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25
Ter, Jun

Portugal

  • Sabemos quanto importante e decisiva tem sido a luta dos trabalhadores para conter uma ofensiva que há muito se vinha desenvolvendo contra os seus direitos e condições de vida e que conheceu com o derrotado governo do PSD/CDS uma particular gravidade. Tal como sabemos quanto fundamental tem sido essa luta nesta nova fase da vida política nacional para a defesa, reposição e conquista de direitos, por melhores condições de vida para a generalidade dos trabalhadores e do nosso povo.

    Luta que será sempre imprescindível e determinante para prosseguir um caminho de novos avanços e conquistas, por isso as minhas primeiras palavras são de saudação à sua luta que assumiu neste 1.º de Maio por todo o País e ao apelo da CGTP-IN, uma grande e expressiva manifestação da sua força reivindicativa, em defesa e afirmação dos seus direitos.

    Uma magnífica jornada de luta e de exigência de solução de importantes e sentidos problemas que são transversais ao mundo do trabalho e que as forças da CDU tomam como seus, e os assumem no seu combate político nas instituições para lhes dar solução.

    Sim, nós fizemos a opção! Opção de estar ao lado dos trabalhadores e dos seus direitos!

    A opção de avançar e não andar para trás!

    Mas se a luta dos trabalhadores é imprescindível e determinante, as eleições que neste ano de 2019 se realizarão no País, a primeira das quais já no próximo dia 26 de Maio para o Parlamento Europeu, podem e devem ser um prolongamento dessa luta, a grande oportunidade para os trabalhadores, com o reforço da CDU, verem criadas as condições para a concretização de muitas das suas justas exigências e aspirações.

    Sim, a questão das eleições é no actual contexto uma questão muito importante e relevante. E são-no porque elas vão determinar também, em grande medida, a evolução no imediato da situação política do País.

    São uma questão muito relevante e séria porque no que aos problemas específicos dos trabalhadores dizem respeito, são uma grande oportunidade para avançar e dar novos e mais decididos passos, com o reforço da CDU, na superação da situação criada por anos e anos de ofensiva de governos anteriores de PS, PSD e CDS contra os direitos e as condições de vida dos trabalhadores.

    A oportunidade para, com o voto e a luta dos trabalhadores, garantir também a consolidação dos avanços conseguidos nesta nova fase da vida política nacional, onde as forças que integram a CDU têm estado na primeira linha do combate da valorização do trabalho e dos trabalhadores, aproveitando todas as oportunidades que a alteração da correlação de forças na Assembleia da República permitiu, para assegurar com a sua iniciativa e proposta não apenas a reposição de direitos liquidados, como novas conquistas.

    Na verdade, não há medida positiva, não há avanços nestes últimos quase quatro anos da nova fase da vida política nacional que não tenham tido a intervenção decisiva do PCP e da CDU.

    Avanços que apesar de aquém do necessário e possível não podem deixar de ser valorizados, como o foram a recuperação de salários, horários de trabalho, subsídio de Natal, feriados, o aumento e valorização de reformas e pensões, a redução de impostos sobre o trabalho, a reposição das 35 horas e o direito à progressão na carreira na Administração Pública, o reforço do apoio aos desempregados, o alargamento e majoração de abonos de família, as condições de reformas das longas carreiras contributivas, mas também novos passos em medidas com impacto na vida dos trabalhadores, como são a redução dos preços dos passes sociais nos transportes, entre outros.

    Medidas que têm sido determinantes para dinamizar a economia e o emprego.

    Mas se sabemos bem os passos que demos e os valorizamos, sabemos também o desafio que temos pela frente para assegurar direitos sociais e laborais e condições de trabalho e de vida dignas aos trabalhadores portugueses face ao negativo impacto da sistemática ofensiva que desde o início deste século XXI foi desencadeada por todos os governos do PS e PSD/CDS sem excepção.

    Governos de política de direita que indistintamente assumiram, pacote atrás de pacote de medidas, a concretização da vulgata neoliberal para impor o reino da flexibilidade, um mundo feito de precariedade e arbítrio, o nivelamento por baixo dos direitos sociais e condições laborais dos trabalhadores portugueses.

    Tem sido para contrariar esta realidade social e laboral e para repor direitos e rendimentos injustamente usurpados que temos vindo a apresentar um conjunto de iniciativas com propostas muito concretas visando a que revogação das normas gravosas da legislação laboral, do Código do Trabalho e da legislação laboral da Administração Pública.

    Iniciativas para garantir uma legislação de trabalho que retome a sua natureza de protecção da parte mais débil – a única que é compatível com o projecto que a própria Constituição da República Portuguesa comporta.

    É altura de lembrar que estas iniciativas foram recusadas com o voto convergente de PS, PSD e CDS na Assembleia da República.

    A opção do PS de se unir na votação ao PSD e CDS e estes ao PS no chumbo das iniciativas do PCP e da CDU, confirma a sua convergência em questões estruturantes da política de direita e o seu compromisso com os interesses do grande capital.

    Uma convergência que atesta os fortes laços de classe que unem PS, PSD e CDS quando se trata de optar pelos interesses do capital.

    O que esta convergência na votação da legislação laboral confirma é que PS, PSD e CDS querem consolidar o retrocesso que foi imposto aos trabalhadores portugueses. Querem assegurar que os interesses do grande capital se mantenham intocáveis e invioláveis.

    Tal como confirma os limites do governo do PS e da sua política em matéria de valorização do trabalho e dos trabalhadores.

    Por isso é tão importante o reforço da CDU, para relançar e avançar com determinação no caminho de ruptura com as políticas do passado de exploração e empobrecimento dos trabalhadores.

    Aquilo a que assistimos nos últimos dias à volta da demissão do governo a pretexto da reposição do direito à progressão na carreira dos professores e restantes trabalhadores com carreiras especiais é revelador de como PS, PSD e CDS continuam irmanados na obediência e submissão às imposições da União Europeia, colocando-as à frente dos direitos dos trabalhadores.

    Mais uma vez foram os trabalhadores que ficaram com os seus direitos adiados, em nome das metas do défice.

    Sim, foi possível avançar na defesa, reposição e conquista de direitos, mas a situação continua marcada por problemas, por enormes desigualdades, que urge ultrapassar.

    De entre o conjunto de problemas estão os baixos salários, as desigualdades nos rendimentos e a injusta distribuição da riqueza nacional que persistem, bem visível na substancial subida dos lucros e da remuneração do capital a que assistimos, face aos rendimentos do trabalho. Está a precariedade dos vínculos laborais e o enorme retrocesso verificado no domínio das relações laborais que desequilibraram profundamente essas relações em desfavor dos trabalhadores - também em matéria de segurança social, com impacto nas prestações sociais e reformas e nos direitos sociais gerais, nomeadamente na saúde e na educação.

    Sim, há um mar de problemas que precisam de resposta.

    Desde logo, com uma política que, como a CDU defende, promova um aumento geral dos salários e do Salário Mínimo Nacional que permita a curto prazo a concretização de 850 euros mensais, como os trabalhadores justamente reivindicam.

    O aumento geral dos salários para todos os trabalhadores é possível e necessário, valoriza os trabalhadores, dinamiza a economia, dá sustentabilidade à Segurança Social, constrói reformas dignas no futuro de cada um.

    São as condições de vida dos trabalhadores e é o presente e o futuro do País que o exige.

    Sim, não é possível afirmar-se uma verdadeira política de desenvolvimento e progresso social sem dar resposta aos problemas da crónica e injusta distribuição do Rendimento Nacional. Sem dar resposta ao grave problema da precariedade e do desemprego que persistem, da desregulação dos horários de trabalho, dos problemas da saúde e da segurança no trabalho.

    Sim, valorização do trabalho e dos trabalhadores é um eixo essencial de uma política alternativa, objecto e condição do desenvolvimento.

    E essa política exige, como defende a CDU a revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e da legislação laboral na Administração Pública, como um elemento necessário dessa valorização.

    Por isso no âmbito da discussão da discussão das propostas de Lei do governo de alteração às leis laborais se propôs e reafirmou a necessidade de pôr fim à possibilidade do patronato liquidar a contratação colectiva livremente assinada com os sindicatos; a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador; a reposição dos critérios de despedimento e dos valores das indemnizações; as 35 horas para todos os trabalhadores, do público e do privado; o fim do banco de horas, adaptabilidades e desregulação de horários; a reposição do horário nocturno das 20h às 7h e respectivo acréscimo de pagamento; a reposição do valor de pagamento do trabalho suplementar e em dia feriado e respectivo descanso compensatório; a reposição dos 25 dias de férias; o princípio de que a um posto de trabalho permanente corresponda um contrato efectivo; o fim dos contratos de trabalho de muito curta duração; a eliminação da passagem do período experimental de três para seis meses; o limitar o recurso ao outsourcing e trabalho temporário, garantindo a integração dos trabalhadores nos quadros das empresas utilizadoras.

    Um conjunto de propostas de defesa do trabalho por turnos, onde consta a imitação do trabalho noturno e por turnos às situações estritamente necessárias; a obrigatoriedade do subsídio de turno; a antecipação da idade da reforma devido ao desgaste e penosidade deste tipo prestação de trabalho; a obrigatoriedade de realização de exames médicos com periodicidade de 6 meses.

    Uma intervenção em defesa da valorização do trabalho e dos trabalhadores em geral, mas também especificamente da Administração Pública, com vista à reposição, valorização e criação de novas carreiras profissionais na Administração Pública, bem como a contagem de todo o tempo de serviço.

    Vivemos um tempo de opções decisivas!

    A opção entre prosseguir um caminho de conquista e avanço com o reforço eleitoral da CDU ou manter amarrado o País na dependência do exterior e das orientações políticas que impedem o seu desenvolvimento e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo.

    É esse o grande desafio e tudo temos que fazer para que as eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 26 seja o início de um caminho de conquista e avanço da CDU com mais votos e mais deputados para fazer avançar o País e vida dos trabalhadores portugueses!

    Os trabalhadores sabem que ganharam com a nossa iniciativa e com a acção desta força impulsionadora de progresso e desenvolvimento, ao serviço dos trabalhadores e do povo.

    É agora a hora de aprofundar este caminho. As eleições de 2019 são a oportunidade, com o reforço da CDU e a luta dos trabalhadores e do povo, para abrir esse caminho que urge.

    Contamos convosco, com o vosso empenhamento, com o vosso apoio para garantir o reforço em votos e eleitos da CDU, certos de que isso será o melhor para os trabalhadores e para o País.

    Viva a CDU!

     

    Com informações de pcp.pt

  • Em poucos dias do assalto ao poder promovido pelos golpistas, ficou evidente o propósito desse golpe à democracia brasileira. “Com a extinção de vários ministérios da área social, todo mundo percebeu o caráter elitista, e antidemocrático do governo interino”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ela ressalta a resistência dos artistas em promover ocupações em edifícios ligados ao até então extinto Ministério da Cultura (MinC). “Os artistas nos mostraram a importância de estarmos coesos em torno da defesa da democracia e do país”, afirma.

    O movimento dos artistas obrigou o governo golpista de Michel Temer a recuar e “recriar" o MinC. Mas, diz Celina, “a resistência cultural deve continuar firme e forte, porque é a cultura que determina o caráter de uma nação. Sem cultura não somos nada”.

    Leia mais

    Extinção do Ministério da Cultura gera protesto em 18 estados e ocupação de 12 Funartes

    A atriz Marieta Severo diz que o movimento é contra esse “governo ilegítimo”. Até Fernanda Montenegro prometeu se engajar nessa luta. “Esse governo, até quando ele existir na atual conjuntura do Temer, vai sofrer um protesto violento, e eu estou neste protesto”, frisa a veterana atriz.

    “Cultura não deve ser encarada como cosmético. E é assim que a elite vê. Mas, para a classe trabalhadora, cultura é fundamental para a própria existência humana. Um povo só se reconhece como nação quando há uma identidade cultural”, afirma Celina.

    Já Jérferson Assumção, no site Outras Palavras, acredita que a elite não valoriza a cultura, justamente por predominar a ideia de compartilhamento e de liberdade. “A cultura, com suas redes, sua possibilidade de gerar empoderamento e autonomia, sua perspectiva ampliadora de repertórios”, incomoda as mentes reacionárias, acredita o ativista.

    Ocupação no Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica Contra o Golpe faz versão da obra Carmina Burana - o Fortuna, de Carl Orff, e dá o recado dos artistas:

     

    Para Celina, “eles temem a veia criativa dos artistas, que com liberdade, podem levar consciência política à classe trabalhadora”. Por isso, acentua, “a CTB está junto com os artistas, não somente em defesa da cultura, mas da democracia vilipendiada por uma elite corrupta”.

    Enquanto o diretor teatral Marcus Galiña reafirma à Agência Brasil, a continuidade do movimento. “Vamos manter a ocupação, porque somos contra esse governo. Não fez nenhuma diferença a recriação do ministério. Nossa pauta não é essa. Vamos ter força, vamos reverberar e a população vai entender isso”.

    Como afirma o cientista Miguel Nicolelis, o Brasil "não pertence aos homens brancos, milionários e alguns deles criminosos, que ocuparam o poder neste momento. Para o cientista, o governo ilegítimo visa acabar com "o coração e a alma" da nação, através do ataque à cultura. De acordo com Nicolelis, "todos somos artistas, somos poetas".

    “Há um Brasil de verdade”, diz a ativista Katarina Peixoto, onde “há arte, pensamento, ciência, compromisso democrático, consciência, luta social, cultivo da memória e da história”. E, de acordo com ela, “este Brasil de verdade faz cinema, música, literatura, ciência, filosofia”, mas é um país que "está golpeado, espancado, ameaçado, violado”, mas está “vivo, muito vivo”.

    “Com essa grande vitória, devemos reforçar o movimento para termos de volta os ministérios da Mulher, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, do Trabalho e principalmente a Presidência da República”, afirma Celina.

    Ação no Teatro Tivoli, em Lisboa, Portugal:

     

    Para ela, a cultura deu o tom da resistência e mostrou ao mundo o golpe de Estado, comandado pelos Estados Unidos. “Continuaremos nas ruas até a nossa presidenta voltar ao seu cargo de direito”, defende.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) enviou uma mensagem, na última terça-feira (23), para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em solidariedade ao povo brasileiro.

    A nota se refere ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorre hoje (24) em Porto Alegre, e denuncia a parcialidade da Justiça no caso.

    “Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal”, alerta o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra:

    Solidariedade com a luta em defesa da democracia e da soberania no Brasil

    O golpe institucional que afastou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil em 2016 fez parte do assalto do grande capital brasileiro e internacional às riquezas deste país, abrindo caminho a privatizações de grandes empresas estratégicas, ao desbaratamento de recursos naturais, à destruição de importantes conquistas laborais e sociais, a uma maior exploração do trabalho e ao empobrecimento dos trabalhadores e do povo.

    Com o golpe quiseram calar a voz de governos (Lula da Silva e Dilma Rousseff) que na região e no mundo se inseriram num rumo alternativo ao domínio do imperialismo, substituindo-a por um governo que faz eco dos seus interesses. O processo do Brasil é indissociável da campanha de assalto a conquistas democráticas e de afirmação soberana de direitos, de progresso e justiça social alcançadas pelos trabalhadores e os povos em vários países da América Latina.

    Um rolo compressor da democracia que procura instrumentalizar politicamente o sistema de justiça num suposto combate à corrupção para impedir Lula da Silva de participar nas eleições presidenciais deste ano, negando-lhe o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal – princípios básicos de uma ordem democrática reconhecidos em instrumentos internacionais de direitos humanos – condicionando dessa forma o processo e o resultado eleitoral. Um rumo reaccionário cuja concretização negaria o inalienável direito soberano do povo brasileiro de decidir o seu futuro livre de qualquer condicionamento interno e externo.

    A CGTP-IN junta-se à ampla campanha de solidariedade internacional e em defesa da democracia e da soberania no Brasil, reiterando aos trabalhadores, ao povo e ao movimento sindical deste país a solidariedade e o apoio na sua luta contra o golpe, em defesa dos seus direitos políticos, laborais e sociais, um rumo indissociável da candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais.

    Lisboa, 23 de Janeiro de 2018
    A Comissão Executiva

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • Portugal comemora nesta segunda-feira (25) a Revolução dos Cravos, que trouxe a tão esperada liberdade, ceifada por 48 anos de ditadura fascista, comandada por Antônio Oliveira Salazar, que quase levou o país à bancarrota, pelos desmandos e terror.

    E para festejar esse feriado, símbolo da liberdade, da Justiça e da igualdade, os portugueses promovem desfile em Lisboa. Neste ano um grupo estará prestando solidariedade à presidenta Dilma e à democracia brasileira.

    Em 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, juntamente com populares e a fundamental liderança do Partido Comunista Português (PCP), o governo salazarista foi deposto e uma nova Constituição erigida no país.

    "A revolução de abril é patrimônio do povo e é patrimônio do futuro. Patrimônio construído pela luta dos trabalhadores e do povo e que nós comunistas nos orgulhamos de ter dado uma contribuição inigualável, não apenas na longa e heroica resistência, mas em todos os momentos decisivos da sua construção", afirma Jerônimo de Sousa, secretário-geral do PCP.

    A senha para o início da revolução foi a execução da música “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, proibida pela censura salazarista. Um trecho da bela canção diz:

    “Em cada esquina, um amigo
    Em cada rosto, igualdade
    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade

    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena
    Em cada rosto, igualdade
    O povo é quem mais ordena”

    Assista o clipe e ouça Grândola Vila Morena (Zeca Afonso):

     

    O nome Revolução dos Cravos veio porque a população saiu às ruas em comemoração distribuindo cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes. Eles colocavam as flores na ponta de seus fuzis.

    O movimento revolucionário foi saudado pelos democratas e partidos de esquerda do mundo todo. Muitos celebraram a novidade de ver um Portugal livre, assim como proporcionou a liberdade às suas colônias. Era a vida e a solidariedade vencendo o ódio e a violência.

    Chico Buarque rendeu a sua homenagem à revolução. A canção “Tanto Mar” acabou censurada pela ditadura brasileira por ver ligação com o ideal de liberdade e igualdade da Revolução dos Cravos. Escreveu Chico:

    “Sei que está em festa, pá
    Fico contente
    E enquanto estou ausente
    Guarda um cravo para mim”

    Assista clipe de Tanto Mar (Chico Buarque): 

    Como escreveu Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois e editor da revista Princípios, na sua poesia “Cravos de Abril” (leia a poesia na íntegra aqui):

    “Portugal que criou a ciência dos mares,
    Vê Lisboa alagada pela esperança,
    Vê, novamente, nos punhos cerrados do povo
    A bravura de quem venceu a fúria dos oceanos,
    E a selvageria dos tiranos”.

    Assista depoimento que a deputada Joana Mortágua fez na Assembleia de Portugal, contra o golpe em marcha no Brasil. 

     

    No final os cravos foram recolhidos, mas a democracia prevaleceu. Mesmo porque “esqueceram a semente em algum canto do jardim”, como canta Chico Buarque, e os sonhos dos portugueses do 25 de abril de um mundo mais igual persiste.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Termina nesta quinta-feira (30) em Lisboa a Conferência Sindical Internacional “O Futuro do Trabalho – A Valorização do Trabalho e dos Trabalhadores” organizada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN).

    Em Portugal, CTB participa de conferência sindical internacional sobre o futuro do trabalho

    Durante dois dias, a capital portuguesa recebeu representantes de entidades sindicais de toda a Europa, África, Ásia, América e Oriente Médio que puderam trocar experiências e ampliar o debate sobre o assunto.

    cgtp nivaldo site“Acreditamos que o movimento sindical precisa aprofundar o estudo dessa nova etapa da reestruturação produtiva, propor formas alternativas de organização sindical enfrentar as mudanças produzidas pela revolução técnico-científica e as novas formas de gestão e organização do trabalho”, expressou o secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, durante sua exposição na atividade. (Leia aqui a íntegra do discurso de Nivaldo Santana). 

    Na opinião do dirigente, o movimento sindical de orientação classista e progressista não pode se opor ao avanço da ciência e da tecnologia. “Nossa compreensão é que a luta por uma sociedade mais avançada considera a ciência e a tecnologia meios importantes para a humanidade perseguir objetivos nobres e alcançar avanços civilizatórios”, destacou.

    Outro tema abordado durante sua fala foi sobre a crise no Brasil após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, em 2016. “Neste curso espaço de tempo, o governo aprovou reformas que reduzem os direitos trabalhistas, permitem a terceirização em todas as atividades, fragilizam os sindicatos e a própria Justiça do Trabalho”, alertou Santana. 

    nivaldo conferencia 1

    Neste sentido, o sindicalista informou que “a CTB considera como questão fundamental da conjuntura a união de amplas forças políticas e sociais para derrotar o golpe, realizar novas eleições presidenciais e abrir caminho para uma nova agenda de recuperação dos direitos trabalhistas, valorização do trabalho, defesa da democracia e da soberania nacional”, concluiu.

    A delegação cetebista no encontro conta com a participação do tesoureiro do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-Minas), Newton Souza e do secretário-geral da União Internacional Sindical de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM), Francisco Souza.

    Para contribuir com os debates, a CGTP-IN disponibilizou em seu site (acesse aqui) um documento-base para, segundo a entidade, estimular a reflexão do movimento sindical internacional para impulsionar a sua ação comum e convergente na valorização do trabalho e dos trabalhadores.

    Portal CTB 

  • Sindicalistas de todo o mundo se reúnem nesta quarta e quinta-feira (29 e 30) em Lisboa para a Conferência Sindical Internacional “"O Futuro do Trabalho - A Valorização do Trabalho e dos Trabalhadores’, promovida pela central sindical portuguesa CGTP-IN.

    O secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, representa a entidade sindical na atividade que começou hoje e conta com a participação de mais de 30 organizações internacionais entre elas a Federação Sindical Mundial (FSM) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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    Na abertura do evento, o secretário-geral da entidade sindical anfitriã, Arménio Carlos, falou sobre a 4ª Revolução Industrial e seus impactos sobre o trabalho e os trabalhadores.

    Para Nivaldo, a atividade será um importante espaço de debate e ocorre em um momento em que as forças conservadoras avançam e ameaçam a classe trabalhadora. “O movimento sindical internacional precisa construir uma plataforma de luta unitária para barrar os ataques brutais contra os direitos”, disse o sindicalista ao Portal CTB. 

    Em relação ao futuro do trabalho, tema do encontro, o dirigente acredita que "é preciso estudar formas alternativas de organização e de luta para enfrentar as mudanças produzidas pela revolução técnico-científica adiante, precisa pensar em novas formas de gestão e organização do trabalho", sublinhou. 

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    Além do secretário de Relações Internacionais da CTB, a delegação brasileira na atividade está integrada pelo tesoureiro do Sinpro Minas, Newton Souza e pelo secretário de Relações Internacionais da Fitmetal, Francisco Souza.

    Portal CTB 

  • Termina 30 de novembro em Lisboa a Conferência Sindical Internacional “O Futuro do Trabalho – A Valorização do Trabalho e dos Trabalhadores” organizada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN).

    Em Portugal, CTB participa de conferência sindical internacional sobre o futuro do trabalho

    Durante dois dias, a capital portuguesa recebeu representantes de entidades sindicais de toda a Europa, África, Ásia, América e Oriente Médio que puderam trocar experiências e ampliar o debate sobre o assunto.

    cgtp nivaldo site“Acreditamos que o movimento sindical precisa aprofundar o estudo dessa nova etapa da reestruturação produtiva, propor formas alternativas de organização sindical enfrentar as mudanças produzidas pela revolução técnico-científica e as novas formas de gestão e organização do trabalho”, expressou o secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, durante sua exposição na atividade. (Leia aqui a íntegra do discurso de Nivaldo Santana). 

    Na opinião do dirigente, o movimento sindical de orientação classista e progressista não pode se opor ao avanço da ciência e da tecnologia. “Nossa compreensão é que a luta por uma sociedade mais avançada considera a ciência e a tecnologia meios importantes para a humanidade perseguir objetivos nobres e alcançar avanços civilizatórios”, destacou.

    Outro tema abordado durante sua fala foi sobre a crise no Brasil após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, em 2016. “Neste curso espaço de tempo, o governo aprovou reformas que reduzem os direitos trabalhistas, permitem a terceirização em todas as atividades, fragilizam os sindicatos e a própria Justiça do Trabalho”, alertou Santana. 

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    Neste sentido, o sindicalista informou que “a CTB considera como questão fundamental da conjuntura a união de amplas forças políticas e sociais para derrotar o golpe, realizar novas eleições presidenciais e abrir caminho para uma nova agenda de recuperação dos direitos trabalhistas, valorização do trabalho, defesa da democracia e da soberania nacional”, concluiu.

    A delegação cetebista no encontro conta com a participação do tesoureiro do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-Minas), Newton Souza e do secretário-geral da União Internacional Sindical de Metalúrgicos e Mineiros (UISMM), Francisco Souza.

    Para contribuir com os debates, a CGTP-IN disponibilizou em seu site (acesse aqui) um documento-base para, segundo a entidade, estimular a reflexão do movimento sindical internacional para impulsionar a sua ação comum e convergente na valorização do trabalho e dos trabalhadores.

    Portal CTB