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09
Dom, Dez

Políticas Educacionais

  • Ataques à educação acabam com o futuro da nação, diz Contee. Assista!

    No vídeo divulgado nesta segunda-feira (16), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) lista alguns projetos que põem a profissão docente e a educação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com sério riscos de falecimento sumário. “PEC do fim do mundo, terceirização, reformas trabalhista e da previdência, reforma do ensino médio, Lei da Mordaça”. E seguem reticências, porque as ameaças são infindáveis.

    “Ataques que estão colocando em risco a educação e o magistério”, diz a apresentação do vídeo no site da Contee. 

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     Contee lança campanha nacional pela valorização profissional do magistério

     Dia dos Professores: Educadoras e educadores da CTB dizem que vale a pena viver pela educação

    O vídeo é sequência da Campanha Nacional contra a Desprofissionalização do Professor iniciada pela Contee. “Esse movimento deve ser fortalecido em todo o país para mostrarmos à sociedade a importância de valorização dos profissionais e da educação como área essencial para a melhoria de vida das pessoas”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Por isso “apagar o professor é apagar o futuro", conclui o vídeo da Contee. Assista abaixo: 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Coletivo da CTB prepara ações em defesa de uma educação pública, democrática e inclusiva

    No primeiro dia da 20ª Reunião da Direção Executiva da CTB - quinta-feira (14) -, o Coletivo Nacional de Educação da central planejou as ações para o ano que vem em defesa da educação pública, democrática, inclusiva e laica.

    “O golpe de Estado de 2016 mostrou a que veio de cara, cortando investimentos da educação pública, entregando o pré-sal para multinacionais, tirando ainda mais verbas dessa área estratégica para qualquer nação”, informa Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    A Emenda Constitucional 95/2016 congelou os investimentos públicos por 20 anos, praticamente “liquidando com o Plano Nacional de Educação (PNE), com suas 20 metas para serem cumpridas em 10 anos”, afirma.

    Entre os principais objetivos do PNE consta a Meta 20 que determina a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto em educação. Além dos cortes orçamentários, “os profissionais da educação vêm sofrendo ameaças de censura através do projeto Escola Sem Partido, que na verdade é a escola do partido do pensamento único e reacionário”, diz Betros.

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    E para piorar, aproveitando-se da reforma trabalhista, os barões da educação começam a demitir educadores para contratar outros com salários menores e em condições de precariedade absoluta.

    Por isso, o Coletivo da CTB reafirma a necessidade de atuação firme na Conferência Nacional de Educação Popular (Conape) e na Conferência Nacional de Educação (Conae), juntamente com os movimentos educacionais do país para se contrapor aos projetos do Ministério da Educação (MEC), que privilegiam os interesses empresariais no setor.

    “O MEC atacou frontalmente o Conselho Nacional de Educação e o Fórum Nacional de Educação”, denuncia Betros. “Esses ataques objetivam minar a nossa resistência aos planos de acabar com a educação pública nos níveis médio e superior, mas resistiremos”.

    A secretária cetebista reforça ainda que “a CTB se prepara para marcar presença em todas as manifestações que visem melhorias na educação pública e valorização dos profissionais. Educação deve ser prioridade absoluta de qualquer país que almeje crescer co independência e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • CTB leva mensagem de resistência e luta ao Congresso da Fise, no México

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa do 18º Congresso da Federação Internacional do Ensino (Fise), na Cidade do México, neste sábado (4) e domingo (5).

    “Diremos às educadoras e educadores de todo o mundo que não aceitaremos que retirem nossos direitos, pelo contrário, queremos avanços”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    Já a organização do evento afirma que “o 18º Congresso da Fise será um congresso militante democrático que elegerá a nova liderança. Lá, vamos discutir sobre os sérios problemas dos trabalhadores na educação e decidiremos o plano de ação e o fortalecimento da Fise para os próximos cinco anos”.

    Uma das principais críticas à conjuntura se dá à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) - entidade europeia - que tenta determinar uma visão mercantilista da educação.

    Para os organizadores do evento, “o conteúdo da educação em todos os níveis está sendo adaptado à decisão da OCDE que quer que a educação seja uma mercadoria. Uma mercadoria que dá dinheiro”.

    Betros relata que o Ministério da Educação (MEC), do governo golpista de Michel Temer, também trata a educação como mercadoria e “pretende inicialmente privatizar as universidades públicas federais e o ensino médio”.

    De acordo em ela, essa será a mensagem da CTB no Congresso da Fise. Mas, “mostraremos que tem luta, e para resistir, precisamos de sindicatos fortes e atuantes nos locais de trabalho para esclarecer, conscientizar e mobilizar a classe trabalhadora”.

    Além do mais, complementa a sindicalista baiana, “o governo brasileiro reduz os investimentos na educação que estão congelados por 20 anos” e, para piorar, “prefeitos e governadores não respeitam nem a Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério”.

    Ela ressalta ainda que a reforma trabalhista causa mais prejuízos porque “os empresários da educação estão demitindo e efetuando contratos intermitentes ou terceirizando, deixando o que já era precário, ainda mais precarizado”.

    Por isso, reforça o texto da Fise, “é necessário acelerar e coordenar a ação dos sindicatos de professores. Defender a mão-de-obra, o salário, os direitos de segurança social em todos os níveis”.

    Para Betros o desafio de unir a classe trabalhadora e elevar a sua consciência política é um trabalho urgente do movimento sindical. “Precisamos mostrar, inclusive, que a melhoria dos níveis educacionais não se dá apenas no âmbito da luta educacional, mas também no enfrentamento à exclusão, à concentração de renda e às disparidades regionais e sociais, o que exige ações políticas e sociais articuladas”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Em seu Congresso, educadores da infância renovam a fé na luta por uma educação inclusiva

    Na cerimônia de abertura do 13º Congresso do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), na manhã desta quarta-feira (8), na capital paulista, o que se viu foi uma demonstração de vigor na vontade de resistência para o país retomar o rumo do crescimento. O tema do Congresso é "Cirandando: Práticas e Saberes na Educação Infantil"

    Claudete Alves, presidenta do Sedin, ressaltou a importância do “Manifesto pela Educação Infantil no Brasil”, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Pela primeira vez na história do país, uma central sindical faz um manifesto em defesa da educação infantil”.

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    O manifesto ficou para ser lido na parte da tarde por Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB. “A educação infantil é a base de tudo para um desenvolvimento pleno das crianças em toda a sua vida escolar”, define. Por isso, “os profissionais precisam ser valorizados”.

    Já Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, reforçou que a educação infantil é “um direito universal consagrado na Constituição e só a luta pode garantir boas condições de trabalho e infraestrutura adequada para uma boa relação ensino-aprendizagem”.

    Assista a abertura na íntegra: 

    Todos os oradores defenderam a importância de sacudir a poeira e dar a volta por cima e convocaram as educadoras a tomarem as ruas na sexta-feira (10) contra as reformas do governo ilegítimo de Michel Temer.

    Rene Vicente, presidente da CTB-SP, disse que o “país passa por uma das maiores crises de sua história” e defendeu a unidade da classe trabalhadora para a sua superação. “Precisamos também lutar para a regulação da mídia para termos uma comunicação realmente democrática e voltada para os interesses do povo”.

    Já o conselheiro do Sedin, Francisco Antônio de Oliveira afirmou que “defender a educação infantil é defender a vida de nossas crianças”. César Augusto do Nascimento, supervisor da Diretoria Regional de Ensino da Capela do Socorro – bairro paulistano – disse que as educadoras e educadores precisam “ser mais solidários”. Para ele, na educação “todos têm que ser valorizados” e a principal questão não é a falta de verbas, mas sim “falta de priorizar o que realmente é importante”.

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    O vereador Antônio Donato (PT) saudou o Congresso. Ele lembrou que foi uma conquista importante a educação infantil sair da assistência social e passar para a educação, mas “em São Paulo, a administração municipal está alinhada com as políticas de desmonte do Estado e dos serviços públicos”.

    A presidenta do Sedin declarou aberto o 13º Congresso afirmando os três eixos que norteiam as educadoras e educadores da infância paulistana: “Doria é inaceitável, Alckmin é inaceitável e Temer é inaceitável”, finalizou sob intensos aplausos.

    Depois foi a vez da deputada estadual e cantora Leci Brandão (PCdoB) interpretar a sua música Anjos da Guarda: “Professores/Protetores das crianças do meu país/Eu queria, gostaria/De um discurso bem mais feliz/Porque tudo é educação/Na sala de aula/É que se forma um cidadão”. Foi ovacionada.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para salvar a Capes: assine petição em favor da ciência, do conhecimento e do Brasil

    “O governo golpista de Michel Temer veio para exterminar a educação e não mede esforços para isso”, argumenta Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB. “Precisamos unir esforços de docentes e estudantes para impedir o extermínio da educação pública de qualidade, acabando com as nossas possibilidades de uma universidade voltada para os interesses do país e da sociedade”.

    Por isso, ocorre uma manifestação contra os cortes orçamentários que afetam a pesquisa científica nas universidades brasileiras, nesta sexta-feira (3), a partir da 16h, no vão do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo.

    Além do protesto público, diversas entidades divulgam um abaixo-assinado contra os cortes promovidos pelo desgoverno Temer na educação. De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pesquisa nos cursos de pós-graduação acaba em 2019 com esses cortes.

    “É  o fim da ciência no Brasil”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. Isso porque a Capes estima que 200 mil bolsas de estudos serão suspensas já em 2019. “Já está complicado se manter na graduação com a precarização de programas de assistência aos graduandos, imagina então como ficarão os cursos de pós”, analisa.

    “Em contraste à previsão contida na recém aprovada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi indicado à Capes a necessidade de imposição de um teto para a confecção de sua proposta orçamentária para 2019, o que representaria uma redução significativa de recursos financeiros em relação ao patamar realizado em 2018”, diz trecho do texto de apresentação do abaixo-assinado.

    Assine a petição em favor da ciência e do Brasil aqui.

    “Os impactos dessa limitação orçamentária serão gravíssimos para os Programas de Fomento da Agência, tais como: a suspensão do pagamento de todos os bolsistas de Pós-graduação (93 mil discentes e pesquisadores); suspensão dos pagamentos de 105 mil bolsistas de formação dos profissionais da Educação Básica; interrupção do funcionamento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), afetando os mais de 245 mil beneficiados; além do prejuízo na cooperação internacional  que poderá prejudicar a imagem do Brasil no exterior”, complementa o texto da petição.

    Para Luiza, o corte na pesquisa científica é uma estratégia burra e de ataque à soberania nacional porque impede o Brasil de avançar em pesquisas justamente quando os Estados Unidos buscam a hegemonia na nanotecnologia para dominar o mercado futuro”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Secretaria de Políticas Educacionais é criada para fortalecer a educação como prioridade absoluta

    Uma das secretarias criadas no 4º Congresso Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadora do Brasil) foi a de Políticas Educacionais, assumida pela professora baiana Marilene Betros.

    Para ela, já era hora de a CTB ter essa secretaria para mostrar que a educação é a base de tudo. “Um país que investe em educação tem um retorno sem parâmetros para o seu futuro. Investimentos na educação pública melhoram inclusive o mundo do trabalho com profissionais mais qualificados e conscientes de seus direitos”.

    Betros, que é dirigente da CTB-BA e da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, afirma que uma educação pública, laica e de qualidade pode trazer “um novo olhar para todos os problemas existentes” e dessa forma “encontrar soluções democráticas, que privilegiem a liberdade e os direitos humanos, respeitando as diferenças e a vida”.

    Principalmente, diz ela, “para a juventude decidir livremente o seu caminho e o seu futuro”. A sindicalista lembra ainda que o Brasil é carente de mão de obra qualificada em muitas áreas. Por isso, “cabe à nova secretaria da CTB trazer à tona debates que proporcionem luz sobre as necessidades dos nossos jovens e suas visões de mundo e de como se relacionam com o trabalho e a sociedade”.

    Para a CTB, de acordo com Betros, “a educação é a mola propulsora do desenvolvimento autônomo da nação”. Justamente agora que a “educação pública está sob ataque cerrado do governo golpista”.

    “O nosso objetivo com a Secretaria de Políticas Educacionais é instrumentalizar o movimento sindical e a nossa central para a luta contra esses ataques e lutar pela valorização profissional e por uma educação democrática, como deve ser em um país civilizado”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Senado corta metade do Fundo Social para educação e saúde em favor de gasodutos

    Em fim de mandato, os senadores aprovaram nesta quarta-feira (7), um projeto de lei, de autoria de Ronaldo Caiado (DEM-GO), governador eleito em Goiás, que corta metade dos recursos do Fundo Social do pré-sal, destinados à educação e saúde públicas. “Desde que esse grupo golpeou a democracia, os investimentos das áreas sociais vêm despencando”, afirma Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    O projeto sobre o novo fundo que destina 20% dessa receita para o Brasduto e 30% para estados e municípios, mantendo 50% para o Fundo Social do pré-sal. Isso altera a Lei 12.351/2010, que determinava em seu artigo 46 que toda a receita “advinda da comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União” iria para o Fundo Social, destinado ao combate à pobreza, à educação, à saúde e à cultura.

    “Parece que a transição está sendo feita para já adiantar vários dos projetos do futuro governo em detrimento da saúde pública”, diz Elgiane Lago, secretária de Saúde da CTB. “Isso sinaliza para uma política de ataque ao SUS (Sistema Único de Saúde), prejudicando a maioria da população, além de acarretar precarização no mundo do trabalho, provocando mais adoecimentos”.

    Para ela, “o desmonte da educação e saúde públicas vem se prolongando e com as propostas de Jair Bolsonaro, deve se aprofundar porque em seus planos está a censura a educadores, o ensino a distância e a criação de planos de saúde mínimos e extinção do SUS”.

    De acordo com o relator do projeto o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) a ideia é expandir a rede de novos gasodutos já licenciados 6,7 mil quilômetros. Sendo que o fundo dos gasodutos ainda poderá contar com recursos do Orçamento da União.

    Leia o projeto na íntegra aqui.

    Marilene defende uma ampla mobilização da sociedade para “a resistência ser fortalecida na apreciação do projeto Escola sem partido, na Câmara dos Deputados, mostrando que as educadoras e educadores não são inimigos da população”.

    “Muito pelo contrário”, diz ela, “somos nós que propiciamos às crianças e jovens a possibilidade de melhoria de vida através do conhecimento”. E “muitas vezes fazemos isso em condições tremendamente precárias, pondo dinheiro do bolso para a execução de projetos necessários para o desenrolar da aprendizagem”.

    Para Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB, um dos principais objetivos do golpe de Estado de 2016, foi o de entregar a exploração do pré-sal a grandes multinacionais petrolíferas e, para isso, de imediato foi cortada a destinação de 75% dos royalties para a educação e 25% para a saúde, resultando em perda de mais de R$ 1 trilhão em 25 anos, como mostram especialistas.

    “Como dizíamos antes da eleição, Bolsonaro é continuação do governo golpista de Michel Temer”, realça. “Os pacotes de maldades parecem não ter fim, mas a resistência deve se fazer forte, unificada, com mobilização ampla de todos os movimentos democráticos e populares para defender o país e os interesses de quem trabalha”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB