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PMDB

  • Bob Fernandes: parlamentares afastam Dilma para salvar seus pescoços

    O jornalista Bob Fernandes disse em seu comentário sobre política para o telejornal noturno da TV Gazeta, na segunda-feira (29), que os parlamentares brasileiros “tomam o poder para salvar seus pescoços”, porque 1/3 do Congresso responde a processos na Operação Lava Jato.

    Para ele, o golpe parlamentar arrumou uma “gambiarra jurídica para emprestar legitimidade” ao golpe. Porque não existe nenhum termo na Constituição que preveja a destituição de um mandatário por ser mal governante, segundo a visão de alguns.

    De acordo com o jornalista, Dilma é atacada pelas ditas peladas fiscais, mas todos os gernantes pedalam, "Temer pedalou", então todos deveriam ser afastados.

    “Governo quem remove é o eleitor nas urnas”, argumenta Fernandes. Já esse golpe afasta uma presidenta “que não é acusada de corrupção”. Ele mostra que o processo foi iniciado por Eduardo Cunha, repleto de acusações contra si.

    Esse golpe foi dado para “salvar Cunha e sua língua”, que poderia levar à Justiça inúmeros parlamentares. As acusações da Lava Jato “envolvem Temer, PMDB, Serra, Aécio”, acentua Fernandes, além de inúmeros políticos que apearam a presidenta Dilma do poder.

    Assista Bob Fernandes 

    Tássia Camargo

    A atriz Tássia Camargo ironizou a situação vivida pelo país de maneira singular. Escreveu em sua rede social.

    "Passado o susto, agora a pouco, só tenho a agradecer, primeiramente a Deus, pelo livramento ocorrido agorinha comigo, no portão da minha casa. Fui abordada por dois ladrões, mas só cuspiram na minha cara e ameaçaram minha vida futuramente, depois do golpe concretizado. Não consegui identificar, mas um deles, um canalha, cafungava muito, o outro me pareceu ter nome de Anestesia.

    O que cafungava gritou: ‘Vamo bora, Anestisia!’.

    E o tal Anestesia respondeu: ‘Tá bom Ésim, tá bom Ésim’.

    Procura-se”.

    Para bom entendedor meia palavra basta, diz o dito popular.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Centrais lançam abaixo assinado contra a reforma em 2 de abril

    Lançamento ocorrerá na Praça Ramos, às 10 horas da próxima terça-feira (2), com o concurso da Calculadora da Aposentadoria do Dieese, que será usado para mobilizar e esclarecer a população sobre a proposta de reforma do governo Bolsonaro.

    Dirigentes das centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, Intersindical e Conlutas) se reuniram na manhã desta terça-feira (26) na sede do Dieese em São Paulo para avaliar os atos do último dia 22 e definir os próximos passos da jornada nacional de luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Social. Os sindicalistas reiteraram a disposição de “construir a greve geral”, embora haja consenso de que ainda não chegou a hora de indicar uma data para a paralisação.

    O Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência encaminhada por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional foi considerado por todos como “extremamente positivo”. O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, declarou que as manifestações da última sexta-feira (22) “superaram as expectativas mais otimistas” e demonstraram uma forte unidade do movimento sindical brasileiro.

    Notícias alvissareiras

    Foram realizadas manifestações em mais de 120 cidades brasileiras, incluindo as capitais de todos os estados, além do Distrito Federal. No dia o tema Previdência foi o mais comentado no Twitter e, conforme noticiou a jornalista Mônica Bergamo (colunista da Folha de São Paulo) o apoio à proposta do governo “despencou nas redes sociais”.

    O destaque coube a São Paulo, onde ocorreram atos em dezenas de cidades. Na capital, os professores fizeram greve, houve uma paralisação relâmpago dos condutores, que travaram a saída dos ônibus na madrugada, os metroviários trabalharam com mensagens em coletes contra a reforma, os operários de São Bernardo do Campo saíram em caminhada pela manhã. O Dia de Luta foi encerrado com uma grande concentração na Avenida Paulista. Participaram mais de 60 mil pessoas.

    Em sintonia com os atos patrocinados pelas centrais, com apoio dos movimentos sociais e partidos de esquerda, os últimos dias da semana propiciaram outras notícias alvissareiras, favoráveis à causa da classe trabalhadora. Os conflitos intestinos no entorno do governo e da reforma, com notáveis duelos entre Maia, Bolsonaro e Moro, entre outros, revelaram o crescimento da probabilidade de derrota da reforma ansiada pelos banqueiros, que estão de olho grande nos recursos bilionários mobilizados pelo sistema previdenciário e querem a privatização, por meio da capitalização.

    Convencer os parlamentares

    A prisão sem respaldo legal do ex-presidente Temer, um espetáculo midiático com o qual a Lava Jato tentou abafar um escândalo de R$ 2,5 bilhões, também provocou estragos e divisões no outro campo desta batalha, indignando líderes e integrantes do MDB.

    Os sindicalistas prometem associar o trabalho de esclarecimento e conscientização das bases com ações unitárias para pressionar e convencer parlamentares a rejeitar o retrocesso travestido de reforma.

    Com este objetivo, as centrais aprovaram a organização de uma manifestação unitária no dia 9 de abril no aeroporto de Brasília, ocasião em que os parlamentares serão abordados, “carinhosamente e sem ofensas” a julgar pelas palavras de um sindicalista presente à reunião. “Não queremos ofender, mas convencer os parlamentares a não votarem contra os interesses do nosso povo”.

    O esforço de esclarecimento das bases deve ser intensificado, com a ocupação de praças e locais públicos, a edição de uma cartilha sobre o tema, panfletagem, assembleias e conversas ao pé do ouvido nos locais de trabalho, de moradia, estudo e lazer.

    “Precisamos informar o trabalhador que já está trabalhando que ele será afetado, o prejuízo não virá apenas para os que estão ingressando no mercado de trabalho como muitos estão imaginando”, comentou Wagner Gomes. Os sindicatos ligados à Contag, presentes em quase todas as cidades do país, estão dialogando com prefeitos e autoridades locais sobre os efeitos perversos da reforma para os municípios, sobretudo os mais pobres, que dependem das aposentadorias para girar as modestas economias.

    No dia 2 de abril será lançado em São Paulo o abaixo assinado contra a reforma de Bolsonaro. A Calculadora da Aposentadoria do Dieese, que permite ao peão estimar e comparar o tempo que falta para adquirir o direito à aposentadoria e o valor do benefício pelas regras atuais e de acordo com a proposta do governo, será usado para evidenciar aos olhos do povo os prejuízos que serão impostos à classe trabalhadora se a reforma for aprovada no Congresso Nacional.

    Umberto Martins

  • Com fama de "pé frio", Carlos Marun está sendo chamado de "Mick Jagger da política brasileira"

    O cantor Mick Jagger é conhecido como o torcedor “pé frio”. O lado em que ele se posiciona é sinônimo de temor e de derrota anunciada.

    Nos corredores da Câmara dos Deputados, corre a piada de que o deputado Carlos Marun (PMDB/MS) é o Mick Jagger da política brasileira. O deputado de primeiro mandato foi o mais fiel defensor do ex-deputado Eduardo Cunha. Enquanto todos os “amigos” de Cunha pularam do barco afundando, Marun manteve lealdade ao ex-presidente da Câmara.

    Agora, Carlos Marun, que presidiu a Comissão Especial da Reforma da Previdência e que votou o relatório com a Câmara gradeada e sitiada por gigantesco aparato policial, saiu em defesa veemente do ilegítimo presidente (fora) Temer. Matéria publicada no jornal Valor Econômico destaca o trecho do pronunciamento de Marun, onde afirma que o “Brasil merecia ver concluído o corajoso mandato do senhor presidente Michel Temer”.

    Em se confirmando a chiste de mau agouro de Marun, o povo brasileiro haverá de comemorar o fim do governo ilegítimo de Temer e enterrar a malfadada reforma previdenciária. No dia 24, trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil vão dar o empurrão que falta, na grande marcha da classe trabalhadora, em Brasília.

    De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

  • Eduardo Cunha pode ser afastado pelo STF se descumprir ordem da Corte Suprema

    Nesta terça-feira (5), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou pedido do advogado Mariel Márley Marra para que o ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceite o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer, também PMDB, mas de São Paulo.

    Ao ser notificado, Cunha falou sobre a possibilidade de entrar com recurso ao STF e não cumprir a determinação. "É impensável que não se observe uma decisão do Supremo. A decisão não é do cidadão Marco Aurélio, é do Supremo e deve ser observada", responde Mello.

    De acordo com o ministro, o desacato de qualquer determinação da Justiça "é crime de responsabilidade e sujeito a glosa penal".

    "Nunca, jamais, pode se admitir tamanha intervenção em ato próprio de outro Poder da República, a ponto de autorizar a substituição da competência do órgão legislativo por decisão judicial", questiona Cunha assim a ordem do Supremo determinando que a Câmara inicie um processo de impeachment contra Temer.

    A revista CartaCapital afirma que o afrontamento de Cunha “foi visto como a gota d'agua”, pelo Supremo. Segundo a revista, “quatro assessores próximos aos integrantes da Corte máxima do judiciário afirmaram que há um movimento para colocar em julgamento o pedido de afastamento do parlamentar da presidência da Casa antes da votação do impeachment”.

    Para Mello, Cunha deve cumprir a decisão do STF de imediato. "Quando se inobserva (decisão judicial) é porque as coisas não vão bem e eu não posso fechar o Brasil para balanço".

    O ministro do STF tem sido importante voz em defesa da Constituição Federal. Em constantes depoimentos tem defendido o diálogo e a busca de soluções dentro da lei. Ele promete levar este caso ao Plenário do Supremo.

    “A autofagia não pode ocorrer. Mas, acima de qualquer dos integrantes do Supremo, está o Plenário. Interposto o agravo, eu levarei imediatamente, depois de ouvir o agravado. Todos sabem que eu não sento em cima de processo. Processo para mim não tem capa, tem estritamente conteúdo”, diz.

    Portal CTB com agências

  • Estudantes mantêm ocupação em diversos estados e ocupam a Assembleia gaúcha desde ontem (13)

    Depois de semanas ocupando escolas e enfrentar repressão, os estudantes secundaristas gaúchos decidiram nesta segunda-feira (13) ocupar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) com a intenção de reabrir diálogo com o governo estadual.

    “Imitando seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o gaúcho José Ivo Sartori, do PMDB, tem mandado a polícia reprimir os jovens, em vez de conversar, como qualquer governo democrático faz”, diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os secundaristas lutam para melhorar a estrutura das escolas, e também “a qualidade do ensino”, diz A estudante Fabiana Amorim. A resposta que a presidenta da Assembleia, Silvana Covati (PP) deu foi mandar a polícia cercar o prédio e, por isso, “muitos estudantes dormiram na rua, nesse frio”, conta Fabiana.

    Além disso, os secundaristas querem o fim do Projeto de Lei (PL) 190/2015, que pretende implantar “a tal da escola sem partido, que tem o partido do atraso e da ignorância", diz Espinoza. “O que na realidade significa uma censura aos educadores e educadoras e grande prejuízo à educação democrática”.

    Também querem derrubar o PL 44/2016, de autoria do governo estadual, que pretende transferir parte da administração das escolas para organizações sociais, caso similar ao pretendido pelo governo de Goiás. O que para os estudantes significa privatização das escolas públicas.

    escola sem partido rs

    O governo gaúcho ameaça os ocupantes com invasão de tropa de choque. Os secundaristas, no entanto, prometem manter a ocupação em “defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas”, afirma o secretário cetebista gaúcho.

    Os estudantes reclamam de cerceamento da liberdade de manifestação e do direito de ir e vir. Além do mais, o acordo de que não impediriam a entrada de água e alimentos não está sendo respeitado.

    "Resta apenas duas garrafas de água e não podemos mais receber as doações", relata a diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fabiola Loguércio, que está dentro da Assembleia desde o início da ocupação.

    Bahia

    Secundaristas ocupam escolas na Bahia contra o autoritarismo de alguns dirigentes de escolas. Eles reclamam de perseguições e de discriminações. “As ocupações estão acontecendo por conta dos problemas que os próprios estudantes vivenciam no ambiente escolar. A instituições públicas são desestruturadas e não condizem com a realidade da juventude. Os estudantes anseiam por uma escola diferente e acho que esses atos são uma resposta a isso”, diz o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista, Nadson Rodrigues.

    secundaristas bahia

    Ceará

    Desde o dia 27 de abril, os estudantes secundaristas do Ceará ocupam diversas escolas. Já são mais de 70 ocupadas. Como em vários estados brasileiros, os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura das salas de aulas e na merenda, quadras esportivas e laboratórios, além do retorno do investimento em atividades extracurriculares e reajuste salarial dos professores.

    estudantes ceara

    Mato Grosso

    O presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas, Juarez França, diz que a defesa da educação passa pela luta para barrar o processo de terceirização e contra a “roubalheira” da Secretaria Estadual de Educação, e pelo fim da corrupção no governo de Pedro Taques (PDT).

    escolas ocupadas mt

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações das entidades estudantis

  • Glenn Greenwald detona Michel Temer em telejornal norte-americano. Assista!

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald fez uma análise sucinta dos acontecimentos do Brasil para o telejornal “Democracy Now” (“Democracia Já”), da TV dos Estados Unidos, NPR.

    A apresentadora pede esclarecimentos para Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, sobre a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele começa dizendo que há uma enorme diferença entre Dilma e o golpista Temer.

    Explica que ela foi ao Senado enfrentar seu julgamento. “Dilma não é obrigada, mas optou por fazê-lo”. E isso "é um contraste impactante com o seu ex-vice-presidente, agora presidente interino, que está prestes a se tornar o presidente não eleito”.

    Para o jornalista, responsável pelo site Intercept Brasil, nas Olimpíadas Rio 2016, Temer fez o contrário de Dilma e se escondeu. Ele “quebrou o protocolo e pediu que seu nome não fosse anunciado durante a cerimônia de abertura”. Mas quando o público percebeu ele foi vaiado.

    Na cerimônia de encerramento, Temer nem compareceu com medo das vaias. “Enquanto ele se esconde, Dilma, que historicamente lutou contra a ditadura militar deste país, foi presa por isso (...) foi enfrentar seus acusadores frente a frente”.

    Greenwald ressalta ainda que os políticos que querem cassar Dilma, “são pessoas condenadas criminalmente ou alvo de investigações, incluindo o presidente do Senado”. Para ele, “esse grupo de pessoas em Brasília está literalmente brincando com as bases da democracia, debaixo de nossos narizes”.

    Ao ser questionado sobre o motivo do processo contra Dilma, ele responde que “ela é acusada de usar truques orçamentários para fazer com que o orçamento do governo pareça mais positivo, visando vencer a reeleição”.

    Mas “se você conversar com europeus e americanos, eles se surpreendem que algo assim possa justificar a remoção de uma presidenta democraticamente eleita, já que é extremamente comum observar essa prática implementada por outros líderes políticos por todo o mundo”.

    Explica ainda com muita clareza a trama golpista da aliança formada entre o PMDB e o PSDB para levar à cabo a agenda derrotada nas urnas, com privatizações e retirada de conquistas importantes e afastando o país dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para se sujeitar aos interesses dos Estados Unidos e ao capital externo.

    Tudo está acontecendo, afirma Greenwald, porque “os poderosos do país desejam a implementação dessa agenda de direita e sabem que isso não é possível através das eleições”.

    A votação final do impeachment deve acontecer entre esta terça-feira (30) e a quarta-feira. Os movimentos sociais mantêm-se nas ruas contra o golpe e prometem permanecer mobilizados para derrotar o governo golpista.

    Assista: 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Jornalista da TV Al Jazeera encosta FHC na parede e desmascara o golpe

    TV Al Jazeera dá uma lição de jornalismo ao questionar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a crise política brasileira.

    O jornalista pergunta a FHC sobre as acusações de suposto crime, que a presidenta afastada Dilma Rousseff teria cometido – as tais “pedaladas fiscais”.

    Sem nem sequer corar, o ex-presidente fala até em crime contra a Constituição e diz ainda que Dilma cometeu “crime político”.

    O ditado “para bom entendedor meia palavra basta” é nítido nesta entrevista. FHC fica sem resposta quando é confrontado sobre as “pedaladas fiscais” em seu governo e tenta argumentar que, em seu governo, elas foram “legais”.

    Também não respondeu sobre as acusações de envolvimento em atos ilícitos contra Michel Temer, Eduardo Cunha, Romero Jucá, José Sarney e, menos ainda deu resposta para as acusações que envolvem o PSDB.

    Além de são ter resposta para a acusação feita por Mirian Dutra – uma ex-namorada, jornalista da Rede Globo de Televisão -, que o acusou de enviar US$ 3 mil mensais para o suposto filho do casal, através de empresa localizada em paraíso fiscal, já que ela e o filho residiam na Europa (saiba mais aqui). Para FHC, é intriga do PMDB, pasmem.

    Leia mais

    A norte-americana CNN também denuncia o golpe dos sem voto no Brasil. Assista!

    Assista a entrevista completa (legendada):

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mais de 10 mil servidores de Florianópolis protestam contra “maldades” do prefeito

    Em greve há mais de um mês, as servidoras e os servidores municipais realizaram na tarde desta quinta-feira (16) um grande ato no centro de Florianópolis. Nem o forte calor, abafou o grito de “Fora Gean” (Gean Loureiro é o prefeito da capital catarinense e é do PMDB).

    De acordo com Odair Rogério da Silva, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Santa Catarina (CTB-SC), a paralisação já tem mais de 90% de adesão e conta com grande apoio da população.

    “O povo já sente os efeitos do ‘pacote de maldades’ da administração municipal que retira direitos da classe trabalhadora”, diz. A manifestação contou com a participação do bloco de carnaval Arrasta Ilha, fortalecendo o movimento. 

    Assista vídeo do Sintrasem sobre a manifestação 

    A greve começou no dia 16 de janeiro (leia mais aqui) e enfrenta um cerco midiático completo. É noticiada apenas regionalmente. “Na semana passada, o procurador geral do município entrou na Justiça com o pedido de intervenção no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem)”, informa o jornalista Joaquim de Carvalho, no blog O Diário do Centro do Mundo.

    De acordo com Carvalho, “a prefeitura pediu também a prisão de todos os diretores da entidade, que não estariam cumprindo a ordem judicial de retomar as atividades”, mas “houve reação de mais de 300 entidades sindicais do mundo todo, da Rússia aos Estados Unidos, do Paquistão à Índia, da África à Dinamarca – repercussão no mundo todo, e a imprensa brasileira ignora os eventos de Florianópolis”.

    Nesta sexta-feira (17), as trabalhadoras e trabalhadores visitam os locais de trabalho e na segunda-feira (20) ocorre uma reunião do Comando de Greve, na sede do Sintrasem (Rua Fernando Machado, 203 – centro), às 10h e assembleia às 13h, na Praça Tancredo Neves.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Silvia Medeiros

  • Michel Temer é ficha suja e está inelegível por oito anos, decide o Tribunal Regional de São Paulo

    Condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por doações de campanha acima do limite legal, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), está inelegível pelos próximos oito anos, contados a partir da última terça-feira (3), data da decisão.

    Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), a condenação se enquadra na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenações na Justiça em tribunais colegiados (segunda instância).

    Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a PRE afirma que a decisão não tem impacto em mandatos atuais e não impede que Temer assuma a presidência, caso o Senado decida pelo afastamento de Dilma Rousseff, por força do processo de impeachment.

    Leia mais

    Cresce rejeição ao golpe de Michel Temer e maioria da população já pensa em novas eleições

    Além de não poder se candidatar, Temer terá que pagar multa de R$ 80 mil por ter efetuado doações de campanha a dois candidatos a deputados federais do PMDB do Rio Grande do Sul, nas eleições de 2014, que somam R$ 100 mil. O valor é 11,9% do rendimento declarado pelo vice em 2013, superando o teto de 10% do rendimento anual exigido pela lei.

    A assessoria do vice-presidente afirmou que ele pretende pagar a multa e que isso o livraria de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. No entanto, especialistas afirmam que Temer só poderia voltar a concorrer em eleições caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogue a decisão da corte paulista.

    Abaixo a nota de esclarecimento da PRE-SP sobre as doações acima do limite e as inelegibilidades:

    As representações eleitorais por doação acima do limite legal servem para determinar multa para os doadores que descumpriram os limites de doação fixados em lei e, ainda, eventualmente, para aplicar, aos doadores pessoas jurídicas, a sanção de proibição de licitar e contratar com o poder público. Não há, nessas ações de doação acima do limite, declaração de inelegibilidade do doador pessoa física ou do dirigente responsável pela pessoa jurídica.

    Contudo, a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/90 com a redação dada pela Lei Complementar nº 135/2010) estabelece, no seu artigo 1º, I, alínea p, a inelegibilidade de candidatos como consequência da condenação em ação de doação acima do limite proferida por órgão colegiado ou transitada em julgado. O prazo da inelegibilidade é de 8 anos, contados da decisão proferida pelo órgão colegiado ou transitada em julgado, incidindo somente sobre as futuras candidaturas – não há, assim, impacto imediato dese tipo de inelegibilidade sobre os atuais mandatos.

    A discussão sobre a potencial inelegibilidade de doador pessoa física ou de dirigentes de pessoas jurídicas condenados nessas ações de doação acima do limite somente será realizada em eventual ação de impugnação de registro de candidatura. A informação sobre essas condenações estará disponível aos Juízes Eleitorais e Promotores Eleitorais para avaliação no momento do registro de candidatura nas eleições de 2016 e ao Procurador Geral Eleitoral, aos Procuradores Regionais Eleitorais, aos Tribunal Superior Eleitoral e aos Tribunais Regionais Eleitorais nas eleições gerais de 2018.

    Temer

    Por meio de nota, a assessoria de imprensa da vice-presidência comentou a manifestação do Ministério Público Eleitoral de São Paulo contra Temer:

    "Na eleição de 2014, Michel Temer fez doação eleitoral a dois candidatos do PMDB. Por erro de cálculo, doou R$ 16 mil além do permitido pela legislação (1,9% além de 10% da renda anual). Ele reconheceu essa situação em primeira instância e concordou em pagar multa de cinco vezes o valor do excedente doado. O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão reivindicando aumento do valor para R$ 160 mil. O Tribunal Regional Eleitoral recusou o recurso do MPE. Temer irá pagar o valor estipulado pela Justiça, em R$ 80 mil.

    Ressalte-se que, em nenhum momento, foi declarada pelo TRE a inelegibilidade do vice-presidente. Não houve manifestação neste sentido. E só a Justiça pode declarar alguém inelegível. Qualquer manifestação neste sentido é especulação e precipitação."

    Fonte: Pragmatismo Político

  • Movimento pela democracia tira votos do impeachment e golpistas se desesperam

    Os golpistas já davam como favas contadas a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma. Mas o jogo começou a virar. Tanto que o ainda vice-presidente Michel “vaza” Temer retornou a Brasília voando, com medo.

    Já na noite da sexta-feira (15), o deputado Waldir Maranhão, do Partido Progressista (PP), que há pouco tempo abandonou o governo Dilma, declarou voto contra o golpe e garantiu que leva consigo outros 12 deputados da legenda.

    Inclusive, o jornal Folha de S.Paulo fez matéria reconhecendo que hoje os golpístas não conseguem os votos necessários para aprovar o impeachment. Coisa que a nefasta revista Veja, já tinha reconhecido semana passada.

    A militância do Partido Socialista Brasileiro (PSB) também enviou um manifesto, que leva a assinatura de governadores e senadores do partido, pedindo para a bancada rever seu posicionamento a favor do impeachment.

    "O manifesto é o recado de que a militância não aceita compor governo com Michel Temer. A militância não foi ouvida pelo partido quando decidiu apoiar o impeachment de Dilma", afirma a advogada Fernanda Rosas Pires de Saboia, militante do PSB, que coordenou a coleta de assinaturas.

    Em encontro com Dilma, no Palácio do Planalto, o governador do Ceará, Camilo Santana, garantiu que a bancada cearense na Câmara fechou questão contra o impeachment e, dos 22 deputados, ao menos 17 já confirmaram voto contra o golpe.

    O senador Roberto Requião, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro do Paraná (PMDB-PR), afirma que o impeachment está "totalmente desmoralizado" e por isso 104 deputados deixaram Brasília, desligaram seus celulares e só pensam em retornar na terça-feira (19).

    A deputada Jandira Feghali afirma que o jogo mudou. "Nossa perspectiva melhorou. Muitos votos viraram, eles não terão 342 votos e nós vamos ganhar”. Ela ressaltou a importância da presença dos governadores que foram a Brasília conversar com suas bancadas estaduais, “para mostrar que a estabilidade é a manutenção da democracia”.

    Ouça Kleiton e Kledir "Vira, virou":

     

    Segundo o Brasil 247, ocorre uma verdadeira debandada de votos pró-golpe e por isso o Brasil amanheceu neste fim de semana ao som da canção Vira, Virou, da dupla Kleiton e Kledir. É um sussurro que se ouve em todos os cantos do país e que será entoado a plenos pulmões após a vitória da democracia:

    "Vou voltar na primavera
    E era tudo que eu queria
    Levo terra nova daqui
    Quero ver o passaredo
    Pelos portos de Lisboa
    Voa, voa que eu chego já

    Ai se alguém segura o leme
    Dessa nave incandescente
    Que incendeia minha vida
    Que era viajante lenta
    Tão faminta da alegria
    Hoje é porto de partida

    Ah! Vira virou
    Meu coração navegador
    Ah! Gira girou”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Mulheres encontram Dilma em ato pela democracia nesta sexta (8), em São Paulo

    A Frente Brasil Popular (FBP) realiza um Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia, nesta sexta-feira (8), a partir das 16 horas, na Casa de Portugal, região central da cidade.

    “Vamos barrar o golpe mostrando que queremos a nossa presidenta de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    De acordo com a dirigente, está mais do que provado que a presidenta afastada não cometeu nenhum crime que possa justificar seu impedimento. “É fundamental a nossa presença nas ruas contra a cultura do estupro, em defesa dos interesses da classe trabalhadora e do país”.

    Informações da FBP dizem que “as participantes também irão denunciar o descaso do governo golpista com as políticas para mulheres, que sob Michel Temer (PMDB) perdeu sua importância e agora está subordinada ao ministério da Justiça, com um ministro machista, que criminaliza os movimentos sociais, é permissivo com a violência institucional e é contra os direitos e emancipação das mulheres”.

    Gicélia vai ainda mais longe e afirma que a secretária de Políticas para as Mulheres, do governo golpista, Fátima Pelaes, também do PMDB, “é tão machista quanto os homens brancos e ricos que compõem o desgoverno Temer”.

    A dirigente da CTB-SP e do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo defende a volta de Dilma à Presidência para que seja “convocado um plebiscito, onde o povo possa decidir se quer novas eleições ou não”.

    Para ela, “o plebiscito com Dilma no poder, trará o necessário debate político para a superação da crise e a construção de um novo governo, que tenha respaldo popular e com isso possa unir o Brasil em defesa da democracia e dos interesses populares e nacionais”.

    Participações Culturais

    Ilú Obá de Min
    Luana Hansen
    Sharylaine

    Serviço

    Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia

    Sexta-feira (8), a partir das 16h

    Local: Casa de Portugal São Paulo  -Av. da Liberdade, 602 - Liberdade

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O juiz Sérgio Moro está fugindo

    A Operação Lava Jato, dentro de um contexto social e político honesto, teria sido um presente para o Brasil. Acho que ninguém discorda de que, um dia, seria necessário acabar com a cultura da corrupção que sempre ligou empreiteiros e políticos brasileiros.

    O fato é que, em pouco tempo, foi fácil perceber que as decisões e ações demandadas pelo juiz Sérgio Fernando Moro estavam eivadas de seletividade. Tinham como objetivo tirar o PT do poder, desmoralizar o discurso da esquerda e privilegiar aqueles que, no rastro da devastação moral levada a cabo pelo magistrado, promoveram a deposição da presidenta Dilma Rousseff.

    Hoje, graças à Lava Jato, a economia nacional está devastada, o Estado de Direito, ameaçado, e o poder tomado por uma quadrilha que fez do Palácio do Planalto uma pocilga digna de uma republiqueta de bananas de anedota.

    Agora, quando os grupos golpistas ligados ao PSDB e PMDB começam a ser atingidos pela mesma lama que a Lava Jato pensou em represar apenas para o PT, o juiz Moro pensa em tirar um ano sabático, nos Estados Unidos.

    Isso, obviamente, não pode ser uma coisa séria.

    Um juiz de primeira instância destrói a economia e o sistema político de um país, deixa em ruínas 13 anos de avanços sociais, estimula o fascismo, divide a nação e, simplesmente, avisa que vai tirar férias de um ano?

    Não se enganem: o que está havendo é uma fuga planejada.

    Leandro Fortes é jornalista e escritor.

     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Para Gilmar Mendes é crime vazamento de informações contra políticos do PMDB e PSDB

    O jornalista Bob Fernandes, mais uma vez, em seu comentário na TV Gazeta, denuncia as mazelas do golpe em marcha no Brasil, travestido de impeachment. Ele conta que "agora Gilmar Mendes diz ser preciso chamar às falas os responsáveis'".

    Mendes reclama do vazamento dos pedidos de prisão para Sarney, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Romero Jucá, feitos pelo Procurador Rodrigo Janot. “É processo oculto, pede-se sigilo, mas divulga-se para a imprensa. Isso é grave, brincadeira com o Supremo. Quem faz isso está cometendo crime”. Fernandes responde afirmando que está o ministro do STF está “certíssimo”, desde que não levem “em conta o ‘mensalão’, centenas de vazamentos ocorreram nos últimos dois anos, nas investigações do ‘petrolão’".

    Lembra também do vazamento da conversa particular entra o ex-presidente Lula com a presidenta Dilma, há 3 meses, e até aí, Mendes se calou profundamente. Há três meses, de maneira ilegal foi gravada parte de conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. Com vazamento ilegal da porção ilegalmente gravada. “À época o ministro Teori Zavaski criticou e cobrou o juiz Moro.

    O que disse então o ministro Gilmar Mendes sobre o vazamento?”, pergunta Fernandes e ele mesmo responde: “disse que a divulgação foi "correta" e que importante era discutir o "conteúdo extremamente grave".

    O jornalista cita também vídeo (assista abaixo) do Blog de Fausto Macedo, do jornal O Estdo de S. Paulo, onde Nestor Cerveró é flagrado dizendo que “a Odebrecht sempre teve profunda influência (na Petrobras) desde época do (Joel) Rennó (Ex-presidente da Petrobras)”.

     

    Diz ainda que “a Braskem é um dos maiores escândalos criados na época do Fernando Henrique...e não foi o Lula quem inventou... Essas coisas não são investigadas, isso é que eu fico impressionado”.

    Por essas e por outras que o golpe contra os mais de 54 milhões de voto dados à presidenta Dilma prossegue no Senado e o STF nada. Reveste-se de mais importância ainda os atos do Dia Nacional de Mobilizações, nesta sexta-feira (10) em todo o país. O povo vai gritar “Fora Temer”. Essa nem o STF segura.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Veja cometário completo de Bob Fernandes:

     

  • Presença corajosa da presidenta Dilma no Senado muda voto de senadores. Assista!

    O senador Roberto Requião (PMDB-PR) garante em depoimento aos Jornalistas Livres que o impeachment será derrotado no Senado Federal.

    Ele acredita que depois do corajoso depoimento da presidenta Dilma Rousseff no Senado, nesta segunda-feira (29), já existem 33 senadores com o voto consumado contra o impeachment.

    Assista Requião falando aos Jornalistas Livres 

    “Hoje eu acredito que nós vamos para 33 patriotas, esclarecidos, que não querem ver o Brasil numa guerra civil, com essas medidas alucinadas que o governo provisório está mandando para o Congresso”, afirma Requião.

    Em uma entrevista ao Mídia Ninja, o senador Telmário Mota (PDT-RR) diz que as respostas de Dilma dirimiram todas as sus dúvidas. Ele afirmou que Dilma pode sofrer uma “cassação política”, já que não tem crime de responsabilidade.

    “O PMDB saiu (do governo) e tirou a governabilidade, mas agora com a possibilidade de ela voltar. Agora ela sabe quem é quem e vai trabalhar com aqueles que têm compromisso com a nação”, reforça.

    Veja o depoimento de Telmário Mota ao Mídia Ninja 

    O senador Acir Gurgacz (PDT-PR) também mudou seu voto. “Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas, mas a questão é mais pela governabilidade, pelo interesse nacional", afirma. Ele garantiu que depois do depoimento de Dilma, vai votar contra o impeachment.

    Eleito pelo PMDB do Distrito Federal, o senador Hélio José, fez um questionamento sobre as políticas que mexem com os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras à presidenta. “A senhora é a favor da reforma da previdência no tocante à restrição aposentadoria invalidez e auxílio doença?”

    Dilma respondeu que “sempre é possível melhorar a legislação”, defendeu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e disse discordar de que o negociado possa prevalecer sobre o legislado. Satisfeito, o senador garante em sua rede social que votará contra o impeachment.

    Os três senadores que mudaram de voto denunciam invasões e ameaças em suas páginas de Facebook.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Relator da reforma da Previdência repetiu FHC e chamou aposentados de “vagabundos”. Assista!

    O deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência, repetiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e chamou os aposentados de “vagabundos” em discurso no plenário em outubro.

    Ao defender o governo de Michel Temer, o deputado, que pertence à bancada ruralista, afirmou aos brados que “o tempo da vagabundização acabou”. E reiterou a seguir que “vagabundo remunerado não receberá”, em referência às críticas sobre a idade mínima de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, terem direito à aposentadoria.

    Assista o discurso do deputado Alceu Moreira 

    Em 1998, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo, taxando de “vagabundos” os aposentados com menos de 50 anos. “Pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis“. Só que ele se aposentou aos 37 anos de idade.

    “O projeto de mudanças no sistema previdenciário protocolado pelo governo golpista segunda-feira, 5, no Congresso Nacional, é um retrocesso inaceitável para a classe trabalhadora brasileira e, por isto, é rejeitado pelo conjunto do movimento sindical brasileiro”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    Além disso, Araújo repele com veemência esse tratamento chulo dispensado à classe trabalhadora, inclusive "aos que se dedicaram uma vida ao trabalho e merecem uma aposentadoria digna".

    Acompanhe o que disse FHC em 1998 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Secretária de Políticas para as Mulheres do governo golpista é machista e reacionária

    Em nova trapalhada, o governo golpista Temer nomeou, nesta terça-feira (31), para a Secretaria de Políticas para as Mulheres a ex-deputada Fátima Pelaes, do PMDB do Amapá, conhecida por suas posições fundamentalistas e profundamente machistas.

    “O machismo foi forjado cultural e ideologicamente e por isso não tem sexo. Muitas mulheres são tão ou mais machistas que muitos homens”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Fátima tem posições contra as bandeiras do movimento feminista. Ela é contra a descriminalização do aborto, mesmo em casos de estupro. Ela garante que não “levanta bandeiras contrárias aos valores bíblicos”, desconhecendo que o Estado é laico.

    Também defende o Estatuto do Nascituro, que coloca a mulher em posição de inferioridade até em relação ao feto. Além de apoiar o Estatuto da Família, cujo teor não reconhece famílias contemporâneas que fogem à regra do patriarcado.

    Com posições extremamente moralistas, conservadoras, machistas e homofóbicas, esteve envolvida no caso de desvios de dinheiro público do Ministério do Turismo em 2011.

    “Precisamos escolher bem nossas representações”, reforça Ivânia. “Necessitamos de representantes qualificadas, que entendam que a mulher é discriminada e tida como vulnerável para podarem a sua liberdade de ir e vir em segurança e em paz”.

    Por isso, “não basta trocar um machista masculino por uma machista feminina. É necessário enxergar o mundo com os olhos da mulher que sofre com a tripla jornada, com o assédio, com a cultura do estupro e vive com medo”, afirma.

    Mas também com “os olhos da mulher que vai à luta por direitos iguais”, diz ela. “A mulher que acredita no futuro e exige seus direitos seja no mercado de trabalho, no lar, no transporte público, em todos os lugares e exige uma vida sem violência e sem opressão venha de onde vier”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • STF acata solicitação para encaminhar o pedido de impeachment de Temer

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Melo aceitou a solicitação do advogado Mariel Marley Marra para destravar o pedido de impeachment de Michel Temer, encaminhado por ele na Câmara dos Deputados há um ano.

    Em abril do ano passado, Melo concedeu liminar para abertura de processo de impedimento contra o então vice-presidente Michel Temer.

    Onze meses após a deposição da presidenta Dilma, vários partidos ainda não indicaram representantes para a comissão especial de impeachment e o processo está parado.

    Para Marra, o pedido se justifica porque aponta "flagrante prática de crime de desobediência, bem como a presença de fortes indícios de crime de prevaricação por parte dos líderes que deliberadamente estão se omitindo nas indicações para a comissão".

    O secretário de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Carlos Rogério Nunes analisa como positiva a decisão do STF, embora julgue tardia.

    “Embora seja tardia a atitude do STF, que pode resultar em processo e=de impeachment de Temer, a CTB vê como positiva essa decisão do ministro Melo, porque o Temer tem várias acusações contra si e deve ser afastado para responder sobre essas acusações”, diz Nunes.

    Ele lembra também que o Ministério Público Federal deve ser acionado para verificar o motivo de os líderes partidários não indicarem representantes para a comissão e assim dar andamento ao processo.

    A comissão precisa de 66 membros para funcionar e só tem 16 indicados até o momento. PMDB e PSDB não indicaram ninguém para compô-la. "O efeito prático”, dessa medida, é fazer com que “os deputados cumpram a ordem judicial”, afirma Marra.

    De acordo com o sindicalista Nunes, “do ponto de vista legal existem diversos indícios de ilícitos que justificam o afastamento do presidente Temer, principalmente as acusações de formação de Caixa 2”.

    Para ele, o governo Temer está arrasando com os direitos da classe trabalhadora. “Além de congelar os investimentos em educação e saúde por 20 anos, quer acabar com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e com a aposentadoria”.

    Por isso, complementa, “quanto mais rápido for esse processo para o afastamento do presidente ilegítimo, melhor para o Brasil. Dia 28, vamos barrar nas ruas todos esses retrocessos com a maior greve geral da história do país”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters