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Ter, Abr

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  • Artistas fluminenses divulgam manifesto em defesa da continuidade democrática

    Os artistas teatrais do Rio de Janeiro se uniram nesta segunda-feira (21) na Fundição Progresso para uma demonstração a favor da democracia e contra o golpe. Participaram pesquisadores como Flora Süssekind, Enrique Diaz, Ivan Sugahara, Angela Leite Lopes, Patrick Sampaio, Gabriela Carneiro da Cunha, Lívia Paiva, Tárik Puggina. Além deles, artistas reconhecidos do cenário cênico da cidade, como Amir Haddad, Renata Sorrah, Cecília Boal, Chacal, Carlito Azevedo, Elisa Lucinda, Gregorio Duvivier, Lia Rodrigues, Lucia Murat, Luiz Fernando Lobo, Marcus Faustini, Adriana Schneider, além de alunos, funcionários e professores da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna se juntaram ao ato.

    Ao final do encontro, os artistas aprovaram um um manifesto em defesa de legalidade do mandato Dilma. Segue:

    “TEATRO PELA DEMOCRACIA

    Pela legalidade democrática.

    Pelo estado democrático de direito.

    Contra o golpe jurídico-midiático.

    Contra o impeachment.

    Este ato surge da necessidade de grupos ligados ao trabalho em teatro de resistir ao golpe em curso e defender a democracia.

    Ato aberto e apartidário para o qual conclamamos artistas de outras áreas, profissionais de outros campos e todos aqueles que, como nós, não permitirão que a ameaça ganhe mais terreno.

    Vimos repudiar enfaticamente os acontecimentos que atentam contra o estado de direito e a legalidade democrática.

    Vimos nos posicionar pela defesa dos direitos civis e das garantias individuais.

    Vimos reconhecer a importância das recentes conquistas do povo brasileiro, entre elas a diminuição significativa da secular desigualdade social; a saída do Brasil do mapa da fome; o aumento do acesso das classes populares à educação fundamental, técnica e universitária; o desenvolvimento de políticas pela igualdade e diversidade racial, religiosa e de gênero.

    Vimos exigir a continuidade do governo eleito e o avanço das políticas de distribuição de renda e demais pautas tão fundamentais quanto urgentes para uma maior justiça social e ainda carentes de atenção, entre elas a demarcação e defesa de terras indígenas, maior regulação do agronegócio, a defesa do Estado laico, a real reforma política, a democratização dos meios de comunicação, a descriminalização dos movimentos sociais, a aprovação da PEC 150-421 que garante o mínimo de 2% do orçamento federal para a Cultura.

    Nós, artistas, que desempenhamos papel histórico fundamental na resistência à ditadura militar, não faltaremos com nossa contribuição em um momento como o que se apresenta. Não se trata de partidarismo. O fazer político não pressupõe filiações institucionais. Tomaremos partido!

    Experimentados em dramaturgia que somos, nos afronta a farsa mal armada, o subtexto medíocre, a direção mal intencionada.

    Um golpe está sendo montado, podemos ver, mesmo que os refletores apontem para o outro lado e as armas sejam outras.

    Não permitiremos que caia o pano da jovem democracia brasileira. Nosso fazer não diz respeito à arte somente, mas a todos aqueles que vivem e tem voz. A todos os que acreditam na importância de ter suas palavras ouvidas e livres, ou virão a delas se servir.

    Um palco incendiado põe em risco todos os atores e narrativas. Não admitiremos a reencenação de um triste e — julgávamos — superado período histórico.

    No teatro, os que realmente veem e ouvem não permanecem calados por muito tempo. Vemos suas vozes se erguendo em cada vez mais alto e bom som.

    Não vai ter golpe.

    Nunca mais.”

    Da Mídia NINJA

  • Ato em defesa da democracia reúne cem mil pessoas nos Arcos da Lapa, no Rio

    A Fundição Progresso e a Lapa foram palco de uma noite histórica. Mais de cem mil pessoas lotaram os dois espaços para mais um grito em defesa da democracia e contra o golpismo orquestrado pelos setores mais conservadores da nossa sociedade. A CTB-RJ esteve presente, junto com artistas, movimentos sociais, partidos que defendem a legalidade e a democracia, além de centenas de milhares de cidadãos que demonstraram a força do povo carioca na luta contra o golpismo e contra o conservadorismo.

    Entre os presentes estiveram Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, que gravou um samba contra o impeachment, Fernando Morais, Gregório Duvivier, Letícia Sabatella, Rico Dalasam, Tico Santa Cruz, Nelson Sargento, Eric Nepomuceno, Luiz Carlos Barreto, Gregório Duvivier, Jards Macalé, Aderbal Freire Filho, entre outros representantes da cultura popular brasileira.

    Ainda na Fundição Progresso, coube ao escritor Eric Nepomuceno a leitura de um belo manifesto em defesa da democracia e contra o golpe. Nepomuceno disse que o texto recebeu o apoio de Caetano Veloso, que ainda não havia se manifestado sobre o momento político do país e afirmou categoricamente que “o que vivemos no Brasil é uma clara ameaça a algo conquistado a duras penas: a democracia”.

    O ator Antônio Pitanga seguiu a mesma linha e fez um apanhado histórico das ameaças que a vontade soberana do povo brasileiro foi ameaçada. Pitanga disse que viveu “esse movimento com Getúlio Vargas, com Jango. Hoje não tem cadáver, não tem crime jurídico. É um movimento orquestrado pelos meios de comunicação, pelos institutos de pesquisa, pelos empresários que ganharam muito dinheiro com o governo Lula e agora estão nos enfiando uma faca nas costas”, afirmou o ator.

    O ator Wagner Moura demonstrou que não são apenas os eleitores de Dilma e Lula que estão na luta pela democracia. Em suas palavras: “Nunca votei em Dilma Rousseff. Votei em Marina Silva, mas estou aqui porque mais de 54 milhões de brasileiros votaram, e eles têm que ser respeitados. Sem ódio, vamos mostrar que os artistas brasileiros não aceitam o golpe”. A linha foi seguida pelo humorista Gregório Duvivier, do portal Porta dos Fundos, que cobrou uma guinada à esquerda do governo afirmando que “queremos que a Dilma fique, mas também que ela melhore. Que o governo melhore e que ela governe para a esquerda, em nome do projeto para o qual foi eleita”.

    O momento mais esperado da noite, no entanto, foi a fala do ex-presidente Lula, que inflamou a multidão para a batalha política que se segue. O ex-presidente foi taxativo em classificar o impeachment como golpe e afirmou que os políticos à frente do processo deveriam mirar seu próprio exemplo, já que foi derrotado em várias eleições, dizendo “quem quer tirar, Dilma? Temer, Eduardo Cunha, Geddel, Henrique Eduardo Alves, Padilha, Wellington Moreira Franco, que governou esse estado? Essa gente deveria olhar minha vida e perceber que perdi em 1982, em 1989, em 1994, em 1998, e vocês nunca me viram reclamar, dizer que mandato de alguém é ilegal. Ela tomou posse há um ano e quatro meses e eles não deixam a Dilma governar. Para os nossos amigos que querem dar o golpe: aprendam com o Lula. O Lula aprendeu a esperar. ”

    Um dos últimos a falar no ato, Leonardo Boff, entoou a força da democracia, dizendo “A democracia tem a natureza da flor, ela é frágil, como disse Wagner Moura, mas ela tem a força, a força de sua beleza, a força de seu perfume. Essa democracia está sendo ameaçada agora, especialmente por aqueles que estão atualizando a casa grande, que são esses que sempre dominaram o nosso país”.

    Por José Roberto Medeiros, da CTB-RJ

  • Com anúncios enormes, a grande imprensa joga fora os últimos resquícios de honestidade

    À beira de um novo golpe de Estado, a imprensa finalmente passou o recibo por seu papel na jogada ensaiada com setores da justiça. Uma campanha publicitária enorme e caríssima patrocinada pela Fiesp nesta terça-feira (29), com anúncios de página inteira em defesa do impeachment, recheou sites e impressos do Correio Braziliense, d’O Estado de S. Paulo, da Folha de S. Paulo e d’O Globo. Cálculos preliminares indicam o pagamento de ao menos R$ 8 milhões apenas para Folha e Estadão, e cifras igualmente graúdas para demais veículos.

    É algo que faria qualquer aluno de primeiro ano de jornalismo sentir vergonha, em meio à pior crise institucional de que se tem notícia. Enquanto o público se afoga em interpretações divididas, desesperado por alguma isenção, esses veículos dividem a cobertura política com peças panfletárias pelas quais recebem dinheiro vivo. É a definitiva pá de cal sobre quaisquer pretensões jornalísticas que ainda alegavam ter.

    A subserviência não é uma novidade para quem estuda o comportamento da imprensa no Brasil: sabe-se há muito que a hiperconcentração dos meios de comunicação e as relações promíscuas que esses se permitem com lideranças políticas cria uma espécie de coronelismo midiático em que cada região tem seu manda-chuva. Mas é um fato novo que, para além das ficções e recortes convenientes que ganham ares de realidade, a imprensa se sinta confortável para esfregar sua desonestidade na cara do leitor. É como se já não se importassem mais.

    O anúncio aparece apenas 24 horas depois de o Supremo Tribunal Federal se isentar de qualquer interferência sobre a discussão de mérito do impeachment, efetivamente jogando a presidenta Dilma aos leões. No mínimo, o caso sugere um alinhamento tácito entre a oposição, o Judiciário e a imprensa: diante das mentiras e manipulação aberta da opinião pública, silêncio; diante dos inúmeros abusos judiciais cometidos por juízes e investigadores, inércia; diante das articulações entre bandidos para a deposição de uma presidente sem crimes, inação.

    Há uma anedota fazendo as voltas pela Internet que conta de um episódio peculiar do cotidiano do Jornal Nacional. Trata-se de uma reunião de pauta em que William Bonner, editor do noticiário, saca o telefone e liga para Gilmar Mendes, ministro do STF, a procura de assuntos. “Vai decidir alguma coisa de importante hoje?”, pergunta o global. “Depende, se você mandar o repórter, eu decido alguma coisa importante”, responde Gilmar. O ocorrido está descrito no livro “Devaneios sobre a atualidade do Capital”, do professor da USP, Clóvis de Barros Filho.

    O trecho registra a demonstração mais clara de jogada casada entre imprensa e Judiciário de que se tem notícia. Demonstra, também, a subserviência de alguns juízes quanto aos clamores da opinião pública, muito mais comum do que gostariam de admitir.

    Não há quem se sustente diante de uma farsa dessa magnitude. Embora os anúncios sejam só o último episódio de uma tendência crescente de parcialidade da imprensa, eles dividem espaço com um comportamento similar da Operação Lava Jato. O padrão pôde ser constatado no recente vazamento da lista de financiamentos políticos da construtora Odebrecht, objeto da 26ª fase da operação. Dias antes, a imprensa havia propagado à exaustão os áudios ilegalmente obtidos do ex-presidente Lula com seus familiares, expondo-o a situações ridículas e teorias de conspiração. A lista, por outro lado, jogava luz sobre práticas condenáveis de políticos alinhados com o empresariado. Desnecessário dizer que ela desapareceu do noticiário em questão de horas, apesar dos mais de 200 nomes. Foi em seguida colocada em segredo de justiça, em decisão tomada espontaneamente pelo juiz Sergio Moro. O mesmo Moro que liberara os áudios por “interesse público” dias antes.

    Esses anúncios inauguram uma nova fase desse teatro, em que as aparências não são mais necessárias. Ao ultrapassarem o barreira do prática jornalística fraudulenta para o espaço da publicidade, fez-se de forma oficial aquilo que já era o padrão da forma velada. Em meio a orçamentos minguantes e dificuldades financeiras, a grande imprensa partiu para o tudo ou nada contra Dilma.

    Imagine as recompensas que terão, se Temer prevalecer.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • Confira: Agenda de luta em Minas para sexta-feira

    A Frente Brasil Popular de Minas Gerais se reuniu nesta terça-feira (12) para traçar o calendário dos atos de resistência pelo estado, que ganham especial peso diante da votação do impeachment no Plenário da Câmara dos Deputados.

    Na véspera da votação do impeachment, a Frente, que tem participação da CTB-MG, realizará uma sequencia de atos para mostrar à população a resistência ao golpe. Ainda na sexta-feira (15), a manifestação começará de madrugada com o fechamento da BR-381, no município de Contagem, na altura do bairro Cidade Industrial.

    A partir das 11 horas, está marcado um grande ato em frente à reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Da CTB-MG

  • CTB-MG fecha agenda para atos de resistência no estado até a votação do impeachment

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) se reuniu nesta terça-feira (12) para traçar o calendário de luta contra o golpe até o próximo domingo, quando a Câmara dos Deputados encerra a votação do impeachment. A estratégia dos movimentos sociais é manter a mobilização diária e não sair das ruas. No domingo, além do grande ato em Brasília, a capital mineira também terá atividades de vigília durante a votação. Na sexta-feira (13) a preparação é para um dia de explosão da resistência.

    Os cetebistas mostraram preocupação com objetivo real da direita na tentativa de tomar o poder, que é o ataque à classe trabalhadora. A avaliação de conjuntura feita pela presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro/Minas), Valéria Morato, destacou a ofensiva contra os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e, em contrapartida, as manifestações de apoio internacional que apontam para o risco da democracia no Brasil.

    Valéria reafirmou a necessidade de enfrentar o debate e mostrar ao povo brasileiro que o que está em jogo são os direitos da classe trabalhadora.

    A coordenadora dos movimentos sociais do PCdoB, Luiza Lafetá, apontou como irreversível o nível de debate no Brasil. Para ela, a pauta das forças progressistas a estará mais viva após o processo de votação do impeachment. Lafetá criticou o muro construído em Brasília para separar as manifestações no dia 17. "Assim como Berlim foi divida na guerra fria, Brasília terá dois lados no domingo".

    Para o presidente da CTB-MG, Marcelino Rocha, estar nas ruas diariamente tem sido fator decisivo para mobilização. “Toda vez que tem ameaça a democracia no Brasil aparece o ódio de classe da elite brasileira. Estamos lutando contra esse poder ameaça cotidianamente os trabalhadores e vai impulsionar a regressão dos direitos socais e trabalhistas” sinaliza Marcelino.

    Em uma rodada de debate intensa, os ctbistas valorizaram a aglutinação de forças em defesa da democracia e apontaram enorme preocupação com as pautas que ameaçam os trabalhadores, como é o caso do documento “Ponte para o Futuro” protagonizado pelo vice-presidente Michel Temer que defende o desmonte do Estado.

    Além da participação nas atividades de ruas nos próximos dias, a CTB reforçou a necessidade de pressionar os parlamentares para que tenham compromisso com a população. A orientação é que todos enviem e-mails aos deputados exigindo a defesa da democracia.

    Acesse aqui a lista de deputados indecisos, os golpistas e os que levantam a bandeira da democracia.

    Durante o debate, a diretora da CTB-MG, Rita da Silva, denunciou agressão que sofreu na rua por levantar a bandeira da democracia. Rita relatou que precisou de ajuda de comerciantes e taxistas após ser agredida e ter a roupa rasgada por manifestantes pró-golpe.

    Calendário de atividades em defesa da democracia em Belo Horizonte:

    13/04 – Quarta-feira
    13h - Ato com juristas na Assembleia Legislativa contra o golpe e contra o PL257
    14/04 – Quinta-feira
    Paralisação nacional contra o PL 257
    15/04 – Sexta-feira
    05h – Tranco na BR 381
    09h – Assembleia dos Trabalhadores do SindRede – Praça da estação
    11h – Ato na Reitoria da UFMG
    17/04 – Domingo
    Vigília pela democracia em Brasília e, em BH, na Praça Raul Soares às 10 horas e na Praça da ALMG a partir das 14h.

    Da CTB/MG

  • CTB-SP: o que pensam os militantes da CTB que ajudaram a construir o ato histórico na Praça da Sé

    Com mais de 60 mil pessoas concentradas na Praça da Sé, em São Paulo, o “Canto pela Democracia” esteve entre os atos mais expressivos da Jornada Nacional em Defesa da Democracia nesta quinta-feira (31). A manifestação traçou evidentes paralelos com datas históricas que usaram o Marco Zero para amplificar a luta pela democracia, inclusive as Diretas Já, e fortaleceu o coro mundial de vozes que denunciam o golpe de Estado ensaiado por forças conservadoras.

    Quem vê o resultado final de uma manifestação desse porte, no entanto, não imagina o trabalho que é prepará-la. Com toda a direção nacional voltada para a marcha em Brasília, coube aos integrantes da CTB-SP articularem a Central com as forças da Frente Brasil Popular, que reúne um conjunto crescente de forças progressistas. Esses dirigentes operam pela lógica mais orgânica do movimento sindical: para além das reuniões e eventos, vão com frequência às portas das fábricas e panfleteiam pelas ruas da cidade. Conversam com sindicalistas e trabalhadores, defendem pautas específicas e individuais, investem grande tempo conhecendo novas lideranças. São a essencial ligação que nos permite influenciar Brasília.

    Conhecer o que pensam, portanto, é essencial para que a nossa luta esteja bem ajustada. Abaixo, separamos a análise sobre a crise de cinco cetebistas que operam em São Paulo. Confira:

    Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP

    “É claro que nós, enquanto trabalhadores, não vamos reconhecer um governo que não foi eleito democraticamente pelo povo. Se por um acaso tiver golpe, com certeza a população e o movimento sindical vão se posicionar contra um governo que não foi eleito. A questão vai ganhando notoriedade e mesmo as pessoas que ainda não acreditavam que a direita seria capaz disso começaram a discutir o assunto e achar isso um absurdo.”

    “A nossa mensagem é muita clara: mobilizar. Nós só vamos evitar essa tentativa de golpe com mobilização, com o nosso povo na rua, com o trabalhador na rua. (...) As centrais não estão abrindo mão das suas pautas de reivindicações - o que nós estamos defendendo é a democracia, e a gente que esse governo nos escute, mas queremos ser ouvidos por este governo, que foi eleito democraticamente. Agora, nós vamos tomar todas as medidas possíveis se tentarem dar um golpe neste país.”

    Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB Nacional

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, falou aos manifestantes no ato desta quinta-feira sobre a necessidade de união neste momento decisivo do História brasileira. Assista! #BrasilContraOGolpe

    Publicado por CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Quinta, 31 de março de 2016

    “A Praça da Sé, que foi palco de históricas jornadas de luta contra a ditadura, da luta pela anistia, da luta pelas eleições diretas, uma vez mais demonstra que o povo de São Paulo defende a democracia, porque a democracia é o único caminho de o Brasil retomar o crescimento econômico, recuperar empregos e salários e preservar os nossos direitos trabalhistas e previdenciários.”

    “Hoje, depois de 52 anos do golpe militar, em todo o Brasil, em dezenas de cidades do mundo inteiro, nós estamos sentindo que cresce dia a dia a mobilização. Cada vez mais setores democráticos da sociedade, juristas, estudantes, intelectuais, artistas, vêm engrossar a nossa luta. Por isso que nós da CTB temos a convicção que a nossa grande mobilização vai derrotar no Congresso Nacional a proposta golpista e vai inaugurar uma arrancada para o nosso país. Um Brasil com democracia, desenvolvimento, salário, emprego e respeito aos nossos direitos.”

    Teresinha Chiappim, dirigente da CTB-SP

    "Neste momento, o Congresso está reunido, as comissões estão reunidas, o Supremo está reunido. É uma data que culmina em várias coisas acontecendo, além de ser um 31 de março, que precedeu o golpe em 64. Essas mobilizações em todo o Brasil mostram para aqueles parlamentares, que são corruptos, que eles têm de rever suas posições. Não há outro caminho de saída além da democracia, nós temos que defendê-la em todos os espaços."

    Pedro Mesquita, diretor do Sindicato dos Marceneiros do estado de São Paulo, vice-presidente da CTB-SP

    "O que está em jogo no Brasil hoje não é o governo, mas a democracia. Estão em jogo os movimentos sociais, as conquistas dos trabalhadores. O que a gente entende é que hoje os trabalhadores precisam ir para as ruas para evitar este golpe mais que declarado contra a democracia, que demoramos tantos anos para construir. O problema principal hoje é a questão política, e a falta de interesses de todos os partidos, principalmente da oposição, de traçar uma meta para que o país volte a crescer outra vez."

    Bitelli José, ex-dirigente e militante veterano da CTB

    "Sem dúvida nenhuma, essa manifestação que está se estendendo por todo o país é de uma importância fundamental para dar 'não' ao golpe, para colocar o povo na luta, para organizar o povo para a manutenção do governo Dilma e para a ampliação das mudanças que o Brasil necessita."

    Portal CTB

  • Estudantes e professores lançam o mapa Universidades pela Democracia

    O site recém-lançado "Universidades pela Democracia" traz o mapeamento da resistência democrática nas instituições de diversos estados, além de oferecer um passo a passo para a montagem de novos comitês.

    Acesse agora: http://www.universidadepelademocracia.com.br

    Cada vez mais universidades brasileiras estão se mobilizando na luta a favor da democracia e contra a ruptura institucional no país. Os chamados comitês universitários pela democracia estão surgindo em instituições públicas e privadas, de todas as regiões, com o objetivo de debater o momento político atual. A iniciativa envolve estudantes, professores, funcionários, técnico-administrativos e toda a comunidade acadêmica.

    O manual publicado pelo portal dá instruções para os estudantes que desejarem se organizar espontaneamente. O site foi criado por "iniciativa do movimento estudantil, da juventude e da comunidade universitária para formar opinião e intervir no presente momento político do país. O objetivo também é pressionar a opinião de parlamentares que são a favor do impeachment, mostrando que a universidade brasileira não concorda com um processo sem fundamento e base jurídica conduzido por Eduardo Cunha, um deputado acusado de corrupção".

    "O que está em jogo é a nossa democracia. Lutaremos e venceremos", conclui. E vamos lá.

    Portal CTB

  • O maior crime de Dilma foi ousar tornar-se presidenta

    Vivemos um momento triste para o país, para a democracia e, sobretudo, para as mulheres. Passadas décadas de luta pelo empoderamento feminino e pelo protagonismo que nos cabe nessa sociedade que dominamos como maioria, hoje damos um passo atrás.

    Vencidas pelo machismo, assistimos à presidenta Dilma Rousseff sofrer um golpe ao ser afastada do comando da Nação.

    Acusada por crimes inexistentes, seu maior crime foi o de, sendo mulher, ousar tornar-se presidenta dessa República marcada pelo machismo e pelo preconceito.

    Hoje assistimos a uma das maiores injustiças cometidas em toda a história política do país. O afastamento da 1ª Presidenta da República sem nenhum crime a ela imputado.

    Se há erros no governo, se há corruptos nos partidos que o compõem, nada disso justifica seu afastamento. Não houve crime, reforçam os juristas. Mas nada disso importa à oposição ansiosa pela retomada do poder.

    O impeachment é apenas o desfecho de um golpe arquitetado pelo bloco oposicionista - formado pela grande imprensa, setor patronal, partidos derrotados - desde a eleição de Dilma Rousseff.

    A oposição não aceitou a derrota nas urnas e partiu para o contra-ataque. Articulou o golpe. Manipulou parte da população com a ajuda da mídia golpista. E pelo que vemos hoje, vai conseguir voltar ao poder.

    Perde a classe trabalhadora, perdem as mulheres, perde a democracia.Contudo, perdemos a batalha, mas não a guerra.

    Neste momento, faço minhas as palavras de Dilma Rousseff, a quem dedico meu respeito, solidariedade e reverência: “Estou cansada dos desleais e dos traidores, mas não de lutar”.

    Cinthia Ribas é jornalista do Portal CTB


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.


  • Periferia de SP lança frente e divulga manifesto contra o impeachment

    Após reunião no último fim de semana, movimentos formados nas periferias de São Paulo decidiram criar nos próximos dias um coletivo contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    Denominado #periferiascontraogolpe, os participantes pretendem reunir criadores, produtores, articuladores políticos e culturais comprometidos com as demandas das periferias e mobilizar-se contra o processo de impedimento que tramita no Congresso Nacional.

    No último sábado (19), após dias em que o clima político fritou nervos, cerca de 60 moradores das diversas periferias de São Paulo se reuniram em uma sala da Ação Educativa, na região central.

    “Estou perdida, com medo de sair na rua de vermelho”, desabafou a professora e articuladora cultural Suzi Soares, 49.
    Na noite anterior, ela havia participado das manifestações em apoio ao ex-presidente Lula e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista.

    “Apoiei o ‘Lula lá’, mas não consegui aplaudir ele ontem, ao mesmo tempo precisava estar ali. E hoje estou em busca de apoio para essa minha angústia. A corda vai arrebentar para o lado mais preto e a gente tem que buscar forças”, afirmou.

    A insatisfação e as divergências, presentes nas redes sociais e nas manifestações nas ruas, davam o tom dos discursos expostos no encontro. Educadores da rede pública de ensino, artistas, jornalistas e integrantes de movimentos culturais das periferias buscavam respostas para dúvidas como: quais são os nossos pontos de convergência? O que nos conecta?

    “É complicado não se posicionar nesse momento. Antifascismo é a grande convergência desse grupo. Estamos nos defendendo de uma mídia que orquestrou o golpe de 64, e que está em conluio com jurídico até a última raiz. Se houver um golpe, haverá um retrocesso”, disse a Solange Amorim, 46, diretora escolar no Campo Limpo, zona sul.
    Assim, como Suzi, ela também participou da manifestação com ressalvas. “Vejo o PT passando por um processo de degeneração política, mas nem por isso deixei de estar na Paulista. Encontrei fundamentalmente uma classe social representada”.

    Para a maioria, muitos desanimados com o governo petista, mas contra o processo de impeachment, a concordância vinha na apreensão com o retrocesso nas políticas públicas alcançadas pelos movimentos.

    “Tivemos várias conquistas nas quebradas com o governo federal, apesar dos problemas. Mas houve diálogo. A proposta é nos alinharmos para não corrermos o risco de perder os direitos que quase não temos. A elite está articulando tudo, para eles nós somos tudo um só, o pobre e periférico. E essa raiva que já existe, do racismo e discriminação, pode aumentar”, disse Alex Barcellos, 36, articulador cultural.

    O coletivo pretende retomar a cobrança sobre um manifesto assinado por mais de 150 coletivos e que foi apresentado para a presidente Dilma Rousseff antes da sua reeleição. Confira abaixo a íntegra do manifesto Manifesto dos Coletivos Culturais Periféricos de SP em favor da reeleição de Dilma Rousseff: 

    MANIFESTO #PERIFERIASCONTRAOGOLPE

    Cidadã(o) individual ou grupo

    Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”

    Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui para mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente

    Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande. Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje.

    Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores.

    Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.

    Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

    Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores.

    Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo. Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra - criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.

    Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio.

    Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.

    Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação.

    Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.

    Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena - ainda que tentem nos impedir.

    Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados.

    Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados - e ainda dizem: “menos um bandido”.

    Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.

    Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.

    Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita.

    Por Cleber Arruda com colaboração de Jéssica Moreira, Semayat Oliveira e Thiago Borges

    Matéria atualizada em 23/03/2016

  • Porta dos Fundos lança vídeo "Delação 2", uma sátira à ira dos golpistas

    O grupo de humor Porta dos Fundos publicou nesta segunda-feira (11) o vídeo "Reunião de Emergência 3, A Delação 2" (disponível logo abaixo). Seguindo a linha de comentário político satírico de seus outros vídeos, a nova obra caçoa dos internautas reacionários que promovem uma campanha de negativação do grupo, assim como abraça esteriótipos de esquerda. Confira:

    O sarcasmo vem como resposta aos ataques desde o dia 2, quando o vídeo "Delação" foi ao ar criticando a seletividade política da Operação Lava Jato. No clipe, Fábio Porchat interpreta um delator que revela segredos ligados ao PSDB, prontamente abafados pelo policial federal vivido por Gregório Duvivier. Ao ouvir menção de um jantar de "arroz com lula", no entanto, o policial pede um mandado de prisão ao ex-presidente Lula. No encerramento, o mesmo policial induz o delator a dizer o nome de Dilma na frase "precisa de uma panela", para que também possa prendê-la.

    O primeiro vídeo causou ira entre as pessoas reacionárias ao atacar o trabalho da Polícia Federal, mas a subsequente onda de ataques falhou miseravelmente. Apesar dos esforços, o canal do Porta dos Fundos no YouTube perdeu apenas 37 mil dos 11,5 milhões de seguidores - número que já recuperou desde então, em excesso. O interesse público gerado em torno da polêmica levou a esquete a mais de 5,4 milhões de visualizações na primeira semana. Provavelmente, contra o desejo dos fascistas que o promoveram.

    Vale a pena assistí-la também:

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  • VÍDEO: na tribuna, senador Roberto Requião faz análise sobre motivações ocultas do impeachment

    O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi um dos primeiros a subirem à tribuna, na tarde desta segunda-feira (29), para debater a validade da acusação de impeachment contra a presidenta eleita Dilma Rousseff. Com sua costumeira desenvoltura, o paranaense usou seus cinco minutos regimentais para condenar os arquitetos do golpe contra Dilma e fazer uma análise do que está por trás desse momento triste.

    "O que deseja com essa situação é a privatização do patrimônio público, a entrega do petróleo, a privatização da água, já sugerida dentro do governo Michel Temer. É o Brasil que está em jogo. Nosso patrimônio energético que está em jogo. Não é o mandato da presidente Dilma Rousseff", explicou, exasperado. Essa linha dura de suporte, denunciando as intenções que movem o impeachment, se repetiu por diversas outras faladas de aliados da presidenta ao longo do dia.

    Confira a íntegra da fala de Requião, como postado no Facebook pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR):

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  • Wagner Moura: "Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico"

    Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.

    Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.

    Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.

    O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.

    É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico.

    O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa
    controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.

    Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.

    Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.

    Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos "limpar" o Brasil. A ideia estúpida de que, "limpando" o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma "nobre cruzada pela moralidade".

    Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.

    O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.

    O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.

    E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.

    Wagner Moura, 39, é ator. Protagonizou os filmes "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). Foi indicado ao prêmio Globo de Ouro neste ano pela série "Narcos" (Netflix)


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