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Sáb, Abr

Manifesto em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais

  • Aumentar a jornada vai agravar a crise do desemprego, avisa presidente da CTB

    Em pleno século 21, que acumula notáveis avanços das novas tecnologias e da produtividade do trabalho humano, é no mínimo lastimável que esteja sendo colocado na agenda governamental o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias e a flexibilização dos contratos com o primado do negociado sobre o legislado ou do mercado sobre a Lei.

    A ascensão de Temer ao governo, na carona de um impeachment sem crime de responsabilidade, assanhou o patronato. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, chegou ao ponto de defender uma jornada de 80 horas semanais sob o argumento de que serão necessárias “mudanças duras” na legislação trabalhista e na Previdência para sair da crise.

    Os defensores do alongamento da jornada, flexibilização da legislação e outros retrocessos sociais procuram dourar a pílula com afirmações duvidosas sobre “modernização” da CLT para lograr a recuperação da economia e da oferta de emprego. Ou seja, o remédio embora amargo seria benéfico à classe trabalhadora. Mas trata-se de um discurso falso, usado para engabelar a opinião pública, sem base na teoria e muito menos nos fatos econômicos.

    A teoria e a experiência histórica revelam que o nível de emprego é inversamente proporcional ao tempo médio de trabalho, de forma que quanto menor a jornada maior a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que deve ser contratada para a produção, cujo valor e volume é determinado precisamente pelo tempo gasto na produção.

    Esta verdade elementar é implicitamente reconhecida pelo patronato nos acordos que preveem a redução simultânea de jornada e salários em até 30%, previstos no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), amplamente usado na indústria automobilística. O patronato aceita tal arranjo momentâneo em tempos de crise porque não mexe no seu sagrado lucro, o que ocorre quando há redução da jornada sem prejuízo para os salários.

    Não restam dúvidas de que o desemprego em massa é um terrível flagelo para os assalariados e seu enfrentamento cobra urgência. Mas se houver uma honesta pretensão de combatê-lo é necessário inverter os termos da equação proposta pelos golpistas. Cumpre reduzir a jornada de trabalho para gerar emprego e não o contrário.

    Por que não se fala em estabelecer uma jornada de 5 horas diárias? Assim muito provavelmente teríamos fartura de emprego e com certeza estaríamos no caminho de solucionar este drama social, ainda que o patronato seja constrangido a abrir mão por algum tempo de parte dos seus lucros. De todo modo, este efeito, momentâneo, seria logo compensado pelo aumento da produtividade do trabalho, que geralmente acompanha a redução da jornada.

    Podemos pensar, de forma mais modesta, na instituição das 40 horas semanais, que segundo o Dieese resultaria na criação de alguns milhões de novos postos de trabalho no Brasil, aliviando o problema. Estaríamos contemplando uma demanda histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira.

    Não é tão difícil entender a razão pela qual não se escolhe tal caminho, social e economicamente mais justo e à altura do século 21 e de suas novas tecnologias. O compromisso do governo ilegítimo, produto de um golpe parlamentar, é com a burguesia nacional e estrangeira, cujos interesses seguem na contramão da história, da classe trabalhadora e da nação.

    O interesse que orienta a agenda golpista nada tem a ver com o povo, a nação, a modernização ou o combate desemprego. Esta visa satisfazer exclusivamente o apetite insaciável de lucros dos grandes capitalistas. É por esta razão que a agenda social do governo golpista, machista e racista, mais parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho: terceirização sem limites, sobreposição do mercado à Lei, redução de direitos previdenciários, arrocho e congelamento dos gastos públicos por 20 anos, ampliação da DRU, privatizações, entrega do pré-sal, repressão e criminalização dos movimentos sociais.

    O usurpador fala em conciliação e pacificação nacional, mas o que verdadeiramente nos propõe é a capitulação sem choro nem vela a uma agenda de retrocesso neoliberal mais perversa do que a que orientou os militares golpistas em 1964. Não terá paz. O povo continuará ocupando as ruas e reclamando soberania. Só há um caminho viável para a pacificação nacional: Diretas Já!

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

  • Aumentar a jornada vai agravar a crise do desemprego, avisa presidente da CTB

    Em pleno século 21, que acumula notáveis avanços das novas tecnologias e da produtividade do trabalho humano, é no mínimo lastimável que esteja sendo colocado na agenda governamental o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias e a flexibilização dos contratos com o primado do negociado sobre o legislado ou do mercado sobre a Lei.

    A ascensão de Temer ao governo, na carona de um impeachment sem crime de responsabilidade, assanhou o patronato. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, chegou ao ponto de defender uma jornada de 80 horas semanais sob o argumento de que serão necessárias “mudanças duras” na legislação trabalhista e na Previdência para sair da crise.

    Os defensores do alongamento da jornada, flexibilização da legislação e outros retrocessos sociais procuram dourar a pílula com afirmações duvidosas sobre “modernização” da CLT para lograr a recuperação da economia e da oferta de emprego. Ou seja, o remédio embora amargo seria benéfico à classe trabalhadora. Mas trata-se de um discurso falso, usado para engabelar a opinião pública, sem base na teoria e muito menos nos fatos econômicos.

    A teoria e a experiência histórica revelam que o nível de emprego é inversamente proporcional ao tempo médio de trabalho, de forma que quanto menor a jornada maior a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que deve ser contratada para a produção, cujo valor e volume é determinado precisamente pelo tempo gasto na produção.

    Esta verdade elementar é implicitamente reconhecida pelo patronato nos acordos que preveem a redução simultânea de jornada e salários em até 30%, previstos no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), amplamente usado na indústria automobilística. O patronato aceita tal arranjo momentâneo em tempos de crise porque não mexe no seu sagrado lucro, o que ocorre quando há redução da jornada sem prejuízo para os salários.

    Não restam dúvidas de que o desemprego em massa é um terrível flagelo para os assalariados e seu enfrentamento cobra urgência. Mas se houver uma honesta pretensão de combatê-lo é necessário inverter os termos da equação proposta pelos golpistas. Cumpre reduzir a jornada de trabalho para gerar emprego e não o contrário.

    Por que não se fala em estabelecer uma jornada de 5 horas diárias? Assim muito provavelmente teríamos fartura de emprego e com certeza estaríamos no caminho de solucionar este drama social, ainda que o patronato seja constrangido a abrir mão por algum tempo de parte dos seus lucros. De todo modo, este efeito, momentâneo, seria logo compensado pelo aumento da produtividade do trabalho, que geralmente acompanha a redução da jornada.

    Podemos pensar, de forma mais modesta, na instituição das 40 horas semanais, que segundo o Dieese resultaria na criação de alguns milhões de novos postos de trabalho no Brasil, aliviando o problema. Estaríamos contemplando uma demanda histórica do movimento sindical e da classe trabalhadora brasileira.

    Não é tão difícil entender a razão pela qual não se escolhe tal caminho, social e economicamente mais justo e à altura do século 21 e de suas novas tecnologias. O compromisso do governo ilegítimo, produto de um golpe parlamentar, é com a burguesia nacional e estrangeira, cujos interesses seguem na contramão da história, da classe trabalhadora e da nação.

    O interesse que orienta a agenda golpista nada tem a ver com o povo, a nação, a modernização ou o combate desemprego. Esta visa satisfazer exclusivamente o apetite insaciável de lucros dos grandes capitalistas. É por esta razão que a agenda social do governo golpista, machista e racista, mais parece uma declaração de guerra do capital contra o trabalho: terceirização sem limites, sobreposição do mercado à Lei, redução de direitos previdenciários, arrocho e congelamento dos gastos públicos por 20 anos, ampliação da DRU, privatizações, entrega do pré-sal, repressão e criminalização dos movimentos sociais.

    O usurpador fala em conciliação e pacificação nacional, mas o que verdadeiramente nos propõe é a capitulação sem choro nem vela a uma agenda de retrocesso neoliberal mais perversa do que a que orientou os militares golpistas em 1964. Não terá paz. O povo continuará ocupando as ruas e reclamando soberania. Só há um caminho viável para a pacificação nacional: Diretas Já!

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

  • Centrais farão lançamento do 1º de Maio Unificado na próxima quinta


    As sete centrais sindicais mais representativas do país (CUT, FS, CTB, UGT, CGTB, NSCT, CONLUTAS, Intersindical  1, Intersindical 2 e CGTB) realizam na próxima quinta-feira (11), às 10 horas na Praça Ramos em São Paulo, o lançamento do 1º de Maio Unificado. A iniciativa é inédita e deve ser copiada em outros estados.

    Sob forte ataque da direita desde o golpe de 2016 e agora ainda mais sob o governo Bolsonaro o movimento sindical unifica as forças para resistir e sobreviver ao cerco político e financeiro do governo e do patronato.

    O principal foco das manifestações do Dia Mundial da Classe Trabalhadora no Brasil será a luta contra a malfadada reforma da Previdência do governo Bolsonaro. A defesa do emprego e dos direitos sociais, bem como da democracia e da soberania nacional, também serão temas prioritários. E a bandeira do Lula Livre será levantada.

    Ato político na capital paulista deverá ocorrer das 12h às 14 horas, com discurso de representantes das centrais, da Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, de oito partidos políticos (PT, PCdoB, PSB, PDT, Solidariedade, PSTU, PSOL, PTB), das mulheres e da juventude.

    Atrações musicais

    A manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras também contará com notável animação cultural. Os seguintes artistas já confirmaram participação no ato: Alceu Valença, Leci Brandão, Toninho Gerais DJ Evelyn Cristina, Mistura Popular. Outras atrações populares estão sendo pesquisadas e devem ser contratadas.

     

  • Eleições 2018: É hora de transformar a luta em votos

    As Eleições de 2018 ainda não começaram oficialmente, mas, há um ano o movimento sindical brasileiro debate a centralidade de elegermos representantes comprometidos com a agenda da Classe Trabalhadora e com um projeto nacional que retome o crescimento, gere emprego digno, combata a miséria e distribua a renda.

    Raio-X do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) revela que, hoje, mais da metade da composição do Congresso Nacional é formada por parlamentares identificados com o empresariado ou representantes das elites nacionais. Lembremos que, em 2014, a frente sindical foi reduzida quase à metade: de 83 para 46 parlamentares, o menor, desde 1988, quando 44 sindicalistas compunham a representação no Legislativo.

    A luta geral cobra dos sindicatos, federações e confederações um reforço em sua resistência e a participação efetiva no processo que tomara a agenda dos amplos setores até outubro. E nunca é demais repetir que a UNIDADE será  uma aliada importante neste processo. 

    Mudar a correlação de força no Congresso é um passo importante na luta para reverter a agenda implementada pelo golpe, consumado em 31 de agosto de 2016. A hora é de transformar a resistência que ocupa as ruas em votos e, assim, eleger candidatos que trabalhem pela revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que barre os ataques à Previdência Social e garanta o fortalecimento do Estado, como indutor do desenvolvimento.

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indicam que 147,3 milhões de eleitores estão aptos para votar nas eleições de 7 de outubro, a maior da história do país. Segundo o TSE, o Brasil ganhou 4,8 milhões de eleitores em comparação com 2014. A maioria do eleitorado é composto por mulheres, com 77,3 milhões de votantes, 52,5% do total. 

    Eleger parlamentares que não se comprometem as bandeiras citadas acima significa manter a agenda de retrocessos liderada por Michel Temer. O chamado é para um participação profícua, é preciso que a classe trabalhadora brasileira participe conscientemente das eleições de outubro deste ano, apoiando e elegendo representantes legítimos de seus interesses.

    Desse modo, o desafio do movimento sindical nas eleições de 2018 será renovar o mandato dos atuais e eleger novos aliados da classe trabalhadora, preferencialmente os candidatos e candidatas provenientes do movimento sindical, seja para fortalecer nossa presença no Congresso, seja para enfrentar conjuntura adversa em que está mergulhado o país.

    À luta!

    Joanne Mota é jornalista e assessora da CTB Nacional.


     

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Em defesa dos Direitos Humanos

    A Organização das Nações Unidas (ONU) diz, em sua Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, logo em seu primeiro artigo: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

    Mesmo com esses anos todos de vigência, os direitos humanos costumam ser desrespeitados. Em situações de guerra, repressões a manifestantes que clamam por direitos, torturas, prisões arbitrárias, xenofobia, racismo, sexismo, misoginia, homofobia. São temas tabus ainda na maioria das nações. Ainda há uma enorme quantidade de trabalho por fazer para que esses direitos deixem de ser promessas abstratas, especialmente para as populações marginalizadas ou excluídas.

  • Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo entregam manifestos contra o golpe a Lewandowski

    Representantes das Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (PSM) se reuniram nesta terça-feira (26), em Brasília, com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para entregar manifestos em defesa da democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os colegiados, compostos por entidades sindicais como a CTB, CUT, Intersindical, Contag, movimentos sociais, entre eles, a  UNE, UBES e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), entregaram às lideranças 322 manifestos assinados por organizações e personalidades, nacionais e internacionais. O objetivo dos movimentos envolvidos é evitar a ruptura do Estado Democrático de Direito, ameaçado pelo golpe em curso no País para afastar Dilma, eleita democraticamente, do cargo de Presidenta da República. 

    Os integrantes da FBP e PSM alertaram aos representantes do Senado e STF que, se consumado o impeachment, tendo em vista que a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade, as entidades não reconhecerão a legitimidade de um eventual governo comandado por Michel Temer (PMDB).

    As Frentes ainda tiveram um encontro com senadores da base aliada ao governo, na liderança do PT no Senado, a fim de discutir estratégias, na tentativa de barrar o processo na Casa. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo e o ex-deputado federal, Assis Melo, que integra atualmente a diretoria executiva da central, marcaram presença nos atos, reafirmando a posição da CTB em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas, gravemente ameaçados pela agenda do movimento golpista.

    "O objetivo da CTB e demais entidades reunidas aqui foi chamar a atenção das autoridades para o golpe no Brasil. Nós, a sociedade como um todo, precisamos nos levantar contra o golpe institucional que está sendo gestado em nosso País. Estamos fazendo a nossa parte. Pedimos aos presidentes do STF e do Senado para que a nossa Constituição seja respeitada nesse processo e alertamos para as consequências de se interromper o mandato de uma presidenta que não praticou crime algum", declarou Assis. 

    Adilson Araújo disse que as organizações que compõem as Frentes "cumprem papel fundamental na luta pela preservação da democracia e contra o retrocesso de direitos". Ele afirma que a CTB sempre estará comprometida com os interesses dos trabalhadores e com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. 

    Presente na reunião com Renan Calheiros, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) elogiou o papel exercido pelas centrais sindicais e movimentos sociais no atual cenário político. "Quero saudar o papel muito importante que entidades como a CTB e diversos movimentos sociais estão tendo neste momento. A CTB é uma entidade extremamente representativa, é uma central sindical que, ao lado da CUT e das demais, vem cumprindo um papel essencial neste momento em que a democracia e a soberania popular estão ameaçadas", destacou.

    Para a senadora, a interrupção de um mandato legítimo "pode representar um retrocesso brutal para o povo brasileiro, em especial para os trabalhadores e trabalhadoras. Me refiro a um eventual governo Temer, ilegítimo e com uma agenda bomba que mira os direitos conquistados arduamente pelos trabahadores". 

    Fátima afirmou que as ações das entidades são cruciais e devem ser intensificadas. "A presença dos movimentos aqui (no Senado) é necessária, porque temos que, cada vez mais, combinar as mobilizações de rua com as articulações no plano institucional", opinou.

    Em resposta ao apelo das Frentes, Lewandowski sugeriu aos dirigentes que recorram também aos demais ministros e prometeu priorizar "tudo aquilo que diz respeito ao impeachment, porque a sociedade precisa de uma resposta rápida. O compromisso que posso assumir é votar com consciência, quando chegar o dia, e pautar com prioridade (o impeachment)". 

    Por sua vez, Renan Calheiros afirmou que não medirá esforços para "garantir o máximo de previsibilidade democrática" durante a tramitaçao do processo no Senado. De acordo Renan, "toda vez que o Senado se apressou a tomar decisões, de uma forma ou de outra, tivemos que fazer uma revisão da própria história". Calheiros disse ainda que, embora não responda pelo conjunto da Casa, não permitirá que a História lhe reserve o papel de atropelador da Constituição.

     

    Saiba Mais: Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reúnem-se com Renan Calheiros em Brasília

     

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

    Foto: Ruth de Souza

  • FSM rechaça demissões em massa e critica ação antissindical da GM na Colômbia

    A Federação Sindical Mundial criticou em nota a conduta arbitrária e antissindical da GM, multinacional estadunidense do ramo automobilístico que anunciou a demissão em massa de operários de suas plantas na Colômbia e está pressionando os sindicatos a abrir mão de direitos e conquistas consagradas na Convenção Coletiva da Categoria.

    Os planos da General Motors de fechar sete fábricas no mundo e demitir 14,8 mil trabalhadores somente na América do Norte fazem parte do processo de reestruturação da montadora. Em nome da rentabilidade, a GM vai penalizar cidades inteiras de diferentes países.

    Leia abaixo a íntegra do documento da FSM:

    A Federação Sindical Mundial (FSM), que representa 95 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em 130 países, se solidariza com a classe operária colombiana frente ao anúncio de que a transnacional General Motors pretende demitir 14.700 trabalhadores, entre eles

    cerca de 15% do quadro pessoal da planta da montadora de automóveis em de Bogotá. Como sempre, e especialmente numa conjuntura de crise capitalista mundial, os capitalistas tentam descarregar todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores, suprimindo benefícios e conquistas trabalhistas de nossa classe, ocultando que a classe operária é que gera o lucro que eles acumulam.

    Ao mesmo tempo, nossa grande família sindical de trabalhadores rechaça rotundamente a postura dos diretores do monopólio que querem constranger os sindicatos a entregar os pontos nevrálgicos da Convenção Coletiva de Trabalho. Neste sentido reiteramos nossa firme solidariedade classista aos trabalhadores da GM na Colômbia e conclamamos o povo colombiano a apoiar suas justas reivindicações.

    Secretariado da Federação Sindical Mundial (FSM)

  • Para comemorar seu dia, jornalistas fazem ato pela democracia em São Paulo

    O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo realiza nesta quinta-feira (7), em sua sede, na capital paulista (rua Rego Freitas, 530, centro), o ato Jornalistas em Defesa da Democracia. O evento faz parte das comemorações do Dia do Jornalista e se contrapõe ao golpe às liberdades democráticas.

    Serão apresentados depoimentos sobre a situação da categoria durante o regime ditatorial civil-militar (1964-1985), bem como análise da atual conjuntura política nacional. Além disso, dirigentes do sindicato devem conceder entrevista para a imprensa internacional para denunciar casos de violência contra jornalistas brasileiros.

    “De acordo com relatório divulgado no mês passado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o país ocupa a quinta posição entre os mais perigosos para profissionais de imprensa”, diz matéria do Portal Vermelho.

    jornalistas ato

    Recentemente o sindicato entregou à presidenta Dilma o Manifesto em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais, que já conta com mais de 1,7 mil assinaturas. “Três décadas após o fim do regime militar, nos vemos novamente sob a ameaça do autoritarismo”, afirma o documento.

    Para o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, a argumentação do manifesto aponta incongruências nos processos que levam à desestabilização do governo. “Parlamentares que acumulam denúncias de corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e alguns dos principais partidos políticos do país já contabilizam votos no Congresso com intuito do impeachment e negociam abertamente um futuro governo, num clima de golpismo institucionalizado”.

    Serviço:

    O que: Jornalistas em Defesa da Democracia

    Onde: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

              Auditório Wladimir Herzog

              Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, centro

    Quando: Quinta-feira (7), às 19h

    Portal CTB

    Leia a íntegra do manifesto abaixo:

    Manifesto dos jornalistas em defesa da democracia e dos direitos sociais

    Nós, jornalistas brasileiros abaixo-assinados, vimos nos manifestar à Nação em defesa da democracia e do Estado de Direito. Não é a primeira vez, na história republicana do Brasil, que os jornalistas são obrigados a se pronunciar pela salvaguarda das conquistas sociais, das políticas públicas e das garantias democráticas obtidas nas lutas travadas, desde os primórdios da nossa nacionalidade, pelos verdadeiros democratas e pela ampla maioria trabalhadora de nosso povo.

    Três décadas após o fim do regime militar, nos vemos novamente sob a ameaça do autoritarismo. A cada dia, crescem os sinais de que está em curso um golpe de Estado contra a presidente Dilma Rousseff, eleita de forma legítima e democrática, e que, a despeito de qualquer crítica que se faça a seu governo, não está ligada a nenhum fato que dê base legal a um pedido de impeachment.

    No entanto, parlamentares que acumulam denúncias de corrupção, como Eduardo Cunha, e alguns dos principais partidos políticos do país já contabilizam votos no Congresso Nacional com esse intuito e negociam abertamente um futuro governo, num clima de golpismo institucionalizado. Em nome do combate à corrupção, a Operação Lava Jato atropela garantias constitucionais duramente conquistadas, como a neutralidade do Judiciário, o direito ao devido processo legal e a presunção de inocência.

    A hostilidade crescente nas redes sociais extravasa para as ruas, e o convívio plural e civilizado no espaço público, que em tempos recentes havia avançado bastante, já se turva. Queremos romper esta teia de ódio! Lembramos que o combate à corrupção também apareceu como pretexto para o golpe de 1964. A memória nacional não pode ser tão curta.

    Repudiamos a corrupção e exigimos a punição de corruptos e corruptores, mas sempre com respeito às regras do Estado Democrático de Direito. Não aceitamos o retrocesso. Para nós, a democracia é um valor supremo, irmão da soberania popular. Defendemos os direitos sociais – o patrimônio público, as reservas de petróleo do pré-sal, as empresas estatais, os direitos trabalhistas, os avanços contra o racismo e o machismo, a redução da miséria e da desigualdade – ameaçados pelos adversários da democracia, muitos dos quais são notórios corruptos.

    Como jornalistas profissionais, denunciamos o papel nefasto que as grandes empresas de comunicação têm desempenhado na presente crise. Beneficiadas pela falta de regulamentação do artigo 220 da Constituição, que proíbe os monopólios no setor, utilizam sua posição no controle da mídia como ponta-de-lança na ofensiva política contra o governo federal, em defesa dos interesses econômicos das elites nacionais e estrangeiras e dos partidos políticos que as representam.

    Essas empresas transformam seus veículos noticiosos em alto-falantes para que fontes ocultas no aparelho de Estado alardeiem vazamentos seletivos de informação, visando a destruir reputações e a soterrar o direito de defesa. Quando criticadas, usam como escudo a liberdade de imprensa, mas negam a seus jornalistas – trabalhadores assalariados – a cláusula de consciência, que permitiria a cada qual se recusar a agir contra a ética e em defesa da rigorosa apuração jornalística e da verdade dos fatos.

    Assim, multiplicam-se casos de profissionais assediados por determinações superiores e obrigados a se subordinar a orientações com as quais não concordam para manter seu sustento. Não podemos nos conformar com o clima de intimidação reinante em diversas redações. Trabalhamos pela pluralidade na mídia impressa, falada, televisada e na internet, por um jornalismo ético e de qualidade, pelo respeito ao direito social à informação e ao operário da notícia, o jornalista.

    Neste momento tormentoso, vamos nos manter a todo custo nas trincheiras da luta democrática e social. Queremos ao nosso lado todas e todos os que mantêm apreço pela democracia e pelos avanços que apontam para um Brasil mais justo, mais desenvolvido, mais independente e mais soberano.

    Vamos nos somar, nas ruas, aos que se opõem ao impeachment e a outros meios ilegítimos com os quais pretendem derrubar o governo que resultou de eleições legítimas. Não vamos deixar que nos calem. Não ao golpe! Viva a democracia!

    Subscrevem: Altamiro Borges (coordenador do Centro Barão de Itararé), Amadeu Mêmolo (presidente da Associação dos Jornalistas Veteranos no Estado de São Paulo), Antônio Carlos Fon (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo), Audálio Dantas (jornalista e escritor), Celso Schröder (presidente da Federação Nacional dos Jornalistas), Fábio Venturini, Fernando Morais (jornalista e escritor), Franklin Valverde (jornalista e professor universitário), Fred Ghedini (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas SP), Igor Fuser (jornalista e professor universitário), José Augusto Camargo (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas SP), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Laurindo Lalo Leal Filho (jornalista e escritor), Maria Inês Nassif (colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo), Mauro Santayana, Paulo Cannabrava Filho (presidente honorário da APIJOR e editor da Revista Diálogo do Sul), Paulo Moreira Leite, Paulo Zocchi (presidente do Sindicato do Sindicato dos Jornalistas SP), Robson Moreira (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas SP), Rodrigo Vianna, Rose Nogueira, Roseli Fígaro (jornalista e professora universitária), Vilma Amaro (presidente do grupo Tortura Nunca Mais).