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Dom, Jun

Lenir Fanton

  • No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

    As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

    De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

    A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

    Assista depoimento da atriz Sonia Braga aos Jornalistas Livres: 

    As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

    Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

    Confira explicação da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila sobre a reforma da previdência: 

    “É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

    Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy