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Qui, Jun

Kátia Branco

  • Milhares de mulheres trabalhadoras, estudantes, jovens e aposentadas se concentraram, a partir das 16 horas desta quarta-feira (8) para o ato do Dia Internacional da Mulher. A atividade, com o mote de “nenhuma a menos”, levantou bandeiras históricas do movimento feminista como a legalização do aborto, a igualdade de salários e oportunidades no mercado de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e bandeiras da atualidade política nacional como o combate à Reforma da Previdência do governo golpista e o “Fora Temer”.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Kátia Branco, fez uma avaliação da atividade para o Portal CTB RJ. “Avaliamos positivamente esse ato. Hoje é uma atividade com vários movimentos. Aqui, temos listados, 65 movimentos: todas as centrais sindicais, movimentos feministas, movimentos sociais, partidos. É um grande avanço para a luta das mulheres a construção desse grande ato unitário nesse 8 de março”, diz.

    Já a coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa sobre Emancipação da Mulher da União Brasileira de Mulheres (UBM), Ana Rocha, afirma que “esse 8 de março tem a marca da resistência das mulheres contra a crise, em defesa da aposentadoria e dos direitos das mulheres. Esse 8 de março tem a marca da retomada da luta das trabalhadoras contra a exploração capitalista e para uma atenção maior para a vida, para o trabalho e para os espaços de poder para as mulheres.”

    mulheres rj 2017

    A atividade foi organizada por diversas atividades e teve uma massiva presença das trabalhadoras e de segmentos da juventude. A diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), Graziele Monteiro, comentou acerca da luta das mulheres com exclusividade ao Portal CTB RJ. “No 8 de março, nós, mulheres, vamos às ruas pela luta pelos nossos direitos. Todos os direitos que conquistamos, ao longo da história, foi através de muita mobilização e luta na rua. E agora não vai ser diferente. Nossos direitos estão ameaçados com a Reforma da Previdência, por exemplo, que não leva em consideração a nossa dupla jornada de trabalho. Nós trabalhamos em casa e trabalhamos na vida pública, em nossos empregos. Isso faz com que a gente precise, de fato, de menos tempo de trabalho. De se aposentar com uma idade menor. Isso não é não pedir direitos iguais, é pedir direitos iguais respeitando as nossas diferenças”, conclui.

    Fonte: CTB-RJ

  • No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher – nesta sexta-feira (25) – ocorrem manifestações em todo o país contra os retrocessos promovidos pelo governo golpista.

    Mais uma vez, as mulheres estão à frente da luta, justamente porque iniciam hoje também os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com inúmeras atividades que só terminam no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    “É uma ótima coincidência a protesto contra esse governo golpista ocorrer hoje porque as mulheres são as que mais perdem com os projetos que estão sendo aprovados por esse congresso golpista e reacionário”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira ressalta que a violência contra a mulher vem aumentando no país, depois do golpe de Estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff. “A ideologia do ódio prevalece, ainda mais com a ênfase dada pela mídia burguesa. Fazem isso para acabar com todos as nossas conquistas e retroceder a séculos passados, quando a mulher era mera figura decorativa e uma verdadeira escrava do lar”.

    Desde 1991, os 16 Dias de Ativismo tomam conta de mais de 160 países com muitas atividades para levar à população informações sobre o “necessário debate das questões de gênero, ainda mais num país onde a violência de gênero campeia”, diz Tereza Bandeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia.

    Ela se refere aos dados da Organização Mundial de Saúde, pelos quais o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres. Por isso, as feministas ressaltam a importância da Lei Maria da Penha – que completa 10 anos neste ano – e da Lei do Feminicídio.

    “Abraçamos a campanha Elas por Elas da ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres para conversarmos com os homens e fazê-los entender que não somos objetos e sim seres humanos que têm desejos e vontades e devemos ser respeitadas”, acentua Bandeira.

    Já Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ afirma que “a violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública, não distingue cor, classe econômica ou social e está presente em todo o mundo”. Ela faz coro com a máxima de John Lennon de que a “mulher é o negro do mundo”, pois o patriarcado pretende mantê-la escrava.

    A sindicalista do Rio de Janeiro enfatiza a importância de inserir o feminismo no contexto da luta de classes. “Nós, enquanto representantes do sindicalismo classista, temos que inserir a luta contra a violência à mulher em cada base sindical do país, em cada bairro, em cada espaço pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora”.

    As estatísticas mostram que uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. “O Brasil ainda tem um dos maiores índices de violência doméstica do mundo”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública quase 50.000 mulheres foram estupradas em 2015, sendo a maior parte de meninas e dentro de casa. Mas como estima-se que no país somente 10% das vítimas denunciam, esse número beira o holocausto nazista.

    Por isso, afirma Bitencourt, “os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher tornam-se mais importantes do que na última década, porque sempre que começa uma crise, as mulheres são as primeiras a serem atingidas e nós já estamos vendo isso no mercado de trabalho, nas ruas, nas redes sociais e até nos lares, onde o machismo e a misoginia matam diariamente”.

    Pereira reforça ainda a presença maciça de mulheres em todas as frentes em defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos porque “queremos levar uma vida de igualdade e de justiça, onde não predomine a opressão e o medo”.

    Inclusive a Procuradoria da Mulher do Senado abriu inscrições para seminário Mulher: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência, entre os dias 13 e 15 de dezembro. O evento reunirá legisladores; representantes dos setores público e privado; entidades do movimento organizado de mulheres e organismos internacionais. As inscrições podem ser feitas na internet, no endereço www.seminariomulheresnopoder.com.br

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Trabalhadoras da Rede Globo realizaram protesto na manhã desta terça-feira (4) contra o assédio sexual no ambiente de trabalho. O protesto ocorreu por causa do caso da figurinista Su (Susllem) Tonani que acusa o ator José Mayer, de assediá-la sexualmente na emissora da família Marinho.

    Entre as atrizes, diretoras, apresentadoras e demais funcionárias que participaram do ato ou se manifestaram pelas redes sociais estão, Astrid Fontenelle, Gloria e Cleo Pires, Dira Paes, Drica Moraes, Leandra Leal, Taís Araújo,  Alice Wegmann, Tainá Müller.

    Desta vez a sororidade (conceito de unidade de ação entre as mulheres na defesa da igualdade entre os gêneros) falou alto. Elas postaram as frases “Mexeu com uma mexeu com todas” e “Chega de assédio”.

    Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, o protesto foi muito importante. “A atitude das trabalhadoras da Globo dá força para que essa denúncia não caia no esquecimento, como tem acontecido. Não vamos esmorecer e exigir o esclarecimento de tudo e punição ao agressor".

    De acordo com ela, “esse abuso ainda é muito recorrente no mundo do trabalho, por causa da cultura machista que acaba achando normal esse tipo de atitude. Mas as mulheres têm denunciado cada vez mais, porque é necessário enfrentar toda forma de violência”.

    A acusação de Su Tonani viralizou na internet. Na sexta-feira (31), a figurinista publicou a acusação no blog Agora É Que São Elas, do jornal Folha de S.Paulo, denunciando Mayer de assediá-la por oito meses.

    Ela destrincha tudo o que passou e conta que as pessoas achavam um comportamento normal. “Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime” (leia a íntegra aqui).

    Após os protestos das trabalhadoras, a Globo anunciou a suspensão do ator por tempo indeterminado e pede descuplas à funcionária. Mayer, por sua vez, emitiu nota à imprensa com pedido de desculpas por sua atitude.

    "Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas”, diz ele.

    “Apesar de todos os avanços nas políticas de empoderamento das mulheres, o Brasil ainda é um dos campeões em práticas abusivas, porque os meios de comunicação fazem muito pouco para apoiar o combate à violência contra a mulher. Por isso, precisamos nos unir e enfrentarmos juntas o pensamento patriarcal de que as mulheres são meros objetos para a lascívia dos homens”, conclui Branco.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O Outubro Rosa é uma importante campanha que mobiliza poder público e movimentos sociais em todos os cantos do país. A CTB também participa dessa campanha e compreende que a preocupação com a saúde da mulher trabalhadora deve ser uma das tarefas de uma central sindical. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, falou sobre a importância da campanha:

    "O Outubro Rosa é uma campanha que ajuda a conscientizar as mulheres acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também a desmistificação da doença, ajudando assim a salvar vidas e nós, da CTB, vamos atuar com muita dedicação levando informação e prevenção para a vida das trabalhadoras."

    O Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos, nos anos 1990 na cidade de Nova Iorque, organizado justamente por familiares e amigos de mulheres diagnosticadas com a doença. Ele é celebrado anualmente no mês de outubro e tem o objetivo de promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença e compartilhar informações sobre o câncer de mama. No Brasil a campanha sobre conscientização e prevenção do câncer de mama já acontece há mais de 50 anos e é simbolizada pela camiseta branca com o desenho de um alvo no centro.

    O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. O INCA estima que entre os anos de 2014 e 2015 sejam diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil, com um risco estimado de 56,09 casos para cada 100 mil mulheres.

    Da CTB-RJ

  • A publicação do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro traz dados estarrecedores sobre a violência contra a mulher no estado. “Importante esse levantamento para mapearmos melhor as formas de combate à cultura do estupro”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    Segundo os produtores do estudo, o Dossiê traz, “pela primeira vez, dados sobre assédio sexual e importunação ofensiva nas ruas e no transporte público”. Para Kátia, isso é positivo porque assim “podemos traçar melhor o perfil dos vários tipos de agressores”.

    O Dossiê Mulher descobriu que foram denunciadas no ano passado 4.162 crimes de violência sexual no estado. Contando apenas as notificações, 13 mulheres foram violentadas por dia, sendo que 30% conheciam o agressor.

    Leia mais

    Educação sexual nas escolas pode prevenir violência contra as mulheres, defende Unesco

    New York Times detecta machismo nos ataques às mandatárias de países latino-americanos

    Nas ruas, a força das meninas derrotará a cultura do estupro e o patriarcado arcaico

    De acordo com Kátia, o estudo do governo do Rio de Janeiro, apesar de algumas limitações, mostra a necessidade de uma intervenção urgente do Estado e da sociedade para se acabar com essa violência.

    “O Estado tem o dever de proteger a integridade física das pessoas, isso está na Constituição Federal. Porém, mais do que observar as leis, são necessárias ações concretas, juntamente com a sociedade, para realizarmos trabalhos de educação, conscientização e de punição aos criminosos”, afirma.

    Já uma das coordenadoras do Dossiê, Cláudia Moraes, acentua que em 11 anos de pesquisas, o “perfil das vítimas não muda”. Ela se diz apavorada “em ver que as vítimas sexuais são meninas”, boa parte delas, “com menos de 14 anos” e ainda que “os agressores são conhecidos”.

    Mídia sexista

    Kátia critica a atuação da mídia. “Dão uma grande repercussão no caso, mas no fim acabam contribuindo com a naturalização dos atos de violência”, reforça. “Claro que a divulgação é importante, porém, o que realmente falta é uma discussão mais ampla e objetiva para impedir quer tal violência continue a vitimar as mulheres”.

    katia branco ctb

    A secretária da Mulher Trabalhadora, da CTB-RJ, Kátia Branco, defende o envolvimento de todos e todas para acabar com a violência contra a mulher

    O Dossiê Mulher também mostra que uma mulher foi assassinada por dia no estado, sendo que 16,7% eram casos de violência doméstica. Dos autores identificados, 15% eram maridos ou namorados e três em cada dez assassinatos ocorreram dentro da casa das vítimas.

    “A mentalidade machista, sexista e patriarcal é uma herança que vem de longe e mudar isso depende de muito esforço e luta da própria mulher”, sinaliza Kátia. E isso, “depende da construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna”.

    Além disso, ela defende que a “educação deve ser baseada em valores humanos, atualmente substituídos pelos valores de mercado, de consumismo e, inclusive da violência, que é praticada pelo Estado e pelas organizações que deveriam dar proteção”.

    A coordenadora das Promotorias de Justiças de Violência Doméstica contra a Mulher, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lúcia Barros Bastos afirma que “a rede de acolhimento e orientação à mulher precisa ser expandida”, tanto no Rio quanto no país. Para ela, “desde de pequenas somos educadas para nos proteger, para ter medo, as mulheres são educadas para evitarem o estupro”, acentua.

    Kátia concorda com ela e diz que é preciso mudar a educação das crianças tanto na escola, quanto em casa. “A escola tem um papel preponderante, mas o Estado e as famílias têm que fazer a sua parte”, finaliza Kátia. Mas, “acabar com a cultura do estupro é uma ação imperiosa que deve envolver todos os setores da sociedade”.

    Como dizem nas manifestações feministas: “eduque os meninos a respeitar, não as meninas a temer”.

    Serviço:

    Não se cale denuncie a violência contra as mulheres:

    Ligue 180

    Disque 100

    Procure uma Delegacia da Mulher ou Casa da Mulher Brasileira

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A publicação do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro traz dados estarrecedores sobre a violência contra a mulher no estado. “Importante esse levantamento para mapearmos melhor as formas de combate à cultura do estupro”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    Segundo os produtores do estudo, o Dossiê traz, “pela primeira vez, dados sobre assédio sexual e importunação ofensiva nas ruas e no transporte público”. Para Kátia, isso é positivo porque assim “podemos traçar melhor o perfil dos vários tipos de agressores”.

    O Dossiê Mulher descobriu que foram denunciadas no ano passado 4.162 crimes de violência sexual no estado. Contando apenas as notificações, 13 mulheres foram violentadas por dia, sendo que 30% conheciam o agressor.

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    De acordo com Kátia, o estudo do governo do Rio de Janeiro, apesar de algumas limitações, mostra a necessidade de uma intervenção urgente do Estado e da sociedade para se acabar com essa violência.

    “O Estado tem o dever de proteger a integridade física das pessoas, isso está na Constituição Federal. Porém, mais do que observar as leis, são necessárias ações concretas, juntamente com a sociedade, para realizarmos trabalhos de educação, conscientização e de punição aos criminosos”, afirma.

    Já uma das coordenadoras do Dossiê, Cláudia Moraes, acentua que em 11 anos de pesquisas, o “perfil das vítimas não muda”. Ela se diz apavorada “em ver que as vítimas sexuais são meninas”, boa parte delas, “com menos de 14 anos” e ainda que “os agressores são conhecidos”.

    Mídia sexista

    Kátia critica a atuação da mídia. “Dão uma grande repercussão no caso, mas no fim acabam contribuindo com a naturalização dos atos de violência”, reforça. “Claro que a divulgação é importante, porém, o que realmente falta é uma discussão mais ampla e objetiva para impedir quer tal violência continue a vitimar as mulheres”.

    katia branco ctb

    A secretária da Mulher Trabalhadora, da CTB-RJ, Kátia Branco, defende o envolvimento de todos e todas para acabar com a violência contra a mulher

    O Dossiê Mulher também mostra que uma mulher foi assassinada por dia no estado, sendo que 16,7% eram casos de violência doméstica. Dos autores identificados, 15% eram maridos ou namorados e três em cada dez assassinatos ocorreram dentro da casa das vítimas.

    “A mentalidade machista, sexista e patriarcal é uma herança que vem de longe e mudar isso depende de muito esforço e luta da própria mulher”, sinaliza Kátia. E isso, “depende da construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna”.

    Além disso, ela defende que a “educação deve ser baseada em valores humanos, atualmente substituídos pelos valores de mercado, de consumismo e, inclusive da violência, que é praticada pelo Estado e pelas organizaçõesque deveriam dar proteção”.

    A coordenadora das Promotorias de Justiças de Violência Doméstica contra a Mulher, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lúcia Barros Bastos afirma que “a rede de acolhimento e orientação à mulher precisa ser expandida”, tanto no Rio quanto no país. Para ela, “desde de pequenas somos educadas para nos proteger, para ter medo, as mulheres são educadas para evitarem o estupro”, acentua.

    Kátia concorda com ela e diz que é preciso mudar a educação das crianças tanto na escola, quanto em casa. “A escola tem um papel preponderante, mas o Estado e as famílias têm que fazer a sua parte”, finaliza Kátia. Mas, “acabar com a cultura do estupro é uma ação imperiosa que deve envolver todos os setores da sociedade”.

    Como dizem nas manifestações feministas: “eduque os meninos a respeitar, não as meninas a temer”.

    Serviço:

    Não se cale denuncie a violência contra as mulheres:

    Ligue 180

    Disque 100

    Procure uma Delegacia da Mulher ou Casa da Mulher Brasileira

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais e movimento estudantil repudiam a excessiva violência da Polícia Militar do Distrito Federal, sob as ordens do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) contra os manifestantes desta terça-feira (29), em Brasília, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela o orçamento da educação e saúde públicas por 20 anos.

    No vídeo do Mídia Ninja, cinco policiais armados espancam um rapaz, inclusive já imobilizado. O policial grita com parlamentares que o comandante da operação está madando avançar sobre os manifestantes (assista abaixo).  

    Os Jornalistas Livres mostram depoimentos de jovens, no qual uma menina do Oiapoque, no Amapá reclama que “hoje, infelizmente, fomos tratados como marginais” por uma polícia totalmente despreparada. Mas “nós estamos reivindicando inclusive os próprios direitos deles", finaliza. Em outro vídeo a violência policial fica patente (assista a seguir os dois vídeos). 

     

    “Fomos duramente reprimidos sem nenhuma justificativa”, diz Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Quem está aqui hoje são estudantes de todo Brasil, pais de família, crianças, gente que não pode se defender”.

    Vitral denuncia a tamanha covardia como a de hoje, jogar tantas bombas em pessoas que protestavam pacificamente”. Já Ana Júlia Ribeiro acredita que a PM do DF se mostrou totalmente despreparada.

    “A polícia agiu de forma despreparada e desproporcional. Haviam vários grupos de estudantes de diversos estados do país, estudantes que viajaram durante horas para se manifestar democraticamente e pacificamente”, diz ela.

    A estudante paranaense, ao contrário do que noticiou a mídia comercial, afirma que “os próprios estudantes além de ter ajudado a socorrer os manifestantes tentaram fazer com que algumas pessoas se acalmassem para não depredar o patrimônio público".

    Ela argumenta ainda que "não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático”.

    A secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco conta que o aparato policial transformou Brasília numa praça de guerra. “Estava tudo ocorrendo com muita tranquilidade até que os policiais partiram para cima dos manifestantes e de maneira ostensiva, aí a correria foi geral”, denuncia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Isabella Lanave

  • Doquinha, Ivânia Pereira e Gicélia Bitencourt  com os ativistas de São Paulo

    Dezenas de militantes saíram às ruas das duas maiores cidades do país - Rio de Janeiro e São Paulo - nesta quinta-feira (8), para distribuir panfletos contendo esclarecimentos sobre como acabar com a violência de gênero no país.

    Kátia Branco, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), diz que os dados são alarmantes, pois “são assassinadas cerca de 5 mil mulheres por ano no país, além de que quase 50 mil estupros são denunciados anualmente e isso não pode continuar assim”.

    16 dia ativismo panfletagem rio

    Kátia Branco e representantes de outras centrais na panfletagem do Rio de Janeiro

    A panfletagem promovida pelo Fórum Nacional da Mulher Trabalhadora das Centrais Sindicais e as suas sessões estaduais faz parte dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Em São Paulo, a distribuição de panfletos ocorreu pela manhã no complexo da Ponte Pequena da Sabesp (empresa estatal de água e saneamento) e atraiu a atenção de quem passava por ali. “As pessoas vinham pegar mais material com a gente e queriam saber detalhes da reforma da Previdência”, diz Raimunda Gomes, Doquinha, secretária de Comunicação da CTB.

    “Nas duas capitais, a panfletagem cumpriu a função de levar informação à população sobre a importância de se debater a questão de gênero e combater as desigualdades”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • As pautas do combate à LGBTfobia, da luta contra o racismo e pela emancipação da mulher trabalhadora foram tônicas presentes no 4º Congresso da CTB. As mulheres mostraram que a organização e o protagonismo na luta dos últimos quarto anos levaram a CTB RJ a um novo patamar nesse debate e se fizeram presente de forma expressiva, qualificando o debate.

    Para Kátia Branco, Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, a massiva presença das mulheres no congresso é um reflexo da importância que a CTB dá à questão da mulher trabalhadora. Kátia também acredita que outros debates importantes mostraram o caráter plural da central classista

    “Foi um congresso com uma participação expressiva das mulheres, o que reflete o empoderamento da mulher dentro do sindicalismo classista. Um congresso onde a questão racial foi debatida de foram profunda e onde o respeito à diversidade e o combate à homofobia não foram ignorados. Enfim, um congresso onde a CTB-RJ conseguiu mostrar que o sindicalismo classista consegue fazer o recorte das pautas identitárias sem esquecer a questão da classe e que nos preparou para enfrentar as opressões do capital.”

    Mônica Custódio, Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB, logo após fazer o balanço da luta racial dentro do sindicalismo classista, se mostrou muito satisfeita com a construção do congresso, com a participação das mulheres e com a atividade como um todo:

    “Foi um congresso exitoso desde a organização, com uma organização que foi tranquila, com uma comissão que se dava muito bem. A abertura foi extremamente representativa, as pessoas vieram com maior carinho e com vontade. As outras forças políticas com enorme respeito. Fizemos a abertura num sindicato centenário, que acabou de completar 100 anos agora, os metalúrgicos do Rio, o que valoriza muito a nossa diretoria. Uma participação impressionante das mulheres na atividades. As companheiras vieram e participaram ativamente das intervenções. Foi um congresso muito bacana, de muita felicidade.”

    A pauta da diversidade sexual e do combate à homofobia também marcou presença no 4º Congresso da CTB Rio de Janeiro. O presidente da União Nacional LGBT – Carioca (UNA LGBT Carioca) e diretor do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcelo Max, pontuou a questão da população LGBT dentro do mercado de trabalho e chamou os sindicalistas classistas a também se inserirem nessa luta:

    “A gente vem fazendo esse debate no próprio Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, onde a gente faz esse recorte porque a população LGBT porque essa população tem pouco amparo e pouco espaço para pautar as demandas do seu dia a dia. A gente vem mensurando que existe muito preconceito dentro do local de trabalho, existe falta de pessoas LGBTs no mecado de trabalho e as poucas que estão inseridas sofrem muito assédio moral e nós acreditamos que isso é uma cosia que tem que ser debatida pela central. Nós trouxemos esse debate aqui para o congresso para criar condições de lutar pela população LGBT no mercado de trabalho e para caminhar junto contra as opressões que estamos sofrendo desse governo golpista.”

    Para o dirigente José Carlos Madureira, a força com que os debates da questão racial, da mulher e LGBT apresentarem nesse congresso apenas reflete a própria diversidade da sociedade. O dirigente elogiou a diversidade do Congresso:

    “Um congresso que foi representativo no que tange à sua diversidade: hoje temas e pautas fazem parte da agenda da CTB fruto da organização da diversidade que existe na sociedade e se reflete também entre os sindicalistas.”

    José Roberto Medeiros - CTB RJ. Fotos: Bruno Bou

  • Que o governo golpista era também machista, nós não tínhamos dúvida. Mas não há como não se surpreender com o nível de discurso feito pelo presidente golpista Michel Temer no Dia Internacional da Mulher. Alçado ao poder por um golpe machista e misógino, Temer demonstra o que todas nós já sabíamos com seu discurso: que esse governo é inimigo das mulheres!

    Quem ouviu o discurso pode ter achado que estava ouvindo uma fala do começo do século passado, mas na verdade era o atual Presidente (golpista) do Brasil colocando a mulher como única responsável pela gestão da casa e pelo futuro dos filhos. Nas palavras do machista, “se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher.”

    O golpista reduziu nossa participação na economia à condução do lar e afirmou que detectamos as flutuações do mercado através do orçamento doméstico. Ele também deixou claro que, em sua visão machista, podemos trabalhar desde que mantenhamos sob nossa responsabilidade os afazeres domésticos. E ainda teve o disparate de falar que ocupamos muitos cargos de chefia e recebemos as mesmas condições de empregabilidade dos homens.

    O discurso de Michel Temer é uma afronta à realidade das mulheres e à luta das feministas classistas. É um deboche com um país que figura entre os campeões de violência de gênero, que tem um abismo em questões de trabalho entre homens e mulheres e que tem em sua pauta política grandes ataques à nós, com as reformas da previdência e trabalhista.

    Não esperávamos menos de quem articulou um golpe misógino contra uma presidenta honesta, mas não acreditávamos que ele seria capaz de vir em pleno 8 de março expor seu machismo para que todo o mundo sabia que temos um Presidente Golpista com mentalidade do século XVIII ocupando o Palácio do Planalto.

    A resposta à Michel Temer veio nas ruas. Ontem, milhares de mulheres tomaram as ruas em todos os cantos desse país gritando “Fora Temer”, levantando nossas pautas e mostrando que estamos unidas para construir uma nova realidade para as mulheres brasileiras. Novas respostas ainda estão por vir, pois seguirmos organizadas para resistir a essas reformas e derrotar esse governo machista e ilegítimo.

    Fora Temer! Não às Reformas da Previdência e Trabalhista! Todo repúdio ao discurso machista do Presidente Golpista!

    Kátia Branco é secretária da Mulher Trabalhadora da CTB/RJ


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52% (mesma proporção da população geral) das 144.088.912 pessoas aptas a votar neste ano. E mesmo com a lei estabelecendo a cota mínima de 30%, as mulheres encontram dificuldades para serem firmadas como candidatas. Pelos dados do TSE, as negras enfrentam situação ainda pior.

    São 493.534 pessoas concorrendo a uma vaga em câmaras municipais e prefeituras nos 5.568 municípios, sendo 156.317 mulheres (31,6%). Porém, existem apenas 12,6% de candidatas a prefeitas e 17,4% para vice-prefeitas, enquanto para vereadoras são 32,9%. No Congresso atual as mulheres não passam de 10% e no ministério golpista não tem nenhuma.

    “Não chega nem perto da maioria, que representamos na população e no eleitorado”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A situação das mulheres negras é ainda pior. Negras e pardas são apenas 79.265 candidatas à vereadora e 652 para prefeita, ou 0,13%. De acordo com Carmela Zigoni, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, candidatas que se autodeclaram “negras” são ainda menos: 0,01% para às prefeituras e 2,64% querem ser vereadoras.

    mulheres negras eleicao

    Para a secretária da Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, o baixo número de candidatas negras é um “reflexo do racismo, do machismo e do sexismo que imperam em nossa sociedade”.

    Na conjuntura do Brasil pós-golpe, “a situação tende a ficar ainda pior, pois os homens brancos que assaltaram o poder estão acabando com todos os programas para a população negra conseguir mais oportunidades e assim saírem da invisibilidade”.

    Custódio lembra que no Rio de Janeiro a candidatura de Jandira Feghali (PCdoB) à prefeitura está mobilizando as mulheres em defesa da paridade, “essencialmente as mulheres negras que sofrem dupla discriminação”. Além disso, Feghali, diz ela, “é uma mulher de fibra”. sem contar que Feghali foi a relatora da Lei Maria da Penha, aprovada em 2006.

    Já a secretária da Mulher da CTB-RJ, Kátia Branco, afirma que Feghali “vai ao segundo turno e vamos vencer essa eleição para que as mulheres botem a cidade maravilhosa no rumo do combate às desigualdades. A classe trabalhadora está com Jandira (Feghali)”. ela afirma que "as políticas de mobilidade urbana e de igualdade terão vez com ela na prefeitura".

    Cresce também a candidatura de Alice Portugal (PCdoB) para a administração municipal de Salvador. Ela diz que “tem muita gente cantando vitória antes da hora” e lembra que o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, estava atrás nas pesquisas, mas venceu a eleição por duas vezes.

    Em São Paulo, o candidato à reeleição Fernando Haddad (PT) é o único prefeito brasileiro a assinar o projeto da Organização da Nações Unidas (ONU) Mulheres “Cidade 50-50” (saiba mais aqui), comprometendo-se com a paridade entre mulheres e homens nos cargos públicos.

    Indígenas

    No que se refere aos povos indígenas, são 1.702 candidatos em todo o Brasil (0,3% do total), dentre os quais 29 para o cargo de prefeito e 1.613 para os cargos de vereador.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB com informações do Inesc

  • Mais de 30 mil pessoas lotam a Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer e também parar protestar contra a violência policial ocorrida na manifestação da greve geral da sexta-feira (28).

    "Neste 1º de maio, os cariocas lotam as ruas da Cidade Maravilhosa para mostrar aos governantes que somos de luta e estamos dispostos a defender nossos direitos e combater todos os retrocessos desse governo machista, racista e homofóbico", diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    Portal CTB

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    O "esquenta" para a grande manifestação contra as reformas da previdência e trabalhista que o governo golpista de Michel Temer pretende jogar sobre as costas da classe trabalhadora, A CTB-RJ e demais centrais sindicais amanheceram o dia nas ruas para fortalecer o movimento de paralisações.

    "Estaremos o dia todo nas ruas mobilizando e esclarecendo a população a cerca dos reais efeitos dessa reforma da previdência que prejudica a todos, mas principalmente as mulheres, que trabalham mais e não podem ter que trabalhar o mesmo tempo que os homens para se aposentar", afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    As trabalhadoras e trabalhadores do Rio de Janeiro se concentram na Candelária, centro da cidade, às 16h para uma grande manifestação "contra o desmonte da previdência e a reforma trabalhista que rasga a CLT e acaba com direitos conquistados", diz Branco.

    Portal CTB

  • É consenso entre as centrais sindicais de que o projeto de reforma da Previdência do governo federal retira direitos da classe trabalhadora. Agora, em relação às mulheres a situação fica ainda pior, de acordo com as sindicalistas da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Começa com a irresponsabilidade de se igualar a idade mínima para a aposentadoria aos 65 anos. Ignoram que as mulheres, além de estar no mercado de trabalho, têm que cuidar da casa e dos filhos”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Pela lei atual, as mulheres se aposentam com 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, ou seja, terão que trabalhar ao menos 10 anos mais. “É terrível porque começamos a trabalhar mais cedo, já que a nossa educação machista exige tarefas domésticas das meninas muito cedo”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    Existe inclusive uma regra de transição para as mulheres acima de 45 anos, pela qual ela é obrigada a trabalhar a metade a mais do tempo que lhe falta para aposentar. Assim: se faltar 2 anos, terá que trabalhar 3 anos. No caso dos homens a idade é acima dos 50 anos, com a mesma regra.

    Branco explica também que as mulheres são as mais prejudicadas na mudança sobre a pensão por morte. Porque a reforma pretende reduzir pela metade as pensões pagas às viúvas, acrescendo 10% por dependente com menos de 18 anos, que perde o benefício ao completar a maioridade.

    Reforma da previdencia e mais um capitulo da triste saga da trabalhadora brasileira 2

    Já Sandreia Barroso de Carvalho Lima, secretária da CTB-PI, lembra que a mulher sofre discriminação no mercado de trabalho, sendo “as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem contratadas” e por isso, “ficam mais tempo sem contribuir, atrasando a aposentadoria”.

    Pereira acrescenta ainda que às mulheres são destinadas as “atribuições mais pesadas e que exigem atenção redobrada”. Ela cita o trabalho doméstico, da saúde e da educação. “As professoras, por exemplo, são as maiores prejudicadas”, diz. “Perdem a aposentadoria especial de 25 anos, acrescendo ainda mais anos de labuta nessa profissão extremamente desgastante”.

    Lenir Piloneto Fanton, secretária da Mulher da CTB-RS, conta que na década de 1980, “juntamente com os homens, exigimos a homologação da Constituição Federal a idade de 55 anos como mínima para as mulheres, então aumentar 10 anos é um verdadeiro desrespeito”.

    De acordo com Fanton, para as trabalhadoras rurais a reforma é ainda mais prejudicial. Isso porque “no campo, começamos a trabalhar muito cedo. Temos uma tarefa extenuante, além dos afazeres domésticos e trabalhamos na roça de sol a sol”.

    Portanto, diz ela, “ter o direito à aposentadoria somente aos 65 anos nos torna praticamente escravas em pleno século 21. Esse governo não conhece a realidade da agricultura familiar que é responsável por 70% da produção de alimentos no país”.

    Além de todas essas questões, Pereira afirma que são as mulheres mais pobres as que mais sofrem, porque “trabalham em situações extremamente precárias, moram longe e ganham os menores salários”.

    “Igualar a idade mínima entre homens e mulheres para a aposentadoria é uma crueldade e aumenta a desigualdade entre os gêneros no país”, conclui Branco.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Fotos: Justificando

  • Na semana das mães, o principal debate do país não foi a questão da dupla (às vezes tripla, quadruplá) jornada da mulher trabalhadora que constrói esse país e sustenta milhares de família com seu trabalho. O debate que tomou a capa dos jornais e revistas de todo país foi a audiência que colocou frente a frente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o juiz Sérgio Moro. Um debate onde ficou mais do que evidente que não exitem provas contra o ex-presidente e que revelou a face maligna de duas grandes marcas do país: a revista Veja, já famosa pelas suas difamações, e as Lojas Marisa, já condenada por trabalho escravo em suas fábricas.

    A campanha difamatória da revista Veja contra o ex-presidente Lula alcançou um novo patamar de desrespeito com a capa “morte dupla” da sua última edição. Nela, a revista acusa o ex-presidente de colocar a “culpa” de suas acusações em sua falecida esposa, Dona Marisa Letícia. A revista repete a mesma prática que usou para eleger Collor, na eleição de 1989, quando usou, da maneira mais antiética possível, ataques de baixo nível à família da ex-mulher de Lula, num dos mais abjetos capítulos da história da nossa imprensa e que teve papel importante para a derrota das forças progressistas naquele processo eleitoral..

    As Lojas Marisa, foram além, buscaram o lucro mexendo com uma memória tão íntima de maneira tão grosseira. Usaram da mesma acusação para atacar a honra do ex-presidente e ainda ganhar dinheiro em cima disso. Uma hipocrisia sem tamanho vindo de uma empresa que não pode se arvorar da moralidade. Uma empresa cujos donos já foram acusados diversas vezes pelo uso de trabalho escravo na confecção de suas roupas. Uma empresa onde, em suas terceirizadas, fiscais do trabalho de São Paulo flagraram dezenas de imigrantes trabalhando em condições degradantes, na nefasta prática do trabalho escravo. Uma empresa que até hoje não deu uma explicação convincente para seus crimes contra trabalhadores e trabalhadoras que trabalhavam em condição indigna na produção de suas roupas.

    “Nem Veja, nem as Lojas Marisa possuem qualquer nível de autoridade moral para fazer ataques ao ex-presidente Lula. A primeira é vista como folhetim no exterior em virtude das grosseiras manipulações e do discurso de ódio que promove em suas página. A segunda até hoje não apresentou uma versão convincente para as gravíssimas denúncias de trabalho escravo em suas fileiras. Uma grande rede de loja que explora trabalho escravo e uma representante da mídia que apoiou o golpe são inimigas da classe trabalhadora e das mulheres trabalhadoras e seus ataques à memória da companheira Marisa Letícia, um ultraje que nos gera profundo repúdio e repulsa”, afirmou a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Kátia Branco.

    A secretária cetebista aproveita para desmentir a versão da imprensa de que Lula teria acusado sua falecida esposa e deixa claro que esse é mais um engodo dos barões da mídia para tentar enganar as mulheres trabalhadoras do Brasil.

    “A revista Veja e a rede de Lojas Marisa tentam usar de um argumento que sensibilizaria cada mulher para tentar criar uma mancha na biografia do ex-presidente Lula no momento em que ele aparece liderando todas as pesquisas. É o velho jogo das classes dominantes de tentar impedir que as forças progressistas e democráticas possam chegar ao poder. Usam da mentira para confundir os trabalhadores. É mentira que Lula culpou a sua falecida esposa no caso do Triplex. O ex-presidente apenas afirmou que a visita de Dona Marisa num apartamento que eles não compraram não é prova e que não acompanhava todos os passos de sua esposa. Não há nenhuma acusação nisso”, disse Branco.

    A dirigente da CTB-RJ finaliza lembrando que a hipocrisia desses segmentos não tem lmites e que quem acabou por expor a vida da ex-primeira dama, Marisa Letícia, com acusações com muitas convicções e sem provas e que atacavam a moral dela e de sua família foram os próprios segmentos que hoje tentam acusar Lula de ter feito acusações que não fez.

    José Roberto Medeiros - CTB-RJ

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, participou, nesta quarta-feira (15), de um importante debate no Sindicato dos Moedeiros sobre o Dia Internacional da Mulher - 8 de março. A atividade faz parte da agenda de luta das mulheres trabalhadoras e reuniu bom público na sede da Casa da Moeda, no centro da capital fluminense.

    O debate reuniu diversas lideranças feministas que abordaram temas coma a questão do mundo do trabalho, os direitos da mulher, as reformas da previdência e trabalhista, além de pautas históricas como o direito ao corpo e a emancipação das mulheres.

    “Esse debate foi muito produtivo na medida em que nos permitiu abordar de forma mais profunda temas de suma importância para as mulheres trabalhadoras. A categoria deu um excelente retorno às exposições e os envolvidos na atividade estão de parabéns pelo espaço criado para o debate.” – disse Branco.

    Além dessas questões, o evento também compôs o calendário de lutas contra as reformas da previdência e trabalhista e serviu como agente mobilizador para a ato do Dia Nacional de Luta, na Candelária, centro da cidade.

    Fonte: CTB-RJ

  • "Este movimento não é de direita nem de esquerda. É um movimento pela democracia". diz o ator Wagner Moura. Porque "nossa crise é uma crise de legitimidade", complementa.

    O movimento Rio pelas Diretas Já! realiza um grande show na praia de Copacabana, na Cidade Maravilhosa, neste domingo (28), a partir das 11h da manhã. Já está na “hora de escolhermos o nosso caminho para decidir o futuro do país”, diz parte do texto na página do Facebook do evento.

    Vaca profana, de Caetano Veloso que canta com Maria Gadu 

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, defende a participação de todo o movimento social e político nas Diretas Já!. "Estamos com os artistas nessa campanha para a criação de uma frente ampla com objetivo de colocar o Brasil no trilho do desenvolvimento, da liberdade e da criação de empregos". acentua.

    Confirme sua presença aqui.

    Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o show une diferentes talentos da rica MPB. Caetano Veloso, Criolo, Mano Brown (dos Racionais MC’s), Teresa Cristina, Maria Gadu, Mart’nália, Pretinho da Serrinha e o Cordão do Bola Preta garante uma grande festa.

    A convocação vem sendo feito através de inúmeros vídeos por outros artistas como Emanuelle Araújo, Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Tico Santa Cruz, Fábio Assunção, Lúcio Mauro Filho, entre outros. 

    O meu mundo é hoje, de José Batista e Wilson Batista. Canta Teresa Cristina 

    A grande preocupação do movimento sindical, movimentos sociais, estudantes e partidos progressistas é a possibilidade de o Congresso Nacional eleger o próximo presidente para um mandato tampão de forma indireta, com consequências imprevisíveis na crise brasileira.

    Veja vídeo da TVT convocando para o Rio pelas Diretas Já!

     

    Por isso, “vamos pra rua defender o nosso direito de votar e arrumar essa bagunça desse governo que pirou este país”, diz a atriz Emanuelle Araújo ao convocar para o evento. O ator Gregório Duvivier anuncia: “primeiramente fora Temer, segundamente Diretas Já. Se a gente empurrar o Temer cai”. 

    Não é a primeira vez que os artistas tomam posições políticas no país. No movimento por eleições diretas para a Presidência da República, de 1984, depois de mais de 20 anos sem eleições, muitos artistas viajaram o país em campanha por Diretas Já. Milhões foram às ruas.

    Espiral de ilusão, de Criolo 

    Já para o também ator Lúcio Mauro Filho, o movimento em defesa de eleições diretas para presidente é a melhor maneira de unir a nação. “Diretas Já, porque estamos falando de Brasil". Enquanto Fábio Assunção defende a renúncia de Temer e avisa que “nós é que não vamos renunciar. Diretas já”. Criolo canta para Temer "como você dorme com isso, como você dorme tranquilo" no samba "Espiral de ilusão". Recado dado.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy