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Ter, Jun

Jerusalém

  • Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) inaugura, nesta sexta-feira (15), uma campanha internacional em solidariedade ao povo palestino para denunciar a agressão que o governo dos Estados Unidos cometeu contra aquele país ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    “A FSM proclama uma semana de solidariedade ativa e militante com o povo heroico da Palestina”, diz a convocatória. A entidade sindical conclama a classe trabalhadora para organizar manifestações, durante toda a semana, contra a decisão do presidente estadunidense Donald Trump.

    palestina es cartaz

    Em São Paulo, organizações solidárias com a Palestina, farão um grande ato de repúdio ao governo Trump. Segundo a organização da iniciativa, os manifestantes se concentrarão a partir das 15 horas na Estátua do Borba Gato (Avenida Santo Amaro, 5700) e sairão em caminhada até o Consulado dos Estados Unidos. (Confira os detalhes do evento na página do Facebook). A CTB se soma nesta atividade.

    “Para os povos de todo o mundo e para a Federação Sindical Mundial Jerusalém Oriental é a capital da Palestina, dentro das fronteiras de 1967”, conclui o comunicado. (leia aqui a íntegra).

    A campanha se estende até a próxima quinta-feira (21) e contará com a participação de entidades sindicais em todo o mundo. 

    Portal CTB 

  • O Comitê de Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) denunciou o Estado de Israel pela detenção e prisão da palestina Ahed Tamimi, de 16 anos, por confrontar dois soldados israelenses que estavam em frente à sua casa.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    A detenção ocorreu em dezembro em meio aos protestos palestinos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

    “A prisão da jovem palestina, de apenas 16 anos, ocorre num contexto de guerras imperialistas, que têm ceifado a vida de diversas pessoas, em sua maioria jovens”, expressou a secretária de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, que também integra o comitê da FSM.

    Precisamos denunciar essa realidade, disse Luiza, bem como tais prisões arbitrárias. “Os jovens não devem ser punidos por lutarem por seus direitos”, sublinhou a dirigente.

    Além de repudiar a ação e exigir a liberação imediata de Ahed o comitê fez um chamado aos jovens trabalhadores em todo o mundo para que se solidarizem com a jovem. Vários países já demonstraram seu apoio e estão denunciando sua prisão. Confira a galeria de fotos clicando aqui.

    Participe desta campanha! Baixe o cartaz (aqui)  e denuncie a prisão de  Ahed Tamimi.

    Portal CTB 

  • Pressionado pelo chamado agronegócio e enquadrado pelos militares, Jair Bolsonaro não cumpriu a promessa de transferir a embaixada brasileira em Israel para a cidade de Jerusalém, feita durante a campanha presidencial. Parece ter sido mais um produto da sua próspera fábrica de fake news. Ainda assim sua visita ao país sionista, hoje dirigido por um desacreditado líder de extrema direita (Benjamin Netanyahu), tende a provocar sensíveis prejuízos à economia nacional.

    O líder da extrema direita tropical, que tem por guru um astrólogo alucinado que se acha filósofo, resolveu instalar um escritório comercial em Jerusalém, o que foi descrito pelo general Mourão, seu vice, como “um passo intermediário”. Na realidade, é bem menos do que prometeu a Netanyahu, mas o gesto despertou a indignação dos palestinos, cujo território foi ocupado ilegalmente pelos judeus, e contribuiu para azedar um pouco mais as relações entre o Brasil e a comunidade árabe.

    Em nota divulgada domingo (31), a Autoridade Palestina condenou “nos termos mais fortes” a decisão, que considera  "uma violação flagrante da legitimidade e das resoluções internacionais, uma agressão direta ao nosso povo e a seus direitos e uma resposta afirmativa para a pressão israelense-americana que mira reforçar a ocupação e a construção de assentamentos na área ocupada em Jerusalém".

    Israel é um Estado notoriamente opressor que vive à margem do Direito Internacional, em conflito com o Conselho de Segurança da ONU, mas cujas ações criminosas são respaldadas pelo poder militar dos Estados Unidos. O governo atual está completamente isolado em sua pretensão de transferir a capital de Tel Aviv para Jerusalém, que conta apenas com o apoio de Donald Trump e de autoridades australianas.

    A ONU considera Jerusalém Oriental como território palestino ocupado ilegalmente, tendo declarado em 1980 que se trata de uma violação do Direito Internacional. O status final da cidade deve ser negociado entre as partes, de acordo com a organização, que por meio da resolução 478 recomendou a todos os países com representação em Jerusalém que se retirassem de lá.

    A política de Bolsonaro para Israel, apoiada por alguns grupos evangélicos, está em sintonia com a estratégia de Washington para o Oriente Médio e evidentemente visa agradar o bilionário Donald Trump, ídolo e patrão do capitão. Em contrapartida, contraria as tradições do Itamaraty, é nociva aos interesses nacionais e prejudicial particularmente para nosso comércio exterior, conforme alertou o economista Márcio Pochmann.    

    O intercâmbio do Brasil com os árabes é muito mais relevante do que com Israel. Somente em janeiro deste ano as exportações brasileiras para os países árabes somaram US$ 1,2 bilhão, o que significa 6,4% do valor total das nossas vendas ao exterior. Já as importações custaram US$ 597 milhões, o que resulta num superávit comercial de US$ 621 milhões em apenas um mês.

    As exportações para Israel são uma fração disto. Alcançaram apenas US$ 57,33 milhões no mesmo mês, ou seja, cerca de 22 vezes menos. O valor das importações foi de US$ 184,55 milhões, o que significa um saldo negativo de US$ 127,22 milhões. São números eloquentes.

    Se a política externa brasileira fosse guiada pelos interesses nacionais, combinados com princípios democráticos e civilizatórios consagrados no Direito Internacional, como de resto ocorreu na época de Lula e Dilma, o caminho seria outro. Ao contrário do que costuma alardear, o presidente da extrema direita se orienta pela mais tosca das ideologias, um ódio cego ao comunismo e absoluta submissão ao imperialismo liderado pelos EUA. O Brasil não tem nada a ganhar, mas terá muito a perder se continuar neste rumo.

    Umberto Martins