Sidebar

20
Sáb, Abr

PDT

  • Assista a estes vídeos e entenda um pouco melhor a conjuntura política do Brasil atual

    O vídeo a seguir mostra os últimos acontecimentos desde as manifestações contra o governo Dilma. Onde em nome do combate à corrupção, milhares foram às ruas. Aparece claramente a manipulação midiática para favorecer a trama golpista e levar à presidência da República o então vice-presidente Michel Temer e, com isso, barrar todas as investigações sobre corrupção. 

    Em entrevista para o canal golpista Globonews, Temer se trai e confessa golpe ao jornalista Roberto D'Ávila. “E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”, disse o presidente golpista. 

    O presidenciável do PDT, Ciro Gomes mais uma vez denuncia o golpe e diz que reconquistou, pelo Supremo Tribunal Federal, o direito de ser testemunha de defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff. 

    Ao testemunhar em defesa da presidenta Dilma à Comissão de Impeachment, no Senado Federal, o servidor público, Orlando Magalhães da Cunha, ex-sub secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Justiça, disse com todas as letras que Dilma não cometeu nenhum crime.

    Ele fez um desabafo e disse ainda que as mudanças de entendimento do Tribunal de Contas da União sobre os procedimentos fiscais está criando um clima de insegurança entre os servidores. "O TCU vai mudar de entendimento de uma hora para outra? Todos os servidores estão preocupados com isso", finalizou. 

    Abaixo o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot lista algumas acusações contra o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inclusive de ter contas bancárias na Suíça. 

    O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, fala em uma reunião na necessidade de paralisação de investigações sobre corrupção. 

    Integrantes do Levante Popular da Juventude, de Porto Alegre, escracharam o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) jogando purpurina contra as atitudes misóginas, homofóbicas e racistas do ainda deputado, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de fazer apologia ao estupro. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte do destaque de Maria Dias

  • Capitalização de Guedes prejudica trabalhador, segundo autor de proposta semelhante

    Pelo regime proposto pelo ministro da Economia do governo Bolsonaro, trabalhador receberá na aposentadoria o que conseguir poupar ao longo da vida

    Autor de proposta de capitalização da Previdência que rivalizou com a de Paulo Guedes durante a campanha eleitoral, o economista e deputado federal Mauro Benevides (PDT-CE) afirma que o formato em estudo pelo ministro da Economia prejudica o trabalhador e cria um passivo gigantesco para o governo.

    Guedes e Benevides defenderam o modelo de capitalização para a Previdência na eleição. Benevides assessorou Ciro Gomes, candidato pelo PDT, e Guedes já dava pistas do que será a carteira verde-amarela, porta de entrada para a capitalização de futuros trabalhadores no script do atual governo.

    Pelo regime de capitalização, o trabalhador receberá na aposentadoria o que conseguir poupar ao longo da vida. É diferente do atual modelo brasileiro, de repartição, em que os trabalhadores da ativa contribuem para pagar a aposentadoria dos que deixam o mercado.

    Tanto Guedes quanto Benevides afirmam que a repartição tem dias contados no Brasil, pois o número de jovens tende a cair nos próximos anos e a população idosa vai aumentar, tornando insustentável o modelo.

    Por isso, os economistas sugerem a saída para a capitalização dos jovens trabalhadores, que ainda não ingressaram no mercado de trabalho.

    Para evitar polêmica, Guedes já avisou que pretende deixar o debate sobre a capitalização para depois da reforma que reformula as regras do atual regime de repartição.

    Benevides avalia, contudo, que o texto preliminar de reforma de Guedes não traz detalhes cruciais sobre a capitalização para o trabalhador, que devem estar previstas na proposta de emenda constitucional.

    Os pobres vão perder

    Em primeiro lugar, ele afirma que a proposta não faz nenhum corte por renda para adesão ao regime de capitalização. Este desenho pressupõe a adesão de todos os trabalhadores, inclusive dos que ganham menos. É mais radical do que o debatido na campanha eleitoral.

    Na ocasião, o economista defendia que os trabalhadores que ganhassem mais do que R$ 5.000 poderiam alocar em suas poupanças um percentual sobre o que receberem acima deste valor. Até o corte, as contribuições seguiriam no regime de repartição.

    Para o economista, a ausência da linha de corte prejudica o trabalhador mais pobre, que por este motivo tem menos capacidade de formar poupança. Além disso, aumenta o passivo do governo na transição, pois retira do sistema toda a nova receita que custearia as aposentadorias.

    "Esta proposta do Paulo Guedes está acabando com o regime de repartição", afirmou.

    "Além de não dar certo, a capitalização integral não será aceita pela sociedade", prevê.

    "As pessoas ainda não se deram conta do que está escrito ali. Eles querem acabar com o regime de repartição. E este pilar da Previdência precisa ficar".

    Patrões não vão contribuir

    Outro ponto de crítica do economista é que não está expresso o requisito de que também os empregadores devem contribuir para a aposentadoria dos funcionários.

    "Sem a contribuição dos empregadores, a poupança acumulada no futuro será pequena", afirmou.

    Ele observa que o Chile, modelo de inspiração para o Brasil, já reviu esse ponto da capitalização e hoje obriga empresas a recolherem 4% do salário pago para a poupança do trabalhador.

    O economista Paulo Tafner, especialista em Previdência e responsável por proposta construída em conjunto com o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, afirma que os quesitos poderiam ficar para uma lei complementar, a ser debatida depois. Na sua proposta, no entanto, tanto a participação dos empregadores quanto a linha de corte de renda estão previstas na emenda constitucional.

    Aumento da desigualdade

    Ele é cético em relação ao argumento de que, sem a contribuição patronal, os salários líquidos recebidos pelo trabalhador serão mais altos, pois os patrões terão mais recursos à disposição para elevar as remunerações pagas. O argumento é corriqueiro entre economistas de linhagem liberal.

    "Os trabalhadores mais qualificados e, por isso, os que ganham mais, terão sim poder de barganha para exigir salários mais altos e cobrir a contribuição patronal. Mas os trabalhadores mais pobres não terão o mesmo poder. Isso poderá resultar em um aumento ainda maior da distância entre os trabalhadores ricos e pobres", afirmou, referindo-se a um potencial risco de aumento da desigualdade de renda, já colossal no Brasil.

    Fonte: Mariana Carneiro, jornalista da Folha de São Paulo

  • Inspirado na resistência turca, Ciro Gomes convoca povo às ruas para derrubar golpe

    Ao participar do 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais da União Nacional dos Estudantes, O presidenciável do PDT, Ciro Gomes disse ao Portal Vermelho (ver abaixo) sentir até inveja do povo turco que saiu às ruas para defender a democracia e com isso reverteu a tentativa de golpe.

    “Vi mulheres tirando cinto e enfrentando baionetas, fiquei com muita inveja desse exercício de cidadania, claro que no Brasil tudo é diferente (...) mas a luta pela democracia e respeito à prevalência do voto popular, como único caminho de acesso à Presidência da República inspiradora é que deve nos orientar”, afirmou Ciro Gomes.

     Ciro Gomes diz que essa pode ser a última chance de a democracia vencer: 

    Já o advogado de defesa da presidenta Dilma, José Eduardo Cardozo, no mesmo evento disse que se o impeachment "fosse um julgamento normal, a absolvição já teria sido feita. No há acusações sérias contra a presidenta da República, proporcionado por setores golpistas que querem a afirmação de um projeto conservador para o país". 

    Resistência

    A presidenta Dilma atacou com firmeza os golpistas em ato promovido pela Frente Brasil Popular em Teresina, no Piauí, na sexta-feira (15). Nesta segunda-feria (18) ela estará na Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), proferindo uma palestra sobre educação, ciência e tecnologia, áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, tão menosprezadas pelo desgoverno golpista.

    De acordo com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em depoimento exclusivo ao Portal CTB, a Comissão de Impeachment do Senado vota no dia 5 de agosto o processo de impeachment, e se aprovado, vai a plenário no dia 9. Para ela, há grandes possibilidades de o golpe ser enterrado nesse dia (saiba mais aqui).

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações do Portal Vermelho e do site da União Nacional dos Estudantes. Foto: Marcelo Casal Jr.

     

  • Mobilização total para lotar as ruas do Brasil neste sábado (20) contra o retrocesso

    Agora é Haddad para o Brasil voltar a crescer com justiça social (Foto: Ricardo Stuckert)

    Há dias que ficam para a história. O próximo sábado, 20 de outubro, será um deles. Neste dia, através de uma grande mobilização nacional, o povo irá manifestar seu amor pelo Brasil, por essa pátria tão forte quanto diversa. Vamos levantar nossas vozes, em cada cidade, para rechaçar os ataques e ameaças à nossa democracia e aos nossos direitos políticos e sociais.

    Um dos candidatos que disputam o segundo turno se posiciona explicita e orgulhosamente como o representante de tempos sombrios da história brasileira, superados pela resistência e manifestação massiva do povo brasileiro que resultou na redemocratização e na derrota da ditadura militar, que perdurou por 21 anos.

    A candidatura de Jair Bolsonaro apoia a ditadura militar, defende explicitamente a violação dos direitos humanos, questiona os direitos das minorias, e a ocorrência comprovada de torturas. Além disso, ameaça constantemente com a quebra da normalidade democrática. Suas mal apresentadas propostas indicam um projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro.

    Nunca na história do Brasil tivemos tanta necessidade de resguardar a Constituição. O nosso voto nesse pleito eleitoral pode impedir que a democracia brasileira fique em mãos perigosas e inescrupulosas, que já deu provas do que representa.

    Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad que, neste segundo turno, representa uma Frente Ampla pela democracia, com os apoios dos partidos (PDT, PSB e PSOL) e também de um conjunto de lideranças, artistas, movimento social e cívico que tem como objetivo resguardar a democracia e nossos direitos políticos e sociais impondo uma derrota nas urnas a Jair Bolsonaro e o seu projeto de atraso. Só o voto em Haddad, pode impor essa derrota. Por isso agora todos/as somos #HaddadSim.

    As mulheres foram para as ruas no primeiro turno e com uma imensa manifestação do #EleNão e ajudaram a garantir o segundo turno. Agora é preciso que toda a sociedade civil, mais uma vez, se organize para mostrar a nossa indignação e amor pelo Brasil, resistir e virar o jogo nas urnas no dia 28 de outubro.

    Vamos derrotar novamente todos aqueles que querem tirar os direitos trabalhistas, civis e sociais, aqueles que querem devastar o Brasil e entregar todas as nossas riquezas, como a Amazônia e o pré-sal. Vamos imprimir uma fragorosa derrota àqueles que não querem ver o povo brasileiro com toda a sua diversidade como protagonista de sua história e do país.

    Em defesa do Brasil, da democracia e dos direitos. Vamos às ruas!

    Movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro
    Frente Brasil Popular
    Frente Povo Sem Medo

  • Observatório da Democracia é lançado em Brasília

    Durante seminário sobre as perspectivas do governo Bolsonaro, as fundações do PCdoB, PT, PSOL, PDT, PSB e Pros lançaram nesta quinta (31), em Brasília, o Observatório da Democracia.

    Acesse o Observatório da Democracia aqui!

    De acordo com texto base de fundação, o Observatório nasce com o compromisso de manutenção da soberania e da democracia no País.

    “A conjuntura cobra absoluto monitoramento do governo atual, com posições em relação a ele, a partir da produção de informações consistentes e verdadeiras”, diz  James Lewis, representante da Fundação João Mangabeira (PSB).

    Frente Ampla em defesa da democracia, do Brasil e dos direitos do povo

    Durante a tarde o presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo, comentou a necessidade das forças progressistas de buscarem a construção de uma frente ampla. "Essa visão de frente ampla, nas condições atuais, tem como centro de gravidade, o seu mote, a defesa da democracia ameaçada como posição para o avanço das outras grandes bandeiras. Porquanto o pressuposto da liberdade politica, partidária, sindical, minorias, de organização e mobilização popular é que permite prosseguir na luta pelos direitos do nosso povo e a soberania nacional. As ameaças à liberdade política são explícitas – o governo tem um ímpeto saliente de autoritarismo e tendência fascistizante" destacou Renato.

    "Como se relaciona as forças populares ou uma frente popular, que reúna a esquerda com a frente ampla? Os comunistas do PCdoB, com sua longa experiência nesses períodos antidemocráticos e de restrição às liberdades têm pontuado que o campo popular deve se constituir como um núcleo da frente democrática ampla, procurando indicá-la para as posições oposicionistas mais consequentes. São frentes de conteúdo popular dentro de uma frente maior de perfil democrático. Desse modo, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo devem fazer parte dessa frente sem diluir-se nela, mas sendo uma base de unidade popular dentro da frente maior. Daí a importância da crescente unidade popular" completou o presidente da FMG.

    Ato de lançamento

     

    Ao final do dia, lideranças nacionais dos seis partidos participaram de um grande ato de lançamento do Observatório. As presidentas nacionais do PCdoB, Luciana Santos e do PT, Gleisi Hoffmann, além do ex-candidato a presidente da República Guilherme Boulos participaram da atividade.

    A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuca, Luciana Santos lembrou que "é preciso mais do que nunca que a gente aprofunde esse debate e faça a resistência necessária. Resistência, amplitude e muita sagacidade".
    Ela reafirmou a necessidade das forças progressistas lutarem pela democracia.  "Nós precisamos garantir um processo de acúmulo de forças pela democracia. Bandeira que por si só é ampla" afirmou Luciana.

    Portal CTB - Com informações do Portal Vermelho

  • PDT entra com ação contra restrição de pagamento do imposto sindical

    Depois da OAB, o PDT ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Medida Provisória 873/2019 que proíbe o desconto da contribuição sindical diretamente dos salários. A medida editada por Jair Bolsonaro determina que o pagamento seja feito apenas por boleto bancário.

    Para o PDT, a medida impede a organização dos sindicatos e afronta a Constituição Federal, limitando a liberdade de associação e autodeterminação dos cidadãos.

    O deputado André Figueiredo, líder do PDT na Câmara, diz que a atuação dos sindicatos representa uma garantia ao cumprimento dos direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores brasileiros. O PDT ainda questiona a urgência do tema ser editado via Medida Provisória.

    Segundo ele, tentar pautar uma discussão como essa nesse momento político representa mais uma tentativa de enfraquecer a representação dos trabalhadores num ambiente de discussão da Reforma da Previdência.

    “É uma afronta à Constituição Federal e uma violação a tratados internacionais e a liberdade sindical. Sem falar no lucro que os bancos teriam com a emissão desses boletos previstos pela MP. Por isso o PDT pede a inconstitucionalidade dessa medida no STF”, disse Figueiredo.

    Fonte: PDT na Câmara dos Deputados

  • Presença corajosa da presidenta Dilma no Senado muda voto de senadores. Assista!

    O senador Roberto Requião (PMDB-PR) garante em depoimento aos Jornalistas Livres que o impeachment será derrotado no Senado Federal.

    Ele acredita que depois do corajoso depoimento da presidenta Dilma Rousseff no Senado, nesta segunda-feira (29), já existem 33 senadores com o voto consumado contra o impeachment.

    Assista Requião falando aos Jornalistas Livres 

    “Hoje eu acredito que nós vamos para 33 patriotas, esclarecidos, que não querem ver o Brasil numa guerra civil, com essas medidas alucinadas que o governo provisório está mandando para o Congresso”, afirma Requião.

    Em uma entrevista ao Mídia Ninja, o senador Telmário Mota (PDT-RR) diz que as respostas de Dilma dirimiram todas as sus dúvidas. Ele afirmou que Dilma pode sofrer uma “cassação política”, já que não tem crime de responsabilidade.

    “O PMDB saiu (do governo) e tirou a governabilidade, mas agora com a possibilidade de ela voltar. Agora ela sabe quem é quem e vai trabalhar com aqueles que têm compromisso com a nação”, reforça.

    Veja o depoimento de Telmário Mota ao Mídia Ninja 

    O senador Acir Gurgacz (PDT-PR) também mudou seu voto. “Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas, mas a questão é mais pela governabilidade, pelo interesse nacional", afirma. Ele garantiu que depois do depoimento de Dilma, vai votar contra o impeachment.

    Eleito pelo PMDB do Distrito Federal, o senador Hélio José, fez um questionamento sobre as políticas que mexem com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras à presidenta. “A senhora é a favor da reforma da previdência no tocante à restrição aposentadoria invalidez e auxílio doença?”

    Dilma respondeu que “sempre é possível melhorar a legislação”, defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e disse discordar de que o negociado possa prevalecer sobre o legislado. Satisfeito, o senador garante em sua rede social que votará contra o impeachment.

    Os três senadores que mudaram de voto denunciam invasões e ameaças em suas páginas de Facebook.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • STF recebe ação contra ministro da Educação por chamar brasileiros de ladrões

    A ação solicita que o STF expeça mandado de citação a Vélez para que ele preste esclarecimentos sobre o que foi declarado

    O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu proposta do advogado Marcos Aldemir Rivas, no sentido de interpelar criminalmente o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, por suas recentes declarações, as quais afirma que brasileiros têm o hábito de roubar objetos quando estão viajando.

    A ação solicita que o STF expeça mandado de citação a Vélez para que ele preste esclarecimentos sobre o que foi declarado. O caso foi distribuído à ministra Rosa Weber, de acordo com informações de Ana Pompeu, do Conjur.

    Rivas é um dos advogados do PDT. Ele afirma que o ministro “caluniou os cidadãos brasileiros, por apontá-los como praticantes de roubos e furtos, os difamou, diante da imputação ao brasileiro de fatos ofensivos à reputação, especialmente de agir como canibal e, por fim, injúria por ter envolvido, a princípio, a imputação a todos os brasileiros”.

    Vélez afirmou que, viajando, o brasileiro é um “canibal”. “Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, declarou o ministro.

    “Vilania”

    “O grau de vilania do interpelado chega ao ponto de atribuir ao brasileiro a condição antropológica de canibal, dando-lhe o sentido mais pejorativo possível que, segundo os historiadores, antropológicos é a fase mais primitiva da humanidade, classificada como período da selvageria”, afirma o advogado na petição.

    “De certo que além de serem declarações não recomendáveis para um ministro de Estado, principalmente da pasta da Educação, as acusações são gravíssimas dirigidas a todos os brasileiros, mas revestidas de equivocidade e ambiguidades que, sem os pertinentes esclarecimentos, tornará impossível a propositura da ação penal privada”.

    As falas do ministro foram publicadas na edição do último final de semana da revista Veja.

    Fonte: Fórum