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Ter, Jun

Jornalistas Livres

  • Viraliza na internet mais uma piada de uma pérola da mídia tupiniquim. Em pleno século 21, uma revista de (des)informação fez reportagem sobre a esposa do ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer, Marcela, com o título sugestivo de “Bela, recatada e do lar”.

    “É a mesma infâmia feita por Jair Bolsonaro, quando homenageou notório e covarde torturador da ditadura de 1964, para mostrar todo seu ódio à presidenta Dilma e votar pelo golpe à democracia”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, mostra-se surpresa com tamanha desfaçatez. “Parece que as revistas brasileiras estão disputando palmo a palmo qual desce mais o nível para jorrar à sociedade seu ódio a tudo o que foi conquistado com os governos Lula e Dilma na questão dos direitos sociais e individuais”.

    Ivânia confirma essa tese e diz que “os machistas querem transformar as mulheres em ‘rainhas do lar’, que nada mais seriam do que escravas domésticas, com obrigação de cuidar da casa, dos filhos e sempre pronta para servir o marido, sem nunca reclamar”.

    De acordo com a sindicalista sergipana, a reportagem evidencia o caráter mais perverso da cultura machista e patriarcal, que agora pretende “retroceder para modos de vida pré-capitalistas e assim semear a ideia de que lugar de mulher é somente dentro de casa”.

    Assista ao vídeo dos Jornalistas Livres com a filósofa Márcia Tiburi

     

    “Só falta agora defenderem que as mulheres cubram seus corpos com burca (vestimenta de certos grupos mulçumanos, onde apenas os olhos da mulher aparecem) ”, ataca Gicélia. Ela reclama da misoginia muito presente na mídia burguesa atualmente. “Parece que ser mulher independente, batalhadora e defensora dos seus direitos virou ofensa”.

    Objetivo é atacar Dilma

    Para Ivânia, o objetivo da publicação foi atacar a figura da presidenta Dilma, perseguida pela ditadura, lutadora e a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Para ela, esse pensamento visa reduzir o papel das mulheres na sociedade.

    “Elas devem ter somente o direito de ser a primeira a acordar, realizar todas as tarefas domésticas e estar sempre pronta para o marido”. Não pode, portanto, “ter opinião sobre a política, a vida e muito menos sonhar com uma vida de direitos”.

    Mas “a maioria das mulheres brasileiras tem tripla jornada de trabalho, somente isso já poderia colocá-las entre as mais belas”, no entanto, elas ainda “saem às ruas, manifestam suas vontades e querem ser respeitadas em seus direitos”, afirma Ivânia.

    As “mulheres trabalhadoras são mais do que perfeitas”, acentua Gicélia, “somos belas, cada uma na sua singularidade e sabemos que o futuro nos pertence por estarmos do lado certo da história, o lado da vida, do trabalho e da liberdade”.

    Já Ivânia ressalta as conquistas das mulheres no mundo do trabalho. “Somos trabalhadoras, empresárias, respeitamos toda a diversidade brasileira e, por isso, somos sim as belas da sociedade”. Segundo ela, “as mulheres têm feito a diferença no país e vão continuar fazendo ainda mais”.

    Porque “não queremos ser iguais aos homens, queremos igualdade de direitos e deveres, mas queremos manter as nossas individualidades, inclusive na forma de amar”. Para ela, “ninguém pode determinar o lugar da mulher, a não ser ela própria”.

    “Exigir que a mulher se cale diante de seu companheiro e aceite o papel de subalterna, é no mínimo cair no ridículo”, afirma Ivânia. “Podem espernear à vontade, mas estaremos em todos os lugares que quisermos estar”, garante Gicélia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • A direita mais reacionária da sociedade paulistana mostra a sua cara nestas eleições com atitudes que não aparecem nas campanhas dos seus respectivos candidatos. Celso Russomanno (PRB) tenta censurar os Jornalistas Livres e um ex-assessor de João Doria Junior (PSDB), Luiz Carlos Franco, o acusa de falsidade e perseguição.

    Franco escreve em seu Facebook sobre o candidato do PSDB: “Cruzamos caminhos algumas vezes, e após eu ter investido dois anos de minha vida profissional para torná-lo presidente da Embratur, foi capaz de oferecer seus serviços de agência à TAM – Linhas Aéreas, onde eu trabalhava, o que implicaria – se o comandante Rolim aceitasse – na minha demissão”.

    Já o candidato do PRB entrou com ação contra os Jornalistas Livres para tirar do ar a entrevista com Cleide Cruz, a caixa de supermercado humilhada por ele numa reportagem de 10 anos atrás, exibida pela Band (assista aqui a reportagem do então deputado federal).

    De acordo com os Jornalistas Livres, “o processo está sendo movido por nada menos do que 11 advogados contratados por Russomanno, que solicitou à Justiça a retirada da reportagem do ar antes mesmo que os Jornalistas Livres pudessem apresentar sua defesa” (assista a entrevista com a trabalhadora aqui).

    Explicam ainda que o juiz Sidney da Silva Braga, da 1ª zona eleitoral de São Paulo negou o pedido do candidato, afirmando não enxergar nenhum motivo que justificasse a retirada da reportagem do ar.

    Em relação a Doria, Franco afirma ainda que ele “pediu minha cabeça ao sr. Frias (Octavio), dono da Folha (de S.Paulo), por discordar de artigos que publiquei. Tive certeza da sua fidelidade ao ser informado pelo comandante Rolim sobre sua proposta; e pelo jornalista Adilson Laranjeira, meu chefe à época na Folha da Tarde”.

    Para ele, “Joãodoria45 é tão verdadeiro quanto nota de R$ 30,00, ou como o tingimento de seus cabelos ou o Botox que andou aplicando” (saiba mais aqui).

    Portal CTB com agências

  •  Começa neste domingo (10) a ocupação cultural permanente do Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, em defesa da democracia. Com as hashtags #OcupeaDemocracia e #MúsicaPelaDemocracia, eles prometem ficar pelo menos até o domingo (17), quando o golpe pode ser em terrado definitivamente.

    É a data prevista para a Câmara dos Deputados votarem o impeachment da presidenta Dilma, caso o parecer do relator, Jovair Arantes (PTB-GO), seja aprovado na comissão. A proposta de votar essa infâmia no domingo foi do deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, por julgar ser mais fácil juntar apoiadores do golpe, em Brasília.

    Segundo os Jornalistas Livres, “artistas e produtoras, ativistas, coletivos artísticos e de intervenção urbana, defensores da pluralidade e da diversidade, convidam a todas e todos para uma experiência coletiva de partilha sobre o significado da democracia e da cidadania. Esta ação é política, social, cultural e de todas as cores”.

    Trio Alvorada - De rosto colado

     

    Os organizadores prometem programação diversificada capaz de atingir todos os públicos. A partir de amanhã começam debates, piqueniques, oficinas e muitos espetáculos de música, arte circense, teatro e muitas outras atividades.

    Eles convidam também a participação e todas e todos num grande acampamento contra a trama golpista em marcha no país. “Traga sua barraca, sua arte, seus sonhos para partilhar com a gente”, dizem os organizadores.

    Esse acampamento da liberdade promete revigorar as campanhas em favor da democracia “com mais amor e pluralidade”, acentuam, porque “o ódio, a intolerância, o preconceito e o golpismo não nos representam”.

    A ocupação do Largo da Batata se insere nas inúmeras manifestações que vêm ocorrendo em todo o país unindo todas as forças que desejam manter as liberdades democráticas e sonham com um país mais justo e igual, onde a dignidade humana prevaleça.

    Lucas Santtana - Para onde irá essa noite?:

     

    Artistas confirmados para domingo (10):

    14h Viviane Figueredo (Clown)

    16h Bichos do Mundo

    17h Pequeno Cidadão

    18h Chico César

    19h Lucas Santtana

    20h As Bahias e a Cozinha Mineira

    21h Trio Alvorada

    Os organizadores pedem para quem “não puder estar junto fisicamente”, participar “através de vídeos e fotos postados no facebook e instagram com as hashtags #MúsicaPelaDemocracia e #OcupeaDemocracia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Unidade Popular contra o fascismo (Foto: Ricardo Stuckert)

    Para espantar o fantasma da ditadura fascista, partidos democráticos se unem no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2), dois dias antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a sua prisão, mesmo sem provas.

    A análise do STF sobre o pedido da defesa de Lula, ocorre nesta quarta-feira (4), não sem intensa pressão da mídia golpista e de empresários acusados de liberar e de até pagar seus funcionários para sair às ruas pedindo a prisão do ex-presidente. 

    lula circo voador publico midia ninja

    Circo Voador tomado pela democracia na noite de segunda (2), no Rio de Janeiro (Foto: Mídia Ninja)

    O general de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa ameaça o STF com intervenção militar no país. Diz que “Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem”, sobre a possibilidade de ser acatado o pedido da defesa de Lula. 

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    Movimentos organizam vigílias e atos pelo país em defesa de Lula e da democracia; confira agenda

    Assista ao Ato pela Democracia completo 

    Unidade popular

    A reação das forças populares cresce ao mesmo tempo em que aumentam as ameaças. O Circo Voador no Rio de Janeiro, palco de tantas e históricas lutas pela liberdade, mais uma vez ficou lotado na noite desta segunda-feira em defesa da liberdade e dos Direitos Humanos.

    Os partidos progressistas e de esquerda se unem contra a onda fascista que assola o país e ameaça a vida das pessoas. O próprio Lula sofreu atentado a tiros em sua caravana pelo Sul do país. Representantes do PSB, PDT, PT, PSOL, PCdoB e PCO ergueram a voz pelo direito de Lula ser candidato a presidente e ter um julgamento de acordo com a Constituição Federal.

    Muitas vozes se erguem para combater o avanço do fascismo e da ditadura. Chico Buarque, Carlos Minc, Marcelo Freixo, Manuela D'Ávila, Celso Amorim, Lindbergh Farias, Jandira Feghali, Jean Wyllys, Fernando Haddad, Eduardo Suplicy e Marcia Tiburi falaram da importância de unidade das forças democráticas.

    Também destacam a necessidade de uma imprensa comprometida com os fatos e denunciam, mais uma vez, os assassinatos de Marielle Franco, Anderson Gomes, os cinco jovens executados na Chacina de Maricá (RJ), por acreditarem na possibilidade de transformar o mundo num lugar bom para se viver.

     “O que nos une é a luta pela liberdade”, ressalta Manuela D’Ávila. Isso porque “todos queremos as mesmas coisas, a liberdade, a igualdade, a soberania para defender o pão do povo”, complementa Celso Amorim.

    Mônica Tereza Benício, viúva de Marielle, afirma que o assassinato da vereadora do PSOL e do motorista Anderson Gomes também foi um atentado à democracia. Os Jornalistas Livres lembram os diversos assassinatos que têm ocorrido no país pós-golpe de Estado.

    Veja o discurso de Lula 

    Freixo defende a necessidade de as forças democráticas conversarem com sinceridade “olho no olho” porque “seja qual for a nossa diferença, ela é menor do que a luta de classes”. Já Lula denuncia o desmonte que está sendo feito da indústria nacional e dos cortes orçamentários das áreas sociais.

    Conclui o ato afirmando que “a luta é longa, mas vale a pena” para pôr o Brasil novamente nos trilhos do desenvolvimento soberano e com distribuição de renda.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações dos Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • A atriz Lívia La Gatta, dona da personagem Consuelo, dá dicas de como as mulheres podem contribuir para a economia brasileira sair da crise. De maneira irônica, ela mostra como o discurso do presidente Michel Temer no Dia Internacional da Mulher, contribuiu para isso.

    Acompanhe as fundamentais dicas de Consuelo: 

    Já a estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro, que se destacou no ano passado em discurso histórico na Assembleia Legislativa do Paraná sobre a ocupação de escolas e a luta pela educação pública, convoca as pessoas para participarem do Dia Nacional de Luta, na quarta-feira (15).

    Assista à convocação da jovem Ana Júlia Ribeiro: 

    Vídeo dos Jornalistas Livres conta com diversos depoimentos de mulheres atacando o discurso provocativo do presidente golpista na quarta-feira (8). “Temer, migo, seu louco! Eu poderia falar horas sobre todas as engenheiras, cientistas, tecnólogas do Brasil, todas as mulheres maravilhosas que romperam barreiras há séculos”, disse a jornalista Marina.

    Veja e reflita sobre o recado que as mulheres dão a Temer: 

    Para fazer compras aproveite as ofertas somente para as mulheres, do Supermercado Temer's. "Eu não sei o preço, mas a Marcela sabe".

    Assista o vídeo de Vozdobrasil Chicolobo: 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Os Jornalistas Livres gravaram um vídeo (assista no final) onde entrevistam meninos e meninas de até 11 anos distribuindo material de campanha do candidato Paulo Serra, do PSDB, à prefeitura de Santo André, no ABC Paulista.

    Serra enfrenta o atual prefeito da cidade, Carlos Grana, do PT, no segundo turno. A acusação viralizou na internet e é importante porque pela legislação no país ninguém com menos de 14 anos pode trabalhar.

    O vídeo mostra a garotada dizendo que ganha R$ 30 para distribuir material de campanha do candidato pelas ruas da cidade, sem lanche e sem nenhum acompanhamento.

    A denúncia lembra que o Artigo 403 da Lei 10.097 que alterou dispositivos da CLT no ano de 2000, proíbe empregar menores de 14 anos. Jovens entre 16 e 14 anos só poderão trabalhar em regime de aprendiz, sob a orientação de um adulto e em lugares que não ofereçam riscos físicos, morais e psicológicos.

    “Em pleno período escolar em todo o estado, quando os alunos concluem o último trimestre do ano, parece que os tucanos não consideram a rua um lugar suficientemente arriscado para os filhos de pais pobres”, diz a reportagem dos Jornalistas Livres.

    Assista 

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Entre as comemorações dos 30 anos do programa Roda Viva, da TV Cultura, de São Paulo, estava a “entrevista” com o presidente golpista Michel Temer. Para entrevistá-lo no Palácio da Alvorada, em Brasília, foi escolhido um time da mais fina flor do jornalismo serviçal.

    O Roda Viva convidou para entrevistar Temer, Willian Corrêa, diretor de jornalismo da TV Cultura, João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado, Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de S.Paulo, Eliane Cantanhêde, colunista de O Estado de S. Paulo e Ricardo Noblat, colunista de O Globo.

    Não deu outra. Com esse renomado time o que deveria ser uma entrevista para esclarecer a opinião pública virou peça de propaganda para Temer. Fui tudo tão escancarado que o compositor e escritor Chico Buarque não aguentou e encaminhou uma notificação extrajudicial pedindo a retirada de sua música da trilha sonora do programa.

    Roda Viva (Chico Buarque) 

    Apesar de a direção da emissora afirmar que a retirada da canção Roda Viva não diz respeito ao pedido do autor da música e da peça homônima, de 1967, o artista falou aos Jornalistas Livres sobre o assunto e divulgou a notificação, assinada por seu advogado.

    “A Lei 9.610/98, também conhecida como Lei de Direitos Autorais, determina, no seu artigo 22, que ‘Pertence ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou’. Reconhece a melhor doutrina que ao autor a lei reserva prerrogativas de natureza patrimonial ou econômicas e moral. As prerrogativas morais, também conhecidas por direitos morais do autor, integram a categoria dos direitos da personalidade”, diz trecho da notificação (leia a íntegra aqui).

    Inclusive circula pelo site Avaaz uma petição pedindo a retirada da música do programa. “Ao romper descaradamente com a democracia e o compromisso com a informação, assumindo o papel de agência de publicidade, o programa não merece mais carregar como nome de batismo o título, e como música de abertura a ilustre canção de um artista que jamais virou as costas para a democracia e os interesses do povo brasileiro: Chico Buarque”, diz trecho do abaixo-assinado (assine aqui).

    Com toda essa polêmica vazou nas redes sociais a nova trilha sonora do ex-programa de jornalismo, que está no ar na emissora pública do estado de São Paulo desde 1986. Ouça abaixo a nova música, muito mais afeita ao caráter do programa apresentado por Augusto Nunes.

    Nova trilha sonora do programa da TV Cultura (Amigos do peito, música do grupo infantil Balão Mágico) 

    A música e a peça Roda Viva foram escritas no conturbado ano de 1967 e viraram uma guinada na carreira de Chico Buarque. Em um ensaio da peça dirigida por José Celso Martinez Correa, o elenco viu o teatro ser invadido por extremistas fascistas do Comando de Caça aos Comunistas para surrá-los. A música e a peça certamente não combinam com a maneira como está sendo conduzido o programa homônimo.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Rio News

  • Neste domingo (24), pela manhã, ocorreu o Piquenique pela Democracia na avenida Paulista, em São Paulo, e à tarde, uma verdadeira multidão tomou a Paulista para gritar mais uma vez contra o golpe. O ato começou no vão do Masp.

    Os manifestantes mais uma vez dizem "Fica Querida", para a presidenta Dilma. De acordo com os manifestantes, ninguém vai ficar parado vendo Temer e Cunha tomarem o poder sem disputar a eleição em 2018, como manda a Constituição.

    A proposta é intensificar as manifestações que começaram a acontecer, espontaneamente, em todo o país, após a fatídica votação no domingo (17), na Câmara dos Deputados.

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    Paulista ficou pequena na noite desta quinta (21) para ato espontâneo em defesa da democracia

    Manifestantes fazem protesto em frente à casa de Temer em Brasília

    “Mulheres Não Recatadas” protestam contra machismo da Veja

    A norte-americana CNN também denuncia o golpe dos sem voto no Brasil. Assista!

    O músico Evandro Fióti disse que o país "precisa dessa chacoalhada para ter noção das conquistas" e que a luta é para manter os avanços e dizer não ao retrocesso. "A gente viu depois de domingo que não tem como não se posicionar contra um congresso medieval que não nos representa, e o mais triste é saber que essas pessoas comandam o país. Depois de domingo acho que todos devem assumir a sua responsabilide e lutar como nossos pais lutaram na década de 1970 e 1980. É importante conversarmos com nossos pais, amigos, colegas de trabalho e esclarecê-los, porque a mídia mais uma vez está colocando o povo contra o povo".

    Rio de Janeiro

    Também ocorreu escracho em frente à casa do deputado Jair Bolsonaro, na avenida Lucio Costa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.  A proposta da juventude é não dar arrego aos golpistas até que aprendam a respeitar as urnas e o povo brasileiro.

    Campinas

    Um grupo de jovens reuniu-se na manhã deste domingo (24) em frente a casa do deputado Carlos Sampaio, em Campinas, interior de São Paulo. Sampaio é um dos maiores articuladores da ala tucana pelo golpe de Estado tramado pela direita, comandada pela família Marinho, dona da Rede Globo e por grupos econômicos estrangeiros.

    Portal CTB com Redação da Tal, Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • Movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais e movimento estudantil repudiam a excessiva violência da Polícia Militar do Distrito Federal, sob as ordens do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) contra os manifestantes desta terça-feira (29), em Brasília, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela o orçamento da educação e saúde públicas por 20 anos.

    No vídeo do Mídia Ninja, cinco policiais armados espancam um rapaz, inclusive já imobilizado. O policial grita com parlamentares que o comandante da operação está madando avançar sobre os manifestantes (assista abaixo).  

    Os Jornalistas Livres mostram depoimentos de jovens, no qual uma menina do Oiapoque, no Amapá reclama que “hoje, infelizmente, fomos tratados como marginais” por uma polícia totalmente despreparada. Mas “nós estamos reivindicando inclusive os próprios direitos deles", finaliza. Em outro vídeo a violência policial fica patente (assista a seguir os dois vídeos). 

     

    “Fomos duramente reprimidos sem nenhuma justificativa”, diz Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Quem está aqui hoje são estudantes de todo Brasil, pais de família, crianças, gente que não pode se defender”.

    Vitral denuncia a tamanha covardia como a de hoje, jogar tantas bombas em pessoas que protestavam pacificamente”. Já Ana Júlia Ribeiro acredita que a PM do DF se mostrou totalmente despreparada.

    “A polícia agiu de forma despreparada e desproporcional. Haviam vários grupos de estudantes de diversos estados do país, estudantes que viajaram durante horas para se manifestar democraticamente e pacificamente”, diz ela.

    A estudante paranaense, ao contrário do que noticiou a mídia comercial, afirma que “os próprios estudantes além de ter ajudado a socorrer os manifestantes tentaram fazer com que algumas pessoas se acalmassem para não depredar o patrimônio público".

    Ela argumenta ainda que "não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático”.

    A secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco conta que o aparato policial transformou Brasília numa praça de guerra. “Estava tudo ocorrendo com muita tranquilidade até que os policiais partiram para cima dos manifestantes e de maneira ostensiva, aí a correria foi geral”, denuncia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Isabella Lanave

  • Milhares de estudantes secundaristas se concentraram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (26), a partir das 17 horas contra a Medida Provisória 746, conhecida como Lei Alexandre Frota (precisa falar mais?) que propõe uma reforma do ensino médio (leia mais aqui).

    "Acabou a paz. Mexer com estudante é mexer com Satanás. Olha o capeta!", gritam os secundaristas, diz a Mídia Ninja. Os estudantes reclamam que nenhuma entidade do movimento educacional foi consultada sobre essa reforma, além de que ela representa o fim da educação pública (veja mais aqui).

    De acordo com os Jornalistas Livres a “reforma” do ensino médio representa um golpe na educação para os secundaristas, que acreditam numa educação democrática. "O governo Temer não nos representa. Suas propostas não nos representam! O governo ilegítimo de Michel Temer não reflete nem representa a juventude".

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres 

    Com forte presença da Polícia Militar os estudantes saíram em passeata saiu pela Paulista rumo à sede do PMDB na avenida Brigadeiro Luís Antônio, “aos gritos de ‘Trabalhador, preste atenção: a nossa luta é pela educação’", diz a Mídia Ninja.

    Inclusive o Senado está com uma consulta pública sobre a MP 746 (vote aqui), na qual até o momento votaram a favor 2.033 e contra 44.343, vote contra você também. A pesquisadora Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, questiona em reportagem da revista Carta Escola, a “flexibilidade” nos últimos anos para os alunos decidirem o que pretendem estudar, de acordo com a MP.

    “Será uma escolha por aptidão e interesse ou será o que chamamos de uma ‘escolha forçada’, dada pelas circunstâncias e as condições sociais dos estudantes? Porque a realidade das redes não permite que todos os jovens tenham a mesma condição de escolher”, alerta.

    Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • O ex-ministro dao Esporte e da Defesa, Aldo Rebelo, falou aos Jornalistas Livres ter ficado esperançoso de a democracia vencer, após a presidenta eleita pelo voto direto, Dilma Rousseff agir no Senado Federal "com muito equilíbrio, muita serenidade e dominio dos temas do processo injusto contra ela", diz.

    "Isso nos dá esperança", acredita. Além de responder a todas as perguntas com firmeza, ela "deixou sem resposta a todas as perguntas que fez aos seus inquisidores". 

     

    Portal CTB

  • Mais uma vez, a cultura se manifesta contra opressão. A musica Cálice, de Chico Buarque e Gilberto Gil, que foi lembrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em artigo no jornal Folha de S.Paulo, é uma importante referência à resistência cultural à ditadura civil-militar (1964-1985), mantendo-se atualíssima nos dias atuais e estará presente no Festival Lula Livre na noite deste sábado (28).

    Chico Buarque e Gilberto Gil catarolam a canção Cálice e censor desliga os microfones 

    Os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, vão tremer com o espetáculo arquitetado por Chico Buarque e Martinho da Vila. O Festival Lula Livre reúne no palco principal pelo menos 40 artistas, representando toda a diversidade cultural brasileira e ultrapassará 10 horas do melhor da música popular brasileira. Além de chamar a sociedade à resistência ao estado de exceção implantado em 2016.

    Muito importante a participação de artistas em defesa da liberdade do ex-presidente Lula, preso desde 7 de abril, sem ter tido o direito a todos os recursos que a justiça permite e, pior, sem nenhuma prova de crime. A luta é também para ser respeitado o direito dele ser candidato nas eleições de outubro.

    Música todos os cantos do país pelo grito de "Lula Livre” e pelo restabelecimento do Estado Democrático de Direito.

    Papo Reto, de Dani Nega e Craca, presentes ao espetáculo por Lula Livre 

    Quem está no Rio de Janeiro tem essa chance de apreciar esse espetáculo único e ainda apoiar a luta do povo brasileiro por eleições livres e limpas em outubro, com todos os candidatos. Quem não tem a possibilidade de estar no Rio, poderá assistir pela TVT, a partir das 19h30, 44.1, por antena digital.

    Não foi Cabral, de MC Carol, que também estará no show 

    Os Jornalistas Livres e a Mídia Ninja também transmitirão ao vivo esse show que promete subir o som para que o Judiciário acorde e restabeleça a Justiça no país. O show será encerrado pela apresentação imperdível de Chico Buarque e Gilberto Gil juntos.

    Esse espetáculo representa os mais de 90% de brasileiras e brasileiros que rejeitam o projeto de retrocessos implantado por Michel Temer, após o golpe de Estado de 2016. “Artistas, intelectuais e movimentos sociais convocam um dia de festa e luta em defesa da democracia e pela liberdade de Lula. Queremos reunir milhares de vozes em um só coro por Lula Livre”, dizem os organizadores do ato-show. O espetáculo vai brilhar para afastar de nós esse cale-se da ditadura midátio-juridico-parlamentar que acaba com todos os direitos da classe trabalhadora.

    Cálice foi gravada em 1978 por Chico Buarque e Milton Nascimento para marcar o fim da censura 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O golpe de Estado acontecido em agosto de 2016 no país, parece ter chegado ao acervo da Biblioteca da Presidência da República. A única mulher a ocupar o cargo de primeira mandatária do país não aparece na lista de ex-presidentes.

    Ato falho? Freud explica? “Não existe explicação plausível para tamanho erro”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O erro dos responsáveis pelo acervo de ex-presidentes foi descoberto pelos Jornalistas Livres, que imediatamente copiou a página online da biblioteca e a publicou em seu Facebook.

    Consta do acervo todos que ocuparam o cargo desde a Proclamação da República, mas para na biografia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fica a lacuna da galeria de ex-presidentes a partir de 2010. Sete anos após a eleição da ex-presidenta Dilma Rousseff, a gafe histórica ainda está lá.

    “A república brasileira levou 121 anos para eleger uma mulher para ocupar a Presidência e agora querem apagar essa linda página da nossa história? Já não basta desfecharem um golpe para tirar todos os direitos da classe trabalhadora e barrar os avanços conquistados pelas mulheres?”, questiona Pereira.

    biblioteca ex presidentes falta dilma

    Dilma não aparece na lista de ex-presidentes na Biblioteca da Presidência da República. Tem explicação?

    Como diz a "Canção para a Unidade Latino-Americana", de Chico Buarque e Pablo Milanés: "A História é um carro alegre/Cheio de um povo contente/Que atropela indiferente/Todo aquele que a negue".

    Até o momento desta publicação, os responsáveis pelo departamento não haviam se pronunciado a respeito.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Ouça a bela canção de Chico e Milanés: 

  • A estudante Ana Júlia Ribeiro levantou esta suspeita em seu depoimento ao Portal CTB em reportagem publicada nesta quarta-feira (30). "Não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", disse ela sobre supostos manifestantes atirando objetos contra a Polícia Militar. Por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático” (leia mais aqui), concluiu a secundarista de 16 anos.

    Nesta quinta-feira (1º), os Jornalistas Livres publicaram imagens que fazem aumentar as suspeitas. Com o título “Estranho, muito estranho”, o grupo divulga uma sequência de fotos onde se vê “um grupo separado da manifestação jogando um coquetel molotov na direção da PM. Esta, por sua vez, atira bombas de gás nos estudantes que estão do outro lado do gramado em frente ao Congresso”, escreve o fotógrafo Lula Marques para os Jornalistas Livres.

    Assista e comprove 

    Depois do caso do capitão do Exército Willian Pina Botelho, flagrado como agente infiltrado em manifestações em São Paulo pedindo “Fora Temer”, há que se analisar bem essas imagens. Elas são estranhas, muito estranhas e a suspeita da estudante paranaense permanece.

    A sociedade tem o direito de saber se as manifestações contra o governo estão sendo monitoradas com infiltrados, como ocorria na época da ditadura civil-militar (1964-1985). Por tudo o que se vê, torna-se mais fundamental ainda a campanha por novas eleições Diretas Já.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Considerado o diário mais importante do mundo, o jornal The New York Times (NYT) faz uma série de reportagens sobre o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha contra a democracia brasileira.

    A equipe de correspondentes acompanhou algumas manifestações em defesa do Estado Democrático de Direito e das conquistas sociais dos últimos 13 anos. Os jornalistas norte-americanos produziram um vídeo, visualizado no mundo inteiro.

    Assista o vídeo do NYT 

    Camila Márdila (a Jéssica de Que Horas Ela Volta?) gravou uma chamada à resistência ao golpe. "Algo muito importante ainda está pra acontecer, não tem nada definido... A gente tem que prestar muita atenção ao que pode acontecer nos próximos dias nesse país, e não é só nas Olimpíadas”, diz a atriz.

    Veja Camila Márdila

     

    O vídeo “Golpe x Democracia”, do grupo Juventude Decidida, pergunta: "De que lado você está? De Eduardo Cunha, com várias acusações de atos ilícitos, ou de Dilma, sem nenhuma acusação comprovada?"

    Veja o vídeo e decida 

    Com muita irreverência, centenas de brasileiros e brasileiras tomaram a Times Square em Nova York, Estados Unidos, em defesa da democracia e pelo “Fora Temer”, no domingo (31). Chico César canta “as velhas raposas querem o galinheiro”...

    Assista

    Os Jornalistas Livres gravam vídeo de uma solenidade com a presença de políticos graúdos do PSDB paulista sobre a questão da saúde, onde ocorre um protesto contra o desmanche do SUS e os políticos se fazem de desentendidos.

    Estavam presentes José Serra (ministro interino das Relações Exteriores), Fernando Capez (presidente da Assembleia Legislativa de SP), Geraldo Alckmin (governador de SP), David Uip (secretário de Estado da Saúde) e Ricardo Barros (ministro da saúde do interino).

    Repare a cara de pau dos tucanos 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

  • Em vídeo gravado pelo Brasil de Fato e pelos Jornalistas Livres, a atriz Letícia Sabatella contou o que aconteceu no caso da agressão da qual foi vítima, na tarde deste domingo (31). Ela disse que mora ali perto e estava indo almoçar para depois ir ao ato “Fora Temer”.

    Sem se abater, Sabatella diz que sentiu “uma falta de argumento, que acabava chegando a um xingamento”, mas, que ela parou ali apenas para conversar com uma senhora que a abordou. “Isso é uma coisa que está fazendo parte do nosso país”, afirma.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que isso aconteceu "em decorrência das posições políticas assumidas por ela". Portanto, "os ataques à atriz acontecem porque essas pessoas acreditam que a mulher não pode opinar sobre política, economia, cultura, enfim, sobre nada que seja relacionado aos interesses da nação".

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    "Infelizmente uma agressão cometida não há como voltar atrás", lamenta Pereira, mas "a CTB repudia toda agressão misógina sofrida por uma mulher". Ela diz que "para essas pessoas, a mulher só presta se for de direita e submissa. Mas isso acontece graças ao golpe desse governo machista, misógino, homofóbico e racista". 

    Já Sabatella afirma que “é uma pena que não dá para conversar com as pessoas”. A atriz conta ainda que a “manifestação deles deve ter sido muito ruim” e, por isso, provavelmente agridem. E a “do ‘Fora Temer' foi muito mais amorosa”.

    A sempre inteligente e politizada Sabatella garante também que “isso está acontecendo com muitas pessoas, com pessoas maravilhosas, que eu estou vendo sofrer este tipo de coisa, ou coisas piores, injustiças mesmo. Como as prisões e mortes de índios Guarani e Kaiowá (leia mais aqui), com os sem-terra”.

    Assista o vídeo com o depoimento de Letícia Sabatella 

    Veja o vídeo da agressão feito pela própria atriz 

    Acompanhe vídeo com Alexandre Frota na manifestação fracassada em defesa golpe na avenida Paulista, em São Paulo, e entenda o clima de ódio, alimentado por quem não tem o que dizer 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Como ressalta o grupo Jornalistas Livres tudo aconteceu num único dia. Na manhã da sexta-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski concedeu liminar autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

    Com medo da repercussão de uma entrevista de Lula a poucos dias da eleição, o Partido Novo entrou com recurso e o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, conhecido por suas posições antipetistas, cassou a liminar, na noite da sexta-feira, com a argumentação de que uma entrevista de Lula poderia influenciar o resultado da eleição.

    “(…) determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral”, decidiu Fux.

     “A decisão de Fux é mais um reconhecimento da força de Lula e do crescimento da candidatura de Fernando Haddad”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. Para ela, já está muito claro que “a prisão de Lula tem a vontade de calar a voz de milhões de brasileiras e brasileiros”. Além de mostrar "o crescimento da campanha das mulheres contra o fascismo, que vai lotar as ruas de todo o país neste sábado".

    Além disso, define a sindicalista baiana, "o fato de um ministro conceder uma liminar pela manhã e à noite outro cassar essa liminar, mostra que o STF está dividido entre apoiadores do golpe de 2016 e defensores da Constituição e do Estado Democrático de Direito".

    Para Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar”. Ele ainda disse que a proibição de entrevista e de sua publicação “é uma bofetada na democracia brasileira” e “revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão”.

    Vânia reforça a convocação para a participação de todo mundo nas manifestações do #EleNão neste sábado (29). “Vamos nas gritar bem alto #EleNão para mostrar que queremos o país de volta à normalidade democrática e por nenhum direito a menos”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Reprodução/Facebook

  • Na noite de sexta-feira (22),  mesmo dia em que a presidenta Dilma denunciou a trama golpista dos sem voto no país, o letreiro luminoso do conhecidíssimo Times Square em Nova York, Estados Unidos, diz em tradução literal que "os brasileiros vão se opor às tentativas de minar a democracia".

    Assista o vídeo de Paulo Villaça:

     

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Neste fim de semana, o repórter da TV Globo, Márcio Canuto passou aperto em reportagem nas ruas de São Paulo. Um grupo de jovens apareceu com cartazes pedindo o “Fora Temer” e com palavras de ordem contra as reformas da previdência e trabalhista e a terceirização ilimitada.

    Ao perceber a ação, o cinegrafista começou a mudar de posição e Canuto ficou rodando, ao que os manifestantes acompanhavam. O grupo Imprença postou dois vídeos lado a lado. Um como as coisas aconteceram e outro como a Vênus platinada mostrou.

    Confira o constrangimento do repórter Canuto: 

    Festival de Curitiba

    Depois de Fernanda Montenegro, o ator Luiz Miranda sacudiu o público do 26º Festival de Curitiba neste fim de semana, após o término da peça de teatro “7 Conto”. Miranda denuncia a situação do país e defende que cada “artista pode contribuir com seu depoimento pessoal sobre questões que a gente acha relevante”.

    Ele afirma ainda que “é preciso que o povo brasileiro entenda que não vale a pena a gente contribuir para a desmoralização desde país como a gente tem contribuído”. Para ele, é necessário entender que “realmente somos uma nação”.

    O ator conclui ainda que “a nação não pode existir com privilégios e bens e riquezas particulares”. Miranda finaliza que “isso aqui é nosso e ninguém toma”. Aí o ator ia saindo do palco, e voltou correndo para gritar: "Fora Temer". O público ovacionou.

    Assista o emocionante discurso de Luiz Miranda: 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com contribuição de Raquel Wandelii, dos Jornalistas Livres. Foto: Rede Brasil Atual/Reprodução

  • “Mais uma vez estamos nas ruas da maior cidade do país neste histórico 8 de março para defender nossos direitos e barrar as reformas da previdência e trabalhista que trazem tantos prejuízos às mulheres trabalhadoras”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A animação da dirigente da CTB-SP tem motivos. Juntamente com mulhres de pelo menso 40 países, cerca de 50 mil mulheres marcharam pelas ruas da capital paulista contra as reformas do governo Temer e contra a violência.

    “Não podemos mais ficar caladas diante tantos estupros e assassinatos. O Brasil é o quinto país mais violento com as mulheres e isso tem que acabar”, reforça Bitencourt. “Precisamos estar permanentemente nas ruas pela democracia, que é a melhor forma de avançarmos no processo civilizacional”.

    Durante a caminhada, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que as mulheres jovens não sairão das ruas até o restabelecimento da ordem democrática.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    “Queremos ter aposentadoria no futuro e trabalho digno agora. Queremos também uma educação pública de qualidade, que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igual”, diz. Por isso, “defendemos uma reforma do ensino que contemple a juventude e os profissionais da educação. Não aceitaremos que privatizem nossas escolas”.

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, afirma que a central tem a igualdade de gênero como um de seus pilares. "O sindicalismo classista combate a exploração do trabalho assalariado e todas as formas de opressão. Dessa forma, a luta emancipacionista das mulheres contribui decisivamente para a construção de uma sociedade livre, democrática e iguatária e deve ter todo o apoio dos homens".

    Com as mulheres negras e indígenas à frente da marcha, que saiu das Praça da Sé, a passeata parou em frente ao posto do INSS na rua Xavier de Toledo para mostrar que as trabalhadoras e as jovens não aceitam a retirada de direitos. “Aposentadoria fica, Temer sai” Foi a palavra de ordem mais utilizada.

    Acompanhe as fotos da manifestação aqui.

    Já a secretária da Mulher do Sindicato dos Correios de São Paulo, Arlete Miranda (afastada para tratamento de saúde) reclama que o “Congresso e o governo Temer querem retroceder em muitas décadas na questão dos direitos trabalhistas, mas principalmente tirando conquistas das mulheres, que sempre são as mais prejudicadas.

    A passeata se encerrou após o encontro com as professoras e professores que estavam em assembleia no Vão do Masp, na avenida Paulista e outros grupos de mulheres que se juntaram para mostrar que não aceitam mais serem discriminadas e violentadas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Renato Bazan

  • A Marcha das Mulheres Negras toma as ruas de diversas cidades nesta terça-feira (25) - Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha - para levar as bandeiras da igualdade, da justiça e da liberdade.

    “Estamos nos organizando cada vez mais e indo para a rua nesse dia tão importante para as mulheres negras da América Latina e Caribe porque ainda temos muito a conquistar”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    De acordo com ela, as mulheres negras percebem os avanços ocorridos nos últimos anos, mas querem igualdade de direitos em todos os setores da sociedade e da vida. “Agora temos voz. A voz dada por nós mesmas, porque as mulheres negras passaram a perceber os valores contidos umas nas outras”.

    “A Marchas das Mulheres Negras denuncia os maus-tratos sofridos por nós duramente toda a história do Brasil”, afirma Lidiane Gomes, secretária da Igualdade Racial da CTB-SP. “Importante a união de forças das mulheres negras da América Latina e Caribe, porque a exclusão é igual em todos os lugares”, complementa.

    Enquanto Custódio vê as vozes das jovens feministas, que descem das favelas, ecoarem cada vez mais longe. “As jovens mulheres negras estão trazendo uma nova discussão, a partir de um novo olhar que está sendo construído”.

    Para ela, as jovens estão falando por si próprias, reivindicando seus espaços, sem esperar que falem por elas. “As mulheres negras estão construindo um novo lugar”. A sindicalista afirma ainda que “essa voz coletiva pode acabar ferindo quem luta contra nós”.

    E aí, diz Custódio, “essas pessoas vêm pra cima da gente com todo o racismo estrutural, com todo o racismo institucional”. Gomes reforça essa ideia ao dizer que “as mulheres negras são excluídas do sistema de saúde, do processo educacional e consequentemente do trabalho formal”.

    Ela observa ainda que “por uma herança do Brasil colônia, somos objetificadas sexualmente, porque não nos enxergam como seres humanos, mas apenas um objeto do desejo inconsciente”. Custódio concorda com isso e afirma existir um “duelo construtivo de ideias, um duelo cultural, onde ninguém sai desqualificada, porque todas têm o mesmo valor”.

    Por isso, conclui, “precisamos lutar ainda mais porque estão matando os nossos filhos e toda vez que um jovem negro morre, uma mãe negra morre um pouco também”. E reforça: “Ocuparemos as ruas das grandes cidades para dizer que nossas vidas importam”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Jornalistas Livres

  • A Polícia Militar reprimiu manifestação promovida pelos estivadores em Santos, litoral sul de São Paulo, nesta manhã no Dia Nacional de Luta, que leva milhares às ruas de todo o país.

    De acordo com os Jornalistas Livres, a tropa da PM usou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio contra a manifestação pacífica, que reivindica o arquivamento da PEC 287, conhecida com reforma da previdência.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    Portal CTB

  • O Odara Instituto da Mulher Negra e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) comemoraram o Dia da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, na terça-feira (25), em grande estilo. Realizaram uma conferência com a ativista norte-americana Angela Davis.

    A ex-militante do Partido dos Panteras Negras para Autodefesa, nos anos 1960 e 1970, nos Estados Unidos, não deixou por menos, foi brilhante. A autora do clássico “Mulheres, Raça e Classe”, publicado em português neste ano, afirmou que a luta das mulheres negras brasileiras se destaca no mundo.

    Davis iniciou a conferência afirmando que “me parece que, neste momento, o movimento das mulheres negras brasileiras representa o futuro do planeta”. Porque, para ela, as negras brasileiras representam a conexão das questões identitárias com a luta de classes.

    Assista a conferência completa: 

    A filósofa comunista representa um marco nos debates dessa questão. “Estamos nos renovando a cada dia e a conferência de Angela Davis nos ajuda a difundir ainda mais a necessidade de lutarmos unidas para conquistarmos nosso lugar no Brasil e no mundo”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Ela tem uma capacidade de construção política e teórica e de vida que permite compor ideias que para nós são sentimentos ainda não cristalizados. Então pensamos que é só nosso. Quando ela materializa esse sentimento naquilo que é um projeto nosso, ela nos ajuda a construir e reverberar a nossa voz”, reforça.

    Custódio concorda com Davis. “O que ela diz ressoa em nós. Se somos a base dessa pirâmide que estratifica não só economicamente nossas vidas, mas a nossa existência contextualiza a questão da luta de classes e se nos movemos, nos transformamos na força propulsora do novo”.

    “Nós resistiremos ao racismo, à exploração capitalista, ao hetero-patriarcado. Nós resistiremos ao preconceito contra o Islã, ao preconceito contra as pessoas com deficiência. Nós defenderemos o meio ambiente contra os insistentes ataques predatórios do capital”, acentua Davis.

    Leia a íntegra da conferência aqui

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Jornalistas Livres

  • Uma grande manifestação espontânea levou milhares de pessoas à avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21) – dia do herói da Inconfidência Mineira, Tiradentes – em ato combinado pelo Facebook, para gritar a nova palavra de ordem em defesa da democracia: Fica Querida.

    Justamente para se contrapor ao "tchau querida" que os deputados golpistas usaram no domingo (17), dia no qual disseram sim ao golpe tramado pela direita mais reacionária da sociedade brasileira. Os manifestantes de todas as idades, cores e orientações sexuais, também gritaram "Dilma Fica".

    Vários manifestantes mencionaram o circo armado na votação da aceitação do pedido de impeachment para a presidenta Dilma. Para a maioria, essa votação deixou claro por “quem eles estavam votando”.

    Tanto que a secundarista Anna Júlia Potye disse aos Jornalistas Livres que essa foi a sua “primeira vez numa manifestação pró-democracia”. Segundo ela, “aquele circo” criou um “desejo de justiça” e acabou inflamando a juventude a defender a liberdade.

    O estudante Luiz Dantas conta que “criaram um evento falso no Facebook” convocando para o ato e mesmo assim “o pessoal veio, o ato começou pequeno e foi crescendo”.

    Já a cientista social Maiara Beckrich acredita que a transmissão ao vivo da votação despertou muitas pessoas para o que realmente está acontecendo no país.

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    “Muita gente que estava em cima do muro, muita gente viu em nome de quem estavam votando aqueles deputados. Eu acho que essas pessoas que viram o cunho dessas falas também se mobilizaram e perceberam que não podiam estar do lado de lá, tinham que estar desse lado de cá mesmo”, afirma.

    “Toda vez que eu venho num protesto e tem um enorme número de mulheres, eu me sinto acolhida, me sinto à vontade num nível que não é compreensível, sabe?”, diz Anna Júlia. A estudante Márcia Rosa diz que “eles são todos contra mim” e complementa: “sou mulher, negra, pobre, lésbica e comunista”.

    Entre feministas, movimento negro, LGBT, indígenas e trabalhadores, o canto é uníssono: Dilma fica, e Cunha sai. Também entoaram cânticos com a frase “Dilma guerreira, mulher brasileira”. Diversas manifestantes disseram sentir-se atingidas pelos ataques misóginos à presidenta.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações dos Jornalistas Livres - Foto: Revista Fórum

    Assista vídeo de Henrique Cartaxo para os Jornalistas Livres:

     

  • O senador Roberto Requião (PMDB-PR) garante em depoimento aos Jornalistas Livres que o impeachment será derrotado no Senado Federal.

    Ele acredita que depois do corajoso depoimento da presidenta Dilma Rousseff no Senado, nesta segunda-feira (29), já existem 33 senadores com o voto consumado contra o impeachment.

    Assista Requião falando aos Jornalistas Livres 

    “Hoje eu acredito que nós vamos para 33 patriotas, esclarecidos, que não querem ver o Brasil numa guerra civil, com essas medidas alucinadas que o governo provisório está mandando para o Congresso”, afirma Requião.

    Em uma entrevista ao Mídia Ninja, o senador Telmário Mota (PDT-RR) diz que as respostas de Dilma dirimiram todas as sus dúvidas. Ele afirmou que Dilma pode sofrer uma “cassação política”, já que não tem crime de responsabilidade.

    “O PMDB saiu (do governo) e tirou a governabilidade, mas agora com a possibilidade de ela voltar. Agora ela sabe quem é quem e vai trabalhar com aqueles que têm compromisso com a nação”, reforça.

    Veja o depoimento de Telmário Mota ao Mídia Ninja 

    O senador Acir Gurgacz (PDT-PR) também mudou seu voto. “Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas, mas a questão é mais pela governabilidade, pelo interesse nacional", afirma. Ele garantiu que depois do depoimento de Dilma, vai votar contra o impeachment.

    Eleito pelo PMDB do Distrito Federal, o senador Hélio José, fez um questionamento sobre as políticas que mexem com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras à presidenta. “A senhora é a favor da reforma da previdência no tocante à restrição aposentadoria invalidez e auxílio doença?”

    Dilma respondeu que “sempre é possível melhorar a legislação”, defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e disse discordar de que o negociado possa prevalecer sobre o legislado. Satisfeito, o senador garante em sua rede social que votará contra o impeachment.

    Os três senadores que mudaram de voto denunciam invasões e ameaças em suas páginas de Facebook.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB