Sidebar

19
Qua, Jun

Mulher trabalhadora

  • Em todo o mundo, as mulheres marcham nesta quinta-feira (8) - Dia Internacional da Mulher - pela igualdade de direitos e pelo fim da violência. “As mulheres trabalhadoras sempre lutaram por seus direitos,enfrentando todas as adversidades", diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Por isso, diz ela, "estaremos todas nas ruas, neste 8 de março, para barrar a ofensiva patriarcal contra nossas vidas e mostrar que queremos viver sem medo”, complementa.

    Ela acentua ainda que as mulheres são maioria na população brasileira, mas estão sub-representadas nas instâncias de poder. “A representação feminina no Congresso Nacional beira os 10%, sendo que somos 52% da população”.

    Para mudar essa realidade, Arêas propõe uma intensa campanha pela eleição de mais mulheres neste ano. “Precisamos eleger uma bancada de mulheres comprometidas com a luta por direitos iguais e pelo combate constante à violência que cresce dia a dia no país”.

    O Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra em seu 11º Anuário que a violência contra a mulher apavora. Em 2016 foram assassinadas quase 5 mil mulheres e ocorreram registros de quase 50 mil estupros, em 2016.

    “Mas sabemos que a violência doméstica campeia. Por isso, estamos propondo ações para coibir essa violência”, afirma Berenice Darc, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-DF. “Há necessidade de um trabalho a nível nacional para criar uma cultura de paz e respeito”.

    Arêas complementa Darc ao afirmar que as escolas estão chamadas a cumprirem papel importante na desconstrução da cultura do estupro e da ideologia patriarcal. “É fundamental as pessoas entenderem a necessidade imperiosa de se debater as questões de gênero nas escolas”, define.

    Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB, concorda e afirma que os “os meios de comunicação, de uma forma geral, mostram a figura da mulher como um simples objeto do desejo masculino, ignorando que somos seres humanos com anseios, desejos e vontades próprias, além de termos a mesma capacidade para o trabalho, os estudos, enfim para tudo na vida”. Para ela, é preciso mostrar a mulher como ela é, um ser humano que merece respeito.

    Assista "O céu de Suely", de Karim Ainouz, e reflita sobre a necessidade de igualdade de gênero 

    Já Sandreia Barroso, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-PI, diz que “o debate das questões de gênero não pode se circunscrever somente aos bancos escolares, embora o papel das escolas seja preponderante pra desde a tenra infância mostrar aos meninos o respeito como norma civilizacional”.

    De acordo com Arêas, as mulheres da CTB mostram que são de luta e batalham para “termos maior presença em todos os movimentos de luta por justiça e igualdade”. Para ela, especificamente em 2018, “precisamos nos unir para aumentar substancialmente a bancada feminina no Congresso e fazer que todos os 365 dias do ano sejam dias das mulheres”.

    “Já passou da hora de acabarem as violências e as discriminações que sofremos. Vamos dar um basta em tudo isso, levando o necessário debate sobre igualdade de gênero no movimento sindical e em todos os setores da vida, defendendo nossos direitos nas ruas, no mundo do trabalho, nas escolas, nas redes sociais, em todos os setores da vida”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A luta pela emancipação feminina é uma das principais para o avanço da democracia brasileira, e a melhoria de vida da classe trabalhadora passa por colocar mais mulheres no poder. O Dia Internacional da Mulher tem grande peso no calendário de mobilizações da CTB, mas a luta continua o ano inteiro - seja por meio da nossa publicação "Mulher de Classe", seja por meio dos encontros e seminários que organizamos mês a mês. E sem esquecer da luta da mulher negra, que enfrenta cumulativamente o racismo e o machismo no cotidiano.

  • A amanhã do sábado (9) foi da mulher trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Espírito Santo (CTB-ES). “Fizemos o lançamento da Mulher de Classeno estadoporque este é o momento para as mulheres avançarem em suas conquistas”, diz Érika Piteres, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-ES. Ela cita a vereadora Marielle Franco como exemplo de "resistência à opressão machista". Marielle é capa dessa edição da Mulher de Classe.

    Ela explica que ocorreu encontro da direção da Federação Estadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos Privados de Ensino do Estado do Espírito Santo (Fetraee-ES) para os encaminhamentos da agenda de lutas deste ano e “aproveitamos para lançar a nossa revista que foi muito bem recebida porque seu conteúdo está muito bom”, afirma.

    De acordo com Piteres, “as capixabas estão muito atuantes para fazer desta eleição um marco histórico na ampliação do número de mulheres na representação política”. Ela acredita ser essencial “mais mulheres na política para barrar os retrocessos que estão ocorrendo no país depois do golpe de Estado de 2016”.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB nacional, Celina Arêas se diz muito feliz com o lançamento da Mulher de Classe no Espírito Santo. “É fundamental que todas as estaduais façam o lançamento da nossa revista para empoderarmos as nossas campanhas”.

    Arêas argumenta que as mulheres vêm se destacando em todas as frentes de resistência  ao golpe e aos retrocessos. “Continuaremos firmes para construirmos uma nova realidade, na qual tenhamos nossa dignidade e nossos direitos respeitados”. Para ela, “só conquista quem luta e nós vamos até o fim para acabar com a discriminação e a violência”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Com concentração na Candelária, às 16h30, o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro participa da Caminhada das Flores, nesta sexta-feira (21), por mais mulheres na política.

    “Nós mulheres trabalhadoras somos imprescindíveis nas lutas do nosso povo. Somos nós que alimentamos com vigor a chama das lutas políticas em nosso país”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Neste ano, as mulheres ocupam as ruas do Rio de Janeiro para reforçar a luta contra o avanço da onda fascista, representada nas eleições, por um candidato à Presidência da República. “Este movimento é um grito contra a violência e pela vida”, afirma Kátia. Por isso, “eleger nossas companheiras é fundamental para que o nosso grito por igualdade não seja silenciado. Por isso, ele não”.

    Já a filósofa, Marcia Tiburi convida as cariocas a participar da caminhada para “juntas mostrar a força do movimento por mais mulheres na política” e derrotar o machismo que mata e corrói a sociedade brasileira.

    A filósofa lembra também que a Caminhada das Flores presta homenagem “às companheiras que vieram antes de nós e tanto lutaram por nossos direitos”. Porque a luta por igualdade de direitos entres os gêneros tem história.

    A Caminhada das Flores 2018 representa as ‘lutas por mais mulheres na política, pelo empoderamento feminino, pela saúde das mulheres, contra o racismo, o machismo, a misoginia, a desigualdade de gênero e a precarização do trabalho”, avalia Rejane de Almeida, a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ).

    Desconstruindo Amélia , de Pitty 

    As pessoas interessadas em participar podem confirmar presença pela página oficial do evento no Facebook. “A Caminhada das Flores reforça a proposta de combate à violência e à opressão. As mulheres sempre foram vanguarda na luta por direitos, mas precisamos avançar ainda e ocupar  mais  espaços de decisão e poder”, acentua Marlene Miranda, secretária de Mulheres da CUT-RJ.

    A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) concorda com ela e reforça a necessidade de unidade para barrar os retrocessos. "As mulheres, como muitas vezes em nossa História, são protagonistas das lutas de nosso país”, diz.

    “Hoje estamos enfrentando, juntas, a onda do fascismo que é propagada por um candidato presidencial”, afirma Jandira. E “juntas marcharemos nessa nova primavera, irradiando sororidade, união e luta contra esse retrocesso”.

    Enquanto Marlene reforça a Caminhada das Flores como uma forma de demonstrar que "somos muitas, somos diversas, mas somos unidas e unidas somos muito mais fortes. Essa é a hora. Lugar de mulher também é na política”.

    O palco histórico de resistência da Candelária vai ficar pequeno pelo tamanho da disposição de luta das mulheres contra o fascismo. Ana Rocha, secretária da Mulher do PCdoB-RJ, afirma que a caminhada é o momento no qual, “as mulheres sinalizam a abertura da primavera com suas propostas de esperança  de novas conquistas”.

    Acesse a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais aqui.

    E as eleições podem representar “uma virada democrática e com mais mulheres progressistas eleitas”. Para Kátia, a Caminhada das Flores defende a unidade do movimento feminista na resistência a todas as formas de opressão e discriminação.

    Mulher do fim do mundo, de Alice Coutinho e Romulo Froes, interpretada por Elza Soares 

    Ela explica que será entregue às candidatas que estiverem na caminhada a plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais em defesa da igualdade de gênero e contra o fascismo.

    “O machismo está matando cada vez mais no Brasil e termos mais mulheres na política é uma das formas de combater a violência, a discriminação e defender a igualdade de salários e oportunidades”, finaliza Kátia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB


    Colaborou Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente da CTB nacional.

  • Historicamente, as mulheres não negras – incluindo as feministas – demonstram certa relutância em reconhecer as lutas das mulheres negras trabalhadoras. É raro se envolverem além da fala na luta, que consiste em melhorar as condições do serviço e reconhecer que existe um racismo estruturante que ainda divide mulher negra e não-negra.

    Os dados evidenciam, no entanto, a situação das mulheres negras e a importância de se travar esse debate: Mulheres não negras ganham, em média, 59,5% do que ganham homens brancos, enquanto as mulheres negras ganham 65% dos homens do mesmo grupo racial e apenas 30% do rendimento médio de homens não negros. A Secretária Nacional de Promoção à Iguadade Racial da CTB, Mônica Custódio, comenta sobre esse abismo:

    “O preconceito e o racismo estão cada vez mais explícitos no mercado de trabalho. Foi divulgado, há menos de um mês, que o desemprego e a precarização do trabalho recai com muito mais força sobre os homens e mulheres negras. E, em dose maior, sobre as mulheres negras. No ano de 2015, foi divulgado por institutos oficiais, dados que apontam que o abismo salarial entre homens e mulheres, negros e não negras, ultrapassa os 40%.”

    Ao observamos o número médio de horas trabalhadas durante a semana, podemos notar que as empregadas domésticas possuem uma jornada de trabalho intensa. Mais de 43% trabalham 40 horas ou mais por semana; jornada, esta, que vem diminuindo desde 1996, quando 52% encontravam-se nessa situação. A situação, porém, é ainda mais grave para as mulheres negras, cuja parcela que trabalha mais de 40 horas semanais atinge 47,3%, em 2003. Precisamos debater também as desigualdades na distribuição de negros e não negros segundo os décimos e centésimos de renda. É interessante notar que, em 2003: ¾ Entre os 10% mais pobres da população, 64,6% eram negras; ¾ Entre os 10% mais ricos da população, o percentual de negros cai para 22,3%; ¾ E entre os 1% mais ricos da população, apenas 11,5% eram indivíduos negros.

    A dirigente da UNEGRO, Claudia Vitalino, fala sobre essa questão:

    “Tais distorções contribuem para uma posição de desigualdade e subordinação das mulheres em relação aos homens, produzem doenças e mortes relacionadas à violência física e simbólica de gênero e fortalecem a visão normativa e excludente das identidades sexuais nas sociedades. Há uma profunda desigualdade de poder entre os homens e as mulheres, historicamente construída. Na América Latina – e no caso específico do Brasil –, as desigualdades de tratamento e de oportunidades entre os homens e as mulheres são agravadas pelas práticas excludentes apoiadas na visão racista e etnocêntrica. Ou seja, há um contingente populacional significativo no país sujeito a agressões, nos últimos anos, as mulheres brasileiras vêm realizando numerosas conquistas: desde a ampliação da sua presença no mercado de trabalho até a ocupação – embora de forma ainda humilhações e outros tipos de violências cotidianas baseadas no gênero, na raça ou na etnia. Muito lenta e gradualmente os espaços de poder.”

    Apesar de ser inegável o esforço dos movimentos sociais, antirracista, antissexista e pluriétnica, por conta da discriminação combinada de gênero, raça e etnia e, ainda, da prevalência de uma visão eurocêntrica na mídia, as mulheres negras e indígenas estão entre as mais afetadas na escala das desigualdades que persistem no Brasil

    O padrão cultural sexista, racista e etnocêntrico cria mecanismos que as exclui até mesmo das mais recentes conquistas das mulheres brasileiras. As negras e indígenas estão invisíveis, por exemplo, nas profissões consideradas de prestígio porque foram discriminadas ou não foram estimuladas a seguirem essas carreiras, seja por não corresponderem ao padrão estético eurocêntrico que prevalece. Cada grupo exibe suas singularidades no enfrentamento à discriminação de gênero, raça e etnia no mercado de trabalho.

    Da CTB-RJ

  • Está disponível aqui no Portal CTB, a nova revista Mulher de Classe”. Uma das novidades é que a partir desta edição você poderá acessar a revista online. “A publicação está digital, mas a força da 'Mulher de Classe' só faz crescer”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Inclusive, lembra Arêas, na 20ª Reunião da Direção Executiva da central, foi formado o novo Conselho Editorial da publicação com a participação de todas as mulheres que fazem parte da Executiva da CTB.

    Todos os assuntos pertinentes às lutas das mulheres pela emancipação feminina, contra o machismo, a cultura do estupro, a ideologia patriarcal, as discriminações no mercado de trabalho, os assédios moral e sexual em todos os ambientes, constam da edição de dezembro.

    Nada ficou de fora. A violência da reforma trabalhista que atinge as mulheres em cheio, as trabalhadoras rurais que sentem o descaso com a agricultura familiar, a falta do Estado e de políticas públicas que as acolham e o projeto de reforma da previdência que tira o direito a uma aposentadoria digna.

    manuela ctb

    A juventude que está sem emprego e corre sério risco de não poder estudar por causa da intenção do governo golpista de Michel Temer em privatizar as universidades federais e a reforma do ensino médio que também caminha para a privatização.

    As mulheres negras que estão na base da pirâmide social, propensas a todo o tipo de agressão e ainda executam as tarefas mais exacerbantes e ganham os menores salários. Perdem o emprego antes de todo mundo e só conseguem retornar por último, mesmo com escolaridade avançada.

    Enfim, todas as lutas das mulheres trabalhadoras estão na edição de dezembro da 'Mulher de Classe'. “A unidade das mulheres cetebistas é primordial para conseguirmos elevar o patamar de nossa luta e termos mais mulheres no movimento sindical, em cargos de chefia no mundo do trabalho e nas instâncias de decisão e poder”.

    Não dá para perder a "Mulher de Classe". Leia, imprima e distribua. Essa leitura poderá colaborar para as mulheres conquistarem avanços importantes no movimento sindical e na vida.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Diante da notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo neste sábado, 25, com insinuações sem fonte de que quatro centrais sindicais estariam negociando com o governo golpista um abrandamento da oposição às contrarreformas trabalhista e previdenciária em troca de “ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial”, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) vem a público esclarecer que:

    1-    Entendemos que os sindicatos foram criados para conquistar e defender direitos. Traficar com esses princípios em nome da sobrevivência seria uma infâmia;

    2-    O golpe, completa seu primeiro ano no dia 17 de abril, desencadeou uma ofensiva contra a classe trabalhadora sem paralelo na história. Sob o comando de Temer, os golpistas estão querendo destruir o Direito do Trabalho, a Justiça do Trabalho, a Previdência e a seguridade social. Além disto, atacam de forma sistemática o estado democrático de direito e a soberania nacional, empenhando o pré-sal ao capital estrangeiro e enfraquecendo a Petrobras;

    3-    A CTB é pela luta sem tréguas em defesa dos direitos sociais, da democracia e da soberania nacional e é com este espírito e determinação que proclama a necessidade de promover, em aliança com outras centrais e os movimentos sociais, um abril vermelho de grandes mobilizações que deve culminar numa greve geral, cuja data será definida nesta segunda-feira pelo fórum das centrais.

    4-    É necessário enfatizar que a matéria publicada pela Folha tem um claro viés anti-sindical. É mais uma peça da mídia burguesa para desacreditar os sindicatos e suas lideranças e sabotar a mobilização popular contra a reforma e o governo golpista.


    5-    Nenhuma conciliação com a restauração neoliberal e os golpistas. Fora Temer! Diretas Já!

    São Paulo, 25 de março de 2017

    Adilson Araújo, presidente da CTB

  • Nem tomou posse e Jair Bolsonaro já enfrenta inúmeras polêmicas em seu projeto de “terra arrasada” para o Brasil. Até os industriais mostram seu descontentamento quando o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fala em “desvio de finalidade” do Sistema S.

    De acordo com Guedes, “o ponto focal é colocar o Sistema S prestando contas” para dessa forma, “trazê-lo para a moderna governança corporativa”.

    Já Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) paulista, diz à Folha de S.Paulo, estar observando que eles “imaginam que o compromisso do chamado Sistema S inteiro é a formação profissional”.

    Miranda explica que “o Sesc não tem compromisso com formação profissional, o Sesi (Serviço Social da Indústria) também não. Para isso tem o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que foram criados com essa finalidade”.

    O chamado Sistema S foi criado em 1946, mantido por industriais, sob a forma de patrocínios. Por isso, a reclamação da equipe do governo de extrema direita. Somente no ano passado, segundo a Receita Federal foram devolvidos ao Sistema S, R$ 16,4 bilhões.

    Além do Senac, Senai, Sesc, Sesi, compõem o Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

    “Pelo jeito o futuro governo vem com uma fome de anteontem para acabar com todos os projetos que têm dado certo na educação e na cultura e nega a importância do Sistema S”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Sem cultura e esporte país anda para trás

    As investidas de Bolsonaro não se restringem, no entanto, ao Sistema S. Em sua reforma ministerial, “não há espaço para os ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, por exemplo, que dirá retomar o de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania”, conta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A proposta do governo eleito em 28 de outubro, remonta ao período anterior ao fim da ditadura (1964-1985), quando tanto a Cultura quanto o Esporte faziam parte do Ministério da Educação – na época Ministério da Educação e Cultura, daí a sigla MEC.

    O Ministério da Cultura (MinC) nasceu em 1985 no governo de José Sarney, marcando o início da chamada “Nova República”. Já em 1990, com a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 1960, Fernando Collor de Mello transformou o MinC em secretaria.

    A produção cultural no período Collor capengou profundamente com os cortes de patrocínios governamentais. O cinema por exemplo, chegou perto da produção zero, vivendo de filmes de Xuxa e dos Trapalhões, praticamente. Com o impeachment de Collor em 1992, Itamar Franco deu status de ministério novamente à Cultura.

    Já o Esporte ganhou status de ministério em 1995, com a posse de Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como seu ministro.

    Em seu segundo mandato, FHC, transformou em Ministério do Esporte e Turismo. Somente em 2003, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado Ministério do Esporte.

    “O esporte e a cultura são fundamentais para a formação de uma nação”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB. “Como o futuro governo pretende criar condições para tirar a juventude das ruas se não valoriza a cultura e o esporte?”, pergunta.

    Para ela, “a juventude precisa da prática esportiva para a sua formação cognitiva, motora e emocional e a cultura acrescenta à criatividade e às possibilidades de se transformar o mundo num lugar bom de se viver para todas as pessoas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Na Alerj, nesta segunda-feira (17), aconteceu uma audiência pública, convocada pela Deputada Estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), que reuniu parlamentares e especialistas para discutir os reflexos da proposta de Reforma da Previdência com foco na questão da mulher. Além da deputada comunista, compareceram na audiência representações da classe trabalhadora, como, por exemplo, a Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco. A audiência ocorreu às 10 da manhã no auditório Nélson Carneiro, prédio anexo ao Palácio Tiradentes, centro do Rio.

    A PEC 287, que propõe mudanças profundas no regime da Previdência, é tema de notas técnicas de várias entidades. O DIEESE, por exemplo, divulgou o documento “As mulheres na mira da reforma da Previdência“. Na nota, o Departamento analisa que, se aprovada a proposta, as mulheres seriam afetadas tanto pela elevação da idade mínima quanto pelo aumento do tempo mínimo de contribuição e, mais ainda, pela combinação desses dois novos requisitos. Além disso, o requisito de idade mínima valeria independentemente do fato de as mulheres trabalharem na área urbana ou rural, no serviço público ou na iniciativa privada, na educação básica ou nas demais ocupações.

    Da CTB-RJ

  • As inscrições para o encontro nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, se encerram nesta sexta-feira (11). O evento Acontece entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro. Participe!

    “O objetivo é justamente levar para esse encontro toda as demandas dos setores sociais mais atingidos pelo golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do poder”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB.

    Ela explica que o evento espera contar com a participação de 150 pessoas, indicadas pelas seções estaduais da central. “É muito importante a participação de todos e todas que tenham ligação com o tema da diversidade brasileira”, afirma.

    Trata-se, de acordo com Arêas, de um encontro de formação para elevar o patamar dos debates acerca dos temas trabalhados pelas seis secretarias envolvidas: Comunicação, Formação e Cultura, Igualdade Racial, Juventude Trabalhadora, Mulher Trabalhadora e Políticas Sociais.

    Para Arêas, os temas a serem abordados nesse encontro estão na ordem do dia, ainda mais porque são os setores mais atingidos pelos cortes da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 e pelos desmandos do desgoverno Temer.

    “Nem as mulheres, nem os negros têm representatividade compatível com a sua parcela majoritária na população brasileira e nós precisamos refletir sobre isso. Nesse contexto, é necessário incluir a juventude, que luta por seu espaço, num mundo cada vez mais hostil aos jovens”.

    Por isso, as secretarias de Políticas Sociais e Comunicação aderiram ao projeto para “debatermos o papel da mídia numa sociedade conservadora como a nossa e como resistir para manter as políticas sociais de combate às desigualdades”, reforça Arêas.

    diversidade social ctb

    Ela lembra que as mulheres são 48% do mercado de trabalho, mas exercem poucos cargos de direção, "inclusive no movimento sindical", dia Arêas. Pesquisas comprovam que as mulheres trabalham mais e ganham cerca de 30% a menos, além de sofrerem violências de todos os tipos nas ruas, no ambiente do trabalho e em casa.

    Já na sexta-feira (18), o evento começa às 10h, com apresentação cultural e solenidade de abertura, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. No período da tarde ocorre uma palestra com o professor Luiz Fernandes (a ser confirmado) sobre a conjuntura nacional.

    A seguir palestra com a professora e socióloga Mary Castro sobre a questão da mulher no mundo contemporâneo. “Ela abordará as diferentes formas de promoção da emancipação humana”, diz Arêas.

    No sábado (19), das 9h30 às 13h ocorrem oficinas com temas relacionados “à igualdade racial, emancipação feminina, diversidade sexual, democratização da comunicação, cultura e a junção de toda essa diversidade para impulsionar as lutas pelas garantias dos nossos direitos”.

    Às 14h ocorre a plenária final e a divulgação da resolução do encontro, como um indicativo para a direção ad CTB sobre os temas debatidos. A noite ocorre uma confraternização e no domingo (20), os participantes do encontro marcam presença na Marcha da Consciência Negra na capital fluminense.

    É importante que as CTBs estaduais promovam encontros para prepararem os representantes que irão participar do encontro. Desde já a Comissão Nacional Organizadora do Encontro se coloca à disposição para acompanhar os encontros estaduais e tirar qualquer dúvida.

    Contatos com:

    Márcia – 11-99678-4934

    Liliana -11-97446-2946

    Portal CTB 

  • Entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares lotaram nesta quarta-feira (5) o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados num ato de protesto contra a PEC 241/2016, projeto que congela investimentos públicos em áreas estratégicas como Educação, Saúde, Transporte Público e demais áreas sociais. A proposta, encaminhada ao Congresso por Michel Temer, pode ser votada ainda esta semana pela Casa.

     "PEC 241 nada mais é do que tirar o povo do orçamento", disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), em seu discurso no ato.

    Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira, “uma vez aprovada, essa PEC vai significar menos Samu, menos cirurgia oncológica, menos Saúde da Família. A aprovação dessa PEC vai significar a morte. Por isso devemos batizar a 241 como a PEC da morte. Não podemos admitir que o principal contrato com o povo brasileiro, que foi a Constituição de 1988, seja rasgado”.

    Ontem (4), um relatório favorável à proposta foi apresentado pelo relator,  deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), enquanto o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciava a votação da PEC para a segunda-feira (10).

    Um acordo entre a relatoria e o governo alterou o início do congelamento dos recursos de saúde e educação, que começaria em 2017, para 2018, com o intuito de diminuir a resistência entre os parlamentares.

    “Essa PEC não pode passar, temos que denunciar deputados e senadores que apóiam esse projeto do governo golpista que quer entregar nosso País para a privatização, terceirização e para os interesses norte-americanos. Então estamos aqui neste ato unificado para tentar sensibilizar a população a acordar para as ameaças desse projeto”, afirmou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

    Carmen Lúcia, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) no CNS, diz que o congelamento de gastos públicos com Saúde por 20 anos "significa também que não podemos criar um serviço novo porque esse dinheiro não cresce. Então, isso é um retrocesso sem tamanho, não vamos poder dar conta dos serviços que a área demanda porque não vamos atender nem aos serviços existentes quanto mais instituir novos. A população aumenta e o dinheiro não".

    Ao discursar em nome da CTB, Aldemir Caetano destacou - "Tudo aquilo que estava sendo construído à luz da democracia, à luz do desenvolvimento, à luz dos direitos sociais está agora sendo detido. E o grande exemplo disso é a PEC 241, aliada a uma série de projetos que estão no parlamento". 

     

    Confira aqui a íntegra do seu discurso:

     

     

     De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Dez trabalhadoras do comércio carioca que se destacaram por sua contribuição às lutas da categoria no último ano, foram as grandes homenageadas na noite da última sexta-feira (24/3), na entrega do I Prêmio Margaridas. Realizada por iniciativa do Coletivo Margaridas do Sindicato dos Comerciários do Rio,, a homenagem encerrou a programação de março, dedicada às mulheres, que contou com vários debates, rodas de conversa e atos em defesa da manutenção e ampliação dos direitos das mulheres.

    As homenageadas foram escolhidas por sua luta em defesa dos direitos de todos os comerciários e também pelo papel que cumprem no enfrentamento aos preconceitos, ao racismo, ao machismo e LGBTfobia que, infelizmente, ainda caracterizam as relações de trabalho no comércio do Rio. Receberam o prêmio as comerciárias: Dirce Antunes da Silva (Walmart de Campo Grande), Ana Lúcia Pereira Garritano (Ricardo Eletro de Campo Grande), Daniela Fiorentino (Ateliê Empório Almir França, no Centro), Rosiane Carvalho Ferreira (Lojas Americanas de Del Castilho), Elizabeth Pereira dos Santos (Ricardo Eletro de Campo Grande), Valquíria Silva de Oliveira (ex-funcionária do Guanabara), Thais Gomes Balbino (Bramil de Miguel Pereira), Amanda Gregório (Mundial de Botafogo), Liliane Moura (Firenze Joias, em Madureira), Miilena Rodrigues (Kopenhagen do Recreio).

    A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, esteve presente na homenagem e valorizou a iniciativa do Sindicato:

    “É uma grande iniciativa essa do Sindicato dos Comerciários. O Prêmio Margaridas vem pra valorizar aquelas mulheres que lutam e fazem a diferença. O movimento sindical precisa de mais iniciativa como essa. Parabéns às trabalhadoras homenageadas, vida longa ao Prêmio Margaridas.”

    O Prêmio chama-se Margaridas em homenagem à sindicalista Margarida Alves, assassinada ao defender direitos dos trabalhadores rurais. O trófeu foi elaborado pela artista plástica Ana Durães. Além da entrega dos prêmios, as comerciárias e comerciários que lotaram o salão na sede do Sindicato curtiram um show sensacional do grupo de samba Linda Baobá.

    Da CTB-RJ

  • “A violência contra as mulheres cada vez mais toma caráter inimaginável, porque quando pensamos que não se pode ser mais babaca, machista e misógino, alguns homens brasileiros se superam”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A ativista feminista e sindicalista mineira se refere à agressão cometida por um grupo de turistas brasileiros na Copa do Mundo 2018 a uma jovem russa. “Esse tipo de gente enxerga as mulheres como meros objetos para a sua luxúria, por isso utilizam de palavras de baixo calão sem que a moça soubesse o significado porque certamente não sabem conversar com uma mulher”, acentua Arêas.

    Quatro dos agressores foram identificados. Diego Valença Jatobá é advogado e político no interior de Pernambuco. Tanto que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco divulgou nota condenando a atitude de Jatobá.

    “A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco, por intermédio da Comissão da Mulher Advogada, reafirma seu compromisso de trabalho incansável para que os princípios do Estado Democrático de Direito sejam resguardados, proporcionando-se às mulheres a garantia de exercício de suas liberdades individuais e sexuais, com igualdade de espaço, de oportunidades e, sobretudo, de tratamento", diz trecho da nota.

    Outro agressor identificado é o tenente da Polícia Militar de Santa Catarina, Eduardo Nunes. A PM catarinense afirma que abrirá inquérito administrativo disciplinar por conduta incompatível e promete apurar os fatos e tomar providências.

    Os outros dois são Luciano Gil Mendes Coelho, engenheiro civil, de Picos (PI) e Felipe Wilson, supervisor de vôo da Latam, em Guarulhos (SP).

    Assista a estupidez dos turistas brasileiros 

    Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ, revela ter ficado estupefata com tamanha agressão “à todas as mulheres do mundo. Essa atitude francamente anti-mulher beira a insanidade mental. A que ponto podem chegar homens para agredir mulheres?”, questiona.

    O ataque misógino à jovem russa ocorreu no sábado (16) e os agressores filmaram e postaram em redes sociais no Brasil e na Rússia. “Certamente porque se acham impunes”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP.

    Ela lembra que  Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que 1/3 das mulheres no mundo sofrem ou sofrerão violência de gênero. “O que eles ganham com isso senão a vontade de diminuir as mulheres porque têm medo delas”, sintetiza.

    A jornalista Julieth González Therán, enviada especial da Deutsche Welle a Moscou, ainda nem tinha começado a Copa e numa reportagem um homem apareceu de surpresa a agarrou e beijou seu rosto sem a permissão dela.

    “Não merecemos esse tratamento. Somos igualmente competentes e profissionais. Compartilho a alegria do futebol, mas devemos identificar os limites entre afeto e assédio”, postou a repórter colombiana em seu Twitter.

    A agressão dos brasileiros está em todas as conversas, sendo que a atitude “da maioria das pessoas é de repugnância”, conta Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES. “Algumas pessoas começam a achar que é natural agredir mulheres, pensam que nós gostamos disso, mas estão redondamente enganados, porque nós queremos é ser respeitadas”.

    Os Titãs têm uma composição em homenagem a esses assediadores: "Bichos escrotos"

    No Brasil a situação de vida das mulheres beira a calamidade como mostra o Atlas da Violência 2018, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Somente em 2016, foram mortas 4.645 mulheres, um acréscimo de 15,3% sobre 2015. No mesmo ano, as polícias brasileiras registraram 49.497 estupros no país, sendo que 50,9% das vítimas tinham menos de 13 anos, lembrando que pelos estudos do Ipea, somente 10% das vítimas denunciam os estupros.

    Além disso, os ataques às jornalistas têm se tornado corriqueiros tanto que elas criaram a página no Facebook Deixa Ela Trabalhar. “Parece que está tudo do avesso e o normal é agredir as mulheres”, assinala Arêas. “Precisamos nos unir ainda mais e dar um basta em tudo isso”.

    Acompanhe a página Deixa Ela Trabalhar aqui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Reprodução

  • Começou nesta sexta-feira (18), o Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, na Cidade Maravilhosa. A abertura do evento ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, que no ano que vem completa 100 anos. 

    Mais de 100 militantes das questões de gênero, igualdade racial e juventude, produziram ricos debates sobre a diversidade brasileira sob todos os aspectos. O presidente do Sindmetal-RJ, Jesus Cardoso, disse que é fundamental "enfrentar essa onda conservadora que assola o país e unir a classe trabalhadora contra os retrocessos".

    Acesse este linkpara ver o álbun de fotos do primeiro dia do encontro.

    Já Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, defende a "união de todos e todas para sair da defensiva e mantermos as nossas conquistas dos últimos anos e avançar".

    Foi muito falado sobre o papel da mídia neste contexto de ódio e violência predominante. "Não podemos mais aceitar que a mídia, principalmente rádios e TVs que são concessões públicas continuem criminalizando os movimentos sociais e tratando as mulheres como objetos, insuflando a violência contra as mulheres. Basta de pregar a discriminação e o ódio", diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da central que mais cresce no Brasil.

    Tereza Bandeira, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia

    Na parte da tarde, a socióloga Mary Garcia Castro analisou a conjuntura. "O movimento sindical, assim como os partidos políticos devem se reciclar e falar a linguagem do povo para dessa forma impedir o avanço das ideias fascistas".

    Eremi Melo, secretária-geral da CTB-RS 

    Em seguida foi a vez do promotor do Ministério Público Federal, Wilson Prudente falar sobre a história da luta contra a escravidão. "Foi eleito um nazista para a presidência da maior potência mundial e nós precisamos articular uma conferência mundial contra o racismo e assim nos organizarmos para impedir retrocessos", disse.

    O ato foi encerrado com uma roda de samba, afinal ninguém é de ferro e estamos no Rio de Janeiro, a terra do samba, nos 100 anos desse gênero musical .

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • A CTB, através da sua secretária-geral adjunta, Kátia Gaivoto, participa nesta semana da IV Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres de Minas Gerais, organizada pelo governo do estado e que pretende discutir os desafios na defesa dos direitos e da participação política das mulheres brasileiras. O evento reúne cerca de 800 mulheres, eleitas em 83 conferências municipais e regionais, e vai até a noite desta quinta-feira (29).

    “Algo que foi muito debatido desde o primeiro momento foi a coragem dos elaboradores do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de ter colocado a questão da violência contra a mulher para uma discussão de nível nacional. Para nós, essa é uma questão que reacende o debate sobre a ideologia de gênero, foi uma decisão muito elogiada”, conta Gaivoto.

    O tema orientador desta edição da conferência é “Mais Direitos, Participação e Poder para as Mulheres”, inaugurado com uma palestra magna da secretária especial de Políticas para as Mulheres de MG, Eleonora Menicucci. Ao longo de três dias, delegadas de origens urbanas e rurais se encontram no município de Caeté para discutir não apenas a realidade das políticas feministas pelo país, mas para realizarem a eleição das delegadas da etapa nacional da Conferência. Elas elaborarão também um documento de análise das experiências e trajetórias dos órgãos de políticas para mulheres nos anos recentes. “Tem sido muito enriquecedor acompanhar o debate aqui em Minas. Teremos muitos encaminhamentos para a etapa nacional”, concluiu Gaivoto.

    A 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres será realizada entre 15 e 18 de março de 2016, com a presença da própria presidenta Dilma Rousseff. A coordenação é tarefa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, e divide as atividades em quatro eixos:

    1. “Contribuição dos conselhos dos direitos da mulher e dos movimentos feministas e de mulheres para a efetivação da igualdade de direitos e oportunidades para as mulheres em sua diversidade e especificidades: avanços e desafios”;
    2. “Estruturas institucionais e políticas públicas desenvolvidas para as mulheres no âmbito municipal, estadual e federal: avanços e desafios”;
    3. “Sistema político com participação das mulheres e igualdade: recomendações”;
    4. “Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres: subsídios e recomendações”.

    Portal CTB

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro manifesta, através da sua presente nota, sua solidariedade à jovem vitima do ato de violência sexual na Zona Oeste do Rio de Janeiro e sua família. Manifestamos também nosso repúdio a essa violência que atinge cada vez mais mulheres, nos colocamos firmes na luta pelo fim da cultura do estupro e exigimos das autoridades providências imediatas para o avanço nas políticas públicas voltadas para as mulheres. Repudiamos, por fim, o governo golpista de Michel Temer, que teve em uma de suas primeiras medidas a extinção da Secretaria de Política para as Mulheres, a postura do delegado responsável pelo caso, e a reação de setores da sociedade que insistem na absurda prática de criminalizar a vítima em casos como esse.

    É completamente inaceitável que nosso país tenha que conviver com o fato de que, segundo dados do Centro de Atendimento à Mulher, a cada 3 horas uma mulher é estuprada no Brasil. No Rio de Janeiro, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), esse número é ainda mais alarmante, chegando ao absurdo nível de 13 estupros por dia.

    A violência contra as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras reiteradamente: 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Esses dados foram divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da extinta Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

    Combater a cultura do estupro e todas as formas de violência contra a mulher, bem como lutar por políticas de igualdade entre os gêneros e de empoderamento das mulheres trabalhadoras, é compromisso da CTB e tarefa de toda sua base social. Reafirmamos nesse momento esse compromisso e chamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a combater e desconstruir o machismo e construir uma nova realidade.

    Pelo fim da Cultura do Estupro!

    Pelo fim da Culpabilização das Vítimas!

    Em defesa do Empoderamento e da Emancipação das Mulheres!

    Ronaldo Leite – Presidente da CTB-RJ

    Katia Branco – Secretária de Política para as Mulheres da CTB-RJ

    Da CTB-RJ

  • Entre as atividades que marcaram o Dia Internacional da Mulher, 8/3, a CTB-MG esteve presente na cerimônia de posse da nova gestão do Conselho Estadual da Mulher na manhã desta quarta-feira. Representando a CTB-MG entre as dez conselheiras da sociedade civil, Terezinha Avelar, irá participar do CEM que tem caráter deliberativo e consultivo para promover políticas públicas em favor dos direitos das mulheres. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, empossou as 34 integrantes do CEM e suas suplentes. A também ctbista Marilda Silva assinou a vaga de suplência no Conselho. Essa foi a primeira agenda da CTB-MG durante o Dia Internacional da Mulher. No período da tarde, a Central participou das atividades unificadas e marchou pelas ruas da capital mineira para gritar por mais direitos e contra a reforma da previdência.

    Uma intervenção artística e o discurso do governador lembraram os desafios que precisam ser enfrentados em Minas para combater a violência contra a mulher e a lutar por igualdade de gênero. Na posse das novas membros do Conselho, Fernando Pimentel se disse preocupado com a realidade que coloca a mulher em situação de vulnerabilidade.

    terezinha e marilda ctb mg

    Terezinha e Marilda (foto acima) tomou posse como conselheira e suplente, respectivamente, e recebem apoio de lideranças do movimento sindical, popular e político (Fotos: Veronica Manevy/Imprensa MG)

    conselho mulheres ctb mg

    “Somos um estado de maioria feminina mas, ainda assim, e apesar de os números estarem em queda, a cada hora 14 mulheres sofrem violência doméstica em Minas Gerais, e 600 mulheres a cada grupo de 100 mil mulheres. As mulheres negras sofrem ainda mais. Dados nacionais mostram isso. Em 10 anos, houve queda de 10% nos homicídios de mulheres brancas e aumento de 54% nos assassinatos de mulheres negras. Um completo absurdo. Os números são estarrecedores e não podem continuar assim”, apresentou o governador.

    Já na parte da tarde, a CTB esteve na manifestação das mulheres com concentração na praça da Liberdade. Debaixo de chuva, as mulheres mineiras seguiram pelas ruas escondo Fora Temer. A manifestação também protestou contra a violência, contra a reforma da previdência e trabalhista.

    Da CTB-MG

  • A vida é feita de partidas e chegadas. Nesta noite de 28 de maio de 2017, encerra-se um dos mais belos capítulos da história das mulheres na luta pela democracia no Brasil: nossa grande guerreira Gilse Cosenza faleceu após uma dura luta contra o câncer.

    Dia 1º de Abril de 1964 – dia do Golpe Militar no País, a caloura Gilse, que havia sido aprovada em 1º lugar para Serviço Social na PUC Minas, ingressa na luta contra a repressão. Como líder estudantil, foi presa e torturada. Permaneceu por longo período na clandestinidade, mudou de nome inúmeras vezes e lutou de forma aguerrida pelos direitos da mulher.

    Integrante de uma lista de 17 estudantes onde era a única mulher do grupo, foi considerada perigosa pelos militares pelo fato de ser progressista e inteligente. Depois de formada, foi obrigada a fugir e viver na clandestinidade. Mesmo grávida, continuou ativa na militância e, em uma das reuniões, sua bolsa rompeu e foi levada ao Hospital das Clínicas onde descobriu que estava grávida de gêmeas. @s companheir@s que a acompanhavam conseguiram um médico progressista para fazer o parto, pois ali ela poderia ser descoberta e presa pelo regime militar.

    Depois de quinze dias, uma das gêmeas morreu e Gilse ficou apenas com uma das meninas – sua filha, Juliana. Quando a pequena completou quatro meses de idade, Gilse foi presa pela ditadura e submetida barbaramente a torturas físicas e psicológicas. Os militares a ameaçavam dizendo que iriam pegar sua filha Juliana e torturá-la caso não colaborasse com os inquéritos. Jamais colaborou. Após todo o sofrimento, conseguiu ser libertada, foi para São Paulo reencontrar o marido e a filha, mas obrigada a continuar na clandestinidade.

    Foi, então, convidada a recompor o PCdoB no Ceará, onde permaneceu anos na presidência do partido no estado. Com a mesma dedicação e disposição de luta, se empanhava na luta feminista. Tivemos a honra de sermos lideradas por ela na presidência da UBM no período de 1991 a 1997.

    Gilse suportou cicatrizes, medos e incertezas com coragem e sem se curvar diante da luta. Diante de sucessivos desafios, manteve-se sempre de peito aberto no decorrer da sua existência que, hoje, infelizmente, chegou ao fim. Gilse Cosenza viverá para sempre em nossos corações, iluminando os nossos passos em defesa das mulheres, do Brasil e democracia!

    28 de maio de 2017
    União Brasileira de Mulheres

    Da CTB-MG

  • A CTB-RJ realiza, no próximo dia 22 de Outubro, às 9 horas, no Sindsprev, seu II Encontro de Igualdade Social, Raça, Gênero e LGBT. A atividade, que antecede o encontro nacional, ocorre em um momento importante para a classe trabalhadora, onde a sua organização é fundamental para a manutenção dos seus direitos. Nas palavras do diretor da CTB-RJ, José Carlos Madureira:

    As urnas revelaram uma nova realidade. Os reacionários que são contra os direitos sociais, contra a emancipação das mulheres, contra a emancipação da mulher negra, contra a luta por direitos do movimento LGBT, além de aplicarem um golpe civil institucional, querem retirar todos os direitos conquistados nos últimos 14 anos. A onda reacionária precisa ser desmascarada e combatida.

    A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, também evidencia o momento ímpar da política nacional no qual se realiza esse importante encontro. Nas palavras de Kátia:

    O País vive um momento político complicado após o golpe que destituiu uma presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Um golpe machista, um golpe contra as mulheres e contra as trabalhadoras. É nesse contexto que a CTB realiza esse importante encontro que vai nos organizar para garantir os nossos direitos e enfrentar essa ofensiva conservadora.

    A Secretária Nacional de Promoção da Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, salienta a importância de se fazer o debate sobre as políticas de inclusão:

    Esse encontro acontece em um momento político singular de nossa história enquanto trabalhadores e enquanto militantes dos movimentos sociais. Após mais de uma década de construção de igualdade de oportunidade e de política inclusiva, sofremos um golpe de estado, contra um governo popular e contra o povo. Estamos ao meio de um revés e queremos junto a CTB manter nossa pauta de reivindicação de nenhum direito a menos, e por respeito as diferenças e às identidades.

    Da CTB-RJ

  • A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ irá distribuir milhares de adesivos e ventarolas com a campanha “Não é Não - Carnaval Sem Assédio". Isso porque “é inacreditável que quase no fim da segunda década do século 21 ainda tenhamos que sair para as ruas combatendo o assédio sexual”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    Também no Rio, o Bloco dos Comerciários leva para as ruas o tema “Resistência e Luta”. De acordo com Vinicius Moraes, diretor do Sindicato dos Comerciários, “o nosso bloco pretende brincar e levar reflexão sobre o momento que vivemos no país”.

    bloco dos comerciarios rj

    Portal CTB

  • O Outubro Rosa é uma importante campanha que mobiliza poder público e movimentos sociais em todos os cantos do país. A CTB também participa dessa campanha e compreende que a preocupação com a saúde da mulher trabalhadora deve ser uma das tarefas de uma central sindical. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, falou sobre a importância da campanha:

    "O Outubro Rosa é uma campanha que ajuda a conscientizar as mulheres acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também a desmistificação da doença, ajudando assim a salvar vidas e nós, da CTB, vamos atuar com muita dedicação levando informação e prevenção para a vida das trabalhadoras."

    O Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos, nos anos 1990 na cidade de Nova Iorque, organizado justamente por familiares e amigos de mulheres diagnosticadas com a doença. Ele é celebrado anualmente no mês de outubro e tem o objetivo de promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença e compartilhar informações sobre o câncer de mama. No Brasil a campanha sobre conscientização e prevenção do câncer de mama já acontece há mais de 50 anos e é simbolizada pela camiseta branca com o desenho de um alvo no centro.

    O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. O INCA estima que entre os anos de 2014 e 2015 sejam diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil, com um risco estimado de 56,09 casos para cada 100 mil mulheres.

    Da CTB-RJ

  • Estamos na reta final dos preparativos para a 5ª edição da Marcha das Margaridas que acontece nesta quarta-feira, 12, em Brasília. A dois dias do evento, Contag, CTB e demais movimentos que participam e integram a organização da Marcha se preparam para receber mais de 70 mil mulheres na capital federal. Este ano, jovens e senhoras do campo, das águas, da floresta e da cidade marcharão por “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

    Desde a manhã hoje, 10, a CTB está em campanha no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck recebendo as delegações, que chegam a todo momento, e divulgando a manifestação com a distribuição de margaridas e panfletos, convidando todos a marcharem pela causa feminina no Brasil.

    No Mané Garrincha a movimentação é grande. Até o momento, cerca de 500 pessoas chegaram ao local, vindas das regiões norte e sul do País. A previsão é de que até o final do dia pelo menos metade das delegações já esteja no local.

    Ainda pela manhã, a coordenação da MM esteve reunida na Contag, entidade promotora do evento, para acertar os últimos detalhes desta, que é considerada a maior manifestação por direitos femininos da América Latina.

    Programação

    Terça-feira, 11:

    14h – Conferência, Painéis Temáticos e Espaços Interativos
    19h - Abertura oficial da 5ª Marcha das Margaridas no estádio Mané Garrincha
    21h – Noite Cultural e Esportiva

    Quarta-feira, 12:

    07h às 12h – Concentração e Marcha pela Esplanada dos Ministérios
    11h - Sessão solene em homenagem à Marcha das Margaridas no Plenário do Senado Federal
    15h – Resposta do governo federal à Pauta da 5ª Marcha das Margaridas

    Por Ruth de Souza, da CTB/DF

  • Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprova que as mulheres são as que mais perdem com a política de austeridade econômica do desgoverno Michel Temer.

    “Em toda a crise, são as mulheres que pagam o pato dobrado”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Sofremos quando somos demitidas e somos as primeiras a perder o emprego. Sofremos quando nossos companheiros, filhos ou parentes ficam sem trabalho, com a violência que cresce na crise”.

    Ela lembra que no país já são mais de 13 milhões de pessoas desocupadas e trabalhando em condições precárias quase 30 milhões de pessoas. “A reforma trabalhista só fez a situação ficar ainda mais degradante, sem criar uma nova vaga sequer no mercado de trabalho”, acentua Celina.

    O estudo do Dieese, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que entre 2015 e 2017, 55,5% das pessoas que começaram a trabalhar nas ruas são mulheres, que ficaram desempregadas .

    Antes desse período, o mercado de ambulantes contava com 47,9% de mulheres e 52,1% de homens. Atualmente, segundo o Dieese, existem 291 mil mulheres vendedoras ambulantes e 316 mil homens.

    “É de uma precariedade absoluta”, reforça a sindicalista mineira. “Além da exposição ao sol, à chuva e a assédios, quem trabalha como camelô, não tem carteira assinada e, portanto, fica sem nenhum direito trabalhista”.

    O técnico do Dieese, Gustavo Monteiro confirma o que diz Celina. “Como a profissão não tem fiscalização, nem registro, o que conta é a sorte das vendas”, diz. Isso porque o estudo mostra uma média salarial de R$ 666 para quem vive de vender nas ruas.

    Sexismo e racismo até na informalidade

    Seguindo os acontecimentos do mercado de trabalho formal, nas ruas os homens brancos ganham em média R$ 935 e as mulheres brancas R$ 708, mensais. Já as trabalhadoras e trabalhadores negros ganham menos. Os homens afrodescendentes recebem em média R$ 696 e as mulheres negras R$ 525, por mês.

    Isso comprova, de acordo com Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB, que “o racismo brasileiro não tem nada de velado. A população afrodescendente fica com os piores trabalhos, as piores moradias e recebem os piores salários”.

    Mônica acentua ainda que o mercado formal discrimina tanto quanto. Mas “as mulheres negras estão na base da pirâmide social e ainda sofrem com o assassinato de seus filhos todos os dias nas periferias”. Por isso, finaliza a sindicalista carioca, "precisamos dar um basta no retrocesso no dia 7 de outubro, elegendo pessoas comprometidas com a classe trabalhadora, com o país e com o combate às desigualdades".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Robson Ventura/Folhapress

  • O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) realiza o seminário “Mais mulheres na política”, nesta sexta-feira (31), das 8h30 às 17h, no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Alameda Eduardo Prado, 648 - Santa Cecília - São Paulo).

    Para Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, o tema é sempre atual, mas “no período eleitoral se torna fundamental nos prepararmos para o embate e unidas elegermos mais mulheres comprometidas com a emancipação feminina”.

    Leia mais

    Mulheres trabalhadoras disputam eleição para mudar a política e o país voltar a crescer

    A sindicalista mineira lembra que a legislação eleitoral determina uma cota mínima de 30% de mulheres candidatas, mas que “historicamente muitos partidos têm negligenciado essa cota, com um grande número de candidatas apenas para inglês ver”.

    Neste ano, porém, pode ser diferente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o respeito ao menos à cota mínima de candidaturas femininas no horário eleitoral gratuito, que começa nesta sexta-feira (31) e que seja destinado ao menos 30% do Fundo Partidário para as mulheres candidatas.

    fnmt mais mulheres na politica 1

    A discussão do seminário passa também pela necessidade de maior mobilização das instituições sindicais para aumentar o número de candidatas, já que neste ano, há menos do que no pleito de 2014.

    O TSE informa que 8.435 mulheres, ou 30,7% do total, se candidataram para as eleições de 2018. Menos do que na eleição presidencial de 2014, que foram 31,1% de candidatas. Lembrando que de acordo com o TSE, as mulheres compõem 52,5% do eleitorado e têm o mesmo índice na população brasileira.  

    Leia mais

    TSE determina respeito à cota para mulheres no horário eleitoral gratuito e nas verbas nesta eleição

    Além disso, na atual legislatura, a representação feminina gira em torno de 10% no Congresso Nacional, com poucas mulheres na assembleias legislativas e nos executivos estaduais. No Executivo nacional, a púnica mulher eleita na história do país foi deposta em 2016.

    “Estamos cientes da nossa luta para empoderarmos as mulheres candidatas e aumentarmos a bancada feminina do Congresso e das assembleias legislativas para iniciarmos uma grande mudança na política brasileira e fazermos uma reforma política com participação popular para impedir a opressão sobre os nossos votos e sobre os nossos corpos”, finaliza Celina.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB