Sidebar

27
Qui, Jun

Palestina

  • Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim a cidade como capital do governo israelense diversas lideranças, organizações e entidades sindicais em todo o mundo manifestaram seu repúdio à atitude de Trump, entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM), que divulgou uma nota em apoio ao povo palestino. 

    Leia abaixo a íntegra: 

    Não à decisão do presidente dos EUA

    A Federação Sindical Mundial condena a decisão do presidente dos Estados Unidos de declarar Jerusalém como a capital de Israel. Esse ato revela como o imperialismo é impiedoso, bárbaro,agressivo.

    Temos a responsabilidade de dar apoio ao heroico povo palestino contra essa agressividade. Precisamos apoiar esse povo, que há tempos luta contra a ocupação de um exército, contra as políticas dos governos israelenses, contra as políticas que os obrigam a aceitar a ocupação de Israel.

    A FSM sempre esteve e sempre se manterá firme ao lado dos trabalhadores Palestinos, que hão de continuar sua luta. A FSM usará todos os fóruns internacionais para promover as justas demandas do Povo Palestino. A FSM também irá revelar as responsabilidades dos líderes sindicais “amarelos” que dão suporte à política de Israel.

    Todas as entidades sindicais Palestinas que têm orgulho de lutar em defesa de seu povo virão ao nosso encontro, em solidariedade a eles. Todos os sindicalistas nas bases de suas entidades, que estão lutando contra sindicalistas corruptos e comprometidos, vão nos encontrar ao seu lado.

    As circunstâncias de hoje, especialmente após a inaceitável decisão do presidente dos EUA, exigem um movimento sindical classista, renovado, internacionalista, massivo e unitário.Um movimento sindical livre de intervenções burocráticas e corrupção. Somente um movimento sindical que é organizado de modo independente e que luta com todas as categorias da FSM pode dar o apoio que o povo Palestino necessita.

    Atenas, 6 de dezembro de 2017

    O Secretariado 

    Portal CTB 

  • Navi Pillay, Alta Comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou nesta sexta-feira (18) que os ataques do exército de Israel contra uma manifestação de palestinos na Faixa de Gaza, na terça-feira (15) podem configurar “crime de guerra”.

    Nesse dia os palestinos relembram da Nakba (Catástrofe), quando em 1948, 700 mil árabes foram forçados a deixar suas casas e territórios que foram ocupados pelo recém-criado Estado de Israel. Desde então, todos os anos nesse dia, os palestinos protestam contra essa desocupação.

    Milhares marchavam pacificamente e o Exército de Israel atirou contra os manifestantes matando 62 e ferindo 2.700 pessoas. “O genocídio praticado por Israel que conta com o patrocínio do presidente dos EUA, Donald Trump, merece total repúdio da comunidade Internacional”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB.

    Para ele, é natural que a ONU declare esse massacre como crime de guerra.  “Ao tempo que prestamos a nossa solidariedade ao povo palestino, cumpre importante papel a denúncia da limpeza étnica promovida por Israel".

    Para a ONU, Israel ignorou a lei internacional sobre o uso da força ao atacar palestinos que protestavam em Gaza. “As regras para uso da força sob a lei internacional foram repetidas muitas vezes, mas parecem ser ignoradas repetidamente. Parece que qualquer um pode ser morto ou ferido: mulheres, crianças, imprensa, equipes de primeiros socorros, passantes ou qualquer um que esteja a até 700 metros da cerca”, afirma o órgão, pelo Twitter.

    Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado, diz que “força letal só pode ser usada como último, não como primeiro recurso”. Já Pillay acredita que “Israel não fez o que devia para proteger a vida dos civis”.

    De acordo com ela, desde o início da Grande Marcha do Retorno, em 30 de março, 74% dos mortos em Gaza são civis.  “O que acabo de descrever apontam para uma forte possibilidade de violação do Direito Internacional o que pode configurar-se como um crime de guerra”, reforça.

    Já o relator especial da ONU sobre os Direitos Humanos dos palestinos, Michael Lynk afirma que a condenação será “vazia se não for acompanhada de uma ação da Justiça e de uma prestação de contas por parte do Estado de Israel".

    Lynk estima em “mais de uma centena” o número de manifestantes mortos pelas “mãos das forças israelenses” e em mais de 12 mil os feridos desde a Grande Marcha do Retorno. Muitos deles, com lesões “devastadoras”.

    Para Araújo, “condenar as ações genocidas de Israel contra o povo palestino é uma necessidade da comunidade internacional. A Palestina deve ser reconhecida como um Estado soberano e seus direitos respeitados. O mundo quer a paz, mas uma paz que respeite a vida de todas as pessoas”.

    Portal CTB. Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

  • Refugiados palestinos que vivem no Brasil receberam seus passaportes, na última segunda-feira (27), durante ato solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A iniciativa faz parte da celebração pelo Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, comemorado em 29 de novembro.

    Dia de Solidariedade ao Povo Palestino será celebrado com ato solene nesta segunda (27)

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou da atividade e foi representada pelo dirigente Rogério Nunes que prestigiou o ato ao lado da diretora cetebista, Gilda Almeida.

    whatsapp image 2017 11 28 at 12.19.34

    Para Rogério o evento foi muito positivo e reafirmou "a solidariedade classista que a CTB tem com os povos oprimidos e que sofrem interferência do imperialismo, no caso da Palestina, de Israel com o apoio dos Estados Unidos", disse o sindicalista.  

    Durante a atividade, pacifistas, políticos e organizações ligadas ao mundo árabe puderam expressar todo o seu apoio a Palestina e sua luta contra as ações sionistas de Israel contra seu povo.

    No fim do encontro, que contou com atividades culturais como a apresentação de um monólogo expressando a dor do povo palestino, o embaixador daquele país no Brasil, Ibrahim Alzeben, agradeceu pelo ato e destacou a importância da solidariedade internacional.

    “Agradecemos, em nome dos 70 anos de luta, em que mais de 7 mil estão presos e metade da população palestina está refugiada”, destacou Alzeben, que logo após sua fala entregou para os refugiados presentes seus respectivos passaportes dando a possibilidade de retorno à sua terra natal.

    whatsapp image 2017 11 28 at 12.18.47

    A ação foi uma iniciativa conjunta da deputada Leci Brandão (PCdoB) e do deputado Pedro Tobias (PSDB) e contou com apoio da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), da Sociedade Árabe Palestino Brasileira de São Paulo, do Instituto Jerusalém do Brasil, da Confederação Palestina Latino Americana e do Caribe (COPLAC) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

    Portal CTB 

     

     

  • Atendendo ao chamado da Federação Sindical Mundial (FSM) que realiza, desde a última sexta-feira (15), uma semana em solidariedade ao povo palestino com ações em todo o mundo, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participou do ato realizado em São Paulo.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    Representantes de organizações solidárias com a Palestina no Brasil, entre elas a CTB-SP, marcharam, na sexta, até o Consulado dos Estados Unidos onde protestaram contra a decisão do presidente, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir a embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade.

    palestina sp 2

    Em 1967, Israel ocupou militarmente Jerusalém Oriental e em 1980 anexou essa zona e proclamou a cidade como sua capital. A comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital israelense e nem a anexação. A Organização das Nações Unidas (ONU) exige, através de diversas resoluções, a retirada das tropas.

    Desde o anúncio de Trump, líderes mundiais têm condenado a iniciativa que desencadeou uma onda de violência na região. Na última quinta (13), durante reunião da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), líderes de países muçulmanos pediram que Jerusalém Oriental seja reconhecida como capital do futuro Estado da Palestina.

    Em diversas partes do mundo estão sendo realizados protestos em solidariedade ao povo palestino. Até a próxima quinta (21), o movimento sindical internacional, convocado pela FSM, fará demonstrações em repúdio à atitude do governo dos Estados Unidos.

    Portal CTB 

  • “A CTB soma sua voz em defesa da solidariedade ao povo palestino. Defendemos a paz, a integridade territorial e o direito inalienável do povo palestino viver em suas terras e ter Jerusalém como capital”, expressou o secretário de Relações Internacionais da central, Nivaldo Santana, em homenagem ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino celebrado em 29 de novembro. 

    Para lembrar a data e fortalecer a solidariedade internacional com a Palestina e seu povo, nesta segunda-feira (27), será realizado um ato solene na Assembleia Legislativa de São Paulo às 19 horas. A ação é uma iniciativa conjunta da deputada Leci Brandão (PCdoB) e do deputado Pedro Tobias (PSDB) e contará com a presença do embaixador da Palestina no Brasil Ibrahim Alzebem.

    A atividade tem o apoio da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), da Sociedade Árabe Palestino Brasileira de São Paulo, do Instituto Jerusalém do Brasil, da Confederação Palestina Latino Americana e do Caribe (COPLAC) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

    Contexto Histórico

    Em 1947 a ONU era integrada por 57 países e o ambiente político era completamente dominado pelos EUA, que fizeram pressão sobre as pequenas nações. Com 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções e, sem o consentimento dos legítimos donos da terra, ou seja, do povo palestino, foi determinada, por meio da resolução de nº 18, a divisão da Palestina em dois Estados: o Palestino e o Israelense. Na partilha do território, 56% da área caberia aos israelenses que, na fundação de seu Estado, ocuparam 78% do espaço e se valeram da força para promover a expulsão dos palestinos de seus lares e terras. Os palestinos se refugiaram em acampamentos na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria. Em 1967, Israel ocupou o restante do território que a divisão da ONU destinara à construção do Estado Palestino.

    Em 1977, a Assembleia Geral da ONU pediu que fossem celebrados todos os anos, no dia 29 de novembro (resolução 32/40 B), o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Com efeito, foi nesse dia que, no ano de 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução sobre a divisão da Palestina [resolução 181 (II)].

    A efetivação do Estado palestino independente, com Capital Jerusalém e o retorno dos refugiados, conforme as resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral da ONU, são questões cruciais à construção de uma paz com justiça e igualdade, uma paz duradoura para o povo palestino e todos os povos do Oriente Médio.

    Serviço:

    Ato Solene pelo Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
    Data: 27 de novembro (segunda-feira)
    Horário: 19 horas
    Local: Auditório Teotônio Vilela (Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – São Paulo/SP - Alesp)

     

  • Ahed Tamimi agradeceu, por meio de um vídeo, a Federação Sindical Mundial (FSM) pela campanha de solidariedade internacional que a entidade organizou em mais de 85 países dos cinco continentes pela libertação da militante palestina e de sua mãe das prisões israelenses.

    Ahed Tamimi, ícone da resistência palestina, deixa a prisão

    Na gravação, Tamimi destaca a importância da solidariedade internacional e do apoio que recebeu das entidades sindicais em todo o mundo.

    Assista à íntegra da mensagem com legenda em inglês:

    Portal CTB 

  • A Federação Sindical Mundial (FSM) inaugura, nesta sexta-feira (15), uma campanha internacional em solidariedade ao povo palestino para denunciar a agressão que o governo dos Estados Unidos cometeu contra aquele país ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    “A FSM proclama uma semana de solidariedade ativa e militante com o povo heroico da Palestina”, diz a convocatória. A entidade sindical conclama a classe trabalhadora para organizar manifestações, durante toda a semana, contra a decisão do presidente estadunidense Donald Trump.

    palestina es cartaz

    Em São Paulo, organizações solidárias com a Palestina, farão um grande ato de repúdio ao governo Trump. Segundo a organização da iniciativa, os manifestantes se concentrarão a partir das 15 horas na Estátua do Borba Gato (Avenida Santo Amaro, 5700) e sairão em caminhada até o Consulado dos Estados Unidos. (Confira os detalhes do evento na página do Facebook). A CTB se soma nesta atividade.

    “Para os povos de todo o mundo e para a Federação Sindical Mundial Jerusalém Oriental é a capital da Palestina, dentro das fronteiras de 1967”, conclui o comunicado. (leia aqui a íntegra).

    A campanha se estende até a próxima quinta-feira (21) e contará com a participação de entidades sindicais em todo o mundo. 

    Portal CTB 

  • No último sábado (13), a jornalista da Federação Sindical Mundial (FSM), Alexandra Liberi, foi presa e deportada pela polícia do aeroporto de Tel Aviv ao tentar participar de um seminário em Ramallah (Palestina).

    Apesar de portar todos os documentos necessários para a viagem, a dirigente teve que ficar por 11 horas detida no aeroporto e depois foi deportada para Atenas.

    A FSM emitiu uma nota na qual denuncia a política antidemocrática perpetrada pelo Estado de Israel.

    Leia abaixo a íntegra:

    A Federação Sindical Mundial (FSM) denuncia a atitude ilegal e antidemocrática da Polícia do Aeroporto de Tel Aviv contra a responsável pela Imprensa da FSM, que estava viajando no último sábado (13) para a Palestina, legalmente e com todos seus documentos de viagem.

    A companheira Alexandra Liberi, jornalista, viajava em uma missão da FSM em Ramallah para participar de um seminário da FSM com o tema “Educando jovens sindicalistas na internet e novas tecnologias”.

    Ao chegar ao aeroporto de Tel Aviv foi detida pela segurança com o argumento de que “ a FSM coloca em risco a segurança do Estado de Israel”. Um grupo de 15 policiais (homens) e uma mulher, tratavam de aterrorizar a companheira, tentaram chantagear e tirar os textos e folhetos sindicais da FSM.

    Ela ficou presa pela Segurança do Aeroporto durante 11 horas e acompanhada por policiais foi embarcada de maneira violenta e contra sua vontade em uma avião e expulsa de Israel. Acompanhada por policiais regressou à Grécia.

    Este ato é mais uma oportunidade para o movimento sindical internacional denunciar as práticas antidemocráticas e ilegais dos governos de Israel, fortalecer nossa solidariedade internacionalista com a luta heroica do povo palestino e exigir aos organismos internacionais que as regras do direito internacional sejam implantadas em todos os países.

    Companheiros e companheiras, trabalhadores e trabalhadoras, filiados e amigos da FSM, este ano que celebramos o 70º aniversário desta organização declaramos que temos orgulho da nossa solidariedade com o povo palestino e todos os trabalhadores árabes.

    As atitudes dos governos de Israel não nos dão medo, pelo contrário, nos tornam mais fortes e nos ensinam que estamos no caminho certo.

    Seguimos na luta

    Atenas, 14 de junho de 2015
    Secretariado da FSM

  • O Comitê de Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM) denunciou o Estado de Israel pela detenção e prisão da palestina Ahed Tamimi, de 16 anos, por confrontar dois soldados israelenses que estavam em frente à sua casa.

    CTB condena decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

    A detenção ocorreu em dezembro em meio aos protestos palestinos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

    “A prisão da jovem palestina, de apenas 16 anos, ocorre num contexto de guerras imperialistas, que têm ceifado a vida de diversas pessoas, em sua maioria jovens”, expressou a secretária de Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Luiza Bezerra, que também integra o comitê da FSM.

    Precisamos denunciar essa realidade, disse Luiza, bem como tais prisões arbitrárias. “Os jovens não devem ser punidos por lutarem por seus direitos”, sublinhou a dirigente.

    Além de repudiar a ação e exigir a liberação imediata de Ahed o comitê fez um chamado aos jovens trabalhadores em todo o mundo para que se solidarizem com a jovem. Vários países já demonstraram seu apoio e estão denunciando sua prisão. Confira a galeria de fotos clicando aqui.

    Participe desta campanha! Baixe o cartaz (aqui)  e denuncie a prisão de  Ahed Tamimi.

    Portal CTB 

  • Pressionado pelo chamado agronegócio e enquadrado pelos militares, Jair Bolsonaro não cumpriu a promessa de transferir a embaixada brasileira em Israel para a cidade de Jerusalém, feita durante a campanha presidencial. Parece ter sido mais um produto da sua próspera fábrica de fake news. Ainda assim sua visita ao país sionista, hoje dirigido por um desacreditado líder de extrema direita (Benjamin Netanyahu), tende a provocar sensíveis prejuízos à economia nacional.

    O líder da extrema direita tropical, que tem por guru um astrólogo alucinado que se acha filósofo, resolveu instalar um escritório comercial em Jerusalém, o que foi descrito pelo general Mourão, seu vice, como “um passo intermediário”. Na realidade, é bem menos do que prometeu a Netanyahu, mas o gesto despertou a indignação dos palestinos, cujo território foi ocupado ilegalmente pelos judeus, e contribuiu para azedar um pouco mais as relações entre o Brasil e a comunidade árabe.

    Em nota divulgada domingo (31), a Autoridade Palestina condenou “nos termos mais fortes” a decisão, que considera  "uma violação flagrante da legitimidade e das resoluções internacionais, uma agressão direta ao nosso povo e a seus direitos e uma resposta afirmativa para a pressão israelense-americana que mira reforçar a ocupação e a construção de assentamentos na área ocupada em Jerusalém".

    Israel é um Estado notoriamente opressor que vive à margem do Direito Internacional, em conflito com o Conselho de Segurança da ONU, mas cujas ações criminosas são respaldadas pelo poder militar dos Estados Unidos. O governo atual está completamente isolado em sua pretensão de transferir a capital de Tel Aviv para Jerusalém, que conta apenas com o apoio de Donald Trump e de autoridades australianas.

    A ONU considera Jerusalém Oriental como território palestino ocupado ilegalmente, tendo declarado em 1980 que se trata de uma violação do Direito Internacional. O status final da cidade deve ser negociado entre as partes, de acordo com a organização, que por meio da resolução 478 recomendou a todos os países com representação em Jerusalém que se retirassem de lá.

    A política de Bolsonaro para Israel, apoiada por alguns grupos evangélicos, está em sintonia com a estratégia de Washington para o Oriente Médio e evidentemente visa agradar o bilionário Donald Trump, ídolo e patrão do capitão. Em contrapartida, contraria as tradições do Itamaraty, é nociva aos interesses nacionais e prejudicial particularmente para nosso comércio exterior, conforme alertou o economista Márcio Pochmann.    

    O intercâmbio do Brasil com os árabes é muito mais relevante do que com Israel. Somente em janeiro deste ano as exportações brasileiras para os países árabes somaram US$ 1,2 bilhão, o que significa 6,4% do valor total das nossas vendas ao exterior. Já as importações custaram US$ 597 milhões, o que resulta num superávit comercial de US$ 621 milhões em apenas um mês.

    As exportações para Israel são uma fração disto. Alcançaram apenas US$ 57,33 milhões no mesmo mês, ou seja, cerca de 22 vezes menos. O valor das importações foi de US$ 184,55 milhões, o que significa um saldo negativo de US$ 127,22 milhões. São números eloquentes.

    Se a política externa brasileira fosse guiada pelos interesses nacionais, combinados com princípios democráticos e civilizatórios consagrados no Direito Internacional, como de resto ocorreu na época de Lula e Dilma, o caminho seria outro. Ao contrário do que costuma alardear, o presidente da extrema direita se orienta pela mais tosca das ideologias, um ódio cego ao comunismo e absoluta submissão ao imperialismo liderado pelos EUA. O Brasil não tem nada a ganhar, mas terá muito a perder se continuar neste rumo.

    Umberto Martins

     

  • A greve de fome dos prisioneiros políticos palestinos aproxima-se do primeiro mês e deve seguir mobilizando o apoio e a ação internacionais. A luta dos palestinos e palestinas encarcerados por Israel – hoje, mais de 6.300 homens, mulheres e crianças – é urgente e central na causa palestina pelo fim da ocupação israelense e pela libertação nacional. A ela se devem somar todos os defensores da justiça e da paz.

    Presos políticos palestinos entram em greve de fome contra maus-tratos israelenses

    Mais de 1.500 palestinos e palestinas presos por Israel realizam uma greve de fome desde 17 de abril (Dia dos Prisioneiros Palestinos) para denunciar ao mundo as terríveis e degradantes condições de encarceramento. Reafirmam assim sua determinação de luta tanto por dignidade e respeito aos seus direitos humanos nos cárceres de um regime de ocupação militar criminoso quanto pela conquista da libertação nacional.

    A prisão dos palestinos é uma das armas mais expressivas do Estado de Israel que, desde sua criação, utiliza o terror e a repressão sem limites como métodos para garantir o avanço criminoso sobre território palestino. Cerca de 70% das famílias palestinas já tiveram algum membro aprisionado por resistir à ocupação. Entre os 6.300 encarcerados atualmente, de acordo com a associação Addameer, 300 são crianças e 13 são parlamentares. As autoridades sionistas não se acanham ao violar de forma escandalosa o Direito Internacional Humanitário ou os direitos humanos para manter sua política de aprisionamento massivo, com o objetivo de enfraquecer o povo palestino.

    A prisão de crianças, sob a acusação de atirarem pedras em tanques de guerra e soldados armados com fuzis M16, ocorre cotidianamente sob os olhos compreensivos da chamada comunidade internacional, assim como as detenções sem acusação baseadas em supostas informações secretas e que podem ser ampliadas pelo tempo que os invasores quiserem, as chamadas “detenções administrativas” que hoje atingem 500 pessoas.

    Na tentativa de enfraquecer os palestinos e palestinas e seu movimento de libertação, que se transformou em sinônimo de bravura e resistência, o regime israelense já encarcerou mais de 800 mil pessoas, contando com a cumplicidade protetora da maior potência agressora de todos os tempos, os EUA. Ainda assim, a ocupação sionista tem fracassado na sua malsinada empreitada.

    A solidariedade e o apoio para com a justa causa do povo palestino têm crescido em todo o mundo. Todavia, não o suficiente para fazer valer as resoluções das Nações Unidas para assegurar o Estado palestino, desde a proposta de partilha feita há setenta anos, através da resolução 181 da Assembleia Geral da ONU. O povo palestino tem a consciência histórica de que a única possibilidade de libertação e reconhecimento do seu Estado advirá principalmente de sua luta, à qual se junta a solidariedade dos povos de todo o mundo. Por isso, os palestinos e palestinas são punidos por Israel com a prisão arbitrária, a tortura, o deslocamento forçado, a brutalidade da repressão, a demolição de suas casas, a devastação ou despojo das suas terras, a execução, o apartheid, o genocídio, o exílio e a perseguição.

    As sucessivas guerras, agressões e avanços de Israel sobre território palestino, abocanhando por meio da expulsão dos seus donos ou eliminação dos que resistiram, permitiram-no estender suas garras e fronteiras. O restante território palestino foi ocupado, fragmentado e usurpado por colonos israelenses e cercado militarmente. Uma infâmia.

    Em total menoscabo às resoluções da ONU, o estado sionista também impede o acesso dos palestinos às fontes de água, aos bancos de pesca e às terras de agricultura, numa política perversa de tirar-lhes as mínimas condições materiais de sobrevivência. Com esta criminosa política, Israel já usurpou grande parte do território destinado aos palestinos na proposta de partilha. Para calar a resistência, as autoridades israelenses cometem toda sorte de crimes e violações, inclusive contra seu próprio povo. Em sua sanha imperialista, transformam jovens soldados israelenses em criminosos cruéis, para quem crianças palestinas devem morrer, ou perseguem uma significativa parte da sua própria população contrária à infâmia da ocupação.

    Esta amplitude e urgência no apoio e solidariedade é imprescindível na construção de uma ampla coalizão em torno do imediato atendimento e da garantia dos direitos dos prisioneiros políticos, do cumprimento das resoluções da ONU de garantia do estado palestino, com suas fronteiras delimitadas antes da ocupação militar de 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital.

    O Conselho Mundial da Paz (CMP), em sua última Assembleia, em novembro de 2016, aprovou como prioritário o apoio à luta do povo palestino por seu estado livre, em que a greve de fome dos prisioneiros manifesta mais uma forma de indômita resistência.

    A resistência é a única alternativa ao desaparecimento do povo palestino. Sem forças armadas (Marinha, Aeronáutica ou Exército), os palestinos resistem contra uma das mais poderosas potências bélicas do mundo em termos tecnológicos, numa demonstração de dignidade e força moral inigualáveis diante da assimetria da realidade imposta por um regime militar, colonialista e criminoso.

    É inaceitável que a impunidade de uma potência que impõe o apartheid, cultivando o ódio aos palestinos estendido às crianças e adolescentes, seja aceita com naturalidade. Este regime deve ser repudiado por todos os que querem sinceramente a paz na região.

    O CMP tem expressado seu apoio à luta dos prisioneiros políticos no âmbito da resistência nacional contra a ocupação israelense e do direito à autodeterminação. Em nossa solidariedade à luta do povo palestino e em rechaço contundente às políticas assentadas em crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos quotidianamente, também devemos exigir o fim da impunidade de que goza a liderança sionista em seu conchavo com as potências imperialistas, especialmente os Estados Unidos.

    Denunciando maus tratos, tortura, violações dos seus direitos à saúde, à defesa, à visita familiar, os prisioneiros palestinos representam toda a luta nacional contra a opressão, o massacre, a tentativa de expulsão. O protesto é um libelo contra a omissão da própria ONU para com o povo palestino e a negligência frente a um compromisso firmado e não cumprido.

    Repetimos a fórmula, até que seja concretizada: pela libertação dos prisioneiros políticos, o retorno dos cerca de cinco milhões de refugiados, pelas fronteiras anteriores à ocupação israelense dos territórios palestinos em junho de 1967 e Jerusalém Leste como a capital do Estado da Palestina. São posições de princípio das quais o povo palestino não arreda o pé. Por isso, reafirmamos nossa solidariedade total à causa palestina.

    Socorro Gomes é a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP)

    Artigo originalmente publicado no Cebrapaz com o título "Resistentes, prisioneiros palestinos reforçam a luta por libertação"


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

     

  • Desde o dia 17 de abril, mais de mil e quinhentos presos palestinos estão em greve de fome contra os maus-tratos a que são submetidos nas prisões israelenses.

    De acordo com informações do Comitê Executivo da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), “se intensificaram os maus-tratos e as penalizações coletivas” desde que se iniciou o protesto.

    Entidades sindicais filiadas e amigas da Federação Sindical Mundial (FSM), entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), enviaram à Organização das Nações Unidas (ONU), ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil, ao Embaixador de Israel no Brasil e à Cruz Vermelha Brasileira o pedido de libertação imediata dos presos políticos em prisões israelenses.

    Leia abaixo a íntegra:

    Para a Organizações das Nações Unidas (ONU), Cruz Vermelha Brasileira,  Ministro das Relações Exteriores do Brasil Embaixador de Israel no Brasil:

    A Federação Sindical Mundial (FSM) e suas entidades filiadas e amigas aqui no Brasil condenamos repetidamente a prisão de prisioneiros políticos palestinos.

    Fomos informados de que cerca de 1500 prisioneiros palestinos iniciaram uma greve de fome em protesto contra as suas condições cruéis e desumanas de prisão.

    Eles correm um verdadeiro risco de morte podendo falecer cumprindo a greve de fome.

    Com esta carta nós reafirmamos a nossa demanda para sua liberação imediata! Pedimos ainda que uma delegação da FSM visite as prisões em Israel e se reúna com uma delegação de pessoas em greve de fome. 

    A ONU agradeceu a manifestação solidária das organizações sociais brasileiras e orientou o envio do documento para o Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio.

     Portal CTB, com agências - Foto: Abbas Momani/AFP