Sidebar

18
Qui, Abr

MTST

  • Artistas fazem ato pela democracia e contra a perseguição a Lula, em São Paulo

    Em dia de greve histórica dos metroviários, a Casa de Portugal ficou lotada para o Ato pela Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato. Não poderia ser diferente. Casa cheia ávida pelo discurso do protagonista da festa, na noite desta quinta-feira (18), na capital paulista.

    Ana Cañas, Leci Brandão, Renato Braz, Aílton Graça, Alice Ruiz, Odair José, Chico César, gente do rap e do funk e muitos outros marcaram presença e posição política contra o golpe de Estado de agosto de 2016 que tirou Dilma Rousseff da Presidência.

    Todos unidos pela fala do grande jurista Fábio Konder Comparato: “Precisamos organizar o povo, é ele que vai vencer a oligarquia” e complementou afirmando ser “indispensável tributar as grandes fortunas” para tirar o país da crise e combater as desigualdades.

    Celso Amorim, Gleisi Hoffmann (presidenta do PT), Walter Sorrentino (vice-presidente do PCdoB), Fernando Haddad, Raduan Nassar, Nita Freire, Gilmar Mauro (MST), Pedro Gorki (Ubes) e Guilherme Boulos (MTST) levaram solidariedde a Lula.

    Gilberto Maringoni, do PSol, afirmou que na quarta-feira (24) quem estará “sendo julgado somos nós e a democracia brasileira”. Ele defendeu a formação de uma frente ampla contra o golpe. Já Sorrentino falou sobre a necessidade de unidade popular para um projeto nacional de desenvolvimento.

    Representando a juventude, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes, emocionou com seu discurso em favor da esperança. “A esperança dos indignados que lutam” e concluiu que “a democracia vai vencer com a força da juventude que resiste”.

    Para Gleisi Hoffmann esse processo é surreal. “Não é só porque não tem prova, é porque não tem crime”, disse. Como disse Leci Brandão, dirigindo-se a Lula, "a covardia está aí! A gente sabe que o grande problema é que os golpistas não aceitam o seu pecado, que foi tratar as pessoas com respeito, você respeita a diversidade do Brasil”.

    Por volta das 23h chegou a vez do discurso mais esperado. Luiz Inácio Lula da Silva com o microfone nas mãos começou dizendo não ter sido ele que chegou ao poder porque “fomos nós que chegamos. Não fui eu que governei, fomos nós que governamos”.

    E aí falou até quase meia noite sobre o seu processo, o que o governo de Michel Temer está fazendo com o patrimônio nacional e com os direitos da classe trabalhadora e não poupou a Rede Globo que age como partido político, mesmo tendo concessão pública para operar a TV, ainda, de maior audiência no país.

    Lula encerrou o ato afirmando que deseja ser candidato á Presidência para a Petrobras voltar a “financiar, através de royalties do pré-sal, a educação, a saúde, a ciência e a tecnologia” porque para a economia crescer o Estado “tem quer fazer mais investimentos”.

    Enfim, o ex-presidente disse querer voltar a governar para devolver o “Brasil para os brasileiros, a Petrobras para os brasileiros e não para eles”, referindo aos Estados Unidos, de onde conglomerados do sistema financeiro sustentam o golpe de Estado de 2016.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Caetano Veloso canta em São Bernardo e ensina a enfrentar os fascistas, nesta segunda (30)

    Acontece hoje em São Bernardo um show inusitado de Caetano Veloso. O compositor baiano canta em solidariedade à Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo, no ABC Paulista, às 19h, no bairro Planalto, quilômetro 21 da via Anchieta. Vários artistas como Sonia Braga, Letícia Sabatella e Alinne Moraes prometem acompanhar Caetano neste show inteiramente gratuito.

    Gente (Caetano Veloso) 

    Mais de 7 mil famílias, lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupam um terreno de 60 mil metros quadrados há quase dois meses e reivindicam a integração desse terreno ao projeto Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para terem a sua casa própria.

    Estão até sendo chamados de os Canudos do século 21, em referência aos Canudos, um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, no interior da Bahia.

    O músico é a mais recente vítima de movimentos de extrema-direita por causa de sua militância por causas democráticas. Caetano tem se manifestado a respeito das investidas do Movimento Brasil Livre (MBL, de cunho fascista) contra exposições de artes plásticas que contenham nus ou versem sobre temáticas que envolvam a sexualidade.

    Ele e sua ex-mulher Paula Lavigne processam o MBL e o ator pornô Alexandre Frota que o chamara de “pedófilo”. Justamente no meio de uma  turnê com seus três filhos, Tom Zeca e Moreno.

    Canto do povo de um lugar (Caetano Veloso) 

    Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na quarta-feira (25), Caetano diz que “toda essa gente que mente cinicamente sobre exposições de arte usando a palavra pedofilia para angariar adeptos entre os mais ingênuos, se esforça para encobrir o desejo de manter a opressão sobre da maioria do povo brasileiro, que vive sob a mais pesada desigualdade econômica do mundo”.

    De acordo com o músico “os malucos dos grupos conservadores que se organizam à sombra das passeatas de 2013 sabem que não há casos de pedofilia onde eles dizem haver. Mas pode ser que ganhem dinheiro de grupos políticos para criar pautas que una as pessoas inocentes contra artistas e museus de modo que o que mais interessa - manter o poder econômico nas mãos de poucos - permaneça intocado”.

    Leia mais

    Por moradia decente, mais de 20 mil pessoas ocupam terreno abandonado em São Bernardo

    Morador de condomínio vizinho à Ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo atira em ocupantes

    Ocupação Povo Sem Medo, do MTST, em São Bernardo (SP), ganha apoio da CTB e de artistas

    Pelo que se vê não é à toa que os extremistas elegeram Caetano Veloso a sua maior vítima do momento. A filósofa Marcia Tiburi nos ensina, em seu livro homônimo, como conversar com um fascista, Caetano está ensinando a como enfrentar os fascistas, sem medo de ser feliz.

    Um índio (Caetano Veloso) 

    Afinal como ele canta em sua música Gente: “Gente quer comer/Gente que ser feliz/Gente quer respirar ar pelo nariz/Não, meu nego, não traia nunca/Essa força não/Essa força que mora em seu/Coração”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Caetano Veloso é proibido de cantar, mas apoia o movimento pelo direito humano de moradia

    O prefeito de São Bernardo, no ABC Paulista, Orlando Morando (PSDB) vai ficar na história como o prefeito que censurou o cantor e compositor baiano Caetano Veloso, uma das principais vozes da música popular brasileira de todos os tempos.

    O espetáculo estava marcado para acontecer às 19h desta segunda-feira (30), mas uma decisão judicial impediu a sua realização. A alegação da juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública da cidade é de que o local não suportaria o talento de Caetano, ela ainda impingiu uma multa de R$ 500 mil, caso a ordem judicial fosse desobedecida.

    Para ela, o terreno de 60 mil metros quadrados não possui estrutura para um show desse porte. O local “não possui estrutura a suportar show, mormente para artistas da envergadura de Caetano Veloso, um dos requeridos nesta ação. Seu brilhantismo atrairá muitas pessoas para o local, o que certamente colocaria em risco estas mesmas”, disse.

    Não contente, a juíza ainda argumenta que “como ressaltado, não há estrutura para shows, ainda mais, de artista tão querido pelo público, por interpretar canções lindíssimas, com voz inigualável. Destarte, o povo merece shows artísticos, mas desde que atendidos requisitos, que aqui não estão presentes, conforme bem alegado pelo Ministério Público”.

    Caetano afirmou que "o show foi adiado por uma decisão judicial, mas fizemos um lindo ato público em apoio à Ocupação Povo Sem Medo. Estamos juntos nessa luta pelo direito humano à moradia".

    ocupacao povo sem medo sao bernardo 2017

    O show ocorreria em solidariedade aos ocupantes desse terreno desde o dia 1º de setembro. Eles querem que a gleba seja utilizada para o programa Minha Casa Minha Vida e assim possam ter a tão sonhada casa própria.

    Além de Caetano estavam na ocupação Criolo, Emicida, Sonia Braga, Letícia Sabatella, Alinne Moraes. Todos inconformados com a decisão judicial. Caetano disse que nunca é bom ser proibido de cantar. “Mais que nunca é preciso cantar”, falou repetindo versos de Vinicius de Moraes.

    A empresária e produtora de Caetano Veloso, Paula Lavigne garante que o show será remarcado. “Vamos ver o que precisamos fazer para o show ser remarcado, nem que o pessoal da ocupação vá para outro local para ver o show".

    Leia também

    Caetano Veloso canta em São Bernardo e ensina a enfrentar os fascistas, nesta segunda (30)

    Inclusive os artistas chegaram mais cedo à ocupação para conversar com os sem teto e entender o drama da falta de moradia e o crescimento da pobreza no país pós-golpe de 2016.

    Assista o vídeo de Nacho Lemus - TeleSUR 

    Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST), no entanto, asseguram a realização de uma grande marcha a partir das 5h da manhã desta terça-feira (31) rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

    O terreno pertence à MZM Construtora, que de acordo com o MTST deve R$ 500 mil de IPTU para a prefeitura, que não cobra a dívida, mas dificulta a vida dos ocupantes do terreno abandonado há 40 anos afirmam eles.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Fotos: Mídia Ninja

  • CTB denuncia prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos

    O coordenador nacional do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (17), durante a reintegração de posse na Ocupação Colonial, em São Mateus, zona leste de São Paulo, que abrigava cerca de 3 mil pessoas, a maioria idosos e crianças.

    Boulos tentava mediar o conflito entre moradores e policiais quando foi preso. Segundo informações da Mídia Ninja, a Tropa de Choque “estava violentamente removendo as 700 famílias” e ainda denunciam que, segundo a polícia, o líder “está marcado e que tem gravações da participação dele em atos Fora Temer”.

    Para o secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Rogério Nunes, este ato de arbitrariedade contra Boulos tem como objetivo a criminalização dos movimentos sociais.

    “A CTB se solidariza e exige a imediata libertação de Guilherme Boulos”, expressou o dirigente.

    Veja abaixo a nota divulgada pelo MTST

    Prisão absurda de Guilherme Boulos

    O companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, que estava acompanhando a reintegração de posse da ocupação Colonial, visando garantir uma desfecho favorável para as mais de 3000 pessoas da ocupação, acaba de ser preso pela PM de São Paulo sob a acusação de desobediência civil.

    Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.

    Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus.

    Não aceitaremos calados que além de massacrem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda querem prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajuda-los.

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

    Érika Ceconi - Portal CTB
    Foto: Jornalistas Livres 

  • CTB-RJ repudia prisão de Guilherme Boulos, líder do MTST

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro (CTB-RJ) manifesta, através da presente nota, seu total repúdio à prisão da liderança do MTST, Guilherme Boulos. A medida, tomada pelo governo tucano de Geral do Alckmin (PSDB), consiste em mais uma afronta ao livre direito de manifestação e aos direitos humanos promovida pelo governador.

    Nos solidarizamos com o MTST e com toda a Ocupação São Matheus, que resistiram bravamente à mais uma truculenta ação de reintegração de posse promovida pelo governo de São Paulo. Boulos foi preso ao fazer a mediação entre o movimento de ocupação e a ação do Estado. Sua prisão é totalmente arbitrária e ilegal e, demonstra, mais uma vez o grave estado de Exceção que vivemos.

    O Governo do Estado de São Paulo tem um grave histórico de abusos contra os movimentos sociais: foi assim contra os professores, foi assim contra os estudantes e, também é assim com os trabalhadores sem-teto. A prática do Governo de São Paulo é a de usar, sempre, da força contra os movimentos sociais e nós, da CTB-RJ, repudiamos esse método truculento.

    Em defesa de democracia e pelo livre direito de manifestação!

    Não à prisão, libertem imediatamente Guilherme Boulos.

    Ronaldo Leite
    Presidente da CTB-RJ
    17/01/2017

    Abaixo, a íntegra da nota do MTST sobre a prisão do companheiro Guilherme Boulos:

    Nota do MTST sobre o Despejo de 700 famílias da ocupação colonial e a injusta prisão de Guilherme Boulos

    No despertar da manhã de hoje, centenas de policiais do batalhão de choque da polícia militar de São Paulo cercaram o terreno onde mais de 700 famílias estão ocupadas a mais de um ano no Jd. Colonial, zona leste de São Paulo.

    Cerca de 3 mil pessoas: homens, mulheres, crianças, idosos, deficientes que foram jogados na rua por uma decisão judicial que considerou apenas os interesses do proprietário de um latifúndio urbano que só servira antes das pessoas morarem ali para especulação imobiliária..

    A todo o momento, o MTST procurou alternativas para evitar o despejo, evitando assim um massacre de pessoas pobres que nada mais estavam que lutando pelo direito constitucional da moradia.

    Infelizmente, nossos esforços foram em vão e a PM de Alckmin levou a frente uma ação desumana contra as famílias da ocupação Colonial.

    Sem respostas favoráveis do poder público e do judiciário, os moradores se viram sem alternativas e partiram para a resistência a ordem de despejo

    Mesmo a ocupação Colonial não sendo uma ocupação do MTST, o companheiro Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, acompanhou o processo desde o início a convite dos representantes da ocupação Colonial, na tentativa de encontrar um desfecho favorável para as famílias da ocupação.
    No entanto, a PM de Alckmin, de forma autoritária, resolver prender o companheiro Guilherme Boulos sob a acusação de desobediência civil e por participar e organizar manifestações contra as medidas de retirada de direitos do governo ilegítimo de Michel Temer.

    A prisão do Guilherme Boulos, assim como o despejo das famílias da ocupação Colonial são uma demonstração do modus operandi político criminalizatório em voga contra os movimentos sociais, contra os pobres, contra os direitos sociais e os serviços públicos.
    Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito.
    Neste momento, o companheiro Guilherme continua detido no 49ª DP de São Mateus.

    Não aceitaremos calados que além de massacrarem o povo da ocupação Colonial, jogando-os nas ruas, ainda queiram prender aqueles que tentaram ajuda-los.

    Continuaremos acompanhando as famílias e lutando contra esse despejo injusto.

    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

    Da CTB-RJ

  • Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo se reúnem na CTB para encaminhar resistência ao golpe

    Representantes da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo estiveram reunidos nesta quarta-feira (20), na sede da CTB nacional, em São Paulo, para decidir sobre os próximos passos do movimento de resistência ao golpe em marcha no Brasil.

    Com a presença do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, do presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Gilherme Boulos e de dezenas de representantes de diversas outras entidades, a reunião decidiu que os atos no Dia do Trabalhador - 1º de maio - serão unificados e de denúncia ao golpe que a direita tenta dar no país para atacar as conquistas da classe trabalhadora.

    "O objetivo é deixar claro que os trabalhadores e trabalhadoras não aceitam cortes em seus direitos e não reconhece nenhum governo que tome de assalto o poder, destituindo uma presidente eleita pelo voto popular", diz Adilson Araújo.

    Para ele, a resistência que tomou as ruas de todo o país, não pode parar. "Esse movimento tem que se fortalecer ainda mais e permanecer nas ruas para impedir retrocesso e fazer o Brasil avançar".

    Boulos questiona o que fazer diante de um "Congresso extremamente conservador como o que temos". Ele mesmo conclui que somente "nas ruas poderemos derrotar o golpe e impor uma agenda mais favorável aos trabalhadores".

    A reunião definiu a divulgação de uma declaração política conjunta das duas frentes para ser amplamente divulgada em todo o mundo, denunciando o golpe.

    Além disso, várias ações estão sendo planejadas, como bloqueio de estradas, panfletagens em grandes concentrações urbanas e todo o tipo de mobilização que possa mostrar que vai ter luta.

    "Neste 1º de maio, as duas frentes estarão mais uma vez juntas para construir unitariamente um Dia Nacional de Luta e mostrar aos senadores que nenhum governo ilegal e ilegítmo terá sossego neste país", afirma Adilson.

    Portal CTB

     

     

     

  • Morador de condomínio vizinho à Ocupação Povo Sem Medo em São Bernardo atira em ocupantes

    Neste sábado (16), um morador de um condomínio de classe média, vizinho à Ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, atirou contra o acampamento e feriu Audnei Serapião da Silva no braço.

    A Guarda Civil Metropolitana escoltou o ferido ao Pronto Socorro central da cidade e a polícia civil fez um boletim de ocorrência.

    Para denunciar a falta de diálogo e a violência, ocorre neste domingo (17) um ato de apoio à Ocupação Povo Sem Medo. Diga não ao ódio e à intolerância e participe.

    Saiba mais pela página de Facebook da manifestação aqui.

    Mais de 6.500 famílias ocupam esse terreno de 60 mil metros quadrados, em frente à fábrica da Scania, desde o dia 1º de setembro, com objetivo de conseguir casa própria pelo programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

    Saiba mais

    Por moradia decente, mais de 20 mil pessoas ocupam terreno abandonado em São Bernardo

    Tem uma postagem em rede social com fotografia de passaporte, onde a pessoa afirma que está de volta ao Brasil “carregando uma ponto 40 na mala... tem uns índios invadindo os matos”. Os sem teto suspeitam de que ele seja o atirador (confira a postagem abaixo).

    sindico de condominio proximo a acampamento do mtst

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • MTST é hostilizado por movimentos pró-impeachment no gramado do Congresso

    O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) teve nesta quarta-feira (28) seu acampamento em Brasília hostilizado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) depois que as duas organizações se mobilizaram em frente ao Congresso Nacional.

    O tumulto começou após os sem teto decidirem ocupar o gramado do Parlamento, ao lado das barracas de camping instaladas no local pelo MBL uma semana antes para pressionar pela aprovação da Lei Antiterrorismo.

    Eduardo Borges, da coordenação do MTST/DF, esclarece no vídeo abaixo o incidente, ressaltando que, depois da hostilização inicial, os integrantes do MBL esticaram uma fita entre os dois acampamentos e chamaram a polícia para vigiar as atividades do MTST. “Essa faixa claramente mostra a realidade do país hoje: de um lado fica o rico, e do outro lado ficam os pobres”, comparou.

     

    DESMONTANDO AS MENTIRAS DOS FASCISTINHAS Eduardo Borges, da coordenação do MTST/DF, esclarece a manifestação de hoje...

    Posted by Guilherme Boulos on Quarta, 28 de outubro de 2015

    O líder nacional do MTST, Guilherme Boulos, usou seu perfil pessoal no Facebook para defender o caráter pacífico dos protestos contra a Lei Antiterrorismo. “Um provocador ligado ao MBL e parlamentares da direita buscou dar dinheiro às pessoas que estavam na manifestação, tentando descaracterizar e desmoralizar o movimento. É o velho preconceito das elites, que quer construir a ideia de que as mobilizações do povo pobre são motivadas por interesses menores”, escreve, e continua: “O MTST permanecerá acampado em frente ao Congresso Nacional contra a Lei Antiterrorismo, denunciando as medidas do ajuste fiscal de Dilma e exigindo a saída de Eduardo Cunha”.

    Portal CTB

  • MTST obriga governo golpista a retomar o Minha Casa, Minha Vida

    Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam nesta quarta-feira (1º) o hall do escritório da Presidência da República, na avenida Paulista, em São Paulo, contra a revogação do programa Minha Casa, Minha Vida.

    Veja como foi a ocupação pacífica:

     

    Logo veio a repressão. A Polícia Militar do estado mostra mais uma vez suas garras e com excessiva violência reprime a manifestação em defesa da moradia. “A periferia não pode vir na Paulista que recebe bombas, gás de pimenta e repressão”, diz Guilherme Boulos, coordenador do MTST.

    De acordo com os manifestantes, 8 pessoas foram detidas, sendo uma mulher e com extrema violência. Também afirmam que quando um rapaz estourou um rojão, os policiais partiram para cima dele espancando-o, por isso, "as pessoas foram acudir porque o espancamento continuou mesmo depois da imobilização", lembra Boulos.

    Acompanhe a violência da PM paulista:

    Como a manifestação se mostrou forte e os integrantes do MTST prometeram “não arredar o pé” da ocupação enquanto o Minha Casa, Minha Vida não fosse retomado, o ministro interino das Cidades, Bruno Araújo, determinou na noite desta quarta-feira (1º) "a edição de nova portaria que divulga as entidades para contratação de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, modalidade Entidades."

    Essa decisão é mais um recuo do governo Temer. No dia 17 de maio, o governo golpista revogou as portarias da presidenta Dilma para a contratação de unidades do programa habitacional, prometendo estudar novidades no programa, mas na verdade era o fim do Minha Casa, Minha Vida, não fosse a reação liderada pelo MTST.

    Portal CTB com agências - Foto: Alice V/Democratize

     

  • No Pará, Centrais Sindicais define agenda de lutas

    Em reunião o fórum das Centrais Sindicais no Pará, com a presença da OAB/PA e DIEESE-PA, nesta segunda-feira (14) na sede do DIEESE, as entidades sindicais (CTB, CUT, UGT, CSB, CSP/Conlutas, INTERSINDICAL, FORÇA SINDICAL, NCST, CGTB) definiram uma agenda de lutas contra os ataques a classe trabalhadora pelo governo de Jair Bolsonaro.
     
    Os dirigentes debateram a conjuntura política identificando uma forte ofensiva contra os trabalhadores e trabalhadoras, aos interesses nacionais, ao ensino público, ao Estado laico, com as promessas das privatizações das estatais e bancos públicos, precarizações nas relações de trabalho, ofensiva contra a política de reajuste do salário mínimo, que estava previsto de R$ 1.006,00 no Orçamento de 2019, e foi reajustado em R$ 998,00.
     
    O salário mínimo que é utilizado, inclusive, nas negociações para os reajustes salariais de muitas categorias profissionais, na avaliação das Centrais e do DIEESE, sua desvalorização prejudica a todos e à economia nacional, pois diminui o consumo e a circulação do dinheiro do país. Ressaltando, ainda, a defesa da Justiça do Trabalho.
     
    A pauta principal da gestão de Bolsonaro passa a ser a Reforma da Previdência, o que exigirá das lideranças sindicais um esforço maior para impedir que a mesma seja aprovada.
     
    Outras medidas negativas, na avaliação das organizações, estão à extinção do Ministério do Trabalho, bem como colocar o movimento sindical sob a supervisão do Ministério da Justiça, a criminalização das entidades sociais como MST  e MTST, ataques a população indígena para entrega das terras ao agronegócio, e as ideologias machistas, racistas, LGBTfobicas, e na educação para atrasar ainda mais a consciência da classe, ausência na pauta econômica do governo federal de uma política econômica de retomada do desenvolvimento nacional com geração de empregos.
     
    Por fim os dirigentes ressaltaram a necessidade do movimento sindical, dos defensores dos direitos humanos e das organizações populares e sociais precisam construir a mais ampla unidade em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários, sociais e humanos, da democracia e da soberania nacional, formatando uma ampla jornada de lutas no Pará e no Brasil.
     
    Na agenda foram definidos pontos unitários, como:

     

    1. Construir e se somarem na luta em defesa da Justiça do Trabalho, com ato conjunto com a AMATRA, OAB/PA, no dia 21 de janeiro às 9h30min na sede do TRT 8ª Região, Praça Brasil – Belém;
    2. Realizar seminário da Previdência Social, pelo conjunto das Centrais Sindicais, no dia 08 de fevereiro de 2019;
    3. Buscar espaços nos meios de comunicações, rádio e TV, para colocar o debate da reforma de Previdência Social na visão da classe trabalhadora, bem como produzir material unificado de esclarecimento aos trabalhadores/as;
    4. Realizar audiência, ainda em janeiro, com o superintendente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PA, para debate as questões da classe trabalhadora e as novas atribuições do órgão no Pará;
    5. Realizar audiência, na primeira quinzena de fevereiro, com o governador Hélder Barbalho (MDB), para debater a política de desenvolvimento do Pará, a geração de empregos, a qualificação profissional, a criação do Conselho Estadual de Emprego do Estado, a defesa da estabilidade dos servidores públicos entre outras questões. Com divergência neste ponto, a CSP/Conlutas;
    6. Dia 18/01 às 9h no Sintepp, reunião da comissão de organização do Seminário da Reforma da Previdência Social.
     
    Agenda
     
    Dia 16/01 reunião do fórum das entidades sindicais dos servidores públicos do Pará, às 9h na sede do SindSaúde;
     
    Dia 16/01 às 9h, primeira audiência do Sintepp com a Seduc;
     
    Dia 17/01 às 9h na Escola Cordeiro de Farias, assembleia geral do Sintepp;
     
    Dia 04/02 campanha salarial do Senpa;
     
    Dia 22/02 das 8 as 13h no Sindicato dos Bancários do Pará, seminário em defesas dos bancos públicos, contra as privatizações.
     
    CTB Pará
  • Ocupação Povo Sem Medo, do MTST, em São Bernardo (SP), ganha apoio da CTB e de artistas

    Carlos Rogério Nunes, integrante do Conselho Fiscal da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional, representou a entidade na assembleia, com mais de 15 mil pessoas, da ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

    “A CTB nacional está presente aqui para ser solidária à luta pelo direito à terra, à moradia, pelo direito à dignidade humana”, diz Nunes. “Juntamente com diversos representantes dos movimentos sociais, de inúmeras religiões e de várias centrais sindicais”, complementa.

    O coordenador do MTST, Guilherme Boulos afirma a disposição de luta dos ocupantes. De acordo com ele, já são mais de 7,5 mil famílias no terreno de 60 mil metros quadrados no bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

    assembleia povo sem medo sbc sp rogerio nunes ctb 2017 10 01 1

    “Já tivemos duas reuniões com a MZM (construtora proprietária do terreno), mas não avançamos em nenhum ponto ainda”, conta. “Esta megaocupação completa um mês neste domingo e não arredaremos pé daqui sem uma solução para quem está sem onde morar”.

    Para ele, a resistência continuará porque o desemprego avança, o aluguel fica cada vez mais caro e por isso, “as ocupações vão aumentar em todo o país”. O coordenador do MTST garante que se houver “desocupação sem nenhuma garantia para o povo trabalhador, haverá resistência”.

    Nunes analisa essa possibilidade e teme “um novo massacre porque aqui estão muitas crianças, mulheres e idosos, aqui estão trabalhadores e trabalhadoras que querem viver com dignidade”.

    Por isso, diz, “o poder público deve intermediar uma negociação e, com o programa Minha Casa, Minha Vida, atender essa população e resolver o problema de moradia”. O sindicalista lembra ainda que a CTB “empreende esforços para uma política voltada para o crescimento econômico com criação de empregos”.

    Assista o vídeo com inúmeros artistas apoiando a ocupação e a luta por moradia 

    Nesta segunda-feira (2) ocorre um julgamento de um pedido de reintegração de posse e o movimento espera uma decisão favorável porque “o terreno está abandonado há anos e morar decentemente é um direito humano e constitucional”, sintetiza Nunes.

    Nesta terça-feira (3), o MTST realiza uma grande marcha pelas ruas de São Paulo para denunciar à sociedade a falta de moradia para um grande número de famílias. “Às 6h da manhã já estaremos marchando pelo direito à casa própria”, conclui Boulos. Ele informa ainda que o MTST vai tentar negociação com o governador Geraldo Alckmin.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Por moradia decente, mais de 20 mil pessoas ocupam terreno abandonado em São Bernardo

    Foto aérea da ocupação Povo Sem Medo (Crédito: MTST)

    Em uma das maiores ocupações realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), mais de 20 mil pessoas ocupam uma área de 60 mil metros quadrados no bairro do Planalto em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. 

    A reportagem do Portal CTB visitou o local na manhã desta quarta-feira (13) e constatou o gigantismo da ocupação, batizada de Povo Sem Medo. “Até agora já foram cadastradas cerca de 6.500 famílias, mas esse número não para de crescer”, diz Maria das Dores Cerqueira, coordenadora nacional do MTST.

    Ela explica que com o processo de extinção do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, a situação “dos mais pobres só piora”. Somente em São Bernardo são 92.216 famílias sem teto, contabiliza a ativista.

    Um casal de idosos conta que aderiu à ocupação porque “o aluguel está muito caro e todo mundo sonha em ter um cantinho seu”. Eles reclamam da possibilidade de serem desalojados sem negociação. Outro ocupante, que também não quis se identificar, afirma estar desempregado e sua família pode ser despejada a qualquer momento, por isso "estamos aqui para conquistar nossa casa própria".

    maria das dores siqueira coordenadora mtst

    Maria Cerqueira trabalha para evitar um novo massacre (Crédito: Marcos Aurélio Ruy)

    De acordo com Cerqueira, esta ocupação “é fruto da crise que se acentua no país com desemprego galopante e o aluguel caríssimo”.

    Para os ocupantes, o terreno ocupado serve apenas para a especulação imobiliária. O terreno pertence à MZM Construtora e segundo os ocupantes está abandonado há cerca de 40 anos. “Estamos aqui desse o dia 1º para forçar o poder público a negociar uma solução para os sem teto de São Bernardo”, assinala Cerqueira.

    Mesmo com uma ação de desocupação em vigência, os ocupantes não demonstram sinais de desânimo. Amamentando sua filhinha, uma ocupante conta que essa “luta é por ela também. Você vê aqui do lado esses prédios chiques e a gente sem casa decente”.

    Na quarta-feira (3), o juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira deu prazo de 72 horas para a desocupação da área, após pedido da MZM. Para Ladeira, “a ausência de construção não se confunde com abandono”, por isso, “defiro, se necessário, força policial, arrombamento”, diz trecho de sua decisão.

    Em nota, a Polícia Militar afirma ainda não ter data marcada para a ação. “Às 14h faremos manifestação até o Paço Municipal para tentarmos uma audiência com o prefeito (Orlando Morando, do PSDB) e conseguirmos uma solução para a falta de moradias em São Bernardo”, afirma Siqueira.

    ocupacao mtst assembleia 1

    Tudo na ocupação é decidido em assembleia geral como essa da foto do MTST

    Ela afirma que a intenção do movimento é que a área seja indicada ao programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, como ocorreu próximo à rua Adriático, no centro da cidade, em 2012, onde “ocupamos, negociamos e 910 famílias receberam suas casas”, diz.

    Para ela, basta ter “vontade política” para resolver o problema habitacional. Afirma ainda que o “Judiciário precisa contemplar os dois lados. Aqui têm famílias com crianças, mulheres grávidas e idosos. Pode ocorrer um novo massacre de pessoas que apenas estão lutando por moradia digna”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • URGENTE: Militante do MTST é baleada em São Paulo; veja nota oficial do movimento

    "A sem-teto Edilma Aparecida Vieira dos Santos, de 36 anos, acabou de ser baleada durante manifestação da Ocupação João Goulart (MTST) rumo à Prefeitura de Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo.

    A marcha do MTST seguia com mais de 500 pessoas quando o motorista de um carro atirou contra os sem-teto, atingindo Edilma na barriga. O carro é um Corsa preto, de placa EQZ 8730.

    O Movimento está indo neste momento registrar ocorrência e exige das autoridades do Estado de São Paulo providências imediatas contra o agressor. Edilma está sendo neste momento atendida pelo SAMU e seguirá para o PS Municipal de Itapecerica.

    Não passarão!

    A Marcha Segue! A luta seguirá!

    Coordenação do MTST"