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Dom, Fev

não vai ter golpe

  • “A democracia é sempre o lado certo da história”, diz presidenta Dilma

    Em sua primeira entrevista coletiva, transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto, após a Câmara dos Deputados aceitar a admissibilidade do processo de impedimento contra ela, a presidenta Dilma Rousseff mostra-se serena e com firmeza nas respostas garante que vai ter luta.

    Precisamos de “um padrão de seriedade maior”, disse ela, sobre o respeito à democracia. Também afirmou que “o presidente da Câmara (Eduardo Cunha) conduziu o processo como quis” e isso não condiz com a importância do cargo que ocupa.

    Assista a entrevista na íntegra:

    Perguntada sobre reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, na qual o ex-ministro Eliseu Padilha afirmou que empresários colocaram jatinhos à disposição de deputados que já tinham deixado Brasília. Dilma diz que “os órgãos competentes têm que investigar”.

    Com a insistência do repórter, a presidenta afirmou que seria profundamente lamentável a comprovação dessa acusação.

    Dilma também disse que fez sua trajetória política na luta e num tempo muito mais difícil, na ditadura. Ela chamou a aceitação do pedido de impeachment de ser estar sendo injustiçada e garantiu que os seus ministros que votaram contra estão fora do governo.

    A presidenta se mostra confiante e assegura que vai usar todos os recursos que a Constituição permite para defender não simplesmente o seu mandato, mas a democracia, conquistada com muita luta.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Artistas convocam todos às ruas em defesa da democracia e do Brasil

    Artistas de diversas faixas etárias e de vários matizes se engajam na campanha em defesa da democracia e da liberdade. Contra o golpe, que defende interesses dos barões da mídia e de setor do Judiciário, a serviço de multinacionais estrangeiras.

    Assista aquium dos vídeos. e aquioutro. Todos feitos pela TV Poeira.

    "Toda crise pode gerar evolução, mas se gerar retrocesso é ruim. Vamos evoluir, vamos  pensar, vamos respirar, sem confronto", diz a atriz Cristina Pereira.

    Assista:

     

    Tonico Pereira é outro ator que convoca a população a tomar as ruas nesta sexta-feria (18), em defesa da Nação. Ele afirma "por favor não sejam enganados, porque isso que está por vir, ou que querem fazer vir, não é o nosso futuro, não pode ser o nosso futuro, porque um homem não existe sem liberdade".

    Leia mais

    Em vídeo, Chico César canta o Brasil e sua diversidade e convoca todos às ruas na sexta (18)

    Artistas fazem vídeo em defesa da democracia, do Brasil e contra a corrupção

    Tássia Camargo e Chico César convocam para o ato desta sexta-feira (18) em todo o país

    Também José de Abreu convida a todos a tomarem as ruas pela democracia. Em uma encenação atores gritam as palavras de ordem da direita e Abreu diz: "o Brasil é meu", aí ele pergunta: "Teu? O Brasil é meu também, eu quero que acabe a minha corrupção e a sua corrupção também. Do jeito que a coisa está, eles não querem acabar com a corrupção". Segundo o ator estão querendo acabar com um projeto de soberania nacional, perseguindo um partido político. Estratégia nazista de dominação.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Artistas e intelectuais chamam para o ato desta sexta (18) contra o golpe à democracia

    Artistas, jornalistas, cineastas e intelectuais se mobilizam contra o golpe e convocam para a participação no ato da Frente Brasil Popular desta sexta-feira (18) em todo o país. “Há um golpe em marcha, mas juntos podemos combatê-lo”, afirma o jornalista carioca José Trajano.

    José Trajano diz que juntos vencemos:

     

    O jornalista esportivo reforça a necessidade de união de todas as forças democráticas contra a golpe da direita. “Se a gente tem alguma divergência partidária é hora de colocar isso em segundo plano. Nós temos que nos unir porque há um golpe em marcha, um golpe da direita”.

    O ator baiano Wagner Moura desabafa contra essa onda de ódio e violência. Sobre o judiciário ele afirma que “é evidente que as investigações estão sendo usadas como massa de manobra para a disputa política”.

    Assista Wagner Moura aqui.

    Moura aprofunda a crítica dizendo que “a grande imprensa, evidentemente, se a gente olhar pra trás, todos estiveram envolvidos no golpe de 64”. Já a cantora carioca Leci Brandão também dá o seu recado e reafirma que “não vai ter golpe”.

    O músico pernambucano Lirinha grava mensagem convocando para as manifestações do dia 18 “como uma pessoa que ama este país, que ama as pessoas deste país”. Vejo “uma vereda de injustiça, baseada em devolver o poder para grupos que sempre se opuseram à força desta Nação”, acentua.

    Lirinha chama para a luta:

     

    A cineasta paulista Tata Amaral afirma que "a gente tá vendo uma mudança muito bonita na cultura, no imaginário e na produção de nós brasileiros. Por isso a gente vai pras ruas dia 18. Não vai ser possível o projeto de segurar alguns privilégios pra uma parcela pequena da população. Isso não vai mais funcionar".

    Tata Amaral privilégios para poucos nunca mais:

     

    Enquanto Moura ressalta seu desejo de que se acabe o “circo midiático” e as investigações e o trabalho do judiciário respeitem a Constituição. “Sou a favor das investigações, mas sou mais a favor da democracia. Por uma investigação desprovida de ódio político e pela defesa da democracia e do Estado de Direito”.

    Já Lirinha complementa afirmando que “por amor ao país vamos seguir em frente contra esse golpe das altas torres nas coberturas do nosso Brasil”. Todos artistas e intelectuais comprometidos com o país e com a democracia se engajam na luta contra o golpe à democracia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Baile funk invade a zona sul neste domingo, no Rio de Janeiro, contra o golpe

    A Furacão 2000, maior promotora de bailes funks do país, promete ocupar e sacudir a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (17) para acompanhar a votação do  impeachment e barrar esse golpe na jovem democracia brasileira. É a primeira vez que um baile funk de tamanhas proporções chega á zona sul da capital fluminense.

    Fundador da Furacão 2000, Rômulo Costa idealizou a manifestação e explicou que a sua expectativa é levar mais de 100 mil pessoas na orla. Para isso, conta com a presença maciça dos moradores de comunidades próximas, como Rocinha, Vidigal, Pavão Pavãozinho e Cantagalo.

    O funkeiro criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. “Temos um presidente ilegítimo para comandar o processo. O paraíso fiscal do Cunha, no Rio, é a Assembleia de Deus”, acusa Costa, que, apesar de evangélico e frequentador da Igreja Universal, tece fortes críticas ao modo como as igrejas são conduzidas, com isenção de impostos. “E os evangélicos de Brasília não me representam”.

    Costa também rechaçou as críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou as conquistas do governo do petista. “Ele tinha que morar em um prédio de dez andares na Vieira Souto, por tudo o que já fez pelo país”, disse.

    Largo da Batata ocupado em SP

    Em defesa da democracia, desde o domingo (10), artistas e representantes de movimentos sociais estão acampados no Largo da Batata, zona oeste, da capital paulista. Tem atração para todos os gostos. Acompanhe abaixo:

    Hoje (13)

    14h - Erickson (Apresentação + Oficina de circo) / Democracia e sociedade autoritária (Marilena Chauí e Maria Rita Kehl)
    14h15 - Multisambofônico (circo/música)
    15h - Tica Lemos (Oficina de dança + Performance)
    16h - Oficina Clube do Bordado / Comitês universidades / Filme + debate - Tatuagem - Dir. Hilton Lacerda
    17h - Lucas Weglinski
    17h40 - Leitura do Manifesto
    18h - Da Lua (Nação Zumbi)
    19h - Rafael Castro / Resistência! Contra o golpe e por novas saídas (Guilherme Boulos, Leonardo Sakamoto, Juca Kfouri e Anelis Assumpção)
    20h - Andre Whoong
    20h40 - KL JAY DJ Set
    21h - DJ Craca + Dani Nega
    22h – Rashid

    Quinta-feira (14)

    12h - Felipe Antunes
    13h - Meno Del Picchia
    14h - Guilherme Kastrup
    15h - Rincon Sapiência
    16h - Chico Salem / Filme + debate - Verdade 12.528 - Dir. Paula Sacchetta
    16h40 - Virada de palco - Baque e Atitute/ Maracatu no solo
    17h - Tiê
    17h40 - Leitura do Manifesto / Virada de palco - Baque e Atitute/ Maracatu no solo
    18h - Guizado
    18h40 - EU EM TI | Sandro Borelli com a Cia Carne Agonizante (dança) com trilha
    19h - Anelis Assumpção
    20h - Lira
    21h - Tulipa Ruiz
    21h40 - Fuzarca Feminista
    22h - BNegão Trio
    23h - Bixiga 70

    Sexta-feira (15)

    14h - Luis Ferron e Dani Dini (dança)
    15h - Sandra Miyazawa | performance
    16h - Ensaio Aberto - Penélope Cia de Teatro / Filme O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas - Dir. Paulo Caldas
    17h - Vivendo do Ocio GRUA (Gentleman de Rua) Cia J.Garcia (dança)
    17h40 - Leitura do Manifesto / Tata Aeroplano DJ SET
    18h - Naná Rizinni
    19h - Aeromoças e Tenistas Russas
    20h - Renascentes / Sérgio Vaz + Binho
    21h - Tape & Scandurra (EST)
    22h – Jaloo

    Sábado (16)

    10h - Isadora Canto - Oficina
    11h - Isadora Canto - Oficina / Cultura e novas narrativas democráticas (Márcia Tiburi, Leticia Sabatella, Tata Amaral)
    13h - MC Soffia (15min)
    15h - Thiago Samba
    16h - Filme + Debate Hoje eu quero voltar sozinho - Dir. Daniel Ribeiro/ Samba de Roda | Rodrigo Campos, kastrup, Jorge Chamon, Da Lua, Roseno, Kiko Dinucci + meninas Ilú Obá de Min
    17h - Maglore
    17h40 - Leitura do Manifesto
    18h - Mauricio Pereira
    18h40 - Bárbara Eugênia DJ Set
    19h - Nobrega
    20h - Black Alien
    22h - Felipe Cordeiro
    23h - Peixe Elétrico

    Portal CTB com informações do jornal O Dia e Catraca Livre

  • Câmara dos Deputados mancha a imagem do Brasil e imprensa internacional afirma que é golpe

    Repercutiu  muito mal na imprensa internacional, a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma neste domingo (17) pela Câmara dos Deputados, que agora tiraram a semana toda de folga.

    Além do que o jornal Folha de S.Paulo publicou matéria ontem (18) com Eliseu Padilha, homem forte de Michel "vaza" Temer de que empresários cederam jatinhos para buscar os deputados que tinham deixado Brasília. A que preço?

    O jornal britânico The Guardian ironizou ao publicar o sim de Paulo Maluf, "que está na lista vermelha da Interpol por conspiração". Assim como lembrou os votos de Nilton Capixiba, "acusado de lavagem de dinheiro", nota o artigo. E ainda diz que "'pelo amor de Deus, sim!', declarou Silas Camara, que está sob investigação por falsificação de documentos e apropriação indevida de fundos públicos".

    O jornal nota ainda que a maioria dos que votaram sim estão sendo acusados de crimes diversos, mas seguem "protegidos por seu status como parlamentares".

    O espanhol El País chamou de "circo" o que aconteceu neste domingo no plenário da Câmara, em Brasília. Lembra que o presidente da Casa, Eduardo Cunha tem sobre si inúmeras acusações de corrupção, assim como o ainda vice-presidente Michel Temer.

    "Lembraram os parlamentares aos telespectadores de Xuxa (quando ela apresentava programa infantil) que aproveitavam sua participação ao vivo no programa para cumprimentar eternamente a mãe, o marido, a amante o primo, o enteado, o vizinho, os amigos e o porteiro", lembra o El País.

    O maior jornal do mundo o norte-americano The New York Times fez editorial em que afirma categoricamente ter sido golpe à democracia a votação dos deputados brasileiros. "Dilma, que foi reeleita em 2014 por quatro anos, está sendo responsabilizada pela crise econômica do país e pelas revelações das investigações de corrupção que envolvem a classe política brasileira”, afirma o editorial.

    O New York Times conclui que se Dilma sobreviver a esse golpe, precisará reunir as forças sociais e políticas para "consertar a economia e erradicar a corrupção".

    O também norte-americano The Washington Post chama de "golpe suave" o que está em marcha no Brasil, refereindo-se a décadas passadas quando os golpes eram feitos pelas Forças Armadas e agora acontecem por união entre parlamentares, setor judiciário e mídia. O jornal lembra que o país está dividido. 

    "O país acompanha nervosamente diante do abismo, dividido sobre seu futuro e a própria legalidade do processo, que Dilma e seus defensores dizem que é um golpe institucional e um ataque à jovem democracia do Brasil", diz.

    La Nacion, da Argentina, diz que “Dilma Rousseff ficou à beira do julgamento político”. Segundo o jornal, a crise no Brasil está longe de acabar e o país se encontra com “uma presidenta na porta da saída de emergência, um Congresso que festeja com euforia o trauma político que divide o país, um oficialismo que define como golpe um procedimento previsto pela Constituição e um eventual novo mandatário também suspeito de corrupção”. Em resumo, o país vive três crises de uma só vez: econômica, política e moral.

    Segundo o chileno "El Mercurio", ao votarem a favor do impeachment, os deputados federais brasileiros “deixaram à beira do precipício a experiência mais emblemática do ciclo de governos de esquerda da América Latina”.

    Para o jornal Página 12, o Brasil viveu um virtual golpe institucional, presidido pelo político mais denunciado por corrupção. Na matéria, intitulada Um golpe visto vivo e direto, o jornal diz que a decisão de julgar Dilma Rousseff ficou nas mãos de um parlamentar que é “réu no Supremo Tribunal Federal”, que até o processo terminar o governo estará imobilizado e que o vice-presidente, Michel Temer, “sem legitimidade alguma”, terá que enfrentar “a anunciada oposição duríssima dos movimentos sociais, dos principais grupos sindicais e de todos os que não se resignam ao golpe institucional”.

    Repercutiu no mundo todo a votação transmitida ao vivo da Câmara dos Deputados. Votação que manchou a imagem do Brasil que virou pilhéria. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

  • Chico Buarque, Wagner Moura e Fernando Morais lançam manifesto e convocam para ato dia 11

    Ao divulgar um manifesto contra a trama golpista da direita reacionário, Chico Buarque, Wagner Moura, Eric Nepomuceno, Fernando Morais e Leonardo Boff convocam a todos e todas a participar de ato em defesa da liberdade nesta segunda-feira (11), no Rio de Janeiro.

    Palco histórico de grandes atos pela democracia, a Fundição Progresso, no bairro da Lapa, recebe esse ato, às 17h, para acompanhar a votação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que analisa o pedido de impeachment contra Dilma.

    O relator promete ler seu parecer nesta quarta-feira (6). E como a pressa tomou conta dos deputados, eles prometem varar madrugadas e trabalhar sábado e domingo para o relatório ser votado a partir das 17h na segunda (11).

    Nesse ritmo, os deputados têm até a sexta-feira para pedir vistas ao parecer e o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF) pretende iniciar a discussão já na sexta, fazendo o mínimo de cinco sessões. E se a maioria dos 65 integrantes da comissão aprovarem, o relatório irá a Plenário, onde o pedido de impedimento necessita de ao menos 342 votos.

    Assista vídeo da CTB Não Vai Ter Golpe:

     

    “Estamos reunidos para defender o presente. Para espantar o passado. Para merecer o futuro. Para construir esse futuro. Para merecer o tempo que nos foi dado para viver”, dizem os cinco que assinam o manifesto contra o que chamam de “golpe de Estado”, movido pelos “ressentidos da história”.

    Figuras exponenciais da cultura brasileira, Chico Buarque, Wagner Moura, Eric Nepomuceno, Fernando Morais e Leonardo Boff defendem o aprofundamento na democracia “que não seja apenas o direito de votar, mas de participar, abranger, enfim, uma democracia completa, sem fim. Em que cada um possa reivindicar o direito à terra, ao meio-ambiente, à vida. À dignidade".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Leia a íntegra do manifesto abaixo:

    "O que vivemos hoje no Brasil é uma clara ameaça ao que foi conquistado a duras penas: a democracia. Uma democracia ainda incompleta, é verdade, mas que soube, nos últimos anos, avançar de maneira decidida na luta contra as desigualdades e injustiças, na conquista de mais espaço de liberdade, na eterna tentativa de transformar este nosso país na casa de todos e não na dos poucos privilegiados de sempre.

    Nós, trabalhadores das artes e da cultura em seus mais diversos segmentos de expressão, estamos unidos na defesa dessa democracia.

    Da mesma forma que as artes e a cultura do nosso país se expressam em sua plena – e rica, e enriquecedora – diversidade, nós também integramos as mais diversas opções ideológicas, políticas, eleitorais.

    Mas nos une, acima de tudo, a defesa do bem maior: a democracia. O respeito à vontade da maioria. O respeito à diversidade de opiniões.

    Entendemos claramente que o recurso que permite a instauração do impedimento presidencial – isso que em português castiço é chamado de ‘impeachment’ – integra a Constituição Cidadã de 1988.

    E é precisamente por isso, pelo respeito à Constituição, escudo maior da democracia, que seu uso indevido e irresponsável se constitui em um golpe branco, um golpe institucional, mas sempre um golpe. Quando não há base alguma para a sua aplicação, o que existe é um golpe de Estado.

    Muitos de nós vivemos, aqui e em outros países, o fim da democracia.

    Todos nós, de todas as gerações, vivemos a reconquista dessa democracia.

    Defendemos e defenderemos, sempre, o direito à crítica, por mais contundente que seja, ao governo – a este e a qualquer outro.

    Mas, acima de tudo, defendemos e defenderemos a democracia reconquistada. Uma democracia, vale reiterar, que precisa avançar, e muito. Que não seja apenas o direito de votar, mas de participar, abranger, enfim, uma democracia completa, sem fim. Em que cada um possa reivindicar o direito à terra, ao meio-ambiente, à vida. À dignidade.

    Ela custou muita luta, sacrifício e vidas. Custou esperanças e desesperanças.

    Que isso que tentam agora os ressentidos da derrota e os aventureiros do desastre não custe o futuro dos nossos filhos e netos.

    Estamos reunidos para defender o presente. Para espantar o passado. Para merecer o futuro. Para construir esse futuro. Para merecer o tempo que nos foi dado para viver.

  • Em show em Cuiabá a banda de rock Titãs defende “manter a democracia acima de tudo”.

    De acordo com o blogueiro Fábio Ramirez, que assistia ao show da banda paulista Titãs, um grupo em um camarote, que custou R$ 1.000, tentou levantar a plateia com o grito “Ei, Dilma, vai tomar no c#”. Ele diz que o grito não pegou.

    O espetáculo aconteceu no sábado (19), “na MUSIVA e os ingressos iam de R$ 100 a 1.000! Por isso a plateia era formada majoritariamente de classe média e elite”, afirma Ramirez. Segundo ele, a manifestação ocorreu após os Titãs tocarem a música “Fardados”.

    Que diz: “você também é explorado, fardado! Você também é explorado, Aqui! Por que você não abaixe essa arma, o meu direito é seu dever. Por que você não usa essa farda, pra servir e pra proteger”. Sobre a Jornada de Junho de 2013.

    Termina o show e o grupo volta para o bis, como sempre ocorre. Então Paulo Miklos pega o microfone e diz que “decidimos tocar essa música de 87, por que ela está muito atual”. Era a canção “Desordem”.

    Cuja poesia diz: “é seu dever manter a ordem? É seu dever de cidadão? Mas o que é criar desordem, quem é que diz o que é ou não? São sempre os mesmos governantes, os mesmos que lucraram antes. Os sindicatos fazem greve porque ninguém é consultado, pois tudo tem que virar óleo pra pôr na máquina do Estado. Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?”.

     

    Desordem (Marcelo Fromer, Sérgio Britto, Charle Gavin):

     

    Quando, diz Ramirez, o mesmo grupo tenta puxar o grito de “fora Dilma”. Ficaram isolados, nesse momento, Miklos desabafa: “vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!” E o domingo amanheceu em paz em Cuiabá.

    Portal CTB com informações do Blog do Ramirez. Foto Marcelo Tinoco

  • Espalhe a verdadeira voz das ruas com a alegria bem brasileira para barrar o golpe

    O movimento Música pela Democracia e Ocupe a Democracia, que promove acampamento no Largo da Batata, em São Paulo, e se espalha pelo país todo, canta seu hino oficial, num clipe vibrante, que mostra a amplitude da Cultura pela Democracia, onde artistas como João Donato, Edgar Scandurra, Alice Caymmi, Chico César, Lucas Santtana, Drik Barbosa, Jovem Cerebral, Liga do Funk, Cacá Machado, Rico Dalasam, Taciana Barros, Max Bo, Pequeno Cidadão, Coruja BCI, Guisado, Luis Felipe Gama, Ana Tréa e Fioti, se unem para defender a liberdade, a Constituição e as conquistas sociais dos últimos anos.

    Senhores deputados e senhoras deputadas aqui está a verdadeira voz das ruas. Ela nasce dos guetos, das favelas, da classe trabalhadora, da juventude, dos negros e negras, das mulheres e de todas as orientações sexuais. Ouçam esse canto que nasce da vida, da esperança e da vontade de viver em liberdade e com justiça.

    Assista ao clipe e espalhe essa alegria:

     

    "Não, não vai ter golpe não, quem não teve voto tem que respeitar", cantam os artistas da Liga do Funk a Arrigo Barnabé e espalham a confiança dos aposentados que querem manter a política de valorização do salário mínimo, dos universitários bolsistas do Programa Universidade para todos, dos direitos trabalhistas, como férias, horário de almoço, 13º salário, enfim tudo o que os golpistas querem acabar, além dos programas de distribuição de renda.

    Os golpistas estão a serviço de interesses do grande capital internacional, de olho no pré-sal e em todas as riquezas do solo e do subsolo do país, comandados pela embiaxada dos Estados Unidos e pela família Marinho, dona da rede Golpe de televisão (ex-Globo). 

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    Baile funk invade a zona sul neste domingo, no Rio de Janeiro, contra o golpe

    CTB instala Tenda Cultural da Democracia em acampamento contra o golpe

    Acampamentos em defesa da democracia se espalham pelas capitais do país

    CTB participa de ato em defesa da democracia que reuniu Lula, Chico Buarque e muitos artistas no Rio

    Artistas pela Democracia se apresentam em Brasília todos os dias até domingo

    Por isso, os artistas cantam: "Todos nós queremos um país mais justo, todos nós queremos um país melhor, pois quem distorce os fatos em telejornais quer inflamar o ódio pro gueto sangrar", mas "não, não vai ter golpe não, quem não teve voto tem que respeitar".

    Portal CTB - Marcos Aurélo Ruy