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Nova Central

  • A noite desta quinta-feira (24) esquentou em Salvador, capital da Bahia, no hotel Stella Maris, onde aconteceu o ato político do 4º Congresso Nacional da CTB. Após aprovarem o regimento interno, as delegadas e os delegados reforçaram a defesa da unidade da classe trabalhadora para derrotar o golpe impetrado em 2016.

    Apresentado pela jornalista Kardé Mourão, o ato contou com uma mesa substancial de forças populares para empoderar o projeto de unir os setores sociais avançados em defesa da democracia e dos direitos conquistados.

    Pascoal Carneiro, presidente da CTB-BA, deu as boas vindas às delegadas e aos delegados, reforçando a intenção de que se realize um Congresso à altura dos desafios da conjuntura adversa.

    A seguir discursou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo. “O tempo exige falar de política”, disse. Para Araújo, a classe trabalhadora precisa estar atenta e atuar para alterar a correlação de forças no Congresso.

    "Juntos podemos construir um Brasil e um mundo menos desigual e mais humano”, porque nem “FHC conseguiu fazer o que Temer está fazendo em tão curto tempo”, complementou.

    O presidente da FSM e diretor da Cosatu, sindicato da África do Sul, Mike Makwayiba saudou os participantes do 4º Congresso Nacional da CTB e reforçou a solidariedade e união da classe trabalhadora contra o capital.

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    Já Peter Poschen, diretor da OIT no Brasil, sinalizou com a possibilidade de o Congresso da CTB “desenvolver saídas para a crise do Brasil”, superando este momento crucial na história.

    A mesa contou com representantes da Força Sindical, da Nova Central, UGT e da CUT, CNTM, além da presença de diversos políticos, delegações estrangeiras, secretárias do governo da Bahia, dirigentes estudantis, movimento negro e de mulheres, mostrando a força da central que mais cresce no Brasil.

    Muito festejada foi a presença da presidenta do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, Maria Agda Aguiar. Ela reforçou a necessidade de os dirigentes sindicais estarem bem preparados para enfrentar a realidade criada pelo governo golpista.

    “Representante sindical tem que chegar à mesa de negociação com altivez”, afirmou. “Está nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras o destino da Justiça do Trabalho. Vamos continuar de pé e de olhos bem abertos”.

    Enquanto Carlos Muller, dirigente da CTB, reafirmou a necessidade de fortalecer as bases do movimento sindical porque “os trabalhadores e as trabalhadoras estão enfrentando o maior ataque da história a seus direitos”.

    O representante do PCdoB, Renato Rabelo defendeu a unidade das forças democráticas para “reverter o caos que estão implantando no país”. Para ele, a saída para o impasse da crise brasileira está na política.

    Já a deputada estadual Fabíola Mansur representou o PSB e defendeu a unidade porque “o PSB tem lado, sempre teve”, o lado da classe trabalhadora. “Querem tirar a nossa esperança, mas nós resistimos”.

    O vice-presidente da CTB, Vicente Selistre disse que “este 4º histórico Congresso deve reverter a barbárie capitalista ultraliberal que ataca o Estado Democrático de Direito”. Ele concluiu que “não há a caminho fora da unidade”.

    Finalmente, Marianna Dias, presidenta da UNE afirmou que “a unidade das centrais sindicais foi essencial para a vitoriosa greve geral de 28 de abril e essa unidade deve se estender a todo o movimento social para vencermos o golpe”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Fotos: Manoel Porto

  • No seminário “Mais Mulheres na Política”, do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), ficou decidido que cada central encaminhará as propostas do FNMT para as candidatas e candidatos de sua escolha, inclusive pedindo para que assinem o compromisso de defenderem essas propostas, caso sejam eleitas ou eleitos.

    O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (31), com a presença de 60 representantes das cinco centrais sindicais participantes do seminário (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT).

    “Tivemos um debate muito importante e concluímos sobre a essencialidade de estarmos cada vez mais unidas e mobilizadas para tirar o Brasil do vergonhoso 154º lugar (segundo a ONG estadunidense Inter-Parliamentary Union) no ranking dos países com mais mulheres na política”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A sindicalista mineira conta também que houve unanimidade na decisão de que não basta ser mulher para ter o apoio das centrais sindicais, “é necessário ter compromisso com a luta emancipacionista feminina e pela igualdade de gênero”.

    Falaram no seminário Liége Rocha, representando a União Brasileiras de Mulheres (UBM) e Sônia Coelho, pela Marcha Mundial de Mulheres. A CTB contou com a presença de dez representantes, além de Celina.

    Participaram as secretárias da Mulher Trabalhadora, Gicélia Bitencourt (SP) e Kátia Branco (RJ), Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região, além de três metalúrgicas de Jaguariúna (SP), duas bancárias de São Paulo e a assessora da CTB, Márcia Viotto.

    Além de defender as propostas específicas das mulheres trabalhadoras como igualdade salarial, creches nos locais de trabalho, contra o assédio moral e sexual, foram definidos planos de mobilização contra a violência, que “cresce espantosamente no país, com milhares de feminicídios e estupros todos os anos”, define Celina.

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    Outro tema que não escapou ao crivo das mulheres trabalhadoras das centrais sindicais foi o da defesa intransigente do Plano Nacional de Educação (PNE). “Entendemos a educação como essencial para o combate à violência e à discriminação”, afirma Celina.

    Ela lembra que foi encaminhado para os fóruns estaduais realizarem encontros como este seminário com o mesmo objetivo de levar as propostas de se ter mais presença feminina em cargos de decisão em todos os setores.

    O Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais do Rio de Janeiro realiza reunião para preparar o seu seminário, na quarta-feira (5). Já o Fórum Estadual das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais de Minas Gerais faz o seu evento no domingo (9) e na segunda (10) tem encontro com a candidata ao Senado, Dilma Rousseff e Jô Moraes, candidata à vice-governadora na chapa com Fernando Pimentel.

    “As eleições deste ano adquiriram um caráter histórico fundamental para a vida brasileira”, define a sindicalista. “Existem dois projetos em disputa. Um que defende o atrelamento e a submissão da nossa economia e o nosso que luta por um desenvolvimento nacional livre da tutela estrangeira. A luta das mulheres por direitos iguais, passa por estas questões”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

    “Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central.

    Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

    Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

    Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

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    O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

    O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

    Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

    Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

    Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

    “As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Eric Paixão

  • Para comemorar os 130 anos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT) se uniram para patrocinar o relançamento do livro “1º de Maio: cem anos de luta”, de José Luiz Del Roio, de 1986, e agora rebatizado com o título “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”, com apresentação de João Guilherme Vargas Neto.

    “A luta secular da classe trabalhadora no mundo coleciona históricas cenas de resistência e importantes vitórias. Em maio deste ano completaram-se 130 anos da épica greve operária de Chicago (EUA) pela redução da jornada de trabalho a oito horas diárias. Brutalmente reprimida pelo governo da burguesia, a paralisação deu origem ao Dia Internacional do Trabalho e, desde 1886, é lembrada e homenageada em todo 1º de Maio”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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    Roio conta que lhe foi pedido em 1986 para escrever “um texto simples explicando como havia surgido o 1º de Maio”. Mas ele fez um clássico da literatura do movimento sindical> Uma obra que apresenta a história da classe trabalhadora carregada de lutas, conquistas e também repressão e morte.

    No Brasil, o movimento sindical surge no início do século 20 com a industrialização do país, já uma República, em que vigorava a importação de mão de obra europeia, principalmente de italianos. O autor relata as dificuldades de organização dos trabalhadores e trabalhadoras em um país com cerca de 80% de analfabetos, onde a escravidão havia sido abolida poucos anos atrás.

    O Dia do Trabalhador foi instituído com muita luta no país. Até que a nascente burguesia resolveu cooptar e o 1º de Maio virou feriado nacional - em 26 de dezembro de 1924 - com o objetivo de festejar o trabalho e não refletir sobre ele, muito menos defender os direitos da classe trabalhadora.

    Por isso, “reeditar e divulgar a história do 1º de Maio é fundamental para a luta sindical. Através dela podemos saber das barbaridades às quais o trabalhador era, e ainda é, exposto”, revela Milton Cavalo, presidente do Centro de Memória Sindical.

    O 1º de Maio é “o dia em que, ano após ano, no Brasil, reiteramos e renovamos a luta da classe trabalhadora contra a exploração capitalista, pela igualdade entre todos os seres humanos, pelos direitos sociais, pelo desenvolvimento nacional com valorização do trabalho”, reforça Araújo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Serviço

    Lançamento “1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas”

    Dia: 19 de setembro de 2016 (segunda-feira) | Horário: 17 horas
    Local: Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Rua Formosa, 99, São Paulo
    Autor: José Luiz Del Roio
    Editora: Centro de Memória Sindical - Edição: 2ª - Ano: 2016