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Sex, Abr

Partido dos Trabalhadores

  • Conheça a trajetória guerreira de dona Marisa Letícia na luta por um Brasil mais justo e humano

    Na campamnha eleitoral de 1989, dona Marisa puxa a candidatura de Lula à Presidência para cima

    (Foto: Arquivo pessoal)

    “A mídia ignorou a trajetória de dona Marisa como se ela tivesse sido apenas uma dona de casa, vivendo à sombra do marido”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira se refere ao fato de a biografia de dona Marisa ter tido pouco destaque. “Ignoraram que ela foi uma guerreira desde a infância. Participou ativamente dos movimentos pela melhoria da vida do povo e das campanhas presidenciais do marido (Luiz Inácio Lula da Silva)”, diz.

    A labuta da menina que nasceu em São Bernardo do Campo, em 7 de abril de 1950 no seio de uma família pobre, começou muito cedo. Aos 9 anos já trabalhava como babá de sobrinhos do pintor Candido Portinari, num tempo em que não existia regulação nenhuma para o trabalho doméstico, nem controle sobre o trabalho infantil.

    De acordo com informações da Fundação Perseu Abramo e dos Jornalistas Livres, aos 13 anos ela já era operária da fábrica de balas, dropes e confeitos Dulcora. Dali saiu para o primeiro casamento aos 19 anos. Seis meses depois estava viúva e grávida do primeiro filho.

    Com a morte do primeiro marido, dona Marisa foi à luta para sustentar ela e o filho. Como operária foi ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (na época de São Bernardo e Diadema), tratar da pensão do falecido marido, onde conhece Lula, então responsável pela assistência social do sindicato.

    Começa o namoro com ele em 1973 e se casam em 1974. Lula se torna presidente do sindicato no ano seguinte. Ela disse em uma entrevista que cansada da ausência do marido sindicalista, decidiu fazer um curso de política com Frei Betto.

    marisa lula casamento

    Foto: Arquivo pessoal

    A sua militância cresceu e não parou mais. Em outra entrevista afirmou que “em um casamento o amor é muito importante. Mas sonhar juntos é fundamental”. E ela fez o seu marido sonhar com ela em construir um novo Brasil.

    Tanto que para a presidenta deposta Dilma Rousseff dona Marisa foi uma "mulher de fibra, batalhadora que conquistou espaço e teve importante papel político”. Foi ela que fez a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT), no ano de sua fundação em 1980.

    "Eu tinha um tecido vermelho, italiano, um recorte guardado há muito tempo. Costurei a estrela branca no fundo vermelho. Ficou lindo". Nesse mesmo ano, o ex-presidente Lula foi preso juntamente com outros sindicalistas, porque na ditadura (1964-1985) a greve era proibida.

    Dona Marisa então arregaçou as mangas e organizou uma grande passeata só de mulheres pelo centro de São Bernardo contra a prisão arbitrária dos dirigentes sindicais. "Hoje parece loucura. Fizemos uma passeata das mulheres. Encheu de polícia”, contou ela à Fundação Perseu Abramo.

    Em 1º de janeiro de 2003, tornou-se primeira-dama com a posse de Lula à Presidência da República. No mesmo ano disse à revista Criativa que “quando somos jovens imaginamos que o mundo tem que ser cor-de-rosa, só que ele não é. Isso muitas vezes é um choque. O amadurecimento proporciona isso, compreensão das coisas, mais paciência. Nós aproveitamos o nosso tempo juntos para ficar bem, felizes”.

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    Já como primeira-dama em solenidade em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert)

    Já a ex-ministra Miriam Belchior afirma que “fora de casa Lula é o centro das atenções. No campo doméstico, Marisa é soberana. Ela é a âncora da família”.

    “A morte de Marisa Letícia mostra que as pessoas estão perdendo o sentimento de humanidade”, reforça a cetebista Pereira. “A mídia burguesa enxerga a mulher somente como coadjuvante, sempre à sombra dos homens. Assim não veem a nossa luta para construir o mundo novo. Luta que contou com a presença dessa guerreira".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Contra o meio ambiente e populações tradicionais, o governo paulista entrega parques a empresas

    A Cachoeira das Andorinhas , no Vale do Ribeira, é uma das belezas naturais que serão exploradas

    A mídia burguesa quase não publicou, mas na terça-feira (7), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei (PL) 249/2013, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que libera 25 parques estaduais à iniciativa privada, por um prazo de 30 anos.

    Com o costumeiro autoritarismo, o governador e seus aliados não consultaram as comunidades indígenas e quilombolas, residentes em alguns desses parques. “É um verdadeiro atentado à natureza e às populações tradicionais, que tiram sua subsistência dessas regiões”, afirma Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Na prática o que esse projeto propõe é que essas áreas passem a ser exploradas por empresas que deverão cobrar ingressos da população que quiser ter acesso a esses locais. Fora isso, as áreas de manejo poderão ser exploradas de outras formas o que pode comprometer o equilíbrio ambiental da região", afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB).

    Até a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias reconhece que "é possível ter cobrança de tarifa se isso ficar claro em um estudo, mas esse não é o objetivo. E mesmo em situações com cobrança de tarifa, o que se faz é regras para isenções para quem mora na região ou para quem é do município”.

    caverna do diabo eldorado

    Nem a famosa Caverna do Diabo escapa

    Rovaris diz que “é mais um projeto movido pela sanha capitalista, que não respeita absolutamente nada. Põe o lucro acima de tudo”. Para ele, “entregar à iniciativa privada áreas de conservação é contra qualquer atitude de bom senso. Significa apenas o começo de destruição que os neoliberais pretendem fazer”.

    A coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental, Raquel Pasinato, diz que as comunidades que, segundo ela, “já são parte da região”, não foram consultadas e podem ficar sem ter onde morar. Cinco áreas de conservação localizam-se no Vale do Ribeira e afetam várias comunidades.

    trilha Parque Estadual da Cantareira

    Trilha do Parque Estadual da Cantareira faz parte da lista privatista

    Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) diz que “agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”.

    A deputada estadual Marcia Lia (PT) reclama que “ninguém se dignou a chamar os ambientalistas” para debater sobre o PL. "Entendemos que aquela população que vive nesses parques, os caiçaras, os quilombolas, as populações ribeirinhas, os indígenas, enfim, toda essa população que vive há muitos anos nesses espaços será prejudicada”.

    David Martim, líder indígena da Aldeia Jaraguá, que fica no parque estadual de mesmo nome, também objeto da privatização, vê no projeto uma ameaça a anos de esforços pelo reconhecimento das terras indígenas. "Para nós, indígenas, nossa terra é a nossa casa", diz. Das três aldeias que formam o complexo tradicional, no Jaraguá, duas ainda aguardam demarcação.

    Abaixo a lista completa dos parques que serão privatizados:

    PE Campos do Jordão
    PPE Cantareira
    PE Intervales
    PE Turístico do Alto Ribeira
    PE Caverna do Diabo
    PE Serra do Mar (Núcleo Santa Virginia)
    PE Serra do Mar (Núcleo São Paulo)
    PE Jaraguá
    PE Carlos Botelho
    PE Morro do Diabo
    PE Ilha do Cardoso
    PE de Ilha Bela
    PE Alberto Löfgren
    Caminho do Mar
    Estação Experimental de Araraquara
    Estação Experimental de Assis
    Estação Experimental de Itapeva
    Estação Experimental de Mogi Guaçu
    Estação Experimental de Itirapina
    Floresta Estadual de Águas de Santa Bárbara
    Floresta Estadual de Angatuba
    Floresta Estadual de Batatais
    Floresta Estadual de Cajuru
    Floresta Estadual de Pederneiras
    Floresta Estadual de Piraju

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual, Portal Vermelho, Folha de S.Paulo e G1

  • Crueldade contra Lula

    A Justiça e a Polícia Federal impediram o ex-presidente Lula, preso injustamente em Curitiba, de comparecer ao velório e enterro de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que faleceu em decorrência de um câncer na terça-feira (29) e foi sepultado nesta quarta (30), às 13 horas.

    Negaram ao maior líder popular do Brasil um direito que deveria ser líquido e certo, já que está previsto de forma cristalina no artigo 120, inciso I, da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal). Foi um ato desumano, pautado pelo ódio cego contra o petista, que promoveu um governo democrático e popular orientado para o combate às desigualdades sociais, a valorização do Salário Mínimo e a defesa dos interesses nacionais.

    Leia abaixo a nota que a Direção Nacional do PT divulgou hoje sobre a crueldade, que o STF, embora reconhecendo tardiamente o direito do ex-presidente (garantido a toda e qualquer pessoa presa), não teve a coragem de impedir a tempo.  

    A decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o direito legal de Lula, chegou tarde demais para que ele acompanhasse o sepultamento do irmão mais velho. A decisão também impôs restrições ao encontro de Lula que inviabilizavam a possibilidade dele ver o irmão pela última vez e estar com seus entes queridos no momento. Uma dessas restrições era a de que o encontro ocorresse em uma unidade militar. Quando a decisão foi divulgada, Vavá já estava sendo sepultado. As condições do corpo não permitiam aguardar os rituais da burocracia.

    A perseguição ao ex-presidente Lula não tem fim e neste episódio rebaixou-se ao nível da crueldade e da vingança. A Polícia Federal de Sergio Moro negou autorização para Lula acompanhar o velório do irmão Genival (Vavá) Inácio da Silva, que faleceu de câncer na terça (29) e foi sepultado hoje às 13 h.

    O artigo 120, parágrafo 1o., da Lei de Execução Penal garante a todo cidadão participar dos funerais de familiares: irmãos, pais e filhos. Esse direito legal e humanitário, que atende a todos os cidadãos, foi negado a Lula pelos mesmos perseguidores e carrascos que o condenaram e prenderam ilegalmente, para impedir que fosse eleito presidente da República.

    A autorização para Lula participar do velório do irmão era um ato meramente administrativo, conforme a lei. O responsável pela garantia desse direito era o delegado Luciano Flores, atual superintendente da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está cumprindo sua injusta e ilegal pena de prisão.

    Ao receber petição da defesa de Lula para o comparecimento ao velório de Vavá, o delegado Flores alegou verbalmente que não tinha condições logísticas e materiais para transportar o ex-presidente até São Bernardo. No dia 4 de março de 2016, no entanto, o mesmo delegado Flores deslocou-se em avião da PF até São Bernardo, com uma grande equipe da Lava Jato, para submeter Lula a uma condução coercitiva ilegal no aeroporto de Congonhas.

    O atual ministro da Justiça, Sergio Moro, que determinou a condução coercitiva em 2016, nada fez para que seu subordinado cumprisse a lei. Ambos são cúmplices, junto com os procuradores da Lava Jato, da farsa judicial que levou Lula à prisão, sem ter cometido crime algum, sem acusações plausíveis e sem provas.

    Diante de mais esta agressão à lei e aos direitos de Lula, a defesa apelou sucessivamente à juíza responsável pela execução penal e ao desembargador de plantão no TRF-4. Ambos, com grande morosidade, reafirmaram sua notória parcialidade contra o ex-presidente Lula, submetendo-o a um regime de exceção por motivos claramente políticos.

    Lula já foi perseguido, falsamente acusado, condenado sem provas, teve negado o direito de disputar as eleições, de dar entrevistas, receber visitas religiosas e até de nomear seus próprios advogados.

    Negar-lhe, por ação, protelação ou omissão, o direito de compartilhar, com a família e os amigos, as despedidas ao irmão mais velho é um gesto mesquinho, além de ilegal, que reforça sua condição de preso político, vítima de odiosa armação jurídica.

    Nem mesmo a ditadura foi tão cruel e mesquinha em relação a Lula, que saiu da prisão por um dia, em abril de 1980, para participar do sepultamento da mãe, dona Lindu. Na época, Lula e outros dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos foram presos por 31 dias com base na Lei de Segurança Nacional.

    Não há justificativa “logística” nem “administrativa” para negarem esse direito a Lula, principalmente quando se considera que o Partido dos Trabalhadores se prontificou oficialmente a cobrir todas as despesas de transporte com o deslocamento do ex-presidente.

    O povo brasileiro, a comunidade jurídica nacional e internacional, as forças democráticas exigem para Lula um julgamento justo, o que significa o início do restabelecimento das garantias do estado de direito no Brasil.

    Toda solidariedade à família do companheiro Vavá, neste momento de dor. Toda solidariedade ao presidente Lula em mais esta violação aos seus direitos constitucionais e mais esta ofensa aos seus direitos humanos.

    Comissão Executiva Nacional do PT

     

    Portal CTB

  • Glenn Greenwald detona Michel Temer em telejornal norte-americano. Assista!

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald fez uma análise sucinta dos acontecimentos do Brasil para o telejornal “Democracy Now” (“Democracia Já”), da TV dos Estados Unidos, NPR.

    A apresentadora pede esclarecimentos para Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, sobre a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele começa dizendo que há uma enorme diferença entre Dilma e o golpista Temer.

    Explica que ela foi ao Senado enfrentar seu julgamento. “Dilma não é obrigada, mas optou por fazê-lo”. E isso "é um contraste impactante com o seu ex-vice-presidente, agora presidente interino, que está prestes a se tornar o presidente não eleito”.

    Para o jornalista, responsável pelo site Intercept Brasil, nas Olimpíadas Rio 2016, Temer fez o contrário de Dilma e se escondeu. Ele “quebrou o protocolo e pediu que seu nome não fosse anunciado durante a cerimônia de abertura”. Mas quando o público percebeu ele foi vaiado.

    Na cerimônia de encerramento, Temer nem compareceu com medo das vaias. “Enquanto ele se esconde, Dilma, que historicamente lutou contra a ditadura militar deste país, foi presa por isso (...) foi enfrentar seus acusadores frente a frente”.

    Greenwald ressalta ainda que os políticos que querem cassar Dilma, “são pessoas condenadas criminalmente ou alvo de investigações, incluindo o presidente do Senado”. Para ele, “esse grupo de pessoas em Brasília está literalmente brincando com as bases da democracia, debaixo de nossos narizes”.

    Ao ser questionado sobre o motivo do processo contra Dilma, ele responde que “ela é acusada de usar truques orçamentários para fazer com que o orçamento do governo pareça mais positivo, visando vencer a reeleição”.

    Mas “se você conversar com europeus e americanos, eles se surpreendem que algo assim possa justificar a remoção de uma presidenta democraticamente eleita, já que é extremamente comum observar essa prática implementada por outros líderes políticos por todo o mundo”.

    Explica ainda com muita clareza a trama golpista da aliança formada entre o PMDB e o PSDB para levar à cabo a agenda derrotada nas urnas, com privatizações e retirada de conquistas importantes e afastando o país dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para se sujeitar aos interesses dos Estados Unidos e ao capital externo.

    Tudo está acontecendo, afirma Greenwald, porque “os poderosos do país desejam a implementação dessa agenda de direita e sabem que isso não é possível através das eleições”.

    A votação final do impeachment deve acontecer entre esta terça-feira (30) e a quarta-feira. Os movimentos sociais mantêm-se nas ruas contra o golpe e prometem permanecer mobilizados para derrotar o governo golpista.

    Assista: 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Morreu na madrugada desta sexta (12), Antonio Candido, um dos principais intelectuais brasileiros

    Reconhecido como um dos mais importantes críticos literários do país, Antonio Candido morreu, aos 98 anos, na madrugada desta sexta-feira (12), em São Paulo. O intelectual nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1918.

    Amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Candido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980. Sempre atuou em defesa das liberdades democráticas e de um projeto de desenvolvimento que propiciasse a autonomia ao país e maior divisão da riqueza, acabando com a pobreza.

    Estreou como crítico literário na revista "Clima", em 1941, ao lado de Décio de Almeida Prado (1917-2000) e Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977). Exerceu a sua função com maestria e inteligência. Considerado por muitos o mais importante crítico literário do Brasil.

    Foi professor emérito da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp). Entre suas obras mais importantes estão "Introdução ao Método Crítico de Silvio Romero" (1944), "Formação da Literatura Brasileira" (1959) e "Literatura e Sociedade" (1965).

    O velório começou às 9h no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde Candido estava internado, e deve terminar às 16h. A equipe médica não divulgou a causa da morte. Ele deixa três filhas: Ana Luísa Escorel e Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza, também professoras da USP.

    Principais obras:

    - Introdução ao método crítico de Silvio Romero, 1945;
    - Ficção e confissão: estudo sobre a obra de Graciliano Ramos, 1956;
    - Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 1959;
    - O observador literário, 1959;
    - Tese e antítese: ensaios, 1964;
    - Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida, 1964;
    - Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária, 1965;
    - Vários escritos, 1970;
    - Formação da literatura brasileira, 1975;
    - Teresina etc., 1980;
    - Na sala de aula: caderno de análise literária, 1985;
    - A educação pela noite e outros ensaios, 1987;
    - O estudo analítico do poema, 1987;
    - Recortes, 1993;
    - O discurso e a cidade, 1993;
    - Teresina e seus amigos, 1996;
    - Iniciação à literatura brasileira (Resumo para principiantes), 1997;
    - O Romantismo no Brasil, 2002;
    - Um funcionário da Monarquia: ensaio sobre o segundo escalão, 2002.

    Portal CTB com agências. Foto: UOL

  • Tássia Camargo manda beijo vermelho aos fascistas e anuncia filiação ao PT. Asssista!

    Em vídeo irônico, a atriz Tássia Camargo dá um recado à militância contra o golpe. Ela diz que as pessoas têm que se manifestar sim, porque tiraram a presidenta Dilma sem comprovação de crime.

    E reprimem violentamente a juventude que sai às ruas em defesa do direito de protestar livre e pacificamente. Ela aproveita e conta que vai filiar-se ao PT.

    “Não sou petista, mas vou me filiar ao PT, porque aí você vai poder dizer aquela ‘petista’”. Falou ainda que “se quiser me chamar de petista, se quiser me chamar de comunista, pode chamar. Um beijo vermelho pra você”.

    Veja Tássia Camargo 

    Noam Chomsky

    noam chomsky

    Em entrevista ao “Democracy Now”, da TV NPR, dos Estados Unidos, o linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky afirma que “a elite (brasileira) sempre detestou o Partido dos Trabalhadores e está usando esta oportunidade para livrar-se do partido que ganhou as eleições”.

    Ele diz ainda que a presidenta Dilma seja “talvez a única liderança política que não roubou para beneficiar a si própria” e fala que as tais “pedaladas fiscais” acontecem em muitos países e não configuram crime nenhum.

    Leia mais

    Glenn Greenwald detona Michel Temer em telejornal norte-americano. Assista! 

    Bob Fernandes: parlamentares afastam Dilma para salvar seus pescoços

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Votação do projeto de lei 4302/98, da terceirização ilimitada, pode ser anulada pelo STF

    Isso pode ocorrer porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a devolução do projeto de lei 4302/98 em 2003, porque o PL é de autoria do Poder Executivo, enviado ao Congresso pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Então, nesta segunda-feira (27), a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) impetrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) com objetivo de anular a votação do PL 4302, ocorrida na quarta-feira (22).

    O deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) explica que “a partir do momento em que o presidente pediu a devolução de um projeto do Executivo, esse projeto não deveria mais estar na Casa”. Portanto, diz ele, "o STF deve restabelecer a ordem de tramitação como determina o nosso regimento interno”.

    Além disso, o deputado gaúcho, que também é dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que o regimento interno determina que a apreciação do pedido do ex-presidente Lula deveria preceder a votação do projeto.

    Já o vice-presidente da CTB, Vicente Selistre, defende que a central deva "saudar essa iniciativa de impetrar mandado de segurança para anular a votação desse projeto. Aprová-lo foi uma traição à classe trabalhadora do atual presidente e dessa maioria no Congresso".

    Além do mais, para ele, "o PL 4302 é inconstitucional porque fere todos os direitos garantidos pela nossa Carta Magna". De acordo com Selistre, a terceirização ilimitada "ataca valores e princípios da Constituição, como a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais".

    Esse projeto, afirma, "cria trabalhadores em situação precária perante outros trabalhadores de uma mesma empresa, de um mesmo setor e perante a Constituição somos todos iguais".

    Para ele, a CTB deve promover um amplo debate sobre a terceirização ilimitada e as "claúsulas pétreas dos artigos 1º e 5º da Constituição que definem os direitos sociais do povo brasileiro".

    O mandado tem por base o artigo 104 do regimento interno da Câmara. "A retirada de proposição, em qualquer fase do seu andamento, será requerida pelo autor ao presidente da Câmara, que, tendo obtido as informações necessárias, deferirá, ou não, o pedido, com recurso para o plenário", diz texto do artigo.

    "Não se trata, portanto, de questão política, mas constitucional assegurar aos parlamentares que seja respeitada a ordem de votação das matérias", diz o mandado de segurança, assinado pelo líder do PT, Carlos Zarattini.

    Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) questiona o mandado, alegando que "essa matéria já tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados”, então “já não era mais uma matéria do governo”.

    Melo discorda. “O pedido de devolução feito pelo Poder Executivo prevalece porque é o autor do projeto, por isso, tem o direito de pedir a sua devolução. Esse projeto não poderia ter sido votado antes de sua devolução". Com isso, "o STF pode impedir esse retrocesso nos direitos da classe trabalhadora".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Twitter do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)