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Ter, Jun

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  • Seis em cada 10 brasileiros, ou 59%, afirmam que não estão se preparando para a hora de se aposentar. É o que aponta pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), em parceria com o Banco Central.

    Sem emprego, não dá para brasileiro pagar conta, imagina poupar. Esse é justamente o motivo revelado pelos entrevistados que não fazem plano financeiro para a aposentadoria. Segundo o levantamento, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem a ausência de planejamento ao fato de estarem desempregados. Para outros 17%, não vale a pena guardar o pouco que sobra.

    Entre os que se preparam para a aposentadoria (41%), o índice é maior entre homens (45,1%), trabalhadores entre 35 e 54 anos (43,2%) e das classes A e B (54,9%).

    A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria. E, se a reforma da Previdência de Bolsonaro for aprovada, o sonho de se aposentar ficará ainda mais distante. Além de dificulta em termos de tempo de serviço e contribuição, a proposta cria o regime de capitalização, em que o cidadão faz uma espécie de poupança privada.

  • Foram quase três horas de obstrução até o presidente do colegiado, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), jogar a toalha e encerrar os trabalhos da comissão especial que analisa o projeto que ficou conhecido como Escola Sem Partido (PL 7180/14).

    "Os profissionais da educação vêm lutando anos a fio por uma escola que contemple todas as necessidades e os anseios das nossas crianças e juventude. Um escola que não apenas forme, mas que abra caminho para uma transformação social que emancipe e dê conta das necessidades do nosso povo, levando em conta a dimensão continental e a diversidade que possui o Brasil”, afirmou Marilene Betros, professora e secretária de Políticas Educacionais da CTB, ao reiterar que a CTB seguirpa alerta e firme na luta em defesa de uma Educação forte, gratuita, pública, laica e democrática.

    A professora baiana lembra que o objetivo real do PL sempre foi "transformar estudantes em meros robôs". E complementa: “Nenhum profissional que tenha compromisso verdadeiro com a educação pode defender esse projeto que destrói a capacidade de ensinar. A CTB é visceralmente contra todo e qualquer projeto que não respeite a cidadania, a liberdade e a vida”.

    Luta na Câmara

    Vice-líder da bancada comunista, a deputada Alice Portugal (BA), que foi perseguida e calada diversas vezes na reunião do colegiado, vibrou com a vitória. “Marcos Rogério talvez não quisesse essa nódoa na sua biografia. Viu que iríamos derrubar esta comissão e decidiu encerrá-la. É uma das maiores vitórias da minha vida. Talvez enfrentemos uma guerra grande na próxima legislatura, um tsunami, mas ter derrotado essa matéria agora foi muito importante. Foi a prova de que a resistência dá certo. E estamos fortalecidos para enfrentar qualquer tentativa de reduzir a educação. Queremos uma educação plural”, defendeu.

    Agora, com o encerramento da comissão, para o texto ser analisado novamente pela Casa, uma nova comissão especial deverá ser formada na próxima legislatura. 

    Portal CTB - Com informações da Assessoria do PCdoB na Câmara

  • Por João Filho, no site The Intercept-Brasil

    Jair Bolsonaro mais uma vez virou chacota internacional. Após visitar o Memorial do Holocausto em Israel, escreveu no livro de visitas do museu: “aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro”. Minutos depois, em entrevista aos jornalistas brasileiros, Bolsonaro desrespeitou a memória das vítimas do holocausto ao dizer que o nazismo foi um movimento de esquerda. É uma versão fabricada por doentes que não encontra respaldo de nenhum historiador vivo ou morto, de esquerda ou de direita, mas que virou um hit da internet na Nova Era. Nunca houve dúvidas de que o nazismo abominava os ideais de esquerda, tanto que judeus dividiam os campos de concentração e as câmaras de gás com esquerdistas.

    É inacreditável que tenhamos que entrar nesse falso debate para defender uma obviedade histórica: o nazismo foi um regime de extrema direita. E dessa vez não foi o youtuber Nando Moura babando em seu canal que colocou o assunto em pauta, mas o maior representante do Brasil ao sair de um museu israelense, criado para contar a história dos 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo. O próprio memorial visitado pelo presidente define o regime nazista de Hitler como sendo de extrema direita. Até mesmo o ministério das relações exteriores israelense teve que confirmar publicamente que Bolsonaro está errado. É uma vergonha para os brasileiros.

    Mas enquanto Bolsonaro joga o nazismo alemão no colo da esquerda, nazistas brasileiros combatem as esquerdas e veneram Bolsonaro. Os fatos falam por si.

    Em 2011, quando Bolsonaro fez declarações homofóbicas no CQC e respondeu a Preta Gil que não correria o risco de ver seus filhos apaixonados por uma negra porque foram bem educados, grupos neonazistas organizaram um ato de apoio ao então deputado no Museu de Arte de São Paulo, o Masp. “Quando vi o que estão fazendo com ele, entrei na comunidade. Sou fã do dep. Jair Bolsonaro’ do Orkut e lancei a ideia de fazer um ato cívico na Paulista”, contou o extremista de direita Marcio Galante para o Diário de São Paulo. Segundo ele, participariam do ato organizações militares extra-quartel, separatistas, católicas radicais e grupos de extrema direita.

    O ato de apoio a Bolsonaro também foi convocado no fórum “Stormfront.org”, comandado pelo movimento neonazista internacional White Pride Worldwide. Um membro do fórum chamado “Erick White” escreveu: “Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas!!! Será um manifesto Cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos”. O convite para o ato é finalizado com um “14/88″. O número 14 refere-se às 14 palavras da frase do supremacista branco americano David Lane: “Devemos assegurar a existência de nosso povo e um futuro para as Crianças Brancas”. Já o número 88 significa “Heil Hitler”, com o número 8 representando a letra H, a oitava do alfabeto.

    Bolsonaro afirmou que não poderia estar presente, mas apoiou o ato: “Fico feliz se o movimento for voltado contra as propostas que estão aí, de invadir as escolas de primeiro grau simulando o homossexualismo e preparando nossos jovens para a pedofilia”.

    Estiveram presentes ao ato vários grupos neonazistas como o Kombat RAC (Rock Against Communism) e o Ultra Defesa. Alguns se identificavam com roupas, bandeiras e tatuagens alusivas ao nazismo. Grupos de esquerda apareceram no Masp para protestar contra os nazistas, e o clima ficou tenso. A Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento para evitar o confronto. No mundo inteiro, aliás, episódios de pancadaria entre esquerdistas e neonazistas nas ruas acontecem com frequência. Se eles conhecessem a História segundo Bolsonaro, estariam se beijando.

    Eduardo Thomaz, líder do Ultra Defesa, afirmou “a gente está dando apoio ao deputado Jair Bolsonaro porque ele representa a família brasileira e nós temos o direito de apoiá-lo”. Em seu site, o Ultra Defesa afirma que seus princípios fundamentais são “Deus, Brasil e Família”. Os integrantes do grupo também são adeptos da “Saudação Romana”, que é o ato de estender o braço para a frente com a palma da mão para baixo. Sim, aquele mesmo gesto utilizado para saudar Adolph Hitler.

    Policiais civis que investigam crimes de intolerância estiveram presentes no Masp e identificaram manifestantes pró-Bolsonaro que já foram presos por ações violentas contra minorias. Sete deles foram detidos. Entre eles, um dos neonazistas responsáveis pelo atentado à bomba na Parada Gay de 2009.

    Durante as eleições, Bolsonaro entrou com uma ação por danos morais contra uma charge que o associava ao nazismo. A desembargadora Cristina Tereza Gaulia negou o pedido. Ela justificou afirmando que, se Bolsonaro não ficou constrangido em aparecer na foto com um correligionário fantasiado de Hitler, não haveria também dano moral na charge. A foto é essa:

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    (Foto: Reprodução/Facebook)

     

    O sósia de Hitler (refiro-me ao homem à direita na foto) é o Professor Marco Antonio, que foi candidato a vereador do Rio de Janeiro pelo PSC, o mesmo partido de Bolsonaro à época. Carlos Bolsonaro chegou a convidá-lo para discursar numa sessão sobre o projeto Escola sem Partido na Câmara do Rio, mas Marco Antonio foi impedido pelo presidente da sessão por estar fantasiado de Hitler. O professor nega ter feito cosplay do ditador nazista. Afirmou que foi à Câmara com “cabelo cortado no estilo militar e estava com bigode estilo francês”.

    A candidatura de Professor Marco Antonio chegou a receber doação financeira de Flávio Bolsonaro para a sua campanha.

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    Convidado por Carlos Bolsonaro, Professor Marco Antônio (PSC) visita a Câmara do Rio. (Foto: Reprodução/YouTube)

     

    Em 2015, Jair Bolsonaro começava a construir sua candidatura viajando pelo Brasil. Quando foi a Recife (PE), muita gente apareceu no aeroporto para recepcionar a família Bolsonaro, entre eles um skinhead dos Carecas do Brasil. O grupo é acusado pelo Ministério Público por ter espancado um jovem negro e gay em Recife. Também são suspeitos de espalhar cartazes pela cidade com a frase “Hitler tinha razão”.

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    Skinhead recepciona Jair Bolsonaro e seu filho em Recife (PE). (Foto:Reprodução/YouTube)

     

    Em 2013, neonazistas mineiros foram presos por apologia ao nazismo, entre outros crimes. A investigação começou depois que um integrante postou foto no Facebook enforcando um morador de rua com uma corrente de aço numa avenida em Belo Horizonte. Na casa de um deles, a polícia apreendeu os seguintes objetos: “um livro sobre Hitler; uma touca ninja; uma camisa preta do Movimento Pátria Nossa; um envelope contendo uma carta enviada por Jair Bolsonaro”.

    Sim, o então deputado escreveu para um nazista brasileiro. A carta foi encaminhada para a apuração do Ministério Público. O conteúdo dela não é conhecido, pois o processo corre sob segredo de Justiça. Pode não ser nada demais. Pode ser apenas uma carta com conteúdo de campanha eleitoral padrão, mas também pode não ser. Pelo fato de ter sido apreendida e enviada para averiguação do MP, suponho que o seu conteúdo não seja tão inocente. Aliás, a imprensa não deveria mais ficar perguntando para o Bolsonaro se o nazismo é de direita ou de esquerda, como fez em Israel. A gente já conhece a resposta. Tem que perguntar o que tinha naquela carta enviada para o seu simpatizante nazista de Minas Gerais. É um direito do brasileiro conhecer que tipo de relação seu presidente mantinha com um extremista criminoso.

    É evidente a sintonia entre algumas das principais pautas de Bolsonaro e as dos nazistas: o ataque às minorias, a defesa da família, o nacionalismo e o combate ao comunismo. Isso não faz de Bolsonaro um nazista, mas não deixa dúvidas de que o bolsonarismo e o nazismo estão em espectros ideológicos muito próximos. Mas muito mesmo. Bolsonaro pode não ser nazista, mas tem amigos que são.

     

    Com informações de altamiroborges.blogspot.com

  • É notório que as últimas eleições ratificaram uma mudança, significativa, nas relações sociais. Num mundo virtual, como o que vivemos, bravatas e ilusões dominam as sociedades que buscam um milagre, antes encontrado na fé, que hoje transbordam nos baús cibernéticos.

    O Governo que irá assumir nossa República no dia 1° de janeiro de 2018 usou e usa, com abundância, desse artifício e sem pudor aponta para o extermínio de conquistas trabalhistas e sociais que datam de décadas. Não basta o (des) Governo Temer ter massacrado as Leis Trabalhistas, implementas da Era Vargas, o futuro presidente quer aniquilar com o mundo do trabalho.

    Ao empresariado as benesses e aos trabalhadores o prejuízo, incalculável, tanto econômico quanto social. Mais que o humilhante trabalho intermitente, Bolsonaro aponta dois caminhos para o mundo laboral: ou direitos ou emprego. Mas, que emprego? Até o momento não foi apresentada proposta concreta de geração de emprego e renda.

    Ao contrário! Apresenta-se a chamada Carteira Verde e Amarela que, sendo opção, o cidadão declina dos seus direitos trabalhistas que, ainda, restam como o FGTS, PIS etc. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro disse que a meta era reduzir o número de ministérios de 29 para "no máximo" 15. Mas, nesta terça-feira (13) já mudou o discurso – como vem ocorrendo – e disse que o número deve ficar entre 17 e 18. Entretanto hoje (05 de dezembro de 2018) o número está em 22 ministérios – será que para por aí?

    Mesmo assim, o alerta deve ser total. Dentre as modificações ministeriais, o presidente eleito falou em fusões e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), segundo o anúncio, será incorporado à três pastas – as políticas ligadas ao emprego ficarão no futuro Ministério da Economia (Paulo Guedes); a parte que cuida da concessão de cartas sindicais e fiscalização do trabalho escravo seguirá para futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública (Sérgio Moro); restante ficará no Ministério da Cidadania, de Osmar Terra (MDB).

    A perda da autonomia do MTE coloca os trabalhadores em desvantagem. Para quem analisa o caso de fora do furação vê que haverá o estímulo ao descumprimento da legislação, um possível aumento de ações trabalhistas, enfraquecimento das investigações do próprio MPT, dentre outros pontos.

    A Reforma Previdenciária é o tema do momento. No vai e vem das ameaças e chantagens, números fictícios são apresentados e, vestidos de negatividades, a dívida está sendo enviada aos trabalhadores. Afirmar que o déficit da Previdência Social é por conta do excesso de aposentadorias precoces é, no mínimo, subestimar a inteligência dos brasileiros. Dentre diversos pontos, estudos comprovam que há, sim, altíssima inadimplência por parte do empresariado e, não, do trabalhador.

    Outro ponto que merece a atenção dos trabalhadores é quanto à declarada perseguição aos órgãos representativos – os Sindicatos. Inúmeras vezes, esse novo “líder” da Nação falou em exterminar com os ativismos e os ativistas. Um anúncio de “Caça às Bruxas” em cadeia nacional. Mais uma vez, comprova que este futuro Governo não é do povo e, sim, das oligarquias não só brasileiras como internacionais.

    A Idade das Trevas tem seu retorno e, como inquisidor, o Governo pretende deixar os trabalhadores a mercê dos mandos e desmandos dos empregadores. E a senda rumo ao caos continua. Percebe-se outro ponto de relevância que trata do anúncio de privatização geral, ampla e irrestrita. A ilusão de que tudo que é público não presta leva parte da minoria brasileira a pregar que, realmente, o melhor é vender. A falácia de que tudo o que existe no exterior é melhor que no Brasil é conto da carochinha. Programas sociais que aumentam a qualidade de vida do brasileiro existem e valem a pena conhecer. As mentiras implantadas pelas redes sociais sobre esses Programas precisam ser desmascaradas, para que o Estado de Direito possa reinar para todos.

    Ainda falando de privatizações, o Setor de Serviços – que engloba o setor portuário – tem a maior participação no Produto Interno Bruto (PIB). No 1º trimestre de 2018, o setor representou 72,5% do valor adicionado do PIB brasileiro. Mas, o fantasma da privatização volta a assombrar os trabalhadores portuários. Esse novo Governo aponta para as vendas das Cias. Docas. Caso se consolidem, além de milhares de desempregados, as sociedades irão amargar com uma queda na economia de inúmeros municípios e estados.

    A importância dos portos 3 é gigantesca e não falta pretendente para arrematar essas peças, sem olhar os dentes. A economia brasileira corre sério risco. Prepotencia e arrogancia dominam o staff bolsonarista. Posições desastrosas em relação ao comércio exterior levaram o Governo chinês a avisar ao Brasil que, se a opção do país em 2019 for por romper acordos com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira. Outro problema poderá ocorrer, caso o novo Governo acabe com o chamado Sistema S, que engloba o Sesi, Sesc e Senat.

    No caso do setor portuário, o fim do Sistema será profundamente prejudicial, sem falar no retrocesso. Nos últimos anos, trabalhadores e empresariado do setor vêm estruturando um modelo de treinamento utilizando parte do Sistema S.

    Embora as bravatas e ilusões tenham vencido uma batalha, a guerra pelo Estado Democrático de Direito, ainda, não acabou. Representantes dos trabalhadores de diversos setores laborais se movimentam para inibir o massacre com mundo do trabalho.

    A Federação Nacional dos Estivadores (FNE) não está de braços cruzados. Cumprindo seu papel institucional e sua responsabilidade para com os trabalhadores portuários estivadores está em defesa dos portos brasileiros e dos direitos trabalhistas e previdenciários. Articulações com o parlamento – Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Governo dos Estados e Prefeituras – já estão sendo traçadas. Não temos medo e avisamos que haverá enfrentamento!

    *José Adilson Pereira é presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), vice-presidente da Conttmaf, presidente da Intersindical da Orla Portuária ES e do Sindicato dos Estivadores ES e vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).


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