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Sáb, Fev

MBL

  • Caetano Veloso canta em São Bernardo e ensina a enfrentar os fascistas, nesta segunda (30)

    Acontece hoje em São Bernardo um show inusitado de Caetano Veloso. O compositor baiano canta em solidariedade à Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo, no ABC Paulista, às 19h, no bairro Planalto, quilômetro 21 da via Anchieta. Vários artistas como Sonia Braga, Letícia Sabatella e Alinne Moraes prometem acompanhar Caetano neste show inteiramente gratuito.

    Gente (Caetano Veloso) 

    Mais de 7 mil famílias, lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupam um terreno de 60 mil metros quadrados há quase dois meses e reivindicam a integração desse terreno ao projeto Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para terem a sua casa própria.

    Estão até sendo chamados de os Canudos do século 21, em referência aos Canudos, um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, no interior da Bahia.

    O músico é a mais recente vítima de movimentos de extrema-direita por causa de sua militância por causas democráticas. Caetano tem se manifestado a respeito das investidas do Movimento Brasil Livre (MBL, de cunho fascista) contra exposições de artes plásticas que contenham nus ou versem sobre temáticas que envolvam a sexualidade.

    Ele e sua ex-mulher Paula Lavigne processam o MBL e o ator pornô Alexandre Frota que o chamara de “pedófilo”. Justamente no meio de uma  turnê com seus três filhos, Tom Zeca e Moreno.

    Canto do povo de um lugar (Caetano Veloso) 

    Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na quarta-feira (25), Caetano diz que “toda essa gente que mente cinicamente sobre exposições de arte usando a palavra pedofilia para angariar adeptos entre os mais ingênuos, se esforça para encobrir o desejo de manter a opressão sobre da maioria do povo brasileiro, que vive sob a mais pesada desigualdade econômica do mundo”.

    De acordo com o músico “os malucos dos grupos conservadores que se organizam à sombra das passeatas de 2013 sabem que não há casos de pedofilia onde eles dizem haver. Mas pode ser que ganhem dinheiro de grupos políticos para criar pautas que una as pessoas inocentes contra artistas e museus de modo que o que mais interessa - manter o poder econômico nas mãos de poucos - permaneça intocado”.

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    Pelo que se vê não é à toa que os extremistas elegeram Caetano Veloso a sua maior vítima do momento. A filósofa Marcia Tiburi nos ensina, em seu livro homônimo, como conversar com um fascista, Caetano está ensinando a como enfrentar os fascistas, sem medo de ser feliz.

    Um índio (Caetano Veloso) 

    Afinal como ele canta em sua música Gente: “Gente quer comer/Gente que ser feliz/Gente quer respirar ar pelo nariz/Não, meu nego, não traia nunca/Essa força não/Essa força que mora em seu/Coração”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Cai a máscara de Temer: “O Processo”, filme sobre o impeachment, é premiado no Festival de Berlim

    O documentário brasileiro “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que conta os bastidores do processo de impeachment que culminou com o afastamento sem comprovação de crime da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, levou o prêmio do júri popular dentro da Mostra Panorama, na 68ª edição do Festival de Cinema de Berlim - a Berlinale -, um dos mais destacados do mundo.

    O filme foi aplaudidíssimo e ao término da sessão, o público gritou “Fora Temer”. Mais uma vez o golpe de Estado de agosto de 2016 estampa as páginas dos principais jornais do mundo. A vida do presidente golpista Michel Temer não está nada fácil. Balança, mas não cai até quando?

    Veja como "O Processo" foi ovacionado no importante festival 

    O Movimento Brasil Livre (MBL) deve estrebuchar, xingar Ramos pelas redes sociais, destilar ódio,tentar impedir a exibição da obra, mas a desmoralização do golpe de Estado de 2016 não consegue mais impedir. Não dá mais para segurar: Fora Temer.

    Conhecida pelos premiados documentários “Justiça", "Juízo” e “Morro dos Prazeres”, Ramos diz à agência RFI que faz “filmes para tentar compreender uma situação e uma sociedade. Fiz esse documentário para entender o impeachment e o que estava por trás disso. Quis olhar para o discurso político-jurídico e, através dele, descobrir esse momento histórico brasileiro”.

    Ela explica que “como brasileira e como ser social que sou, foi muito difícil viver esse processo. Mas ao mesmo tempo, foi comovente ver a defesa da presidenta de perto, ver o trabalho do José Eduardo Cardozo, dos assessores e senadores que estavam na comissão, apesar de saberem que iam perder.”

    O jornalista Filippo Pitanga analisa a situação e afirma que a obra deixou o Brasil de joelhos perante o mundo por causa do golpe contra a democracia e o vexame ao qual os golpistas têm levado o país. Assista! 

    Em breve o documentário deverá estar em cartaz nos cinemas em todo o país, se a ditadura de Temer permitir. “Quando o cinema espelha a alma do país, todo mundo fica sabendo os reais motivos dos acontecimentos e isso pode de alguma forma transformar a sociedade”, diz Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Para ele, a premiação de “O Processo” é mais uma derrota para o governo golpista. “Cada vez fica mais difícil que impeçam a realização das eleições deste ano, como pretendem alguns setores golpistas”, conclui. Assistir ao documentário para conferir!

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB, com informações da RFI. Foto: Hannibal Hanschke/Reuters

  • O fascismo fascinante

    Há tempos a cadela do fascismo, que sempre está no cio  -  como muito bem descreveu Bertolt Brecht, continua concebendo e dando à luz suas crias.

    Em mais uma manifestação de ódio, o desocupado Arthur Moledo Do Val, conhecido como Mamãe Falei, e ligado à organização criminosa "MBL" veio a Porto Alegre acompanhado de dois ‘seguranças’, provocar os municipários gaúchos que estão mobilizados contra o parcelamento de seus salários e contra o aumento da alíquota de contribuição à Previdência.

    Houve um atrito e um dos "seguranças" do desocupado agrediu um manifestante com um cassetete retrátil. Os três foram detidos e encaminhados à 17ª Delegacia de Polícia.

    Essa ação foi mais uma de uma série de outros atos, desvarios pontuados pela absoluta falta de tolerância por parte de um segmento da sociedade que não consegue conviver pacificamente em um estado democrático de direito.
    Gente que se identifica com os ideários fascistas da organização criminosa "MBL".

    Pautados pela violência, pela pouquíssima leitura, por nenhum diálogo e por um muito de irracionalidade, acometidos pela “síndrome do touro bravo”, agem como touros correndo pelas ruas de Pamplona na Espanha: ficam totalmente enlouquecidos ao avistar algum indício de cor vermelha, qualquer pauta progressista — ou algo que faça alusão ao socialismo, comunismo ou a qualquer bandeira empunhada pela esquerda.

    Não foi a primeira vez que intolerantes desrespeitaram a democracia, e certamente não será a última. Um de seus mentores, o dublê de deputado federal Jair Bolsonaro, talvez o mais destacado representante dessa escória fascista, pendurou à porta de seu gabinete na Câmara um cartaz no qual aparecia o desenho de um cachorro com um osso na boca e a frase “Desaparecidos do Araguaia, quem gosta de osso é cachorro”.

    Um desrespeito grotesco para com a dor dos familiares que perderam entes queridos na Guerrilha do Araguaia, e que até hoje perseguem o sagrado direito de sepultar os restos mortais daqueles que lhes são caros.

    Grassaram nas redes sociais manifestações de ódio ao ex-presidente Lula quando, em outubro de 2011, foi noticiado por toda a imprensa um diagnóstico de câncer em sua laringe.

    Lula venceu a luta contra aquele câncer, e tem mostrado força na luta contra outro câncer: está processando a revista “Veja”, uma das publicações que alimentam o limitadíssimo pensamento fascista do público ao qual se destina.

    O fascismo que não esconde seus músculos

    “E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada
    é tão fácil ir adiante e se esquecer que a coisa toda está errada
    eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada…” (Engenheiros do Hawaii)


    Em 15 de março de 2015 o advogado Alexandre Simões de Mello foi ofendido e agredido fisicamente durante um protesto contra a presidenta Dilma.

    Alexandre foi hostilizado por manifestantes enquanto caminhava em direção à sua casa, na região da Avenida Paulista, local onde acontecia a manifestação.
    Seu crime: usar uma camiseta vermelha.

    Naquela mesma avenida paulista, naquele mesmo 15 de março foram não menos chocantes as imagens das pessoas que se auto-intitulam “cidadãos de bem” posando para fotos ao lado de policiais militares, tristemente célebres pela fama de assassinos.

    As imagens feitas com o torturador e assassino “Carlinhos Metralha”, ex-delegado do DOPS durante a ditadura, também chocaram pelo endosso à barbárie que representam.

    É como se os fotografados dissessem através das lentes das câmeras: “você não é um assassino, você é o nosso herói.”

    Ainda naquele dia 15 foram encontrados bonecos simbolizando Dilma e Lula, enforcados e pendurados em um viaduto durante uma manifestação contra o governo federal na cidade de Jundiaí, no interior do Estado de São Paulo.
    Em julho daquele ano surgiram os grotescos adesivos automotivos onde a presidenta Dilma aparecia com as pernas abertas na tampa de combustível desses automóveis.

    Uma montagem machista, sexista e de extremo mau gosto, idéia comercializada por uma -  pasmem  - mulher e cujo uso foi criticado até mesmo por pessoas contrárias ao governo Dilma.

    Não nos esqueçamos dos atentados contra a sede do PT em São Paulo, do atentado contra o diretório do PT em Jundiaí , do atentado à bomba contra o Instituto Lula, da invasão pela Polícia Militar no Sindicato dos Bancários em São Paulo, dos ataques à sede do PCdoB e da UNE.

    Não nos esqueçamos da morte do militante Hiago Augusto Jatoba de Camargo, de 21 anos, assassinado a golpes de faca enquanto fazia campanha para Gleisi Hoffmann, então candidata do PT ao governo do estado do Paraná.

    Relembrando o ascenso do fascismo através das redes sociais

    Na internet, mais especificamente nas redes sociais, o caso de uma página chamada “TV Revolta” que arrebatou milhares de acéfalos chamou a atenção justamente pela grande quantidade de “touros bravos”, avessos à cor vermelha, que conseguiu arregimentar com um discurso de ódio absoluto ao PT intercalado por postagens de “utilidade pública” e de auto-ajuda, com apelo para fotos de animais de estimação e pedidos de ajuda como cadeiras de rodas, muletas, doação de órgãos (aliás uma técnica que todas as páginas de ódio e policialescas se utilizam, cooptando assim todo um séquito de incautos).

    Desmascarado como pau mandado da direita (vide matéria da Revista Fórum) o ilustre desconhecido João Vitor Almeida Lima, seu criador, retornou ao absoluto anonimato com a mesma rapidez com a qual fez milhares de seguidores de seu esgoto digital.

    Quem se lembra dessa pessoa?

    Os órfãos daquele esgoto digital encontraram refúgio em outro esgoto tão ou mais fétido e nocivo, mas com finalidades distintas.

    “Revoltados On Line” foi um espaço nazi-fascista mantido nas redes sociais pelo empreendedor de esquisitos negócios de nome Marcelo Cristiano Reis. Nota desse que vos escreve: o blog “Limpinho e Cheiroso” fez uma matéria esclarecedora sobre os negócios digamos, “esquisitos” desse tal Marcelo.

    Com um discurso tão histérico quanto histriônico “Marcelo” e seus pares fizeram do ódio ao PT no atacado e pela esquerda em geral no varejo uma oportunidade para pedir doações em dinheiro depositadas diretamente em sua conta corrente, além de vender “kits” de camisetas, bonés e adesivos, e recentemente vendem também um boneco inflável da mesma estatura (moral) que seus idealizadores.

    Qualquer pessoa dotada de senso crítico percebia que o propósito da página “revoltados on line” era fomentar a comercialização de camisetas, adesivos e outras quinquilharias sob uma pretensa “luta contra a corrupção”.
    Com um discurso abstrato, eivado de ódio e sem qualquer base ideológica o mantenedor do esgoto digital teve a ousadia de expropriar o próprio Deus, o (segundo os que têm fé) “Criador do Universo”, e cooptá-lo para sua luta particular contra o governo Dilma, contra o PT e contra qualquer organização com viés progressista.

    Ainda na internet também concorrem para a construção do fascismo na mente da população páginas policialescas como “admiradores da Rota”, “Apoio Policial” e “Faca na Caveira”, entre outras, que criminalizam a juventude pobre, preta e moradora da periferia, idolatram o militarismo e tratam questões de cunho social como se fossem questões de Segurança Pública.

    Tudo nesses espaços é tratado com truculência, violência, sob um fortíssimo viés machista e o absoluto ódio a qualquer bandeira de representação à esquerda.

    Incentivando a violência policial, celebrando a morte de pessoas assassinadas por policiais em supostos enfrentamentos (resistência seguida de morte) esses esgotos digitais seguem simulando prestação de um serviço à população, quando na verdade alimentam o ódio e inoculam um pretenso moralismo dito “cristão” em seus “curtidores.”

    Uma das bandeiras que tais páginas fascistas empunham é o derrubada do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826 de 2003), que nada mais é do que facilitar o acesso a armas de fogo para a população em geral.
    Classificam todos os que militam na defesa dos Direitos Humanos como “defensores de vagabundos”.

    Temos ainda o fenômeno dos programas policialescos na TV, assunto que abordei em outro artigo.

    Verdadeiros abutres televisivos, esses pseudo apresentadores se colocam como paladinos da moral e dos bons costumes, vivendo às custas da desgraça alheia, de tragédias, chacinas, execuções.

    Onze em cada dez fascistas se alimentam dos dejetos produzidos por esses programas.

    Entendo que precisamos construir uma resistência objetiva contra esse ascenso das forças conservadoras, cujo mote fascista é claríssimo.

    A organização criminosa "MBL" é apenas mais um desses abutres. Fascismo não se tolera - se combate.

    Diógenes Júnior é assessor sindical no CPERS-Sindicato  - Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, assessor de Comunicação Social da CTB Educação - RS.

     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Vereador do MBL quer extinguir o feriado do Dia da Consciência Negra em São Paulo. Assista!


    Eleito vereador pelo Democratas (DEM), em São Paulo, Fernando Silva Bispo, conhecido como Holiday, disse à TV Câmara (assista no final), nesta quarta-feira (4), que vai apresentar uma proposta para revogar o Dia da Consciência Negra, (20 de novembro) na maior cidade do país.

    Destacado integrante do fascista Movimento Brasil Livre (MBL), Holiday é negro, mas é também racista. “Desde que o golpe contra a presidenta Dilma foi consumado, a direita vem tentando barrar todas as conquistas do povo brasileiro”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    De acordo com Bitencourt, a elite nunca engoliu as políticas públicas com vistas a promover a igualdade racial no país. A começar por Zumbi dos Palmares, o homenageado do Dia Nacional da Consciência Negra, sendo reconhecido oficialmente como importante herói do povo brasileiro.

    “Estão acabando com as cotas raciais nas universidades, nos concursos públicos e dessa forma tiram as oportunidades de negros e negras melhorarem de vida.”, acentua. “Esse vereador, que é negro, trabalha para implantar a ideologia fascista no país”.

    "Vou ter propostas de várias frentes, algumas delas mais polêmicas, como propor o fim das cotas raciais em concursos públicos municipais em São Paulo. É um debate que há muito tempo venho encampando, contrário às cotas porque acredito que elas reforçam o machismo ao invés de ajudar os negros”, diz Holiday.

    Para Bitencourt, essa atitude não é novidade. “Desde a campanha pelo impeachment que o MBL vem pregando propostas racistas, sexistas e homofóbicas. O fascismo é o reverso da democracia e defende a supremacia de uma elite rica, branca, composta somente por homens”.

    Holiday também diz que vai combater o que chama de "vitimismo" para que qualquer pessoa, independentemente de raça, possa "alcançar o sucesso sem precisar de migalhas do Estado para isso".

    Já a dirigente da CTB-SP argumenta que o movimento sindical estará atento a essas demandas para se contrapor às propostas de retrocesso. “A CTB sempre defendeu a igualdade e vai continuar nessa luta até todos e todas terem as mesmas oportunidades”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Diário do Centro do Mundo

    Entrevista de Fernando Holiday à TV Câmara: