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Sáb, Abr

Nicolás Maduro

  • Bolsonaro avança contra Venezuela e Cuba

    Em vídeo ao vivo, via redes sociais, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta terça (18) que irá agir contra a Venezuela e Cuba.

    Sem apresentar provas, durante o vídeo, o presidente eleito voltou a fomentar fakenews ao afirmar que entre os integrantes do Programa Mais Médicos havia agentes cubanos.

    Crítico frequente dos dois países, discurso que piorou durante sua campanha eleitoral e fomentou ódio às duas nações irmãs, Bolsonaro afirmou "tudo o que pudermos fazer dentro da legalidade e da democracia contra esses países nós faremos".

    Durante o vídeo, ele reiterou o "desconvite" para a sua posse feito aos dirigentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel. 

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Bolsonaro e os seus sofríveis seis minutos

    A coluna Notas Internacionais da Socióloga e Cientista Política, Ana Prestes, desta quarta (23), destaca repercuções da presença do Brasil no Fórum Econômico Mundial e a conjuntura na Venezuela. Acompanhe: 

    Notas internacionais (por Ana Prestes) 23/01/19

    – Bolsonaro falou e o mundo ouviu. Era abertura do Fórum Econômico Mundial que ocorre há quase 40 anos em Davos. O chairman Klaus Schwab tentou arrancar mais algumas palavras com as perguntas pós-pronunciamento. Foi difícil. Foi sofrível. Teve propaganda turística sobre a Amazônia e o Pantanal, teve Deus e a família, “direitos humanos reais”, Ministros modelo (Moro, Guedes, Araújo), teve apenas 9% de território pra agricultura e 30% (dado errado, por sinal) para florestas, teve investimento em segurança, teve deseologização e “nada de esquerda voltar a governar na América Latina!”. Faltou terminar a participação com um “é o que tem pra hoje”. Foi o primeiro presidente do hemisfério sul, da América Latina e fora do G7 a abrir o evento.
     

    – O chanceler Ernesto Araújo avançou ainda mais na retórica anti-Maduro e se referiu ontem em mensagem via twitter ao presidente da Venezula como “ex-presidente”. Enquanto isso, o auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó tomou para si uma das funções do poder executivo e nomeou o embaixador “especial” da Venezuela na OEA. Alinhados, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e o conselheiro de segurança da Casa Branca, John Bolton, se pronunciaram sobre o país no dia de ontem. Pence convocou o “bom povo” da Venezuela para ir às ruas nesse 23 de janeiro e Bolton voltou a afirmar que o governo Trump só reconhece a Assembleia Nacional venezuelana como a “única instituição democrática legítima da Venezuela”.

    – São esperadas grandes manifestações e confrontos nesse 23 de janeiro na Venezuela. O 23 de janeiro é uma data simbólica no país, pois nesta mesma data, em 1958, uma insurreição cívico-militar derrubou o ditador Marcos Pérez Jiménez. A derrubada foi precedida por uma grande greve geral e na noite do dia 22 a Marinha e a Guarda de Caracas se pronunciaram contra o presidente, fazendo com que esse fugisse para Santo Domingo na manhã do dia 23. Em 2019, tanto a oposição como o governo Maduro reivindicam a data como símbolo de suas aspirações.

    – A alta representante da UE para Relações Exteriores, Federiga Mogherini, informou que está sendo criado um grupo internacional para ajudar no diálogo entre Nicolás Maduro e a oposição na Venezuela. O grupo deve começar a trabalhar nas primeiras semanas de fevereiro. Chefes das missões dos estados-membros da UE em Caracas têm se reunido com membros do governo Maduro e da Assembleia Nacional (oposição). Cerca de um milhão de europeus vivem na Venezuela.

    – A Arábia Saudita anunciou que deixará de importar frango de cinco frigoríficos brasileiros. Até ontem, portanto, eram 30 os frigoríficos do Brasil que forneciam para o país, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O embargo teria sido por critérios técnicos, mas não foram divulgados quais. O tipo de carne de importação suspensa e a halal, que segue os princípios do Islã tanto no abate como no processamento. As empresas brasileiras tiveram que adaptar suas fábricas e funcionários para a preparação da carne a ser exportada. A Arábia Saudita é o país que mais importa carne de frango do Brasil, seguido da China, do Japão e da África do Sul.

    – Foi fechado nessa terça (22) um novo tratado de cooperação franco-alemão com a intenção de abrir caminho para a criação de um Exército europeu. O tratado aponta para uma convergência das políticas econômica, externa e de defesa, além de uma “assembleia parlamentar comum” a ser composta por 100 deputados entre franceses e alemães. Há ainda uma cláusula de defesa mútua, no caso de agressão a um dos países. O último tratado do gênero foi assinado em 1963 pelo então chefe do Estado francês, general Charles de Gaulle e o então chanceler alemão Konrad Adenauer.

    – Se está tudo bem entre França e Alemanha, não se pode dizer o mesmo sobre a relação entre França e Itália. Os líderes dos dois principais partidos da coalizão que governa a Itália, Movimento 5 Estrelas e Liga, Luigi di Maio e Matteo Salvini, têm atacado sistematicamente o presidente francês Emmanuel Macron na temática da migração. Eles acusam a França de provocar a chegada de migrantes na Europa pro conta de uma suposta política “neocolonialista” na África. Os ataques provocaram a convocação por parte de Macron da embaixadora italiana na França, Teresa Castaldo, para explicações. O embate maior se dá em torno da relação com a Líbia e a intenção dos italianos de fechar em absoluto suas fronteiras para migrantes africanos que chegam dos portos líbios. Há poucas semanas, Di Maio também manifestou apoio explícito aos jalecos amarelos que protestam contra Macron há mais de 10 semanas.

    – Seguindo seu plano contra o furto de combustíveis, o governo mexicano convocou em quatro dias 2000 motoristas para conduzirem os caminhões tanque que farão o abastecimento dos postos de distribuição de gasolina no país, substituindo a chegada do combustível pelos dutos que são perfurados para furto. Há poucos dias uma explosão matou quase 100 pessoas em dos pontos de assalto aos dutos. Os caminhões não estão imunes aos assaltos nas estradas, mas o governo está pagando pra ver.

    – A União Europeia mandou avisar: um Brexit duro (sem acordo) vai implicar no estabelecimento de uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

    – O Itamaraty, que sempre primou pelo princípio da reciprocidade no caso da concessão de vistos de entrada no Brasil para cidadãos de outros países, pode vir a liberar unilateralmente os vistos para norte-americanos e canadenses. Os EUA, por seu lado, não demonstram nenhuma intenção de liberar vistos para brasileiros. Aliás, desde 2018 os brasileiros têm enfrentado maiores obstáculos para obter o visto para os EUA, com exigência de entrevistas presenciais a grupos de idade que eram dispensados, como menores de 16 anos e maiores de 65 (passou a ser maiores de 14 e menores de 79). Seria algo benevolente ao extremo por parte do chanceler Araújo, sem pedir nada em troca.

    – O tribunal constitucional do Congo declarou Felix Tshisekedi presidente do país, após eleições bastante conturbadas em 30 de dezembro de 2018. O candidato que ficou em segundo lugar no pleito, Martin Fayulu alega fraudes e não reconheceu a declaração. A União Africana também pediu suspensão do resultado por “sérias dúvidas” sobre o processo eleitoral.

    – Outro país conflagrado na África nos últimos dias é o Zimbabue. As forças de segurança do país estão reprimindo violentamente os sequentes protestos no país gerados pela alta dos combustíveis em até 150%. São os maiores protestos desde a queda de Mugabem em 2017.

    – Um mês e um dia é o período de duração da paralisação parcial do governo dos EUA por conta do impasse em torno da construção de um muro na fronteira com o México.

    *Ana Prestes é socióloga, doutora em Ciência Política, foi assessora sindical de políticas educacionais e chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Esporte e da Secretária de Educação no município de Contagem. Nascida em Moscou, durante o exílio de sua família, perseguida pela ditadura no Brasil, Ana Prestes também é neta do Cavaleiro da Esperança, Luiz Carlos Prestes, e sempre se dedicou às lutas em defesa da democracia, da cultura e da educação. Atualmente trabalha na assessoria de comissões da Câmara dos Deputados.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor. 

  • Chavismo ganha em 17 dos 23 Estados nas eleições regionais da Venezuela

    O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas no domingo (15), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

    Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são "irreversíveis", explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.

    O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes pelo candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara  e Amazonas.De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados.

    O presidente, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. "Ganhamos 75% dos governos do país (...) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.

    "A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa", disse, ao se referir a Bolívar, cujo resultado ainda não foi divulgado devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.

    Com Opera Mundi 
    Foto: Agência Efe 

     

  • Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela rechaça ação do Brasil contra o governo eleito no país irmão

    Em menos de dois meses no poder, o governo brasileiro já demonstrou submissão a uma nação estrangeira. Sob pressão dos Estados Unidos, o Brasil anunciou o envio de “ajuda humanitária” — não solicitada — à Venezuela.

    Nós, do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, vimos a público rechaçar completamente a ação do governo de Jair Bolsonaro, que vai contra uma longa tradição de diplomacia independente mantida até então pelo Itamaraty.

    Nos alarma o fato de nosso governo intervir abertamente no conflito interno de outro país, respaldando as intenções nitidamente imperialistas dos Estados Unidos, que buscam derrubar um governo eleito para alçar ao poder um governo dócil, que deixaria sob o controle das corporações estadunidenses a maior reserva de petróleo do mundo.

    Diante do show midiático orquestrado pelos EUA e governos satélites, nós dizemos: "o povo brasileiro não será bucha de canhão de uma guerra fratricida!".

    O rompimento de nossa tradição diplomática não é só um ataque aos venezuelanos, mas aos brasileiros. Diante de uma situação de arrocho que se verifica no país, com destaque para o ataque frontal à Previdência Social, questionamos como pode o Brasil sacrificar recursos para financiar uma guerra fratricida.

    Assim, nos comprometemos a estar de pé, dia após dia, denunciando as inúmeras violações da soberania e auto-determinação do povo venezuelano, bem como a violação de direitos humanos que esta e as consequentes ações vão provocar no país caribenho.

    BOLSONARO, TIRE AS MÃOS DA VENEZUELA!

    Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela
    Fevereiro de 2019.

  • Contra golpe, venezuelanos marcham em defesa da Revolução

    Acontece agora, em Caracas, na Venezuela, grande marcha, liderada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do povo revolucionário com a finalidade de defender a soberania do país sul-americano, especialmente das intenções golpistas da oposição de derrubar o processo bolivariano.
     
    Desde as primeiras horas desta quarta (23), as forças populares se concentraram em três pontos desta capital para marchar desfilar até a Praça O'leary, onde se encontraram com as principais autoridades governamentais, de acordo com informação fornecida pela diretora da organização política.
     
    Com o desfile o Poder Popular respaldará a liderança do presidente da República, Nicolás Maduro, além de comemorar os 61 anos da queda da ditadura de Marcos Pérez Jiménez.
     

    Em coletiva à imprensa, a vice-presidenta executiva, Delcy Rodríguez, reiterou que a grande marcha ocupa as ruas "para defender a paz, a união nacional contra uma terrível campanha de racismo e de xenofobia contra o povo venezuelano".

    Presente desde cedo no ato, o primeiro vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabelo, destacou que os revolucionários se somam aos diversos movimentos sociais para defender a nação. "A marcha tem como objetivo proteger a pátria e a Revolução bolivariana, daqueles que agridem constantemente os ideais de liberdade e igualdade, bem como a soberania da nação", ressaltou. 

     

    Portal CTB - Com informações das agências

  • CTB Pará manifesta solidariedade ao povo e ao governo venezuelano

    A Venezuela vive uma conjuntura politica e social, interna e externa, muito adversa para os venezuelanos, há uma tentativa de golpe contra o mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O golpe em curso é liderado pelo seu opositor, o deputado Juan Guaidó, que se intitula "presidente encarregado" do país, com as “benções” do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump e corroborado pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).

    O presidente estadunidense, Donald Trump, ao reconhecer Guaidó como presidente, reforça sua agenda geopolítica belicista e antilatinoamericana contra o governo popular da Revolução Bolivariana, iniciada por Hugo Chávez e em curso com o presidente Nicolás Maduro, na construção de uma agenda de mudanças políticas, econômicas e sociais. O cenário venezuelano é de conflitos, e ameaça a soberania nacional de todos os países latino-americano.

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    Em solidariedade ao povo e ao governo venezuelano, a CTB/Pará em conjunto com outras organizações, entre estas o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), estiveram visitando, na manhã desta segunda-feira (28), o Consulado da Venezuela em Belém, para manifestar solidariedade e apoio ao presidente Nicolás Maduro e seu povo.

    Cleber Rezende, presidente da CTB/Pará, ressaltou ser de fundamental importância que as “lideranças sindicais, populares e os partidos políticos progressistas manifestem solidariedade à revolução bolivariana e denunciem o golpe em curso”. Rezende disse ainda, discordar do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em fomentar conflitos com o país vizinho, e que não cabe o governo brasileiro “ingerência na Venezuela". Rezende lembra, ainda, que a instabilidade não interessa ao povo e aos trabalhadores, servindo somente aos interesses dos poderosos venezuelanos e dos Estados Unidos.

    Segundo Rodrigo Moraes do CEBRAPAZ "O golpe em curso deferido por Juan Guaidó, com apoio direto dos Estados Unidos, ameaça seriamente a soberania do país". Moraes registra que "é o interesse no petróleo move todo esse suposto interesse estadunidense em defender uma democracia, que para nós, está sendo defendida plenamente a partir do momento em que o presidente Nicolás Maduro vence as eleições de 20 de maio de 2018".

    Ao término da visita as entidades presentes ajustaram com a senhora Glennys Hernandez, Cônsul General de Venezuela, de realizar uma atividade com um conjunto de lideranças políticas e sociais na próxima quarta-feira (30/01) às 17h no Consulado em Belém, sediado à Rua Ferreira Cantão, 331 – Praça Barão do Rio Branco (em frente a OAB/PA), em solidariedade e apoio ao governo Maduro e o povo venezuelano.

    CTB Pará

  • Frente Brasil Popular convoca 3ª Conferência Nacional

    Em reunião nesta terça (29), o Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular debateu conjuntura, avaliou os primeiros 29 dias do governo Jair Bolsonaro e aprovou convocação da 3ª Conferência Nacional, que ocorrerá nos dias 30 e 31 de março, na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, é um centro de educação e formação, idealizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

    "A atividade contou com a participação de cerca de 100 militantes de todo o país e ao longo de todo o dia debatemos os últimos acontecimentos, o crime ambiental em Brumadinho e os desafios do país com a gestão Jair Bolsonaro", informou o Rogério Nunes, da direção nacional da CTB.

    Ele também realizou informes sobre a participação da CTB Assembleia Internacional dos Povos. "A ofensiva imperialista e de extrema direita ataca por todos lados. O Brasil tem grandes desafios frente a agenda de Bolsonaro. Além disso, a Venezuela também enfrenta forte pressão. Nossa participação está sendo construída a partir de intenso debate sobre a conjuntura internacional e regional, em especial, levando em conta o resultados das eleições de 2018 e os saldos do golpe de 2016”, acrescentou Nunes.

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    Portal CTB

  • Guaidó terá de prestar contas à Justiça se deseja voltar à Venezuela, avisa Maduro

    Golpista orientado pelos EUA proclamou um governo paralelo e não respeita as leis do país

    Em entrevista à TV americana ABC, o presidente da Venezuela Nicolás Maduro mandou um recado ao golpista Juan Guaidó, que por ordem do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, se autoproclamou presidente em aberto desafio ao chefe do Executivo e à Corte Suprema.

    Quando questionado se permitiria a volta de Guaidó ao país, Maduro disse: "Ele pode sair e voltar, mas terá que dar explicações à Justiça, porque foi proibido de deixar o país. Ele tem que respeitar as leis."

    Guaidó foi proibido de deixar o país e teve contas bloqueadas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que é alinhado a Maduro. Em janeiro, ele chegou a ser detido por agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) por cerca de uma hora.

    Apelo à traição

    O golpista cruzou as fronteiras do país, afrontando o Poder Judiciário, e se encontra na Colômbia, onde se reuniu com o vice-pesidente estadunidense, Mike Pence, e participou da grotesca novela da “ajuda humanitária”, apelando a comandantes e oficiais das Forças Armadas Bolivarianas para que traíssem o presidente e se bandeassem para o lado dos EUA. Acabou dando com os burros n´água.

    Maduro acusa Guaidó de tentar estabelecer um governo paralelo durante a reunião do Grupo de Lima, que foi realizada em Bogotá na segunda-feira (25) para tratar da crise no país sul-americano.

    O Grupo de Lima é formado por 14 países das Américas. A maioria, governada por direitistas neoliberais submissos aos ditames de Washinton, reconhece Guaidó que se autoproclamou presidente interino da Venezuela. O México integra o fórum, porém não o reconhece, pois tem hoje um governo progressista.

    O líder golpista está em território colombiano desde sexta-feira (22). Guaidó compareceu ao Venezuela Aid Live, festival bancado por um bilionário norte-americano e realizado na fronteira com a Colômbia como parte das chantagens embutidas na ajuda humanitária, cujo objetivo frustrado era esvaziar o governo Maduro e viabilizar a transferência de poder para Guaidó.

    Pau mandado dos EUA

    No dia seguinte, ele liderou a tentativa frustrada de envio do Cavalo de Troia disfarçado de ajuda humanitária para a Venezuela. A iniciativa golpista morreu nas fronteiras do país com a Colômbia e o Brasil. Na segunda-feira (25), Guaidó participou da reunião do Grupo de Lima e disse que voltaria à Venezuela ainda nesta semana.

    Mas agora terá que prestar contas à Justiça, pois conspira abertamente com autoridades estadunidenses, como ninguém menos que o vice Mike Pence, contra o governo de Nicolás Maduro, que conta com a lealdade e o firme apoio das Forças Armadas Bolivarianas, da Corte Suprema e da população mais pobre.

    Guaidó não passa de um pau mandado de Donald Trump e Mike Pence, um capacho que chegou ao ponto de defender a intervenção militar do imperialismo no próprio país, o que pode ser muito bem interpretado como crime de lesa-pátria, de traição.

    Direito à paz

    Na mesma entrevista, Maduro insistiu que os EUA realizam um plano para "fabricar uma crise" na Venezuela, o que justificaria uma intervenção não apenas em seu país, mas em toda a América do Sul. Segundo ele, "tudo o que o governo dos Estados Unidos fez foi condenado ao fracasso".

    "A Venezuela tem o direito à paz, tem instituições legítimas. Eu (...) estou preparado para um diálogo direto com o seu governo. Somos sul-americanos, temos que buscar soluções do século 21, não para a Guerra Fria. A Guerra Fria deve ser deixada para trás", disse ele, num recado ao presidente dos EUA, Donald Trump.

    Ele insistiu que Trump se tornou presidente graças ao "caminho fraturado" deixado por seu antecessor, Barack Obama, e reiterou sua disposição em dialogar com o republicano para ter relações respeitosas.

    Maduro disse que não teme o presidente norte-americano, mas se preocupa com quem está ao seu redor, como o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, o assessor de segurança, John Bolton, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o encarregado das relações com a Venezuela, Elliott Abrams.

    "Eu acho que essas pessoas que cercam o presidente Trump são ruins. E acho que, em certo momento, o presidente Trump terá que dizer 'temos que ver o que acontece com a Venezuela e mudar nossa política'", disse ele.

  • Imperialismo: Venezuela está sob ameaça de ingerência externa e cerco militar

     O documento emitido pelo Grupo de Lima logo após as eleições democráticas realizadas na Venezuela – que deram uma vitória retumbante ao presidente Nicolás Maduro – em que os países signatários, entre eles o Brasil, declaram não reconhecer os resultados eleitorais e propõem uma série de medidas de ingerência, significam a intensificação da ameaça intervencionista sobre o país bolivariano.

    Por trás, manejando os cordéis, encontra-se o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Como ponta de lança, governos reacionários, golpistas, subservientes aos interesses do imperialismo, como os do Brasil, Argentina e Peru, entre outros.

    De per si perigosa, a ameaça de ingerência não se esgota, porém, no âmbito diplomático. Tem também um componente militar, o qual se desenvolve há mais tempo e diz respeito à segurança e à paz de toda a região latino-americana e caribenha.

    As forças que engendram intervenções e guerras exploram com despudor a presença de venezuelanos nas regiões fronteiriças com a Colômbia e o Brasil. Utilizam o problema migratório como “prova” da existência de uma crise humanitária no país bolivariano e como pretexto para criar incidentes que poderiam transformar-se em conflitos de grave natureza política e militar.

    A ameaça foi explícita em declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. E é latente, quando se considera o entorno geopolítico e ações no âmbito militar que envolvem governos subalternos aos Estados Unidos e a própria potência imperialista do norte.

    Em novembro do ano passado, realizaram-se manobras militares, com a participação dos Estados Unidos, em território amazônico, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Nenhum patriota brasileiro e latino-americano pode deixar de considerar o evento como uma grave ameaça à soberania nacional brasileira e de todos os países da região, uma ameaça à estabilidade, à segurança e à paz.

    Foi a primeira vez que o território da Amazônia brasileira se tornou cenário de semelhantes exercícios militares. “Um exercício inédito no âmbito da América do Sul. A primeira vez que vamos montar uma base logística internacional”, disse na altura o general Theofilo Gaspar de Oliveira, responsável do Comando Logístico do exército brasileiro, em Brasilia, e um dos organizadores dos exercícios apelidados de AmazonLog.

    A “Operação América Unida”, como se denominaram os exercícios militares, durou dez dias, com simulações comandadas a partir de uma base multinacional formada por tropas de Brasil, Colômbia, Peru e Estados Unidos. A base da atividade foi a cidade de Tabatinga (AM), que faz fronteira com Letícia (Colômbia) e Santa Rosa (Peru).

    Os porta-vozes das Forças Armadas brasileiras informaram que a base é temporária e abrigou ítens de logística como munição, aparato de disparos e transporte e equipamentos de comunicação, além das tropas. Afirmam ademais que também convidaram observadores militares de outros países, agências e organismos governamentais.

    A operação fez parte do denominado AmazonLog, exercício militar criado pelo exército brasileiro a partir de uma atividade realizada em 2015 na Hungria pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), braço armado do imperialismo norte-americano e seus aliados da União Europeia, da qual o Brasil participou como observador.

    O exército brasileiro negou que a atividade sirva como embrião para uma possível base multinacional na Amazônia.

    O exercício militar AmazonLog foi o primeiro na região, mas não foi o primeiro exercício conjunto entre as Forças Armadas brasileiras e os Estados Unidos em território brasileiro. Em 2016, as marinhas das duas nações fizeram uma atividade preparatória para as Olimpíadas no Rio de Janeiro, envolvendo treinamento com foco ‘antiterrorismo’.

    Em 2015, um porta-aviões estadunidense passou pela costa do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro para treinamento da Força Aérea Brasileña (FAB).

    O objetivo explícito dos exercícios AmazonLog era, segundo o exército brasileiro, o aumento da capacidade de pronta resposta multinacional, sobretudo nos campos da logística humanitária e apoio ao enfrentamento de ilícitos transnacionais.

    Estes exercícios militares ocorrem em um quadro de maior aproximação entre os militares brasileiros e estadunidenses. Em março de 2017, o major general Clarence K.K. Chin, comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, responsável por realizar operações multinacionais com 31 países nas Américas do Sul e Central, foi condecorado em Brasília com a medalha da Ordem do Mérito Militar. Na ocasião, o comandante norte-americano visitou as instalações do Comando Militar da Amazônia, segundo repoprtagem da “BBC News”.

    Também em março, o exército dos EUA inaugurou um centro de tecnologia em São Paulo para desenvolver alianças com o Brasil em projetos de investigação com foco em inovação. Na mesma ocasião, o Ministério da Defesa do Brasil e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos firmaram o Convênio para Intercâmbio de Informação em Investigação e Desenvolvimento, o MIEA (Master Information Exchange Agreement, na sigla em inglês). Acordos de intercâmbio como este não necessitam de aprovação do Congresso Nacional.

    Em 3 de abril, o Ministério da Defesa anunciou em um evento na embaixada estadunidense que o Brasil e os Estados Unidos desenvolverão “um projeto de defesa” em conjunto.

    A embaixada dos Estados Unidos em Brasilia disse que o país “está satisfeito de ter sido convidado junto a outras nações regionais para participar” do exercício na Amazônia e que “busca expandir e aprofundar as parcerias de defesa com o Brasil” (“BBC News”).

    “Durante o último ano finalizamos uma série de compromissos relacionados com a Defesa (entre EUA e o Brasil)”, afirmaram porta-vozes da embaixada estadunidense. “Olhando para o futuro, outros acordos estão em discussão, incluindo suporte logístico, prova e avaliação em ciência e tecnologia e intercâmbios científicos.” (“BBC News”).

    O exército brasileiro também trabalha para organizar a ida de um batalhão de infantaria do Brasil para treinamento em uma brigada do exército estadunidense em Fort Polk, na Lusiana, no segundo semestre de 2020.

    Um dos objetivos da cooperação militar bilateral seria criar uma fiscalização maior na região e elaborar doutrinas para combater os crimes transfronteiriços que afetam a região na guerra de fronteira que hoje alimenta a guerra urbana existente nos grandes centros.

    Coincidem com esses exercícios as tratativas entre o governo dos Estados Unidos e o governo golpista de Michel Temer para ceder o centro de lançamento de foguetes e outros veículos espaciais situado em Alcântara, no estado do Maranhão. Isto representa uma gravíssima ameaça à soberania nacional brasileira e de todos os países vizinhos.

    As recentes manobras militares na Amazônia são tão graves como foram a recriação da Quarta Frota da Marinha de Guerra estadunidense em 2008 e os acordos para a instalação de bases militares na Colômbia em 2009.

    Com justa razão, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, declarou em 1º de dezembro do ano passado que o presidente Nicolás Maduro está preocupado com a iniciativa de realizar manobras militares em território amazônico. As declarações foram feitas durante a 13ª Reunião de Ministros de Relações Exteriores da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que se realizou em Tena, Equador, onde também pediu aos países membros que se declarem em emergência. “O Tratado e a organização do Tratado de Cooperação Amazônica devem declarar-se em emergência. O governo do Equador pode dar um primeiro passo para avançar nesse sentido, devemos ser oportunos e pertinentes”, disse o chanceler Arreaza.

    O militarismo, o intervencionismo e o golpismo, constituem o caminho que o imperialismo estadunidense percorre para impor à força a sua hegemonia. Além dos aspectos econômico, cultural e diplomático, os Estados Unidos levam a cabo uma estratégia intervencionista e militarista para assegurar um domínio multifacético de amplo espectro que pode conduzir o mundo a graves conflitos e perigosas conflagrações.

    Para robustecer a política belicista do imperialismo, Donald Trump aumentou o orçamento militar a 603 bilhões de dólares em seu primeiro ano de mandato (2017). A crescente militarização do planeta, a expansão da Otan para o leste da Europa, com vistas à Rússia, o aumento do número de bases militares, a modernização das armas nucleares e a elaboração de uma estratégia militar centrada na Ásia para a China, são aspectos essenciais da ofensiva do imperialismo, para além das investidas no Atlântico Sul com a reativação da Quarta Frota Naval.

    Os Estados Unidos e seus aliados na região latino-americana e caribenha buscam restaurar seu domínio absoluto.

    A América Latina conheceu nas duas últimas décadas um ciclo progresista cujo ponto inicial foi a eleição de Hugo Chávez para a presidência da Venezuela em 1998. Desde então, em mais de uma dezena de países foram eleitos governos progressistas, que se somaram a Cuba na resistência e na luta por uma América Latina soberana e progressista.

    A onda progressista repercutiu em toda a região, alterando significativamente, durante a primeira década e início da segunda do século 21, a correlação de forças e contrapondo-se ao poder do imperialismo estadunidense que, isolado, sofreu derrotas.

    A luta contra o neoliberalismo e pela integração latino-americana avançou. Milhões de pessoas saíram da pobreza e se criaram valiosos instrumentos de integração regional: a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP), a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e o Acordo de Cooperação Energética Petrocaribe.

    Os governos democráticos, patrióticos e populares da América Latina, alguns deles revolucionários e com orientação socialista, basearam sua plataforma política na promoção dos direitos sociais, no reforço do Estado nacional, na nacionalização dos recursos energéticos e, em alguns casos, na realização de transformações estruturais.

    Agora, está em curso uma ofensiva para liquidar essas conquistas, estando a Venezuela no foco. As forças reacionárias locais e o imperialismo estadunidense exploram as dificuldades econômicas e sabotam a economia com fins políticos.

    No caso da Venezuela, realizam literalmente uma guerra de quarta geração, de que fazem parte a guerra econômica, o estímulo e organização de atos violentos, o isolamento diplomático, a campanha de descrédito pela mídia empresarial, as ameaças de ingerência externa e a preparação para a guerra propriamente dita.

    Em 2016, produziu-se o golpe de Estado no Brasil. O retrocesso já consumado no Brasil, Argentina e Chile marca um ponto de inflexão no ciclo progressista latino-americano.

    O objetivo principal do imperialismo estadunidense e seus aliados é solapar e reverter o processo de integração regional, esvaziar o eixo Sul-Sul, debilitar o Brics e realinhar subalternamente a região latino-americana aos Estados Unidos.

    No contexto da crise do capitalismo e da intensificação dos conflitos geopolíticos, acentua-se no mundo a ofensiva imperialista contra direitos, liberdades e soberania nacional. Mas por todas as partes desperta a luta democrática, nacional e libertadora dos povos. Multiplicam-se as forças que na região e no mundo buscam alternativas que assegurem a soberania das nações, a prosperidade e o desenvolvimento dos países, a integração assentada na cooperação mútua entre Estados e povos, a democracia, os direitos sociais e a paz.

    A luta por democracia, independência e paz na América Latina e Caribe pressupõe a firme oposição aos planos e ações militaristas promovidos pelos Estados Unidos e os regimes reacionários seus aliados.

    Fonte: Blog Resistência, por José Reinaldo Caravalho. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

  • Maduro: levaremos a Venezuela pelo caminho da prosperidade

    Nesta quinta (10), o chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou durante seu juramento presidencial diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que levará o país pelo caminho da prosperidade social e econômica.

    Durante a posse, o mandatário jurou fazer cumprir os mandatos da carta magna de defender a independência e integridade da Pátria.

    "Juro em nome do povo da Venezuela, por nossos antepassados e o grande cacique Guicaipuro, pelo Primeiro Negro e os nossos povos afrodescendentes, pelo Libertador Simón Bolívar, pelos libertadores da América, pelo legado do comandante Hugo Chávez, pelos meninos do país, que não darei descanso a meu braço e repouso a minha alma, e que cumprirei e farei cumprir todos os mandatos da Constituição para tentar defender a independência e a integridade absoluta da Pátria", expressou.

    Para seu novo exercício presidencial, Maduro foi eleito com 67,84 por cento dos votos, nas eleições realizadas em 20 de maio de 2018.

    Fonte: Prensa Latina

  • Movimentos populares promovem ato de solidariedade a Lula na Venezuela

    Fania Rodrigues, Brasil de Fato

    Integrantes de movimentos populares, junto a outros cidadãos venezuelanos, se reuniram no centro da capital Caracas para manifestar sua solidariedade ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O ato dessa terça-feira (9) foi realizado na praça Diogo Ibarra, localizada entre dois emblemáticos edifícios estatais, o Centro Nacional Eleitoral e o Palácio de Justiça. A ação se insere na Jornada Internacional Lula Livre, realizada entre os dias 7 e 10 de abril, no marco de um ano de prisão política do ex-mandatário.

    "Nós precisamos de Lula aqui fora. Para nós, Lula é alguém que amamos e é uma referência de liderança. Aqui na Venezuela, estamos em uma batalha, mas não vamos deixar Lula sozinho", destaca a dirigente do Movimento de Moradias, Iraida Morocoima. A dirigente destaca ainda o caráter político da prisão do ex-presidente brasileiro. "Lula representa os povos que lutam. Eles, do império [dos EUA], sabiam que [com isso] Lula não poderia mais falar com o povo, porque Lula é símbolo de luta e liberdade".

    Atos em mais de 200 cidades

    Durante a jornada, que termina nesta quarta-feira (10), mais de 200 cidades do Brasil e do mundo realizaram atividades em apoio ao ex-presidente, segundo os organizadores dos Comitês Lula Livre.

    Presente na manifestação da praça Diego Ibarra, a dona de casa venezuelana Isís de Boscan afirma que essa "é uma prisão injusta". "Estão acusando o Lula de coisas que ele nunca fez para que ele não possa mais se eleger como presidente do Brasil. Nós, da Venezuela, o apoiamos, pois aqui estamos vivendo algo parecido. Estão armando uma quantidade de coisas contra o nosso presidente, Nicolás Maduro, como um golpe econômico e um golpe elétrico", compara.

    Uma das organizadoras da manifestação é Ana Maldonado, integrante da organização Frente Francisco de Miranda, que explica o objetivo desse ato: "Estamos aqui para protestar contra a prisão injusta de Lula. Queremos dizer ao mundo que a Venezuela expressa sua solidariedade com esse companheiro que acreditou na integração regional e na necessidade de organizar a classe trabalhadora e os movimentos sociais para defender um modelo de sociedade diferente. Lula defendeu o exercício da democracia direta, para que os povos tenham mais voz".

  • Movimentos sociais realizam ato em solidariedade à Venezuela nesta sexta em São Paulo

    Lideranças dos movimentos sociais realizan nesta sexta-feira (8), às 14 horas, na capital paulista, uma manifestação de solidariedade à Venezuela e ao seu legítimo presidente, Nicolás Maduro, diante do Consulado da Venezuela, situado na rua general Fonseca Téles, 564, no Jardim Paulista. A direção da CTB, que estará presente na manifestação, divulgou nota contra a intervenção imperialista liderada pelos EUA no país. Leia abaixo:

    O povo venezuelano e a sua revolução bolivariana vivem uma de suas maiores ameaças. Um consórcio internacional golpista, liderado pelos Estados Unidos, fabricou um desconhecido fantoche (Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente) e, através dele, agride as normas das relações internacionais e tenta derrubar o presidente legitimamente eleito do país, Nicolás Maduro. 

    Neste momento, a luta anti-imperialista desloca-se para a América Latina e tem como centro a defesa da autodeterminação do povo venezuelano e o respeito da América Latina como uma Zona de Paz. Como aprovou a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em 2014, “baseada no respeito aos princípios e normas do Direito Internacional", os países se comprometem a solucionar pacificamente suas diferenças e conflitos, "expatriando para sempre" a ameaça da força como ferramenta política na região.

    O combate à ingerência externa contra a Venezuela tem a ver com o enfrentamento da onda direitista no mundo e em nossa região. Assim pensam e se orientam os classistas da CTB. 

    O povo venezuelano está fazendo a sua parte, resistindo nas ruas. Quanto a nós, devemos intensificar atos e agendas que denunciem mais uma manobra imperialista e prestar total solidariedade ao povo venezuelano e ao seu presidente Nicolás Maduro.

    Com base nessas opiniões, a reunião ocorrida ontem, 05/02, em São Paulo, a maior e mais representativa do Comitê pela Paz na Venezuela desde a sua constituição em 2017, definiu uma atividade que expressa nossa solidariedade e combate ao cerco midiático golpista contra a soberania da Venezuela (veja abaixo).

    Mãos à obra!

    Adilson Araújo - 

    Presidente nacional da CTB

    Nivaldo Santana - Secretário de Relações Internacionais da CTB

  • Na América Latina, políticos e lideranças manifestam apoio a Maduro

    Lideranças populares e partidos políticos do campo progressista na América Latina denunciaram nesta quarta-feira (23) a tentativa de golpe contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Horas antes, Jair Bolsonaro (PSL) e chefes de Estado que integram o chamado Grupo de Lima reconheceram o opositor venezuelano Juan Guaidó como "presidente encarregado" do país.

    O PT e suas bancadas na Câmara e no Senado qualificaram a decisão de Bolsonaro como subserviente aos Estados Unidos, ressaltando que foi o presidente estadunidense, Donald Trump, quem primeiro reconheceu Guaidó como presidente nesta quarta: "Decisão do novo governo autoritário brasileiro de não reconhecer o mandato do presidente Maduro contraria as mais altas tradições da diplomacia do país. Essa decisão agressiva do governo brasileiro demonstra que o nosso país já não tem mais política externa autônoma, tendo-se alinhado acriticamente, e contra seus próprios interesses, à agenda geopolítica belicista e antilatinoamericana de Donad Trump".

    A presidenta nacional do partido, Gleisi Hoffmann, seguiu a mesma linha: "Começamos hoje na América Latina a caminhada dos conflitos que tanto repudiamos em outros continentes. Líbia, Iraque, Síria são lembranças atuais das decisões arrogantes dos Estados Unidos e seus parceiros políticos. O Brasil só tem a perder com esta intervenção na Venezuela".

    A direção nacional do PCdoB também divulgou uma nota contra a tentativa de golpe: "O Brasil há 140 anos não tem conflitos militares com seus vizinhos. Ao contrário, sempre adotou os caminhos negociados e equilíbrio pragmático nas relações internacionais, em especial com os vizinhos latino-americanos e caribenhos, como fator estabilizador no continente. O PCdoB condena veementemente tal posição e se mantém solidário com os preceitos de respeito à autodeterminação, não-intervenção e solução pacífica dos conflitos como princípio pétreo do ordenamento nas relações exteriores de nosso país".

    Pelo Twitter, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos também questionou a decisão do presidente brasileiro: "Bolsonaro apóia golpe na Venezuela ao reconhecer o deputado Juan Guaidó como presidente. Com isso, a diplomacia brasileira se torna extensão do Departamento de Estado dos EUA. A crise na Venezuela precisa de solução democrática e pacífica, sem ingerência externa".

    A Frente Brasil Popular utilizou a mesma rede social para se solidarizar com Maduro, presidente eleito da Venezuela: "O Brasil, por suas características históricas, geográficas e territoriais deve servir para se estabelecer a paz na Venezuela e não querer provocar uma guerra. A instabilidade pode servir aos interesses dos poderosos, mas não serve nada ao povo e trabalhadores".

    Evo Morales, presidente da Bolívia, considera o movimento contra Maduro como um ataque à democracia: "Nossa solidariedade ao povo venezuelano e ao irmão Nicolás Maduro, nestas horas decisivas em que as garras do imperialismo buscam novamente ferir de morte a democracia e a autodeterminação dos povos da América do Sul. Não vamos mais ser quintal dos EUA".

    Na Argentina, milhares de pessoas se reuniram em frente à Embaixada da Venezuela, em apoio a Maduro, minutos após o comunicado oficial do presidente Maurício Macri – que reconheceu Guaidó como "presidente encarregado".

    O porta-voz da secretaria de Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, declarou à agência Bloomberg que, para a administração do presidente eleito López Obrador, o mandatário legítimo da Venezuela é Nicolás Maduro.

    Cuba e Nicarágua se manifestaram, da mesma forma, em apoio ao governo chavista, eleito em maio 2018. Fora do continente, Rússia, Turquia e China também emitiram comunicados oficiais para reforçar a legitimidade de Maduro no cargo de presidente.

    Fonte: Brasil de Fato

  • Nicolás Maduro é reeleito para segundo mandato como presidente da Venezuela

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, venceu as eleições presidenciais realizadas neste domingo (20/05) no país, anunciou a presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Tibisay Lucena.

    Segundo a oficial, que anunciou os números por volta das 23h20 de Brasília, a tendência é irreversível e aponta para a vitória de Maduro, que, até o momento, tem 67,7% dos votos (5.823.728 do total). O candidato da oposição, Henri Falcón, somou 21,2% (1.820.552 votos); Javier Bertucci, 10,75% (925.042); Reinaldo Quijada, 0,4% (34.614).

    Até agora, foram apuradas 92,6% das urnas e, segundo o CNE, 46,01% dos venezuelanos compareceram às urnas neste domingo - a projeção é que o resultado final mostre 48% de comparecimento.

    Com a vitória, Maduro irá para seu segundo mandato como presidente da Venezuela, após assumir o cargo em 2012, quando o então presidente Hugo Chávez faleceu.

    Maduro falou a apoiadores em frente ao Palácio de Miraflores, em Caracas. “Estamos obtendo um recorde histórico, nunca antes um candidato havia ganhado com 68% dos votos populares [na Venezuela], e nunca antes havia conseguido 47 pontos de diferença em relação ao segundo candidato”, disse Maduro.

    “Esta é a vitória número 22 em 19 anos [de chavismo], conquistada com base no esforço, no trabalho consciente, conquistada junto a um poderoso movimento, de um povo unido, de um povo lutador", disse Maduro, que dedicou a vitória ao ex-presidente Hugo Chávez. "Vocês confiaram em mim, e eu vou responder a essa confiança amorosa."

    O agora presidente reeleito chamou os candidatos derrotados para conversar sobre o futuro do país. Maduro também anunciou que vai pedir a Lucena, ainda nesta segunda (21/05), a auditoria de 100% das urnas e a apuração de todas as denúncias de fraude durante o pleito. A lei eleitoral exige que apenas 54% sejam auditados.

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    Presidente reeleito

    Maduro construiu sua campanha em uma proposta de “revolução econômica”, prometendo reestruturar as contas do país e aprofundar as bases do chavismo. O candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) garante que irá combater o dólar paralelo, colocar à venda a nova moeda virtual, Petro, e consolidar o corte de três zeros da moeda nacional, o Bolívar.

    Ex-sindicalista e militante da Liga Socialista da Venezuela, Maduro foi duas vezes deputado da Assembleia Nacional, Ministro das Relações Exteriores e vice-presidente da república até a morte de Hugo Chávez em 2012, quando assume a presidência.

    Maduro foi reeleito neste domingo

    As eleições presidenciais marcam o quarto pleito em menos de um ano na Venezuela, que já votaram para a Assembleia Nacional Constituinte, governadores e prefeitos. Em 19 anos de governo chavista, essa foi a 24ª eleição no país.

    Oposição

    Antes mesmo de os resultados oficiais serem divulgados, Henri Falcón, que ficou na segunda posição, disse que não iria reconhecer o pleito. "Desconhecemos este processo eleitoral e o qualificamos como ilegítimo (...) Poderia haver eleições em outubro e estaríamos dispostos a participar, sem vantagens e sem chantagem. É assim que se constrói uma alternativa para responder aos venezuelanos que hoje padecem de fome e enfermidades", disse, no Twitter.

    Fonte: Opera Mundi

  • Oliver Stone diz que apagão na Venezuela pode ter sido causado por ataque dos EUA

    “Sabemos que a administração Trump está envolvida em uma estratégia de mudança de regime imprudente na Venezuela, buscando fomentar um golpe militar ou revolta em massa”, postou o cineasta

    O cineasta norte-americano Oliver Stone postou um texto em sua página no Facebook, no qual diz que não se pode descartar a participação dos Estados Unidos na queda de energia elétrica que atingiu a Venezuela, entre os dias 7 e 12 de março, provocando prejuízos à população.

    Stone divulgou uma cena do Filme “Snowden”, dirigido por ele, no qual o então agente da NSA aparece espionando, entre outros, a Venezuela e o Brasil.

    Acompanhem a íntegra do texto:

    De 7 de março a 12 de março deste ano, a Venezuela sofreu a pior queda de energia elétrica da sua história. Aconteceu logo depois de Juan Guaidó – um presidente autodeclarado apoiado pelos EUA – retornou para a Venezuela e pediu protestos em massa para tentar forçar o governo de Nicolás Maduro a deixar o poder. Uma coincidência?

    Nosso governo causou estragos em sistemas de computadores estrangeiros antes, por exemplo, no Irã, no final dos anos 2000, em uma operação conjunta dos EUA / Israel que visava o programa nuclear do Irã. Como Kalev Leetura escreveu recentemente na Forbes, “a ideia de um governo como os Estados Unidos interferindo na [da Venezuela] é realmente bastante realista. Operações cibernéticas remotas raramente exigem uma presença significativa no solo, tornando a operação de influência ideal aceitável”.

    Não podemos ter certeza de que o governo dos EUA esteve envolvido nesta situação sem precedentes, mas sabemos que o governo Trump está engajado em uma estratégia de mudança de regime imprudente na Venezuela, buscando fomentar um golpe militar ou uma revolta em massa por meio da criação de uma presidência paralela, impondo sanções econômicas devastadoras e ameaçando a intervenção militar.

     

    Fonte: revistaforum.com.br

  • ONU e OEA rejeitam plano dos EUA contra Venezuela

    O governo de Donald Trump foi derrotado nas últimas reuniões da OEA (Organização dos Estados Americanos) e do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em que levaram a proposta de deslegitimar o governo de Nicolás Maduro, reeleito presidente da Venezuela, e respaldar o golpe de Estado pretendido pelo oposicionista Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino. “Por isso, eles não esperavam”, comemorou o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

    Na ONU, a maioria dos conselheiros considerou que os problemas internos do país devem ser tratados pelo próprio povo, respeitando-se o sagrado direito à autodeterminação das nações. China e Rússia, potências nucleares com poder de veto no Conselho de Segurança, manifestaram formalmente apoio a Maduro e à soberania da Venezuela. “A verdadeira ameaça à paz são os EUA e seu desejo de participar do golpe”, declarou o embaixador russo Vasili Nebenzia.

    O papa Francisco também se pronunciou sobre a crise no país sul-americano domingo (27) e defendeu uma “solução justa e pacífica” para os dilemas. “O que me assusta é o derramamento de sangue”, afirmou, o que foi interpretado como uma condenação velada à política belicosa dos EUA.

    Portal CTB

  • Países do Mercosul decidem que Venezuela não assumirá presidência do bloco

    Com o pretexto de que a Venezuela não adotou as regras estabelecidas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), os chanceleres dos países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) decidiram que sua presidência não será exercida pelo país bolivariano conforme cronograma, mas por meio de uma coordenação conjunta.

    Em nota divulgada pelo Itamaraty, na última terça-feira (13), os quatro países também ameaçaram suspender o país do bloco. “Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, diz a declaração assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

    Em julho deste ano, o Uruguai encerrou a presidência rotativa do Mercosul que, segundo a ordem alfabética, regra definida pelo bloco, deveria ter sido passada para a Venezuela, porém a Argentina, Brasil e Paraguai se opuseram à transferência.

    Atitude rechaçada por diversas organizações, entre elas a CTB e a Federação Sindical Mundial para o Cone Sul, que emitiram comunicados denunciando a iniciativa contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    Para o acordo, os três países votaram a favor de uma presidência colegiada, já o Uruguai se absteve. Em seu twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, repudiou a decisão. “A Venezuela, em exercício pleno da presidência pró-tempore do Mercosul e em resguardo de seus tratados rechaça a declaração da Tríplice Aliança [Brasil, Argentina e Paraguai]”, segundo ela, esta declaração vulnera a legalidade da organização.

     



    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, esta é mais uma ofensiva das forças conservadoras e do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas. “Depois do Brasil, o principal alvo da direita latino-americana é a Venezuela”, alerta o sindicalista.

    Sobre a alegação de que o país teria descumprido compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, Delcy declarou: "Em breve, vamos expor a verdade  sobre o acervo normativo da Venezuela e do resto dos países-membros, assim como as ações para proteger o Mercosul". Segundo ela, seu país não permitirá violações aos tratados do bloco. Ela denunciou ainda que esta tentativa de destruir Mercosul é um reflexo da "intolerância política e desespero dos burocratas". 

     

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Rússia alerta: EUA acham que América Latina é seu quintal

    Especialistas russos estão na Venezuela como parte do acordo de cooperação técnico-militar de 2001 com Caracas, que não precisa de mais aprovação, informou o Kremlin após relatos da chegada de dois aviões militares com tropas e cargas. Diante das relações do governo Trump, a chancelaria russa respondeu que os EUA ainda consideram "a América Latina uma área de seus interesses exclusivos; seu próprio 'quintal' e exige obediência inquestionável" como era nos tempos coloniais sob a Doutrina Monroe.

    A Rússia desenvolve suas relações com a Venezuela "em estrita conformidade com a Constituição deste país e no pleno respeito de sua legislação", declarou a representante oficial do Ministério de Relações Exteriores, Maria Zakharova.

    Acordo

    O acordo existente foi ratificado tanto pela Rússia quanto pela Venezuela, e "não exige aprovação adicional da Assembleia Nacional da Venezuela", ressaltou.

    Zakharova estava respondendo a um pedido da mídia para comentar sobre a suposta "intromissão" russa nos assuntos venezuelanos.

    Na sequência de relatos de que dois aviões militares russos transportando cerca de 100 militares e cargas desembarcando no país no sábado, a Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou como "um ato prejudicial à soberania venezuelana", enquanto o Departamento de Estado dos EUA insistiu em que era "uma escalada imprudente da situação" no país.

    Intervenção imperialista

    Um dos mais fortes defensores da derrubada do governo de Nicolás Maduro, o conselheiro de Segurança dos EUA, John Bolton, também ficou indignado ao escrever no Twitter que: "os EUA não tolerarão forças militares estrangeiras hostis se intrometendo nos objetivos comuns de democracia, segurança e democracia do Hemisfério Ocidental, e o estado de direito."

    Washington reconheceu o líder da oposição, Juan Guaidó, como o presidente legítimo da Venezuela e chegou a considerar a chamada "intervenção humanitária" para derrubar Nicolás Maduro do poder.

    Zakharova respondeu a Bolton dizendo que suas palavras provam que os EUA ainda consideram "a América Latina uma área de seus interesses exclusivos; seu próprio 'quintal' e exige obediência inquestionável" como era nos tempos coloniais sob a Doutrina Monroe.

    Doutrina Monroe

    A Doutrina Monroe, nomeada em homenagem ao presidente dos Estados Unidos James Monroe, era uma política de oposição ao colonialismo europeu no hemisfério ocidental a partir de 1823, com Washington essencialmente reivindicando a administração das Américas. Ao mesmo tempo, a doutrina afirmava que os EUA não interfeririam nos assuntos internos dos países europeus.

    Se os americanos negam a outros países o acesso ao Hemisfério Ocidental, ele levanta a questão "o que eles estão fazendo no Hemisfério Oriental?", questionou a diplomata russa, referindo-se à forte presença militar dos EUA na Europa e seu envolvimento em "revoluções coloridas" nos Estados da antiga União Soviética e nos Balcãs.

    "Talvez, eles acreditem que as pessoas desta parte do mundo ficarão agradecidas quando Washington mudar seus líderes intencionalmente e matar os indesejados. Ou os EUA ainda acreditam que as pessoas estão esperando que os americanos lhes tragam a democracia nas asas de seus bombardeiros. Pergunte aos iraquianos, líbios ou sérvios sobre isso", afirmou a representante do Ministério de Relações Exteriores russo.

    A Rússia também fez questão de deixar claro nesta quinta-feira (28) que as tropas que chegaram nos últimos dias à Venezuela permanecerão no país "o tempo que for necessário" para o regime de seu aliado, o presidente Nicolás Maduro; na quarta-feira (26), o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu à Rússia que saia da Venezuela, após a tensão criada pelo envio de militares e materiais russos para Caracas; e o chanceler brasileiro, o lacaio Ernesto Araújo, repetiu o que foi dito por Washington, que os militares russos enviados à Venezuela devem deixar o país se o seu propósito for o de "manter o governo de esquerda no poder". Levou uma banana e foi ignorado pelos russos.

    Fonte: Sputnik e 247

  • Solidariedade com Venezuela, contra as ameaças de guerra

    Por Socorro Gomes (*)

    Em diversos países a última semana foi marcada por manifestações, sempre silenciadas pela mídia empresarial, de solidariedade com o povo venezuelano. O Brasil foi palco de algumas delas. Na última sexta-feira (8) centenas de pessoas, lideradas por partidos políticos e movimentos sociais, foram até o Consulado Geral da Venezuela em São Paulo, externar sua solidariedade com o governo legítimo e constitucional do presidente Nicolás Maduro e com o povo irmão, que é vítima de uma tentativa de golpe de Estado e encontra-se sob ameaça de intervenção militar.

    Como presidenta do Conselho Mundial da Paz, somo-me a essas vozes de protesto contra a política de mudança de regime e a tentativa criminosa de derrubar o governo legítimo da Venezuela, A guerra   em preparação, comandada  por Donald Trump  e seus fantoches do cartel de Lima, tem o objetivo de controlar e apropriar-se das maiores reservas de petróleo conhecidas do planeta, além de outras importantes fontes de recursos naturais.

    Os Estados Unidos agem como Estado fora da lei buscando através da sabotagem, das sanções econômicas, da guerra midiática e diplomática,  impor o terror no país através de um fantoche que se autoproclamou “presidente encarregado”, totalmente a serviço de sua política de ingerência, violando as leis internacionais e levando o continente à beira  da guerra e devastação.

    São falsos os pretextos usados pelos imperialistas estadunidenses, de que defendem a democracia e os direitos humanos na Venezuela. O que querem é o controle das imensas riquezas petrolíferas e outros recursos do país. Querem impor seus interesses e domínio no continente e impedir pela força a afirmação de nações soberanas.

    Se o mundo permitir a concretização do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, estará dando carta branca à repetição de crimes de lesa-humanidade, típicos do nazismo de Hitler e do imperialismo em crise dos tempos atuais. Não se pode, sob nenhum pretexto, permitir a repetição de guerras como as que destruíram a Iugoslávia e dilaceraram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria.

    Para ser livre, justo e equilibrado, o mundo não pode permitir tais desatinos, mas ater-se sempre à autodeterminação das nações e povos, como direito inalienável e sagrado, reconhecido pela Carta das Nações Unidas.

    Não se pode admitir as intervenções de um país sobre outro, os golpes antipopulares, a violação da soberania nacional, a guerra imperialista.

    O povo venezuelano é vítima de ameaças, golpes e agressões, inclusive a ameaça de intervenção armada pelo governo Trump, seus lacaios internos e no entorno latino-americano.

    Os povos devem levantar a voz e condenar a ingerência dos Estados Unidos e da União Europeia que, ao arrepio do Direito Internacional, fomentam a instabilidade, ao legitimar um autoproclamado “presidente interino” ou “presidente encarregado”, num ato que ignora as instituições democráticas do país.

    Agora, esse “presidente”, num gesto de covardia e traição nacional, afirma que vai solicitar a intervenção externa.

    Para além dos pretextos sobre a “defesa dos direitos humanos” e da “democracia” na Venezuela, invoca-se a “crise humanitária”. Contando com aliados servis, os Estados Unidos iniciaram uma operação fraudulenta de envio de “ajuda humanitária”, que não passa da instalação de um corredor para guerra. Já conta com o beneplácito do governo colombiano e espera a adesão do Brasil.

    Apoiamos o povo venezuelano e seu governo legítimo nos esforços para seguir adiante na construção do sistema político e econômico que corresponde aos interesses nacionais e populares.

    Defendemos o diálogo nacional e as iniciativas diplomáticas em favor da paz na Venezuela para impedir a realização dos criminosos planos agressivos do imperialismo.

    Renovamos a nossa convicção de que vale a pena lutar pela paz, a soberania nacional e a autodeterminação dos povos.

    (*) Socorro Gomes é presidenta do Conselho Mundial da Paz

  • Venezuela

    A Venezuela é um país sul-americano cuja experiência social foi transformada após a primeira eleição de Hugo Cháves em 1998. A adoção do modelo econômico do "socialismo do século XXI" reconquistou a liberdade da nação ao editar uma nova Constituição para o país, cujo objetivo final é o de “construir uma sociedade sem classes sociais, que é uma sociedade comunista”.

    O país enfrentou mais de uma tentativa de golpe de Estado desde então, orquestradas pela elite econômica neoliberal. Atualmente governada por Nicolás Maduro, a nação atravessa uma guerra econômica desencadeada por parte do empresariado através da inflação e do desabastecimento. Com a queda do preço do petróleo, a situação se agravou, e o país enfrenta o desafio de estabelecer um novo modelo de produção, menos dependente do produto.

  • Venezuela tem a sua primeira vice-presidenta com a nomeação de Delcy Rodríguez

    Delcy Rodríguez era a presidenta da Assembleia Nacional Constituinte e passou a exercer a vice-presidência da Venezuela com a nomeação feita pelo presidente reeleito Nicolás Maduro, nesta quinta-feira (14). Assim ela entra para a história do país como a primeira mulher a exercer a vice-presidência.

    "Designei como vice-presidente executiva uma mulher jovem, valente, aguerrida, filha de mártir, revolucionária e provada em mil batalhas; nossa irmã Delcy Eloína Rodríguez", escreveu Maduro em seu Twitter.

    Além de Delcy, dos 11 ministérios anunciados por Maduro, seis serão chefiados por mulheres. Nos países governados por forças progressistas, cresce a participação das mulheres em cargos de primeiro escalão. Ainda falta o anúncio dos outros dezoito novos ministros ou ministras.

    O presidente da Venezuela chegou a mencionar uma “revolução feminista” em seu país. O que pode significar a participação de mais mulheres no primeiro escalçao de seu novo governo.

    Advogada de 49 anos, Rodríguez ascendeu a posições de grande confiança dentro do governo de Maduro: foi sua ministra de Comunicação entre 2013 e 2014, chanceler entre 2014 e 2017. Assumiu a presidência da Assembleia Constituinte – que rege o país com plenos poderes – desde a sua instalação em agosto de 2017.

    Também é presidenta do movimento “Somos Venezuela”, criado para impulsionar a candidatura à reeleição de Maduro nas últimas eleições em 20 de maio, junto com o governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

    Portal CTB com agências. foto: Ronaldo Schemidt/AFP

  • Venezuela: a guerra híbrida desencadeada pelos EUA pode desaguar na intervenção direta

    Obscurecida por uma cortina de fumaça midiática que nos quer convencer de que se trata de um dilema entre democracia (concebida como um valor universal) e ditadura, os conflitos políticos que sacodem a Venezuela e envolvem todo o seu entorno adquirem cada vez mais os contornos de um embate geopolítico que opõem notoriamente os Estados Unidos à China e à Rússia.

    O objetivo à margem da retórica é o controle das maiores reservas de petróleo do mundo e preservação da hegemonia mundial. A Europa, embora aparentemente em cima do muro e desfiando contradições e remorsos, tende a respaldar as aventuras da Casa Branca.

    O governo de Nicolás Maduro conta com o apoio da China (que investiu cerca de US$ 70 bilhões na Venezuela) e da Rússia, que defendem o consagrado direito internacional das nações à autodeterminação, que por definição exclui e condena a possibilidade de intervenção estrangeira em pelejas domésticas, princípio também proclamado pela Celac e pelos governos progressistas da América Latina e Caribe.

    Onda conservadora

    Mas a onda conservadora que invadiu o continente ao longo dos últimos anos, distribuindo golpes de Estado e fortalecendo políticos conservadores, alterou as percepções e a correlação de forças políticas, revertendo o processo de integração regional que desaguou na Celac e desenhou um novo arranjo geopolítico hostil ao hegemonismo de Washington, que parece ter recuperado o comando da situação.

    Não se pode dizer por quanto tempo o quadro atual prevalecerá, mesmo porque ele não está em sintonia com as transformações econômicas, objetivas e silenciosas, ocorridas nas últimas décadas, traduzidas na ascensão da China, que se transformou na maior economia do planeta, e na progressiva decadência do poderio econômico relativo dos EUA.

    A sensação de declínio, ampliada com Donald Trump e sua guerra comercial, deixou os imperialistas americanos ainda mais arrogantes e belicosos. A forma com que se conduzem diante da crise na Venezuela, apoiando abertamente um golpe de Estado, é emblemática. Os EUA deflagraram o que alguns críticos do imperialismo caracterizaram como guerra híbrida, uma espécie de guerra por procuração, terceirizada, promovida por lacaios.

    Porém, frente à resistência do governo Maduro, que conta com o precioso apoio das Forças Armadas, da Corte Suprema e da população mais pobre, o impasse se agravou e crescem os indícios de que a guerra híbrida tende a evoluir para uma intervenção militar direta.    

    Intervenção militar

    Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, o governo dos Estados Unidos está "preparando o cenário" para uma intervenção militar no país e a narrativa de "intervenção humanitária" (para defesa da democracia) não passa de uma "operação de encobrimento". A decisão de intervir militarmente já foi tomada, de acordo com informações da porta-voz ao RT, canal estatal russo de televisão.

    “Continuam chegando sinais de Washington sobre a possibilidade de usar a força para derrubar as autoridades legítimas através de uma intervenção militar direta”, disse a representante do governo da Rússia, aliado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

    A crise no país sul-americano se acentuou depois que o deputado oposicionista Juan Guaidó, com o apoio dos Estados Unidos, se autoproclamou presidente República. Ele foi reconhecido por uma série de países aliados aos EUA e pela União Europeia. Países como China, Turquia e Rússia, no entanto, seguem reconhecendo a legitimidade de Maduro.

    Para a porta-voz do governo da Rússia, a presença de militares norte-americanos na área de fronteira da Venezuela, que ocupam essas regiões sob a justificativa da “ajuda humanitária”, não passa de uma “operação de encobrimento” que tem, por objetivo, a intervenção militar direta.

    Operação de encobrimento

    “Nesta situação, você chega a uma conclusão óbvia: de que Washington já tomou a decisão de intervir militarmente na Venezuela. Todo o resto é operação de encobrimento”, disparou.

    As declarações de Zajárova vêm quatro dias após o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, admitir que tem a intervenção militar como uma “opção” para resolver a crise na Venezuela.

    “Gostaria de lembrar que tais declarações de autoridades norte-americanas são uma violação direta do artigo da Carta da ONU, que obriga todos os membros da organização a não ameaçarem ou fazerem o uso da força em suas relações internacionais”, disse a porta-voz.

    Cúmulo do cinismo

    Na mesma declaração desta quinta-feira (7), a porta-voz do governo russo chamou de “cúmulo do cinismo” a postura dos Estados Unidos ao criticar o governo de Nicolás Maduro ao mesmo tempo em que impõe sanções econômicas que agravam a crise no país.

    “Eles dizem que os venezuelanos vivem mal com este governo. Bem, não imponham sanções! Deixe o estado vivo para que se desenvolva e resolva seus próprios problemas, não os agrave”, pontuou. A hipocrisia já foi considerada por um atento observador como um patrimônio nacional dos EUA, embora seja um patrimônio exclusivo das suas classes dominantes. É, com efeito, uma arte na qual são inigualáveis.

    Umberto Martins, jornalista, editor do Portal CTB e autor do livro "O golpe do capital contra o trabalho". 

  • Vice-presidente dos EUA culpa Guaidó pelo fracasso do golpe de Estado na Venezuela

    A derrota militar do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, ao não conseguir, até hoje, a adesão das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), foi censurada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

    A autoridade de Washington recriminou o Presidente da Assembleia Nacional (AN) pelos fracassos sofridos após o seu reconhecimento, no passado dia 23 de janeiro, ações que não permitiram justificar a intervenção militar projetada pela Casa Branca.

    A revelação foi feita esta quarta-feira pelo portal argentino de notícias A Política Online, citado pela Prensa Latina, que descreveu que a reclamação teve lugar na reunião do autodenominado Grupo de Lima, na passada segunda-feira, em Bogotá, Colômbia.

    De acordo com o relatório, “Pence apresentou ao autoproclamado presidente Juan Guaidó um duro diagnóstico de tudo o que estava a falhar na ofensiva contra o regime chavista. A maior reclamação foi a continuidade da adesão das FANB” ao presidente legítimo, Nicolás Maduro.

    Guaidó, de acordo com a análise da plataforma digital, havia prometido ao governo dos EUA que, se a maioria dos líderes mundiais o reconhecessem como alegado presidente da Venezuela, pelo menos metade dos oficiais das FANB desertaria, o que não ocorreu.

    Por outro lado, o membro do partido da oposição Vontade Popular também não conseguiu o apoio de 50 por cento dos 194 países que compõem a Organização das Nações Unidas (ONU).

    Outra das falsas declarações do parlamentar consistiu em assegurar que a base social do sistema socialista liderado por Maduro estava “desintegrada”, uma afirmação que também não se confirmou.

    Na capital neogranadina, o funcionário norte-americano também questionou a pouco comprometida atitude dos milionários venezuelanos que vivem no exterior. “Esperava-se uma contribuição mais decidida de dinheiro para financiar a passagem de polícias, militares e políticos para a esfera de Guaidó. Até agora, tal não aconteceu”.

    Perante estes factos, importantes centros de decisão internacional aliados da presidência de Donald Trump começaram a alertar que a oposição venezuelana “poderia deixar passar o momento” que, supostamente, ganhou com o aparecimento de Guaidó.

    Por sua parte, o Governo bolivariano declarou como um dos principais fracassos do membro da AN e dos Estados Unidos, a impossibilidade de entrar no país sul-americano, no passado dia 23 de fevereiro, a suposta ajuda humanitária – como tanto anunciaram –, mecanismo utilizado para justificar a intervenção.

    Após essa derrota, Guaidó disse que os acontecimentos desse dia “obrigaram-me a tomar uma decisão: apresentar à comunidade internacional, formalmente, que devemos ter todas as opções em aberto para conseguir a libertação desta pátria”.

    No entanto, a proposta foi rejeitada pelo próprio Grupo de Lima, que, num comunicado, insistiu na continuação dos ataques contra o governo constitucional e na necessidade de o chefe de Estado venezuelano “sair”, só que “sem o uso da força”.

    * Granma: órgão oficial do Partido Comunista de Cuba.

    Fonte: http://www.granma.cu/mundo/2019-02-28/vicepresidente-de-eeuu-culpa-a-guiado-el-fracaso-del-golpe-de-estado-en-venezuela-28-02-2019-09-02-40, publicado em 2019/02/28, acedido em 2019/03/02.

    Tradução do castelhano de MFO