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Sex, Abr

MichelTemer

  • Consciência Negra: lutar contra o racismo e por uma sociedade igualitária ao mesmo tempo

    Em 20 de novembro de 2017 completam 14 anos que foi instituído o Dia Nacional da Consciência Negra. Muito se avançou, mas há muito por se fazer. Como na música de Arnaldo Antunes, quando estava nos Titãs, “tudo ao mesmo tempo agora, uma coisa de cada vez”.

    Assim se coloca o combate ao racismo na visão de Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “As negras e os negros brasileiros vêm combatendo a desigualdade e o preconceito desde que os seres humanos escravizados foram trazidos à força para o país”.

    A data foi escolhida para homenagear Zumbi, morto em 20 de novembro de 1695, pela coroa portuguesa. Ele foi o último líder do mais longo quilombo da história do Brasil, na Serra da Barriga, na região onde hoje é Alagoas.

    “Zumbi e sua companheira Dandara são heróis do povo brasileiro, mas a história 'oficial' visava escondê-los com intuito de invisibilizar a herança cultural, social, política e de formação da nação e do povo brasileiro dos povos que foram arrancados da África para serem mão de obra escrava no Brasil", afirma Custódio.

    Ouça "A Carne", de Seu Jorge 

    Ela explica que o Brasil possui uma das maiores populações negras do mundo. “De acordo com o IBGE somos mais da metade da população”. Lembra também as mulheres representam 52% da população, mas têm aproximadamente 10% de representação no Parlamento. "É muito pouco para mudarmos este país como ele precisa”.

    Mesmo assim, “a população negra é invisível para a nossa sociedade e com o governo golpista de Michel Temer a situação está retrocedendo há décadas passadas”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. Em relação às mulheres a sindicalista mineira afirma que a situação é idêntica, mas para as “mulheres negras existem muitos agravantes”.

    Custódio realça que o assassinato de negras cresceu 54% nos últimos anos e como mostram os índices do Ligue 180 (feito para denúncias de violência de gênero), elas são as maiores vítimas de violência doméstica, representando 58,8%.

    Nos atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as denúncias de racismo são aviltantes. No caso de violência obstétrica, as negras são 65,9% das vítimas, como aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Arêas lembra ainda que no mercado de trabalho as mulheres negras que representam 25% da população brasileira, estão na base da pirâmide e exercem as funções de menor qualificação. “Mesmo com o aumento do nível de escolaridade, a população negra continua indesejada pelo mercado de trabalho”.

    Zumbi, de Jorge Benjor 

    Como mostra o levantamento da Oxfam Brasil - “A distância que nos une” – as negras e os negros recebem 50% a menos que as brancas e os brancos. E, explica Custódio, “ainda somos quem perde o emprego primeiro e temos mais dificuldade de recolocação”.

    O relatório da Oxfam aponta ainda que no ritmo atual a população negra somente conseguirá equivalência salarial com a população branca em 2089. "A gente fez um cálculo da média da equiparação salarial entre negros e brancos de 1995 a 2015 e projetou o resultado para saber em quanto tempo, seguindo o ritmo desses 20 anos, se chegaria à igualdade de salários", explica Rafael Georges, cientista político e coordenador de campanhas ONG.

    Mas celebra-se o Dia Nacional da Consciência Negra “num momento em que o país atravessa uma de suas maiores crises. Onde o racismo estrutural se reapresenta com formato moderno de flexibilização das leis trabalhistas, tornando-nos praticamente escravos da ganância do capital sobre o trabalho, que visa lucro acima de tudo”, complementa Evandro Vieira, do Coletivo da Igualdade Racial da CTB.

    Já Cláudia Vitalino, dirigente da CTB-RJ afirma que, por isso, “a consciência negra deve desacorrentar a alienação do ‘não ser’. Consciência que gira na auto-afirmação e do auto-reconhecimento de cada um de nós, tendo um valor histórico que vai de encontro a toda ideologia que nos foi empurrada goela abaixo durante 500 anos de nossa história”.

    As Caravanas, de Chico Buarque 

    Custódio conclui que as manifestações das negras e dos negros acontecerão em todo o país para denunciar a opressão. Neste Dia Nacional da Consciência Negra “estaremos refletindo sobre a sociedade que almejamos. Uma sociedade sem discriminações, igualitária, onde qualquer pessoa possa ser o que quiser ser, possa sonhar e realizar seu sonho. Onde não haja miséria, nem intolerância de espécie alguma, onde a juventude tenha seu espaço e onde possamos viver e amar sem medo”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • CTB Bahia encerra seminário e diz que "lutar será a reposta para o que vêm aí”.

    A CTB Bahia realizou nesta quinta e sexta o seminário Estadual “Caminhos para a resistência e desafios para a classe trabalhadora”, no auditório da Assufba, em Salvador. O encontro teve como objetivo unificar o movimento sindical, mostrando os desafios que serão encontrados a partir de janeiro de 2019. 

    No primeiro dia do seminário na quinta-feira (6), a mesa foi formada pela comissão organizadora, Ailton Araújo secretário Geral da CTB Bahia, Eduardo Navarro Dirigente nacional da CTB, Silvana Coelho diretora executiva de políticas sociais da APLB Sindicato, a diretora de formação da CTB Bahia, Inalba Fontenelle. 

    Após a apresentação da mesa o presidente da CTB Nacional Adilson Araújo abriu o evento fazendo uma análise de conjuntura. “Unidade e mobilização permanente devem ser o norte da luta da classe trabalhadora em 2019. E a reforma da Previdência, que pode acabar com o maior programa de distribuição de renda da América Latina, será a nossa primeira trincheira neste ano que se avizinha.

    Os trabalhadores deverão estar unidos para enfrentar as graves ameaças que o país vem enfrentando a partir da eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República”, afirma Araújo.

    No turno da tarde o presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro apresentou um balanço financeiro da central e afirmou que é preciso voltar às bases e ampliar a unidade.” Em 2018, nós enfrentamos muitas dificuldades com a reforma trabalhista, com a terceirização desenfreada, com o funcionalismo público sofrendo em função da PEC 95. Foram vários aspectos que prejudicaram os sindicatos, a exemplo do fim da contribuição sindical obrigatória. 

    Tudo isso esgotou o movimento sindical, nós precisamos estar unidos, entender o momento, voltar para as bases, não tentar reinventar nada no movimento sindical, mas se organizar para enfrentar. É preciso que muitos dirigentes voltem às bases, que é mais importante do que ficar preso na cadeira de um sindicato, em uma sala. É necessário ir à luta para enfrentar as dificuldades que vêm aí”.

    SEGUNDO DIA DE SEMINÁRIO

    Nesta sexta (7), dirigentes e representantes de vários sindicatos da capital e do estado voltaram a lotar a sala do auditório da Assufba. O evento começou com apresentação dos dirigentes da CTB Regional Sul, que mostraram atividades feitas na região que vem contribuindo para as lutas da classe trabalhadora. Estiveram presentes, Vilma Oliveira presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna; José ‘Mitu’ presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Juazeiro, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Irecê e Região, Rafael Sydartha; Marleide Oliveira, diretora da APLB-Sindicato de Feira de Santana e o coordenador Regional Metropolitana Everaldo de Jesus.

    Logo em seguida o secretário de comunicação da CTB Bahia Emanoel Souza, falou da importância do movimento sindical investir na comunicação para ampliar a intervenção dos trabalhadores nas lutas que irão enfrentar, além de apresentar propostas para melhorias da comunicação da CTB Bahia.

    SECRETARIAS ESTADUAIS

    Secretarias da CTB Bahia, como:  A da Mulher dirigida por Marilene Betros; Combate ao Racismo por Jerônimo Silva; políticas sociais por Flora Brioschi; Relações Internacionais por Aurino Pedreira e a de Formação Sindical por Inalba Fontenelle, fizeram um balanço de atividades realizadas por cada secretaria no ano de 2018, e deram sugestões e planos para enfrentar novas lutas para o ano novo que está por vim.

    “Esses dois dias de seminário serviu para preparar a resistência para o próximo ano, nós vamos ter de enfrentar essa batalha, com a militância nas ruas, com esclarecimento do trabalhador na base, mostrando que os direitos dele estão sendo liquidados. É necessário reverter esse jogo. Os trabalhadores e as trabalhadoras precisam entender que eles são uma classe para si e não uma classe em si. Quando a gente conseguir mudar isso, a gente dá a volta por cima”, finaliza Pascoal Carneiro.

    CONFIRAM AS FOTOS

    CTB Bahia

  • CTB-RS e centrais promovem ato unificado em defesa do Ministério do Trabalho

    Na última quinta-feira (6), na sede da CTB-RS, aconteceu reunião preparatória para a Atividade Unificada contra a Extinção do Ministério do Trabalho. Estiveram presentes as centrais sindicais e entidades que representam os profissionais que atuam na justiça do trabalho – juízes e advogados, além de membros do Ministério Público.

    No encontro foi definida atividade a ser realizada no próximo dia 11 de dezembro, em Porto Alegre. O ato unificado acontecerá às 7h30, em frente ao MTB (Mauá, 1013). As entidades presentes na reunião preparatório, que integrarão o ato, elaboraram manifesto em defesa do Ministério do Trabalho, que teve sem fim anunciado em entrevista no início desta semana, pelo ministro extraordinário da transição entre o governo Temer e Bolsonaro, Onyx Lorenzoni.

    Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS, destaca a importância da unidade na luta em defesa do Ministério do Trabalho. "Mais uma vez estamos em um momento que exige nossa resistência. Nossa unidade, das centrais e demais entidades, fortalece a luta em defesa do Ministério do Trabalho, que é a luta em defesa dos direitos e dos trabalhadores", destaca.
     
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    MANIFESTO EM DEFESA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

    As entidades de trabalhadores e da sociedade civil organizada, reunidas na tarde de hoje, na sede da FECOSUL, manifestam sua contrariedade a proposta de fechamento do Ministério do Trabalho apresentada pela equipe de transição do governo Jair Bolsonaro. Lembramos que o MTB foi criado em 1930, e que cumpre um papel importante na sociedade. Vale ressaltar que sua função é discutir questões como as políticas necessárias para a criação de empregos e a geração de renda, auxílios ao trabalhador, fazer evoluir as relações de trabalho, fiscalizar, promover políticas salariais, de formação e desenvolvimento para os trabalhadores e garantir segurança e saúde no trabalho. Desta forma, a importância e a relevância política do MT são inquestionáveis, principalmente num país que soma mais de 13 milhões de desempregados.

    Com a extinção, os patrões ficarão livres para descumprir as leis, tendo em vista que é o Ministério do Trabalho que fiscaliza. O seu fim representará um retrocesso político que vai resultar em enormes prejuízos aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e aos pensionistas.

    A fiscalização contra trabalhos análogos à escravidão e à prevenção contra acidentes serão desarticuladas, gerando enormes prejuízos à sociedade. E os números já são alarmantes: em 2015 tivemos o registro de 376 mil casos de afastamento em função de acidentes de trabalho.

     A extinção do Ministério do Trabalho viola vários artigos da Constituição e Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foram ratificadas pelo Brasil. O Brasil precisa de um Ministério do Trabalho técnico, forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social.

    Por fim, precisamos lembrar que a administração do FGTS/FAT, que somam mais de 500 bilhões de reais, também estão na mira deste movimento. Neste sentido, vimos pela presente convidar a todos para participarem de um Ato Unitário em defesa do MTB, a ser realizado no próximo dia 11 de dezembro, terça-feira, a partir das 7h30, em frente a SRT, na Av. Mauá, 1013, nesta capital.
     
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    CTB Rio Grande do Sul
  • Temer tem pior avaliação desde início do governo; desaprovação vai a 92%

    O nível de insatisfação com o governo de Michel Temer aumentou. De junho para setembro, o número de pessoas que considera a atual administração ruim ou péssima subiu de 79% para 82%. Essa é a pior avaliação desde o início de seu mandato, em 2016.

    A pesquisa é do Instituto Ibope e foi contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A parcela da população que considera o governo ótimo ou bom manteve-se em 4%. O percentual dos que confiam no presidente passou de 6% para 5%, enquanto o percentual dos que não confiam mantém-se em 92%.

    Quanto à maneira de governar do presidente Temer, a aprovação oscilou de 7% para 6%. A taxa de desaprovação, por sua vez, variou de 90% para 92%, também dentro da margem de erro da pesquisa.

    A popularidade do governo Temer caiu mais entre os entrevistados com ensino médio completo e educação superior. Os percentuais dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo sobem, respectivamente, cinco e seis pontos percentuais nesse grupo de entrevistados. 

    A insatisfação com o governo Temer cresceu de maneira significativa nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, entre junho e setembro. Na primeira verifica-se um aumento de nove pontos percentuais entre os que avaliam o governo como ruim ou péssimo, com o percentual alcançando 82%.No Norte/Centro-Oeste cresceu de 73% para 81%.Na região Sudeste, subiu de 77%, em junho, para 81%, em setembro, no limite da margem de erro.

    Já na região Nordeste, verifica-se um recuo de 89% para 83%, em setembro.O percentual de desaprovação da maneira de governar do presidente Michel Temer cresceu de maneira significativa entre os respondentes com 55 ou mais anos de idade, passando de 81% para 87%, entre os levantamentos de junho e setembro. Ainda assim, este grupo continua sendo o que melhor avalia governo Temer e sua maneira de governar. Esse grupo também é o que apresenta menor percentual dos que não confiam no presidente Michel Temer (86%) e dos que avaliam seu governo como ruim ou péssimo (75%).

    A maior taxa de desaprovação é para a área dos impostos, que desagrada a 92% dos brasileiros, seguida da taxa de juros (89%), do combate ao desemprego (89%), da saúde (89%) e da segurança pública (87%).

    A popularidade do governo Temer caiu mais entre os entrevistados com ensino médio completo e educação superior, entre junho e setembro de 2018. Os percentuais dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo sobem, respectivamente, cinco e seis pontos percentuais nesse grupo de entrevistados.

    Além disso, entre aqueles com ensino médio completo, o percentual dos que não confiam no presidente é 94% e entre os com educação superior é de 96%, o mais alto entre os estratos por grau de instrução. A pesquisa CNI/Ibope também apresenta a avaliação da população quanto à atuação do governo em nove áreas. As política e as ações do governo federal são reprovadas por, pelo menos, 79% dos entrevistados.

    A maior taxa de desaprovação é para a área dos impostos, que desagrada a 92% dos brasileiros, seguida da taxa de juros (89%), do combate ao desemprego (89%), da saúde (89%) e da segurança pública (87%).Os percentuais de desaprovação oscilaram positivamente para quase todas as áreas avaliadas.

    Segundo a pesquisa, o percentual da população que considera o governo Temer pior que o de Dilma Rousseff variou de 63% para 60%, enquanto os que consideram a atual administração melhor do que a anterior oscilou de 9% para 7%.Em relação ao restante do mandato do presidente Michel Temer, 75% dos entrevistados consideram que será ruim ou péssimo – em junho, a parcela foi de 74% – e os que consideram que será bom ou ótimo permaneceu em 5%.

    Portal CTB com Monitor Digital  

  • Trabalhadores e trabalhadoras da Vale enterram reforma trabalhista

    Organização, unidade e resistência garantiram aos mais de 60 mil trabalhadores e trabalhadoras da Vale do Rio Doce de todo ao país o direito de continuar recebendo pelas horas in itinere, pagamento do tempo gasto pelo trabalhador entre sua residência e o local de trabalho.

    A vitória consta no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019 que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e assinado no último dia 5 de dezembro entre a empresa e os sindicatos dos trabalhadores e trabalhadoras da Extração do Ferro e Metais Básicos de Marabá e regiões (Metabase/PA) e da Indústrias de Extração de Ferro e Metais Básicos de Belo Horizonte (Metabase/BH).  

    Direito que acaba com a reforma trabalhista em vigor desde novembro do ano passado, as horas in itinere representa um alto valor na composição final dos salários. Os sindicatos indicam que a retirada deste direito representaria a perda que variaria entre 9% a 30% para as categorias. 

    Horas in itinere vira Prêmio de Assiduidade

    Pelo acordo, os trabalhadores receberão o “Prêmio de Assiduidade”, antiga horas in itinere, por dois anos, com o compromisso da Vale de renovação por mais dois – pela legislação nenhum acordo coletivo pode ultrapassar o período de dois anos. O “Premio Assiduidade” será pago semestralmente de forma antecipada. Ou seja, em janeiro, os trabalhadores receberão adiantado um valor global relativo aos primeiros seis meses de 2019.

    Portal CTB - Com informações das agências