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Seg, Out

Polícia Civil

  • Acaba de ser preso o suspeito de matar a jovem feminista Débora Soriano

    A militância feminista da capital paulista, com apoio das redes sociais, conseguiu ajudar a polícia a localizar e prender Willy Gorayeb Liger, na cidade de Ubaitaba, no interior da Bahia como suspeitavam os policias do 18º Distrito Policial, no bairro da Mooca, em São Paulo.

    Liger é o único suspeito de ter estuprado e assassinado brutalmente a jovem militante feminista Débora Soriano, de apenas 23 anos, no dia 14 de dezembro em bar do bairro da Mooca. De acordo com reportagem da revista CartaCapital, o proprietário do bar, Delano Ruiz Liger, primo do acusado, foi quem o denunciou à polícia.

    Na quarta-feira (21) a União Brasileira de Mulheres do município de São Paulo fez ampla divulgação da foto do suspeito. Em dois dias o rapaz de 27 anos, que já tinha mandado de prisão por acusação de estupro foi preso pela Polícia Civil de Ilhéus.

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    Até quando as famílias continuarão chorando a morte de suas filhas por causa do machismo?

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Reprodução/Facebook

  • Caetano Veloso denuncia o ódio e violência disseminados por seguidores de Bolsonaro; assista

    Neste domingo (14) ocorre um ato em homenagem ao mestre Moa, na Praça da República, em São Paulo, ás 11 horas, com o lema "O amor vencerá o ódio e o axé unirá o Brasil".

    Caetano Veloso condena de modo emocionado a violência cometida por simpatizantes do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, que assola o país de norte a sul. O compositor e cantor baiano se revolta com o assassinato do capoeirista e compositor Moa do Katendê, de 63 anos, na segunda-feira (8). O motivo do crime: Moa afirmou ter votado no Partido dos Trabalhadores.

    “A gente está maduro o suficiente para não se entregar a coisas como essas”, diz Caetano sobre a cultura do ódio proliferada pelo candidato do PSL e seus seguidores exacerbados. Para ele, é necessário dialogar com “a mente dos brasileiros, de todos os brasileiros que são capazes de pensar e acalmar a cabeça e o coração para metabolizar os sentimentos humanos”.

    A revolta de um dos mais importantes nomes da cultura brasileira se fundamenta na ação de grupos de brutamontes atacando qualquer pessoa que não concorde com a postura deles. E o candidato que apoiam lava as mãos feito Pôncio Pilatos e afirma não ter nada a ver com os “excessos” de seus correligionários, mas foge do debate e diz categoricamente que não vai discutir o seu programa de governo com Fernando Haddad, o candidato das forças democráticas.

    Asssista o desabafo emocionado de Caetano Veloso  

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, questiona se o “povo brasileiro permitirá que o país seja reduzido a isso. Estamos beirando o radicalismo e a covardia comparada às práticas primitivas do Estado Islâmico, que prende, estupra, tortura e mata”.

    Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram a morte da vítima. "Mataram a história, povo sem memória. Mestre Moa Do Katendê, o senhor está vivo dentro dos corações de quem esteve perto e conheceu sua trajetória na capoeira, na música, e com a humanidade", escreveu um internauta.

    “Os seguidores do candidato extremista andam em grupos e atacam covardemente as pessoas que não aceitam o pensamento reacionário e nem o comportamento violento e preconceituoso do grupo”, afirma Vânia.

    A situação está tão grave, como notou Caetano, que a médica Tereza Dantas que trabalha em um hospital público, na capital do Rio Grande do Norte, Natal, rasgou a receita de um paciente de 72 anos após ele declarar que votou em Haddad.

    jornalista agredida em recife por bolsonaristas

    Ódio: jornalista agredida e ameaçada em Recife

    E a lista de insanidade bolsonarista prossegue. Uma jornalista do portal NE10, de Recife, foi agredida por seguidores do candidato apenas por ser jornalista, disse ela à Polícia Civil. A vítima conta que eles a agrediram e ameaçaram de estupro, no domingo (7), após ela sair de uma sessão de votação na capital pernambucana.

    No Rio de Janeiro, covardes truculentos atacaram a irmã de Marielle Franco, Anielle, na segunda-feira (8). Ela caminhava com a filha de dois anos no colo. Nem a presença da criança impediu a violência e ameaças dos “cidadãos de bem”, defensores da “família”.

    Anielle conta que eles gritaram “na minha cara e consequentemente na de minha filha (que ficou assustada claro) de que eu era 'da esquerda de merda', 'Sai daí feminista', 'Bolsonaro... Piranhaaa'", isso vindo  "de homens devidamente uniformizados com a camisa do tal candidato".

    E a violência não para. Nem um cachorro escapou da ignorância de militantes de Bolsonaro. Em uma carreata de seguidores, no domingo (30), em Muniz Ferreira, na Bahia. Um dos defensores da cultura do ódio desceu de seu carro e matou com três tiros um cachorro porque ele latia com a barulhenta carreata.

    E quando parece que o nível de insanidade atingiu o apogeu, acontece mais uma barbaridade. Ao descer do ônibus, em Porto Alegre, uma jovem de 19 anos foi agredida por três brutamontes porque ela usaa camiseta com os dizeres “Ele Não”.

    jovem agredida por bolsonaristas

    Discriminação: jovem sofre ataque de bolsonaristas em Porto Alegre

    Ela conta que foi humilhada, levou socos e dois dos agressores a seguraram para o terceiro desenhar a suástica – símbolo do nazismo – em sua barriga. Ao observar esses crimes hediondos, Caetano Veloso conclui que “não podemos reduzir o Brasil a essa barbárie” de pessoas que “ilusoriamente pensam que é superação, mas é volta, é atraso, é medo da responsabilidade, da civilização”.

    Os atentados se avolumam. Para Vânia, os seguidores do candidato da extrema-direita querem ganhar "a eleição no grito, na base da covardia e da força para amedrontar as pessoas que realmente pensam e lutam por um país solidário e justo”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Efeito Bolsonaro: estudante entra armado em escola do Paraná e fere dois colegas

    Na manhã desta sexta-feira (28), um adolescente, de 15 anos, entrou armado no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, e atirou contra seus colegas de sala.

    Um vídeo apresentado pela TV RPC, de Foz do Iguaçu, concessionária da Rede Globo, mostra o pânico causado pelos tiros que feriu dois jovens. Um menino de 15 anos foi baleado nas costas e outro de 18 anos foi alvejado na perna de raspão. A imprensa local informa que nenhum dos dois corre risco de morte.

    O adolescente foi levado à delegacia juntamente com o seu colega, também de 15 anos, que lhe dava cobertura. O delegado Dênis Zortéa Merino informa ao G1 que os estudantes apreendidos alegaram sofrer bullying e planejaram a vingança.

    Veja pelo vídeo amador o pânico causado pelo atentado 

    “O bullying é uma situação degradante e perigosa. Principalmente porque um menino dessa idade não tem o total discernimento para encontrar solução para questões desse tipo sem ajuda de adultos”, afirma Rosa Pacheco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-PR.

    E para piorar, diz ela, “quando se tem um candidato à Presidência da República defendendo que a população ande armada para resolver a falta de segurança pública, imagina como fica a cabeça desse jovem que se sente humilhado pelos colegas e não encontra apoio para resolver o problema”.

    Para Rosa, “os adolescentes agressores são tão vítimas do sistema quanto os seus colegas feridos”. Por isso, “é fundamental discutirmos a questão da violência nas escolas de maneira transparente e honesta”.

    De acordo com a Polícia Civil, o menino admitiu que saiu de casa com o objetivo de atingir cinco colegas. A polícia encontrou em sua mochila uma carta com pedido de desculpas e recortes de jornais com notícias sobre ataques idênticos em escolas dos Estados Unidos e também do Brasil. Na casa do adolescente foram encontradas mais armas.

    Como educadora e mãe, a sindicalista afirma que a juventude precisa de parâmetros civilizatórios para ter como exemplo em sua conduta. “Esse tipo de acontecimento mostra a necessidade de se investir maciçamente na educação pública" e ao mesmo tempo "valorizar a cultura da paz para a juventude e a sociedade em geral entender que violência não soluciona os problemas, pelo contrário os agrava. Pessoas ou órgãos públicos devem ter a responsabilidade de não disseminar teses de ódio e discriminação".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Movimento de mulheres de PMs começa a se espalhar pelo Brasil

    Mulheres continuam acampadas em frente aos batalhões da PM no Espírito Santo

    (Foto Naiara Arpini/G1)

    Há uma semana as mulheres dos policiais do Espírito Santo mantêm-se à frente dos protestos por melhores condições de trabalho e aumento salarial para os maridos. “A situação da classe trabalhadora está aviltante no estado”, afirma Jonas Rodrigues de Paula, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Espírito Santo (CTB-ES).

    Ele explica que o governo de Paulo Hartung (PMDB) iniciou um ajuste fiscal que tem pesado sobre “as costas de trabalhadores e trabalhadoras. O resultado desse ajuste neoliberal é isso que estamos vendo nas ruas da Grande Vitória, em uma semana já contabilizamos 120 mortes violentas”.

    Na noite desta quinta-feira (9), as lideranças do movimento protagonizado pelas mulheres dos PMs vararam a madrugada em negociação com o governo estadual, porém, sem acordo. O El País Brasil afirma em reportagem que as mulheres reivindicam 43% de aumento (segundo os PMs, essa é a defasagem salarial da categoria) e anistia para os policiais. Também participaram da reunião, representantes das entidades sindicais dos policiais.

    Fernanda Silva, umas das representantes do movimento, afirmou ao El País que "o governo disse que chegou ao limite da negociação, a gente pede o reajuste, mas eles dizem que não tem mais negociação". Ao fim da reunião, as representantes saíram de mãos dadas aos gritos de “mulheres unidas jamais serão vencidas”.

    Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

    Para Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES, “a atuação das mulheres dos policiais tem sido fundamental para manter a greve”. De acordo com ela, a CTB-ES “apóia a reivindicação deles porque sempre se mantém ao lado de trabalhadores e trabalhadoras”.

    Ainda mais, diz ela, “são as mulheres que sentem primeiramente o peso da crise. As que estão no mercado de trabalho perdem o emprego em primeiro lugar, as que trabalham em casa, percebem antes a falta do essencial para uma vida digna”.

    Movimento se alastra

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    Familiares de PMs iniciam movimento no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (Foto: Agência Folha)

    A Polícia Civil do Espírito Santo ameaça aderir ao movimento. E mesmo com apelo de um policial feito nesta quinta para que os PMs retornem às ruas, o movimento permanece forte. Alguns especialistas temem um alastramento desse tipo de protesto pelo país afora.

    A cidade do Rio de Janeiro amanheceu, nesta sexta-feria (10), com familiares de policiais militares protestando em ao menos cinco batalhões. Contudo, a PM ainda está fazendo o policiamento nas ruas.

    Já a Polícia Civil fluminense está em greve há duas semanas. Os salários dos servidores do estado do Rio de Janeiro estão atrasados. Eles ainda nem receberam nem o 13º.

    Para De Paula, da CTB-ES, “a população capixaba não suporta mais o terror ao qual está submetida já há uma semana. É preciso que os governantes negociem com mais rapidez e façam acordo para pôr fim ao caos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Desde janeiro, quando veio à tona o esquema de superfaturamento referente à merenda escolar em São Paulo, deputados estaduais da oposição ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB) vêm colhendo assinaturas, sem sucesso, para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo.

    A União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) tem feito diversas manifestações nas ruas e na Assembleia Legislativa do estado para pressionar os deputados a criarem a CPI, porque “roubar alimento de criança é crime por demais desumano”, diz Ângela Meyer, presidenta da Upes.

    “É muito difícil com os deputados”, diz Ângela, já que o nome do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB) é um dos que mais aparece na lista das delações investigadas pelo Ministério Público estadual e pela Polícia Civil.

    Além disso, argumenta a líder estudantil, “o governador (Alckmin) tem maioria ampla na Assembleia e com isso não passa nenhuma CPI que investigue qualquer coisa referente a maus feitos pelo governo do estado”.

    De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nove requerimentos sobre o assunto já estão protocolados e aguardam análise na Comissão de Educação e Cultura da Alesp, sempre falta quórum para encaminhamentos dos pedidos.

    Inúmeras prefeituras paulistas e o governo estadual são acusados de superfaturar contratos de compra de alimentos para a merenda escolar da rede pública de ensino. A Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar é apontada como a responsável pelo esquema de superfaturamento e desvio de dinheiro para pagamento de propina a políticos.

    O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil criaram a Operação Alba Branca para investigar o caso, que já conta sete empresários presos e de políticos e agentes públicos denunciados.

    Entre os envolvidos estão Capez, o ex-secretário de Educação, Herman Voorwald e o seu antigo chefe de gabinete da secretaria, Fernando Padula e o ex-chefe da Casa Civil do governador Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”.

    Ângela se revolta ao contar que as escolas paulistas iniciaram o ano letivo com falta de merenda. “Como os estudantes mais carentes podem estudar adequadamente comendo bolacha de água e sal e suco artificial?”

    Grêmios estudantis e democracia

    Ela também denuncia a “intromissão” do governo do estado nos grêmios estudantis. “A Secretaria de Educação vem determinando a criação de grêmios atrelados e controlados pelas direções das escolas, com objetivo de acabar com o movimento estudantil no estado, mas a nossa luta não vai cessar e barraremos essa invasão”.

    Ângela também reforça a necessidade de maior envolvimento da sociedade para obrigar os deputados estaduais a criarem a CPI da Merenda. Para tanto, foi criada, inclusive, uma petição pela instauração da CPI da Merenda Já, que você pode assinar aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Ubes