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Ter, Jun

MST

  • Em pleno século 21, Goiás mantém no cárcere, três militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com a alegação “estapafúrdia de pertencerem a uma ‘organização criminosa’”, diz Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO). "Como se e lutar por um país mais justo, fosse crime".

    “A atitude dos três juízes, de cidades do interior de Goiás, é um profundo desrespeito ao Estado Democrático de Direito, ao direito de livre organização e aos direitos humanos”.

    A CTB presta solidariedade aos cinco ativistas da questão agrária e exige a imediata libertação dos companheiros de luta por um Brasil mais justo e igual. 

    Lázaro, um grande defensor da qusstão agrária em Goiás

    Entenda o caso

    Os pequenos agricultores Luiz Batista Borges, Diessyka Santana e Natalino de Jesus, o geógrafo e professor José Valdir Misnerovicz e Lázaro Pereira da Luz "foram presos pelo único 'crime' de defender a reforma agrária e lutar pelos direitos dos mais pobres, em defesa de uma vida melhor para todos e todas", afirma Ailma. Inclusive Lázaro é militante da CTB-GO. Três deles permanecem presos: Valdir, Lázaro e Luiz.

     

    Abaixo leia a carta de Valdir escrita na prisão:

    “Não tem preço a liberdade, não tem dono.

    Só quem é livre sente prazer em cantar” Antônio Gringo

    Companheiras e companheiros,

    Camaradas militantes do MST, espero que esta mensagem encontre todas e todos animados/as e em luta!

    Escrevo para transmitir um abraço amigo, fraterno e revolucionário. Para dizer que estou bem de saúde. Tenho aproveitado para estudar, ler e refletir. Tenho acordado cedo e dormido tarde. Aqui o tempo é bem mais lento. Os livros tem sido minha melhor companhia, especialmente o livro Olga que li todo em dois dias. Foi importante lê-lo para refletir este momento. Ao lê-lo percebi que os camaradas que os antecederam sonharam e lutaram pela emancipação humana, foram perseguidos, presos, torturados e mortos. Foram coerentes até o último respiro de suas vidas. Ficaram os seus legados, suas memórias. 

    Tenho aproveitado para refletir sobre a nossa causa, as nossas lutas e nosso movimento a cada dia. Reafirmo a convicção da justeza da nossa causa, da necessidade de fortalecer o nosso Movimento, de estimular a criatividade nas formas de lutas e de organização. Estou animado e confiante na nossa vitória!

    A cada notícia que recebo sobre as lutas, o trabalho de base das próximas lutas, vibro de alegria e esperança. Confio em cada um de vocês. Na ousadia, na criatividade e no espírito de sacrifício que cada um está fazendo pela nossa causa. A minha vontade é estar aí com vocês (lágrimas)! Sei que cada um de vocês se sente em parte presos, injustiçados.

    Quando cheguei no complexo prisional os agentes já me aguardavam e quando me aproximei disseram “você é o preso do MST”, ou seja, não me chamaram pelo nome, não sou eu, nem o companheiro Luiz, mas a nossa organização!

    Vou terminando com alguns pedidos:

    - Não desanimem! As nossas liberdades dependem de vocês continuarem a luta.

    - Fortaleçam o trabalho de base, pois a nossa força depende do número de pessoas organizadas.

    - Lutem! A nossa melhor resposta para a burguesia, para o estado burguês e para o latifúndio é fazer lutas massivas. Não é momento de recuar. É momento de mostrar a nossa força, ousadia e criatividade.

    - Não se percam e nem percam temo com coisas pequenas (picunhagens). A nossa missão é ajudar a mudar o mundo numa perspectiva socialista.

    - Estudem! Encontrem um tempo para leitura a cada dia, pois somente com conhecimento podemos fazer melhor a nossa luta.

    Por onde passarem digam para a nossa base que não desistam dos acampamentos, não desistam da luta, não percam a esperança na nossa organização e nas mobilizações que conduzem às conquistas.

    Por fim quero reafirmar a minha confiança em vocês. Reafirmo as minhas convicções na causa. Tenham certeza que quando o meu corpo estiver livra, estarei mais preparado e com maior disposição de lutar!

    Forte e fraterno abraço!

    Valdir

    Complexo Prisional Aparecida de Goiânia, 12 de junho de 2016.

    Portal CTB

  • Hoje em dia não resta nenhuma dúvida ao leitor atento que o Brasil está sendo vítima, desde 2013, de um ataque dirigido pelo capitalismo financeiro internacional na sua ânsia de saquear as riquezas nacionais e se apropriar do trabalho coletivo. Mas este ataque não tem as mesmas consequências em todos os lugares. Daí ser fundamental inquirir pela forma especificamente nacional que este ataque assume.

    No Brasil a instituição que incorpora à perfeição o espírito do capital financeiro é a Rede Globo. A mentira tem que ser dita não só como se verdade fosse, mas tem de dar a impressão de ser luta moral e emancipadora. Essa é a sofisticação demoníaca do capital financeiro que a Globo materializa e interpreta tão bem. O ponto essencial é a criminalização da política e das demandas populares com o propósito de legitimar a rapina da população.

    A criminalização da política como forma de possibilitar o governo diretamente pelo “mercado” e sua rapina, teve entre nós eficácia inaudita. Nossa elite já havia produzido, com base na construção de uma imprensa venal e na cooptação da inteligência nacional, como denuncio no meu livro A Elite do Atraso, toda uma interpretação preconceituosa do pais como uma raça de vira latas inconfiáveis e corruptos.

    O lugar institucional da roubalheira do vira-lata brasileiro seria, no entanto, apenas o Estado patrimonial tornado o mercado, raiz e fonte real de todo roubo, o lugar paradisíaco do trabalho honesto e do empreendedorismo. Todo o ataque da rede globo e da lava jato para criminalizar a política foi grandemente facilitado por este trabalho prévio de distorção da realidade, que literalmente invisibiliza os interesses dos donos do mercado aqui e lá fora.

    O outro ponto fundamental nesta estratégia é a suposta superação das demandas por igualdade pelas demandas por diversidade que o capital financeiro internacional defende desde os anos 90. Desse modo se cria não apenas uma divisão artificial nas demandas populares como confere um verniz emancipador ao capitalismo financeiro que, na realidade, passa a poder explorar indistintamente mulheres e homens, negros e brancos, gays e heterossexuais como se defendesse seus interesses. A apropriação da rede globo do assassinato de Marielle Franco mostra as consequências praticas desse engodo.

    Mas a Globo não parou por aí. Criminalizou a própria demanda por igualdade que é a maior causa da cultura do ódio que grassa impune no país. A narrativa da Rede Globo, logo depois assumida pela própria Lava Jato, de tratar o PT como “organização criminosa” e de apenas “fulanizar” a corrupção dos outros partidos, significou rebaixar a demanda por igualdade, que o PT representava, de seu caráter de fim para mero meio de assalto ao Estado.

    Sem a possibilidade de conferir racionalidade política à raiva justa que se sente pela injustiça social, parte do povo cai nas mãos da raiva e da violência em estado puro representada por Bolsonaro e pela onda de assassinatos políticos que grassa no país. Não ver a relação íntima entre a guerra cultural comandada pela rede globo e o clima de ódio e assassinato de lideranças que se alastra no país é cegueira.

    O conluio com a Lava Jato, levando ao Estado de exceção e da suspensão das garantias legais, reforça a sensação de impunidade para a violência e ódio generalizado. O resultado é uma histeria punitivista com moralidade de fachada que promete impunidade para o ódio aberto e assassino. Os ataques com conivência policial à caravana de Lula, o assassinato de líderes do MST no hospital ou a chacina de jovens da periferia são todos consequência da lógica cultural de um capitalismo do saque e da rapina do qual a globo é a expressão máxima entre nós. A série de José Padilha na Netflix, com padrão global de qualidade, é mais um capítulo dessa distorção monumental da realidade.

    O diretor, um boçal com virtuosidade técnica, imagina que compreende o mundo ao chamar de “mecanismo” aquilo que não conhece e nem consegue explicar. Como descaradamente refaz a história com intuito de falseá-la seu oportunismo é leviano e irresponsável.

    Como o conluio Globo e Lava Jato, antes tão dominante, perde credibilidade a cada dia e é percebido crescentemente como braço do neo-colonialismo americano, a escalada de violência explícita tem a marca do desespero e é ai que reside o perigo para toda a sociedade. A batalha no STF adquire importância a partir disso.

    A Globo, como o ministro Gilmar Mendes denunciou, tem também, não só a Lava Jato nas mãos, mas a sua própria bancada no STF, punitivista e moralista de fachada como ela. Ainda que os interesses em jogo nesse embate não sejam de todo transparentes, vale a fórmula fundamental de Brizola: na dúvida sobre qualquer tema, escolha o lado contrário da rede globo.

    Jessé Souza é sociólogo e professor universitário. Foto: Hugo Harada

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • Enquanto a Polícia Militar do Distrito Federal reprimia com violência mais de 3 mil indígenas que se manifestavam pacificamente em Brasília, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), finalmente concedia a liberdade a Luiz Batista Borges, preso arbitrariamente desde 14 de abril de 2016.

    Por unanimidade, a Câmara Criminal de Goiás decidiu a favor do habeas corpus de Borges. “Como não poderia deixar de ser, os juízes deram de goleada. O resultado foi 5 a 0 a favor do último preso político de Goiás”, afirma Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

    “Dessa vez a justiça triunfou, ao menos temporariamente”, complementa. Isso porque Borges continua respondendo a processo sob a acusação de formação de quadrilha, entre outras acusações.

    De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás, Borges ficou encarcerado por um ano, pelo simples fato de lutar pela transformação da Usina Santa Helena, uma das maiores devedoras da União, em assentamento da reforma agrária.

    O MST lembra também de Natalino de Jesus e Diessyka Lorena, “igualmente perseguidos no mesmo processo e que se encontram privados de sua plena liberdade”. Para Oilveira, Borges e os outros respondem a processo mesmo sem ter cometido crime, pois lutar não é crime”.

    Portal CTB

  • Em dia de greve histórica dos metroviários, a Casa de Portugal ficou lotada para o Ato pela Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato. Não poderia ser diferente. Casa cheia ávida pelo discurso do protagonista da festa, na noite desta quinta-feira (18), na capital paulista.

    Ana Cañas, Leci Brandão, Renato Braz, Aílton Graça, Alice Ruiz, Odair José, Chico César, gente do rap e do funk e muitos outros marcaram presença e posição política contra o golpe de Estado de agosto de 2016 que tirou Dilma Rousseff da Presidência.

    Todos unidos pela fala do grande jurista Fábio Konder Comparato: “Precisamos organizar o povo, é ele que vai vencer a oligarquia” e complementou afirmando ser “indispensável tributar as grandes fortunas” para tirar o país da crise e combater as desigualdades.

    Celso Amorim, Gleisi Hoffmann (presidenta do PT), Walter Sorrentino (vice-presidente do PCdoB), Fernando Haddad, Raduan Nassar, Nita Freire, Gilmar Mauro (MST), Pedro Gorki (Ubes) e Guilherme Boulos (MTST) levaram solidariedde a Lula.

    Gilberto Maringoni, do PSol, afirmou que na quarta-feira (24) quem estará “sendo julgado somos nós e a democracia brasileira”. Ele defendeu a formação de uma frente ampla contra o golpe. Já Sorrentino falou sobre a necessidade de unidade popular para um projeto nacional de desenvolvimento.

    Representando a juventude, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes, emocionou com seu discurso em favor da esperança. “A esperança dos indignados que lutam” e concluiu que “a democracia vai vencer com a força da juventude que resiste”.

    Para Gleisi Hoffmann esse processo é surreal. “Não é só porque não tem prova, é porque não tem crime”, disse. Como disse Leci Brandão, dirigindo-se a Lula, "a covardia está aí! A gente sabe que o grande problema é que os golpistas não aceitam o seu pecado, que foi tratar as pessoas com respeito, você respeita a diversidade do Brasil”.

    Por volta das 23h chegou a vez do discurso mais esperado. Luiz Inácio Lula da Silva com o microfone nas mãos começou dizendo não ter sido ele que chegou ao poder porque “fomos nós que chegamos. Não fui eu que governei, fomos nós que governamos”.

    E aí falou até quase meia noite sobre o seu processo, o que o governo de Michel Temer está fazendo com o patrimônio nacional e com os direitos da classe trabalhadora e não poupou a Rede Globo que age como partido político, mesmo tendo concessão pública para operar a TV, ainda, de maior audiência no país.

    Lula encerrou o ato afirmando que deseja ser candidato á Presidência para a Petrobras voltar a “financiar, através de royalties do pré-sal, a educação, a saúde, a ciência e a tecnologia” porque para a economia crescer o Estado “tem quer fazer mais investimentos”.

    Enfim, o ex-presidente disse querer voltar a governar para devolver o “Brasil para os brasileiros, a Petrobras para os brasileiros e não para eles”, referindo aos Estados Unidos, de onde conglomerados do sistema financeiro sustentam o golpe de Estado de 2016.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • A CTB recebeu nesta terça-feira (10) representantes da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para tratar das mobilizações do campo seguindo o 16 de outubro, que é o Dia Internacional pela Soberania Alimentar. Entre os dias 16 e 20, milhares de trabalhadores e trabalhadoras campesinos realização manifestações unitárias em torno de três pontos de pauta: a proteção aos pequenos agricultores e assalariados rurais, a recomposição do orçamento para a Reforma Agrária e programas sociais do campo, e contra a Reforma da Previdência.

    “Houve muita compreensão por parte dos companheiros da CTB, muita receptividade. A central tem uma interlocução importantíssima com os movimentos da cidade, e na medida em que ela nos ajuda, fortalece a possibilidade de conquistas políticas e econômicas para a nossa base”, avaliou o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues.

    Ouça entrevista completa com Rodrigues logo abaixo:

    O governo de Michel Temer tem sido particularmente agressivo em seus cortes orçamentários nos temas dos trabalhadores rurais. No caso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que determina a compra de alimentos provindos de agricultores familiares por parte do governo, a verba destinada sofrerá um corte de 99,99% em 2018, de R$ 350 milhões para R$ 750 mil. Cortes similares estão programados para setores como a Reforma Agrária, os programas de formação para o trabalhador do campo e os subsídios produtivos para pequenos proprietários.

    “É preciso compreender que essa luta é de todos nós. Em um momento em que o mundo enfrenta uma crise que gerou mais de 60 milhões de refugiados, o tema da soberania alimentar torna-se central, e o pequeno agricultor é responsável por mais de 70% de todo o alimento que chega às mesas dos brasileiros”, avaliou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “O governo está promovendo uma ofensiva absurda, que praticamente extingue as perspectivas de sonhos e realizações desses trabalhadores. Os cortes vão impedir qualquer possibilidade de avanço social, e nos colocam numa rota de extinção dos programas de moradia rural e do fomento à produção do pequeno agricultor”.

    A CTB apoia a agenda de lutas proposta pelo MST, e tem em seu plano de lutas o mesmo projeto de desenvolvimento nacional com centralidade do trabalhador. A central reafirma sua visão unitária de mobilização social e vai atuar nas bases e no Congresso para impedir o avanço da agenda neoliberal.

    Portal CTB

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira participa de ato pela libertação do preso político Luiz Batista Borges, importante liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás.

    Centenas de trabalhadores e trabalhadoras protestaram na manhã desta quinta-feira (20), em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás, em Goiânia. Borges está preso há um ano, sob a acusação de formação de quadrilha, no município de Rio Verde, interior do estado.

    ailma ctb go

    De acordo com lideranças do MST, O protesto, chamado de “Ato de Descomemoração de Aniversário de 1 Ano de Prisão Provisória”, também faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

    Para Oliveira, “a prisão de lutadores do povo, funciona como uma ameaça a todas as pessoas que pensam o país de uma forma diferente de quem está no poder momentaneamente”. Muito menos, garante a professora sindicalista, tratar como bandido quem defende a posse da terra para quem nela trabalha”.

    Mesmo porque, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou decisão, definindo o MST como organização social, mas isso “tem sido ignorado em Goiás e imputam ao Borges crimes já provados que não ocorreram”, diz.

    A presidenta da CTB-GO afirma também que a campanha pela libertação desse preso político do governo de Goiás, faz parte do Abril de Lutas, que culmina com a greve geral na sexta-feira 28). “Nesse dia, vamos parar o Brasil”, reforça.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • O Acampamento Helenira Resende, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi atacado por um avião que despejou agrotóxico nas famílias acampadas na tarde deste sábado (17), no sudeste do Pará. .

    De acordo com informações da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA), muitas pessoas passaram mal com a pulverização.

    Em novembro de 2017, as famílias acampadas foram despejadas de uma das fazendas do Complexo Cedro, vinculado ao grupo Agropecuária Santa Bárbara, no qual o latifundiário, banqueiro Daniel Dantas faz parte. As famílias seguem acampadas na fazenda ao lado do antigo acampamento e já começam a sofrer os primeiros ataques neste ano.

    Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, afirma que a situação está muito tensa na região. “Estamos vivendo momentos muito difíceis no país e no Pará por causa da ausência de um Estado que reúna condições de intervir nos conflitos e defender os direitos da classe trabalhadora”.

    Pelo contrário, “o Estado é parcial e protege os grandes grupos econômicos e seus interesses”, denuncia. Nesse contexto, Rezende vê o assassinato do líder comunitário Paulo Sérgio Almeida Nascimento na segunda-feria (12) e da vereadora Marielle Franco na quarta-feira (14) como frutos dessa política do governo golpista contra a classe trabalhadora.

    Ele explica que o governador Simão Jatene (PSDB) “não tem a mínima condição de mediar esses conflitos com a isenção necessária”, por isso, reafirma, “precisamos pedir a intervenção da ONU (Organização das Nações Unidas) como a única forma de garantir a vida das pessoas”.

    Para o sindicalista paraense, “quem joga agrotóxico dessa maneira brutal em famílias acampadas pode fazer qualquer barbárie”. Por isso, “a CTB-PA defende a intervenção da ONU par garantir a segurança e os direitos de quem trabalha e produz”.

    De acordo com ele, “nós trabalhamos contra a especulação imobiliária e por isso lutamos para garantir uma reforma agrária que dê terras para as famílias de camponeses poderem produzir alimentos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Pará (CTB-PA) faz um balanço de suas atividades mais recentes rumo ao dia 30, quando as centrais sindicais irão parar o Brasil contra as reformas do desgoverno Temer.

    1. Reunião com sindicalista da educação na regional sul do SINTEPP, em Rio Maria

    No sábado (17), o presidente da CTB-PA, Cleber Rezende, participou da reunião do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – SINTEPP/Regional Sul, realizada em Rio Maria, há 800 km da capital paraense, Belém. Momento que tratou das mobilizações rumo à greve geral com ações regionais sul do Estado, orientando as direções das subsedes do SINTEPP realizarem atividades conjuntas com os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, as delegacias municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Públicos do Estado do Pará e demais organizações locais fortalecendo as atividades grevistas contra as reformas trabalhista e previdenciária, pelo fora Temer e por Eleições Diretas Já.

    2. Seminário Pela Democracia e Contra a Violência no Campo

    Já na segunda-feira (19), um conjunto de diretores da CTB e sindicatos de bases participaram, no Sindicato dos Bancários, em Belém, do seminário nacional "Por Democracia e Contra a Violência no Campo" paraense.
    Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, registrou no seminário que “com o golpe político-jurídico-midiático os neoliberais, os latifundiários e antidemocráticos estão sentindo-se confiantes para implementar o desmonte do Estado Nacional, atacar os direitos trabalhistas e previdenciários, as conquistas sociais no Brasil e, no Pará ceifarem vidas de lideranças sindicais e populares”, a exemplo, da “chacina de 10 trabalhadores rurais em Pau D’Arco, sul do Pará” ocorrida em 24 de maio, “pelo braço do Estado, onde policiais militares e civis surpreenderam, capturam, torturaram e eliminaram as vitimas indefesas”, bem com na grande Belém, as “milícias atacam e matam trabalhadores, jovens e negros”, reafirmando ser “necessário retomar a democracia, barrar as reformas que estão em curso, afastando o governo ilegítimo de Temer, realizando eleições diretas já para colocar o Estado nacional a serviço dos brasileirose de um novo projeto nacional de desenvolvimento”.

    Participaram da mesa central do "Seminário Pela Democracia e Contra a Violência no Campo”: Cleber Rezende, presidente da CTB-PA; Darci Frigo, coordenador da Comissão Nacional de Direitos Humanos; Ibraim Rocha, Comissão de Direito Agrário da OAB-PA; Edmilson Rodrigues, deputado federal (PSOL-PA); Paulão, deputado federal (PT-AL); Nelson Tato, deputado federal (PT-SP); Beto Faro, deputado federal (PT-PA); Zé Geraldo, deputado federal (PT-PA); Euci Ana, presidenta da CUT-PA e Ulisses Manaças, da coordenação nacional do MST.

    ctb pa seminario 2017

    Durante o evento os artistas Osmar Prado e Dira Paes, do Movimento Nacional Humanos Direitos, fizeram emocionantes intervenções convocando o povo a resistir, lutar e derrubar o governo golpista de Michel Temer e retomar a democracia brasileira, bem como acabar com as violações de direitos humanos no Pará. O Evento terminou com um ato público na Praça da República, centro de Belém, convocando o povo paraense para a greve geral do dia 30.06.

    3. Rodoviários do Pará

    Os sindicalistas Cleber Rezende, presidente da CTB-PA e Marcão Fonteles, da CTB nacional participaram, no dia 21, de importante reunião de construção da greve geral com o setor de transporte público da região metropolitana de Belém e do Estado, reunindo com as direções dos Sindicatos dos Rodoviários de Belém - STTREPA, de Ananindeua e Marituba – SINTRAM e do intermunicipal - SINTRITUR.

    O vereador e presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém, Altair Brandão, reafirmou o compromisso da categoria rodoviária com a greve geral dizendo que “os rodoviários não ficará de fora desta luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, pelo fim do governo Temer e por eleições diretas imediatamente, no Brasil, para o povo definir seus rumos”, finalizando, “os rodoviários estão firmes e fortes no dia 30”.

    4. Portuários e marítimos

    Na sexta-feira (23), a CTB reuniu com dirigentes do Sindicato dos Oficiais Mercantis – SINDMAR e Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá tratando das mobilizações grevista para o dia 30.06. O comandante Darlei Pinheiro ressaltou “o papel estratégico da greve geral para a classe trabalhadora contribuir nas ações de pressão ao Congresso Nacional para que seja rejeitada as reformas trabalhista e da previdência por atentar contra os direitos dos brasileiros”.

    Já o presidente do SINDIPORTO Dalton, destacou que “a categoria portuária participou ativamente da greve geral do dia 28 de abril, da marcha à Brasília e estará com força total no próximo dia 30 parando suas atividades para reafirmar que não concordam com as reformas de Temer e nem com seu governo”.

    Além do presidente da CTB-PA Cleber Rezende, participou da reunião a sindicalista e diretora da CTB a companheira Márcia Pinheiro que afirmou “estas reuniões por ramos de atividades com as direções sindicais fortalece a presença da CTB e estrita relações com seus sindicatos de bases, rumo a uma grande participação dos CTBistas nas ações do dia 30”.

    5. Diálogo com o senador da república Paulo Rocha – PT-PA

    Na sede da CTB Pará realizou-se 10h30min da sexta-feira, 23/06, a "Manhã de Debates sobre a Reforma Trabalhista". Com a presença do Senador Paulo Rocha – PT/PA e Deputado Estadual Lélio Costa – PCdoB/PA, organizado pela CTB e CUT, com a presença das demais Centrais Sindicais, dezenas de sindicatos, entidades e lideranças sociais, debatendo a resistência contra os ataques aos direitos do povo, em especial a classe trabalhadora com a reforma trabalhista.

    O senador Paulo Rocha – PT-PA apresentou a conjuntura política e tramitação do projeto de reforma trabalhista no senado federal dialogando da necessidade “do movimento sindical buscar conversar com cada senador e senadora, em cada estado deste país, para garantir votos suficientes na comissão de constituição e justiça – CCJ para enterrar ali esta nefasta proposta de desmonte dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais”, afirmando que “não será fácil, más que é possível na CCJ rejeitar a proposta e arquivar de vez sua tramitação”, visto que a rejeição na CCJ impede de ir ao plenário da casa, por fim, o senador inteirou “as reformas destruidoras de direitos serão barradas com a organização de uma poderosa greve geral no dia 30 de junho, é com o povo nas ruas gritando fora Temer e pedindo eleições diretas já”.

    Da esquerda para direita: Deputado Estadual Lélio Costa – PCdoB-PA, Senador Paulo Rocha – PT-PA, Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, Euci Ana, presidenta da CUT-PA e Conceição Holanda, INTERSINDICAL-PA.

    6. Posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará

    Ainda na sexta-feira (23), às 21h o presidente da CTB-PA Cleber Rezende participou da solenidade de posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do Pará, direção composta por cetebistas e Cutistas. Rezende destacou a importância para a CTB “compor a direção do Sindicato dos Bancários com os companheiros José Marcos – Marcão, Luiz Otávio e Djan Teixeira”, destacando serem “bravos companheiros que contribui e contribuirá com a organização da categoria bancária no Pará” e que a primeira grande tarefa da direção empossada “é participar organizadamente e com muita força, como de praxe, da poderosa greve geral no próximo dia 30 de junho, parando as atividades bancárias na capital e no interior contra as nefastas reformas previdenciária e trabalhista, contra a terceirização irrestrita que atinge de morte a carreira bancária por serem regidos pela CLT”, por fim, saudou a direção empossada e colocou a CTB “a disposição da luta bancária, e que o presidente Gilmar Santos, terá na CTB uma parceira de lutas”, enfatizou.

    7. Mobilização sindical no complexo industrial de Barcarena

    No sábado (24), às 10h30 a CTB-PA realizou reunião de mobilização para a greve geral, com as direções dos sindicatos do complexo industrial de Barcarena, que sedia as empresas Albrás e Alunorte de produção na área de metalurgia em processamento da bauxita para a produção de alumina.

    Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, destacou que “os sindicatos em Barcarena tem uma importância central na greve geral do próximo dia 30, para parar a produção de alumina, bem como o porto de Vila do Conde”, um dos principais portos de exportação da região norte. ‘sendo fundamental uma ação articulada entre os sindicatos cetebistas como o SINDQUÍMICOS, SINTICOMBA, SINDIPORTO, SINDIGUAPOR, SINTDAC e SINDAVIBA em articulação com os demais sindicatos e organizações para a greve de defesa da classe trabalhadora, articulada com a luta local contra a violência urbana que assola Barcarena”.

    O presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena – SINDQUÍMICOS, Gilvandro Santa Brígida, se responsabilizou em articular e coordenar as tarefas, afirmando que “iremos realizar uma plenária sindical, social e estudantil, no SINDQUÍMICOS, com o conjunto das entidades para garantir a maior greve que Barcarena já vivenciou, parando todas as atividades do pólo industrial”. A expectativa é positiva rumo à greve da classe trabalhadora.

    8. Festa junina dos Rodoviários

    presidente do sindicato dos rodoviarios de belem strepa e vereador do pcdob altair branda

    Na tarde do último sábado (24), dia de São João, dirigentes da CTB-PA prestigiaram a festa junina do Sindicato dos Rodoviários de Belém. Os cetebistas Thiago Barbosa, vice-presidente da CTB-PA, as diretoras Sandy Gouveia e Márcia Pinheiro, bem como o presidente da Central, Cleber Rezende, presentes na festa conversaram com a categoria e mobilizaram para a greve geral do próximo dia 30 de junho. A festa foi maciça com atividades esportivas, danças e apresentações de grupos de quadrilha junina.

    O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém - STREPA e vereador do PCdoB Altair Brandão, convocou a categoria rodoviária para participarem da greve geral para barrar as reformas trabalhista e previdenciária, afirmando que “elas não representam os anseios da classe trabalhadora brasileira, e nós, os trabalhadores do serviço de transporte público temos responsabilidades e muito a contribuir com a luta geral contra as reformas, pelo fora Temer e na defesa de eleições gerais e diretas para o povo brasileiro eleger seu presidente”. Brandão dialogou, ainda, com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Maritubá – SINTRAM, presente no evento, dizendo “companheiro Huelen, a unidade e ação conjunta do STTREPA e SINTRAM poderá deixar a grande Belém totalmente paralisada na greve geral, temos que definir e montar nossa estratégia para o dia D”, conclui.

    greve geral para

    Fonte: CTB-PA

  • Entidades que representam os educadores e as educadoras de todo o país, além de estudantes, fazem um "trancaço", na manhã desta quarta-feira (29), para impedir o funcionamento do Ministério da Educação (MEC) em protesto contra as medidas tomadas pelo desgoverno Temer, que arrrasam com a educação pública. Representantes do movimento popular também estiveram presentes.

    Além de educadoras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), estão presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e diversas entidades de servidores públicos.

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    "O nosso objetivo é permanecer aqui até às 17h, para denunciar à sociedade o desmonte que o governo golpista está promovendo na educação, em prejuízo à classe trabalhadora", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da CNTE.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

     

  • Uma produtora criou um jogo para computador que incita a violência. O objetivo do “herói” do jogo chamado Bolsomito 2k18 é matar estudantes, mulheres, negros, gays e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Partido dos Trabalhadores (PT), do candidato à Presidência Fernando Haddad.

    “O jogo é um verdadeiro incitamento à violência contra qualquer pessoa que pense diferente do candidato dos criadores do jogo”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. “Essa história de propagar o porte de armas incentiva a violência e defende um retrocesso ao tempo do faroeste, com cada um por si e Deus contra todos”, complementa.

    Tenha uma ideia do que é esse "inocente" joguinho aqui.

    Carregados de preconceito e autoritarismo, os produtores do jogo dizem que ele é feito para derrotar os males do comunismo. “Seja o herói que vai livrar uma nação da miséria. Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país. Muita porrada e boas risadas”. Pasmem.

    A assessoria do candidato do PSL disse ao site Tech Tudo não ter “conhecimento sobre os responsáveis pelo game, e que acredita ser uma ação de opositores políticos contra o presidenciável”. Como sempre fazem para fugir da responsabilidade.

    Para Vânia, o jogo representa tudo o que Jair Bolsonaro vem pregando. “Ele só fala em criminalizar os movimentos sociais, defende a utilização de armas e uma polícia violenta”, assinala. "Até mesmo em entrevistas à TV ele ataca, xinga e nunca fala o seu programa de governo. Será que tem medo de divulgar?”

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Há 7 meses, o trabalhador sem-terra, Lázaro Pereira da Luz foi preso sob a acusação de ter ocupado a Fazenda Itaquara, em Itapaci, Goiás. Filiado à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "mesmo sem provas de crime algum ele continua preso", afirma Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB-GO.

    “Com muita emoção fomos recebidos eu e o Antonio Bauer, dirigente da CTB-GO e do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Goiás, pelo companheiro Luz”, conta a sindicalista.

    Ela diz que o prisioneiro “estava cabisbaixo e algemado para trás, num desrespeito absurdo aos direitos humanos, mesmo porque ele não representa perigo algum”. Por isso, “quando o vi naquela situação corri para abraçá-lo e ele se levantou e choramos juntos”.

    A emoção tomou conta, diz Oliveira. “Eu disse a ele que levávamos o abraço e a solidariedade de todas e todos os que acreditam na Justiça e na luta por um Brasil melhor”. A sindicalista conta ainda que mostrou para Luz o quanto ele é querido e da sua importância na luta pela reforma agrária.

    “Disse-lhe que ele é querido e que estamos lutando pela liberdade dele e do Luiz Borges (outro sem-terra preso). Ele fez questão de relatar toda a história da prisão que há 7 meses o priva da liberdade”. Segundo Oliveira, Luz está preso por uma cilada montada contra ele.

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    “Ele ganhou uma vaca e depois o acusaram de tê-la roubado, por isso ainda está preso”, garante. Apesar disso, com relata Oliveira, Luz “se mantém lúcido e perguntou se seu neto já havia nascido”.

    Isso porque seus familiares enfrentam muita dificuldade para visitá-lo no presídio no Centro de Custódia do presídio de Aparecida de Goiânia. De acordo com os militantes, o delegado de Itapaci persegue Luz por sua luta em defesa do meio ambiente e contra os latifundiários.

    “Há dificuldade de visita direta como a que tivemos. Não permitiram que eu deixasse alimentos e uma camiseta do Cebrapaz para ele”, conta a presidenta da CTB-GO. Ele, diz ela, “disse que acredita na CTB, no MST e quando sair da prisão, continuará lutando por um Brasil Melhor.

    Portal CTB 

  • Em vídeo gravado pelo Brasil de Fato e pelos Jornalistas Livres, a atriz Letícia Sabatella contou o que aconteceu no caso da agressão da qual foi vítima, na tarde deste domingo (31). Ela disse que mora ali perto e estava indo almoçar para depois ir ao ato “Fora Temer”.

    Sem se abater, Sabatella diz que sentiu “uma falta de argumento, que acabava chegando a um xingamento”, mas, que ela parou ali apenas para conversar com uma senhora que a abordou. “Isso é uma coisa que está fazendo parte do nosso país”, afirma.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que isso aconteceu "em decorrência das posições políticas assumidas por ela". Portanto, "os ataques à atriz acontecem porque essas pessoas acreditam que a mulher não pode opinar sobre política, economia, cultura, enfim, sobre nada que seja relacionado aos interesses da nação".

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    "Infelizmente uma agressão cometida não há como voltar atrás", lamenta Pereira, mas "a CTB repudia toda agressão misógina sofrida por uma mulher". Ela diz que "para essas pessoas, a mulher só presta se for de direita e submissa. Mas isso acontece graças ao golpe desse governo machista, misógino, homofóbico e racista". 

    Já Sabatella afirma que “é uma pena que não dá para conversar com as pessoas”. A atriz conta ainda que a “manifestação deles deve ter sido muito ruim” e, por isso, provavelmente agridem. E a “do ‘Fora Temer' foi muito mais amorosa”.

    A sempre inteligente e politizada Sabatella garante também que “isso está acontecendo com muitas pessoas, com pessoas maravilhosas, que eu estou vendo sofrer este tipo de coisa, ou coisas piores, injustiças mesmo. Como as prisões e mortes de índios Guarani e Kaiowá (leia mais aqui), com os sem-terra”.

    Assista o vídeo com o depoimento de Letícia Sabatella 

    Veja o vídeo da agressão feito pela própria atriz 

    Acompanhe vídeo com Alexandre Frota na manifestação fracassada em defesa golpe na avenida Paulista, em São Paulo, e entenda o clima de ódio, alimentado por quem não tem o que dizer 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem protesto pelo país afora contra o projeto de privatização da água em curso no país. Na manhã desta terça-feira (20), 600 mulheres, de acordo com o MST, ocuparam a sede da Nestlé em São Lourenço (MG).

    Elas acusam a Polícia Militar (PM) de ter apreendido as chaves de nove veículos e de ter mantido as mulheres trancadas nos ônibus. “Imagina você ser obrigada a comprar em garrafinhas toda a água para matar a sede durante o dia. Ninguém aguentaria isso. É o que querem as empresas reunidas nesse momento naquele Fórum”, aponta Maria Gomes de Oliveira, da direção do MST.

    Ela se refere ao Fórum Mundial da Água, das grandes corporações que querem dominar as águas do planeta, que ocorre em Brasília. Na capital federal acontece também o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), que faz contraponto ao Fórum dos empresários, com a participação de entidades do mundo inteiro que entendem a água como um direito da humanidade (leia mais aqui).

    Veja as mulheres sendo liberadas pela PM  

    Segundo o blog Vi o Mundo, “os policiais apreenderam as chaves dos ônibus e mantiveram as 600 mulheres presas dentro dos veículos por cerca de 1 hora. Eles insistiam em revistar e fichar todas. Também proibiram fotos e vídeos, ameaçando pegar os celulares”.

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    Também pela manhã, cerca de 2 mil mulheres sem-terra ocuparam a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), no município de Paulo Afonso (BA). Informações do MST garantem que a PM “invadiu um dos portões da empresa e, sem diálogo, jogou bombas de gás lacrimogênio contra as manifestantes. Duas mulheres ficaram feridas e outras passaram mal devido ao efeito do gás”.

    Também houve ocupação em Canindé de São Francisco (SE), onde 300 mulheres sem-terra ocupam a portaria da Usina de Xingó desde o início da manhã. “Elas cobram uma reunião com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para tratar da questão do perímetro irrigado da região”, destaca o Portal Fama2018.

    O Fama 2018 começou no sábado (17) e termina na quinta-feira (22) - Dia Mundial da Água. José Mairton Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP) afirma que “a água não pode ser tratada como fonte de renda porque é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

    Portal CTB com Portal Fama2018 e MST

  • Em reunião o fórum das Centrais Sindicais no Pará, com a presença da OAB/PA e DIEESE-PA, nesta segunda-feira (14) na sede do DIEESE, as entidades sindicais (CTB, CUT, UGT, CSB, CSP/Conlutas, INTERSINDICAL, FORÇA SINDICAL, NCST, CGTB) definiram uma agenda de lutas contra os ataques a classe trabalhadora pelo governo de Jair Bolsonaro.
     
    Os dirigentes debateram a conjuntura política identificando uma forte ofensiva contra os trabalhadores e trabalhadoras, aos interesses nacionais, ao ensino público, ao Estado laico, com as promessas das privatizações das estatais e bancos públicos, precarizações nas relações de trabalho, ofensiva contra a política de reajuste do salário mínimo, que estava previsto de R$ 1.006,00 no Orçamento de 2019, e foi reajustado em R$ 998,00.
     
    O salário mínimo que é utilizado, inclusive, nas negociações para os reajustes salariais de muitas categorias profissionais, na avaliação das Centrais e do DIEESE, sua desvalorização prejudica a todos e à economia nacional, pois diminui o consumo e a circulação do dinheiro do país. Ressaltando, ainda, a defesa da Justiça do Trabalho.
     
    A pauta principal da gestão de Bolsonaro passa a ser a Reforma da Previdência, o que exigirá das lideranças sindicais um esforço maior para impedir que a mesma seja aprovada.
     
    Outras medidas negativas, na avaliação das organizações, estão à extinção do Ministério do Trabalho, bem como colocar o movimento sindical sob a supervisão do Ministério da Justiça, a criminalização das entidades sociais como MST  e MTST, ataques a população indígena para entrega das terras ao agronegócio, e as ideologias machistas, racistas, LGBTfobicas, e na educação para atrasar ainda mais a consciência da classe, ausência na pauta econômica do governo federal de uma política econômica de retomada do desenvolvimento nacional com geração de empregos.
     
    Por fim os dirigentes ressaltaram a necessidade do movimento sindical, dos defensores dos direitos humanos e das organizações populares e sociais precisam construir a mais ampla unidade em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários, sociais e humanos, da democracia e da soberania nacional, formatando uma ampla jornada de lutas no Pará e no Brasil.
     
    Na agenda foram definidos pontos unitários, como:

     

    1. Construir e se somarem na luta em defesa da Justiça do Trabalho, com ato conjunto com a AMATRA, OAB/PA, no dia 21 de janeiro às 9h30min na sede do TRT 8ª Região, Praça Brasil – Belém;
    2. Realizar seminário da Previdência Social, pelo conjunto das Centrais Sindicais, no dia 08 de fevereiro de 2019;
    3. Buscar espaços nos meios de comunicações, rádio e TV, para colocar o debate da reforma de Previdência Social na visão da classe trabalhadora, bem como produzir material unificado de esclarecimento aos trabalhadores/as;
    4. Realizar audiência, ainda em janeiro, com o superintendente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PA, para debate as questões da classe trabalhadora e as novas atribuições do órgão no Pará;
    5. Realizar audiência, na primeira quinzena de fevereiro, com o governador Hélder Barbalho (MDB), para debater a política de desenvolvimento do Pará, a geração de empregos, a qualificação profissional, a criação do Conselho Estadual de Emprego do Estado, a defesa da estabilidade dos servidores públicos entre outras questões. Com divergência neste ponto, a CSP/Conlutas;
    6. Dia 18/01 às 9h no Sintepp, reunião da comissão de organização do Seminário da Reforma da Previdência Social.
     
    Agenda
     
    Dia 16/01 reunião do fórum das entidades sindicais dos servidores públicos do Pará, às 9h na sede do SindSaúde;
     
    Dia 16/01 às 9h, primeira audiência do Sintepp com a Seduc;
     
    Dia 17/01 às 9h na Escola Cordeiro de Farias, assembleia geral do Sintepp;
     
    Dia 04/02 campanha salarial do Senpa;
     
    Dia 22/02 das 8 as 13h no Sindicato dos Bancários do Pará, seminário em defesas dos bancos públicos, contra as privatizações.
     
    CTB Pará
  • Considerado um dos mais importantes fotógrafos do mundo, o brasileiro Sebastião Salgado concedeu entrevista para a Rádio França Internacional (RFI), nesta terça-feira (19).  

    Para Salgado, o processo de impeachment contra a presidenta Dilma é um jogo de cartas marcadas em que os mais ricos querem voltar ao poder. Para ele, o impeachment é um "golpe de Estado imoral".

    O mineiro Sebastião Salgado completou 72 anos em fevereiro. Ele iniciou carreira em 1973 e se projetou com grandes trabalhos como um dos maiores fotógrafos do mundo. Com um olhar acurado e único. Suas fotografias espelham questões sociais e humanas, de beleza plástica, raramente vistas em imagens.

    Entre muitos outros trabalhos, destacam-se dois produzidos nos anos 1990: Terra, onde conviveu e fotografou camponeses do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com um capítulo à parte dedicado às crianças. Depois viajou pelo mundo e seus cliques registraram Êxodos, sobre as viagens voluntárias ou forçadas realizadas por povos em diversas partes.

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    Fotografias de Sebastião Salgado são expostas em São Paulo

    E o mais recente Genesis que arece consuma essa trilogia sobre a vida humana e sua relação com a natureza, além de mostraras mazelas de uma humanidade em busca de soluções para a vida.

    Leia a entrevista na íntegra:

    Vamos falar primeiramente do Brasil, um país atualmente dividido. De qual lado você está?

    Com certeza não estou do lado que deu um golpe de Estado. A esquerda chegou ao poder com uma proposta interessante. Durante 400 anos tivemos apenas uma classe dominante no comando do país e, nos últimos 13 anos, houve uma verdadeira redistribuição de renda. São mais de 40 milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha da pobreza e que passaram à classe média. Há políticas sociais muito mais interessantes que antes, mas a elite que perdeu o poder tenta voltar de todas as maneiras. Temos uma imprensa de direita que combate o PT. Não sou filiado ao partido, mas não concordo que se elimine a democracia no Brasil através de um golpe de estado imoral.

    Você acha que se trata de uma revanche política?

    Totalmente. Além disso, a classe que quer voltar ao poder é a classe mais corrupta que podemos imaginar. No mandato anterior de Dilma, houve 1.200 processos contra a corrupção.

    O PT mantém suas promessas sociais? O país realmente foi transformado?

    O PT não estava realmente pronto para promover mudanças das dimensões propostas. Havia uma base do partido que era corrupta e que teve o mesmo comportamento dos outros partidos. Temos também que cobrar o PT. Mas o balanço é o mais positivo que o Brasil já teve.

    O que nós choca aqui na França quando escutamos o termo "golpe de Estado" é que não faz muito tempo que o Brasil passou por uma ditadura. É legítimo falar de golpe?

    Poderíamos usar outro termo, mas parece um golpe. Estão tentando destituir um governo legítimo e democrático, é a primeira etapa de uma grande luta.

    O que você achou do Prêmio Pulitzer dado a fotos de refugiados (dividido entre a agência de notícias Reuters e o jornal New York Times, este com fotos do brasileiro Mauricio Lima)?

    Dizem que o fotojornalismo está morto, não é verdade. Ele conta a história. O que eu vejo nessas fotos é o espelho de uma sociedade. Hoje falamos muito de correntes migratórias como se fosse algo novo. Mas elas sempre existiram: a única diferença é que agora elas chegam à Europa. A história é exatamente a mesma.

    A história é a mesma, e os dramas humanos continuam. A originalidade das suas fotos é o preto e branco. Por que essa escolha?

    Nunca fotografei em cores. A cor provoca uma perda de concentração no momento de fotografar. Podemos dar poder e dignidade com o preto e branco. Desde 1980, trabalho com essa estética.

    Portal CTB com RFI e Jornal GGN

  • Começa nesta quinta-feira (4) a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca (Avenida Francisco Matarazzo, 455 - Barra Funda), em São Paulo. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), serão mais de 250 toneladas de alimentos saudáveis.

    A feira contará com 800 assentados, vindos das 24 unidades da federação onde o MST está organizado. A programação deste ano se estende até o domingo (7) e terá shows de Tulipa Ruiz, Emicida, Chico César, Targino Gondim e Tico Santa Cruz.

    Acompanhe a programação completa aqui.

    Os organizadores também garantem espaço para os novos talentos da MPB. Tem ainda a Feira Literária e a Culinária da Terra, que apresenta comidas típicas de todas as regiões do país, produzidos em plantações sustentáveis, sem agrotóxicos, garantem os organizadores da feira.

    Ouça Assentamento, de Chico Buarque, dedicada ao MST

    Além de todas essas atrações, a segunda edição da feira conta com a presença do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica no seminário Alimentação Saudável, que terá também Bela Gil, Letícia Sabatella, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e o coordenador do MST, João Pedro Stedile.

    Veja aquia página do Facebook da feira.

    “Acho que essa feira vai atrair mais público. Na primeira feira, as pessoas ainda não estavam acostumadas. Muita gente decidiu ir por curiosidade. Agora eles já conhecem nossos produtos, sabem que não são produtos convencionais, são alimentos saudáveis, e por isso eu acho que essa feira vai ser ainda melhor do que a primeira”, afirma o assentado de Franco da Rocha (SP), Antônio Marcos da Silva.

    Portal CTB com informações do MST

  • Começou na quinta-feira (16), em Brasília, o 2º Conselho Nacional das Entidades, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Com a participação de 30 entidades de todo o país, a reunião termina nesta sexta-feira (17).

    “As entidades estão se posicionando frente aos ataques à educação e às conquistas sociais e trabalhistas, efetuados pelo governo golpista de Michel Temer”, diz Isis Tavares, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM).

    Para ela, que também é dirigente da CNTE, “a reforma do ensino médio (leia mais aqui) e o projeto Escola Sem Partido (saiba mais aqui) acabam com qualquer perspectiva de uma educação democrática, plural, que valorize os profissionais e respeite os jovens e as crianças em seus anseios e necessidades”.

    Aliás, diz Tavares, “acabar com qualquer possibilidade de uma educação pública de qualidade faz parte da tática golpista para minar a resistência à opressão”. O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana falou no evento sobre a conjuntura nacional.

    cnte reuniao nivaldo

    "Temos que construir um movimento amplo de resistência para enfrentar esse governo ultraliberal”, afirma Santana. Ele complementa assinalando que “devemos ter a capacidade de atrair e incorporar os setores da sociedade atingidos pela política de desmonte do Estado brasileiro e pelo corte dos direitos conquistados".

    Tavares lembra que as entidades reunidas fortaleceram a realização da greve geral nacional marcada para o dia 15 de março no último congresso da CNTE. “Debatemos ainda a reforma da Previdência e trabalhista, que pretende nos forçar a trabalhar até morrer”, enfatiza.

    De acordo com a dirigente, os profissionais aceitaram com mito bom grado a incorporação pelas centrais sindicais da paralisação do dia 15 de março. Lucia Marina dos Santos, do Movimento dos Sem Terra (MST) diz que "A cada dia, há maior concentração da riqueza, aumento da pobreza”.

    Já Tavares acredita que “um dos pilares do golpe é frear o debate nas escolas sobre todas as questões que podem elevar o nível de criticidade da juventude, com elevação do conhecimento da nossa história e assim crie uma maior identificação com a nação”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da CNTE