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Seg, Dez

PSDB

  • “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses

    Depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, em segundo turno na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (25), cresce a mobilização estudantil no país. Já são 102 universidades e 1.210 escolas ocupadas em diversos estados, diz a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    O movimento continua muito forte no Paraná com 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e três núcleos regionais. Em assembleia geral das escolas ocupadas nesta quarta-feira (26), os estudantes decidiram que o movimento continua. O movimento Ocupa Paraná repudiou as agressões que vêm sofrendo pela mídia e setores radicais da direita.

    A estudante Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A professora Rosa Pacheco, da CTB-PR Educação afirma que o discurso da adolescente contempla o pensamento dos servidores em greve e “de todos os que defendem uma educação pública democrática e de qualidade”.

    Em pouco mais de 10 minutos, Ribeiro desmonta todas as teses que agridem os estudantes chamando-os de “doutrinados”, “vagabundos”, “arruaceiros” e por aí afora. Ela começa convidando a todos a visitarem as ocupações.

    “Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma ela, visivelmente emocionada. E complementa afirmando que estão fazendo um “movimento que se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.

    Por isso, diz ela, os estudantes lutam contra a reforma do ensino médio. E defende a necessidade de uma reforma na educação como um todo, mas “uma reforma discutida” e que em seu resultado final estejam “todos de acordo”.

    Ela conta que esteve no velório do estudante Lucas Eduardo Araújo Mota e “não vi a cara de nenhum de vocês”, que taxaram os estudantes de criminosos e toxicômanos. “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”.

    Assista o importante discurso da estudante de 16 anos

    Nesse momento ela foi interrompida pelo presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a sessão porque a menina teria agredido aos deputados. Ela retomou o discurso, pediu desculpas e disse que “o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é do Estado, da sociedade e da família”.

    “Nós lutamos por ideais porque acreditamos neles”, afirma ela. “A gente está em busca de conhecimento e vamos lutar por ele”, diz a jovem. Ela ataca o projeto Escola Sem Partido que para ela forma “um exército de não pensantes”. Isso “em meados do século 21”.

    “A Escola Sem Partido”, afirma, “nos insulta, nos humilha”. Ela lembra também da PEC 241, que “é uma afronta à Constituição Cidadã (promulgada em 1988). Uma afronta à saúde, à educação. A gente não pode cruzar os braços para isso”.

    No final ela conclui que, apesar de todas as agressões, “a gente consegue ter a presença da felicidade, porque nos tornamos cidadãos” e devem ser respeitados por quem acredita na Justiça, na liberdade e no respeito à dignidade humana. 

    Marilene Betros, dirigente nacional da CTB, afirma que a fala dessa jovem mostra uma "juventude com vontade de construir o novo e para isso arregaçam as mangas e com muita coragem defendem o que acreditam". Para ela, "todas as educadoras e educadores comprometidos com a educação, devem sentir-se orgulhosos de uma menina tão corajosa".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • A direita mostra a sua cara: Doria e Russomanno acusados de humilhar trabalhadores

    A direita mais reacionária da sociedade paulistana mostra a sua cara nestas eleições com atitudes que não aparecem nas campanhas dos seus respectivos candidatos. Celso Russomanno (PRB) tenta censurar os Jornalistas Livres e um ex-assessor de João Doria Junior (PSDB), Luiz Carlos Franco, o acusa de falsidade e perseguição.

    Franco escreve em seu Facebook sobre o candidato do PSDB: “Cruzamos caminhos algumas vezes, e após eu ter investido dois anos de minha vida profissional para torná-lo presidente da Embratur, foi capaz de oferecer seus serviços de agência à TAM – Linhas Aéreas, onde eu trabalhava, o que implicaria – se o comandante Rolim aceitasse – na minha demissão”.

    Já o candidato do PRB entrou com ação contra os Jornalistas Livres para tirar do ar a entrevista com Cleide Cruz, a caixa de supermercado humilhada por ele numa reportagem de 10 anos atrás, exibida pela Band (assista aqui a reportagem do então deputado federal).

    De acordo com os Jornalistas Livres, “o processo está sendo movido por nada menos do que 11 advogados contratados por Russomanno, que solicitou à Justiça a retirada da reportagem do ar antes mesmo que os Jornalistas Livres pudessem apresentar sua defesa” (assista a entrevista com a trabalhadora aqui).

    Explicam ainda que o juiz Sidney da Silva Braga, da 1ª zona eleitoral de São Paulo negou o pedido do candidato, afirmando não enxergar nenhum motivo que justificasse a retirada da reportagem do ar.

    Em relação a Doria, Franco afirma ainda que ele “pediu minha cabeça ao sr. Frias (Octavio), dono da Folha (de S.Paulo), por discordar de artigos que publiquei. Tive certeza da sua fidelidade ao ser informado pelo comandante Rolim sobre sua proposta; e pelo jornalista Adilson Laranjeira, meu chefe à época na Folha da Tarde”.

    Para ele, “Joãodoria45 é tão verdadeiro quanto nota de R$ 30,00, ou como o tingimento de seus cabelos ou o Botox que andou aplicando” (saiba mais aqui).

    Portal CTB com agências

  • A polícia de Geraldo Alckmin mata cada vez mais em São Paulo

    Casos como o do catador de papel Ricardo Nascimento, morto por um policial militar com dois tiros à queima roupa, na quarta-feira (12), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, tem se tornado mais comum do que se imagina.

    Levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta quinta-feira (27), mostra aumento da violência policial no estado de São Paulo. Foram 459 mortes violentas cometidas por policiais militares e civis no primeiro semestre deste ano. Esse é o maior número de crimes em 14 anos.

    “Esse estudo evidencia o crescimento da truculência policial no estado”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP). “As vítimas são, via de regra jovens, negros e pobres”.

    Samira Bueno, coordenadora da pesquisa, afirma que essa história de que a redução da criminalidade é fruto da truculência policial é mentira. O “estado e a polícia usam como justificativa que estes casos são desvios individuais de conduta, quando os altos números de mortos pela PM são a evidência de que o problema é muito maior, institucional e estrutural e precisa ser assumido enquanto tal”.

    grafico sspsp violencia g1

    De acordo com o levantamento, 430 mortes foram cometidas por PMs, o restante por policiais civis. “O avanço da crise econômica pode tornar essa situação ainda mais violenta, se o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não mudar de atitude e orientar a polícia para a sua verdadeira função que é proteger as pessoas”, acentua Bitencourt.

    Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou ao G1, que "desenvolve ações para reduzir a letalidade e que, na maioria das vezes, ocorre a partir da ação de agentes de segurança para frustrar crimes contra o patrimônio".

    Bueno retruca afirmando que “os números mostram que há pelo menos 15 anos a política tem sido ignorar que centenas de pessoas, em sua maioria jovens e negros, são mortos pela polícia em ocorrências pouco transparentes em que se justifica ‘legítima defesa’, como se todas essas mortes fossem naturais e não pudessem ser evitadas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Latuff

  • Assista a estes vídeos e entenda um pouco melhor a conjuntura política do Brasil atual

    O vídeo a seguir mostra os últimos acontecimentos desde as manifestações contra o governo Dilma. Onde em nome do combate à corrupção, milhares foram às ruas. Aparece claramente a manipulação midiática para favorecer a trama golpista e levar à presidência da República o então vice-presidente Michel Temer e, com isso, barrar todas as investigações sobre corrupção. 

    Em entrevista para o canal golpista Globonews, Temer se trai e confessa golpe ao jornalista Roberto D'Ávila. “E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”, disse o presidente golpista. 

    O presidenciável do PDT, Ciro Gomes mais uma vez denuncia o golpe e diz que reconquistou, pelo Supremo Tribunal Federal, o direito de ser testemunha de defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff. 

    Ao testemunhar em defesa da presidenta Dilma à Comissão de Impeachment, no Senado Federal, o servidor público, Orlando Magalhães da Cunha, ex-sub secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Justiça, disse com todas as letras que Dilma não cometeu nenhum crime.

    Ele fez um desabafo e disse ainda que as mudanças de entendimento do Tribunal de Contas da União sobre os procedimentos fiscais está criando um clima de insegurança entre os servidores. "O TCU vai mudar de entendimento de uma hora para outra? Todos os servidores estão preocupados com isso", finalizou. 

    Abaixo o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot lista algumas acusações contra o presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inclusive de ter contas bancárias na Suíça. 

    O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, fala em uma reunião na necessidade de paralisação de investigações sobre corrupção. 

    Integrantes do Levante Popular da Juventude, de Porto Alegre, escracharam o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) jogando purpurina contra as atitudes misóginas, homofóbicas e racistas do ainda deputado, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de fazer apologia ao estupro. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte do destaque de Maria Dias

  • Aumento da tarifa no transporte público pesa no bolso de quem vive de salário

    As ruas da capital paulista foram tomadas, a partir das 17h, nesta quinta-feira (11) por cerca de 10 mil manifestantes - segundo os organizadores - contra o aumento da tarifa dos ônibus no município de São Paulo, dos trens urbanos e do metrô, que foram de R$ 3,80 para R$ 4, no domingo (7), um aumento de 5,26%.

    O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na capital paulista, os maiores aumentos, acima da inflação, são justamente de quem mais usa ônibus ou que mora mais longe: no bilhete único mensal e na integração entre ônibus e metrô.

    Para Flávio Leite, secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), qualquer aumento nos preços incide no bolso da classe trabalhadora. “Na crise que estamos vivendo aumentar o valor das tarifas do transporte público atinge em cheio o orçamento de qualquer família que depende do transporte coletivo para se locomover”.

    Muitas palavras de ordem são ditas contra Doria. “O passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de Uber pra escola”, em referência às restrições impostas pela atual administração paulistana sobre o passe livre estudantil.

    "Limitar o transporte gratuito para os estudantes é agir contra o direito de ir e vir dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz Leite. Ele explica que os gastos com transporte pesam no orçamento doméstico e a gratuidade beneficia a educação, permitindo aos estudantes estarem mais presentes no centro da cidade, onde acontecem os principais eventos culturais”.

    Vídeo da Mídia Ninja mostra como foi o protesto 

    Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, acredita que “estar no ato hoje é sair em defesa do passe livre, mas é também sair em defesa do direito do estudante de chegar à sua escola e, portanto, é defender a educação para todos e para todas”.

    Outras palavras de ordem foram ditas durante a passeata que saiu da Praça Ramos de Azevedo e rumou para a Estação Brás de trem e metrô. Outro ato foi convocado para a quarta-feira (17), aos gritos de “pula sai do chão contra o aumento do busão” e o “meu dinheiro não é capim”.

    Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) afirmam que não sairão das ruas até esse aumento ser revogado. "Com o desemprego atual e a informalidade, muitos não têm vale-transporte. Ou seja, as pessoas não conseguem sair de casa para ir atrás de emprego", afirma Fernando Bueno, porta-voz do MPL.

    Ele lembra que o salário mínimo aumentou pouco mais de 1%, enquanto a tarifa subiu mais de 5%, sendo que no ano passado teve majoração de 14,8%. De acordo com Bueno o aumento acumulado da integração é de 17,4%, mais que o dobro da inflação do período.

    “Precisamos debater a política de mobilidade urbana. O preço da passagem aumenta, mas a qualidade do transporte público não”, reforça Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A crítica à falta de qualidade nos transportes é recorrente entre os usuários.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Natasha Ramos e Natália Pesciotta (Ubes) e Felipe Mascari (Rede Brasil Atual). Foto: Guilherme Imbassahy

  • Balanço do desgoverno Temer é assustador

    Desemprego causa transtornos para milhões de famílias (Foto: Thiago Freitas)

    No dia 31 de agosto de 2016, o Senado Federal encerrava o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afastada desde o dia 12 de maio. Por 61 votos contra 20, a presidenta eleita constitucionalmente perdia o seu mandato, assumido então pelo vice-presidente Michel Temer.

    Foi o desfecho de intensos ataques ao segundo mandato da presidenta e a crise internacional chegando ao país. A união de amplos setores conservadores levou milhares para as ruas  e o golpe de Estado midiático-jurídico-parlamentar foi dado.

    A presidenta Dilma venceu a eleição em 2014 por uma margem mínima. Ela teve 51,64% dos votos válidos no segundo turno e Aécio Neves teve 48,16%, pouco mais de 3 milhões de votos de diferença. Foi o suficiente para o senador do PSDB por em dúvida o resultado.

    “A trama golpista envolveu amplos setores da elite brasileira em acordo com grandes corporações econômicas internacionais para atacar as principais conquistas da classe trabalhadora dos anos dos governos Lula e Dilma”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    dilma impeachment carta capital

    Presidenta Dilma se despede firme na resistência ao golpe (Foto: Carta Capital)

    Com a promessa de combater a “corrupção” e tirar o Brasil da crise, os golpistas, com Temer à frente levaram a cabo o projeto de grandes conglomerados econômicos de barrar o projeto de desenvolvimento econômico voltado para os interesses nacionais, com distribuição de renda.

    Temer assumiu no dia 1º de setembro, com uma equipe de primeiro escalão sem a presença de mulheres, jovens e negros. De imediato já tirou o status de ministério da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude, LGBT e Direitos Humanos.

    Desemprego alarmante

    Em seu discurso afirmou que "são quase 12 milhões de desempregados e mais de R$ 170 bilhões de déficit nas contas públicas. Meu compromisso é o de resgatar a força da economia e recolocar o Brasil nos trilhos".

    Mas a receita de seu projeto neoliberal só fez aprofundar a crise e o país volta ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas com  desmonte dos programas sociais que haviam tirado cerca de 40 milhões de pessoas da miséria.

    “Temer vem fazendo sucessivos cortes nos beneficiários do Bolsa Família e em programas como o Minha Casa, Minha Vida e mais recentemente com o Farmácia Popular, além de acabar sem aviso prévio com a política de valorização do salário mínimo, que vinha trazendo aumentos reais”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. “E agora os aumentos têm sido abaixo da inflação”.

    A velocidade com que o governo golpista vem exterminando as conquistas que levaram o Brasil a ser a sexta economia do mundo, apavora. O desemprego que em 2015 era de 8,5%, atualmente está em 12,4%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com mais de 13 milhões de famílias com algum desempregado.

    Além disso, lembra Ivânia, “a precariedade do trabalho avança com a aprovação da reforma trabalhista há pouco mais de um ano”. Juntando-se desocupados com subempregados chega-se ao astronômico número de mais de 27 milhões de pessoas, “sem perspectivas de melhoria imediata”.

     Investimentos congelados

    Com apoio de sua base, com ampla maioria no Congresso, Temer aprovou o congelamento de investimentos públicos nas áreas sociais por 20 anos, juntamente com os salários dos servidores federais, através da Emenda Constitucional 95.

    Os setores mais atingidos foram a saúde e educação públicas. Com isso, “o SUS (Sistema Único de Saúde) corre sério risco de extinção”, afirma Elgiane Lago, secretária da Saúde licenciada da CTB. “Querem pegar o dinheiro do SUS e passar para empresários da saúde, que só querem lucros”, denuncia.

    Na educação os cortes orçamentários têm sido brutais. “A reforma do ensino médio prioriza o ensino tecnicista e não valoriza o ensino voltado para o ingresso no ensino superior”, afirma Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    Ela reclama da política autoritária desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC), tirando as representações da sociedade civil e do movimento educacional do Fórum Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Educação.

    “As políticas do MEC representam a liquidação das 20 metas do PNE (Plano Nacional de Educação), principalmente a meta 20 de destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para essa área estratégica de qualquer nação”, diz.

    Já Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, lembra que por causa das mudanças no Programa Universidade Para Todos (ProUNi) e no Financiamento estudantil, “mais de 170 mil universitários já abandonaram os estudos, além de nossos pesquisadores estarem saindo do país, numa grande perda para o desenvolvimento científico” .

    Reforma que deforma os direitos trabalhistas

    Outra marca registrada do desgoverno Temer é o entreguismo. A Petrobras perdeu a prioridade para a exploração dos poços de pré-sal, que estão sendo passados para petrolíferas estrangeiras.

    reforma trabalhista

    “Com a mudança no regime de exploração do petróleo, os royalties do pré-sal deixaram de ser destinados à educação e à saúde”, conta Luiza. Com isso, estima-se uma perda de R$ 1,3 trilhão somente para a educação em cerca de 30 anos.

    Mas a destruição não cessa. “A reforma trabalhista, ajudada pela terceirização ilimitada, liquida com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e cria categorias de subempregados com a possibilidade de contratos intermitentes, de fatiamento das férias, entre outras perdas históricas”, afirma Ivânia.

    Não se pode esquecer da reforma da previdência, que está paralisada, mas ainda não foi engavetada.  “A promessa era a de criar empregos, mas a desocupação aumentou, o movimento sindical sore um ataque brutal na sua organização e o país vai afundando em índices alarmantes de violência”, assinala.

    Atlas da Violência

    De acordo o Atlas da Violência 2018, ocorreram 62.517 homicídios no país, em 2016, ou 30,3 mortes violentas por 100 mil habitantes, a maior taxa já registrada no Brasil. E para piorar, o estudo constatou que 56,5% dos assassinatos envolvem jovens entre 15 e 29 anos.

    Entre o total de assassinatos, 71,5% das vítimas eram negras ou pardas. Ou seja, a população negra tem 2,5 vezes de chances de serem mortas em relação à população branca (40,2 negros por 100 mil habitantes contra 16 brancos por 100 mil).

    “Com o golpe, o racismo institucional se revela ainda mais perverso”, acentua Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Parece que as políticas afirmativas acirraram ainda mais os ânimos dos racistas, que se sentem ameaçados com a presença de negras e negros nas universidades, no mercado de trabalho, enfim em lugares onde não era habitual ver-se negros”.

    violencia negro latuff

    Arte de Carlos Lattuf

    Mulheres são as maiores vítimas

    “As mulheres são as que mais sofrem com a crise”, acentua Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Ganhamos quase 30% a menos que os homens, sofremos assédio moral e sexual e somos as primeiras a ser demitidas e as últimas a se realocarem”.

    A violência de gênero está gritante. Houve crescimento de 6,4% de feminicídios nos dez anos pesquisados. Somente em 2016, foram mortas 4.645 mulheres, um acréscimo de 15,3% sobre 2015. No mesmo ano, as polícias brasileiras registraram 49.497 estupros no país, sendo que 50,9% das vítimas tinham menos de 13 anos.

    Com todos esses dados, “o balanço do desgoverno Temer é o pior da história”, ressalta Vânia. Por isso, “ele é o presidente mais rejeitado que o país já teve, chegando a mais de 90% de rejeição”. Por isso, nenhum candidato deseja o seu apoio explícito nestas eleições.

    Retrocessos no campo

    Para agradar a bancada ruralista no Congresso, Temer tem efetuado cortes orçamentários no programa de Agricultura Familiar, até então responsável por 70% de produção dos alimentos no país. Duas medidas provisórias afetam drasticamente a vida das agricultoras e agricultores familiares. A MP 839/2018 efetiva um corte de R$ 9,5 bilhões no orçamento destinado à agricultura familiar e a MP 842/2018, sobre a renegociação de dívidas fundiárias, prejudica as trabalhadoras e trabalhadores.

    Tanto que para o Conselho Político da CTB, "os trabalhadores e trabalhadoras rurais são vítimas do aumento da violência e uma agenda de retrocessos para a agricultura familiar, com redução dos investimentos e obstáculos à negociação das dívidas, cumplicidade com o trabalho escravo e o completo abandono da reforma agrária".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Candidato do PSDB em São Paulo mostra sua cara fascista e contra os direitos humanos

    Veja a cara de nojo do candidato da elite reacionária paulistana e do governardor Geraldo Alckmin

    Em sua campanha populista para chegar à prefeitura da maior cidade do país, o candidato do PSDB, João Doria Junior, passa vexame em botecos da cidade por suas caras de nojo ao comer salgados e tomar cafezinho e vira piada na internet.

    Mas o pior de tudo está em suas falas. Conhecido empresário defensor de propostas ultrarreacionárias, Doria disse em entrevista que pretende “enxugar” a máquina administrativa, justamente acabando com as sete secretarias das áreas sociais.

    Entre elas a de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude, LGBT e de Pessoas com Deficiência. “Um descalabro, a proposta de extinguir secretarias fundamentais para o desenvolvimento de políticas para a melhoria de vida das pessoas que lutam para ter a sua cidadania respeitada”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    “Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania”, afirma Denise Mota Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres.

    Para ela, “a extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública”.

    Já o secretário-adjunto de Promoção da Igualdade Racial, Elizeu Soares Lopes, acredita que o candidato desconhece “a dura realidade enfrentada pela população mais pobre de São Paulo”. E questiona: “quanto de fato se economizaria e qual seria o custo benefício? E por que ‘cortar’ nestas áreas específicas?”.

    Angela Meyer, líder estudantil e representante da juventude acha que a própria candidatura de Doria representa um escárnio para a política paulistana. “Ele representa os setores mais reacionárias da elite paulistana e uma vitória sua seria o maior retrocesso que a nossa cidade poderia experimentar”, reforça.

    Ela acredita que a juventude “vai mostrar a sua vontade de continuar avançando em políticas públicas voltadas para os interesses da maioria”. Bitencourt defende a formação de uma frente ampla para derrotar o atraso.

    “No segundo turno as candidaturas progressistas devem se unir em torno de projetos de interesse da classe trabalhadora, da juventude e de todos os setores que podem levar a nossa cidade para um desenvolvimento humano que nos projete para um futuro com mais mobilidade, mais direitos e mais justiça”.

    “Fora Doria, fora Alckmin, fora Temer e fora todos os defensores de retrocessos para a sociedade brasileira. São Paulo precisa dar um exemplo para o país e enterrar de vez essas políticas contra os interesses da classe trabalhadora”, reforça Bitencourt.

    Leia a íntegra da nota da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres

    Em um período de avanços de posições políticas conservadoras, que buscam reduzir direitos e conquistas de grupos historicamente oprimidos na sociedade brasileira, a SMPM toma conhecimento, com muita preocupação, da proposta de corte da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) da Prefeitura de São Paulo, bem como das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e Pessoas com Deficiência, apresentada por candidato de oposição à atual gestão para a eleição municipal de 2016.

    Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

    A extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública.

    As diversas formas de opressão, como o racismo e o machismo, se manifestam em todas as dimensões da vida (no trabalho, na saúde, na educação, na cultura) e dentro das próprias instituições. Para combatê-las, é necessário um compromisso firme por meio de políticas de Estado (e não apenas de governo), desenvolvidas pelas mais diversas áreas do poder público. A extinção destes órgãos, reduzindo a importância política que estes temas possuem, dificultará a construção de políticas transversais e reduzirá a visibilidade destas temáticas.

    A SMPM foi criada, em 2013, a partir de um processo de grande luta dos movimentos feministas e sociais, em busca de reconhecimento da importância de suas necessidades e demandas pelo poder público municipal; e tem cumprido um papel fundamental na formulação e implementação de políticas públicas especificas para o empoderamento das mulheres e a redução das desigualdades de gênero por elas enfrentadas.

    A constituição desta Secretaria gerou, nos quase 4 anos de existência, importantes resultados para o município, como a ampliação da rede de serviços de enfrentamento a violência contra as mulheres, a construção de políticas para a ampliação da participação políticas para as mulheres e o desenvolvimento de ações para diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

    Extinguir esta Secretaria é reduzir a importância que as demandas das mulheres e o enfrentamento às desigualdades por elas sofridas tem para a Prefeitura da cidade de São Paulo.

    Portal CTB

  • Contra o meio ambiente e populações tradicionais, o governo paulista entrega parques a empresas

    A Cachoeira das Andorinhas , no Vale do Ribeira, é uma das belezas naturais que serão exploradas

    A mídia burguesa quase não publicou, mas na terça-feira (7), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Projeto de Lei (PL) 249/2013, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que libera 25 parques estaduais à iniciativa privada, por um prazo de 30 anos.

    Com o costumeiro autoritarismo, o governador e seus aliados não consultaram as comunidades indígenas e quilombolas, residentes em alguns desses parques. “É um verdadeiro atentado à natureza e às populações tradicionais, que tiram sua subsistência dessas regiões”, afirma Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    "Na prática o que esse projeto propõe é que essas áreas passem a ser exploradas por empresas que deverão cobrar ingressos da população que quiser ter acesso a esses locais. Fora isso, as áreas de manejo poderão ser exploradas de outras formas o que pode comprometer o equilíbrio ambiental da região", afirma a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB).

    Até a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias reconhece que "é possível ter cobrança de tarifa se isso ficar claro em um estudo, mas esse não é o objetivo. E mesmo em situações com cobrança de tarifa, o que se faz é regras para isenções para quem mora na região ou para quem é do município”.

    caverna do diabo eldorado

    Nem a famosa Caverna do Diabo escapa

    Rovaris diz que “é mais um projeto movido pela sanha capitalista, que não respeita absolutamente nada. Põe o lucro acima de tudo”. Para ele, “entregar à iniciativa privada áreas de conservação é contra qualquer atitude de bom senso. Significa apenas o começo de destruição que os neoliberais pretendem fazer”.

    A coordenadora do Programa Vale do Ribeira do Instituto Socioambiental, Raquel Pasinato, diz que as comunidades que, segundo ela, “já são parte da região”, não foram consultadas e podem ficar sem ter onde morar. Cinco áreas de conservação localizam-se no Vale do Ribeira e afetam várias comunidades.

    trilha Parque Estadual da Cantareira

    Trilha do Parque Estadual da Cantareira faz parte da lista privatista

    Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) diz que “agora estamos assistindo a essa afronta, a esse crime, de entregar 25 parques estaduais para madeireiras e empresas privadas”.

    A deputada estadual Marcia Lia (PT) reclama que “ninguém se dignou a chamar os ambientalistas” para debater sobre o PL. "Entendemos que aquela população que vive nesses parques, os caiçaras, os quilombolas, as populações ribeirinhas, os indígenas, enfim, toda essa população que vive há muitos anos nesses espaços será prejudicada”.

    David Martim, líder indígena da Aldeia Jaraguá, que fica no parque estadual de mesmo nome, também objeto da privatização, vê no projeto uma ameaça a anos de esforços pelo reconhecimento das terras indígenas. "Para nós, indígenas, nossa terra é a nossa casa", diz. Das três aldeias que formam o complexo tradicional, no Jaraguá, duas ainda aguardam demarcação.

    Abaixo a lista completa dos parques que serão privatizados:

    PE Campos do Jordão
    PPE Cantareira
    PE Intervales
    PE Turístico do Alto Ribeira
    PE Caverna do Diabo
    PE Serra do Mar (Núcleo Santa Virginia)
    PE Serra do Mar (Núcleo São Paulo)
    PE Jaraguá
    PE Carlos Botelho
    PE Morro do Diabo
    PE Ilha do Cardoso
    PE de Ilha Bela
    PE Alberto Löfgren
    Caminho do Mar
    Estação Experimental de Araraquara
    Estação Experimental de Assis
    Estação Experimental de Itapeva
    Estação Experimental de Mogi Guaçu
    Estação Experimental de Itirapina
    Floresta Estadual de Águas de Santa Bárbara
    Floresta Estadual de Angatuba
    Floresta Estadual de Batatais
    Floresta Estadual de Cajuru
    Floresta Estadual de Pederneiras
    Floresta Estadual de Piraju

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual, Portal Vermelho, Folha de S.Paulo e G1

  • Doria tem a habilitação suspensa por exceder limite de multas, a maioria por alta velocidade

    A Folha de S.Paulo traz uma notícia inusitada. O prefeito da capital paulista, João Doria Junior (PSDB) faz das ruas da cidade, pista de corrida. Ele teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa entre 31 de janeiro e 12 de março por muitas multas, a maioria por excesso de velocidade.

    Talvez por isso, já em sua campanha ele tenha prometido aumentar o limite de velocidade pelas ruas da maior metrópole brasileira. “É um retrocesso que estejamos indo contra um movimento global para segurança viária e que voltemos atrás a uma medida que poderia prevenir a fatalidade em muitos acidentes”, diz Mariana Lorencinho, da ONG Criança Segura, para site Vai de Bike.

    O temor de Lorencinho vai se confirmando com o crescimento dos acidentes de trânsito na cidade, muitos fatais. De acordo com o Infosiga, órgão do governo do estado, em março a cidade teve 87 acidentes com mortes, sendo 43 pedestres que foram atropelados.

    O mesmo órgão informa que esse índice vem crescendo mês a mês. Depois de a velocidade máxima permitida passar dos 50 km horários em todas as vias para 60 km, 70 km e 90 km nas marginais Tietê e Pinheiros, em janeiro foram 60 mortos no trânsito, em fevereiro, 74 e em março, 87.

    Somente no primeiro trimestre deste ano 221 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Por isso, “sugerimos que o limite de velocidade em vias urbanas seja de 50 km/h e em vias que estejam em áreas escolares a velocidade máxima seja de 30km/h”, afirma Lorencinho.

    Especialistas informam que esse limite de velocidade é adotado nas maiores cidades europeias e até nos Estados Unidos.

    acidentes fatais sao paulo info g1

    Ciclovias

    O atual prefeito começa também a retirar os 400 km de ciclofaixas implantados pela gestão anterior. “Trecho a trecho, a infraestrutura cicloviária da capital paulista dá sinais de estar sendo desmontada. Aos poucos, em pequenos pedaços, sem muito alarde”, denuncia o Vai de Bike.

    Com a implantação dos 400 km de ciclofaixas, os acidentes com ciclistas diminuíram 46,4% em 2015, na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Já Doria pretende acabar com as faixas exclusivas e criar ciclorrotas, tirando a separação das bicicletas dos carros, caminhões, ônibus e motos.

    Tanto que em abril deste ano, uma ciclista entregou flores para Doria. "Esta flor é em homenagem aos mortos nas marginais", disse ela. Com a recusa do prefeito em receber o presente, a ciclista colocou as flores no painel do carro e Doria as atirou no chão.

    Já o diretor da ONG Ciclocidade Daniel Guth, disse à Rede Brasil Atual que o fim das ciclofaixas são “preocupantes, porque mais uma vez mostram a falta de governabilidade e a falta de diretrizes para a política cicloviária dessa gestão”.

    A ciclista Salvia Cardoso Correia, de Recife, presta sua solidariedade aos paulistanos. “Solidária e consciente da importância de impedir essa insanidade de desmonte dos avanços obtidos com as nossas ciclovias”, afirma.

    Enquanto Valdir Alves da Silva conta que viajou a Santiago do Chile e ficou “maravilhado com a malha de ciclovias e ciclofaixas da cidade”. Por isso, o ciclista afirma que “o que ele (Doria) quer fazer em São Paulo é andar para trás”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Bruno Trentin/TV Gazeta

  • Em defesa da educação, milhares de estudantes fazem manifestações pelo Brasil afora

    A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) realizam nesta segunda-feira (24), desde cedo, manifestações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a Medida Provisória 746, que reforma o ensino médio. O Portal CTB apresenta um panorama preliminar.

     Estudantes de escola ocupada em São José dos Pinhais, no Paraná, cantam paródia da canção Bang, de Anitta

    Além de passeatas pelas ruas de dezenas de cidades em ao menos 12 estados, tanto os universitários quanto os secundaristas intensificaram a ocupação de escolas. Já são, até o momento, 1.072 escolas secundárias e 73 universidades públicas ocupadas.

    No Paraná as ocupações ocorrem desde o dia 3 de outubro e já são 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e 3 Núcleos Regionais de Ensino. No estado governado por Beto Richa (PSDB), os trabalhadores em educação estão em greve desde o dia 17.

    O presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Matheus dos Santos denuncia grupos fascistas ameaçando os estudantes. “São integrantes do Movimento Brasil Livre, que não conseguem juntar nem 50 pessoas em manifestação, mas nos ameaçam de armas em punho. A polícia precisa deter essa gente”.

    Inclusive um adolescente de 16 anos foi encontrado morto a facadas na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba. O Movimento Ocupa Paraná lamenta a morte e informa que "não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte e também nenhuma informação repassada aos mais de 10 advogados do movimento que estão proibidos de entrar no local para dar suporte aos outros estudantes que estão lá dentro com a polícia civil”.

    O diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber lamenta a morte do secundarista paranaense e cobra apuração rigorosa da polícia e que a verdade seja dita para a sociedade, para a família, para os educadores e estudantes”.

    Santos defende a imediata apuração desse acontecimento. “A polícia não pode cercear o trabalho dos advogados. Muito menos culpar os estudantes por isso”.

    Pelo Brasil

    O movimento se espalhou pelo Brasil e a juventude está mostrando que rejeita afirma que o movimento está sendo um sucesso. “Conseguimos realizar atos em ao menos 12 estados com dezenas de novas ocupações para barrarmos essas medidas que acabam com a educação pública”, diz Weber.

     Ocupação do Instituto Federal São Paulo

    As manifestações ocorrem em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe. Em São Paulo, o ato ocorrerá nesta terça-feira (25).

    Além de protestar contra a PEC 241, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) entregou, nesta segunda-feira, o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB) à presidenta da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP).

    “Em vários estados, estradas foram fechadas, escolas ocupadas e o nosso movimento não vai parar até a PEC do Fim do Mundo ser enterrada”, reforça Weber.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Em enquete do PSDB, 95% acreditam que Sérgio Moro persegue o ex-presidente Lula. Vote!

    O PSDB se deu mal. Os tucanos tiveram a petulância de realizar uma enquete em seu site sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz curitibano de primeira instância, Sérgio Moro. Mais de 25 mil pessoas já haviam votado até o fechamento desta matéria.

    Vote você também aqui

    A enquete pergunta:

    "A condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro, na sua opinião, mostra:"

    Que não existe ninguém acima da lei no Brasil (2%)

    Que a justiça foi feita (3%)

    Que foi uma decisão política (95%).

    O resultado da enquete comprova o que todo mundo já sabe. Para o golpe funcionar, Lula tem que ser tirado da disputa eleitoral. E assim caminha a política tupiniquim. Até a revista alemã conservadora Der Spiegel reconhece o julgamento político do ex-presidente.

    “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”, diz a revista.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em greve há 15 dias, servidoras e servidores municipais lotam as ruas de São Paulo

    Com ampla adesão, a greve continua e as servidoras e os servidores públicos de São Paulo marcham nesta sexta-feira (23), da avenida Paulista para a Câmara Municipal, contra o Projeto de Lei (PL) 621/16 (Sampaprev), que muda a previdência municipal, aumentando o desconto no salário de 11% para até 19%.

    A próxima assembleia acontece na terça-feira (27), às 14h, em frente á Câmara Municipal (Palácio Anchieta, no Viaduto Jacareí, 100, na Bela Vista). “A paralisação está forte e com apoio da população”, diz Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo.

    Ela conta ainda que “as pessoas entenderam que estamos em greve e nos manifestando nas ruas pela melhoria do serviço público e em defesa de uma aposentadoria decente”.

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    Marcha segue pela avenida Consolação rumo à Câmara Municipal (Foto: Mídia Ninja)

    Até o Tribunal de Contas do Município (TCM) questiona a reforma da previdência proposta pelo prefeito João Doria (PSDB). De acordo com informações do G1, “o TCM afirma que a Prefeitura não justificou a necessidade do aumento da alíquota para diminuir o rombo da previdência. Disse ainda que a reforma vai agravar as perdas salariais dos servidores”.

    Para o TCM, a criação da alíquota suplementar ao desconto da previdência das servidoras e servidores “é inconstitucional e pode ser interpretada como ‘confisco’”, diz a reportagem do G1.

    “Nenhum direito a menos, nenhum desconto a mais” é a palavra de ordem do Sedin. “Não sairemos das ruas até o PL 621 ser arquivado”, reforça Alves. “Até lá, não tem arrego”. Ela acentua que as servidoras e servidores querem “discutir propostas para melhorar a previdência municipal, em vez de aumentar os descontos salariais”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Estudantes já ocupam mais de 25% das escolas estaduais do Paraná

    Estudantes secundaristas da rede pública estadual do Paraná cresce dia a dia. Nesta segunda-feira (17) os estudantes passaram a ocupar 550 (25,6%) das 2.144 escolas estaduais. Além disso ocupam estavam ocupadas nove universidades e dois Núcleos Regionais de Ensino até o fechamento desta matéria.

    A vida não parece nada fácil para o governador Beto Richa, do PSDB, já que os professores do estado iniciaram nesta segunda uma greve por tempo indeterminado. “A violência e a falta de diálogo do governador fortaleceram o movimento em defesa da educação no estado”, afirma Francisco França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

    O movimento Ocupa Paraná aglutina todos os estudantes do estado contra a reforma do ensino médio do desgoverno Temer (Medida Provisória 746) e combate a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16.

    Acompanha pelo site ocupaparana.org

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) convida a comunidade a apoiar e participar do movimento em favor “de uma educação melhor para todos”, por isso, “convidamos aos pais e comunidade a ocuparem as escolas conosco, unidos somos mais fortes e lutaremos por um futuro melhor”, diz comunicado da entidade.

    Pelo Brasil

    De acordo com Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os estudantes já ocupam mais de 700 escolas e o movimento deve se intensificar ainda mais “para defender nosso direito a uma escola pública de qualidade e inclusiva e contra os cortes de verbas para esse setor tão fundamental para o desenvolvimento de qualquer país”, diz.

    parados agora para nao nos pararem por 20 anos

    Estudante ocupa o Intituto Federal do Rio Grande do Norte

     “Além da PEC 241 e da MP 746 também combatemos o projeto Escola Sem Partido e queremos o fundo social do petróleo e os royalties do pré-sal de volta para a educação e para a saúde, queremos o Plano Nacional de Educação respeitado e uma educação com liberdade”, diz Lanes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Estudantes mantêm ocupação em diversos estados e ocupam a Assembleia gaúcha desde ontem (13)

    Depois de semanas ocupando escolas e enfrentar repressão, os estudantes secundaristas gaúchos decidiram nesta segunda-feira (13) ocupar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) com a intenção de reabrir diálogo com o governo estadual.

    “Imitando seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o gaúcho José Ivo Sartori, do PMDB, tem mandado a polícia reprimir os jovens, em vez de conversar, como qualquer governo democrático faz”, diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os secundaristas lutam para melhorar a estrutura das escolas, e também “a qualidade do ensino”, diz A estudante Fabiana Amorim. A resposta que a presidenta da Assembleia, Silvana Covati (PP) deu foi mandar a polícia cercar o prédio e, por isso, “muitos estudantes dormiram na rua, nesse frio”, conta Fabiana.

    Além disso, os secundaristas querem o fim do Projeto de Lei (PL) 190/2015, que pretende implantar “a tal da escola sem partido, que tem o partido do atraso e da ignorância", diz Espinoza. “O que na realidade significa uma censura aos educadores e educadoras e grande prejuízo à educação democrática”.

    Também querem derrubar o PL 44/2016, de autoria do governo estadual, que pretende transferir parte da administração das escolas para organizações sociais, caso similar ao pretendido pelo governo de Goiás. O que para os estudantes significa privatização das escolas públicas.

    escola sem partido rs

    O governo gaúcho ameaça os ocupantes com invasão de tropa de choque. Os secundaristas, no entanto, prometem manter a ocupação em “defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas”, afirma o secretário cetebista gaúcho.

    Os estudantes reclamam de cerceamento da liberdade de manifestação e do direito de ir e vir. Além do mais, o acordo de que não impediriam a entrada de água e alimentos não está sendo respeitado.

    "Resta apenas duas garrafas de água e não podemos mais receber as doações", relata a diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fabiola Loguércio, que está dentro da Assembleia desde o início da ocupação.

    Bahia

    Secundaristas ocupam escolas na Bahia contra o autoritarismo de alguns dirigentes de escolas. Eles reclamam de perseguições e de discriminações. “As ocupações estão acontecendo por conta dos problemas que os próprios estudantes vivenciam no ambiente escolar. A instituições públicas são desestruturadas e não condizem com a realidade da juventude. Os estudantes anseiam por uma escola diferente e acho que esses atos são uma resposta a isso”, diz o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista, Nadson Rodrigues.

    secundaristas bahia

    Ceará

    Desde o dia 27 de abril, os estudantes secundaristas do Ceará ocupam diversas escolas. Já são mais de 70 ocupadas. Como em vários estados brasileiros, os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura das salas de aulas e na merenda, quadras esportivas e laboratórios, além do retorno do investimento em atividades extracurriculares e reajuste salarial dos professores.

    estudantes ceara

    Mato Grosso

    O presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas, Juarez França, diz que a defesa da educação passa pela luta para barrar o processo de terceirização e contra a “roubalheira” da Secretaria Estadual de Educação, e pelo fim da corrupção no governo de Pedro Taques (PDT).

    escolas ocupadas mt

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações das entidades estudantis

  • Estudantes ocupam a Assembleia de São Paulo para forçar punição aos ladrões da merenda

    Liderados pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), dezenas de jovens acamparam na noite da terça-feira (13) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para forçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda “a investigar pra valer e punir os responsáveis pelo desvio da merenda escolar no estado”, diz Emerson Santos, o Catatau, presidente da Upes.

    A CPI da Merenda só foi instalada após muita pressão dos estudantes (leia mais aqui). Nesta quarta-feira (14), O depoimento mais aguardado é do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), acusado por diversos delatores de ser o principal beneficiário do esquema (saiba mais aqui).

    Acompanhe o que disse Fernando Capez à CPI da Merenda 

    Em seu depoimento, Capez nega todas as acusações. “Jamais interferi por ninguém. Nunca conversei com o Padula (Fernando, ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, também acusado) na minha vida”, jurando inocência.

    “Muitas reuniões da CPI têm acontecido a portas fechadas e isso não pode mais ocorrer. Quem não deve não teme, mas quem é acusado de desvios de dinheiro público deve explicações para a sociedade, ainda mais sobre algo tão grave como tirar comida de crianças”, afirma Catatau.

    acampamento alesp upes cpi merenda

    Crédito: Jornalistas Livres

    A reunião começou às 10h. Cerca de 25 estudantes conseguiram entrar para acompanhar, mas não sem repressão policial antes de serem autorizados. Ao menos dois foram detidos, denuncia a Mídia Ninja, com vários feridos. Inclusive um jovem com menos de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, conta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Veja ação da PM do governador Geraldo Alckmin  

    Por isso, “estamos acompanhando todos os passos desta CPI para não acabar em pizza”, afirma Catatau. “Alguém tem que punir os ladrões da merenda, porque não permitiremos que enganem a sociedade e os estudantes paulistas fiquem sem merenda por causa de falcatruas”. A palavar de ordem da Upes é "resistir e ocupar até a punição dos ladrões da merenda".

    Leia mais

    Quem vai prender os ladrões da merenda no estado de São Paulo?

    Cadê a merenda de nossas crianças, Geraldo Alckmin?

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto destaque: Pedro Lopes, Mídia Ninja

  • Estudantes ocupam Assembleia de São Paulo em defesa da CPI da Merenda

    Na tarde desta terça-feira (3), estudantes secundaristas de São Paulo ocuparam a Assembleia Legislativa do estado para forçar a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue a máfia da merenda.

    O presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, Emerson Santos disse ao telefone que a tropa de choque do governador Geraldo Alckmin cercou o local e estava proibindo as pessoas de entrar.

    “Estamos aqui porque os deputados não querem investigar as inúmeras acusações de roubo da merenda em São Paulo”, diz. “Não tem arrego na defesa de uma educação pública de qualidade e não podemos aceitar tirar comida de crianças”.

    Assista o vídeo da ocupação da Alesp:

     

    Ele aproveita para pedir apoio para impedir a polícia militar de “promover um novo massacre no estado. No ano passado, foram os professores do Paraná, agora seremos nós?”, questiona.

    O presidente da Upes chegou a ser agredido por alguns funcionários da Alesp que tentavam impedir a ocupação. Mas a palavra de ordem que os estudantes mantêm desde o ano passado é ocupar e resistir.

    Apoie essa luta acesse aquie assine a petição CPI da Merenda Já.

    Eles precisam do apoio de todos e todas que puderem rumar para a Alesp, veja como chegar lá:

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy - Foto: Anderson Bahia / UJS

  • Estudantes ocupam Assembleia paulista à procura do ladrão da merenda

    “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para tentar achar o ladrão da merenda”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder dos estudantes secundaristas brasileiros, complementa dizendo que “nós já sabemos o nome, o sobrenome e o cargo político que ele ocupa”. Por isso, acentua, “ficaremos aqui até que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda seja instaurada.

    Acompanhe a ocupação desde o início:

     

    O caso de superfaturamento e distribuição de propinas na merenda escolar das escolas públicas da rede estadual foi denunciado em janeiro do ano passado. A polícia civil e o Ministério Público paulistas criaram a Operação Alba Branca.

    Mas os deputados estaduais, de ampla maioria de apoio ao governador Geraldo Alckmin, se negam a instaurar a CPI da Merenda para investigar o caso, no qual o nome que mais aparece nas acusações é o do presidente da Alesp, Fernando Capez.

    Por celular, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, afirma que ontem haviam proibido a entrada de alimentos, cortado a água, a energia e o Wifi.

    Acompanhe discurso de Camila Lanes, presidenta da Ubes:

     

    “Alguns deputados negociam para podermos manter esta nossa luta democrática e justa”, defende. “Já está liberada a entrada de alimentos e água, mas ainda estamos sem energia e sem Wifi para nos comunicarmos melhor”.

    Emerson reforça o pedido de apoio à sociedade. “Precisamos da solidariedade de todos. Estamos exigindo o direito de saber quem roubou a merenda dos estudantes de São Paulo”, afirma. “Também precisamos de material de higiene pessoal e cobertores”.

    Ele realça também que faltam somente sete assinaturas de deputados para a instauração da CPI da Merenda. Então, pede para as pessoas irem à frente da Alesp e “se possível acampem e nos ajudem a lutar por uma educação pública de qualidade e com merenda”.

    Estudantes leem coletivamente Carta Aberta á população:

     

    Ontem à noite, os estudantes secundaristas receberam a solidariedade da União Nacional dos Estudantes (UNE), através da presidente da entidade, Carina Vitral. Ele atacou a afirmação do Kim Kataguiri de que as escolas públicas são repositórios de bandidos.

    “Os estudantes secundaristas não são criminosos, são de luta e construirão o novo estado de São Paulo e a nova educação pública no país”, afirma.

    Chico César prestigiou os ocupantes, assista:

     

    Saiba como ajudar pela página de apoio aos ocupantes no Facebook.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Glenn Greenwald detona Michel Temer em telejornal norte-americano. Assista!

    O jornalista norte-americano Glenn Greenwald fez uma análise sucinta dos acontecimentos do Brasil para o telejornal “Democracy Now” (“Democracia Já”), da TV dos Estados Unidos, NPR.

    A apresentadora pede esclarecimentos para Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, sobre a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele começa dizendo que há uma enorme diferença entre Dilma e o golpista Temer.

    Explica que ela foi ao Senado enfrentar seu julgamento. “Dilma não é obrigada, mas optou por fazê-lo”. E isso "é um contraste impactante com o seu ex-vice-presidente, agora presidente interino, que está prestes a se tornar o presidente não eleito”.

    Para o jornalista, responsável pelo site Intercept Brasil, nas Olimpíadas Rio 2016, Temer fez o contrário de Dilma e se escondeu. Ele “quebrou o protocolo e pediu que seu nome não fosse anunciado durante a cerimônia de abertura”. Mas quando o público percebeu ele foi vaiado.

    Na cerimônia de encerramento, Temer nem compareceu com medo das vaias. “Enquanto ele se esconde, Dilma, que historicamente lutou contra a ditadura militar deste país, foi presa por isso (...) foi enfrentar seus acusadores frente a frente”.

    Greenwald ressalta ainda que os políticos que querem cassar Dilma, “são pessoas condenadas criminalmente ou alvo de investigações, incluindo o presidente do Senado”. Para ele, “esse grupo de pessoas em Brasília está literalmente brincando com as bases da democracia, debaixo de nossos narizes”.

    Ao ser questionado sobre o motivo do processo contra Dilma, ele responde que “ela é acusada de usar truques orçamentários para fazer com que o orçamento do governo pareça mais positivo, visando vencer a reeleição”.

    Mas “se você conversar com europeus e americanos, eles se surpreendem que algo assim possa justificar a remoção de uma presidenta democraticamente eleita, já que é extremamente comum observar essa prática implementada por outros líderes políticos por todo o mundo”.

    Explica ainda com muita clareza a trama golpista da aliança formada entre o PMDB e o PSDB para levar à cabo a agenda derrotada nas urnas, com privatizações e retirada de conquistas importantes e afastando o país dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para se sujeitar aos interesses dos Estados Unidos e ao capital externo.

    Tudo está acontecendo, afirma Greenwald, porque “os poderosos do país desejam a implementação dessa agenda de direita e sabem que isso não é possível através das eleições”.

    A votação final do impeachment deve acontecer entre esta terça-feira (30) e a quarta-feira. Os movimentos sociais mantêm-se nas ruas contra o golpe e prometem permanecer mobilizados para derrotar o governo golpista.

    Assista: 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Golpistas sentem a força das manifestações populares e Veja faz editorial surpreendente

    O site Brasil 247 comentou editorial da revista Veja (que começa perder o status da mais panfletária do país para a IstoÉ), onde a publicação da editora Abril reconhece que o impeachment nao passará na votação do plenário da Câmara dos Deputados. A semanária de (des)informação aponta três pontos principais para a derrota iminente:

    1) O impeachment não passará na Câmara dos Deputados.

    2) Não há lisura no processo que vem sendo conduzido na casa.

    3) Eduardo Cunha abriu o processo por vingança, confirmando o que vem sendo dito tanto pela presidente Dilma Rousseff como pelo ministro José Eduardo Cardozo.

    Para a revista, "desmoralizado por propinas e contas secretas na Suíça, Cunha com sua presença, contamina a lisura do impeachment". E "faz parecer, como alegam petistas e sequazes, que a corrupção é apenas um pretexto para tirar Dilma do poder. Pior: deu ao governo a chance de alegar, com razão, que o processo de impeachment só foi instalado na Câmara por um ato de 'vingança' de Cunha. Brasília inteira sabe que, de fato, o deputado se revoltou com a recusa do PT em preservar seu pescoço da guilhotina na comissão de ética."

    Também afirma que "Cunha é o aliado errado. Se, por algum infortúnio, o impeachment de Dilma não prevalecer na Câmara, os políticos que aceitaram a aliança com Cunha talvez tenham algo a dizer aos milhões de cidadãos que lamentarão a derrota".

    O editorial da publicação da família Civita mostra que as forças democráticas e populares brasileiras unidas podem impulsionar o país para a frente e impedir qualquer retrocesso. Se os deputados querem mesmo ouvir a voz das ruas aí vai: "Não Vai Ter Golpe".

    Nem os discursos dos oposicionistas na Comissão do Impeachment na Câmara apresentam qualquer acusação de ilítico que se possa levar em conta contra a presidenta Dilma.

    Pesquisa mostra Lula em curva ascendente

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    No sábado (9), o Datafolha publicou uma pesquisa sobre a corrida presidencial, na qual o ex-presidente Lula mostra crescimento, espantoso para quem não acompanha o movimento popular que de umas semanas para cá tomou as ruas do país contra o golpe.

    Em todos os cenários Lula cresce e os três possíveis candidatos do PSDB caem. Com Aécio, Lula aparece me primeiro com 21% e o tucano com 17%. Quando o candidato do PSDB é Alckmin, Lula aparece com 22% em empate técnico com Marina que tem 23% das preferências no momento, mas a candidata aparece ou estagnada ou em queda.

    Virou piada na internet um ato falho do jornal Folha de S.Paulo onde diz que a candidata Marina "subiu" fortemente de 23% para 23%.

    No cenário 3, com Serra candidato do PSDB, Lula fica com a preferência de 22% das eleitoras e dos eleitoras, empatado com Marina. Já com os três tucanos na disputa a situação de Lula fiaca ainda melhor. O petista sai do empate técnico e aparece com 21%, enquanto Marina aparece em segundo lugar com 16%.

    A pesquisa, realizada entre os dias 7 e 8, mostra também queda de sete pontos percentuais, em menos de um mês, no apoio ao impeachment, eram 68% há três semanas e agora são 61%. Outro dado importante de se notar é que 40% dos pesquisados escolhem Lula como o melhor presidente da história do país.

    Parece que a força das ruas começa atingir à população brasileira e que a classe trabalhadora começa a entender o prejuízo que seria um golpe de Estado no país. 

    Portal CTB  com agências

     

  • Greve de educadores e educadoras no Paraná já começa com adesão recorde nesta segunda (17)

    Os profissionais da educação da rede pública estadual do Paraná iniciaram esta segunda-feira (17) com os braços cruzados contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16 e também contra os projetos enviados à Assembleia Legislativa do estado pelo governador Beto Richa (PSDB) que prejudicam os servidores públicos.

    “Normalmente as paralisações aqui no estado começa com adesão de 30% a 40% da categoria e desta vez já iniciamos com mais de 50% dos professores parados. Isso mostra que o movimento já nasce com muita força porque o descaso com a educação já passou de todos os limites no país com esse desgoverno e no Paraná com o autoritarismo do governador”, diz Francisco Manoel de Assis França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Os professores e professoras decidiram a greve por tempo indeterminado em assembleia da categoria na quarta-feira (12). A APP-Sindicato dos Professores do Paraná informa que procurou o diálogo com a Secretaria Estadual de Educação, mas até o momento não conseguiram estabelecer diálogo.

    De acordo com o professor Kico, o governador Richa se nega ao diálogo e inclusive decretou recesso nas escolas ocupadas no estado. “Medica inócua, porque não freará o movimento, assim como nós educadores, os jovens também estão defendendo o direito constitucional à educação pública de qualidade paar todos e todas”.

    Uma das reivindicações dos educadores e educadoras é o pagamento da última parcela do reajuste do ano passado, a parcela de janeiro e não paga até o momento. O governador defende que com as medidas do desgoverno Temer, ele não tem mais esse compromisso.

    Porém, diz Kico, “quando assinamos o acordo para encerrar a greve do ano passado, o governador deu a sua palavra de que cumpriria o acordo, assim como nós demos a nossa e encerramos a paralisação”, conta.

    O professor afirma também que ocorreram 31 seminários no estado sobre a reforma do ensino médio “e o 32º foi cancelado porque todos os anteriores se posicionaram contra a MP 746”, diz Kico.

    Pauta da greve

    Na pauta de reivindicações desta greve está a retirada das emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o pagamento das dívidas com os (as) educadores (as). Confira a pauta completa:

    Retirada da Mensagem 043/2016 da Assembleia Legislativa;
    Pagamento das progressões e promoções;
    Equiparação dos salários dos (as) funcionários (as) Agente 1 ao piso mínimo regional;
    Reajuste do auxílio transporte para os (as) funcionários (as) PSS;
    Retirada da falta do dia 29 de abril de 2016;
    Pautas Nacionais – revogação da MP 746, rejeição da PEC 241 e do PLS 54 (PL 257 aprovada na Câmara), não à reforma da previdência.

    Calendário da Greve

    Desde o dia 12 de outubro – organização dos comandos de greve e mobilização em todas as cidades do Estado.
    13 de outubro – Debate sobre a MP do ensino médio, organizado pela Seed, nos Núcleos Regionais de Educação. Haverá representação da APP indicado contrariedade ao debate limitado proposto pelo governo.
    14 e 15 de outubro – Vigília e mobilização junto aos deputados e deputadas estaduais.
    17 de outubro – Início da greve geral dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública estadual.
    18 de outubro – Debate público sobre Ensino Médio no Centro Cívico, em Curitiba (com indicação de debates públicos pelo interior).
    19 de outubro – Reunião do FES com o governo. Concentração em Curitiba e Região Metropolitana. Reunião com o comando estadual de greve para avaliar a convocação de uma assembleia estadual.
    25 de outubro – Ato estadual do FES.
    11 de novembro – Greve Nacional Unificada.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Jornalista da TV Al Jazeera encosta FHC na parede e desmascara o golpe

    TV Al Jazeera dá uma lição de jornalismo ao questionar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a crise política brasileira.

    O jornalista pergunta a FHC sobre as acusações de suposto crime, que a presidenta afastada Dilma Rousseff teria cometido – as tais “pedaladas fiscais”.

    Sem nem sequer corar, o ex-presidente fala até em crime contra a Constituição e diz ainda que Dilma cometeu “crime político”.

    O ditado “para bom entendedor meia palavra basta” é nítido nesta entrevista. FHC fica sem resposta quando é confrontado sobre as “pedaladas fiscais” em seu governo e tenta argumentar que, em seu governo, elas foram “legais”.

    Também não respondeu sobre as acusações de envolvimento em atos ilícitos contra Michel Temer, Eduardo Cunha, Romero Jucá, José Sarney e, menos ainda deu resposta para as acusações que envolvem o PSDB.

    Além de são ter resposta para a acusação feita por Mirian Dutra – uma ex-namorada, jornalista da Rede Globo de Televisão -, que o acusou de enviar US$ 3 mil mensais para o suposto filho do casal, através de empresa localizada em paraíso fiscal, já que ela e o filho residiam na Europa (saiba mais aqui). Para FHC, é intriga do PMDB, pasmem.

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    A norte-americana CNN também denuncia o golpe dos sem voto no Brasil. Assista!

    Assista a entrevista completa (legendada):

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Massacre de educadores e educadoras do Paraná completa um ano nesta sexta (29)

    A APP-Sindicato dos Professores do Paraná faz nesta sexta-feira (29) o Dia de Luto e Luta, para lembrar o aniversário de um ano do massacre feito pela Polícia Militar contra uma manifestação pacífica de educadores e educadoras por seus direitos, conhecido como o Massacre do Centro Cívico, local do ocorrido. Haverá paralisação das atividades e protestos nas ruas em defesa da educação pública e da democracia.

    No dia 29 de abril, do ano passado, por ordem do governador Beto Richa (PSDB) a polícia paranaense cercou e despejou bombas de gás e cassetetes de borracha em educadores e educadoras totalmente indefesos.

    Richa mostrava assim a sua política para a educação e para os servidores públicos: a violência desmedida. Durante cerca de duas horas, mais de 200 pessoas saíram brutalmente feridas, sem a menor chance de defesa.

    “A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Paraná nesta triste data”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    Leia mais

    Polícia de Beto Richa massacra professores em Curitiba

    CTB-PR repudia violência do governo de Beto Richa contra professores

    Para ela, “a truculência da polícia paranaense mostra que o PSDB não tem política para a educação e trata os movimentos sociais com desrespeito e violência”. O pior de tudo, diz Isis, é que “em vez de barbáries como essas servirem para avançarmos na civilização brasileira, estão trazendo retrocessos inomináveis”.

    Ela cita como exemplo uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, conhecida como “Escola Livre”, pela qual professores e professoras ficam proibidos de emitir opinião em sala de aula sobre temas de cunho religioso, político e ideológico. “Uma verdadeira lei da mordaça”, afirma Isis.

    A educadora se diz muito preocupada com a situação política do país e que violências como a ocorrida em Curitiba um ano atrás, podem virar corriqueiras se “a democracia for golpeada com o impeachment da presidenta Dilma”.

    “Que a lição e a coragem dos profissionais da educação do Paraná sirvam de exemplo para barrarmos toda a espécie de barbárie em nossa sociedade”, conclui. O núcleo de educação da CTB-PR participa ativamente da defesa da democracia e denuncia a truculência do governador Beto Richa, especialmente contra educadores e servidores públicos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O juiz Sérgio Moro está fugindo

    A Operação Lava Jato, dentro de um contexto social e político honesto, teria sido um presente para o Brasil. Acho que ninguém discorda de que, um dia, seria necessário acabar com a cultura da corrupção que sempre ligou empreiteiros e políticos brasileiros.

    O fato é que, em pouco tempo, foi fácil perceber que as decisões e ações demandadas pelo juiz Sérgio Fernando Moro estavam eivadas de seletividade. Tinham como objetivo tirar o PT do poder, desmoralizar o discurso da esquerda e privilegiar aqueles que, no rastro da devastação moral levada a cabo pelo magistrado, promoveram a deposição da presidenta Dilma Rousseff.

    Hoje, graças à Lava Jato, a economia nacional está devastada, o Estado de Direito, ameaçado, e o poder tomado por uma quadrilha que fez do Palácio do Planalto uma pocilga digna de uma republiqueta de bananas de anedota.

    Agora, quando os grupos golpistas ligados ao PSDB e PMDB começam a ser atingidos pela mesma lama que a Lava Jato pensou em represar apenas para o PT, o juiz Moro pensa em tirar um ano sabático, nos Estados Unidos.

    Isso, obviamente, não pode ser uma coisa séria.

    Um juiz de primeira instância destrói a economia e o sistema político de um país, deixa em ruínas 13 anos de avanços sociais, estimula o fascismo, divide a nação e, simplesmente, avisa que vai tirar férias de um ano?

    Não se enganem: o que está havendo é uma fuga planejada.

    Leandro Fortes é jornalista e escritor.

     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Para Gilmar Mendes é crime vazamento de informações contra políticos do PMDB e PSDB

    O jornalista Bob Fernandes, mais uma vez, em seu comentário na TV Gazeta, denuncia as mazelas do golpe em marcha no Brasil, travestido de impeachment. Ele conta que "agora Gilmar Mendes diz ser preciso chamar às falas os responsáveis'".

    Mendes reclama do vazamento dos pedidos de prisão para Sarney, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Romero Jucá, feitos pelo Procurador Rodrigo Janot. “É processo oculto, pede-se sigilo, mas divulga-se para a imprensa. Isso é grave, brincadeira com o Supremo. Quem faz isso está cometendo crime”. Fernandes responde afirmando que está o ministro do STF está “certíssimo”, desde que não levem “em conta o ‘mensalão’, centenas de vazamentos ocorreram nos últimos dois anos, nas investigações do ‘petrolão’".

    Lembra também do vazamento da conversa particular entra o ex-presidente Lula com a presidenta Dilma, há 3 meses, e até aí, Mendes se calou profundamente. Há três meses, de maneira ilegal foi gravada parte de conversa entre a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. Com vazamento ilegal da porção ilegalmente gravada. “À época o ministro Teori Zavaski criticou e cobrou o juiz Moro.

    O que disse então o ministro Gilmar Mendes sobre o vazamento?”, pergunta Fernandes e ele mesmo responde: “disse que a divulgação foi "correta" e que importante era discutir o "conteúdo extremamente grave".

    O jornalista cita também vídeo (assista abaixo) do Blog de Fausto Macedo, do jornal O Estdo de S. Paulo, onde Nestor Cerveró é flagrado dizendo que “a Odebrecht sempre teve profunda influência (na Petrobras) desde época do (Joel) Rennó (Ex-presidente da Petrobras)”.

     

    Diz ainda que “a Braskem é um dos maiores escândalos criados na época do Fernando Henrique...e não foi o Lula quem inventou... Essas coisas não são investigadas, isso é que eu fico impressionado”.

    Por essas e por outras que o golpe contra os mais de 54 milhões de voto dados à presidenta Dilma prossegue no Senado e o STF nada. Reveste-se de mais importância ainda os atos do Dia Nacional de Mobilizações, nesta sexta-feira (10) em todo o país. O povo vai gritar “Fora Temer”. Essa nem o STF segura.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Veja cometário completo de Bob Fernandes:

     

  • Pelo Fora Temer, manifestação em Goiânia reúne diversas centrais e movimentos populares

    De acordo com Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Goiás (CTB-GO), mais de 1.000 pessoas se reuniram no centro de Goiânia, capital de Goiás, nesta manhã aos gritos de “Fora Temer”.

    “Estamos na rua contra esse governo golpista que mantém uma agenda regressiva para o país, entregando nossas riquezas a empresas estrangeiras e cortando direitos da classe trabalhadora”, afirma Oliveira.

    Ela diz que a manifestação visa a “preparação para a greve geral”. Além disso, “protestamos contra a ditadura do governador Perillo (Marconi, PSDB) e exigimos a libertação de todos os presos políticos de Goiás”. Reafirma também que a “luta é pelos direitos legítimos conquistados e em defesa do Brasil”.

    De acordo com informações da imprensa local, no sábado (17), a Polícia Militar do estado prendeu 40 estudantes secundaristas que ocuparam a sede do Conselho Estadual de Educação contra a privatização do ensino público e ainda mantém presos líderes dos trabalhadores rurais.

    “A CTB-GO conclama a mais ampla unidade de ação para barrarmos os projetos nefastos, sejam no âmbito municipal estadual e ou federal”, reforça Oliveira. Ela conta ainda que trabalhadores e trabalhadoras da Saúde, Educação, além dos bancários e servidores públicos federais paralisaram suas atividades nesta quinta.

    “Distribuímos a cartilha sobre a Reforma da Previdência e o jornal Olho Crítico especial”, diz. Também “apoiamos integralmente a luta dos estudantes goianos por uma educação pública de qualidade e para todos e todas”.

    Portal CTB

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