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Sex, Abr

Letícia Sabatella

  • #EleNão: artistas convocam a população a lotar as ruas neste sábado (29) pelo direito de viver em paz

    Não dá mais par segurar. As mulheres tomaram conta da política nesta eleição. O movimento feminista assumiu a oposição ao candidato Jair Bolsonaro e suas propostas fascistas.

    “A campanha do #EleNão ganhou uma dimensão gigantesca porque as mulheres entenderam que a hora é agora para barrar o avanço das propostas contra os interesses do país e do povo brasileiro”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Letícia Sabatella, Daniela Mercury, Anitta, Linniker, Chay Suede, Pabllo Vittar, Carolina Abras, Maria Ribeiro, Bete Carvalho, Teresa Cristina, Bruna Linzmeyer, MC Carol, Camila Pitanga, Caetano Veloso, Chico Buarque e muitos outros artistas dizem #EleNão.

    A cantora paraense Júlia Passos deu a sua contribuição gravando um dos hinos do movimento; confira o talento

    O movimento começou pelas redes sociais na internet, principalmente com a página Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que na sexta-feira (14) foi invadida por hackers bolsonaristas e chegou a ser removida pelo Facebook. Já no domingo (16) estava de volta. Ganhou impulso maior ainda e já conta com mais de 3 milhões de integrantes.

    Várias artistas dão o seu recado; assista 

    Artistas que já se posicionavam contra as propostas fascistas do candidato da extrema-direita, já vinham se mobilizando em defesa da democracia, se unem às mulheres pela democracia e pelos direitos humanos. Vídeos começaram a circular e a cantora baiana Daniela Mercury gravou falando contra Bolsonaro e desafiou a carioca Anitta a se posicionar.

    As artistas garantem presença nos atos contra Bolsonaro em todo Brasil; no sábado 

    Nasceu a campanha #DesafioUnidasNasRuas e as artistas começaram a desafiar as suas colegas a se engajarem no movimento. A defesa da liberdade e dos direitos da classe trabalhadora ultrapassou fronteiras e se espalhou pelo mundo. A manifestação do sábado já está garantida em ao menos 50 países e conta com apoio de inúmeros artistas internacionais.

    O jovem ator Chay Suede também se posiciona e mostra que os homens que respeitam as mulheres também são contra Bolsonaro; confira 

    “Elas estão no front, mas muitos homens caminham junto”, assinala Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “O mais interessante desse movimento é que ele uniu pessoas de pensamentos muito diferentes com o objetivo comum de barrar os retrocessos e pôr novamente o Brasil no caminho do desenvolvimento com justiça social”.

    Centrais sindicais, artistas, empresários, intelectuais, torcedoras e torcedores de futebol, religiosos, as pessoas do campo popular e democrático sentem a necessidade de se posicionarem contra a candidatura do retrocesso.

    Pabllo Vittar gritou Ele Não no Prêmio Multishow; veja 

    Várias artistas foram agredidas pelas redes sociais ao gravarem vídeos ou postarem textos favoráveis à campanha #EleNão. Caetano Veloso prestou solidariedade à atriz Marília Mendonça, que excluiu seu vídeo, após ela e sua família receberem ameaças.

    Assista o depoimento de Caetano Veloso 

    “Esse movimento é irreversível e promete unir a nação brasileira para termos uma eleição limpa”, sintetiza Celina. “A volta da democracia depende do nosso engajamento com candidaturas que defendam a liberdade e a justiça. Todas e todos às ruas no sábado (29)".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Artistas fazem vídeo em defesa da democracia, do Brasil e contra a corrupção

    Artistas gravam vídeo de apoio ao país e à democracia, contra a corrupção e crítico à ofensiva conservadora e golpista que vem se forjando no país.

    Letícia Sabatella, Gregório Duvivier, Chico César, Aderbal Freire-Filho, Laerte, Flávio Renegado, Elisa Lucinda, Zélia Duncan, Zezé Polessa e diversos outros artistas participam do vídeo produzido pela Poeira TV. Letícia pergunta a certa altura: "Mas se todo mundo é contra a corrupção porque que ela continua?"

    O cantor Lirinha, do grugo Fogo do Cordel Encantado diz que "na história do Brasil o combate à corrupção já foi usado para a justificativa de muitos abusos". E Freire-Filho lembra que "em 1964 a ditadura derrubou um governo eleito falando contra a corrupção" e em 21 anos afundou o Brasil num mar lama.

    Elisa Lucinda diz que na ditadura "não havia liberdade para investigar e denunciar". Os artistas se colocam contra "escola só para ricos, contra a fome, contra a miséria, contra o salário mínimo, mínimo, contra universidades só para brancos, contra o genocídio dos povos indígenas, contra o machismo, contra o racismo, contra a violência à mulher".  

    "Contra a justiça só para alguns, contra a justiça tendenciosa que só investiga um lado". No final dizem: "eu sou a favor da democracia". Lirinha acentua que "sem democracia ninguém vai saber se você é a favor ou contra de nada". Zezé Polessa diz "sou contra o golpe".

    Assista #TodosPelaDemocracia:

     

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

     

  • Artistas mantêm-se firmes contra o governo golpista, em defesa da democracia

    A cantora e compositora Maria Gadú gritou "Fora Temer" em seu show no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, no domingo (5). Ao interpretar a bela "Sonhos Roubados". Diz parte da letra que "Não sou escravo de sonho/eu não caio nessa armadilha/ao meu caminho eu que faço/sou eu que traço essa trilha/a minha esperança eu invento/e sigo em movimento/não tem parada pra mim". Aí ela falou contra a cultura do estupro e pediu a saída do presidente golpista.

    Maria Gadú dá o seu recado político:

     

    Michel Pastel, de Luciana Sou Eu Mesma

    Versão de Michelle (John Lennon e Paul McCartney)

    Preste atenção da adaptação:

    "Michel... Pastel

    Quer levar o Brasil

    Pro beleléu

    Vaza Michel!

    Michel... Go to hell !

    Na velocidade 5 do créu

    Vaza Michel!

    Golpistas

    Golpistas

    Golpistas

    Vocês não passarão

    Cambada de ladrão

    Saqueando a pátria

    Sem perdão

    E mentindo sem fim

    Michel... Pastel

    Se não é golpe

    Eu sou o papai Noel

    Vaza Michel!

    O pior de tudo

    É ator pornô

    Opinar na educação

    Me dá depressão"... 

    Acompanhe Luciana cantando. Também entre na sua página no Facebook aqui:

     

    A atriz Tássia Camargo gravou um vídeo para explicar porque sugeriu levarmos comida para a presidenta Dilma, que está exilada pelo presidente golpista, segundo ela. Para ela, não é humilhante para a presidenta, ams sim para os golpistas. De acordo com ela, sua atitude foi para denunciar esse ato degradante do golpista Temer para a imprensa internacional. "Humilhação é o que estão fazendo com a democracia". E acentua que "estão estuprando a democracia, as mulheres, nossos direitos".

    Assista abaixo:

    Mais uma vez a politizada atriz Letícia Sabatella defende a democracia e a Nação brasileira. Desta vez no programa "Altas Horas", da Globo, que levou o ator Márcio Garcia para falar sobre o outro lado. Letícia diz que o processo de impeachment é ilegítimo e que é necessário manter a legalidade e a democracia. Foram tirados "40 milhões da pobreza" ela diz defender essas políticas de inclusão e conclui que é necessário "garantir a nossa cidadania".

    Veja Letícia Sabatella:

     

    Já o goleiro do Palmeiras, Fernando Prass, ao ser provocado por repórter global sobre uma briga de torcidas no jogo do seu time contra o Flamengo, pelo Brasileirão, em Brasília, respondeu que a violência está nas ruas. "O país está assim". Aí ele menciona a adolescente de 16 anos estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro e lembra do menino de 10 anos morto pela polícia.

    Acompanhe Fernando Prass:

     

    A Orquestra Debout, do movimento Nuit Debout (Levante Noturno) executar "Apesar de Você", de Chico Buarque e entusiasma público, na Praça da República, em Paris, França. A manifestação ocorreu em apoio aos movimentos sociais que lutam contra o governo golpista de Michel Temer.

    Aproveite e deleite-se com essa obra prima:

     

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Caetano Veloso é proibido de cantar, mas apoia o movimento pelo direito humano de moradia

    O prefeito de São Bernardo, no ABC Paulista, Orlando Morando (PSDB) vai ficar na história como o prefeito que censurou o cantor e compositor baiano Caetano Veloso, uma das principais vozes da música popular brasileira de todos os tempos.

    O espetáculo estava marcado para acontecer às 19h desta segunda-feira (30), mas uma decisão judicial impediu a sua realização. A alegação da juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública da cidade é de que o local não suportaria o talento de Caetano, ela ainda impingiu uma multa de R$ 500 mil, caso a ordem judicial fosse desobedecida.

    Para ela, o terreno de 60 mil metros quadrados não possui estrutura para um show desse porte. O local “não possui estrutura a suportar show, mormente para artistas da envergadura de Caetano Veloso, um dos requeridos nesta ação. Seu brilhantismo atrairá muitas pessoas para o local, o que certamente colocaria em risco estas mesmas”, disse.

    Não contente, a juíza ainda argumenta que “como ressaltado, não há estrutura para shows, ainda mais, de artista tão querido pelo público, por interpretar canções lindíssimas, com voz inigualável. Destarte, o povo merece shows artísticos, mas desde que atendidos requisitos, que aqui não estão presentes, conforme bem alegado pelo Ministério Público”.

    Caetano afirmou que "o show foi adiado por uma decisão judicial, mas fizemos um lindo ato público em apoio à Ocupação Povo Sem Medo. Estamos juntos nessa luta pelo direito humano à moradia".

    ocupacao povo sem medo sao bernardo 2017

    O show ocorreria em solidariedade aos ocupantes desse terreno desde o dia 1º de setembro. Eles querem que a gleba seja utilizada para o programa Minha Casa Minha Vida e assim possam ter a tão sonhada casa própria.

    Além de Caetano estavam na ocupação Criolo, Emicida, Sonia Braga, Letícia Sabatella, Alinne Moraes. Todos inconformados com a decisão judicial. Caetano disse que nunca é bom ser proibido de cantar. “Mais que nunca é preciso cantar”, falou repetindo versos de Vinicius de Moraes.

    A empresária e produtora de Caetano Veloso, Paula Lavigne garante que o show será remarcado. “Vamos ver o que precisamos fazer para o show ser remarcado, nem que o pessoal da ocupação vá para outro local para ver o show".

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    Inclusive os artistas chegaram mais cedo à ocupação para conversar com os sem teto e entender o drama da falta de moradia e o crescimento da pobreza no país pós-golpe de 2016.

    Assista o vídeo de Nacho Lemus - TeleSUR 

    Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), no entanto, asseguram a realização de uma grande marcha a partir das 5h da manhã desta terça-feira (31) rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

    O terreno pertence à MZM Construtora, que de acordo com o MTST deve R$ 500 mil de IPTU para a prefeitura, que não cobra a dívida, mas dificulta a vida dos ocupantes do terreno abandonado há 40 anos afirmam eles.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Fotos: Mídia Ninja

  • Camila Pitanga, Julia Lemmertz, Zé Celso e artistas do teatro defendem a democracia. Assista!

    O grupo Roda Mundo divulgou na sexta-feira (15) o vídeo "Artistas pela Democracia. Chegou a hora!", no qual dezenas de artistas do teatro, cinema e televisão expressam a sua vontade em defesa da liberdade, da cultura e da democracia.

    Assista com atenção:

     

    Começa com Camila Pitanga perguntando se as pessoas estão abertas para ouvir o que esses artistas têm a dizer. Ela convida para que assistam e reflitam.

    Letícia Sabatella aparece cantando "Roda Viva", de Chico Buarque, que começa virar hino da resistência ao golpe. Os artistas estão levando essa bandeira para todo o país, fazendo arte para refletir o país.

    Para Amir Haddad ninguém pode ficar "alheio a tudo isso", pois é o futuro que está em jogo.  Inez Viana defende o direito à "liberdade de expressão" para todos e todas.

     O renomado diretor de teatro Zé Celso afirma que "nada é perfeito" e que é da democracia a divergência. Daniel Herz questiona a mídia e a "informação" seletiva que estão levando para as pessoas.

    Participam do vídeo representantes de grupos de teatro de diversos estados e Camila Pitanga, Elisa Lucinda, Julia Lemmertz, Kamile Telles, Matheus Nachtergaele, Wagner Moura, Zé Celso, João Miguel, dentre vários outros.

    Camila Pitanga encerra o vídeo afirmando que "você pode não gostar do eu foi dito aqui. Tudo bem. Mas não precisa me odiar por isso".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

  • Contra PEC da Morte, estudantes dão aula, mas os governantes não aprendem nada

    Tudo começou quando um grupo de partidos políticos de direita sem voto se agrupou e derrubou uma presidenta eleita constitucionalmente. Instalado no poder, começou a desmontar as conquistas do andar de baixo da economia.

    “O golpe veio para acabar com as conquistas do povo brasileiro e barrar o avanço da democracia em seus inéditos 31 anos consecutivos”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    A reação foi imediata. Artistas, jovens, mulheres, sindicalistas e toda a sociedade civil organizada tomou as ruas para denunciar o golpe. Não tardou a surgirem medidas contra os interesses da classe trabalhadora.

    Entrou em cena, o projeto Escola Sem Partido, também chamado de Lei da Mordaça, pois proíbe o diálogo e instaura a ditadura do pensamento único.

    Aí o Ministério da Educação (MEC) elaborou uma reforma do ensino médio, através da Medida Provisória 746, com objetivos claros de “liquidar a educação pública”, como diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    Ela se diz satisfeita com a proposta do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) de que a Câmara dos Deputados retire a MP da pauta e volte a tramitar o Projeto de Lei 6840/2013, que propõe o período integral nas escolas e mudanças curriculares, “tudo feito com diálogo com a sociedade”, explica Silva.

    Para Lanes, a retirada da MP será “a primeira derrota do Temer e uma vitória dos estudantes, se o Temer quer fazer uma reforma do ensino que no mínimo se proponha a debater e falar com todos e todas sobre as medidas”.

    Aí apareceu a Proposta de Emenda à Constituição 241 (agora PEC 55, em tramitação no Senado), apelidada recentemente de PEC da Morte. Os estudantes reagiram e passaram a ocupar escolas e universidades no país inteiro contra essas medidas que prejudicam a educação pública.

    Coletiva de estudantes do DF 

    Betros afirma que os estudantes estão dando uma lição para todos e todas. “A juventude nos enche de esperança, porque está defendendo o futuro do país e com muita disposição de luta”. Para ela, “essa consciência de nação que se está criando, vislumbra um futuro que os setores conservadores querem barrar a todo custo”.

    O movimento iniciou fortíssimo no Paraná, onde há quase 900 escolas ocupadas e se espalhou pelo Brasil com a entrada dos universitários em cena também. Já são mais de 1.200 escolas e quase 200 universidades públicas ocupadas.

    A resposta do desgoverno golpista veio da forma costumeira, com repressão. “Parece que os governantes que estão no poder não sabem conversar, pois quando nos expressamos em defesa da educação, eles vêm com gás lacrimogênio e bombas”, diz Arizla Oliveira, 16 anos, estudante paranaense.

    O maior problema enfrentado pelos estudantes, mais uma vez, é a repressão determinada pelos governantes. No Paraná, grupos de fascistas se organizam para tentar desocupar as escolas e a Polícia Militar (PM) cercou uma escola e impediu a entrada de alimentos e visitas aos estudantes, mesmo sem ordem judicial.

    Entra em cena a estudante Ana Júlia Ribeiro, 16 anos. Ela encanta o mundo, dando aula de cidadania na Assembleia Legislativa do Paraná e depois no Senado Federal. Convidada a falar sobre a questão na Organização das Nações Unidas (ONU).

    A “guerra” promovida por setores radicais de direita não conteve os estudantes, constantemente ameaçados por esses grupos, sem que a polícia intervenha. No Distrito Federal, o juiz Alex Costa de Oliveira autorizou a utilização de práticas de tortura pela PM contra adolescentes para desocupar uma escola.

    Em diversos estados as PMs têm invadido escolas e retirado estudantes, mesmo sem mandado judicial. No Tocantins, jovens foram levados à delegacia algemados. Além de o ministro da Educação Mendonça Filho ter determinado o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas escolas ocupadas.

    Letícia Sabatella visita escola ocupada no Paraná 

    “O MEC não está interessado em resolver questão nenhuma. Os estudantes não querem boicotar o Enem e é perfeitamente possível a realização do exame nas escolas ocupadas”, diz a líder estudantil.

    Lanes conta quem em Minas Gerais houve negociação e o Enem ocorrerá nas escolas que estão ocupadas. Lá, “a democracia venceu”, diz ela. “O Enem é uma conquista do movimento estudantil e a melhor maneira dos filhos e filhas da classe trabalhadora entrarem na universidade”.

    Já a adolescente paranaense Kezia Akemi Suzuki, 15 anos, responde aos ataques que os estudantes têm sofrido. “Só espero que você que é contra o nosso movimento entenda as nossas razões e o porquê defendemos a educação pública. Além do que não estamos privando ninguém de estudar, estamos lutando para que todos estudem, mas com dignidade”. Marcelo do Distrito Federal, afirma que “a gente só está lutando pela educação. A gente só quer melhoria para nossas escolas".

    Para Mario Volpi, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), “não podemos permitir que um país como o Brasil, que foi o primeiro país, em 1989, a assinar a convenção sobre os direitos da criança agora permita, por qualquer forma ou pretexto que esses direitos sejam violados”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Giocondo Bretas

  • Joanna Maranhão vai à Justiça contra os ataques misóginos que sofreu

    A nadadora pernambucana Joanna Maranhão volta a ser alvo de polêmica. Após não conseguir classificação em competição de natação nas Olimpíadas Rio 2016, choveram ataques à atleta pelas redes sociais.

    No ano passado, pouco antes de partir para as competições do Pan-americano, Maranhão gravou um vídeo em resposta aos deputados ultraconservadores que defendem a redução da maioridade penal e a retirada de conquistas das mulheres. Atacou também as posições racistas e homofóbicas de Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro. No vídeo, dispensou a torcida deles na disputa do Pan (saiba mais aqui).

    A partir dessa manifestação, ela passou a ser perseguida por setores reacionários da sociedade. Circulando pelas ciclovias paulistanas, ao ver um carro estacionado em cima da ciclovia, reclamou e recebeu ofensa (leia aqui) igual à desferida contra Letícia Sabatella em Curitiba.

    Os ataques mais recentes contra a atleta olímpica, de 29 anos, aconteceram após ela não obter classificação para continuar a disputada por medalhas da Rio 2016. “Nem todo mundo compreende a grandiosidade e a competitividade de uma olimpíada", diz Maranhão.

    “Treinei muito para ser a melhor nadadora do Brasil e não sucumbir à minha depressão, e de repente as pessoas me questionando, questionando minha história", afirma. Com razão ela diz que "o Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico”.

    Assista a entrevista da atleta ao canal pago SporTV 

    Maranhão se solidariza com seus colegas do judô que perderam. Ela cita o caso de Rafaela Silva que foi chamada de “macaca”, por ser negra, em 2012, após perder (leia mais aqui).

    “Rafaela é uma menina de origem pobre, que teve assistência de programas sociais, e muitas pessoas querem que isso acabe. É paradoxal", reforça.

    Para ela, seria natural as pessoas criticarem a suja atuação no esporte, mas “desejar que eu seja estuprada, que a minha mãe morra, que um bandido me mate”, argumenta, “acho que isso ultrapassa “ os limites da civilidade.

    Ela afirma que o possível dinheiro arrecadado com as ações judiciais reverterão para a sua ONG Infância Livre, que cuida de crianças que sofreram abuso sexual em Recife (saiba mais aqui).

    “As pessoas se sentem seguras por estarem por trás de um computador”, mas ela conta que armazenou todos os xingamentos e encaminhou para a Justiça, porque ao partirem “para a história da minha infância” para o “desrespeito com as mulheres” e “pelo fato de eu ser nordestina" aí "vou ter que tomar medidas jurídicas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Letícia Sabatella responde às pessoas que a agrediram em Curitiba neste domingo (31)

    Em vídeo gravado pelo Brasil de Fato e pelos Jornalistas Livres, a atriz Letícia Sabatella contou o que aconteceu no caso da agressão da qual foi vítima, na tarde deste domingo (31). Ela disse que mora ali perto e estava indo almoçar para depois ir ao ato “Fora Temer”.

    Sem se abater, Sabatella diz que sentiu “uma falta de argumento, que acabava chegando a um xingamento”, mas, que ela parou ali apenas para conversar com uma senhora que a abordou. “Isso é uma coisa que está fazendo parte do nosso país”, afirma.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que isso aconteceu "em decorrência das posições políticas assumidas por ela". Portanto, "os ataques à atriz acontecem porque essas pessoas acreditam que a mulher não pode opinar sobre política, economia, cultura, enfim, sobre nada que seja relacionado aos interesses da nação".

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    Presidenta Dilma ganha direito de resposta contra matéria misógina da revista IstoÉ

    "Infelizmente uma agressão cometida não há como voltar atrás", lamenta Pereira, mas "a CTB repudia toda agressão misógina sofrida por uma mulher". Ela diz que "para essas pessoas, a mulher só presta se for de direita e submissa. Mas isso acontece graças ao golpe desse governo machista, misógino, homofóbico e racista". 

    Já Sabatella afirma que “é uma pena que não dá para conversar com as pessoas”. A atriz conta ainda que a “manifestação deles deve ter sido muito ruim” e, por isso, provavelmente agridem. E a “do ‘Fora Temer' foi muito mais amorosa”.

    A sempre inteligente e politizada Sabatella garante também que “isso está acontecendo com muitas pessoas, com pessoas maravilhosas, que eu estou vendo sofrer este tipo de coisa, ou coisas piores, injustiças mesmo. Como as prisões e mortes de índios Guarani e Kaiowá (leia mais aqui), com os sem-terra”.

    Assista o vídeo com o depoimento de Letícia Sabatella 

    Veja o vídeo da agressão feito pela própria atriz 

    Acompanhe vídeo com Alexandre Frota na manifestação fracassada em defesa golpe na avenida Paulista, em São Paulo, e entenda o clima de ódio, alimentado por quem não tem o que dizer 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres tomam as ruas pelo fim da cultura do estupro e por respeito à dignidade humana

    Mulheres protestam contra a violência de gênero e pedem justiça (Foto da Reuters)

    Ganhou repercussão internacional a selvageria, pela qual 33 homens estupraram uma adolescente no Rio de Janeiro e, desde então, intenso debate tomou conta das redes sociais.

    Imediatamente milhares de mulheres tomaram as ruas do país para gritar basta de violência de gênero e o primeiro grito que ecoou foi o fora Temer, porque o governo golpista arregimenta machistas, fundamentalistas e defensores da cultura do estupro.

    A solidariedade de internautas trouxe à tona um importante e necessário debate sobre a cultura do estupro predominante na sociedade brasileira.

    “O Estado tem obrigação de promover um amplo debate que envolva não somente a comunidade escolar, mas toda a sociedade para discutir a questão da cultura do estupro para que assim a civilização brasileira evolua para um ambiente de solidariedade e respeito”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    A também diretora de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) falou com exclusividade ao Portal CTB sobre o papel da educação no combate à opressão, ao machismo e à violência.

    fim da cultura do estupro

    Viraliza na internet a campanha Eu Luto pelo Fim da Cultura do Estupro (Foto da internet)

    Isis afirma que a escola tem um papel fundamental no debate dessa questão, mas para isso as discussões das questões de gênero devem permear toda a educação brasileira.

    “A escola precisar dialogar com as crianças, respeitando as faixas etárias, para mostrar a diferença entre carinho e carícias, porque as crianças não sabem diferenciar uma coisa de outra”.

    De acordo com ela, “educadores e educadoras necessitam de preparação adequada para lidar com o assunto e saber onde buscar ajuda”.

    Principalmente, diz, “as secretarias de educação dos municípios e estados devem preparar quem trabalha com educação porque a violência contra as meninas é muito intensa no país”.

    É preciso acabar com a cultura do estupro

    Letícia Sabatella gravou um vídeo sobre o assunto. “Precisamos falar sobre violência, sobre machismo, sobre cultura do estupro”, afirma a atriz após mencionar o fato ocorrido no Rio. Ela reforça a argumentação contra a ideia de que lugar de mulher é somente em casa.

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    Assista o vídeo com Letícia Sabatella

    “Ela pode estar dentro de casa, na escola, na rua, numa boate. Ela pode estar usando uma roupa de criança. Uma roupa de mãe de santo, uma roupa de estudante, uma roupa de prostituta, uma roupa de festa”, não importa, “ela corre esse risco por ser mulher”, acentua.

    Já o antropólogo Ritxar Bacete acredita que para se construir um mundo igualitário, os homens devem “questionar o modelo tradicional de masculinidade" e "renunciar aos privilégios que recebem do sistema patriarcal", além de "se comprometer, junto com as mulheres, de maneira ativa, na realização de um mundo melhor para todas as pessoas, que permita melhorar as possibilidades do desenvolvimento humano”.

    Quem é o estuprador?

    ato contra estupro

    Protesto no Rio de Janeiro denuncia a barbárie contra a adolescente (Foto da Agência Brasil)

    Enquanto a doutoranda em psicologia na Universidade de Kent, Inglaterra, Arielle Scarpati afirma que a literatura sobre o tema mostra que a maioria dos estupradores são “homens normais”. Ela desmitifica essa ideia de um “monstro estuprador”.

    “A gente tem essa noção de que o estuprador é um monstro, um psicopata. Mas na verdade esses homens são o que chamamos de normais, em geral tidos como pessoas boas, salvo raras exceções. Isso sempre me chamou muito a atenção", diz.

    Para ela, a cultura do estupro é tão forte no Brasil que até as vítimas têm dificuldade de reconhecer a violência. “É comum que as pessoas não entendam como violência sexual uma situação de estupro dentro do casamento, por exemplo”.

    “Mas o que caracteriza o estupro é ausência de consentimento. Se a mulher está com o marido e diz não, mas ele força e o sexo acontece, isso é estupro”, reforça. E também diz que “não interessa se os dois foram para o motel, se estavam pelados. Se a mulher diz: 'não, para'. E o homem continua, isso é estupro. Mas muitos não acreditam”.

    Além de tudo isso, diz Arielle, “a vítima é submetida a outra forma de violência: é desacreditada durante todo o processo. Para fechar com chave de ouro, o agressor é absolvido”. Será mera coincidência a semelhança com os fatos?

    Assista vídeo com apoio de internautas ás vítimas de estupro 

    Governo golpista reforça cultura do estupro

    Sem mulheres no primeiro escalão, o governo golpista de Michel Temer traz uma situação muito grave, segundo Isis, a institucionalização da cultura do estupro no país. Isso porque quando “um ator réu confesso de ter estuprado uma mãe de santo é recebido no Ministério da Educação ou quando um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) liberta um médico notório estuprador, isso significa dar respaldo a essa violência inqualificável”.

    Ela acredita que o golpe está tentando se consolidar para “matar dois coelhos numa cajadada só”. Querem, acentua, “barrar os avanços sociais dos últimos 13 anos”, mas também “não suportam uma mulher mandatária do país”.

    A educadora amazonense acredita que essa violência está acontecendo com tanta contundência porque “as mulheres saíram do ambiente doméstico e estão nas ruas lutando por seus direitos”.

    “Diversas políticas públicas vêm trazendo cada vez mais empoderamento da mulher e o patriarcado não quer abrir mão de seus privilégios. Querem somente as mulheres bem recatadas e apenas no ambiente privado”, finaliza.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Na etapa final do julgamento, artistas e intelectuais pedem a anulação do impeachment

    Susan Sarandon, Viggo Mortensen e Noam Chomsky apoiam Dilma contra o golpe

    Vários artistas estrangeiros lançaram nesta quarta-feira (24) um manifesto em defesa da democracia brasileira. Contra o golpe em marcha no país, disfarçado de impeachment da presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff.

    “Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados”, diz trecho do manifesto (leia a íntegra no final do texto).

    Assinam o manifesto o cineasta Oliver Stone, a atriz Susan Sarandon, o ator Viggo Mortensen, o ator Danny Glover, o linguista Noam Chomsky, o compositor Brian Eno, a estilista Vivienne Westwood, entre diversas outras personalidades.

    Também na quarta-feira, intelectuais brasileiros encaminharam uma petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski pedindo a anulação do processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

    Assinam a petição o escritor Fernando Morais, os jornalistas José Trajano e Alípio Freire, os professores universitários Stella Maris de Freitas e Laymert Garcia dos Santos, entre outros. O texto da petição acusa Eduardo Cunha de "desvio de poder e ofensa à moralidade administrativa".

    Além de apontar "interferência externa, deslealdade processual, ausência de liberdade de julgamento e abuso de poder" (leia a íntegra aqui).

    fernando morais jose trajano alipio freire stella maris de freitas laymert garcia dos santos

    Canta a Democracia

    O show “Canta a Democracia” (acesse página do Facebook aqui) reuniu inúmeros artistas para cantar a liberdade no Circo Voador, no Rio de Janeiro e no Apollo Theater, em Nova York.

    Entre muitos outros artistas, participaram Wagner Moura, Bebel Gilberto, Fernando Morais, Letícia Sabatella, Tico Santa Cruz, Zélia Duncan, Bia Lessa, Ernesto Neto, Sérgio Sérvulo da Cunha, Márcia Tiburi, Edgard Scandurra, Tata Amaral, Arrigo Barnabé, Roberto Amaral e Daniel Filho.

    Artistas interpretam "A Farsa" no "Canta a Democracia" 

    “Canta a Democracia é o nome do espetáculo e também da campanha que coloca no palco artistas e grandes nomes da cultura brasileira que querem defender os direitos de todo cidadão brasileiro. O Brasil das mulheres. Dos negros. Dos cidadãos LGBT. Dos indígenas. O Brasil dos trabalhadores, dos aposentados, dos estudantes, de todos nós. O Brasil que já teve importantes conquistas e não pode, de forma alguma, voltar para trás. Um país que tem de preservar o que já conseguiu com muita luta. Um país que tem de assegurar o direito do voto. Um país que diz não ao golpe”, afirma o manifesto do evento.

    Leia a íntegra do manifesto dos artistas e intelectuais estrangeiros:

    Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil

    Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, que instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável, e existem evidências convincentes demonstrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.

    Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.

    Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

    Assinam:

    Tariq Ali – Escritor, jornalista e cineasta

    Harry Belafonte – Ativista, cantor e ator

    Noam Chomsky – Professor emérito de Linguística no MIT, teórico e intelectual

    Alan Cumming – Ator e autor

    Frances de la Tour – Atriz

    Deborah Eisenberg – Escritora, atriz e professora

    Brian Eno – Compositor, cantor, artista visual e produtor

    Eve Ensler – Dramaturga, autora de “Os Monólogos da Vagina”

    Stephen Fry – Locutor de rádio, ator, diretor

    Danny Glover – Ator e diretor de cinema

    Daniel Hunt – Produtor musical e cineasta

    Naomi Klein – Escritora e cineasta

    Ken Loach – Cineasta

    Tom Morello – Músico

    Viggo Mortensen – Ator e músico

    Michael Ondaatje – Novelista e poeta

    Arundhati Roy – Autora e ativista

    Susan Sarandon – Atriz

    John Sayles – Roteirista, diretor e novelista

    Wallace Shawn – Ator, dramaturgo e comediante

    Oliver Stone – Cineasta

    Vivienne Westwood – Estilista

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com agências

  • Para artistas, do jeito que está o país está perdido, então, “Xô, Vampirão”, Diretas Já é a solução

    Em uma reunião na casa da produtora cultural Paula Lavigne, no Rio de Janeiro, um grupo de artistas "homenageou" o presidente ilegítimo Michel Temer com dois sambas em favor das Diretas Já, na sexta-feira (23).

    Os vídeos postados no YouTube viralizaram na internet. Letícia Sabatella, Lúcio Mauro Filho e Janaína Diniz Guerra cantam versos improvisados, acompanhados pelos cavaquinhos de Xande de Pilares e Mosquito.

    Xô, Vampirão 

     “Xô, Vampirão” ironiza a viagem de Temer à Rússia. Lúcio Mauro canta “Vampirão foi lá pra Rússia/Mas ninguém deu atenção/Vladimir ficou ‘Putin’/e gritou Xô, Vampirão”. Já Sabatella emenda os seus versos dizendo que “eu queria entender se existe uma razão/ Que sustente a hipocrisia amedrontando a nação”.

    No samba “513, Fora Temer é o assunto”, o grupo de artistas manda um recado aos 513 deputados federais para aceitarem a denúncia contra Temer de corrupção passiva. “Desse jeito o bagulho tá doido e o nosso país tá perdido. 513, Fora Temer é o assunto”. Recado direto. Fora Temer e Diretas Já são os assuntos.

    513, Fora Temer é o assunto 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

  • Pepe Mujica estará na 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária em São Paulo. Aproveite!

    Começa nesta quinta-feira (4) a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca (Avenida Francisco Matarazzo, 455 - Barra Funda), em São Paulo. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), serão mais de 250 toneladas de alimentos saudáveis.

    A feira contará com 800 assentados, vindos das 24 unidades da federação onde o MST está organizado. A programação deste ano se estende até o domingo (7) e terá shows de Tulipa Ruiz, Emicida, Chico César, Targino Gondim e Tico Santa Cruz.

    Acompanhe a programação completa aqui.

    Os organizadores também garantem espaço para os novos talentos da MPB. Tem ainda a Feira Literária e a Culinária da Terra, que apresenta comidas típicas de todas as regiões do país, produzidos em plantações sustentáveis, sem agrotóxicos, garantem os organizadores da feira.

    Ouça Assentamento, de Chico Buarque, dedicada ao MST

    Além de todas essas atrações, a segunda edição da feira conta com a presença do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica no seminário Alimentação Saudável, que terá também Bela Gil, Letícia Sabatella, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e o coordenador do MST, João Pedro Stedile.

    Veja aquia página do Facebook da feira.

    “Acho que essa feira vai atrair mais público. Na primeira feira, as pessoas ainda não estavam acostumadas. Muita gente decidiu ir por curiosidade. Agora eles já conhecem nossos produtos, sabem que não são produtos convencionais, são alimentos saudáveis, e por isso eu acho que essa feira vai ser ainda melhor do que a primeira”, afirma o assentado de Franco da Rocha (SP), Antônio Marcos da Silva.

    Portal CTB com informações do MST

  • Vários artistas cantam a democracia e denunciam o golpe contra o Brasil

    Wagner Moura, Bebel Gilberto, Fernando Morais, Letícia Sabatella, Tico Santa Cruz, Zélia Duncan, Bia Lessa, Ernesto Neto, Sérgio Sérvulo da Cunha, Márcia Tiburi, Edgard Scandurra, Tata Amaral, Arrigo Barnabé, Roberto Amaral e Daniel Filho criaram o movimento Canta a Democracia para arrecadar fundos para dois espetáculos contra os projetos de retirada de direitos da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

    Um show será no Rio de Janeiro, dia 23 de agosto, no Circo Voador e em Nova York com o Shout For Democracy Concert, no Apollo Theater.

    Para a realização dos espetáculos, os artistas pedem a sua colaboração pelo www.catarse.me/cantaademocracia.

    "Canta a Democracia é o nome do espetáculo e também da campanha que coloca no palco artistas e nomes da cultura brasileira que querem defender os direitos de todo cidadão brasileiro. O Brasil das mulheres. Dos negros. Dos cidadãos LGBT. Dos indígenas. O Brasil dos trabalhadores, dos aposentados, dos estudantes, de todos nós. O Brasil que já teve importantes conquistas e não pode, de forma alguma, voltar para trás. Um país que tem de preservar o que já conseguiu com muita luta. Um país que tem de assegurar o direito do voto. Um país que diz não ao golpe", dizem os organizadores do evento.

    Assista o vídeo promocional da campanha Canta a Democracia

     

    Público acompanha a orquestra que transforma mais uma vez a obra "Carmina Burana", de Carl Orff, em um canto da vontade popular com o "Fora Temer", na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro.

    Geraldo Azevedo puxa o canto "Fora Temer" em seu show no sábado (16). no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Logo após, cantou “Canção da Despedida” (letra abaixo), composta em 1968, em parceria com Geraldo Vandré.

     

    Canção da Despedida

    (Geraldo Vandré e Geraldo Azevedo)

    Já vou embora, mas sei que vou voltar
    Amor não chora, se eu volto é pra ficar
    Amor não chora, que a hora é de deixar
    O amor de agora, pra sempre ele ficar
    Eu quis ficar aqui, mas não podia
    O meu caminho a ti, não conduzia
    Um rei mal coroado,
    Não queria
    O amor em seu reinado
    Pois sabia
    Não ia ser amado
    Amor não chora, eu volto um dia
    O rei velho e cansado já morria
    Perdido em seu reinado
    Sem Maria
    Quando eu me despedia
    No meu canto lhe dizia

    Os Jornalistas Livres apresentam, com muito humor, o Sarau de Michel Temer. Os poemas de um presidente golpista. Segundo os autores "esta é obra de ficção. Qualquer semelhança comigo ou com terceiros é mera coincidências - TEMER, Michel. Livro Antônima Intimidade, p.19". 

    Para quem reclama do papel que a mídia burguesa tem feito nos últimos anos, finalmente ela se redime nessa montagem hilária. Assista e sinta a profundidade do tema.

     

    Veja o que falou o jornalista Xico Sá em um programa do canal pago Sportv. Quando o apresentador disse que Temer anunciou que não tem time do coração, Xico Sá disse: "ele não tem coração". Todos gargalharam. Infelizmente o vídeo foi bloqueado, mas fica a constatação.

    O compositor tropicalista Tom Zé disse em entrevista ao Diário de Notícias, de Portugal, que "realmente é um golpe, todo o mundo sabe. A gente vive uma ditadura mascarada. É um governo fazendo tudo o que uma democracia não faz e que não quer ser chamado de ditadura. Todo o dia mudam a acusação (contra Dilma), agora no Senado disseram que ela não tem nada com pedaladas fiscais [a deliberação veio do Ministério Público Federal, em relação ao caso Safra, onde foi decidido não existir crime do governo de Dilma. Se muda a acusação têm de tirar todo o processo de impeachment".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy