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  • Entidades sindicais em todo mundo farão atos nesta quarta (11) em defesa da democracia

    Nesta quarta-feira (11), Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre, o movimento sindical internacional organiza manifestações nas embaixadas do Brasil no exterior para exigir a libertade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde sábado (7).  

    Vigília democrática: movimentos nas ruas para exigir liberdade de Lula

    Argentina, Estados Unidos, El Salvador, México, País Basco, Panamá, Paraguai, Portugal, Uruguai entre outros países, estão convocando a população para protestar neste dia de luta em defesa da democracia. Em nota, as centrais sindicais brasileiras entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) consideraram a decretação da prisão de Lula "uma medida radical que coloca a sociedade em alerta", diz do documento (leia aquí a íntegra). 

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e outras organizações de Portugal entregaram, na última sexta (6), um abaixo-assinado na embaixada brasileira naquele país repudiando a condenação arbitrária de Lula

    Paraguai e El Salvador também realizaram protestos, nesta semana, em frente à embaixada em seus respectivos países. Uma delegação de sindicalistas uruguaios está em Curitiba junto aos milhares de manifestantes que estão acampados próximo à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para prestar apoio ao ex-presidente.

    Peru, Suécia, Inglaterra, Itália e Holanda também confirmaram atos hoje. Confira:

    Argentina: 

    cta autonoma

    cta dostrabalhadores

    México:

     

    mexico

    País Basco:

    paisbasco

    Portugal:

    portugal

    Uruguai:

    uruguai

    Paraguai e El Salvador realizaram os protesos nesta semana: 

    paraguailulalibre

    el salvador

     

    Érika Ceconi para o Portal CTB - Foto capa: Reuters/Ueslei Marcelino 

  • "Lula, conte com a CTB", diz dirigente Nivaldo Santana em Jornada em Defesa da Democracia

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da Jornada em Defesa da Democracia, uma atividade em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que presta depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, nesta quarta-feira (10).

    Lideranças dos movimentos sociais e parlamentares de todo o Brasil estão no Paraná para prestar seu apoio a Lula. O vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, acompanhado pela secretária de Imprensa e Comunicação, Raimunda Gomes e pela presidenta da seção estadual da entidade sindical no Amazonas, Isis Tavares participam do ato “Um Brasil Justo para Todos e pra Lula Também”.

    nivalto ctb doquinha isis lula

    “O povo brasileiro vive um período intenso de luta. A nossa greve geral de 28 de abril contra o fim da aposentadoria e em defesa dos direitos trabalhistas paralisou mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do Brasil inteiro”, declarou Nivaldo Santana em discurso nesta tarde na Praça Santos Andrade, onde ocorre a atividade.

    De acordo com ele, esta é uma demonstração da "luta do povo contra essa agenda do governo golpista que está afundando o Brasil e jogando milhões de trabalhadores no desemprego e na miséria”, expressou.

    Assista abaixo a íntegra do discurso:



    Nivaldo denunciou ainda a partidarização da Operação Lava Jato e “Estado de exceção” vivido no Brasil. Na última terça (9), o Instituto Lula teve as atividades suspensas pela Justiça Federal sob a alegação de que o lugar “possa ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”, conforme declaração do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, em Brasília.

    “Nós da CTB somamos nossa voz com amplas forças políticas e sociais que defendem um novo rumo para nosso país: com democracia, desenvolvimento e defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Lula, conte com a CTB”, exclamou Santana.

    Pela manhã, o secretário-geral da CTB Paraná, Zenir Teixeira, fez um discurso no qual denunciou as medidas do governo ilegítimo de Michel Temer contra a população. “Eles querem escravizar a classe trabalhadora”, disse ao se referir às reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam no Congresso.

    Segundo ele, a organização e a unidade dos movimentos sociais e partidos políticos progressistas e de esquerda são fundamentais para enfrentar as medidas contra a retirada de direitos classe trabalhadora.

    “Nossa luta é justa por um Brasil soberano e livre do imperialismo. Um Brasil socialista que tenha como centro a valorização do homem pelo homem”, finalizou Teixeira.

  • #LulaéHaddad: leia a carta do ex-presidente ao povo brasileiro

    Durante um ato em frente à sede Superitendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula está preso desde o dia 7 de abril, foi oficialmente selada candidatura de Fernando Haddad à presidência da República, com Manuela D'Ávila como vice.

    Na ocasião, foi lida a carta-programa enviada por Lula a todos os brasileiros e brasileiras. Leia o texto na íntegra: 

    Meus amigos e minhas amigas,

    Vocês já devem saber que os tribunais proibiram minha candidatura a presidente da República. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do país.

    Nunca aceitei a injustiça nem vou aceitar. Há mais de 40 anos ando junto com o povo, defendendo a igualdade e a transformação do Brasil num país melhor e mais justo. E foi andando pelo nosso país que vi de perto o sofrimento queimando na alma e a esperança brilhando de novo nos olhos da nossa gente. Vi a indignação com as coisas muito erradas que estão acontecendo e a vontade de melhorar de vida outra vez.

    Foi para corrigir tantos erros e renovar a esperança no futuro que decidi ser candidato a presidente. E apesar das mentiras e da perseguição, o povo nos abraçou nas ruas e nos levou à liderança disparada em todas as pesquisas.

    Há mais de cinco meses estou preso injustamente. Não cometi nenhum crime e fui condenado pela imprensa muito antes de ser julgado. Continuo desafiando os procuradores da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 a apresentarem uma única prova contra mim, pois não se pode condenar ninguém por crimes que não praticou, por dinheiro que não desviou, por atos indeterminados.

    Minha condenação é uma farsa judicial, uma vingança política, sempre usando medidas de exceção contra mim. Eles não querem prender e interditar apenas o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Querem prender e interditar o projeto de Brasil que a maioria aprovou em quatro eleições consecutivas, e que só foi interrompido por um golpecontra uma presidenta legitimamente eleita, que não cometeu crime de responsabilidade, jogando o país no caos.

    Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar. Perdi minha companheira Marisa, amargurada com tudo o que aconteceu a nossa família, mas não desisti, até em homenagem a sua memória. Enfrentei as acusações com base na lei e no direito. Denunciei as mentiras e os abusos de autoridade em todos os tribunais, inclusive no Comitê de Direitos Humanos da ONU, que reconheceu meu direito de ser candidato.

    A comunidade jurídica, dentro e fora do país, indignou-se com as aberrações cometidas por Sergio Moro e pelo Tribunal de Porto Alegre. Lideranças de todo o mundo denunciaram o atentado à democracia em que meu processo se transformou. A imprensa internacional mostrou ao mundo o que a Globo tentou esconder.

    E mesmo assim os tribunais brasileiros me negaram o direito que é garantido pela Constituição a qualquer cidadão, desde que não se chame Luiz Inácio Lula da Silva. Negaram a decisão da ONU, desrespeitando do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos que o Brasil assinou soberanamente.

    Por ação, omissão e protelação, o Judiciário brasileiro privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas. Cassaram o direito do povo de votar livremente. Agora querem me proibir de falar ao povo e até de aparecer na televisão. Me censuram, como na época da ditadura.

    Talvez nada disso tivesse acontecido se eu não liderasse todas as pesquisas de intenção de votos. Talvez eu não estivesse preso se aceitasse abrir mão da minha candidatura. Mas eu jamais trocaria a minha dignidade pela minha liberdade, pelo compromisso que tenho com o povo brasileiro.

    Fui incluído artificialmente na Lei da Ficha Limpa para ser arbitrariamente arrancado da disputa eleitoral, mas não deixarei que façam disto pretexto para aprisionar o futuro do Brasil.

    É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à Coligação “O Povo Feliz de Novo” a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente.

    Fernando Haddad, ministro da Educação em meu governo, foi responsável por uma das mais importantes transformações em nosso país. Juntos, abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, negros, indígenas, filhos de trabalhadores que nunca tiveram antes esta oportunidade. Juntos criamos o Prouni, o novo Fies, as cotas, o Fundeb, o Enem, o Plano Nacional de Educação, o Pronatec e fizemos quatro vezes mais escolas técnicas do que fizeram antes em cem anos. Criamos o futuro.

    Haddad é o coordenador do nosso Plano de Governo para tirar o país da crise, recebendo contribuições de milhares de pessoas e discutindo cada ponto comigo. Ele será meu representante nessa batalha para retomarmos o rumo do desenvolvimento e da justiça social.

    Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad.

    Ao lado dele, como candidata a vice-presidente, teremos a companheira Manuela D’Ávila, confirmando nossa aliança histórica com o PCdoB, e que também conta com outras forças, como o PROS, setores do PSB, lideranças de outros partidos e, principalmente, com os movimentos sociais, trabalhadores da cidade e do campo, expoentes das forças democráticas e populares.

    A nossa lealdade, minha, do Haddad e da Manuela, é com o povo em primeiro lugar. É com os sonhos de quem quer viver outra vez num país em que todos tenham comida na mesa, em que haja emprego, salário digno e proteção da lei para quem trabalha; em que as crianças tenham escola e os jovens tenham futuro; em que as famílias possam comprar o carro, a casa e continuar sonhando e realizando cada vez mais. Um país em que todos tenham oportunidades e ninguém tenha privilégios.

    Eu sei que um dia a verdadeira Justiça será feita e será reconhecida minha inocência. E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós todos estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo.

    Quero agradecer a solidariedade dos que me enviam mensagens e cartas, fazem orações e atos públicos pela minha liberdade, que protestam no mundo inteiro contra a perseguição e pela democracia, e especialmente aos que me acompanham diariamente na vigília em frente ao lugar onde estou.

    Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo, mais alta e mais forte que as mentiras da Globo.

    Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República. E peço que votem nos nossos candidatos a governador, deputado e senador para construirmos um país mais democrático, com soberania, sem a privatização das empresas públicas, com mais justiça social, mais educação, cultura, ciência e tecnologia, com mais segurança, moradia e saúde, com mais emprego, salário digno e reforma agrária.

    Nós já somos milhões de Lulas e, de hoje em diante, Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros.

    Até breve, meus amigos e minhas amigas. Até a vitória!

    Um abraço do companheiro de sempre,

    Luiz Inácio Lula da Silva

  • #LulaLivre: CTB e entidades convocam protesto internacional nesta segunda (23)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e demais organizações sociais brasileiras fizeram uma convocação para as entidades sociais em todo o mundo realizarem, nesta segunda-feira (23), atos em frente às embaixadas brasileiras no exterior para denunciar a condição de preso político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Leia abaixo a íntegra da convocatória:

     LULA LIVRE!

    PROTESTO INTERNACIONAL

    A situação política, econômica e social do Brasil deteriora-se a cada dia. Há dois anos, um consórcio golpista formado por banqueiros, parte do empresariado, setores do poder judiciário e da polícia federal, emulados pelos grandes meios de comunicação, derrubaram ilegalmente uma presidenta legitimamente eleita. Derrotada quatro vezes seguidas pelas lideranças de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tiveram que apelar a um atalho para voltarem a presidir o país.

    Naquela ocasião, essa orquestração direitista afirmava que a normalidade do país voltaria com o afastamento das forças populares da Presidência da República. Pelo contrário, aplicando uma agenda ultraliberal que vende o patrimônio nacional, em particular o Pré-sal, que desnacionaliza a economia e retira direitos sociais e trabalhistas, o país já conta com 13 milhões de desempregados, aumento da miséria e redução da massa salarial.

    Todo esse processo é apoiado por uma forte campanha midiática que reforça essa pauta regressiva e criminaliza os movimentos sociais e a esquerda e, em especial, a liderança do ex presidente Lula. Essa elite imaginava que toda essa ofensiva seria capaz de separar a maior liderança popular do país do seu povo. Pelo contrário, as pesquisas de opiniões públicas mostram que Lula é o favorito.

    Com o objetivo de impedir que Lula se candidate à Presidência nas próximas eleições de outubro, essas forças reacionárias desencadearam medidas típicas de um Estado de exceção, agredindo a democracia, o direito de defesa e descumprindo escandalosamente a Constituição do país. Aceleraram uma sistemática perseguição ao ex-presidente que culminou com a sua ilegal prisão no último dia 07 de abril.

    Portanto, o país tem, após décadas, um ex-presidente como novo preso político.

    Indignados, mas mobilizados contra essa violência, o movimento sindical e social brasileiro, juntamente com democratas, intelectuais, artistas e líderes religiosos desenvolvem, desde a prisão do ex-presidente Lula, intensa jornada pelo LULA LIVRE! Uma campanha que se amplifica pelo país e pelo mundo.

    Dentro dessa agenda, nós que integramos essa resistência democrática, conclamamos o movimento sindical, estudantil, social e democrático de todo o mundo a protestarem em frente às embaixadas do Brasil no próximo dia 23 de abril contra o arbítrio da prisão do ex-presidente lula. LULA LIVRE!

    São Paulo, 17 de abril de 2018.

    Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB.

    Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB e secretário-geral adjunto Federação Sindical Mundial (FSM).


    Rafael Bogoni, secretário-executivo da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE).


    Antônio Barreto, presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebra
    paz).

    Portal CTB 

  • Altamiro Borges: O netinho de Lula e o ódio fascista

    Por Altamiro Borges

    Qualquer ser humano com um mínimo de dignidade ficou triste e abatido com a morte prematura do menino Arthur Araújo, de 7 anos, neto do ex-presidente Lula. Mas os fascistas, os que cultivam o ódio e a violência, não são seres humanos. Não dá nem para chamá-los de vermes, já que estes têm função na natureza. Cínicos, eles berram “Deus acima de todos”. No fundo, eles veneram o demônio, a morte. Para estes psicopatas deveria servir a lição do Papa Francisco: “Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”. Em vida, esses milicianos laranjas deveriam pagar por seus crimes. No poder, Hitler e Mussolini festejaram a morte de milhões de pessoas indefesas. Ao final, eles foram devidamente punidos!

    Logo que a notícia da morte por meningite meningocócica do garoto foi estranhamente postada por um colunista de O Globo, na manhã desta sexta-feira, o ódio ao ex-presidente Lula saiu do esgoto. Dezenas de leitores deste jornal – que ajudou a chocar o ovo da serpente fascista com sua criminalização da política e sua satanização das esquerdas – fizeram questão de postar seus comentários asquerosos. Muitos desses babacas desalmados são apenas massa de manobra da cloaca burguesa, que nunca tolerou o “reformismo brando” do ex-presidente que tirou milhões de brasileiros da miséria. Manipulados, eles acreditam que todos os males da humanidade – inclusive sua imbecilidade e nulidade – são culpa de Lula. Por isso, festejaram a morte do neto Arthur Araújo, da esposa Marisa Letícia e do irmão Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, no mês passado.

    No clima de ódio e irracionalidade que corrói a sociedade, eles inclusive já não se escondem no anonimato, como é o caso da “youtuber” Alessandra Strutzel. Logo após a notícia da morte, a figura escrota postou uma foto de Lula com Arthur e a frase sádica: “Pelo menos uma notícia boa”. Diante da reação de um seguidor – “Qual é a notícia boa?” –, a doente respondeu: “Um filho da puta a menos”. O seguidor replicou: “Acho que você não entendeu. Quem morreu foi o neto, uma criança de 7 anos”. E a tréplica da fascista bem que justificaria um processo na Justiça e uma severa punição: “Entendi sim. Pensa, iria crescer com exemplo do avô, um filha da puta a menos para roubar nosso país”. Na sequência, como todos os covardes fascistas, ela pediu desculpas e alegou que “com a postagem que fiz, eu só queria saber como as pessoas reagiriam”.

    O pior neste dia triste não foram os comentários escrotos no jornal O Globo ou as postagens da “youtuber” babaca. O mais lastimável foi a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente do laranjal da República. Diante de uma enquete sobre a liberação de Lula para acompanhar o enterro do neto, o que é previsto na legislação, o “pimpolho” do fascista respondeu: “Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum. Quando o parente de outro preso morrer, ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado”. Para quem tem um pai que disse que não o visitaria no presídio da Papuda, é compreensível o rancor deste fascistinha!

    Em tempo: Qual seria sua atitude diante da prisão de algum membro da famiglia Bolsonaro – seja devido aos vínculos com as milícias assassinas do Rio de Janeiro; ao uso de dinheiro público no emprego de laranjas; ou por apologia ao estupro e a violência; ou por outros crimes?

    Postado por Altamiro Borges

  • Andifes constata aumento de pobres e negros nas universidades federais com Lei de Cotas

    De acordo com levantamento feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), as classes D e E tiveram importante crescimento nas universidades federais entre 2010 e 2014 por causa das cotas sociais e raciais.

    “Tivemos uma mudança significativa no perfil dos estudantes, sobretudo depois da Lei das Cotas, o que comprova que o discurso de que só estudam filhos de ricos nas universidades federais, é um mito”, afirma Ângela Paiva Cruz, presidenta da Andifes.

    Em 2014, 66,19% dos alunos vinham de famílias com renda per capita de até R$ 1.320; em 2010, eram 44%. Já os estudantes de famílias com renda de até R$ 2.640 passaram de 40,66% para 51,43%, enquanto que, no patamar de renda entre R$ 7.920 e R$ 8.800 o índice de estudantes caiu de 6,57% para 2,96%.

    “As políticas afirmativas foram criadas para igualar as oportunidades. Para isso, é fundamental corrigir as distorções históricas que relegaram negros, índios e pobres, impedindo o ingresso deles no ensino superior”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “A partir deste estudo da Andifes nós poderemos trabalhar de forma mais eficiente para que os programas e ações em educação, tenham continuidade afim de produzir os efeitos esperados pela sociedade”, diz a coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Valorização das Universidades Federais, deputada Margarida Salomão (PT-MG).

    Para Cruz, “o mito de que a universidade federal é para elite está sendo destruído”. Mas ela faz uma ressalva porque para acabar com a “educação elitista” são necessários mais de 15% de jovens no ensino superior.

    Pela pesquisa, o Brasil conta com 17% dos jovens nas universidades, mas o número considerado ideal pela Andifes, seria a presença de 34% de jovens no nével superior. Importante também o crescimento da presença de alunos negros e pardos.

    Veja a pesquisa completa aqui.

    Em 1997 eram 2,2% pardos e 1,8% negros. Em 2014 esse número subiu para 47,57%, entre negros e pardos. “O levantamento mostra a importância das cotas para corrigir a discrepância entre pobres e ricos e negros e brancos nas universidades”, reforça Custódio.

    O levantamento comprova a bandeira do movimento estudantil de que os estudantes necessitam de ajuda de custo para se manterem nas universidades. De acordo com a Andifes, 45,72% dos estudantes disseram não ter mais do que 5 horas extras para estudar. Outros 42% responderam que a dificuldade financeira atrapalha o desempenho.

    Importante melhorar o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “Sem a assistência fica difícil os jovens se manterem em seus cursos, porque precisam de transporte, alimentação e comprar seus materiais”, diz Custódio.

    Para a presidenta da CTB no Amazonas, Isis Tavares, a pesquisa da Andifes reforça a necessidade de os docentes atuarem com mais firmeza em defesa de seus direitos e de melhores condições estruturais para as escolas no país.

    De acordo com ela, os avanços aconteceram por causa da "muita luta dos docentes e estudantes e das políticas públicas criadas nos governos Lula e Dilma e que acora correm riscos de serem extintas".

    Tavares ataca também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016 que se aprovada, “acaba com o Plano Nacional de Educação e com toda as possibilidades de uma educação pública, com qualidade e liberdade”.

    Asssista o vídeo Alerta à sociedade: PEC 241/2016, com Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação 

     

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Aprovação de Bolsonaro é a mais baixa em início de mandato desde 2003

    Passados dois meses, o governo de Jair Bolsonaro é visto como bom ou ótimo por 38,9% da população. É o resultado da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira 26, a primeira pesquisa desde a posse do militar.

    A série histórica das pesquisas CNT/MDA mostra que o desempenho de Bolsonaro é o pior de estreia de mandato desde 2003, quando Lula tomou posse pela primeira vez. Na primeira pesquisa da CNT/MDA sobre o governo do petista, em janeiro daquele ano, a aprovação foi 56,6%. No segundo governo, a popularidade na primeira pesquisa chegou a 49,5%.

    Os primeiros meses de Dilma Rousseff foram considerados bons ou ótimos por 49,2% dos brasileiros. Consideraram regular por 37,1% e ruim ou péssimo por 9,3%. No segundo mandato – em meio a polarização política, recessão e o início da Lava Jato – o desempenho da petista despencou: em março de 2015, a popularidade caiu a 10,8% e os que consideravam o governo ruim ou péssimo chegaram a 64,8%.

    Os que avaliaram o governo Bolsonaro como regular foram 29%, e 19% consideram a estreia do pesselista ruim ou péssima. Outros 13,15% não souberam opinar. Foram ouvidas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Na avaliação pessoal, Bolsonaro é aprovado por 57,5% dos brasileiros. 28,2% desaprovam e 14,3% não souberam opinar. 

    A tendência mais provável é que a desaprovação popular aumente com os debates em torno da reforma da Previdência, um retrocesso secular para o povo brasileiro embalado numa propaganda mentirosa, e as mil e uma trapalhadas que o presidente, sua família e equipe andam aprontando em várias áreas.

    Fonte: Carta Capital

  • Até a Rede Globo reconhece que a democracia acabou no Brasil. Assista!

    Ao noticiar a prisão ilegal do ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, e depois a revogação dessa prisão pelo juiz golpista Sergio Moro, o apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da TV Globo, foi translúcido e disse que "Mantega foi quem mais tempo ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante a democracia no Brasil". Exatamente isso: "durante a democracia no Brasil", não precisa dizer mais nada.

    Assista Evaristo Costa em ato falho 

    Já no programa Painel, da Globonews, sobre a aceitação pelo juiz Sergio Moro da denúncia feita pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o ex-presidente Lula. A apresentadora Renata Lo Prete ficou com cara de taxo com a análise de Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo.

    "Todas as ações da Lava Jato de um modo geral são politicamente orientadas", disse. E a decisão de Moro de acatar o pedido do MPF visa, de acordo com Fornazieri, influenciar as eleições municipais deste ano, o movimento "Fora Temer" e atingir a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

    Veja o professor Fornazieri 

    Portal CTB

  • Até Paulo Guedes reconhece que Lula é inocente, contrariando Moro e Bolsonaro

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu nesta terça-feira, 9, uma declaração que reforça que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um preso político. Segundo o blog do jornalista Juca Kfouri, Guedes disse estar ’convencido’ de que Lula "não roubou um tostão".

    "Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil. Serve como exemplo". A declaração foi dada durante reunião com seis presidentes de Tribunais de Contas estaduais.

    Preso político

    Desta vez o ministro tem razão. Lula foi condenado e preso sem provas, com base em uma delação premiada arrancada pelo juiz Sergio Moro de um empresário encarcerado em Curitiba que no depoimento anterior havia inocentado o ex-presidente de qualquer culpa.

    O método pode muito bem ser classificado de tortura psicológica, a mesma que foi aplicada ao delator Antonio Palloci, que a princípio queria abordar a participação do sistema financeiro e de ilustres membros do Poder Judiciário no esquema de Caixa 2 das campanhas eleitorais.

    A declaração de Guedes corrobora a tese de que Lula é um preso político. Sua prisão e proibição de participação na campanha presidencial de 2018 foi essencial para a eleição de Jair Bolsonaro, um líder de extrema direita completamente despreparado para exercar o mais alto cargo da República Brasileira.

    O algoz de Lula, que vazou ilegalmente trechos da delação premiada de Palloci seis dias antes do 1º turno das eleições presidenciais, foi premiado pelo capitão fascista com um Ministério da Justiça turbirnado com novas atribuições. Conforme notou o ex-candidato a presidente pelo Psol, Guilherme Boulos, a nomeação de Moro prova que Lula é um preso político, o que aliás corresponde ao sentimento de centenas de juristas e inúmeras personalidades e políticos do mundo todo.

    "Se a nomeação de Moro como ministro de Bolsonaro, o principal beneficiado da prisão de Lula,  não  é  prova de uma farsa judicial, não sei mais o que é", exclamou o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

  • Ato Cultura pela Democracia reúne Lula e Chico Buarque no Rio de Janeiro hoje

    Quem estiver na capital fluminense nesta segunda-feira (11), pode ter o privilégio de acompanhar o ato Cultura pela Democracia, às 17h, na Lapa. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente ao lado de Chico Buarque e muitos artistas e intelectuais. Entre eles, já confirmaram presença Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier e Letícia Sabatella. 

    Discurso de Chico Buarque no dia 31 de março em ato contra o golpe. Ele diz "não vai ter golpe. De novo não":

     

    Todos os setores da cultura brasileira participam ativamente de atos contra o golpe. Artistas de todos os matizes estão dando a cara a tapa, sem medo de ser feliz. Chico e Lula têm históricos na defesa das liberdades democráticas e nos direitos da classe trabalhadora.

    Beth Carvalho canta Não Vai Ter Golpe de Novo (música feita especialmente para a ocasião):

     

    O ato ocorre hoje, porque a Comissão de Impeachment, da Câmara dos Deputados, deve votar o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) - que já tem gente dizendo que quem escreveu foi Eduardo Cunha -, favorável ao impedimento da presidenta Dilma, mesmo sem comprovação de nenhum crime praticado por ela.

    A Fundição Progresso será palco dos inúmeros espetáculos e se a lotação exceder, as pessoas poderão acompanhar por um telão que será montado nos Arcos da Lapa. Lula deve se pronunciar às 19h30. Depopis todos sairão em cortejo para o grande palco da Lapa, que reunirá o colorido dos blocos de carnaval, do samba, do forró e da MPB e a atitude do Hip Hop e do Funk.

    "Lula é o cara", disse certa vez o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Chico Buarque se transformou numa das maiores referências culturais do país.

    Clipe de Vai Passar, que virou hino da redemocratização do país:

     

    Atos como esse estarão ocorrendo em todo o país, com inúmeros acampamentos em praças públicas contra o golpe. Grande parte de trabalhadores e trabalhadoras da cultura está engajada nessa luta em defesa da liberdade.

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    TV Poeira lança vídeo didático sobre o impeachment e suas consequências

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • Ato em defesa da democracia reúne milhares de pessoas em Itabuna

    Com o grito de “Não vai ter golpe!”, milhares de pessoas lotaram às ruas de Itabuna na última sexta-feira (18). O ato, convocado pela Frente Brasil Popular, reuniu, segundo os organizadores, cerca de 5 mil pessoas. Após ficarem concentrados no Jardim do Ó, homens, mulheres e crianças de todas as idades, seguiram em marcha pacífica até a Praça Adami, quando lideranças dos movimentos sociais e políticas discursaram sobre a atual conjuntura política nacional.

    No rosto e na expressão de cada um, a certeza e a consciência de defender, sobretudo, a soberania nacional e sua democracia. “O povo não é bobo”, dizia o cartaz de uma estudante. “Reveja a sua fonte de informação. Livros de história é uma boa opção”, falava outro cartaz.

    O presidente do Sindicado, Jorge Barbosa, foi uma das lideranças que discursaram na manifestação. “Está em curso à tentativa de golpe no nosso país, por isso, precisamos ir às ruas mais vezes, conversar com os nossos familiares e amigos, utilizar as redes sociais com inteligência e objetividade. Nós temos que conscientizá-los que o golpe é contra o povo brasileiro, contra o direito dos trabalhadores, acabar com os programas sociais, privatizar as estatais e entregar o patrimônio público, especialmente o pré-sal, ao capital estrangeiro. Vamos continuar firme nessa luta. Viva o povo brasileiro! Viva o Estado Democrático de Direito”, finalizou.

    Em Salvador, cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação em defesa da democracia que se iniciou no Campo Grande e encerrou na Avenida 7 de Setembro.

    Em todo o Brasil, o Ato em Defesa da Democracia e Contra o Golpe levou milhões de trabalhadores e trabalhadoras para as ruas, pedindo em uníssono a manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff e da posse como ministro da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maior concentração foi em São Paulo, fechando completamente a Avenida Paulista, com 500 mil pessoas.

    Fonte: Seeb-Itabuna

  • Bolsonaro quer destruir a política de valorização do salário mínimo

    O capitão Jair Bolsonaro já disse que chegou ao Palácio do Planalto não para construir, mas com o objetivo declarado de destruir. Temos de convir que, pelo menos neste sentido, não há como dele discordar. O presidente da extrema direita está empenhado em honrar a palavra. Nesta segunda-feira anunciou mais uma façanha: a destruição da política de valorização do salário mínimo, criada no governo Lula e institucionalizada por Dilma Rousseff em resposta à demanda unitária das centrais sindicais brasileiras.

    O governo propôs nesta segunda-feira (15) que o mínimo seja corrigido apenas pela inflação em 2020. Na prática, a medida, que depende de aval do Congresso, encerra a política que permitia ganhos reais aos trabalhadores e vigorou até janeiro deste ano.

    Sem aumento real

    A proposta que traça as diretrizes para o Orçamento do ano que vem, enviada ao Legislativo, prevê que o piso de salários no Brasil será de R$ 1.040 a partir de janeiro de 2020, o que representa uma correção de 4,2% referente à estimativa para a variação da inflação. Hoje, o valor está em R$ 998.​

    No texto do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2020, o governo ainda ampliou a previsão de rombo fiscal para o ano que vem, dos atuais R$ 110 bilhões de déficit para um resultado negativo de R$ 124,1 bilhões.

    A política de valorização do salário mínimo foi implementada no governo Lula e transformada em lei por sua sucessora Dilma Rousseff, com validade até este ano mas com previsão de prorrogação, principalmente porque ao longo dos últimos anos não houve aumento real devido ao baixo desempenho da economia.

    No cálculo vigente até o reajuste de 2019, o salário mínimo foi corrigido levando em conta a inflação no ano anterior somada ao PIB de dois anos antes, o que permitiu alta real em períodos de crescimento econômico. Se o valor de 2020 fosse definido pelo mesmo critério seria acrescido 1,1% de aumento real, referente ao crescimento do PIB de 2018. É o benefício que Bolsonaro está surrupiando da classe trabalhadora. E não é pela primeira vez, pois ele iniciou o governo reduzindo o valor proposto para o salário mínimo pelo governo Temer, de R$ 1006 para R$ 998. 

    Tudo pelo capital

    A decisão de acabar com os ganhos acima da inflação está em linha com a política neoliberal adotada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, cujo principal fundamento é uma depreciação ainda mais profunda da força de trabalho no Brasil para atender demandas capitalistas. Ela tem a mesma lógica da perversa reforma da Previdência e da proposta de uma nova carteira do trabalho (verde e amarelo) sem as garantias da CLT e com as normas contratuais definidas por meio da negociação individual entre patrão e empregado.

    A desculpa, esfarrapada, para a decisão de subtrair do mínimo o aumento real é combater o déficit público e alcançar o equilíbrio fiscal, o que se procura fazer sempre às custas da classe trabalhadora, prejudicando principalmente as camadas mais pobres. Ao mesmo tempo os magnatas do agronegócio são premiados com subsídios bilionários, o pagamento dos juros (que consomem em torno de 50% do Orçamento da União) é sacralizado, as desonerações são preservadas, fraudes e sonegações fiscais bilionárias, por parte dos grandes empresários, são permitidas e agraciadas com a impunidade. E o déficit continua nas nuvens.

    Ou seja, o viés de classes da atual administração é transparente. Tudo se faz para satisfazer o afã dos capitalistas pela maximização dos lucros e a contrapartida desta benevolência é uma política implacável de destruição de direitos e conquistas da classe trabalhadora, temperada com um desumano desprezo pelos mais pobres, como se vê em relação ao programa Mais Médico, que está na UTI.

    Efeitos macroeconômicos  

    A direita neoliberal argumenta que a política de destruição de direitos e depreciação da força do trabalho é o remédio, amargo mas milagroso, que vai curar todos os males que perturbam a economia brasileira, despertando a generosidade (ou seria a cobiça?) da fada madrinha dos investimentos (o capital estrangeiro em primeiro lugar) e propiciando, com isto, a retomada do desenvolvimento. É uma tosca inversão da realidade, pois é o contrário que, efetivamente, ocorre.

    Lembremos que a malfadada reforma trabalhista foi imposta com a mesma promessa, assim como a famosa PEC do fim do mundo, que congelou por 20 anos as despesas públicas primárias (ou seja, todas as despesas do governo com a óbvia exceção do pagamento dos juros da dívida pública, que é sagrado ou simplesmente imexível, como diria Rogério Magri).

    O resultado é hoje visível: o novo regime fiscal, alicerçado no congelamento dos dispêndios governamentais, deprimiu ainda mais a já anêmica taxa de investimentos (ou Formação Bruta de Capital Fixo, no idioma do IBGE), agravando a crise e condenando a economia brasileira ao círculo vicioso da estagnação.

    A reforma trabalhista resultou em maior precarização e contribuiu, na mesma medida, para a redução dos salários e, por extensão, do consumo popular, bem como da arrecadação tributária nas três esferas da federação, indo de encontro ao suposto objetivo de combater o déficit público. Um resultado que já havia sido antecipado pelos críticos, pois enquanto o trabalhador formal, com carteira assinada, contribui para a Previdência, o FGTS, o Leão e o Sistema S, o precário (condenado à informalidade) está à margem não só dessas contribuições como igualmente dos benefícios a elas associados, como a aposentadoria e indenização nas demissões imotivadas.

    Com o arrocho do salário mínimo, que agora teve início, o efeito não será muito diferente. A política de valorização do salário mínimo fortaleceu o mercado interno brasileiro, estimulando a demanda e contribuindo decisivamente para a retomada do crescimento no governo Lula, especialmente no curso da crise econômica mundial iniciada no final de 2007 nos EUA.

    Valorizar o salário mínimo e promover, por este meio, o crescimento do consumo popular e a redução da chocante e crescente desigualdade social é um dos caminhos que críticos do neoliberalismo apontam para interromper e reverter o processo de degradação da economia e do próprio Estado nacional.

    O governo da extrema direita vai na direção oposta. Porém o retrocesso, neste caso, ainda pode ser evitado. A proposta do novo valor para o salário mínimo vai passar pelo crivo dos parlamentares e pode ser alterada ao longo da tramitação do projeto da LDO no Congresso. É de se esperar um debate mais profundo sobre o tema e maior sensibilidade no Parlamento aos reais interesses do povo e da nação brasileira.

    Mordomias militares

    Conforme informações do jornal Folha de São Paulo, o projeto da LDO prevê que os militares serão a única categoria do serviço público autorizada a ter reajuste de salários e benefícios em 2020. Uma benção do capitão Jair Bolsonaro.

    A liberação será feita antes mesmo da aprovação da reestruturação da carreira militar proposta pelo governo e em tramitação no Congresso. Em direção contrária, a proposta barra reajustes para todos os servidores civis.

    “Não teremos política de reajuste, precisamos controlar esse gasto”, afirmou o secretário.

    O notório privilégio concedido aos militares, que voltaram ao Palácio de Planalto pelas mãos de um capitão reformado 34 anos depois do desmoronamento da ditadura instalada pelos generais em 1964, desperta indignação não só entre os trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo do setor público, mas inclusive no Congresso Nacional, onde tramita no momento a perversa proposta de reforma da Previdência da dupla Guedes/Bolsonaro, para a qual por sinal a contribuição de soldados e oficiais das Forças Armadas, que não abrem mão da integralidade e paridade, é menos que risível.

  • Bolsonaro viola a Constituição para agradar Donald Trump

    Por Umberto Martins

    O governo Bolsonaro provocou deliberadamente uma crise diplomática na fronteira do Brasil com a Venezuela e resolveu envolver o país, sem o consentimento do seu povo, na aventura da guerra híbrida que os EUA deflagraram contra a Venezuela, que está caminhando aceleradamente para uma intervenção militar aberta, encoberta pela retórica de “ajuda humanitária” e defesa da democracia.

    A decisão do governo de extrema direita de enviar “ajuda humanitária” ao país vizinho, integrando-se à estratégia de Washintgon contra o presidente de Nicolás Maduro, é uma notória intervenção no conflito interno que divide a sociedade venezuelana. O mesmo se pode afirmar acerca do reconhecimento do governo paralelo liderado pelo deputado Juan Guaidó, um lacaio do imperialismo que se autoproclamou presidente depois de receber orientação (ou ordem) neste sentido por telefone do vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

    É plenamente justificável a reação do governo bolivariano de fechar a fronteira com o Brasil em Roraima, que vem sendo usada como pretexto pelo governo do senhor Jair Bolsonaro para promover novas provocações, cujas consequências são ainda imprevisíveis, mas em nenhuma hipótese favoráveis ao povo ou à nação brasileira. Só quem ganha com isto são os imperialistas estadunidenses, que querem se apoderar das maiores reservas de petróleo do planeta.

    Constituição

    Além de não corresponder aos interesses nacionais, e também por isto, tal política viola a Constituição brasileira, promulgada em 1988, que em seu Artigo 4º consagra os princípios da não intervenção, respeito à autodeterminação dos povos, cooperação entre as nações para o progresso da humanidade e a defesa da solução pacífica dos conflitos nas relações internacionais. Estabelece ainda, em seu parágrafo único, que a “República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.

    A orientação tresloucada do atual governo, expressão daquilo que Nelson Rodrigues batizou de “espírito de vira lata”, contradiz todos esses princípios fundamentais estabelecidos na Constituição. Bolsonaro, no colo de Donald Trump, está desempenhando o vil papel de capanga dos EUA na geopolítica regional, que envolve interesses globais das corporações ligadas ao petróleo e o duelo que a potência hegemônica no mundo capitalista trava com a China e a Rússia com o objetivo de preservar e ampliar seu domínio internacional.  

    Petróleo e geopolítica

    A propaganda mentirosa marqueteada pelo imperialismo, com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, procura demonizar o presidente legítimo da Venezuela e pintar o conflito como uma peleja entre democracia e autoritarismo, bem como encobrir a intervenção militar com propósitos supostamente humanitários. Porém, a agressão imperialista contra o regime chavista tem outra natureza e objetivos bem menos nobres.

    Começa pelo petróleo. Conforme revelou o ex-diretor do FBI Andrew McCabe durante um programa de entrevistas da rede MSNBC, no final de 2017 o próprio Trump teria externado sua intenção de ir à guerra contra a Venezuela, argumentando que “eles têm todo o petróleo e estão na nossa porta de fundos”. O óleo negro é fonte perene de conflitos bélicos não só no Oriente Médio e África, em geral guerras por procuração orientadas à distância pelos falcões do Pentágano.

    Entrelaçada com a avidez das transnacionais pelo petróleo, temos como pano de fundo do drama que se desenvolve na Venezuela (e não apenas lá) a crise geopolítica em curso no mundo. O ataque à Venezuela é, simultaneamente, uma grave ofensa à China e à Rússia, nações que apoiam e mantêm com o governo Maduro uma parceria estratégica. A potência asiática, comandada pelos comunistas, investiu dezenas de bilhões de dólares no país enquanto o governo Putin estreitou os laços políticos, econômicos e militares com a revolução bolivariana.

    China e Rússia

    China e Rússia opõem-se energicamente à política imperialista dos EUA, que hoje tem declaradamente o propósito de conter a expansão da influência econômica e política da China na América Latina e implodir o Brics. Eis uma outra razão pela qual a política do Trump tupiniquim vai na contramão dos interesses nacionais do Brasil.

    Do ponto de vista do poderio econômico relativo, os EUA são uma potência em franca decadência e estão sendo superados pela China em diversos aspectos, incluindo o PIB medido pelo critério de Paridade de Poder de Compra (PCC), numa prova muito prática e concreta da superioridade da economia socialista de mercado sobre o capitalismo neoliberal. O Brasil é hoje muito mais dependente comercial e financeiramente da China do que dos EUA. Só temos a perder com as relações carnais entre Donald Trump e Jair Bolsonaro, que fez continência à bandeira da potência imperialista e declarou ser fã número um do presidente norte-americano.

    O declínio da maior potência imperialista do planeta também ocorria no plano político em nossa região, que caminhava para um novo arranjo geopolítico com as políticas externas soberanas e integracionistas promovidas pelos governos progressistas de Hugo Chávez, Lula, Evo Morales, Rafael Correia e outros líderes de esquerda com fortes raízes nos movimentos sociais. A mudança na região convergia com as transformações em curso no mundo e o deslocamento do poder econômico do Ocidente para o Oriente, o que se traduziu na parceria China/Celac.

    Retrocesso

    Tal realidade, porém, foi revertida nos últimos anos ao custo de golpes de Estado (em Honduras, no Paraguai, no Brasil e agora na Venezuela) e a eleição de líderes da extrema-direita neoliberal na Colômbia e na Argentina. Os EUA estão retomando plenamente o controle geopolítico do continente.

    É preciso acrescentar que esta dimensão geopolítica do conflito na Venezuela é, em geral, solenemente ignorada pela mídia hegemônica, dedicada ao serviço, sujo e diuturno, de desinformação da opinião pública (ou publicada) para embelezar o golpe de Estado e vender a intervenção militar imperialista como “ajuda humanitária” e defesa da democracia.

    Se não for derrotado, o golpe em curso na Venezuela vai coroar a vitória do imperialismo e aprofundar o retrocesso político na América Latina. Isto pode retardar, mas não vai reverter o processo histórico de decadência dos Estados Unidos no cenário internacional, determinado pelo desenvolvimento desigual e o crônico parasitismo que corrói a maior economia capitalista do mundo. A história vive hoje um dilema entre sombras e luz e muito embora as sombras predominem no momento, a luz tende a prevalecer no futuro. 

    As forças democráticas e progressistas não devem vacilar nem se deixar seduzir pelo canto de sereia regido pelo imperialismo. A intervenção imperialista dos EUA na Venezuela merece o mais profundo repúdio dos povos da América Latina e de todo o mundo. A defesa do sagrado direito dos povos à autodeterminação, previsto na Constituição brasileira, está na ordem do dia.

    Veja o que diz a Constituição sobre as relações internacionais do Brasil:

    Título I  

    Dos Princípios Fundamentais

    Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

           I - independência nacional;

           II - prevalência dos direitos humanos;

           III - autodeterminação dos povos;

           IV - não-intervenção;

           V - igualdade entre os Estados;

           VI - defesa da paz;

           VII - solução pacífica dos conflitos;

           VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

           IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

           X - concessão de asilo político.

    *Editor do Portal CTB e autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho"

  • Cadê o Steve Bannon da esquerda? Em defesa do populismo

    Steve Bannon é de direita. Donald Trump é de direita. O governo dos Estados Unidos continua sendo imperialista, violento e destruidor. Trump promove políticas reacionárias, racistas, xenófobas e etc. A extrema-direita norte-americana, como o que resta da Ku Klux Klan, foi protagonista da eleição do atual presidente. Internacionalmente, Bannon lidera uma fundação chamada “O Movimento” que articula políticos de direita na Europa, e apoia governos de extrema-direita como o do fascista Viktor Orban da Hungria. Dito tudo isso, para evitar ruídos e acusações histéricas, o objetivo deste texto não é discutir a ideologia conservadora, ou a posição à direita no espectro político no qual se encontra Steve Bannon e seu movimento, e muito menos advogar em prol de seu reacionarismo. A questão proposta é sobre o problema das estratégias de formulação, comunicação e organização, de um movimento político que seja capaz de efetivamente disputar o poder e transformar (inclusive para pior) estruturas profundas da economia política nacional e mundial.

    O personagem dessa reflexão é Steve Bannon, e não Donald Trump, porque ele é que formula algo muito mais amplo e duradouro que a eleição e administração de Trump. Bannon foi militar nos anos 70 e 80, tendo servido no Pacífico e também no Golfo Pérsico, e chegou a trabalhar no Pentágono, enquanto estudava para obter um mestrado em Estudos de Segurança Nacional na Universidade de Georgetown. De cara, fica evidente que é um sujeito altamente treinado e ligado às questões mais sensíveis de seu Estado nacional. Depois disso, Bannon trabalhou no poderoso banco Goldman Sachs e saiu para criar seu próprio banco de investimento focado na indústria do entretenimento. Nos anos 90 ingressa na indústria cinematográfica como produtor executivo em Hollywood. Assim, fica óbvio que Bannon conhece também, por intensa experiência, os meandros do poder econômico e midiático dos EUA.

    A partir daí sua trajetória política fica clara e cristalina. Nos anos 2000, Bannon produziu e dirigiu diversos documentários políticos com viés conservador do movimento Tea Party1 republicano, iniciando com uma homenagem a Ronald Reagan chamado “In The Face of Evil” (2004), seguido por filmes como: “Fire from the Heartland: The Awakening of the Conservative Woman” (2010), “The Undefeated” (2011), e “Occupy Unmasked” (2012). O primeiro é uma série de entrevistas com mulheres de diversas classes sociais sobre política. O segundo trata da ex-governadora do Alaska, Sarah Palin, que concorreu como vice-presidente na chapa de John McCain do Partido Republicano em 2008. O terceiro é uma abordagem crítica ao movimento Occupy Wall Street.

    Depois da experiência como militar, banqueiro, e cineasta, Steve Bannon torna-se um protagonista da arena da luta política do século XXI, a internet, no famigerado site Breitbart News. Acusado, entre outras coisas, de sexista e xenófobo, mas principalmente de disseminar fake news, o site foi fundado em 2007 por Andrew Breitbart, que chegou a dizer que Bannon era a Leni Riefenstahl2 do Tea Party. Com a morte do fundador em 2012, Steve Bannon assumiu o Breitbart News e declarou abertamente que o site era o canal da Alt-Right3. É como chefe do Breitbart News que Bannon torna-se figura mundialmente conhecida, catapultando-se para o comando da virada eleitoral na reta final da campanha de Donald Trump contra Hillary Clinton, e então à Casa Branca.

    Bob Woodward4 em seu livro-reportagem sobre os dois primeiros anos da Administração Trump, chamado “Medo: Trump na Casa Branca”, conta que Bannon entra na campanha num momento de péssimos resultados nas pesquisas eleitorais, chegando ao ponto do Diretório Nacional Republicano cogitar retirar Trump da corrida, e colocar o vice Mike Pence como candidato, para evitar a pior e mais humilhante derrota de todos os tempos para os republicanos. O novo estrategista da campanha radicaliza e simplifica o discurso. Vale a pena reproduzir trecho do livro de Woodward no qual Bannon expõe a nova estratégia ao candidato:

    “As elites do país se sentem confortáveis em administrar o declínio. E os trabalhadores deste país não estão satisfeitos. Eles querem tornar a América grande novamente. Vamos simplificar a campanha. Hillary é a porta-voz de um status quo corrupto e incompetente de elites que se sentem à vontade em administrar o declínio. Você é o porta-voz do homem esquecido que quer tornar o país grande de novo. E vamos fazer isso com alguns poucos temas. Número um, vamos impedir a imigração ilegal e começar a limitar a imigração legal para recuperar nossa soberania. Número 2, você vai trazer os empregos de volta ao país. E número três, vamos sair das guerras injustas no exterior. Esses são os três temas em que Hillary não pode se defender. Ela é parte daquilo que abriu as fronteiras, é parte daquilo que fez acordos de comércio ruins e deixou os empregos irem para a China. Ela apoiou todas as guerras. Vamos martelar nisso. É só. Insista nisso.”5

    A radicalização trumpista foi vitoriosa. A internet foi decisiva. Trump utilizou as redes sociais de forma excessiva. O tema das fake news tornou-se pauta central da grande mídia contra o presidente eleito que preferia usar o Twitter para se comunicar direto com os seguidores, do que responder as perguntas dos meios de comunicação corporativos.

    Bannon ficou poucos meses na Casa Branca, e travou embates virulentos, por vezes sorrateiros, com diversos setores que compõe o governo. A família do presidente era um dos focos de conflito, pois a filha Ivanka e o genro Jared Kushner tem cargos de assessores sênior e livre trânsito na Casa Branca, e os dois defendem agendas a favor de acordos globais que Bannon era contra, além de também polemizarem contra as restrições imigratórias. Segundo Woodward, o próprio presidente tira sarro dizendo que os dois são “democratas porque foram criadas em Nova York”, mas o fato é que são agentes políticos realmente relevantes dos negócios bilionários do pai e sogro, e que expressavam contradições com o programa político antissistema da direita alternativa de Bannon. Também ocorreram conflitos com a presença sempre perene, seja em governos democratas ou republicanos, do establishment de Wall Street em posições chave da equipe econômica, geralmente representados por algum banqueiro do Goldman Sachs, antigo empregador de Bannon.

    O fato é que Steve Bannon efetivamente enfrentou o status quo dentro da Casa Branca, e defendeu as agendas de campanha que mobilizaram as bases que elegeram Trump. Em palestra para estudantes de Oxford em novembro de 2018, Bannon admite que seu movimento e programa político fazem parte de um processo contínuo, complexo e contraditório, com vitórias e derrotas parciais, mas defende o governo Trump como um primeiro passo de ruptura com o establishment financeiro e com a globalização. Bannon inicia sua palestra dizendo que seu movimento é perigoso porque “é contra a ordem estabelecida”.

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    Segundo ele, os EUA estão apresentando um crescimento de 3,5% ao ano, quase o dobro da média anterior de 1,8%, ressaltando que Obama e os democratas convenceram as pessoas que este baixo crescimento é o novo normal. Mas deixando de lado o conteúdo de seu discurso ideológico sobre o suposto sucesso econômico do governo Trump em contraste com a “ordem estabelecida” anterior, Bannon discute com os alunos de Oxford questões sobre a organização e a forma de fazer política que ele propõe. Ele se intitula abertamente populista e nacionalista. Seu conceito de populismo diz respeito à expressão dos interesses dos “little men”, em tradução livre e contextual, do homem médio, da população comum, em oposição às elites ilustradas e endinheiradas. O nacionalismo diz respeito à soberania de seu país para defender os interesses dessa população comum da competição internacional, ou seja, da globalização.

    Sob as acusações de xenofobia e racismo, Bannon se defende dos estudantes dizendo que seu nacionalismo é econômico, não étnico. Ele repudia duramente os ataques violentos de organizações racistas como a Ku Klux Klan, e num clichê comum também à direita brasileira, acusa a esquerda de também praticar atos violentos, no caso dos EUA, ele condena as supostas ações violentas do movimento Black Live Matters. Mas isso é lateral em seu pensamento. O que importa é discutir a defesa da cidadania norte-americana independente da etnia. Com um argumento astuto, Bannon diz que ao lutar por restrições imigratórias está defendendo os empregos e salários dos negros e hispânicos que sofrem com a competição da força de trabalho imigrante, e radicaliza, dizendo que é o establishment financeiro que exige imigração para pressionar para baixo os salários da força de trabalho. Fica claro que a direita alternativa liderada por Bannon tem a classe trabalhadora como sujeito e objeto de sua interpelação.

    Questionado sobre o enfraquecimento da democracia que seu discurso radical de direita causa ao propagar a desconfiança da população nas instituições políticas estabelecidas e também contra a mídia, Bannon rebate a acusação com uma argumentação fática, e confronta as concepções liberais tradicionais sobre política. Segundo ele, as eleições de 2016 tiveram 114 milhões de votantes, e foi o maior engajamento eleitoral da história dos EUA. Mas não só isso, a população norte-americana está permanentemente mobilizada, à direita e à esquerda, participando do debate público, manifestando-se, através dos novos meios de comunicação e nas ruas. E aqui, o estrategista da nova direita populista aprofunda seu discurso antissistema.

    Segundo Bannon, o populismo está ressurgindo contra as estruturas de poder em todo o espectro político. Ele argumenta que a principal missão do Breitbart News sobre seu comando foi confrontar o establishment republicano, e não o Partido Democrata. Após a vitória de Trump nas primárias contra os oligarcas republicanos como Mitt Romney, John McCain, os Bush, e etc, ele conta que foi sondado por agentes da esquerda para combater o establishment democrata, ou seja, Obama, os Clinton e etc. Segundo ele, a esquerda percebeu a necessidade de um “Breitbart progressista”. Contra as acusações de que seu discurso é baseado na raiva, ele diz que o populismo “esquentou” a política, e que isso é bom para todos, inclusive para a esquerda que venceu as eleições legislativas de 2018, porque, de acordo com ele, se mobilizou através desse “esquentamento” e dessa raiva, e deve ser admirada por isso.

    Bannon analisa também que o Brexit6 faz parte deste contexto pela direita, e cita pela esquerda o líder trabalhista Jeremy Corbyn na Inglaterra, e Bernie Sanders nos EUA. Ele revela que seu movimento busca conquistar o apoio dos eleitores de Sanders nos EUA, pois tem em comum o nacionalismo econômico, e indica dados de que esses eleitores não votaram e não pretendem votar em Hillary Clinton em 2020. O manejo dos instrumentos digitais ocupa lugar fundamental em sua estratégia. Desde meios de comunicação, como foi o Breitbart News e as redes sociais a exemplo do Twitter, mas principalmente a coleta e análise de dados em massa que servem para visualizar os anseios da população através da internet. “O Movimento” oferece, como arma principal para os líderes da direita, o processamento de big data sobre as tendências políticas da população. Na Europa, Bannon diz que está trabalhando pelo diálogo cada vez maior entre os líderes populistas de direita, e está realizando pesquisas, análises e montando estratégias sobre as eleições para o Parlamento Europeu em maio de 2019, e avalia que o populismo deve varrer o establishment liberal da União Européia em Bruxelas.

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    Por fim, Steve Bannon faz uma audaciosa análise de conjuntura do difícil momento que vive o governo Trump e sua projeção para as eleições de 2020. Com a derrota legislativa de 2018 e perda do controle da Câmara para os democratas sob o comando da experiente Nancy Pelosi, as investigações e o desgaste contra o presidente devem se intensificar. Esse movimento para derrubá-lo irá forçá-lo a buscar sua base eleitoral radical, por isso a contra-ofensiva na questão da imigração encaminhando a promessa de campanha do muro na fronteira com o México. Essa radicalização do cenário político coloca o establishment financeiro, que quer estabilidade, novamente a favor de Hillary Clinton, que já trabalha para ser a candidata democrata em 2020. No entanto, os setores populistas de esquerda é que foram os protagonistas das eleições legislativas e conquista da Câmara, o que irá radicalizar a luta dentro do Partido Democrata também. Dessa forma, segundo Bannon, pode surgir uma alternativa de centro dos dois partidos que queiram evitar uma disputa radical em 2020, unindo moderados como Mitt Romney (republicano) e Joe Biden (democrata), numa terceira via viável pela primeira vez na história.

    Este pequeno retrato da atuação e formulação política de Steve Bannon compõe um quadro mais amplo no qual a maior potência econômica e militar do mundo está em profunda transformação desde a crise de 2008, e portanto, também toda a geopolítica e economia política mundial. É uma transição turbulenta, na qual não é possível ainda prever seus desdobramentos e como se estabilizará o novo regime de acumulação e o modo de regulação deste novo capitalismo que surgirá da crise do pós-fordismo e do neoliberalismo. Mas interessa ressaltar a importância do populismo nessa transição. A direita sai na frente, elege um presidente no centro econômico e militar do capitalismo, ainda que com muitas dificuldades para governar, e forja um ativista e estrategista de longo prazo. Se Bannon estiver certo e for pelo menos parcialmente vitorioso nas disputas do Parlamento Europeu e na eleição de 2020, a tendência populista neoconservadora deve se consolidar, e em caso de derrota, as contradições que originam esses movimentos não devem desaparecer.

    A esquerda lança alguns líderes, mas que tem muito mais dificuldades de chegar ao poder, como Corbyn e Sanders, ou não consegue fazer avançar um programa minimamente transformador dentro das estruturas estatais existentes, como o Syriza na Grécia algemado pelo financismo alemão, e os governos de esquerda na América Latina, que na sua maioria foram derrotados ou derrubados, mesmo quando sequer tinham um programa radical, como é o caso do Brasil. No entanto, as dificuldades de composição de interesses contraditórios dentro do Estado não é exclusividade da esquerda, como se vê na passagem de Bannon pela Casa Branca.

    Olhando para o Brasil, o recém empossado Jair Bolsonaro parece também enfrentar contradições insolúveis entre agendas econômicas e sociais incompatíveis de setores que integram o governo. Mas sua relação direta com sua base popular e o esforço de expressar sentimentos do homem comum, do “little men”, como diz Bannon, indicam haver uma força populista que sustente por um tempo o novo governo. O apelo pseudo-nacionalista joga papel central, e os instrumentos digitais mais ainda, o enfrentamento com os grandes meios de comunicação é claro e insofismável apesar do apoio midiático às pautas econômicas. Apesar de hipocrisias e da dominação flagrante do capital financeiro sobre o governo, o fato inegável é que a nova direita brasileira em ascensão tem uma estratégia populista, ainda que incipiente e tosca. O problema é que a esquerda sequer tem isso. Lula, o líder mais popular da esquerda brasileira, está preso, e nunca enfrentou o status quo econômico ou midiático.

    Na verdade, o populismo não era o centro da estratégia política de Lula e seu partido, e nem o nacionalismo o conteúdo de seu programa. Pelo contrário, o PT surge contra a tradição nacional-populista do trabalhismo de Getúlio Vargas, com apoio teórico da sociologia da USP que criticava o populismo como manipulação oportunista das massas. Essa concepção vulgar e negativa de populismo já foi criticada em diversas ocasiões, mas importa menos o debate teórico – que também deve ser realizado – do que suas repercussões políticas. Com a estigmatização negativa do termo populista, realizada também pela própria esquerda, os partidos e movimentos populares brasileiros foram alijados da estratégia e dos instrumentos necessários para chegar ao poder, e para enfrentar a ordem estabelecida.

    É preciso refletir se é possível construir um populismo pujante de esquerda que chegue ao poder. De imediato, uma das questões candentes é retornar aos formuladores teóricos e à história do populismo latino-americano e brasileiro. A partir disso, reconstruir organizações de massas como as que já existiram, para mobilizar o povo no sentido de influenciar e transformar as estruturas da economia política. Para tal, seria preciso não ter medo de se relacionar com o homem comum e suas contradições ideológicas, o que cria problemas axiológicos para a esquerda sobre identidades religiosas, raciais, de gênero, e etc. Além disso, teria que se investir prioritariamente nos novos meios de comunicação e processamento de dados para conseguir interpelar essa população que se vê desconectada com o sistema político, o que envolve infraestruturas materiais e financeiras geralmente não disponíveis para a esquerda. De toda forma, a direita norte-americana mostrou sucesso e a direita brasileira a emula mesmo que precariamente. A esquerda populista dos países centrais ainda se move com pouca efetividade, mas atua com ousadia e sem dúvida está em ascensão. Por aqui, precisamos urgentemente de um Steve Bannon de esquerda, ou mais precisamente, de uma organização política capaz de levar a cabo uma estratégia nacional-populista de esquerda (para que não seja acusado de esperar um salvador da pátria).

    Notas de Rodapé

    1. Refere-se à ala radical do Partido Republicano dos EUA que é informal e passa a se organizar a partir da eleição do democrata Obama em 2009.
    2. Referência à diretora alemã de “O Triunfo da Vontade”, icônico filme de propaganda nazista na década de 30.
    3. Abreviação em inglês para “direita alternativa”, expressão que surge para designar diversos movimentos de direita antissistema.
    4. Um dos mais importantes jornalistas políticos de todos os tempos, expôs, com seu colega Carl Bernstein no Washington Post, o escândalo do Watergate que derrubou o presidente Richard Nixon em 1976. Venceu dois prêmios Pulitzer, o primeiro pela investigação sobre Nixon, e o segundo pela cobertura dos atentados terroristas do 11 de Setembro.
    5. WOODWARD, Bob. Medo: Trump na Casa Branca. São Paulo: Todavia, 2018, p. 35.
    6. Abreviação para o plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da União Européia e também é caracterizado como um movimento populista e nacionalista.

    *Luiz Roque Miranda Cardia é Advogado, mestrando em Direito Político e Econômico na Universidade Presbiteriana Mackenzie, e editor do Portal Disparada.


     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Caminhada em defesa da democracia reúne 100 mil pessoas em Salvador

    O povo da Bahia deu mais uma demonstração de força. Cerca de 100 mil pessoas de todos os segmentos da sociedade e diversas cidades do estado se uniram em uma grande caminhada em defesa da democracia e o Estado democrático de direito na tarde desta sexta-feira (18/3), em Salvador. A praça do Campo Grande passou a ser ocupada no início da tarde, quando os manifestantes começaram a se reunir para protestar contra a tentativa de golpe orquestrado por setores conservadores da sociedade, com o apoio da grande mídia e de parte do Judiciário.

    Logo o local ficou lotado e a caminhada saiu em direção à praça Castro Alves, pintando de vermelho, verde e amarelo a avenida Sete de Setembro. O grito de “não vai ter golpe” era preponderante nas faixas, cartazes e falas das lideranças sociais, sindicais e políticas que se revezaram em cima do trio para chamar a atenção sobrea a necessidade de manter a mobilização e a resistência contra mais esta tentativa de ataque à democracia.

    O apelo ecoou nas ruas e muita gente que estava nas lojas e prédios de escritórios se uniram à caminhada ou acenaram bandeiras, manifestando apoio também à defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff e a nomeação do ex-presidente Lula como ministro chefe da Casa Civil.

    Todo o movimento social organizado participou da caminhada levando também as bandeiras com os direitos conquistados durante os anos de gestão progressistas no governo federal. Além do povo de Salvador, vieram caravanas de Jequiriçá, Pintadas, Monte Santo, Maragogipe, São Francisco do Conde, Barreiras, Camaçari, Valença, Juazeiro, Jaguarari, Bonfim, Adustina, Mutuípe, Valente, Santo Amaro, Riachão do Jacuípe, da Chapada Diamantina e do Baixo Sul.

    A CTB Bahia participou desde o início do processo de organização, mobilização e realização da atividade, convocada pela seção baiana de Frente Brasil Popular. Os sindicatos e dirigentes sindicais classistas formaram um grande bloco de trabalhadores em defesa de um país mais justo e com mais direitos para a população.

    “Hoje foi uma demonstração de que de fato o povo está disposto a lutar contra tentativa de golpe neste país. O fato de uma manifestação reunir 100 mil pessoas em um dia de semana é prova de que o povo está disposto a defender o mandato da presidente eleita. Principalmente por que nós sabemos, que o que eles querem é colocar o país a venda e entregar as nossas riquezas ao capital internacional. Tem ainda as decisões de um juiz parcial, que demonstrou a sua disposição de derrubar o governo. Para barrar isso é que o povo veio para as ruas dizer que não vai ter golpe”, comemorou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    CTB BA

  • Candidatos de esquerda defendem a revogação da reforma trabalhista

    A esquerda deve iniciar a corrida presidencial deste ano apresentando pelo menos quatro concorrentes: Lula, que deve ser confirmado como candidato do PT até o dia 15; Ciro Gomes, pelo PDT; Manuela D´Ávila, que teve sua candidatura oficializada nesta quarta (1/8) em Convenção Nacional do PCdoB e Guilherme Boulos, pelo PSOL.

    Este quadro, porém, pode mudar em função de movimentos que objetivam unificar as forças de oposição para garantir um lugar no segundo turno e derrotar as forças conservadoras e de direita, representadas por Alckmin, Bolsonaro e Marina, entre outros presidenciáveis.

    Tanto Lula quanto Ciro, Manuela e Boulos defendem a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95 que congelou os investimentos públicos por 20 anos, sacrificando a saúde, a educação e o desenvolvimento nacional.

    Portal CTB

  • Celso Amorim denuncia ofensiva do capital internacional em entrevista ao Portal CTB

    “Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.

    Celso Amorim debate globalização, direitos e democracia em seminário internacional da CTB

    O diplomata e ex-ministro participa, na próxima quinta-feira (24), em Salvador (Bahia), do Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho” que antecede o 4º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e reúne dirigentes sindicais de 29 países. 

    Amorim foi chanceler nos dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff. Na conversa, ele destacou, entre outros temas, a mudança na política externa brasileira a partir de 2003.

    Leia abaixo a íntegra da entrevista:

    Portal CTB: Durante os oito anos de governo Lula, o Brasil protagonizou a chamada política externa “altiva e ativa”. Como foi possível ter uma diplomacia independente do alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos?

    Celso Amorim: O Brasil é um grande país, quinto em território e população e uma das dez maiores economias do mundo (chegou a ser a sétima). Além disso, seu povo reflete uma pluralidade de origens que o torna especial aos olhos de outros. Talvez mais importante: com quase 17 mil quilômetros de fronteira e dez vizinhos, o Brasil não se envolveu em conflito armado na região por um século e meio. Tudo isso credencia o nosso país a ter uma ação forte e independente no cenário internacional. Esse foi o pensamento de Rio Branco, Rui Barbosa e San Tiago Dantas, cada um deles refletindo as realidades de suas épocas. A eleição do presidente Lula e a perspectiva de que o país voltasse a ter um período de crescimento, acompanhado, desta vez, de firme combate à desigualdade (sua maior chaga), elevou a autoestima do povo brasileiro, o que não poderia deixar de se refletir na política externa. Essa atitude desassombrada, aliada à capacidade de articular alianças com países e blocos, permitiu ao Brasil atuar com desenvoltura ímpar no cenário internacional, angariando respeito, mesmo daqueles que não pensavam como nós.

    Como estas políticas de integração regional, fortalecimento da relação Sul-Sul e a aproximação com países Árabes e da África favoreceram Brasil no cenário mundial?

    A integração da América do Sul foi uma prioridade do governo do presidente Lula, que se empenhou no fortalecimento do Mercosul e na constituição de uma Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA), que resultou na Unasul. Também se empenhou em um mais amplo entendimento entre todos os países da América Latina e Caribe, convocando, pela primeira vez na história, uma cúpula dessas nações (CALC), realizada em Sauipe, na Bahia. Ao mesmo tempo, foram criados ou fortalecidos laços com países africanos e árabes, sempre que possível com o envolvimento dos nossos vizinhos, fato de que são exemplos a ASPA (Cúpula América do Sul-Países Árabes) e a ASA (Cúpula América do Sul – África). De igual importância foi a criação do Fórum IBAS, com a participação das três maiores democracias multiétnicas e multiculturais do mundo em desenvolvimento: Índia, Brasil e África do Sul. O IBAS está na raiz dos BRICS, até então uma mera sigla criada por um economista de um banco de investimentos. Todas essas articulações, entre outras (como aproximação com o Caribe), facilitaram a busca de objetivos comuns em fóruns como a Organização Mundial de Comércio (OMC) e as Nações Unidas, o que ensejou decisões favoráveis desses órgãos em temas de nosso interesse, bem como facilitou a eleição de brasileiros para cargos importantes em entidades como a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e a OMC.

    Depois de Honduras e Paraguai, o Brasil foi outra vítima do chamado “golpe suave”, agora a Venezuela está sendo fortemente atacada numa tentativa de desestabilização do governo de Nicolás Maduro. O que há por trás destes golpes e quais interesses em questão?

    As sociedades latino-americanas e caribenhas são marcadas por fortes desigualdades, provenientes em grande parte do sistema escravista que nelas prevaleceu por longo tempo. Além disso, suas elites econômicas e políticas guardam forte relação com os países centrais. Qualquer tentativa de romper com essa estrutura social desigual e o status de dependência nas relações internacionais gera reações. As situações mencionadas na pergunta guardam semelhanças, mas não são idênticas. No caso de Honduras, o presidente Manuel Zelaya, foi apeado do poder, segundo relatos, com um fuzil encostado a sua cabeça. O presidente Fernando Lugo, por sua vez, foi objeto de um golpe parlamentar em um momento em que se encontrava muito debilitado. O caso do Brasil é mais complexo: a derrubada da presidenta Dilma exigiu manobras sutis e prolongadas, que lhe pudessem dar alguma aparência de legalidade. Os indícios de interferência externa são muito claros nas três situações. No caso do Brasil (um processo ainda não terminado), o objetivo é barrar um projeto de país que, além de afetar interesses internos, foi percebido como potencial ameaça à hegemonia norte-americana na região e para além dela, dada a projeção que a diplomacia brasileira adquiriu na África, no Oriente Médio etc.

    Após o golpe no Brasil, várias medidas como a terceirização, a reforma trabalhista, a redução de programas sociais e a privatização de setores estratégicos estão sendo rapidamente aprovadas, na sua opinião há uma ofensiva do capital internacional?

    Há, sem dúvida, uma grande ofensiva do capital internacional, sobretudo o financeiro, que dispõe de poderosos aliados em nosso país, a começar pela grande mídia. Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional.

    Como fica a diplomacia brasileira no governo Michel Temer?

    Não fica.

    Érika Ceconi – Portal CTB
    Foto: Agência Brasil

  • Central sindical portuguesa defende democracia no Brasil

    A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) enviou uma mensagem, na última terça-feira (23), para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em solidariedade ao povo brasileiro.

    A nota se refere ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorre hoje (24) em Porto Alegre, e denuncia a parcialidade da Justiça no caso.

    “Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal”, alerta o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra:

    Solidariedade com a luta em defesa da democracia e da soberania no Brasil

    O golpe institucional que afastou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil em 2016 fez parte do assalto do grande capital brasileiro e internacional às riquezas deste país, abrindo caminho a privatizações de grandes empresas estratégicas, ao desbaratamento de recursos naturais, à destruição de importantes conquistas laborais e sociais, a uma maior exploração do trabalho e ao empobrecimento dos trabalhadores e do povo.

    Com o golpe quiseram calar a voz de governos (Lula da Silva e Dilma Rousseff) que na região e no mundo se inseriram num rumo alternativo ao domínio do imperialismo, substituindo-a por um governo que faz eco dos seus interesses. O processo do Brasil é indissociável da campanha de assalto a conquistas democráticas e de afirmação soberana de direitos, de progresso e justiça social alcançadas pelos trabalhadores e os povos em vários países da América Latina.

    Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal – princípios básicos de uma ordem democrática reconhecidos em instrumentos internacionais de direitos humanos – condicionando dessa forma o processo e o resultado eleitoral. Um rumo reaccionário cuja concretização negaria o inalienável direito soberano do povo brasileiro de decidir o seu futuro livre de qualquer condicionamento interno e externo.

    A CGTP-IN junta-se à ampla campanha de solidariedade internacional e em defesa da democracia e da soberania no Brasil, reiterando aos trabalhadores, ao povo e ao movimento sindical deste país a solidariedade e o apoio na sua luta contra o golpe, em defesa dos seus direitos políticos, laborais e sociais, um rumo indissociável da candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais.

    Lisboa, 23 de Janeiro de 2018
    A Comissão Executiva

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Chanceler aloprado de Bolsonaro acusado de prevaricação

    Indicado por Bolsonaro para ministros das Relações Exteriores, sob protesto dos quadros do Itamaraty, Ernesto Araújo corre sério risco de ser defenestrado. Não é a primeira vez que o caráter duvidoso do chanceler transparece. Carreirista, ele fez rasgados elogios à política externa dos governos Lula e Dilma em 2011, quanfo foi conselheiro da embaixada brasileira em Washington. Depois, tornou-se um bizarro “trompista". O Portal CTB reproduz abaixo o artigo que o jornalista José Seabra publicou no site Notibras.

    O chanceler Ernesto Araújo está com os dias contados no cargo. É o que se ouve a boca pequena no Itamaraty. E a eventual demissão não teria nada a ver com os gestos atabalhoados do ministro na política externa, a ponto de deixarem os generais que cercam Jair Bolsonaro de cabelo em pé.

    O caso é mais grave. Ernesto Araújo está sendo acusado de prevaricação, improbidade administrativa e má fé quando presidiu, no ano passado, uma comissão que levou à demissão do diplomata de carreira Renato de Ávila Viana. Como responsável pela comissão que aprovou a demissão do servidor, Ernesto foi desonesto.

    Além de perder o emprego, vítima de falhas de um processo administrativo, Renato cumpre pena de prisão na Papuda, por suposta agressão física a uma ex-namorada. Mas ele não tem culpa no cartório quando é acusado de colocar em cárcere privado outra namorada, principal motivo alegado para ser demitido.

    A acusação de cárcere privado foi feita a uma comissão de investigação do Itamaraty por Jobevina Livramento de Melo, mãe de Rafaella de Melo Maciel. Jobevina é ex-candidata a sogra de Renato. Ela prestou depoimento à comissão presidida por Ernesto Araújo, hoje sentado na principal cadeira do Ministério das Relações Exteriores. Teve bate-boca com a defesa de Renato, presente à oitiva.

    Ocorre que Jobevina, segundo a própria filha Rafaela, mentiu. Ela diz que sempre esteve na casa de Renato por livre e espontânea vontade. E que sempre foi bem recebida, bem tratada. Policiais que se deslocaram à residência de Renato, na Asa Norte, em Brasília, na tentativa de registrar flagrante por cárcere privado, saíram de lá desconcertados. Não havia nada de anormal. E Rafaela foi conduzida à Delegacia da Mulher, onde prestou depoimento inocentando Renato de todas as acusações.

    Renato começou a ser perseguido por alguns colegas do Itamaraty – entre os quais o hoje chanceler Ernesto Araújo -, há pouco mais de dois anos, quando denunciou lavagem de dinheiro nas Ilhas Cayman por iniciativa da embaixada brasileira em Caracas.

    A partir daí, a vida do diplomata virou de cabeça para baixo. A própria suposta agressão a uma ex-namorada, que provocou a prisão do diplomata, é hilária. A namorada, supostamente por ciúmes, subiu no capô da BMW e Renato e começou a pular, danificando o veículo. Entre o amor pela namorada e a paixão pelo carro, Renato puxou a moça, que caiu e machucou o lábio inferior. Inconformada, disse ter sido agredida. E deu no que deu.

    Agora, prestes a deixar a Penitenciária da Papuda, Renato de Ávila Viana prepara o troco. E mira justamente Ernesto Araújo. Para começar, a defesa do diplomata entrou com representação criminal na Justiça Federal, em Brasília, contra o agora chanceler. A principal acusação é de prevaricação. Se condenado, Ernesto pode pegar pena de 3 meses a um ano, além da perda de cargo ou função.

  • Coletivo de juventude da CTB participa de reunião da jornada de lutas e planeja ações para 2018

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou, na última quarta-feira (10), no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, da primeira reunião da Jornada Nacional de Lutas da Juventude 2018.

    O encontro contou com a presença de jovens de diversas entidades que planejaram suas ações para este ano entre elas está a mobilização em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será julgado em segunda instância na próxima semana em Porto Alegre.

    "A juventude estará na luta, nas ruas e nos locais de trabalho pautando o fim do golpe, cobrando o retorno da democracia e o direito de Lula concorrer à presidência. A resistência não termina dia 24, pelo contrário, apenas se intensifica”, disse Anderson Guahy que integra o coletivo de juventude da CTB e representou a central no encontro.

    Para a secretária nacional de juventude da central, Luiza Bezerra, os jovens trabalhadores são os mais afetados com a agenda ultraliberal do governo Michel Temer e, por isso, estarão mobilizados e nas ruas em defesa da democracia.

    A próxima reunião da Jornada de Lutas será realizada na próxima quinta-feira (18), em Porto Alegre, onde serão feitos os encaminhamentos das ações do grupo. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 
    Foto: Patrícia de Matos 

  • Contra o estado de exceção, liberdade para Lula

    A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, representando os principais partidos e movimentos progressistas do país, repudiam o mandato ilegal de prisão contra o presidente Lula.

    A decisão tomada pelo juiz Sérgio Moro expressa mais uma etapa do golpe de Estado contra a democracia, as conquistas do povo brasileiro e a soberania de nossa nação.

    Prender o histórico líder da classe trabalhadora para impedi-lo de participar do processo eleitoral é o objetivo que mobiliza os setores mais reacionários do sistema de justiça, dos meios monopolistas de comunicação e das elites brasileiras.

    O bloco golpista, ao rasgar a Constituição de 1988 e recorrer à perseguição judicial contra o ex-presidente, tem como intenção implantar, a ferro e fogo, sua agenda antipopular, antinacional e antidemocrática.

    Seus porta-vozes forjaram um clima de intolerância e ódio, animando grupos neofascistas e incentivando a violência contra a esquerda e os movimentos sociais.

    A única resposta digna e patriótica contra essas agressões é a resistência.

    Desde a histórica cidadela dos trabalhadores brasileiros, em São Bernardo do Campo, convocamos todos os democratas a cerrarem fileiras em defesa da liberdade do presidente Lula e contra o arbítrio.

    Estamos ao lado do presidente Lula nessa batalha decisiva, juntos na luta por suas prerrogativas constitucionais, dispostos a resistir contra a truculência e a mesquinharia dos que tomaram as instituições de assalto.

    Estradas estão sendo bloqueadas. Mobilizações despontam nas principais cidades e regiões. Vários governos denunciam ao mundo os atropelos em curso.

    Convocamos todos a se somarem aos atos unitários programados para hoje e nos próximos dias em todo Brasil. E todos que puderem se dirigir imediatamente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

    Também orientamos a que sejam organizados comitês populares em defesa da democracia e da liberdade do presidente Lula.

    Não nos calaremos diante da injustiça.

    Contra as armas da tirania, os povos e os cidadãos têm o direito à desobediência e à rebelião.

    São Bernardo do Campo, 6 de abril de 2018

    Frente Brasil Popular

    Frente Povo Sem Medo

  • Crueldade contra Lula

    A Justiça e a Polícia Federal impediram o ex-presidente Lula, preso injustamente em Curitiba, de comparecer ao velório e enterro de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que faleceu em decorrência de um câncer na terça-feira (29) e foi sepultado nesta quarta (30), às 13 horas.

    Negaram ao maior líder popular do Brasil um direito que deveria ser líquido e certo, já que está previsto de forma cristalina no artigo 120, inciso I, da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal). Foi um ato desumano, pautado pelo ódio cego contra o petista, que promoveu um governo democrático e popular orientado para o combate às desigualdades sociais, a valorização do Salário Mínimo e a defesa dos interesses nacionais.

    Leia abaixo a nota que a Direção Nacional do PT divulgou hoje sobre a crueldade, que o STF, embora reconhecendo tardiamente o direito do ex-presidente (garantido a toda e qualquer pessoa presa), não teve a coragem de impedir a tempo.  

    A decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o direito legal de Lula, chegou tarde demais para que ele acompanhasse o sepultamento do irmão mais velho. A decisão também impôs restrições ao encontro de Lula que inviabilizavam a possibilidade dele ver o irmão pela última vez e estar com seus entes queridos no momento. Uma dessas restrições era a de que o encontro ocorresse em uma unidade militar. Quando a decisão foi divulgada, Vavá já estava sendo sepultado. As condições do corpo não permitiam aguardar os rituais da burocracia.

    A perseguição ao ex-presidente Lula não tem fim e neste episódio rebaixou-se ao nível da crueldade e da vingança. A Polícia Federal de Sergio Moro negou autorização para Lula acompanhar o velório do irmão Genival (Vavá) Inácio da Silva, que faleceu de câncer na terça (29) e foi sepultado hoje às 13 h.

    O artigo 120, parágrafo 1o., da Lei de Execução Penal garante a todo cidadão participar dos funerais de familiares: irmãos, pais e filhos. Esse direito legal e humanitário, que atende a todos os cidadãos, foi negado a Lula pelos mesmos perseguidores e carrascos que o condenaram e prenderam ilegalmente, para impedir que fosse eleito presidente da República.

    A autorização para Lula participar do velório do irmão era um ato meramente administrativo, conforme a lei. O responsável pela garantia desse direito era o delegado Luciano Flores, atual superintendente da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está cumprindo sua injusta e ilegal pena de prisão.

    Ao receber petição da defesa de Lula para o comparecimento ao velório de Vavá, o delegado Flores alegou verbalmente que não tinha condições logísticas e materiais para transportar o ex-presidente até São Bernardo. No dia 4 de março de 2016, no entanto, o mesmo delegado Flores deslocou-se em avião da PF até São Bernardo, com uma grande equipe da Lava Jato, para submeter Lula a uma condução coercitiva ilegal no aeroporto de Congonhas.

    O atual ministro da Justiça, Sergio Moro, que determinou a condução coercitiva em 2016, nada fez para que seu subordinado cumprisse a lei. Ambos são cúmplices, junto com os procuradores da Lava Jato, da farsa judicial que levou Lula à prisão, sem ter cometido crime algum, sem acusações plausíveis e sem provas.

    Diante de mais esta agressão à lei e aos direitos de Lula, a defesa apelou sucessivamente à juíza responsável pela execução penal e ao desembargador de plantão no TRF-4. Ambos, com grande morosidade, reafirmaram sua notória parcialidade contra o ex-presidente Lula, submetendo-o a um regime de exceção por motivos claramente políticos.

    Lula já foi perseguido, falsamente acusado, condenado sem provas, teve negado o direito de disputar as eleições, de dar entrevistas, receber visitas religiosas e até de nomear seus próprios advogados.

    Negar-lhe, por ação, protelação ou omissão, o direito de compartilhar, com a família e os amigos, as despedidas ao irmão mais velho é um gesto mesquinho, além de ilegal, que reforça sua condição de preso político, vítima de odiosa armação jurídica.

    Nem mesmo a ditadura foi tão cruel e mesquinha em relação a Lula, que saiu da prisão por um dia, em abril de 1980, para participar do sepultamento da mãe, dona Lindu. Na época, Lula e outros dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos foram presos por 31 dias com base na Lei de Segurança Nacional.

    Não há justificativa “logística” nem “administrativa” para negarem esse direito a Lula, principalmente quando se considera que o Partido dos Trabalhadores se prontificou oficialmente a cobrir todas as despesas de transporte com o deslocamento do ex-presidente.

    O povo brasileiro, a comunidade jurídica nacional e internacional, as forças democráticas exigem para Lula um julgamento justo, o que significa o início do restabelecimento das garantias do estado de direito no Brasil.

    Toda solidariedade à família do companheiro Vavá, neste momento de dor. Toda solidariedade ao presidente Lula em mais esta violação aos seus direitos constitucionais e mais esta ofensa aos seus direitos humanos.

    Comissão Executiva Nacional do PT

     

    Portal CTB

  • CTB a luta é pra valer: este 1º de Maio promete ser o maior da história

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) presente no grande ato do 1º de Maio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com Lula e Dilma para fazer este Dia do Trabalhador o maior da história do Brasil.

    Trabalhadores e trabalhadoras contra o golpe de Estado em marcha para devolver o poder à direita entreguista, antinacional e antipopular. Em todo o país, a CTB leva sua brava militância para as ruas em defesa da democracia.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb

    A hora é essa. Às ruas para mostrar que o Brasil não é uma “república de bananas”. Se a classe trabalhadora não tomar as ruas para defender suas conquistas e a democracia, a coisa pode ficar muito pior.

    A CTB se mantém firme na luta e defende a unidade de todas as forças democráticas e populares do país para construir uma frente ampla contra o golpe e para fazer o Brasil avançar rumo ao país dos sonhos e do futuro com liberdade, justiça e igualdade. #CTBALutaÉPraValer.

    1º de maio 2016 anhangabau ctb 1

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Joanne Mota

  • CTB participa de ato em defesa da democracia que reuniu Lula, Chico Buarque e muitos artistas no Rio

    O ato Cultura pela Democracia está acontecendo no histórico palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, para acompanhar a votação do parecer da Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ex-presidente Lula e Chico Buarqueestarão no evento.

    “Estamos aqui para escrever um novo capítulo na história. Para o Brasil avançar. A democracia está nas mentes e corações. Queremos um país justo para todos os brasileiros e brasileiras”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já a jovem presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, disse que é preciso preservar o que foi conquistado no país: "A gente conquistou tantas coisas nos últimos anos e é isso que está em jogo. Vamos barrar esse golpe para manter todos as nossas conquistas”.
    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acredita que a virada virá com a unidade dos movimentos sociais nas ruas. “O jogo está virando e, no dia 17, vamos encher todas as ruas deste país”.

    arcos da lapa

                        crédito: Ronaldo Leite

    O dirigente da CTB e presidente do Partido Comunista do Brasil no Rio de Janeiro, João Batista Lemos, defende a necessidade de “unidade de todas as forças democráticas, progressistas e populares para o país retomar o crescimento”. 

    Em seu discurso, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, convoca todos a barrar o golpe. "Vamos barrar esse golpe capitaneado pela direita reacionária. Não vai ter golpe!”.

    Guilherme Boulos, da Frente Povo Sem Medo, reforça o coro contra o golpe e defende uma nova agenda para o país "sem esse ajuste fiscal e essa reforma da Previdência”.

    O vocalista dos Detonautas, Tico Santa Cruz, celebra a participação da classe artística no movimento em prol da democracia no país. É importante “o engajamento geral dos artistas que acreditam que esse impeachment é uma tentativa nítida de golpe e manipulação”.

    Portal CTB, com informações de Joanne Mota, do Rio de Janeiro

    Foto do destaque: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

     

     

  • Defesa de Lula pede ao STF para retirar caso do sítio de Atibaia da República de Curitiba

    Os advogados do ex-presidente pediram, também, que as decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba em relação ao caso sejam anuladas

    Os advogados de Lula solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a ação penal sobre o caso do sítio de Atibaia seja retirada da Justiça Federal do Paraná, de acordo com informações veiculadas no G1.

    O ex-presidente foi novamente condenado, na quarta-feira (6), a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro. Contudo, a manifestação da defesa ao STF foi efetuada antes de sair a condenação.

    A defesa de Lula pediu, ainda, que as decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba em relação ao caso sejam anuladas. A relatora é a ministra Cármen Lúcia.

    A equipe de advogados deseja que prevaleça a decisão do STF, que já retirou de Curitiba trechos de delações premiadas que fazem menção a fatos investigados no processo do sítio, uma vez que não há conexão com as irregularidades investigadas na Petrobras.

    “É dizer: se há qualquer fato ensejador da tutela penal envolvendo o célebre sítio de Atibaia/SP, que a sua apuração tome lugar perante o órgão constitucionalmente competente, conforme as decisões proferidas por esta Corte Suprema nos petitórios supramencionados”, escreveu a defesa.

    Lula, o maior líder popular da história do Brasil, é hoje um preso político, vítima de uma perseguição jurídica, capitaneada pelo juiz Sergio Moro e a chamada República de Curitiba, que teve o objetivo de impedir sua participação nas eleições presidenciais de 2018, o que abriu caminho para a vitória do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro. Foi condenado e preso sem provas e sem o devido trânsito em julgado, em detrimento do princípio de presunção da inocência consagrado na Constituição.

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