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18
Ter, Jun

Juventude Trabalhadora

  • Convidada a participar do Seminário da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, afirma que “a conjuntura mundial é um desalento para nós. O desemprego acaba com os sonhos da juventude”.

    O seminário ocorreu na sede do Sintaema entre a segunda-feira (19) e a quarta-feira (21). Para a cetebista, os debates foram importantes para “começarmos a entender a necessidade de aproximação da juventude, que está distante do movimento sindical por falta de informação”.

    Ela se baseia no relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017", da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo qual 70,9 milhões de jovens estão desempregados no mundo. “Isso é superior à população da França, por exemplo”, diz.

    A bancária gaúcha lembra ainda que a situação no Brasil é calamitosa. Cerca de 30% dos jovens estão desempregados e 77% estão na informalidade. “Isso significa que precisamos nos aproximar deles para entender a sua linguagem e mostrar que a nossa luta é para acabar com essa verdadeira escravidão”, acentua.

    Porque “apesar de predominar o individualismo na sociedade, sinto na parcela da juventude que trabalha uma vontade de participar e nós precisamos nos antenar para compreender o que querem”.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil conta com cerca de 60 milhões de jovens sendo que 25,8% nem trabalha, nem estuda. “Isso é muito grave porque ficamos sem perspectivas e à mercê do crime organizado”, reforça Bezerra.

    Para ela, o sonho da juventude brasileira atualmente consiste em ter emprego, uma boa educação, saúde e poder ir e vir em segurança e em paz. “A violência está nos tirando dos espaços públicos e são necessárias políticas públicas que possibilitem isso porque cada vez mais se exige especialização, como a chamada Revolução 4.0 está aí para confirmar”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Marciano Bortolin

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O presidente ilegítimo Michel Temer assumiu a Presidência interinamente em 12 de maio, mas o golpe se consumou em 31 de agosto de 2016, com o afastamento definitivo da presidenta eleita Dilma Rousseff.

    Começa o terror para a classe trabalhadora. “As marcas do golpe são de um profundo retrocesso. A oposição à época juntamente com a mídia, banqueiros, grandes empresários, parte do Judiciário e parte da Polícia "política" Federal consumaram o golpe do capital contra o trabalho”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ele, os retrocessos que mais atingem a classe trabalhadora referem-se à redução do Ministério da Previdência a uma secretaria, o que “acarreta enormes prejuízos para a seguridade social”.

    Além disso, “o governo ilegítimo acabou com a Política de Valorização do Salário Mínimo, o que afeta profundamente os aposentados, principalmente a maioria absoluta que ganha um salário mínimo”, complementa Araújo.

    Em um ano, o número de desempregados saltou para mais de 15 milhões de famílias, ou seja, de acordo com o IBGE, são mais de 26 milhões de pessoas desempregadas e subempregadas.

    Os cortes nos investimentos sociais tiraram do Bolsa Família mais de meio milhão de famílias. Além do congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, afetando terrivelmente a educação e a saúde públicas.

    Há também “a redução drástica de programas de acesso à universidade como o Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni)”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para Bezerra, “as reformas do ensino médio e trabalhista vêm no sentido de criar um exército de mão de obra barata, pouco qualificada e sem noção de cidadania, precarizando ainda mais o ingresso dos jovens no mercado de trabalho”.

    De acordo com ela, "os que mais sofrem as consequências são os jovens, os primeiros a serem demitidos e os que têm mais dificuldade para se recolocar no mercado de trabalho".

    Já para Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB, a tomada do poder por “um grupo machista, homofóbico e velho, criou um clima de instabilidade política ainda maior, aprofundando a crise e atacando todas as conquistas da classe trabalhadora e dos grupos ditos vulneráveis”.

    Na verdade, conta a vice-presidenta, o governo Temer aprofundo a “ausência do Estado onde a sua presença é mais necessária e com isso os índices de violência crescem assustadoramente”. Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, concorda com Pereira.

    “O Estado se virou contra a população que experimentava uma tímida melhoria de vida com as políticas públicas criadas para a inclusão”, reforça Custódio. “Esse governo representa a revolta da elite contra a classe trabalhadora”.

    Há também a entrega das riquezas nacionais com a permissão para a venda de terras para grupos estrangeiros, a proposta de privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, e o desmantelamento da Petrobras.

    O presidente da CTB lembra ainda de que a terceirização ilimitada foi aprovada. “Uma velha reivindicação do setor empresarial, que liquida com os direitos de quem trabalha, que se vê à mercê do rodízio de mão de obra acelerado e de condições de trabalho extremamente precárias”.

    A violência contra as mulheres, a população negra e os povos indígenas se acirrou com o golpe. “A retirada dos mecanismos de proteção e orientação das pessoas elevou o número de ações violentas contra a população mais carente e desprotegida”, afirma Pereira.

    Para piorar, pela primeira vez, como mostra o instituto Euromonitor, trabalhadores e trabalhadoras da indústria no Brasil ganham menos que os chineses. Na China, o salário por hora é de US$ 3,60 e aqui é de US$ 2,70.

    “A elite patrocinou o golpe contra os direitos da classe trabalhadora para retornar com o projeto neoliberal que acaba com o Estado e com todas as políticas sociais em benefício de uma vida melhor para a população”, complementa Araújo.

    Para ele, é fundamental manter a chama acesa nas ruas de todo o país para defender a democracia e assim o país voltar a crescer com justiça social. “Só as manifestações com ampla participação popular nas ruas serão capazes de tirar o Brasil do fundo do poço”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • As inscrições para o encontro nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, se encerram nesta sexta-feira (11). O evento Acontece entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro. Participe!

    “O objetivo é justamente levar para esse encontro toda as demandas dos setores sociais mais atingidos pelo golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do poder”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB.

    Ela explica que o evento espera contar com a participação de 150 pessoas, indicadas pelas seções estaduais da central. “É muito importante a participação de todos e todas que tenham ligação com o tema da diversidade brasileira”, afirma.

    Trata-se, de acordo com Arêas, de um encontro de formação para elevar o patamar dos debates acerca dos temas trabalhados pelas seis secretarias envolvidas: Comunicação, Formação e Cultura, Igualdade Racial, Juventude Trabalhadora, Mulher Trabalhadora e Políticas Sociais.

    Para Arêas, os temas a serem abordados nesse encontro estão na ordem do dia, ainda mais porque são os setores mais atingidos pelos cortes da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 e pelos desmandos do desgoverno Temer.

    “Nem as mulheres, nem os negros têm representatividade compatível com a sua parcela majoritária na população brasileira e nós precisamos refletir sobre isso. Nesse contexto, é necessário incluir a juventude, que luta por seu espaço, num mundo cada vez mais hostil aos jovens”.

    Por isso, as secretarias de Políticas Sociais e Comunicação aderiram ao projeto para “debatermos o papel da mídia numa sociedade conservadora como a nossa e como resistir para manter as políticas sociais de combate às desigualdades”, reforça Arêas.

    diversidade social ctb

    Ela lembra que as mulheres são 48% do mercado de trabalho, mas exercem poucos cargos de direção, "inclusive no movimento sindical", dia Arêas. Pesquisas comprovam que as mulheres trabalham mais e ganham cerca de 30% a menos, além de sofrerem violências de todos os tipos nas ruas, no ambiente do trabalho e em casa.

    Já na sexta-feira (18), o evento começa às 10h, com apresentação cultural e solenidade de abertura, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. No período da tarde ocorre uma palestra com o professor Luiz Fernandes (a ser confirmado) sobre a conjuntura nacional.

    A seguir palestra com a professora e socióloga Mary Castro sobre a questão da mulher no mundo contemporâneo. “Ela abordará as diferentes formas de promoção da emancipação humana”, diz Arêas.

    No sábado (19), das 9h30 às 13h ocorrem oficinas com temas relacionados “à igualdade racial, emancipação feminina, diversidade sexual, democratização da comunicação, cultura e a junção de toda essa diversidade para impulsionar as lutas pelas garantias dos nossos direitos”.

    Às 14h ocorre a plenária final e a divulgação da resolução do encontro, como um indicativo para a direção ad CTB sobre os temas debatidos. A noite ocorre uma confraternização e no domingo (20), os participantes do encontro marcam presença na Marcha da Consciência Negra na capital fluminense.

    É importante que as CTBs estaduais promovam encontros para prepararem os representantes que irão participar do encontro. Desde já a Comissão Nacional Organizadora do Encontro se coloca à disposição para acompanhar os encontros estaduais e tirar qualquer dúvida.

    Contatos com:

    Márcia – 11-99678-4934

    Liliana -11-97446-2946

    Portal CTB 

  • A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro anda apressada em aprovar a reforma da previdência, proposta do governo golpista de Michel Temer para depois piorar ainda mais a seguridade social das brasileiras e brasileiros.

    “As perspectivas de trabalho com direitos não são boas para a classe trabalhadora brasileira no geral e menos ainda se pegarmos o recorte da juventude e das mulheres”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    “São estes os que mais têm sofrido com a crise e com as reformas implementadas pelo desgoverno Temer, resultando em mais tempo desempregados e ocupando em maior número a categoria de trabalhadores informais”, complementa.

    Sonia Fleury, professora da Fundação Getúlio Vargas, concorda com Luiza. “Com a reforma da previdência e a trabalhista, os jovens não poderão se aposentar nem conseguirão entrar logo no mercado de trabalho”, diz.

    E “quando entrarem, serão contratos flexíveis, ou seja, impossível assegurar contribuições por tão longo período quanto as que precisarão ser feitas para poder se aposentar”. Isso porque as empresas poderão pagar profissionais apenas para fazer trabalhos específicos, sem um salário mínimo definido.

    “Tudo isso significa que os salários serão menores e ainda teremos menos direitos e menos perspectivas para construir uma vida digna. Pelo histórico de Bolsonaro, que apoiou a reforma trabalhista por exemplo, e pelas declarações de seu futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a situação da juventude que trabalha no Brasil não será fácil, pois a intenção é intensificar ainda mais as medidas de austeridade e retirada de direitos iniciadas por Temer”, define Luiza.

    Ela acentua ainda que “dentre as medidas está a volta do tema da reforma da previdência que se passar pode significar a retirada do direito à aposentadoria para a maioria da nossa juventude”.

    A Constituição de 1988 garante a seguridade social e a aposentadoria como um direito das trabalhadoras e trabalhadores rurais e urbanos. Em 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o cálculo da aposentadoria passou a ser feito pelo tempo de contribuição e não mais pelo tempo de trabalho.

    Por enquanto, a Previdência faz parte do sistema de seguridade social, que inclui ainda a área da saúde e a assistência social. São políticas voltadas a amparar a população em situações diversas, incluindo maternidade, velhice e doença.

    A juventude é profundamente afetada porque o índice de desemprego é muito maior entre os mais jovens. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre de 2016, a taxa média de desemprego chegou a 12%, mas na população de 18 a 24 anos o índice chegou a 25,9%. As mulheres e a população negra também são mais atingidas: a taxa de desocupação de negros ficou acima de 14%, enquanto para a população branca foi de 9,5%; o desemprego feminino foi de 13,8% em comparação com 10,7% dos homens.

    Luiza reforça a necessidade de mobilização para a resistência porque até o Ministério do trabalho perderá status com Bolsonaro. "Um dos símbolos do descaso com a classe trabalhadora por parte do futuro governo está no provável fim do Ministério do Trabalho, retirando a centralidade das políticas desenvolvidas por este ministério, deixando quem trabalho sem ter a quem recorrer por seus direitos".

    “Essa situação toda nos demanda mais diálogo com o povo e forte mobilização, a fim de impedir que retrocessos ainda maiores caiam sobre nós. Apenas nos organizando coletivamente é que conseguiremos passar pelo difícil momento que passa o Brasil”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A proposta de redução da maioridade penal no Brasil tem sido levada adiante como uma alternativa para a redução da criminalidade entre os mais jovens. Mas não há dados que comprovem que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil. Ao contrário, o ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe os adolescentes a mecanismos reprodutores da violência, levando a um aumento das chances de reincidência.

    A partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, têm o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta. O ECA prevê seis medidas educativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação.

    A violência não será solucionada com a culpabilização e punição, mas pela ação da sociedade e governos nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que as reproduzem.

  • Antes de subir no palco de uma casa de shows em Londres, Inglaterra, o cantor e compositor Criolo deu entrevista ao repórter Thiago Guimarães, da BBC Brasil. O músico não teve papas na língua sobre o momento político vivenciado no país.

    Ele afirma que “cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver. Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala”.

    O secretário da Juventude Trabalhadora, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vítor Espinoza concorda com o músico. “Cada corrupto que bem-sucedido, tira dinheiro da educação pública ao mesmo tempo em que o político corrupto faz leis para reprimir os jovens pobres, negros e moradores da periferia”, acentua.

    Ouça o CD "Nó na Orelha" completo:

     

    Para o rapper, as manobras em votações importantes feitas pelo presidente Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra que essa gente é capaz “de tudo para proteger seus interesses, até parar o país e fazer com que as pessoas se matem na rua".

    Em referência ao clima de ódio, discriminação e violência desencadeado pela falta de compromisso da mídia comercial com a verdade dos fatos. Para ele, “A questão não é limpar o país da corrupção”. Porque Cunha “é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato", afirma.

    "Um ambiente de ódio, de rancor, tão absurdo que as pessoas passam por cima e parece que não estão vendo uma construção de fortalecimento, que algumas pessoas sugerem, de homofobia, xenofobia, racismo, de achar normal esse abismo social que a gente vive", diz Criolo.

    De acordo com ele, "a gente fala que a mídia manipula, mas quem manipula a mídia que manipula a gente? Vamos falar de impeachment, mas (qual) o porquê real desse impeachment e de todas as pessoas que estão gritando contra a corrupção? O que andaram fazendo e agora vêm com essa?"

    Ele fala ainda que "eles criam um monte de situação, vedam nossos olhos para eles mandarem cada vez mais”.

    Já Espinoza lembra que “a juventude está sendo assassinada por uma polícia branca, elitista que visa proteger somente o capital em detrimento da vida das pessoas”. Para ele, a corrupção tira dinheiro das “políticas de inclusão da juventude no mercado de trabalho em boas condições de trabalho e de vida”.

    Além de “faltarem políticas públicas que possibilitem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer, que juntamente com a educação contribuem para o desenvolvimento pleno dos jovens para garantir-lhes um futuro mais digno”, reforça.

    Criolo questiona o processo de impeachment em andamento. "Se o interesse é acabar com a corrupção, quantos por cento das pessoas que participaram daquela votação deveriam estar na cadeia?” É necessário refletir sobre “quais são os porquês dessa situação".

    Mas o compositor encerra a entrevista à BBC com um voto de fé. "Essa fé no ser humano, essa fé nas coisas boas, essa fé em quem quer de verdade algo bom, isso não pode morrer, cara, isso tem que ser fortalecido a cada momento".

    Saiba um pouco mais sobre Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo

    Filho de cearenses e criado na zona sul de São Paulo, iniciou a carreira como rapper em 1989 com o nome artístico Criolo Doido. Apesar de anos de estrada, somente em 2006, conseguiu gravar o álbum “Ainda Há Tempo” e fundou a Rinha dos MC's.

    Ouça a versão de Cálice feita por Criolo:

     

    Seu segundo álbum, “Nó na Orelha” só foi lançado em 2011, gratuitamente pela internet. No mesmo ano, tirou o sobrenome artístico Doido e ficou somente Criolo. Outra novidade foi a miscelânea de sons, misturando rap com MPB, samba, forró, entre outros gêneros. Em 2013, gravou uma nova versão de “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) e ganhou aplausos dos autores.

    Leia a entrevista inteira aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mais um dado denuncia a política recessiva do governo golpista de Michel Temer. Levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apresenta cerca de 12,5 milhões de pessoas entre 18 e 29 anos com restrição nos serviços de proteção ao crédito.

    O estudo mostra também um crescimento de 4,31% na inadimplência em julho, em relação a igual período de 2017. São 63,4 milhões de pessoas devedoras, 41% da população adulta do país.

    “Essa é mais uma demonstração de que a crise afeta pesadamente a juventude”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. Ela ressalta que as dividas foram contraídas no cartão de crédito ou pelo crediário, quando “as pessoas tinham emprego e uma situação estável”.

    Mas “com o aguçamento da crise, a maioria das pessoas não consegue honrar suas dívidas porque se encontra desempregada”. Pesquisas mostram que mais de 30% da população entre 15 e 29 anos está sem emprego, boa parte sem escola também.

    “O desgoverno Temer desmonta o Estado, retira direitos da classe trabalhadora e aí as pessoas não têm como manter sua renda e pagar a totalidade das contas”, assinala Luiza. “Junto a isso somam-se os juros exorbitantes cobrados pelos bancos no Brasil que fazem a dívida aumentar exponencialmente em pouco tempo e tornando ela de fato impagável”.

    Para se ter uma ideia, os juros anuais do cartão de crédito no mês de junho foi de 291,9%, segundo o Banco Central. Já a taxa média do cheque especial ficou em 304,9% no mesmo mês. Juntando esses dados com o desemprego e subemprego de cerca de 30 milhões de pessoas, “dá para prever o colapso”, argumenta Luiza.

    Entre os jovens de 25 a 29 anos a inadimplência é de 46%, enquanto 19% das pessoas de 18 a 24 anos estão inadimplentes.  As dividas no cartão de crédito correspondem 45% dos débitos, em seguida vêm os cartões de loja, com 30%. Em terceiro vem a telefonia móvel, com 15%.

    “Iniciar a vida adulta com o nome sujo não é o desejo da juventude, mas é preciso que o governo crie as condições para que estes jovens saiam dessa situação e consigam construir um futuro promissor, para eles e para o Brasil”, explica Luiza.

    “Mais do que isso, é preciso que retomemos o poder de compra das famílias brasileiras, criando um círculo virtuoso de aquecimento da economia e assim voltando a investir em políticas públicas que alavanquem o desenvolvimento nacional”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), o secretário da Juventude Trabalhadora, Vítor Espinoza, levou a mensagem da central em solidariedade aos estudantes brasileiros, Criticou a reforma do ensino médio e a pretensão de privatizar as universidades públicas, tirando toda a possibilidade da juventude trabalhadora de ingressar no ensino superior.

    55 conune

    Espinoza saudou os estudantes e participou de um debate sobre as nefastas reformas trabalhista e previdenciária. "A CTB se une aos estudantes nessa luta para barrar esses enormes retrocessos que prejudicam a classe trabalhadora, o país, mas principalmente ceifa os sonhos de uma vida melhor para a juventude", afirma.

    Portal CTB

  • Jovens da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Colômbia, Paraguai, Uruguai, e Venezuela participaram do 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que ocorreu em Buenos Aires nos dias 28, 29 e 30 de setembro.

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    A secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, participou da iniciativa junto à delegação brasileira que contou com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Em entrevista ao PortalCTB, a dirigente informou que a formação sindical foi um dos enfoques no plano de ação dos jovens da região. “A juventude precisa se integrar neste projeto já que 2018 foi tirado como o ano da formação da FSM”, expressou ela.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    De acordo com Luiza, a atividade, que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, reforçou a questão da unidade internacional da classe trabalhadora “para sairmos desse momento difícil de avanço das forças conservadoras, imperialistas e ultraliberais”, frisou.

    Além das exposições, os jovens se dividiram em grupos de debate abordando temas como a crise capitalista, o avanço tecnológico e seu impacto na classe trabalhadora.

    Dirigente da CTB saúda encontro de jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial

    Durante a ação, os jovens contaram com os relatos dos venezuelanos sobre a situação do país que está sendo duramente atacado por forças conservadoras contra o governo de Nicolás Maduro.

    A próxima edição do encontro, que ocorre ano que vem, será sediada pelo Uruguai.

    Portal CTB 

  • A Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza seu quarto encontro nos dias 28, 29 e 30 (quinta, sexta e sábado) em Buenos Aires (Argentina).

    Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial Cone Sul começa hoje (28) na Argentina

    Com o tema “O papel dos jovens trabalhadores no contexto da crise mundial”, jovens da região compartilharão suas experiências e buscarão ações conjuntas em defesa dos direitos. 

    O vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, que também ocupa a secretaria geral adjunta da FSM e é coordenador da entidade internacional no Cone Sul enviou uma saudação ao encontro.

    Leia abaixo a íntegra:

    É com entusiasmo que saúdo mais esse vigoroso encontro da juventude da Federação Sindical Mundial. Uma agenda consolidada que já integra a consciência juvenil e classista de nossa região.

    Ele ocorre inserido numa contínua crise capitalista que impõe um severo retrocesso civilizacional. A juventude é vítima considerável desse processo. São limitadas as condições para a sua formação e baixas as oportunidades de trabalho.

    Segundo a OIT, essa crise já produziu 13,1% de jovens desempregados no mundo, 37,7% da juventude mundial, ou seja, 156milhões estão pobres ou extremamente pobres. Esse quadro potencializa uma crise de perspectivas que se abate sobre o mundo juvenil.

    Sob tais efeitos, a região latino-americana e caribenha, em particular o Cone Sul, sofre fortíssima ofensiva neocolonial. Sob a coordenação imperialista estadunidense e apoiadas em forças nacionais apátridas impõem um programa ultraliberal que desconfigura as nossas nações. Uma situação de desalento e subcondição social para os jovens e as mulheres.

    Solidarizo-me, em particular, com o povo e a juventude argentina, pois estão sendo duramente afetados pelo desgoverno Macri. Aos anfitriões e convidados dessa jornada recupero uma frase de um líder ilustre dessa terra, Ernesto Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos".

    Viva o 4º Encontro da Juventude da FSM Cone Sul

    Viva a juventude classista da FSM!

    Muito obrigado!

    Divanilton Pereira,
    Vice-presidente da CTB, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial e Coordenador da FSM Cone Sul.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • São Caetano vai parar neste domingo (27). E não tem nada a ver com a greve dos caminhoneiros. A cidade do ABC paulista sedia o 5º Encontro Estadual São Paulo da Nação Hip Hop Brasil, a partir das 9h, na Estação Cultura.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) apoia o encontro que terá debates, oficinas e apresentações culturais.

    Confirme presença e veja a programação na página do Facebook do evento.

    Roberto Landim (Beto Teoria), um dos organizadores do evento, explica que a Nação Hip Hop Brasil organiza esse encontro para trocar ideias sobre a atuação do movimento. “Nosso encontro de São Paulo é uma preparação para o encontro nacional que começa na quinta-feIRA (31), em Belo Horizonte”, diz.

    nacao hip hop ctb

    Inclusive o debate temático “Hip Hop pela Transformação Social” acontece porque o hip hop nasceu na periferia voltado para as questões sociais, políticas e culturais da juventude pobre dos Estados Unidos e “se espalhou pelo mundo, porque fala a linguagem da juventude periférica e pobre”.

    Teoria afirma ainda que a intenção do encontro paulista é resgatar o debate sobre as questões mais candentes da vida da juventude. “O hip hop nasceu questionando a Guerra do Vietnã, na década de 1970, em Nova York e sempre teve essa inserção social e política”.

    Não Pode Me Parar, de Thaíde e DJ Hum 

    Para ele, o hip hop é um movimento que busca levar uma consciência política para as pessoas. “Nos organizamos debatendo as nossas necessidades que são as necessidades das pessoas que vivem longe dos grandes centros, em situação precária e batalham a vida com dificuldades”.

    Por isso, Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, reforça a importância de a CTB dar o seu apoio à realização desse encontro que reúne jovens oriundos das periferias das grandes cidades e da classe trabalhadora. “Essa é uma forma de dialogarmos com a juventude trabalhadora”, diz.

    Nelson Triunfo e Funk e Cia. 

    “O hip hop está há 40 anos no Brasil, sempre na luta das questões cruciais para o país”, argumenta Teoria. “Desde a luta contra a ditadura (1964-1985) ao apoio ao presidente Lula”.

    Para ele, o apoio da CTB tem tudo a ver porque “90% dos integrantes do hip hop têm a sua manifestação artística, mas precisam trabalhar em outra coisa para se manter”, por isso, acentua, “temos uma ligação direta com a CTB, com o movimento sindical”.

    Bezerra concorda com ele e acentua a disposição da CTB para andar junto com os movimentos sociais e culturais abraçados pela juventude trabalhadora. Com isso, "ampliamos a resistência à ofensiva do capital contra o trabalho e contra os direitos da juventude”.

    No Brooklin, de Sabotage & Negra Li 

    Serviço

    O que: 5º Encontro Estadual São Paulo da Nação Hip Hop Brasil

    Onde: Estação Cultura

                Rua Serafim Constantino, s/n - Piso Superior do Módulo II do Terminal Rodoviário Nicolau Delic, centro de São Caetano.

    Quando: Domingo (27), às 9h

    Quanto: De graça

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • A partir desta quinta-feira (28), a capital da Argentina, Buenos Aires, sedia o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul que se reúne jovens do campo e da cidade de diversas categorias de toda a América Latina e Caribe para debater os desafios do setor diante da crise capitalista.

    Jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial Cone Sul debatem crise

    “Nesse momento de ofensiva do imperialismo em nossa região é essencial que a gente consiga construir a unidade da classe trabalhadora e da juventude latino-americana”, declarou a secretária da pasta, Luiza Bezerra, que participa da ação.

    Segundo a sindicalista, encontros como este “cumprem o papel de ajudar na formulação teórica e na construção de um plano de lutas conjunto que guie nossa atuação no próximo período”, expressou a dirigente eleita durante o último congresso da Central realizado em agosto.

    Além dos debates políticos o encontro, que ocorre até o sábado (30), terá atividades culturais. A delegação brasileira conta com representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    “Tenho certeza de que sairemos mais fortalecidos e organizados para enfrentar os ataques ultraliberais e conservadores que temos sofrido, bem como encontrando alternativas para retomada do crescimento e melhoria de vida da nossa juventude”, frisou Luiza.

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • O Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da União Nacional dos Estudantes (UNE), convida as estudantes para uma cobertura colaborativa das manifestações contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocorre em todo o país e em diversas cidades estrangeiras, no sábado(29).

    “Querem nos silenciar, tirar nossa voz, nos aprisionar. Mas somos nós a barreira de contenção do conservadorismo, do ódio e do atraso. Vamos nos unir e potencializar nossas vozes, nossas pautas e a nossa opinião numa rede de comunicação colaborativa de mulheres para narrar os atos contra Bolsonaro”, dizem as organizadoras do evento Fotografe como uma garota.

    “Mina, você quer somar nessa construção? chega junto! Nós somos a mídia! #elenão #elenunca”, afirmam. Para participar inscreva-se aqui.

    Também confirme a sua presença pela página do evento no Facebook.

    “A juventude não foge à luta e marcará presença em mais esse ato contra o candidato defensor da ditadura e da extinção dos direitos trabalhistas”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, Bolsonaro representa a maior ameaça á democracia, à educação e saúde públicas. “Ele não vai vencer a eleição porque a juventude brasileira se mobiliza para barrar essa ameaça de termos mais retrocessos do que o desgoverno de Michel Temer vem fazendo”. Por isso, “ele nunca”, finaliza.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

  • O governo da China realiza um seminário reunindo jovens da China, América Latina e Caribe para debater as questões da juventude no mundo contemporâneo.

    Cerca de 200 jovens mostram suas visões sobre tudo o que afeta suas vidas nos âmbitos político, social e econômico. "Muito importante a realização desse evento para trocarmos experiências com jovens de outros países e buscarmos soluções para a melhoria de vida da juventude", diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O seminário começou no domingo (12) e termina na quinta-feira (23), em Pequim. Em seu discurso na abertura do evento, Wang Jialei, da direção-geral para a América Latina e Caribe do Departamento Internacional do Partido Comunista Chinês, destacou o papel de protagonismo da juventude para o desenvolvimento da China.

    Com esse evento, o governo chinês pretende elevar o patamar dos debates sobre as perspectivas de futuro mantidas pelos jovens da China, da América Latina e do Caribe, enxergando como fundamental a participação da juventude nos destinos das nações. 

    Portal CTB

  • Nesta quinta, sexta e sábado (28, 29 e 30) jovens da América Latina e Caribe se reunirão na capital argentina para debater os desafios do setor no contexto da crise econômica mundial.

    Inscrições abertas para o 4º Encontro da Juventude Trabalhadora da FSM Cone Sul; participe

    Este é o tema do 4º Encontro da Juventude da Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul. A delegação brasileira na atividade conta com a presença de mais de 50 pessoas, além da secretária nacional de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra e da adjunta, Marilene Pereira.

    encuentro juventude cono sur
    Representantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais trocarão experiencias com jovens trabalhadores da região e elaborarão ações conjuntas do movimento sindical para resistir às políticas neoliberais que acabam com direitos sociais e trabalhistas.

    Luiza Bezerra acredita que o espaço será importante para fortalecer as lutas da juventude trabalhadora na região.

    Confira abaixo a programação completa do evento:

    Quinta-feira (28)

    14:00 Recepção das delegações. Credenciamento.

    18:00 Abertura

    19:00 Conferência. "Crise Mundial - O Imperialismo e a Oportunidade histórica do Proletariado"

    20:30 Atividade Cultural

    21:00 Jantar

    Sexta-feira (29)

    07:00 Café da manhã

    08:00 Grupos de debate

    10:00 Intervalo

    10:15 Continuação dos debates

    11:30 Painel - "A Juventude Trabalhadora como sujeito de ajuste do sistema capitalista"

    13: 00 Almoço

    14:00 Painel - ”Modelos de organização sindical"

    15.30 Grupos de debate

    18:00 Encerramento dos debates e elaboração da síntese

    19:30 Conversa com o Embaixador do Estado Palestino na Argentina.

    21:00 Jantar

    22:00 Atividade Cultural

    Sábado (30)

    08:00 Café da manhã

    10:00 Plenária. Documento final

    12:30 Encerramento do Encuentro de la Juventud Trabajadora del Cono Sur.

    15:00 Recorrido guiado ao EX ESMA - Espaço da memória.

    Portal CTB 

  • Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora, representou da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no 66º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da União Nacional dos Estudantes (UNE), de 20 a 22, em São Paulo.

    “A educação está em clima de terra arrasada com o governo de Michel Temer”, diz Luiza. “Estão acabando com a educação pública, cortando investimentos em pesquisas, em ciências. Com isso, quem tem a chance está saindo do país”.

    Ela lembra ainda da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos nas áreas sociais e nos salários das servidoras e servidores públicos. “A EC 95 arrasa com a educação, com a saúde e com todos os projetos para a participação da juventude nas questões importantes para o país”, acentua.

    “Somente nas universidades mais de 170 mil estudantes pararam com seus estudos por falta de condições financeiras e ainda o governo dificulta o funcionamento do Fies (Financiamento Estudantil)”, reforça. “Muito importante também impedir que Temer vete a parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, que garante investimentos para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação”.

    A sindicalista defende ainda uma maior aproximação da CTB com o movimento estudantil para “barrar a ofensiva conservadora e neoliberal contra a juventude”. Ela lembra que a mortalidade infantil voltou a crescer no país, depois de 30 anos em queda.

    “O crescimento vertiginoso do desemprego e da subocupação com a aprovação da reforma trabalhista piora sensivelmente a vida das pessoas causando desalento e adoecimento”, garante.

    Por isso, afirma Luiza, “a educação deve ser entendida com um setor estratégico para o desenvolvimento do país e assim ajudar a sociedade a encontrar soluções viáveis para os problemas que nos afligem e tiram a autoestima das pessoas, essencialmente dos mais jovens”.

    Ela defende ainda que se “batalhe firme para eleger uma bancada progressista ao Congresso Nacional e um presidente ou presidenta que tenha compromisso com a revogação da reforma trabalhista e com um projeto de desenvolvimento voltado para os interesses nacionais”.

    É essencial também, para a sindicalista, ampliar a mobilização e organização para a defesa da vida da juventude que está sendo morta nas periferias das grandes cidades. “Sem uma educação democrática e voltada para a inclusão e sem políticas específicas para a juventude, o país vai de mal a pior”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • “Para mudar o perfil extremamente conservador do Congresso Nacional, a CTB participa ativamente da campanha eleitoral para aumentar a representação da classe trabalhadora”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Principalmente, diz a sindicalista mineira, “precisamos aumentar a representação feminina. É uma vergonha sermos maioria da população e termos cerca de 10% de mulheres no Parlamento”.

    De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram inscritas 27.485 candidaturas no importante pleito de 2018. Sendo apenas 8.435 mulheres, ou 30,7%. Menos do que na eleição presidencial de 2014, que foram 31,1% de candidatas mulheres.

    Já Fernanda Cruz, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SE, “precisamos de mais mulheres na política porque somos mais da metade de eleitorado e somos menos em todas as esferas de poder”.

    Por isso, “devemos votar em mulheres comprometidas com a democracia e com a igualdade de gênero. Mulheres que façam valer o nosso voto e que nos representem verdadeiramente no poder, lutando pela melhoria de todo o país”.

    O número de eleitoras equivale ao número de mulheres na população brasileira, sendo pouco mais de 52%, como informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O TSE afirma que o gênero feminino corresponde a 52,5% do eleitorado, 77.337.918 eleitoras. O TSE diz ainda que existem 147.302.354 pessoas aptas a votar nos 5.570 municípios brasileiros e em 110 países.

    Nesta eleição, o TSE determinou que pelo menos a cota de 30% do Fundo Partidário, sejam destinados às candidaturas femininas, assim como o espaço da propaganda eleitoral gratuita (leia mais aqui). 

    “A luta da CTB é para ampliar a participação feminina no Congresso, nas assembleias legislativas e nos executivos para combatermos com mais eficiência o machismo, a discriminação e a violência”, acentua Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Já Celina defende a necessidade de “mais mulheres na política para mudar inclusive a maneira de fazer política e com a força das mulheres levar o Brasil de volta ao caminho do desenvolvimento econômico com combate á pobreza e respeito aos direitos da classe trabalhadora e das ditas minorias”.

    Juventude batalha por espaço

    Segundo o TSE, a maioria do eleitorado está entre 45 e 59 anos, 24,26% e em seguida vêm as pessoas entre 24 e 34 anos, 21,15%.  Já os eleitores entre 18 e 24 anos correspondem a 13,37% do total e de 35 a 44 anos atingem 20,55%. Já os adolescentes, de 16 e 17 anos, que têm o voto facultativo correspondem a 0,95% do eleitorado.

    Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, defende uma maior participação de jovens no processo eleitoral e na política de uma maneira geral. Principalmente, “as mulheres jovens, que são as mais atingidas pela crise, já que são as primeiras a serem demitidas e as que mais demoram para encontrar emprego, mesmo com maior qualificação”.

    Por isso, afirma, “precisamos nos unir para influenciar nas decisões que determinem os rumos do país”. Principalmente, “em especial as jovens mulheres, concatenadas com um projeto de desenvolvimento inclusivo, para dar voz àquelas que mais sofrem na pele os ataques do governo ilegítimo e construir a mudança da política e do país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • “Desde a sua criação, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) enfatizou a importância de se lutar por igualdade entre os gêneros”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da central que mais cresce no Brasil. Por isso, "tem trabalhadoras no nome".

    Para Arêas (do Sindicato dos Professores de Minas Gerais), as suas antecessoras abriram caminho para que o trabalho seja desenvolvido de maneira mais qualitativa. “A CTB completa 10 anos de existência e as companheiras que assumiram este importante papel antes de mim já trilharam o caminho da luta emancipatória, isso tem feito aumentar a participação das mulheres na nossa central”.

    Outra novidade foi a criação da Secretaria Adjunta da Mulher Trabalhadora, assumida por Aires Nascimento, que vem da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase).

    Ela afirma que pretende atuar com atenção total para “a promoção da justiça social e por igualdade de gênero, que perpassa desde a individualidade ao campo social, econômico, cultural e do trabalho”.

    Já a Secretaria da Juventude Trabalhadora também ganhou duas mulheres de luta para encaminhar os anseios de uma juventude ávida de participação. Luiza Bezerra (dos bancários do Rio Grande do Sul), a nova secretária da Juventude Trabalhadora da CTB reforça as palavras das dirigentes cetebistas.

    “A luta por igualdade de gênero é central, ainda mais depois do golpe em nossa democracia”, diz Bezerra. Ela explica que a juventude está sendo muito afetada com a perda do emprego. “Principalmente as jovens mulheres que têm de largar os estudos e o emprego para ficarem cuidando dos filhos ou dos idosos da família”.

    Além do mais, afirma, “somos as mais presentes nos trabalhos precários e mal pagos, as primeiras a serem demitidas e as que têm mais dificuldade em se reposicionar no mercado de trabalho, as que mais sofrem com assédio sexual cotidianamente, seja nos locais de trabalho seja na rua”.

    A secretária adjunta, Marilene Faustino Pereira, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), concorda com Bezerra e assinala a necessidade de atuação conjunta das duas secretarias para empoderar as mulheres e a juventude.

    “Acredito que somos uma geração muito mais empoderada, com menos amarras do peso das regras sociais impostas pelo patriarcalismo. Por outro lado, vejo pouco debate das especificidades das situações que afetam diretamente a mulher jovem”, assinala Pereira. “A juventude tem muita ousadia e coragem para dar nova cara às nossas lutas sindicais”.

    Bezerra complementa afirmando que “não pode haver melhores condições de trabalho sem levar em consideração que mais da metade da população encontra mais obstáculos  para se inserir no mercado de trabalho e recebe um salário menor pelo simples fato de serem mulheres”.

    Principalmente porque o “governo ilegítimo fere de morte a classe trabalhadora e principalmente as mulheres, com a extinção da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a retirada de direitos com a reforma trabalhista e a proposta de reforma da previdência” ressalta Nascimento. Isso sem dúvida, “acentua as desigualdades e a violência contra as mulheres, com tristes notícias estampadas nos jornais todos os dias”.

    A definição dos trabalhos, de acordo com Arêas, será feita com inclusão de todas as pautas pela luta emancipacionista, justamente para acabar com a violência e a discriminação. Afinal, “somos a maioria da população, metade do mercado de trabalho e ainda temos que cuidar de casa e dos filhos e sofremos todo tipo de agressões”. Por isso, “as mulheres da CTB estão mostrando que são de luta e juntas avançaremos para a igualdade de direitos no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) propõe um twitaço às 14h em favor do Pacto pela Juventude, divulgado nesta sexta-feira (24), com as hashtags #PactoPelaJuventude e #Conjuve.

    “Este documento é importante para a retomada do debate sobre as políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento pleno dessa parcela significativa da população brasileira”, explica Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB e relatora do projeto.

    “Com um diálogo amplo e transparente conseguimos construir propostas de consenso para a melhoria de vida da juventude”, complementa. “Levaremos a nossa mensagem a todas as candidatas e candidatos, iniciando um diálogo em favor de uma vida de paz, segurança e justiça”.

    Leia o Pacto pela Juventude completo aqui.

    O pacto traz à tona as decisões da 3ª Conferência Nacional da Juventude, de 2015, sobre todos os temas relacionados aos interesses de cerca de 25 milhões de pessoas entre 14 e 29 anos. “Queremos nossos direitos respeitados”, afirma Luiza.

    Para ela, “a vida da juventude nunca encontrou facilidades no país, mas com o golpe de Estado de 2016, a situação só tem piorado”. Para reverter esse quadro, o Conjuve promete defender o Estatuto da Juventude (Lei 12.852/2013) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei 8.069/1990).

    Além disso, diz a sindicalista, “estaremos alertando as candidatas e candidatos sobre os reais interesses em reduzir a maioridade penal”. Porque “querem lotar as cadeias de jovens pobres para privatizar os presídios e ganhar dinheiro com a desgraça alheia”.

    O Pacto pela Juventude propõe também medidas para manter os mais jovens no campo. “Uma reforma agrária que contemple as trabalhadoras e trabalhadores rurais, valorização da agricultura familiar e demarcação de terras de povos e comunidades tradicionais, podem mudar a vida no campo, garantindo a permanência da juventude”, afirma Marilene Pereira, secretária adjunta de Juventude da CTB.

    Luiza lembra a importância de se defender o Plano Nacional de Educação (PNE) e suas 20 metas, com “valorização dos profissionais e melhoria estrutural das escolas em todos os níveis”.

    Afirma ainda que a juventude quer “o fortalecimento das políticas públicas criadas para facilitar o acesso às universidades”. Além disso, “queremos mais investimentos na educação e saúde públicas”.

    Trecho do documento diz que o pacto é uma proposta do Conjunve “para que os governos federal, estaduais e municipais e parlamentares destes três níveis se comprometam com as políticas públicas de juventude, em suas ações e programas, e postulantes aos cargos eletivos para que incorporem, em suas plataformas eleitorais, as demandas da juventude brasileira”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O alto índice de desemprego, particularmente entre os mais jovens, e os cortes nos orçamentos das áreas sociais, principalmente na educação, estão tirando o sono das moças e rapazes que se graduaram pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni) como mostra a reportagem “Como estão os jovens que se beneficiaram da expansão do ensino superior?”, da repórter Carol Scorce, da revista CartaCapital.

    “Os governos Lula e Dilma trouxeram uma interiorização das universidades públicas e dos Institutos Federais para formar pessoas de acordo com as características econômicas das regiões”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Ela explica que a criação de mais universidades e a implantação de políticas públicas que favoreceram a entrada das “filhas e filhos da classe trabalhadora no ensino superior dinamizou as economias locais e possibilitou aos novos estudantes sonharem mais alto em elevar o patamar de suas vidas”.

    Mas, de acordo com Luiza, o golpe de Estado de 2016, trouxe “o desaquecimento da economia, a redução dos investimentos e a precarização do mercado de trabalho”. São quase 14 milhões de desempregados, grande parte de jovens.

    Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população de 14 a 24 anos desempregada aumentou para 5,6 milhões no primeiro trimestre do ano de 2018, 600 mil pessoas a mais sobre o fim do ano passado. Já entre as pessoas de 25 a 39 anos, a alta foi de 10,4% no primeiro trimestre frente aos últimos quatro meses de 2017.

    E o desemprego não atinge somente as pessoas com menos escolaridade. “Temos visto serem reduzidas drasticamente as oportunidades de empregos decentes e nas áreas de formação dos jovens recém formados”, assinala a bancária gaúcha.

    Isso porque, diz ela, “sem investimentos por parte do poder público e da iniciativa privada, os jovens dessas universidades se veem obrigados a migrar para os grandes centros inchando os mercados de trabalho das capitais e não resolvendo as economias das cidades de interior”.

    Marcio Pochmann, economista e professor, analisa o mercado de trabalho atual comparando com décadas passadas quando a expectativa de vida brasileira era pouco superior a 40 anos. “Na sociedade urbana e industrial, o acesso à educação dava conta de uma trajetória linear. Um engenheiro ganhava a vida por 50 anos com o acúmulo de conhecimento dos tempos de universidade”.

    De acordo com Pochmann, “agora estamos na sociedade dos serviços e as trajetórias são zig zag, onde a educação tem de ser permanente para dar conta das mudanças constantes no mercado".

    O problema é que a formação não está garantindo emprego porque "em um momento de crise econômica, como a que atravessamos”, diz Maria Clara Carrochano, socióloga e especialista em juventude, as pessoas aceitam qualquer emprego. “E é aí que as frustrações emergem".

    Para Luiza, o acirramento da crise e a política de austeridade do desgoverno de Michel Temer deixa “a juventude sem perspectivas”, principalmente porque “há um efeito cada vez mais evidente, imposto pelas grandes elites, em que vemos um mercado de trabalho precarizado gigante voltado para a maioria da população".

    Somente "meia dúzia consegue ainda se manter em empregos com bons salários e certa estabilidade, mas a maioria vai para a informalidade ou contratos sem nenhum direito trabalhista”, complementa.

    A socióloga Maria Clara aponta ainda que “as empresas, até para cortar custos, passam a exigir certo grau de estudo que nada tem a ver com aquela função, mas que vai ser utilizado como critério de seleção. Isso gera uma desilusão enorme para quem pelejou tanto para estudar”.

    A solução para superar a crise que atinge o país, para Luiza, “é seguir investindo numa educação pública de qualidade e ao mesmo tempo criar um pacto nacional pela retomada do crescimento econômico sustentável e independente, assim como pela revogação da reforma trabalhista”.

    Isso tudo, “prova que investir em educação é importantíssimo, mas ela por si só não basta. É preciso criar uma dinâmica econômica e um mercado de trabalho com oportunidades de empregos decentes para esses jovens”, define a dirigente da CTB.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: G1

  • As secretarias da Mulher Trabalhadora, Juventude Trabalhadora, Igualdade Racial, Políticas Sociais, Formação e Cultura e Comunicação realizaram o Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social para planejar as campanhas sobre a igualdade entre os gêneros, as gerações e as cores deste país, de ampla diversidade.

    Encontro visao classista ctb 2016 11 19

    No primeiro dia, o encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense (saiba como foi aqui). Já no sábado (19) os debates continuaram na colônia de férias do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

    Os 100 participantes inscritos dividiram-se em quatro grupos: igualdade racial, mulheres, juventude e políticas sociais e cidadania. Cada grupo encaminhou as suas propostas específicas levadas à plenária final.

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB 

    Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial ficou responsável por redigir as conclusões finais num documento a ser debatido pelas estaduais rumo ao 4º Congresso da central no ano que vem, quando a CTB comemora 10 anos.

    Os participantes ressaltaram a importância do enfrentamento à mídia burguesa hegemônica na sociedade brasileira. Além disso, foram reforçadas as bandeiras contra o machismo, a violência, a discriminação e a opressão, com uma comunicação de massa mais contundente.

    Bandeira ctb mastro colonia comerciarios rj 2016 11 19

    Também se definiu amplo apoio aos movimentos da juventude em defesa da educação pública e por mais espaços e dos LGBTs pela cidadania plena. Além de intensificar campanhas de combate à violência contra as mulheres, de intolerância religiosa e de combate ao racismo, tão intenso nas redes sociais e nas ruas.

    Jesus Cardoso, presidente do Sindmetal-RJ 

    No domingo (20) – Dia Nacional da Consciência Negra – os participantes realizaram um ato no Rio de Janeiro para celebrar a data e denunciar a segregação a que os negros e negras ainda são submetidos no Brasil de ponta a ponta.

    Acesse o álbum de fotos aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No campo e na cidade, o corte nos investimentos e a flexibilização dos direitos encolhem mercado de trabalho para jovens (Foto: Esquerda Diário)

    A crise afeta a vida de todas as pessoas, mas atinge principalmente a juventude, as mulheres e os negros. O Brasil que já tem quase 14 milhões de desempregados e mais de seis milhões de subempregados vê as novas gerações sem muitas alternativas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25,3% dos cidadãos entre 18 e 24 anos estão sem trabalho. E para piorar, quase 26% dos jovens nem trabalham, nem estudam.

    Acesse e leia a revista na íntegra aqui

    No campo e na cidade, o corte nos investimentos e a flexibilização dos direitos encolhem mercado de trabalho para jovens “A situação está piorando porque o governo golpista corta investimentos nas áreas sociais e afeta profundamente a juventude que fica sem perspectivas e está indo para o trabalho informal ou à mercê da criminalidade”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    O estudo “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que 70,9 milhões de jovens estão desempregados no mundo, e a expectativa para este ano é que este número chegue a 71,1 milhões de desocupados na faixa etária dos 14 aos 29 anos. Ainda de acordo com o estudo da OIT, 77% destes jovens estão na informalidade, sem carteira assinada.

    infograafico g1 desemprego entre jovens

    “As perspectivas são sombrias, por isso, o movimento sindical deve se aproximar e trazer essa parcela significativa da população para dentro dos sindicatos, mostrando que essa é uma das formas mais eficazes de se derrotar o projeto neoliberal em marcha no país”, sintetiza a sindicalista.

    Segundo a OIT, as mulheres são muito mais penalizadas com o desemprego. No mundo, a taxa de moças jovens que não está trabalhando, estudando nem recebendo treina - mento é de 34,4%, enquanto que este índice cai para 9,8% entre os homens jovens. Os números não são acalentadores.

    Para Bezerra, no entanto, é importante que a educação pública esteja voltada para o desenvolvimento nacional autônomo e em consonância com as aspirações da juventude. “A reforma do ensino médio não contempla as necessidades da juventude trabalhadora porque privilegia o setor privado da educação e tira o sonho dos mais pobres de melhorar de vida pelo estudo”.

    Juventude trabalhadora rural

    No campo não é diferente. Como revela Marilene Faustino Pereira, secretária adjunta da Juventude Trabalhadora da CTB, a estrutura fundiária pautada no agronegócio emprega muito pouco devido à monocultura e à mecanização.

    “A permanência dos jovens no meio rural depende de uma boa geração de renda, além de acesso à educação, à saúde, ao esporte, ao lazer e à cultura”. Além disso, a sindicalista aponta a falta de políticas públicas no campo.

    “O que torna mais difícil atrair a juventude para permanecer no campo é a falta de políticas e investimentos na agricultura familiar, que propiciem boas condições de trabalho e de desenvolvimento para os mais jovens”.

    Miséria em todo canto

    Atualmente, 39% dos jovens nos países em desenvolvimento, o equivalente a 160 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, vivem abaixo da linha de pobreza, mesmo estando empregados.

    “Eles têm ocupação, mas não ganham o suficiente para viver”, diz o pesquisador Vinícius Pinheiro, chefe do escritório da OIT, em Nova York. A secretária de Políticas Sociais da CTB, a sindicalista Vânia Marques Pinto, afirma que os índices vêm piorando com a crise econômica e se aprofundando com as medidas propostas pelo governo.

    “Cresce a precarização do trabalho, a instabilidade no emprego e os contratos intermitentes e a terceirização ilimitada produzem subempregos e trabalhadoras e trabalhadores sem nenhuma garantia”, afirma.

    Para ela, “o governo golpista abandonou as políticas públicas destinadas aos jovens e com isso a situação se deteriora, somando-se à ausência de estrutura das escolas, ao desemprego e à falta de perspectivas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB


    Matéria publicada na revista Visão Classista, número 22, de julho de 2018.