza a Constituição de 1988”.

    Porque, diz Valéria, “o que se quer com esse projeto é cercear o direito e a liberdade de ensinar e de aprender. Esse projeto é que é, de fato, a aplicação de uma doutrinação aos estudantes. Ele propõe uma educação que não seja dialógica e não respeite as diferenças e as especificidades locais e individuais”.

    Segundo Miguel Nagib, criador do projeto Escola sem partido, ele propõe apenas que "sejam quais forem as preferências políticas e ideológicas do professor, ele está legalmente obrigado a respeitar esses limites".

    Já Marilene discorda dele e afirma que o projeto visa cercear as aulas, “impedindo o diálogo em sala de aula e determinando o controle rígido da família sobre o conteúdo das aulas, sem a menor discussão sobre a sociedade, o país e o mundo”.

    Serviço

    O que: Reunião Deliberativa Ordinária -Comissão especial Escola sem partido

    Quando: Quarta-feira (7), às 14h,

    Onde: Câmara dos Deputados (Anexo 2, Plenário 1)

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Carlos Bolsonaro será denunciado: até onde pode ir a falta de humanidade de uma pessoa?

    O vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL-RJ), vai apresentar uma denúncia contra o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) à Comissão de Ética da Câmara Municipal da capital fluminense. A denúncia por quebra de decoro se refere à postagem do filho de Jair Bolsonaro atacando o movimento liderado por mulheres "Ele Não" contra a candidatura de extrema-direita.

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, acredita que “o sentimento contra a política, forjado por setores da elite brasileira travestido de antipetismo escancarou uma face cruel da nossa sociedade”. De acordo com ela, a mídia burguesa e parte da elite "insuflaram a violência e agora não sabem o que fazer para conter essa onda fascista que está nas ruas batendo em mulheres e atentando contra a democracia e a liberdade".

    A sindicalista baiana diz isso, chocada com a postagem feita pelo vereador, Carlos Bolsonaro. O político carioca fez uma crítica grotesca ao movimento #EleNão, que ganha as redes sociais no Brasil e no mundo e no sábado (29) vai tomar as ruas de todo o país e em pelo menos 50 cidades, já confirmadas, espalhadas pelo mundo.

    Em seu Instagram, o vereador fascista postou a imagem de um homem com um saco plástico na cabeça, ensanguentado, com a inscrição #EleNão em seu peito, tirada do perfil de Ronaldo Creative, e acrescentou a frase “sobre pais que choram no banheiro".

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    A postagem que insufla o ódio e a violência

    Especialistas explicam que essa frase é comumente usada para representar pais que se decepcionaram com seus filhos, via de regra ligada à orientação sexual deles. “É um absurdo que isso ocorra em pleno século 21”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Para a sindicalista sergipana, a argumentação do vereador do PSL-RJ tentando defender a sua postagem denuncia o seu propósito de apologia à tortura. “A atitude desse vereador, fortalece ainda mais o movimento de repulsa à candidatura do seu pai, porque escancara a desumanidade das pessoas que pensam igual a eles e querem retroceder ao século 18”.

    Além do mais, “essa postagem não vai intimidar as mulheres e nem os LGBTi+. Resistência é a única palavra de ordem", afirma o vereador David Miranda. "A extrema-direita está solta batendo e ameaçando as pessoas que pensam diferente deles e uma postagem dessas, reforça o sentimento de que as coisas devem ser resolvidas na base da truculência e na falta de diálogo e inteligência", diz Vânia.

    Por isso,acentua, “as pessoas do campo popular e democrático devem se unir às mulheres para dar um basta à essa violência inominável lotando as ruas de todas as cidades brasileiras no sábado. Vamos gritar bem alto: ele não”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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