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Sáb, Fev

Marcelo Haydu

  • Ato em solidariedade aos refugiados venezuelanos ocorre em São Paulo, nesta segunda (27)

    A concentração do Ato em solidariedade às refugiadas e refugiados venezuelanos, ocorre no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, em São Paulo, às 16h. A manifestação tem motivação nos acontecimentos de Pacaraima, em Roraima, onde brasileiros atacaram acampamentos de venezuelanos, armados de pedras, paus e bombas caseiras, no domingo (19).

    “Nós, imigrantes e refugiadas moradoras de São Paulo, convocamos a todas e todos os ativistas, coletivos e simpatizantes da causa migratória a se manifestarem contra os atos de xenofobia e violência ocorridos no município de Pacaraima, estado de Roraima”, diz o texto de apresentação na página do Facebook do evento.

    "Os Estados Unidos fazem uma pressão gigantesca contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, eleito constitucionalmente. A nossa solidariedade é ao povo venezuelano contra a intromissão imperialista e seus aliados", diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

    Conheça a página oficial do evento aqui.

    A psicanalista e socióloga, Ana Gebrim afirma ao Brasil de Fato que “a gente que trabalha em contato direto com o sofrimento das pessoas, com as narrativas dessas pessoas que sofrem perseguição ao redor do globo vê com muita preocupação esse episódio”.

    Porque “a forma como a população tem lidado com essa situação em Roraima é uma espécie de reflexo do que tem acontecido na Europa, no Oriente Médio, em alguns países da África, uma política de total rechaço e total restrição a possibilidade de que as populações mais pobres transitem pelo mundo em busca de melhores condições”.

    Segundo a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados há 68,5 milhões de seres humanos nessa situação no mundo. No Brasil, são cerca de 5.300 refugiados e 65 mil pedidos de refúgio, segundo Marcelo Haydu, diretor do Instituto de Reintegração do Refugiado.

    "O Brasil tem larga tradição em receber de braços abertos todos os povos que, por diferentes razões, optam por morar no país", diz Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB.

    Por isso, "a nossa central repudia com veemência a violência com que foram tratados alguns imigrantes venezuelanos". Ele explica que CTB "cobra medidas do governo federal no sentido de assegurar os direitos da população do país vizinho que está em nosso território".

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB