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Ter, Out

PEC do Fim do Mundo

  • “Crise no Estado: crise para quem?”; assista à primeira aula cidadã do CPERS/Sindicato

    (CLIQUE AQUIe obtenha o material da aula cidadã em PDF)

    Assista a aula cidadã no canal da CTB Educação-RS no YouTube: 

    A primeira da série de Aulas Cidadãs promovidas pelo CPERS/Sindicato é apresentada pelo presidente da AFOCEFE/Sindicato, Carlos De Martini Duarte, que nos dá o panorama real sobre a situação financeira do Rio Grande do Sul.

    O governo Sartori, sob o pretexto de combater a crise financeira que assola o Rio Grande do Sul tem tentado implementar uma série de medidas extremamente duras contra o povo gaúcho.

    Tal pacote de maldades tem como objetivo desmontar o Estado, precarizando totalmente o Serviço Público, mergulhando-o num caos absoluto para assim privatizá-lo, entregando-o à iniciativa privada.

    Retirar funções da responsabilidade do Estado e entregá-las à iniciativa privada significa mover tais funções, de quem tem como objetivo cuidar das pessoas, e transferi-las para instituições, que têm como objetivo geração de lucro.

    Não restam dúvidas de que é preciso enfrentar a crise, o que questionamos é a maneira utilizada para enfrentá-la. Entendemos que a crise não é de receita, até porque essa pode ser aumentada, desde que seja combatida a sonegação fiscal e reavaliados de maneira responsável os critérios de isenção fiscal com o quais algumas empresas têm sido beneficiadas.

    Penalizar os funcionários públicos, parcelando seus salários, precariza ainda mais a qualidade de vida da população gaúcha, que necessita dos serviços públicos essenciais para o bom funcionamento do Estado, a saber: Saúde, Educação e Segurança.

    As razões econômicas apresentadas pelo governo José Ivo Sartori (PMDB) — já foram publicamente desmentidas pelo simples fato de o governo gastar praticamente o mesmo valor em publicidade nos veículos não-oficiais, e oferecer isenções fiscais para empresas que não trazem criação de empregos.

    As justificativas do governo Sartori caem por terra, sem embasamento algum, mostrando sua verdadeira face: um governo obscurantista, retrógrado, perverso, autoritário, despótico e sobretudo incompetente.

    Sem argumentos plausíveis e sem discussão séria, resta a certeza de que os verdadeiros motivos de suas decisões são motivos que vão de encontro não com o bem geral da sociedade gaúcha, mas sim com o benefício de alguns poucos privilegiados. Para a população gaúcha fica bem claro que não é crise, mas sim um projeto de governo.

    O caminho neoliberal palmilhado pelo governo Sartori já foi tentado anteriormente durante o governo Britto (PMDB). Tal projeto fracassou, e enterrou o Rio Grande do Sul numa crise aguda, porque a dose do remédio acabou se tornando terrível veneno.

    O governo Sartori segue a mesma lógica do governo golpista Temer (coincidentemente também do PMDB), o governo da “PEC do fim do mundo” (PEC 241), da precarização das relações trabalhistas, e do total desrespeito pela democracia.

    Assessoria de Comunicação Social - CTB Educação-RS

  • 130 anos: a liberdade ainda não cantou!

    O fim do sistema escravista não resultou na inserção da população negra nas relações sociais, culturais e econômicas na vida dos brasileiros no final do século 18. E muito menos agora, 130 anos pós Abolição.

    Em pleno século 21, em meio a uma nova onda tecnológica, e ou uma nova Revolução Industrial (Indústria 4.0) nos deparamos com pautas extremamente atrasadas, com governo golpista, ilegítimo, antidemocrático. E ainda uma agenda de retrocessos nos direitos sociais e trabalhista. Estamos nas ruas pela defesa de reinvindicações do início do século, como as pautas que deflagraram as greves de 1917.

    Após 13 anos de avanços as trabalhadoras negras, os trabalhadores negros, e não negros, em um governo pautado pelo desenvolvimento e inclusão social, que possibilitou um cenário de maior distribuição de renda com o aumento real do salário mínimo, e o reconhecimento das centrais sindicais, as vitórias na área de educação (todos os níveis), saúde, cultura e a paz no campo.

    O que nos deparamos nesta quadra da conjuntura nacional, no que diz respeito ao mercado de trabalho, é o fim dos direitos trabalhista, direitos individuais e coletivos. São as propostas de reformas, uma verdadeira ofensiva contra a classe trabalhadora.

    A previsão do governo ilegítimo é de golpe nos direitos do povo, com a reforma da previdência PEC 287/2016, onde ampliam o tempo de contribuição, em meio a uma reforma trabalhista (PLC 38/2017), que usurpa o direito ao trabalho digno, e que joga sua população nas condições de trabalho precário e rotativo, com direitos e relações flexíveis, tempo de trabalho indeterminado, o uso do trabalho intermitente (Jornada ou Hora de serviço), consequência da terceirização. Esse é o cenário nas relações de trabalho, em meio aos 130 anos da “Abolição”.

    É neste cenário que trabalhadores públicos e privados lutam pela manutenção de seus direitos, contra as reformas e o desmonte do estado. A nova Revolução Técnico Industrial, as TI’s (Indústria 4.0), nos trará como resultante um nível de desemprego nunca visto na história de nosso país. Seremos o 4º pais mais afetado por essa onda tecnológica. E o que podíamos contar como preparo para essa etapa importante das novas relações sociais, foi perdida com a paralisia das crises econômicas e políticas constituídas pela Lava Jato, responsável pela paralisia e quebradeira de vários setores da indústria, com maior nível de empregabilidade na economia do país.

    A política de estado mínimo instalada em nossa estrutura social, com a aprovação da PEC 55, Emenda Constitucional 95/2016, a PEC do fim do mundo, nos retira qualquer forma de perspectiva pelos próximos 20 anos. E as consequências destes desgovernos todos, é o retorno do desemprego, da fome, dos moradores de rua, do fim postos de saúde, e do aumento irrestrito da violência. E uma das violências mais aviltantes é a lógica de exclusão, que ceifa o dia as perspectivas de nossos jovens, não nos permitindo qualquer ponte com o futuro.

    Os indicadores sociais, e do mercado de trabalho, nos revelam que, em alguns aspectos, as desigualdades raciais e a discriminação de gênero se cruzam e se potencializam. A situação da mulher negra evidencia essa dupla discriminação. Ao olhar essa distribuição também por gênero, as desigualdades são ampliadas. No que se refere ao valor da remuneração média do homem não negro. Em 2014, a mulher não negra recebe 72,3% da remuneração do primeiro. Já o homem negro recebe 71,6% e, por último, a mulher negra recebe 50,5%, metade da remuneração do homem não negro.

    É histórico perceber que negras e negros sempre estiveram em situação de desvantagem, e os acontecimentos infelizmente ratificam essa questão, a relatora especial das Nações Unidas sobre questões de minorias nos alerta como sempre que “A pobreza tem cor no Brasil”, e os negros são os mais vulneráveis nas crises, é o elo mais fraco da corda econômica do país. A situação das relações produtivas dos negros e negras nas relações de trabalho, revelam que a situação econômica da população dos nossos trabalhadores no contexto recente do processo de estruturação passou por melhorias significativas, mas, no entanto, não podemos deixar de entender que essa mesma dinâmica ainda expressa uma construção, racista, homofóbica e sexista.

    Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego - PED, o rendimento médio por hora recebido pelos negros corresponde a 76,6% dos não negros, outra questão é a distância observada em relação às taxas de desemprego, e aí podemos perceber que as mulheres negras ainda se encontram em situação de desvantagem. Já essas ocupam a maior posição na taxa de desempregados ainda se mantendo em situação de maior vulnerabilidade em relação ao homem negro.

    Os desafios que os movimentos sociais, e em especial o sindical, têm pela frente é a compreensão das nuances e singularidades da luta de classes em um outro ponto de vista. Não nos confundindo com o terceiro setor e, muito menos, nos direcionando por falta de compreensão ao multiculturalismo. Mas principalmente nos receber como instrumento essencial nos duelos de classes e no combate à estrutura dominante. Vide a base da composição histórica de nossa nação.
    A luta antirracismo e a luta das mulheres, e tantas as outras que vêm no lastro das questões de gênero raça e classe, não podem ser entendidas como políticas subjetivas. Elas se portam nas relações de trabalho como fator determinante nas mais valia absoluta e relativa, essência da exploração do homem sobre o homem, segundo Karl Marx.

    A Constituição Federal de 1988, no seu Artigo 5ª nos diz que: “Somos todos iguais perante a lei”. Só que não! O que temos é um estado dando nitidez a quem que ele serve. À burguesia. O que temos é o racismo institucional, que busca a todo tempo nos manter como base da pirâmide econômica e social, e também como exército de reservas de mão-de-obra. Nos constituindo sempre na condição de cidadãos de segunda classe.
    Desta forma nossa luta continua por Salário Igual para Trabalho de Igual Valor. Pela vida de Nossa Juventude: Porque nossa Vidas Valem!

    PRA SENZALA EU NÃO VOLTO NÃO!
    FORA TEMER! DIRETAS JÁ!

    Mônica Custódio é secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • A PEC do Fim do Mundo é inconstitucional, afirma consultoria legislativa do Senado

    O efeito da PEC 55 na economia do país tem o potencial devastador de uma bomba nuclear

    Essa notícia você não vai ver no Jornal Nacional, da Globo e em nenhum outro órgão da mídia burguesa. Um estudo produzido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado Federal concluiu que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 - ex-PEC 241 - fere diversos preceitos da Constituição promulgada em 1988.

    A proposta do Executivo, visa o congelamento dos investimentos em saúde, educação e serviço social por 20 anos, assim como o salário dos servidores públicos municipais, estaduais e federais, pelo mesmo período.

    Aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, a proposta foi enviada ao Senado, que também deve votar em dois turnos. A PEC está na Comissão de Constituição e Justiça, com relatoria do senador da base governista Eunício Oliveira (PMDB-CE).

    "O que se faz quando se congela as despesas primárias para os próximos vinte anos no âmbito do Poder Executivo, com base nas despesas efetivamente realizadas em 2016, num cenário recessivo, de retração de investimentos, em que foram constatados os maiores contingenciamentos na execução orçamentária dos últimos vinte anos, é estender, por um período de tempo absolutamente desarrazoado, as restrições e insuficiências hoje verificadas na implementação das políticas públicas”, aponta o parecer.

    Veja o parecer dos técnicos aqui. Saiba mais sobre a PEC aqui.

    E completa: “Consideramos que a PEC nº 55, de 2016, tende a abolir as cláusulas pétreas previstas nos incisos II, III e IV do § 4º do art. 60 da Constituição Federal, que se referem, respectivamente, ao voto direto, secreto, universal e periódico; à separação de Poderes e aos direitos e garantias individuais, razão pela qual deve ter sua tramitação interrompida no âmbito das Casas do Congresso Nacional”.

    De acordo com o consultor legislativo Ronaldo Jorge Araujo Vieira Junior a aprovação da PEC 55 “gerará conflitos, judicialização e insegurança jurídica", porque fere artigos contidos na parte permanente da Constituição que versa sobre os investimentos em educação.

    parecer senado pec 55

    Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a aprovação dessa PEC significa o fim do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado há 2 anos. “Lutamos tanto para aprovar o PNE e o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nessa área estratégica para o desenvolvimento nacional”.

    Estudantes de todo o Brasil, ocupam escolas contra essa proposta, chamada de PEC do Fim do Mundo e mais recentemente de PEC da Morte. A indicação da área técnica do Senado pode influir na votação do plenário, que é obrigado a votar em dois turnos, sendo que se alterar o texto volta para a Câmara dos Deputados.

    O estudo conclui ainda que, mesmo contrariando o texto constitucional o Senado aprove a PEC, os parlamentares poderão recorrer ao Judiciário, pois estão presentes todos os "requisitos constitucionais para que os legitimados pelo art. 103 da Constituição proponham a competente ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal".

    Portal CTB com Agência Senado, Portal Vermelho e Brasil 247

  • As 17 maiores derrotas que Michel Temer impôs ao Brasil

    Parece que foi ontem que Michel Temer defenestrou sua companheira do Palácio do Planalto, sob aplausos intensos do Congresso mais corrupto que já houve. Mas já faz um ano!

    Nesse período, muita coisa mudou - tanta coisa, na verdade, que você estaria plenamente desculpado em não saber. O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sumarizou o sentimento: “em um ano, o Brasil mudou mais do que em décadas”.

    Meirelles disse isso como um elogio, imaginando um povo bravo caminhando para o futuro. Infelizmente, como você verá abaixo, não é o caso. Se o Brasil mudou desde 2016, foi por voltar no tempo. Aqui estão os 17 maiores retrocessos já consolidados pelo governo Temer:

    atletas

    17 - Suspensão dos subsídios para atletas olímpicos

    O Brasil teve em 2016 a sua melhor performance na história das Olimpíadas, com 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes. Isso se deu pelo audacioso plano de incentivos dos governos anteriores, e em especial pela Bolsa Atleta. Em agosto do ano passado, no entanto, o Ministério do Esporte suspendeu os editais da verba pós-Olimpíada. A concessão dos R$ 150 milhões anuais está desde então congelada, inclusive para para-atletas.

    mariana

    16 - Abandono da luta pelo meio ambiente

    Em abril deste ano, Temer anunciou um corte bilionário no Ministério do Meio Ambiente, de 51% do total dedicado à pasta. É um corte maior até do que o de Donald Trump, o presidente americano que não acredita no aquecimento global (ele cortou 31%). Sem capacidade de operar, o ministério ainda tem que enfrentar o agronegócio cada vez mais descontrolado e o lobby crescente das mineradoras para explorar áreas protegidas. Até mesmo a tragédia ambiental de Mariana (MG), a maior de nossa história, já deu sinais de que pode acabar em pizza.

    agraria

    15 - Paralisação da Reforma Agrária

    No dia seguinte ao impeachment, foi extinto o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que representava duas demandas urgentes do povo rural: a proteção à agricultura familiar e a Reforma Agrária. Como o Ministério da Agricultura sempre foi dominado pelo agronegócio, o MDA era o único espaço em que os pequenos proprietários tinham voz forte para dialogar com o governo. Agora precisam se esgueirar em estruturas periféricas de outros órgãos.

    ebc tv brasil

    14 - Perversão da Empresa Brasil de Comunicação

    No final de 2007, nascia a EBC. O objetivo era criar uma companhia pública de comunicação, isenta dos interesses do capital e do governo, que pudesse dar voz a quem não tinha. Quando Temer assumiu, no entanto, entrou em guerra com ela, e especialmente com a TV Brasil, que deu espaço democrático para a discussão sobre o impeachment. O confronto foi duro, mas finalmente ele exonerou o presidente eleito da EBC e colocou em seu lugar o publicitário Laerte Rímoli - o próprio coordenador da campanha de Aécio Neves. Desde então, toda vez que um jornalista fala mal do governo, a demissão vem a cavalo.

    ciencia

    13 - Sabotagem da ciência e tecnologia brasileira

    Também no primeiro dia foi extinto o Ministério de Ciência e Tecnologia. Ele foi depois aglomerado ao Ministério das Comunicações, desagradando a gregos e troianos. Para completar, o ministro nomeado foi Gilberto Kassab, que fez cortes homéricos nos orçamentos de pesquisa, inclusive um de 90% na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Em julho, encerrou o Ciências Sem Fronteiras. Em dezembro, sinalizou apoio a um projeto que privatiza a produção científica e tecnológica nas universidades públicas. Sob suas ordens, o maior supercomputador do Brasil foi desligado.

    teto salarial

    12 - Fim do teto constitucional para salários públicos

    Em 30 de abril de 2017, o STF finalmente cedeu às pressões dos parlamentares e juízes brasileiros e legalizou a concessão de supersalários, acima do teto constitucional de R$ 33.700. De acordo com decisão, o cálculo do teto vale para cada salário isoladamente, e não sobre a soma das remunerações que um servidor público possa ter. Na prática, estes servidores poderão ganhar centenas de milhares de reais.

    industria nacional

    11 - Redução da política de favorecimento à indústria nacional

    A Política de Conteúdo Local da Petrobras é uma determinação presidencial que gera milhões de empregos qualificados aos brasileiros, seja na indústria naval, na metalúrgica ou na de inovação tecnológica. Isso acontece porque ela exige da estatal petrolífera que a maior parte dos navios e plataformas seja fabricada no Brasil. Desde fevereiro, no entanto, essa política foi esvaziada, reduzindo de 70 para apenas 6 o número de segmentos em que há exigência. Sem as amarras legais, a Petrobras quer construir 100% das instalações do Campo de Libra com peças estrangeiras.

    pre sal

    10 - Entrega do petróleo do pré-sal a preços hiper-reduzidos

    Em novembro de 2016, o Brasil deu os primeiros passos para entrega o petróleo do pré-sal em um bandeja de prata às multinacionais. Essa era um plano antigo da turma do PSDB, aliás: documentos revelados pelo Wikileaks comprovariam, pouco tempo depois, que o senador José Serra já articulava a venda dos blocos desde 2011. A grande ironia foi que a primeira empresa a comprar um bloco brasileiro FOI UMA ESTATAL NORUEGUESA. A Statoil comprou o campo BM-S-8 por US$ 2,5 bilhões - um valor que é um grão de areia perto das centenas de bilhões escondidos.

    conselho seguranca onu

    09 - Perda do assento no Conselho de Segurança da ONU

    Enquanto foi Ministro das Relações Exteriores, José Serra também conseguiu a proeza de expulsar o Brasil do Conselho de Segurança das Nações Unidas até 2033. Isso porque, em sua imensa subserviência aos Estados Unidos, Serra deixou de apontar um candidato para as eleições anuais do Conselho. A luta por uma cadeira permanente nesse espaço é um dos maiores projeto diplomáticos brasileiros, possível para um clube muito seleto de países, que inclui o Japão, a Alemanha e a Índia.

    governo sem mulheres

    08 - Esvaziamento do poder feminino no primeiro escalão

    Há poucas mulheres no governo Temer, e no primeiro momento não havia nenhuma. A última vez em que isso ocorreu foi no Governo Geisel, em plena ditadura militar. Isso foi agravado pelas sucessivas gafes do presidente, que disse acreditar nas mulheres para ver preços nos supermercados e admitiu estar distante do “mundo feminino”. O destrato foi tão grave que até mesmo a ONU o repreendeu: em março, acusou o governo de ter uma das menores representações de mulheres no mundo.

    indios funai

    07 - Destruição da Fundação Nacional do Índio

    A história brasileira é escrita com o sangue indígena, e por isso existe a Funai - uma tentativa honrada, mas insuficiente, de representar os interesses desses povos. As reduções orçamentárias impostas por Temer, no entanto, levaram a instituição ao ponto mais baixo dos últimos 10 anos. O governo passou a fazer vista grossa para os ataques ruralistas às tribos nativas, instalou uma CPI da Funai para tirar seus poderes de demarcação de terras e finalmente, agora em maio, forçou a exoneração do especialista que a comandava. Entre esses ataques e pressões de toda parte para alocar compadres, ele reclamou que a instituição vive uma “ditadura”.

    trabalho escravo

    06 - Favorecimento ao trabalho escravo

    Desde o primeiro dia, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, tentou barrar a publicação da lista do trabalho escravo, e chegou a recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho para que a ocultação fosse permitida. Finalmente, depois de quase um ano, foi obrigado a liberá-la. Nogueira dizia estar sob orientações do governo, que também agiu para flexibilizar a categorização legal do trabalho escravo e propôs, finalmente, a Reforma Trabalhista Rural, que legalizará práticas análogas à escravidão.

    farmacia popular

    05 - Fim do Farmácia Popular e ataques ao SUS

    Foi no final de abril que o governo matou a Farmácia Popular, que distribui medicamentos gratuitos para doenças crônicas em todo o território. Sem ela, milhões de hipertensos, diabéticos e similares terão duas opções: ou compram os remédios por conta própria, ou entram na imensa fila do SUS. Isso é duplamente preocupante, considerando que o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que “não cabe ao governo manter hospitais”, e vem operando tanto na privatização gradual do SUS quanto no perdão de dívidas das seguradoras privadas de saúde.

    alexandre de moraes

    04 - Nomeação de Alexandre de Moraes ao STF

    A presença de Alexandre de Moraes no STF é a prova que a bússola moral de Temer não funciona. Moraes fez tudo o que não deveria: como Secretário de Segurança de São Paulo, transformou a PM em polícia política, perseguindo manifestantes com bombas e pancadaria. Já como Ministro interino da Justiça, paralisou todas as operações das pastas das mulheres, dos negros e dos deficientes por 90 dias, e contrariou todos os especialistas nas diretrizes da política de drogas. Em setembro, trocou a composição da Comissão da Anistia por simpatizantes da ditadura militar. Em dezembro, reduziu o orçamento das políticas para mulheres e negros em 35%.

    Já em 2017, foi acusado de plagiar seu doutorado e falsificar seu currículo. Foi tão incompetente em sua gestão que, em meio às rebeliões prisionais no início do ano, provocou uma demissão em massa no Conselho Nacional de Política Criminal. Moraes é um incompetente completo, e será ministro até 2043.

    educacao mendonca alexandre frota

    03 - Cortes e reformas imbecis na educação

    O show de horrores em que se transformou a Educação no Brasil se deve à nomeação de Mendonça Filho para a pasta. O deputado do DEM fez sua carreira se opondo aos aumentos no orçamento da Educação, entrou na Justiça contra o ENEM e o sistema de cotas, criticou abertamente a criação de novas universidade federais, fez oposição ao Fundo Soberano do Pré-Sal.

    Como ministro, teve sua primeira reunião com o ator pornô Alexandre Frota, em que manifestou sua simpatia pelo Projeto Escola Sem Partido. Emitiu uma reforma do ensino médio fajuta cujo objetivo era tirar História, Geografia, Filosofia, Artes e Educação Física do currículo nacional. Causou uma revolta nacional dos professores e estudantes, que resultou em mais de 1.100 escolas ocupadas pelo país. Em setembro, suspendeu programas de alfabetização e de ensino integral, e sugeriu cortes de 45% nos repasses às universidades federais. Em abril de 2017, esfacelou o Conselho Nacional da Educação.

    terceirizacao

    02 - Lei da Terceirização Irrestrita

    Apesar dos grandes protestos contrários ao projeto, o Congresso aprovou em março a Lei da Terceirização Irrestrita, que permite a qualquer empresa terceirizar qualquer empregado. Como todas as responsabilidades trabalhistas serão transferidas para as agências terceirizantes, isso em essência configura a desregulamentação total do trabalho no país, que vai ajudar a reduzir salários, aumentar jornadas de trabalho e a incidência de acidentes de trabalho, além de dificultar a contratação duradoura de mulheres e deficientes.

    pec 241

    01 - Emenda Constitucional do Teto Orçamentário

    Em 15 de dezembro de 2016, o Brasil congelou o próprio futuro ao inscrever na Constituição Federal: “não aumentarás um centavo na Saúde, na Educação e na Ciência”. A estupidez geral da PEC 241 (conhecida agora como Emenda Constitucional 95) foi disfarçada de “responsabilidade fiscal”, mas em essência se trata de uma camisa de força, que atrela o crescimento dos investimentos públicos ao crescimento do PIB.

    Remanejos deixam de ser possíveis, mudanças de futuros presidente poderão levar ao impeachment. Isso vale mesmo em áreas com participações pequenas no orçamento do governo, como a Ciência, que responde por 0,35% do Orçamento Geral da União (em comparação, a Coreia do Sul investe 4% na área). A Educação e a Saúde, cujos orçamentos são historicamente baixos, continuarão assim pelos próximos 20 anos. A decisão foi tão catastrófica que levou a ONU a avaliar que o Brasil terá “uma geração inteira perdida” por conta disso.

    Isso tudo aconteceu em apenas um ano. Temer ficará na Presidência até dezembro de 2018.

    Por Renato Bazan

  • Ataques à educação acabam com o futuro da nação, diz Contee. Assista!

    No vídeo divulgado nesta segunda-feira (16), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) lista alguns projetos que põem a profissão docente e a educação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com sério riscos de falecimento sumário. “PEC do fim do mundo, terceirização, reformas trabalhista e da previdência, reforma do ensino médio, Lei da Mordaça”. E seguem reticências, porque as ameaças são infindáveis.

    “Ataques que estão colocando em risco a educação e o magistério”, diz a apresentação do vídeo no site da Contee. 

    Leia mais

     Contee lança campanha nacional pela valorização profissional do magistério

     Dia dos Professores: Educadoras e educadores da CTB dizem que vale a pena viver pela educação

    O vídeo é sequência da Campanha Nacional contra a Desprofissionalização do Professor iniciada pela Contee. “Esse movimento deve ser fortalecido em todo o país para mostrarmos à sociedade a importância de valorização dos profissionais e da educação como área essencial para a melhoria de vida das pessoas”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Por isso “apagar o professor é apagar o futuro", conclui o vídeo da Contee. Assista abaixo: 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Centrais sindicais farão ato contra a PEC do Fim do Mundo em Aracaju nesta sexta (25)

    As centrais sindicais CTB, CUT, UGT E CSP Conlutas farão um protesto nessa sexta-feira (25), a partir das 6 horas, na frente do Tecarmo/Petrobras, Zona Sul de Aracaju, para dizer não à PEC 55 - também conhecida como a PEC do Fim do Mundo (leia aqui) - que será votada no Senado Federal no dia 29 deste mês e ao desmonte da Petrobras e do Banco do Brasil, impostos pelo governo Temer. "Essa PEC é um enorme retrocesso para o movimento sindical e para a sociedade brasileira. Um retrocesso que vai atingir as futuras gerações", avalia Edival Góes, presidente da CTB-SE. Serão 20 anos com investimentos para a educação e a saúde públicas travados no Orçamento da União, enquanto a população aumenta e envelhece.

    A PEC terá um impacto negativo também na renda do trabalhador. Nos últimos 13 anos, houve um incremento no salário mínimo o que trouxe um efeito positivo para a economia, principalmente nos municípios que dependem da renda dos aposentados. "A PEC da maldade deixará de fazer essa correção e isso vai afetar diretamente a economia brasileira. Nós não acreditamos que os juros e os investimentos na Bolsa de Valores consigam segurar esse crescimento econômico que só ocorre quando há valorização do trabalho", assegura o dirigente sindical.

    Para Edival, o povo brasileiro tem que tomar consciência de que essa PEC 55 é nefasta e retira todos os direitos conquistados pelo povo na Constituição de 1988. “Esse governo transitório e ilegítimo tem conseguido promover essas alterações na Constituição, acordadas em jantares pagos com o dinheiro público, numa rapidez nunca vista na história do País, e golpeia o povo brasileiro com a perda de todos os seus direitos", afirma Edival.

    Tão ruim quanto a PEC 55 é o desmonte imposto por esse governo à Petrobras e ao Banco do Brasil. "Esse presidente sem voto quer vender nossas estatais e bancos públicos a preço de banana. Por isso, nós das centrais sindicais estamos envidando todos os esforços para levar essas informações para a sociedade, mas é preciso também haver uma mobilização do povo", diz. Ele conclama os sergipanos a demonstrar sua indignação e fazer contato pelas redes sociais com os três senadores que representam o Estado - Maria do Carmo, Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares - para que eles se posicionem e votem contra essa PEC e o desmonte das estatais e bancos públicos brasileiros.

    Niúra Belfort - CTB-SE

  • Havia agentes infiltrados na manifestação contra a PEC do Fim do Mundo, na terça (29), em Brasília?

    A estudante Ana Júlia Ribeiro levantou esta suspeita em seu depoimento ao Portal CTB em reportagem publicada nesta quarta-feira (30). "Não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", disse ela sobre supostos manifestantes atirando objetos contra a Polícia Militar. Por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático” (leia mais aqui), concluiu a secundarista de 16 anos.

    Nesta quinta-feira (1º), os Jornalistas Livres publicaram imagens que fazem aumentar as suspeitas. Com o título “Estranho, muito estranho”, o grupo divulga uma sequência de fotos onde se vê “um grupo separado da manifestação jogando um coquetel molotov na direção da PM. Esta, por sua vez, atira bombas de gás nos estudantes que estão do outro lado do gramado em frente ao Congresso”, escreve o fotógrafo Lula Marques para os Jornalistas Livres.

    Assista e comprove 

    Depois do caso do capitão do Exército Willian Pina Botelho, flagrado como agente infiltrado em manifestações em São Paulo pedindo “Fora Temer”, há que se analisar bem essas imagens. Elas são estranhas, muito estranhas e a suspeita da estudante paranaense permanece.

    A sociedade tem o direito de saber se as manifestações contra o governo estão sendo monitoradas com infiltrados, como ocorria na época da ditadura civil-militar (1964-1985). Por tudo o que se vê, torna-se mais fundamental ainda a campanha por novas eleições Diretas Já.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • Manifestação das centrais sindicais mineiras fecha Praça Sete contra PEC da Morte

    O coração de Belo Horizonte foi ocupado novamente na sexta-feira (25/11) para dizer não à PEC 55, antiga 241, que pretende congelar os investimentos públicos no Brasil. Às vésperas da votação da chamada PEC da Morte no Senado, proposta pelo governo golpista, as Centrais Sindicais organizaram novos atos em todo o Brasil. Em Belo Horizonte, a CTB-MG, a UGT, a Nova Central, a Conlutas, a Força Sindical, a Intersindical e o movimento das ocupações estudantis pararam o centro da capital mineira por quase duas horas.

    O eixo do protesto das centrais sindicais se direciona em defesa da saúde e educação, contra a PEC 55 e reforma do ensino médio; em defesa da aposentadoria - contra a reforma da previdência; em defesa dos direitos e contra a reforma trabalhista; em defesa do emprego e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

    Para o vice-presidente da CTB-MG, José Antônio de Lacerda - o Jota - o saldo da manifestação foi positivo. “Cumprimos um desafio importante. Ampliar o movimento nos ajuda neste momento. Essa é uma tática acertada da CTB”, avaliou. O ato recebeu muito apoio popular. Com o fechamento das pistas da Avenida Afonso Pena e Amazonas, a polícia militar ensaiou uma ação repressiva, mas a negociação com as centrais garantiu a continuidade do protesto. As pistas ficaram fechadas até às 13h40.

    O ato também serviu como um preparativo para uma grande resistência em Brasília no dia 29 de novembro, data da votação da PEC da Morte em Plenário do Senado. O movimento sindical e social de Belo Horizonte levará à capital federal uma caravana com cerca de 40 ônibus. Outras caravanas também sairão do interior do Estado.

    Da CTB-MG

  • No Rio, os trabalhadores lotaram as ruas contra a PEC 55 e as maldades de Pezão

    Milhares de trabalhadores e trabalhadoras lotaram, mais uma vez, as ruas do Centro do Rio de Janeiro para protestar contra os governos Federal e do Estado. Na pauta dos trabalhadores e trabalhadoras, o repúdio à PEC 55, à proposta de Reforma da Previdência e ao Pacote de Maldades de Pezão e Dornelles. O ato, que se concentrou na Candelária, no fim da tarde da sexta-feira (25), percorreu as ruas do centro com muita unidade entre trabalhadores e estudantes.

    Na altura do Largo da Carioca, uma outra manifestação se uniu à dos trabalhadores. O ato das mulheres, nessa data que é o Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, falou sobre a importância da luta contra o machismo e contra a violência contra as mulheres:

    “De acordo com as estatísticas, uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. A violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública, não distingue cor, classe econômica ou social, está presente em todo o mundo. Nós, enquanto representantes do Sindicalismo Classista, temos que inserir a luta contra a violência contra a mulher em cada base sindical do País, em cada bairro, em cada espaço pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora.”

    Em unidade, homens, mulheres, trabalhadores e estudantes seguiram em manifestação até a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, valorizou a unidade do ato contra os retrocessos:

    “Atos como esse são muito importantes para organizar a unidade dos setores progressistas. Hoje, o governo golpista de Michel Temer e o desgoverno do Rio de Janeiro de Pezão e Dornelles estão atacando os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Nós, da CTB-RJ, junto com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, estamos na luta para resistir a esses ataques e garantir melhores condições para a classe trabalhadora brasileira.”

    Da CTB-RJ

  • No Senado, Ana Júlia defende desobediência civil contra a repressão ao movimento estudantil

    Ana Júlia diz o que os progressistas gostariam e os conservadores não querem ouvir

    A estudante que empolgou as cabeças progressistas do país com seu discurso em defesa das ocupações de escolas no Paraná, Ana Júlia Ribeiro, mais uma vez fala o que todos os defensores de uma educação pública de qualidade gostariam e os conservadores precisam ouvir, desta vez em audiência pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-PEC 241), no Senado Federal.

    Com a história na mão

    Ela afirma que as ações dos estudantes são vistas como “baderna”, mas que na verdade é pela educação pública.  Diz ainda ser a favor de mudanças na educação, mas que a sociedade possa debater, que o movimento estudantil possa participar. “Estamos lá porque acreditamos no Brasil”.

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    “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses

    No final, ela falou contra a onda de repressão, que se espalha pelo país, aos ocupantes de escolas e afirma que “estamos lá na paz”. A menina de 16 anos afirma com firmeza que “vamos desenvolver métodos de desobediência civil, nós vamos levar a luta estudantil para frente, nós vamos mostrar que não estamos aqui de brincadeira, e que o Brasil vai ser um país de todos”. Para ela, quem votar a favor da PEC do Fim do Mundo estará com as “mãos sujas por 20 anos” (acompanhe abaixo a fala da estudante).

     

    Na contramão

    Conservadores agem à revelia do Estado Democrático de Direito. Em diversos estados a repressão ao movimento dos secundaristas contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio, mostra a verdadeira face do governo golpista contra a democracia, a inteligência e o bom senso.

    O juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios chegou ao absurdo de autorizar o uso de técnicas de tortura contra estudantes.

    "Autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meio de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como, suspenda o corte do fornecimento de água; energia e gás (...) restrinja o acesso de terceiro, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes", determina.

    Em seu ofício (veja foto abaixo), o juiz autoriza o corte de água, luz e gás das unidades de ensino, além de impedir o acesso de familiares e amigos. Autorizou inclusive a utilização de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono".

    juiz autoriza tortura estudantes df

    Sem intimidar-se, centenas de estudantes do DF, ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília (UnB), no campus Plano Piloto, na noite desta segunda-feira (31) para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (ex-241), que congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos. Aos gritos de "recua, direita recua. É o poder popular que tá na rua" (veja vídeo abaixo).

    Jovens algemados como criminosos

    Mesmo sem autorização judicial, na quinta-feira (27), chamada pela direção da escola, a Polícia Militar invadiu a Polícia Militar, em Miracema, interior do Tocantins, e deteve estudantes. Como se fossem bandidos, os jovens foram algemados e levados para a delegacia da cidade. No dia seguinte, a Justiça determinou a liberação de todos.

    estudantes algemados tocantins

    Estudantes de Tocantins foram presos e algemados (reprodução / Facebook / Gleisi Hoffmann)

    No Paraná, estado com o maior número de escolas ocupadas, grupos fascistas, liderados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) agem com violência tentando desocupar a escolas. Eles atacam “as escolas com pedras, com ameaças", diz Camila Lanes, presidenta da união Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Pelo país, “a gente vê casos como o atropelamento de um estudante em um ato; a gente vê casos, como na Bahia, de agressões físicas e ameaças feitas por membros desse movimento contra estudantes; a gente vê casos, como aqui em Brasília, em que o Movimento Desocupa tentou invadir uma escola pelo telhado”, afirma a líder estudantil.

    Na quinta-feira (27), em Chapecó, em Santa Catarina, a PM catarinense invadiu a ocupação da escola Irene Stonoga com fuzis em punho, acompanhada da direção da escola. A imprensa local afirma que direção manteve os estudantes presos entre as grades do corredor até os policiais chegarem.

    Em Bocaiúva, Minas Gerais, estudantes e educadores da Escola Estadual Dr. Odilon Loures se unem contra a PEC do Fim do Mundo e tomam as ruas da cidade, contra o congelamento de investimentos em educação e saúde públicas(veja foto abaixo).

    protesto bocaiuva mg

    Estudantes e educadores de Bocaiúva contra a PEC da Maldade

    A estudante Clara Stempkowski diz, para a Ubes, que “foi muito assustador para nós, todos estávamos muito amedrontados, eu nunca havia visto uma arma daquele porte, não sabia o que fazer, fiquei tremendo por horas até conseguir me acalmar”.

    Do Paraná vem a boa notícia. Ao saberem da intenção do MBL de desocupar à força o do Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba, pais de alunos, professores e vizinhos da escola saíram em defesa dos estudantes e expulsaram os fascistas. Alunos fazem o mesmo para defenderem seus colegas do Núcleo Regional de Educação, na capital paranaense (assista abaixo). 

    Já em São Paulo a PM é acusada de carregar uma lista com fotos e nomes de secundaristas e apoiadores do movimento”, diz Liliane Almeida, do GGN. “Ao ser abordado, o jovem é obrigado a reconhecer os colegas apresentados nas imagens. Quem não consegue, é espancado”, afirma a repórter.

    pm paulista prende estudante

    Com a violência costumeira, a PM de Geraldo Alckmin ataca jovens inocentes (foto: jornal GGN)

    Ela conta o caso “de um estudante de Paraisópolis, pego dentro de uma estação da CPTM e levado até uma pequena sala com dois policiais, sem identificação, que o interrogaram apresentando fotos de outros estudantes que o jovem precisava reconhecer dando nomes e endereços. Como o rapaz, de apenas 16 anos, se recusou a passar informações, foi brutalmente espancado até perder a consciência”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • PEC do Fim do Mundo agora é número 55 e Senado abre consulta pública. Vote contra!

    Depois de aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados na quarta-feira (26), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 já foi enviada ao Senado, onde passou a ser a PEC 55.

    O Senado abriu nesta quinta-feira (27), uma consulta pública sobre a PEC, que congela investimentos em saúde, educação, assistência social e ainda os salários dos servidores por 20 anos. Acesse aquipara votar. Até o momento são 4.692 contra e 203 a favor desse ataque ás conquistas dos últimos anos no país.

    “É importante a participação de todos nessa votação para mostrar a insatisfação geral com os objetivos dessa PEC, que farão piorar e muito os serviços públicos, além de acabar com a saúde e a educação públicas”, explica Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O texto da PEC 55 (o mesmo da PEC 241) já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde será escolhido um relator, provavelmente algum senador do PMDB e segue um cronograma definido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

    Pelo cronograma, a primeira votação deve ocorrer dia 29 de novembro e se aprovada vai para plenário novamente no dia 13 de dezembro. Se aprovada sem modificações, as novas regras passam a valer, assim que for promulgada. Se ocorrer alguma modificação, a PEC volta para a Câmara dos Deputados.

    Apelidada de PEC do Teto dos Gastos Públicos no Senado ela ganhou as alcunhas de PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade pela população.

    Estudantes ocupam milhares de escolas em todo o país contra essa proposta porque praticamente liquida com a educação pública. “Essa PEC liquida com os sonhos dos jovens das classes menos privilegiadas deste país, acaba com as possibilidades de sonhar com uma universidade”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    “Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma Ana Julia Ribeiro, em discurso emocionante que viraliza na internet (leia aqui). Para ela, o movimento dos estudantes “se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.

    O presidente da CTB, Adilson Araújo diz que essa PEC “é a corda no pescoço da classe trabalhadora”. Para ele, “a aprovação dessa PEC abre caminho para enterrar o Estado e qualquer proposta que promova uma mudança civilizatória”.

    Veja o cronograma da PEC 55 no Senado

    >> O texto foi encaminhado nesta quarta-feira à CCJ, onde será designado um relator;
    >> 1º de novembro: parecer do relator é apresentado, e senadores terão uma semana para análise;
    >> 8 de novembro: audiência pública para debater a PEC (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
    >> 9 de novembro: votação do parecer do relator (se a PEC for aprovada, o texto será enviado ao plenário);
    >> Data a definir: audiência pública para debater a PEC no plenário (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
    >> 29 de novembro: votação da PEC em primeiro turno no plenário;
    >> 13 de dezembro: votação da PEC em segundo turno no plenário.

    Portal CTB com Agência Senado

  • Resolução política da 17ª Reunião da Direção Nacional da CTB

    Terminou, nesta terça-feira (11), a 17ª Reunião da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), realizada desde a última segunda na capital paulista.

    No fim do encontro, aprovou-se por unanimidade uma moção em solidariedade ao Deputado Estadual Carlos Bordalo (PT/PA), que vem sendo ameaçado de morte, em virtude de seu trabalho na presidência da Comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa do Pará. (acesse aqui).

    Leia abaixo a íntegra da resolução política aprovada:

    Parar o Brasil e barrar o retrocesso neoliberal

    Reunida nos dias 10 e 11 de abril em São Paulo, a Direção Nacional da CTB aprovou a seguinte resolução:

    1- Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil defrontam-se hoje com uma ofensiva inédita em nossa história contra os direitos e benefícios conquistados ao longo de mais de um século de lutas. O governo Temer, que assumiu no curso de um golpe político travestido de impeachment, está impondo à sociedade um programa de radical restauração neoliberal que atropela a democracia, a soberania nacional e os direitos sociais;

    2- Entre as muitas medidas tomadas nesta direção destaca-se a PEC 55, conhecida como a PEC do fim do mundo, que congelou por 20 anos os gastos e investimentos públicos em saúde, educação, infraestrutura, cultura, funcionalismo e ciência e tecnologia, entre outros, para garantir o rigoroso pagamento dos juros extorsivos da dívida pública, que consomem 45% do Orçamento da União. A medida inviabiliza o SUS, compromete a educação pública e o desenvolvimento nacional;

    3- Em 31 de março o chefe do governo ilegítimo sancionou a lei que libera a terceirização irrestrita, o que para a classe trabalhadora vai se traduzir concretamente em arrocho dos salários, aumento da jornada, redução de direitos e benefícios, crescimento dos índices de acidentes e doenças profissionais, precarização e fragmentação da representação sindical;

    4- O pacote de perversidades não para por aí. Os golpistas também encaminharam ao Congresso Nacional propostas de mudanças da legislação trabalhista e do sistema público de aposentadorias e pensões que ferem mortalmente os interesses e direitos do povo trabalhador;

    5- A contrarreforma trabalhista e sindical restaura o projeto neoliberal do tucano FHC que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado e busca estrangular financeiramente o movimento sindical. Permite o aumento da jornada, o fatiamento das férias e possibilita o fim da CLT e confere ao mercado liberdade absoluta para arbitrar as relações entre capital e trabalho. Na Previdência pretende-se fixar a idade mínima de 65 anos para aposentadorias de homens e mulheres, 49 anos de contribuição ininterrupta para receber o benefício integral e outros retrocessos inaceitáveis. O propósito maior é privatizar a Previdência e acabar com o sistema de Seguridade Social;

    6- A política externa retroagiu aos tempos da diplomacia dos pés descalços de FHC, realinhando o país à estratégia imperialista dos EUA, que também foram favorecidos com a abertura do pré-sal ao capital estrangeiro, o enfraquecimento da Petrobrás, da indústria e da engenharia nacional, bem como o risco de concessão da Base Aérea de Alcântara no Maranhão;

    7- O governo golpista e corrupto não teve o respaldo das urnas, não tem legitimidade e muito menos apoio do povo brasileiro para o seu projeto reacionário. É desaprovado por 90% da população. Em contrapartida, conta com o apoio do Congresso, a cumplicidade do STF e a solidariedade aparentemente irrestrita da mídia burguesa, dos grandes capitalistas, dos banqueiros, dos latifundiários e dos EUA, cujos interesses estão sendo plenamente contemplados por Temer;

    8- A resistência ao golpe é crescente. A indignação e revolta da classe trabalhadora e das forças democráticas e progressistas contra a feroz ofensiva neoliberal ficou evidente nas manifestações dos dias 8, 15 e 31 de março, que superaram as expectativas das centrais e dos movimentos sociais, alteraram opiniões no Parlamento e levaram Temer a dar provas de fragilidade e desespero ao anunciar recuos em pontos relevantes da contrarreforma das aposentadorias. Cumpre destacar o firme posicionamento da CNBB conclamando os fiéis a se mobilizarem e lutarem em defesa dos direitos sociais e humanos que vêm sendo golpeados;

    9- É hora de intensificar o trabalho de conscientização e mobilização das bases, realizando no curso deste mês de abril uma agenda diária de debates com as bases nos locais de trabalho, convencimento popular nas feiras, terminais, bairros, portos e aeroportos, bem como de pressão sobre os parlamentares e governos. Este esforço deve garantir o sucesso da greve geral convocada pelas centrais sindicais para 28 de abril, bem como a realização de manifestações unitárias e massivas no 1º de Maio sob a bandeira do Fora Temer e Diretas Já;

    10- Outro momento importante na vida da CTB este ano, que exige empenho da militância classista, será a realização do 4º Congresso Nacional, em agosto, na Bahia;

    11- A CTB repudia os bombardeios covardes contra a Síria praticados recentemente pelos EUA. É mais uma agressão unilateral à soberania de uma nação árabe, feita à margem da ONU e do Direito Internacional, justificada pela acusação de que o governo sírio teria usado armas químicas na guerra civil em curso naquele país, alegação desmentida pela Síria e Rússia, que atribuem o crime aos terroristas financiados por Washington e seus aliados no Oriente Médio. Não custa lembrar que a mentira é um recurso recorrente usado pelos imperialistas para encobrir suas infâmias e barbaridades. Foi assim na guerra contra o Vietnã e mais recentemente contra o Iraque e a Líbia;

    12- As agressões e ameaças dos EUA contra a Síria e a Coreia do Norte estão colocando o mundo perigosamente às portas de uma terceira guerra mundial. Nestas condições, a luta pela paz mundial ganha enorme relevância. A CTB reitera a defesa de uma nova ordem mundial, sem hegemonias e sem imperialismo, bem como da soberania dos povos e do socialismo.

    São Paulo, 11 de abril de 2017

    Direção Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

     

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