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Qui, Fev

movimentos sociais

  • Abertura oficial da Bienal emociona estudantes no palco do Teatro Castro Alves

    Por Cristiane Tada

    Uma noite de muitas emoções na quarta-feira (06/2) deu a largada da bienal das bienais, a 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, em Salvador (BA). Com o teatro Castro Alves, repleto, a presidenta da UNE, Marianna Dias deu as boas-vindas.

    “Salvador é uma cidade histórica para o movimento estudantil e é aqui que saudamos todas as delegações, de todos os estados, que vieram para o nosso festival. Viva o Nordeste, viva o Sudeste, viva o Norte, viva o Sul, viva o Centro Oeste, viva a décima primeira Bienal dos estudantes!”.

    Foi exatamente aqui, na capital da Bahia, que foi realizada a primeira Bienal, há 20 anos atrás, em 1999. Foi também aqui que UNE foi reconstruída há 40 anos depois de perseguida e levada à clandestinidade.

    Mancha de dendê

    O vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Miguez, foi responsável por um dos momentos mais emocionantes da noite que levou Marianna às lágrimas. Ele levantou seu crachá de delegado do 31º Congresso da UNE, em maio de 1979. “Como bom baiano eu diria que essa lembrança é uma mancha de dendê não sai nunca. Eu queria dizer com esse gesto de memória expressar um momento tão especial como esse e mostrar confiança que deposito em cada um de vocês, em cada jovem brasileiro. Eu sei que vocês irão defender o direito inegociável à universidade publica brasileira”.

    Este ano é a primeira vez que festival reúne secundaristas, universitários e pós-graduandos.  O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, destacou essa união histórica nesse momento de resistência da história do nosso país. “A Bienal cumpre a função de inaugurar o período de lutas que os movimentos sociais do Brasil terão pela frente no ano de 2019. Aqui estamos, estudantes, artistas, ativistas, militantes, unidos na defesa da democracia e dos direitos, na defesa da educação e da cultura, contra a censura e a mordaça, pela liberdade do nosso país”.

    A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, também reforçou a unidade.  “Vamos reconstruir a unidade do nosso povo, celebrar a diversidade cultural do Brasil, e fortalecer os nossos laços e as nossas forças”.

    O patronato Gilberto Gil

    A aula show do homenageado máximo da noite, Gilberto Gil, foi um formato de perguntas intercaladas com música. A escritora Ana de Oliveira mediou a conversa entre o ex-ministro da Cultura e os estudantes da UNE.

    Ele respondeu sobre o passado e sua militância, bem como comentou a conjuntura política do Brasil e do mundo. Gil também foi homenageado como patrono do Cuca da UNE, e recebeu um quadro com a arte oficial do evento feito pelo artista Elifaz Andreato.

    “Eu sou contemporâneo da infância da UNE do movimento em que os estudantes se agregaram nessa forte inconstitucionalidade que se tornou o movimento estudantil que eu participei naquele início. Muito da minha formação da minha capacidade de compreensão da dimensão cidadã, muito disso veio da militância junto a UNE, junto ao Centro Acadêmico”, afirmou. E completou generoso: “Eu sou não só grato, mas devedor da UNE, por tudo isso que me deu”.

    Para o músico essa geração é beneficiada por um longo tempo do que chamou de “exercícios libertários”. “Quiséramos ter naquela época, 40, 50 anos atrás o grau de autonomia que vocês tem hoje, o grau de compreensão sobre a complexidade, sobre a paradoxidalidade dessas coisas que vocês tem hoje que já podem reconstituir de fato uma trans-esquerda”, afirmou.

    E se identificou com a juventude. “Quando jovem eu tive os mesmo impulsos, as mesmas esperanças, as mesmas atitudes desafiadoras que vocês jovens tem hoje. Vocês hoje são mais cultos e mais experimentados. O tropicalismo almejou tudo isso, expandir a compreensão sobre o mundo”, afirmou.

    Ele finalizou a noite empolgando a plateia com a canção vencedora dos festival da Record de 1967 e talvez uma das suas músicas mais famosas: Domingo do Parque.

    Programação

    Desta quinta até domingo ocorrerão mais de 90 atividades, incluindo debates, conferências, oficinas, visitas guiadas, lançamentos de livros, vivências criativas, uma feira de economia solidária, atividades relacionadas a todas as áreas de interesse da juventude. Nas mostras estudantis selecionadas, a Bienal apresenta mais de 270 trabalhos, com destaque para as áreas da música, audiovisual, literatura, artes cênicas, artes visuais, extensão, ciência e tecnologia. Nas atrações culturais artistas como Baiana System, Atoxxxa, Djonga, Francisco El Hombre, além de uma grande culturata de blocos de carnaval como o Ilê Ayê, Banda Didá e Filhos de Ghandy.

    Fonte: UNE

  • Em defesa da soberania da Venezuela: ato em São Paulo reúne centenas de pessoas; venezuelanos assinam carta aberta ao povo dos EUA contra ingerência

    Pelo menos 300 militantes dos movimentos sociais marcaram presença no ato realizado nesta sexta-feira à tarde em defesa da soberania da Venezuela. A manifestação ocorreu diante do consulado do país, na rua general Fonseca Téles, 564, no bairro Jardim Paulista. Participaram dirigentes da CTB, CUT, Intersindical, Cebrapaz, entre outras organizações dos movimentos sociais, e de partidos políticos de esquerda (PCdoB, PT e Psol).

    “Foi um ato que reuniu lideranças políticas de diferentes organizações em defesa da soberania da Venezuela, contra a intervenção militar dos EUA e por uma solução pacífica para o conflito que abala o país”, resumiu o secretário de Relações Internacionais da CTB, Nivaldo Santana.

    Carta traduz desejo do povo

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou nesta quinta-feira (7) a carta que vai enviar à Casa Branca como forma de rejeitar a ingerência dos Estados Unidos contra a Venezuela. Na Praça Bolívar, em Caracas, o chefe de Estado também assinou o documento, subscrito por cerca de 10 milhões de venezuelanos.

    “Assino pela paz, pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação do povo da Venezuela”, disse Maduro. “Esta carta foi escrita pensando nas crianças e no futuro do país, no sagrado direito que temos à paz, com a convicção de autonomia”, disse o presidente venezuelano, que ressaltou que a carta é especialmente dirigida ao povo dos Estados Unidos.

    Ele lembrou que a Venezuela está ameaçada pelos Estados Unidos e seu desejo de assumir o controle dos recursos do país. Denunciou que o governo dos Estados Unidos quer tratar nossas fronteiras com o mesmo ódio que teve contra o Vietnã, para invadir a Venezuela “em nome da liberdade”.

    Maduro enfatizou que o povo venezuelano resiste porque tem um alto nível de participação na tomada de decisões políticas. Ele alertou o povo estadunidense de que a invasão da Venezuela é um perigo e denunciou que o presidente Donald Trump tentou sabotar o diálogo entre o governo e a oposição, ideia promovida pelo México, Uruguai e Bolívia.

    “Sabemos que para o bem da Venezuela é preciso sentar e conversar”, disse Maduro. A carta aberta se refere também ao bloqueio financeiro imposto por Trump e que afeta a economia venezuelana. E frisou que uma agressão viola a Carta das Nações Unidas, que rejeita o uso da força nas relações entre os países.

    No final, o presidente Maduro pediu aos estadunidenses que acompanhem os venezuelanos na rejeição às ameaças e ações de interferência do governo dos EUA contra a Venezuela.

    Da Redação, com informações da Agência Venezuelana de Notícias

  • Luta por Lula livre integra as batalhas do povo pela democracia e contra o retrocesso

    Um dia após nova condenação sem provas, povo sai às ruas de São Paulo em solidariedade ao ex-presidente e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.

    A nova condenação sem provas de Lula, cuja sentença repete os erros jurídicos que o levou à prisão política, teve como reação imediata mais um ato em defesa da liberdade do ex-presidente com centenas de pessoas nas ruas de São Paulo na tarde de quinta-feira (7). Com a presença de lideranças de partidos progressistas e de movimentos sociais, a iniciativa reiterou também a importância de manter a luta contra a perseguição política ao maior líder popular da história do Brasil aliada ao enfrentamento e à resistência contra a agenda de retrocessos do novo governo.

    O ato também serviu como espécie de prévia para a jornada de lutas que acontece entre os dias 7 e de 10 abril, data que marca um ano do cárcere político imposto a Lula com o propósito de o tirar da disputa das últimas eleições presidenciais (da qual venceria) e enfraquecer a agenda da esquerda – que atende aos anseios do povo em detrimento aos interesses do mercado. Até abril muita ação e mobilização deve acontecer, inclusive no campo jurídico.

    Candidatura ao Nobel fortalece resistência

    A candidatura de Lula ao próximo Prêmio Nobel da Paz, proposto pelo argentino Adolfo Perez Esquivel, que já ganhou o Nobel da Paz, contribui para o fortalecimento da resistência, pois no curto prazo de um mês o abaixo-assinado respaldando a indicação conseguiu 500 mil assinaturas.

    A campanha Lula Livre ganhou o mundo, pois os setores democráticos e progressistas da sociedade em todos os continentes reconhecem no presidente Lula uma liderança que colocou o Brasil e a América Latina no caminho da justiça social e do reconhecimento internacional.

    As razões para a candidatura de Lula ao posto de Nobel da Paz são muitas: além de promover a paz e fazer um governo pautado pelo diálogo e por agenda voltada ao respeito e ampliação dos direitos do povo brasileiro, Lula deixou legado altamente positivo na história do Brasil ao combater a fome, a pobreza e a precariedade das relações entre capital e trabalho.

    Com informações da Agência PT de Notícias