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Qui, Jun

MinC

  • Nem tomou posse e Jair Bolsonaro já enfrenta inúmeras polêmicas em seu projeto de “terra arrasada” para o Brasil. Até os industriais mostram seu descontentamento quando o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fala em “desvio de finalidade” do Sistema S.

    De acordo com Guedes, “o ponto focal é colocar o Sistema S prestando contas” para dessa forma, “trazê-lo para a moderna governança corporativa”.

    Já Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) paulista, diz à Folha de S.Paulo, estar observando que eles “imaginam que o compromisso do chamado Sistema S inteiro é a formação profissional”.

    Miranda explica que “o Sesc não tem compromisso com formação profissional, o Sesi (Serviço Social da Indústria) também não. Para isso tem o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que foram criados com essa finalidade”.

    O chamado Sistema S foi criado em 1946, mantido por industriais, sob a forma de patrocínios. Por isso, a reclamação da equipe do governo de extrema direita. Somente no ano passado, segundo a Receita Federal foram devolvidos ao Sistema S, R$ 16,4 bilhões.

    Além do Senac, Senai, Sesc, Sesi, compõem o Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

    “Pelo jeito o futuro governo vem com uma fome de anteontem para acabar com todos os projetos que têm dado certo na educação e na cultura e nega a importância do Sistema S”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Sem cultura e esporte país anda para trás

    As investidas de Bolsonaro não se restringem, no entanto, ao Sistema S. Em sua reforma ministerial, “não há espaço para os ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, por exemplo, que dirá retomar o de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania”, conta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A proposta do governo eleito em 28 de outubro, remonta ao período anterior ao fim da ditadura (1964-1985), quando tanto a Cultura quanto o Esporte faziam parte do Ministério da Educação – na época Ministério da Educação e Cultura, daí a sigla MEC.

    O Ministério da Cultura (MinC) nasceu em 1985 no governo de José Sarney, marcando o início da chamada “Nova República”. Já em 1990, com a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 1960, Fernando Collor de Mello transformou o MinC em secretaria.

    A produção cultural no período Collor capengou profundamente com os cortes de patrocínios governamentais. O cinema por exemplo, chegou perto da produção zero, vivendo de filmes de Xuxa e dos Trapalhões, praticamente. Com o impeachment de Collor em 1992, Itamar Franco deu status de ministério novamente à Cultura.

    Já o Esporte ganhou status de ministério em 1995, com a posse de Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como seu ministro.

    Em seu segundo mandato, FHC, transformou em Ministério do Esporte e Turismo. Somente em 2003, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado Ministério do Esporte.

    “O esporte e a cultura são fundamentais para a formação de uma nação”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB. “Como o futuro governo pretende criar condições para tirar a juventude das ruas se não valoriza a cultura e o esporte?”, pergunta.

    Para ela, “a juventude precisa da prática esportiva para a sua formação cognitiva, motora e emocional e a cultura acrescenta à criatividade e às possibilidades de se transformar o mundo num lugar bom de se viver para todas as pessoas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, a primeira semana dos golpistas sem votos que assaltaram o poder traz uma visão reacionária e patriarcal, acabando com as conquistas dos últimos 13 anos.

    “As importantes conquistas da última década correm sério risco se o golpe for consolidado de vez. Por isso, as mulheres permanecerão nas ruas e nas redes lutando para restituir à Presidência quem de fato a conquistou no voto, ou seja, a presidenta Dilma”, afirma.

    Ela realça que existem projetos tramitando no Congresso que ameaçam as políticas públicas de combate à violência contra as mulheres. Para a sindicalista, “as políticas de Estado criadas nos últimos anos como as leis Maria da Penha e do Feminicídio visam dar mais garantias às mulheres para uma vida sem medo e não podem acabar”.

    A sindicalista sergipana também se refere a projetos que tramitam no Congresso e podem fazer a vida das mulheres retroceder para séculos atrás. “Seria comédia se não fosse trágico”, diz.

    Como conta a atriz Andréa Beltrão na ocupação contra a extinção do Ministério da Cultura, na Fundação Nacional das Artes, no Rio de Janeiro, “nós mulheres não somos do lar, somos da vida” mencionando recente reportagem de uma revista da velha mídia com a esposa do presidente golpista, Marcela Temer.

    Já Ivânia cita o Estatuto do Nascituro (projeto de lei 478\07), que privilegia o feto em detrimento da mulher. “Esse PL retrocede a níveis incivilizados de vida, nos quais a mulher só existe para parir, sem direito nenhum sobre nada, nem à própria vida”.

    AIVANIA

    Ivânia representa a CTB na 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

    Também existem o Estatuto da Família (PL 6583\13), que quer determinar em lei um único modelo de família e o PL 5069\13, que proíbe a distribuição da pílula do dia seguinte, dificulta o atendimento a vítimas de violência sexual, além de criminalizar a realização de aborto, mesmo em casos de estupro.

    “Se essas ameaças não fossem suficientes”, diz Ivânia, ”querem acabar com as políticas de Estado dos governos Lula e Dilma até na questão da saúde da mulher”. Porque “acabar com o Sistema Único de Saúde vai tirar todas as chances dos mais pobres terem atendimento e quem mais perde com isso são as mulheres”, realça.

    Segundo ela, “não existe no mundo um avanço maior do que esse” em relação ao atendimento às especificidades da mulher. Inclusive prometendo criar uma idade mínima igual a dos homens para a aposentadoria.

    “Quando conquistarmos a igualdade de fato com salário igual para função igual e o cuidar da casa e dos filhos for compartilhado, se pode pensar em tempos iguais para a aposentadoria”, ressalva. Para ela, a idade mínima de 65 anos é exagerada até para os homens, “que dizer das mulheres que têm tripla jornada?”

    Querer igualar o tempo para a aposentadoria significa reforçar a desigualdade de gênero, “desrespeitando as famílias dos trabalhadores e trabalhadoras, porque nas condições atuais, é tirar a dignidade humana das mulheres”.

    Por isso, diz Ivânia, “as mulheres trabalhadoras, especialmente as da CTB, não reconhecem esse governo golpista”. Para ela, "não é à toa que os conservadores tremem com a discussão da questão de gênero nas escolas. O que eles temem é a igualdade".

    “Estaremos no movimento sindical, de mulheres e sociais enfrentando a ruptura que os golpistas querem implantar em prejuízo à classe trabalhadora, atingindo profundamente em especial as mulheres”.

    De acordo com Ivânia, as mulheres exigem a renúncia dos golpistas. “Esse governo patriarcal, machista, branco e de ricos precisa respeitar os mais de 54 milhões de votos, a Constituição e o povo brasileiro”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Jair Bolsonaro indicou nesta sexta-feira (5) que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pode deixar o cargo na segunda-feira (8).

    “Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima”, disse o presidente em um café da manhã, nesta sexta-feira (5), com jornalistas no Palácio do Planalto.

    “Segunda-feira vai ser o dia do ‘fico ou não fico. Na segunda tira a aliança da mão direita e, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta”, disse.

    Não saio

    Após a divulgação das declarações de Bolsonaro aos jornalistas, o ministro da Educação foi questionado se sairia do ministério. Em um evento no interior de São Paulo, Vélez disse que “agora não”. Sobre a declaração de Bolsonaro, Vélez disse que não tinha sido informado.

    “Eu, pessoalmente, não tenho notícia disso. Pergunta a quem é de direito, quem falou isso”, declarou o ministro. Vélez é colombiano e foi indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho, guru do presidente da extrema direita.

    Ele já cometeu um sem número de trapalhadas, sugeriu a revisão dos livros de história para exaltar a ditadura militar, insinuou que os brasileiros são ladrões natos e transformou o Ministério da Educação num inacreditável caos. É o retrato acabado do desgoverno que tomou conta de Brasília, mas não é o único que merece um pontapé no traseiro.

  • Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado  de S. Paulo se recusou.

    A extinção do Minc (Ministério da Cultura) é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse governo ilegítimo.

    O pior ainda está por vir.

    Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.

    Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça.

    Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013.

    Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais.

    Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.

    Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!).

    Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos.

    Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo.

    Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.

    Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?!

    Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior?

    Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo.

    E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da Esplanada dos Ministérios… Faz sentido.

    Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.

    Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil.

    Ótimo. Pra que cultura?

    Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na igreja de Malafaia e na redação da Veja:

    “Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!”

    Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.

    Por Wagner Moura

  • Como era de se esperar, o colombiano Ricardo Vélez, ministro da Educação, foi demitido na manhã desta segunda-feira (8) por Jair Bolsonaro. Será substituído no posto pelo economista Abraham Weintraub, que era secretário-executivo da Casa Civil, o número 2 da pasta. Os brasileiros em geral e os profissionais da área, em particular, receberam a notícia com um suspiro de alívio, em que pesem as sérias ressalvas sobre o novo chefe da pasta, que não é considerado do ramo, além de ser outro discípulo de Olavo de Carvalho.

    Em três tormentosos meses é a segunda baixa no primeiro escalão do governo do capitão. Há cerca de um mês, o advogado Gustavo Bebianno deixou a Secretaria-Geral após se envolver em uma crise com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

    Ideia lunática

    A promoção de Ricardo Vélez a ministro foi fruto de uma ideia lunática do astrólogo metido a filósofo Olavo de Carvalho, guru do Clã Bolsonaro. A breve e polêmica passagem do colombiano pela Esplanada dos Ministérios seria cômica se não fosse trágica. Responsável por declarações desastrosas, temperadas por preconceitos de extrema direita, ele transformou o MinC num verdadeiro caos, promovendo 14 trocas de funções estratégicas .

    Confira a lista de asneiras que acumulou em seus poucos dias de ministro:

    Disse que quer mudar os livros didáticos para revisar a maneira como tratam a ditadura militar e o golpe de 1964.

    Anunciou a demissão do secretário-executivo da pasta diante da "guerra" no ministério. Depois trocou os substitutos e também demitiu o presidente do Inep;

    Pediu a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. Também pegou mal e então ele voltou atrás, dando o dito por não dito;

    Defendeu a militarização das escolas;

    Disse em entrevista que o brasileiro parece um "canibal" quando viaja ao exterior, pois roubava tudo que via pela frente. Diante da forte repercussão negativa, admitiu ter sido "infeliz" na declaração;

    Afirmou que a universidade não deve ser para todos, mas apenas para as elites;

    Além de tudo isso, desde o início da sua gestão, em janeiro, houve pelo menos 14 trocas em cargos importantes no Ministério da Educação.No total, foram nada menos do que 91 demissões em 87 dias — mais do que uma por dia — desde que o colombiano assumiu a pasta e um prejuízo de pelo menos R$ 171 mil, só com ajuda de custos, além do comprometimento do funcionamento do ministério, conforme informações do jornal Folha de S.Paulo.

    Ele não deixará saudades. “Já vai tarde”, exclamou uma professora universitária.

     

  • O presidente Jair Bolsonaro (PSL) demitiu na manhã de hoje (8) o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez . Na sexta-feira (5), Bolsonaro adiantou em seu Twitter que o então titular do MEC é “uma pessoa bacana, honesta, mas está faltando gestão, que é uma coisa importantíssima”.

    A demissão ocorreu após três meses de muita confusão dentro do Ministério da Educação. Mas o novo nome de Bolsonaro tende a ser pior do que Vélez.

    Por meio de seu Twitter, Bolsonaro informou que o sucessor é Abraham Weintraub. “Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Vélez pelos serviços prestados”, escreveu. Mas já se descobriu que o novo ministro não tem o título de doutor.

    Economista formado pela USP, Weintraub tem 47 anos e trabalhou 18 deles no Banco Votorantim. É discipulo do ativista tresloucado Olavo de Carvalho, que não tem nenhuma formação acadêmica e baixa formação escolar. Weintraub também atuou na equipe de Bolsonaro desde a campanha, passando pelo período de transição. Até ir para o MEC, estava na Casa Civil chefiada por Onyx Lorenzoni.

    O jornalista Gilberto Dimenstein relata que durante a Cúpula Conservadora das Américas (a qual nem os próprios conservadores ouviram falar), em dezembro, Weintraub disse que era preciso adaptar as teorias de Olavo para “derrotar a esquerda”.

    Weintraub também acredita que os grandes meios de comuicação são controlados pelos comunistas, o que é um disparate, e disse que “é preciso vencer o marxismo cultural nas universidades e trabalhar para que o país pare de fazer bobagem”, quando ele é quem devia parar de falar bobagens.

    “O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub , indicado nesta segunda-feira para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro , reconduzirá à pasta ex-alunos do ideólogo de direita Olavo de Carvalho , demitidos pelo então ministro Ricardo Vélez. De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto , o ministro também deverá exonerar militares colocado na área por seu antecessor”, informou.

    Vélez, o colombiano

    O ministro demitido provocou três meses de confusão. Vélez é aquele que causou indignação no começo de fevereiro, quando disse à revista Veja que “o brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”. Notificado pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para se explicar, ele escreveu no Twitter que “ama o Brasil e nosso povo”.

    Desde sua posse, o ministro – um professor de Filosofia desconhecido no âmbito acadêmico – vinha sendo criticado por educadores e especialistas e também dentro do governo, em meio à disputa entre alas rivais. A situação ficou ainda mais tumultuada em março, quando vieram à tona brigas entre o grupo comandado por militares, os indicados por Olavo de Carvalho – os olavistas – e os de perfil técnico.

    A gestão do professor colombiano, que deixa a desejar segundo o próprio Bolsonaro, que o aceitou em sua equipe, foi marcada por muita confusão e recuos em medidas polêmicas. Episódio marcante foi a revelação, por grupos rivais, de um e-mail do ministro pedindo aos gestores de escolas que enviassem ao MEC vídeos mostrando as crianças cantando o Hino Nacional e lendo o slogan da campanha eleitoral de Bolsonaro. O Ministério Público Federal pediu explicações sobre a medida considerada como improbidade administrativa por diversos juristas. Vélez acabou recuando.

    Entre as confusões, Vélez anunciou dois novos secretários executivos que não foram aceitos pelo governo. Uma delas, a educadora evangélica Iolene Lima, demitida antes de ter assumido. Em seguida, a secretária da Educação Básica, Tânia Leme de Almeida, pediu para deixar o MEC após descobrir, por meio de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que o nível de alfabetização das crianças não seria mais avaliado.

    Vélez acabou revelando que também não sabia da mudança, pedida pelo seu secretário de Alfabetização ao presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Marcus Vinícios Rodrigues. Os dois se desentenderam, Rodrigues foi demitido e chamou o ministro de incompetente. Vélez voltou atrás, mantendo a avaliação.

    Enquanto isso, o Inep criou uma comissão para vigiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e identificar “questões com teor ofensivo a tradições”. A proposta foi considerada censura e ameaça à segurança da prova que é o maior teste para ingresso em universidades no país, do qual participaram mais de 6 milhões de estudantes em 2018.

    A gestão do colombiano foi marcada ainda por 20 exonerações, além de Marcus Vinícios Rodrigues: um aliado de Vélez, o então secretário-executivo Luiz Antonio Tozi e o militar Ricardo Roquetti.

    Fonte: Carta Campinas com infomações da Rede Brasil Atual