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Rede Globo

  • "Será que vamos conseguir nos aposentar?", indaga Cissa Guimarães em entrevista sobre a previdência

    Não é todo dia que dá pra ligar no jornalismo da Globo e esperar conteúdo com algum grau de isenção, mas o Mais Você desta segunda-feira (23) conseguiu atingir esse objetivo ao falar da Reforma da Previdência. A apresentadora Cissa Guimarães abre o programa de variedades indagando o que todo brasileiro tem se indagado: "Será que vamos conseguir nos aposentar algum dia depois da reforma?"

    Ela convidou a advogada previdenciária Marta Gueller para tratar do tema. A discussão com Gueller pode ser assistida na íntegra pelo site da Globo. A introdução didática para o tema, com um resumo das mudanças que o governo Temer propõe para o setor, também está disponível.

    O quadro de 15 minutos se dispõe a sanar dúvidas do público sobre as mudanças nas regras da aposentadoria, incluindo o já clássico "Nós vamos conseguir aposentar ou morrer trabalhando?". O que existe no pano de fundo, porém, é um equilíbrio entre o jornalismo chapa-branca da Globo, que passivamente reproduz as justificativas do governo, e a tentativa da especialista de expor as falhas na lógica governista.

    Chega a ser desconfortável: enquanto o narrador da introdução declara que “sem a reforma, todo o orçamento da União será utilizado para pagar o salário dos servidores públicos e aposentados”, Gueller fala no “exagero” que a questão do déficit enfrenta.

    Há outras loucuras salpicadas pela intervenção da equipe do Mais Você. Em determinado momento, o narrador chega a mencionar que, com a proposta de Temer, “serão economizados 740 bilhões de reais em 10 anos” - algo que, sem palavras bonitas, significa menos R$ 740 bilhões em transferência de renda para os aposentados, uma das categorias mais ameaçadas pela miséria.

    Pouco depois, o mesmo repórter afirma que o orçamento da Previdência Social poderia superar o faturamento da União em apenas 7 anos. É um delírio sem paralelos, especialmente quando os números indicam que é justamente o governo que vem tirando dinheiro da Previdência através da DRU.

    A Globo quer te convencer que há déficit na Previdência, mas ele não existe 

    A presença de Gueller faz o contraponto à vassalagem da Globo ao introduzir a mínima sensatez. "A Previdência é um setor que sempre vai passar por reformas. O problema é a forma como isso está sendo realizado. Passa-se a ideia de que a Previdência Social não tem dinheiro, e isso tira a credibilidade da Previdência. Essa questão do furo, do rombo, é um pouco exagerada”, argumenta a advogada, falando sobre a narrativa do déficit. “As pessoas não têm que pensar na Previdência como um regime de capitalização, não é assim. Na verdade, é um regime de solidariedade, em que vários tributos do nosso sistema passam a compor o caixa social. Quem vai pagar essa conta são os trabalhadores, sempre”, explica.

    Gueller sabe do que fala. O orçamento da Previdência existe dentro da Seguridade Social, que integra aposentadorias, saúde pública e programas sociais em um só cálculo. Como explicou a professora de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Gentil, esse cálculo conjunto foi positivo em quase todos os anos recentes, chegando a R$76,2 bilhões de superávit em 2013.

    O que ocorre é que o Governo Federal retira dezenas de bilhões de reais dos cofres da Previdência para cobrir outras despesas, gerando o tal “rombo da Previdência”. Segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), quando são contabilizadas as contribuições obrigatórias do governo, essa falsa dívida desaparece.

    "É estranho ver uma proposta que parte do governo e que não muda um vírgula na Câmara dos Deputados. Vai ser mais esquisito ainda se também no Senado ninguém mudar nada", diz a especialista, preocupada. “Se a gente vai ter que fazer uma reforma, ok, mas queremos discutir, queremos participar, queremos tratamento igual”.

    Considerando o aceno gelado que Michel Temer fez para os representantes da sociedade civil nesta área, esta é uma via cada vez mais improvável.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, afirma dirigente da CTB

    Mais uma bola fora do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. Desta vez, ele tenta explicar o seu voto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre os direitos das trabalhadoras domésticas, em 2013.

    “Fui o único a votar contra e em dois turnos. Não houve erro de minha parte. Essa lei levou milhões de homens e mulheres a virarem diaristas. Muita gente teve que demitir porque não teria como pagar”, disse Bolsonaro no Jornal Nacional, da Rede Globo, no final de agosto.

    “Não tem como justificar o voto contra a PEC das Domésticas”, diz Lucileide Mafra Reis, vice-presidenta da CTB-PA e dirigente nacional da central. “Conquistamos a nossa lei com muito suor, muita entrega e aí vem uma pessoa que quer presidir o país falar uma coisa dessas, chega a ser um atentado à inteligência e ao bom senso”.

    Se com a lei é muito “difícil fazer os patrões cumprirem com suas obrigações, imagine sem lei nenhuma”, argumenta. “Querem retornar ao tempo em que as famílias contratavam meninas pobres com a promessa de tratá-las como se ‘fossem da família’, mas eram praticamente escravas, sem jornada definida, sem descanso e sem direitos”.

    Reforma trabalhista

    “Com o golpe de 2016 e mais ainda com a aprovação da reforma trabalhista, nós já sentimos retrocessos enormes por causa do alto índice de desemprego do país”, afirma Lucileide, que também é presidenta da Federação das Trabalhadoras Domésticas da Região Amazônica.

    De acordo com a sindicalista paraense, a situação já está degradante.  “Estamos retornando décadas, onde não tínhamos nenhum direito”. Ela explica ainda que até o controle da jornada de trabalho é complicado para as trabalhadoras domésticas.

    Além disso, acentua, “essa história de que a conquista dos nossos direitos causou desemprego é uma falácia para justificar o desrespeito às leis”. Para ela, “é preciso explicar para esse senhor que nós não somos escravas e trabalhamos duro, muitas vezes saímos de casa antes das 5h da manhã e só chegamos à noitinha”.

    A lei e a vida

    Por isso, a aprovação da lei foi muito festejada. “Com a lei conseguimos, inclusive, diminuir o número de meninas, sem idade para trabalhar, exploradas no serviço doméstico”, afirma. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o país com maior número de trabalhadoras domésticas, cerca de 7 milhões.

    A PEC 72 – PEC das Domésticas – foi aprovada em 2013 e regulamentada pela Lei Complementar 150/2015, que assegura registro em carteira de trabalho e os direitos trabalhistas de acordo com a legislação brasileira.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A Globo quer te convencer que há déficit na Previdência Social, mas ele não existe

    A Globo já foi mais discreta em seu jornalismo serviçal, apesar de ter na vassalagem uma das marcas da casa. Ao falar dos problemas financeiros da Previdência Social, porém, ela vem revelando o que há de pior na profissão - uma verdadeira aula de serventia aos interesses do poder.

    Quem pôde assistir o noticiário Bom Dia Brasil da manhã desta quarta-feira (3) se deparou com uma reportagem sobre o “buraco na Previdência que só aumenta”, com um bloco de cinco minutos dedicado ao tema. A matéria se constrói para afirmar que os brasileiros se aposentam “de forma precoce”, argumentando que os limites atuais de aposentadoria seriam insuficientes para mantê-la de forma sustentável.

    Os erros factuais são imensos. Primeiramente, ao falar do próprio “buraco da Previdência” como fosse real, a Globo fornece números assustadores do futuro brasileiro: R$ 85 bilhões de déficit da aposentadoria em 2015, R$ 145 bi em 2016, R$ 200 bi em 2017. É um desvio de informação grotesco, no mínimo, insinuar que o ritmo das aposentadorias aceleraria a ponto de aumentar em R$ 60 bi a cada ano, dentro de um orçamento de R$ 500 bi. 

    Aliás, não existe sequer um orçamento isolado para a Previdência que permita identificar o déficit apontado na reportagem, como explicou recentemente à CTB a professora de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Gentil. Conforme a Constituição Federal, o "orçamento da seguridade social" engloba a Previdência, a assistência social e a saúde pública em um único cofre, financiado por recursos comuns do governo, trabalhadores e empresários. As receitas são, portanto, usadas para custear não apenas as aposentadorias e pensões, mas também os programas de assistência social e de saúde.

    Aparentemente, o “professor especialista” que a Globo encontrou para validar a reportagem não sabia disso, porque não mencionou a estrutura orçamentária por um segundo. Ele fez um bom trabalho em aumentar o pânico, no entanto, ao profetizar “uma Previdência deficitária significa necessidade de aumentar tributos”, sem evidenciar que qualquer aumento de tributos seria resultado de uma jogada proposital do governo.

    Todo ano, o Governo Federal retira dezenas de bilhões de reais dos cofres da Previdência para cobrir outras áreas, criando o tão trombeteado déficit. Quando são contabilizadas as contribuições obrigatórias do governo, que por lei deveriam compor o sistema do financiamento da Previdência, o que existe é um superávit saudável na área. Dados recentes da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) apontam que a Seguridade Social, como um todo, tem saldo financeiro positivo todo ano, ao contrário do que é dito na reportagem. De acordo com o estudo, os superávits foram de R$76,2 bilhões, R$53,8 bilhões e R$23,9 bilhões entre 2013 e 2015.

    Isso não é mencionado em momento algum na reportagem do Bom Dia Brasil. Deixa-se os números positivos de fora, evidencia-se a projeção alarmista, mesmo que não tenha base factual.

    Outra coisa que não é mencionada é o aumento na produtividade por trabalhador pela qual atravessou a sociedade brasileira, em decorrência da tecnologia. A matéria enfatiza o aumento na expectativa de vida e a queda na taxa de natalidade dos últimos 50 anos, mas parece esquecer do surgimento da robótica e da informática. Não foi à toa que, durante nossa entrevista com a Denise Gentil, ela enfatizou: "Devemos investir em políticas de aumento da produtividade do trabalho, investindo em educação, ciência, tecnologia e estímulos à infraestrutura para proporcionar a arrecadação para o suporte aos idosos. Cada trabalhador se torna mais produtivo e produz o suficiente para elevar a renda e redistribuí-la entre ativos e inativos". Aumentaram as obrigações, sim, mas não puxamos o arado com bois nem andamos de carroça pelas ruas. Falar de um sem lembrar de outro é um exercício de ficção.

    A matéria da Globo, em essência, resume-se a repetir o slogan apocalíptico do “rombo da aposentadoria” de forma hipnótica, sem jamais explicar as reais questões em jogo. Não se menciona, por exemplo, que a proposta atual de Eliseu Padilha envolve estabelecer uma idade mínima de aposentadoria que seria superior à expectativa de vida de alguns estados brasileiros. Não se fala nos efeitos sociais nefastos que uma eventual desvinculação do salário mínimo levariam aos mais de 70% de idosos que se encontram na faixa mínima do benefício, que seriam arremessados na miséria novamente.

    Não menciona as inúmeras isenções fiscais concedidas aos super-ricos no Brasil, que poderiam contribuir com até R$ 200 bilhões em impostos sobre grandes fortunas e heranças. Não chega perto dos mais de R$ 500 bilhões de sonegação fiscal que enfraquecem o poder público a cada ano. Não apresenta os inúmeros municípios em que a Previdência movimenta mais dinheiro do que o próprio Fundo de Participação dos Municípios, e o impacto catastrófico que uma depreciação dessas teria sobre a economia no interior.

    Não menciona nada que, de alguma forma, não interesse ao governo interino de Michel Temer. Trata-se de propaganda em sua forma mais pura.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • A Globo quer te convencer que há déficit na Previdência, mas ele não existe

    A Globo já foi mais discreta em seu jornalismo serviçal, apesar de ter na vassalagem uma das marcas da casa. Ao falar dos problemas financeiros da Previdência Social, porém, ela vem revelando o que há de pior na profissão - uma verdadeira aula de serventia aos interesses do poder.

    Quem pôde assistir o noticiário Bom Dia Brasil da manhã desta quarta-feira (3) se deparou com uma reportagem sobre o “buraco na Previdência que só aumenta”, com um bloco de cinco minutos dedicado ao tema. A matéria se constrói para afirmar que os brasileiros se aposentam “de forma precoce”, argumentando que os limites atuais de aposentadoria seriam insuficientes para mantê-la de forma sustentável.

    Os erros factuais são imensos. Primeiramente, ao falar do próprio “buraco da Previdência” como fosse real, a Globo fornece números assustadores do futuro brasileiro: R$ 85 bilhões de déficit da aposentadoria em 2015, R$ 145 bi em 2016, R$ 200 bi em 2017. É um desvio de informação grotesco, no mínimo, insinuar que o ritmo das aposentadorias aceleraria a ponto de aumentar em R$ 60 bi a cada ano, dentro de um orçamento de R$ 500 bi. 

    Aliás, não existe sequer um orçamento isolado para a Previdência que permita identificar o déficit apontado na reportagem, como explicou recentemente à CTB a professora de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Gentil. Conforme a Constituição Federal, o "orçamento da seguridade social" engloba a Previdência, a assistência social e a saúde pública em um único cofre, financiado por recursos comuns do governo, trabalhadores e empresários. As receitas são, portanto, usadas para custear não apenas as aposentadorias e pensões, mas também os programas de assistência social e de saúde.

    Aparentemente, o “professor especialista” que a Globo encontrou para validar a reportagem não sabia disso, porque não mencionou a estrutura orçamentária por um segundo. Ele fez um bom trabalho em aumentar o pânico, no entanto, ao profetizar “uma Previdência deficitária significa necessidade de aumentar tributos”, sem evidenciar que qualquer aumento de tributos seria resultado de uma jogada proposital do governo.

    Todo ano, o Governo Federal retira dezenas de bilhões de reais dos cofres da Previdência para cobrir outras áreas, criando o tão trombeteado déficit. Quando são contabilizadas as contribuições obrigatórias do governo, que por lei deveriam compor o sistema do financiamento da Previdência, o que existe é um superávit saudável na área. Dados recentes da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) apontam que a Seguridade Social, como um todo, tem saldo financeiro positivo todo ano, ao contrário do que é dito na reportagem. De acordo com o estudo, os superávits foram de R$76,2 bilhões, R$53,8 bilhões e R$23,9 bilhões entre 2013 e 2015.

    Isso não é mencionado em momento algum na reportagem do Bom Dia Brasil. Deixa-se os números positivos de fora, evidencia-se a projeção alarmista, mesmo que não tenha base factual.

    Outra coisa que não é mencionada é o aumento na produtividade por trabalhador pela qual atravessou a sociedade brasileira, em decorrência da tecnologia. A matéria enfatiza o aumento na expectativa de vida e a queda na taxa de natalidade dos últimos 50 anos, mas parece esquecer do surgimento da robótica e da informática. Não foi à toa que, durante nossa entrevista com a Denise Gentil, ela enfatizou: "Devemos investir em políticas de aumento da produtividade do trabalho, investindo em educação, ciência, tecnologia e estímulos à infraestrutura para proporcionar a arrecadação para o suporte aos idosos. Cada trabalhador se torna mais produtivo e produz o suficiente para elevar a renda e redistribuí-la entre ativos e inativos". Aumentaram as obrigações, sim, mas não puxamos o arado com bois nem andamos de carroça pelas ruas. Falar de um sem lembrar de outro é um exercício de ficção.

    A matéria da Globo, em essência, resume-se a repetir o slogan apocalíptico do “rombo da aposentadoria” de forma hipnótica, sem jamais explicar as reais questões em jogo. Não se menciona, por exemplo, que a proposta atual de Eliseu Padilha envolve estabelecer uma idade mínima de aposentadoria que seria superior à expectativa de vida de alguns estados brasileiros. Não se fala nos efeitos sociais nefastos que uma eventual desvinculação do salário mínimo levariam aos mais de 70% de idosos que se encontram na faixa mínima do benefício, que seriam arremessados na miséria novamente.

    Não menciona as inúmeras isenções fiscais concedidas aos super-ricos no Brasil, que poderiam contribuir com até R$ 200 bilhões em impostos sobre grandes fortunas e heranças. Não chega perto dos mais de R$ 500 bilhões de sonegação fiscal que enfraquecem o poder público a cada ano. Não apresenta os inúmeros municípios em que a Previdência movimenta mais dinheiro do que o próprio Fundo de Participação dos Municípios, e o impacto catastrófico que uma depreciação dessas teria sobre a economia no interior.

    Não menciona nada que, de alguma forma, não interesse ao governo interino de Michel Temer. Trata-se de propaganda em sua forma mais pura.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • A Rede Globo e a cultura do ódio e da mentira

    Hoje em dia não resta nenhuma dúvida ao leitor atento que o Brasil está sendo vítima, desde 2013, de um ataque dirigido pelo capitalismo financeiro internacional na sua ânsia de saquear as riquezas nacionais e se apropriar do trabalho coletivo. Mas este ataque não tem as mesmas consequências em todos os lugares. Daí ser fundamental inquirir pela forma especificamente nacional que este ataque assume.

    No Brasil a instituição que incorpora à perfeição o espírito do capital financeiro é a Rede Globo. A mentira tem que ser dita não só como se verdade fosse, mas tem de dar a impressão de ser luta moral e emancipadora. Essa é a sofisticação demoníaca do capital financeiro que a Globo materializa e interpreta tão bem. O ponto essencial é a criminalização da política e das demandas populares com o propósito de legitimar a rapina da população.

    A criminalização da política como forma de possibilitar o governo diretamente pelo “mercado” e sua rapina, teve entre nós eficácia inaudita. Nossa elite já havia produzido, com base na construção de uma imprensa venal e na cooptação da inteligência nacional, como denuncio no meu livro A Elite do Atraso, toda uma interpretação preconceituosa do pais como uma raça de vira latas inconfiáveis e corruptos.

    O lugar institucional da roubalheira do vira-lata brasileiro seria, no entanto, apenas o Estado patrimonial tornado o mercado, raiz e fonte real de todo roubo, o lugar paradisíaco do trabalho honesto e do empreendedorismo. Todo o ataque da rede globo e da lava jato para criminalizar a política foi grandemente facilitado por este trabalho prévio de distorção da realidade, que literalmente invisibiliza os interesses dos donos do mercado aqui e lá fora.

    O outro ponto fundamental nesta estratégia é a suposta superação das demandas por igualdade pelas demandas por diversidade que o capital financeiro internacional defende desde os anos 90. Desse modo se cria não apenas uma divisão artificial nas demandas populares como confere um verniz emancipador ao capitalismo financeiro que, na realidade, passa a poder explorar indistintamente mulheres e homens, negros e brancos, gays e heterossexuais como se defendesse seus interesses. A apropriação da rede globo do assassinato de Marielle Franco mostra as consequências praticas desse engodo.

    Mas a Globo não parou por aí. Criminalizou a própria demanda por igualdade que é a maior causa da cultura do ódio que grassa impune no país. A narrativa da Rede Globo, logo depois assumida pela própria Lava Jato, de tratar o PT como “organização criminosa” e de apenas “fulanizar” a corrupção dos outros partidos, significou rebaixar a demanda por igualdade, que o PT representava, de seu caráter de fim para mero meio de assalto ao Estado.

    Sem a possibilidade de conferir racionalidade política à raiva justa que se sente pela injustiça social, parte do povo cai nas mãos da raiva e da violência em estado puro representada por Bolsonaro e pela onda de assassinatos políticos que grassa no país. Não ver a relação íntima entre a guerra cultural comandada pela rede globo e o clima de ódio e assassinato de lideranças que se alastra no país é cegueira.

    O conluio com a Lava Jato, levando ao Estado de exceção e da suspensão das garantias legais, reforça a sensação de impunidade para a violência e ódio generalizado. O resultado é uma histeria punitivista com moralidade de fachada que promete impunidade para o ódio aberto e assassino. Os ataques com conivência policial à caravana de Lula, o assassinato de líderes do MST no hospital ou a chacina de jovens da periferia são todos consequência da lógica cultural de um capitalismo do saque e da rapina do qual a globo é a expressão máxima entre nós. A série de José Padilha na Netflix, com padrão global de qualidade, é mais um capítulo dessa distorção monumental da realidade.

    O diretor, um boçal com virtuosidade técnica, imagina que compreende o mundo ao chamar de “mecanismo” aquilo que não conhece e nem consegue explicar. Como descaradamente refaz a história com intuito de falseá-la seu oportunismo é leviano e irresponsável.

    Como o conluio Globo e Lava Jato, antes tão dominante, perde credibilidade a cada dia e é percebido crescentemente como braço do neo-colonialismo americano, a escalada de violência explícita tem a marca do desespero e é ai que reside o perigo para toda a sociedade. A batalha no STF adquire importância a partir disso.

    A Globo, como o ministro Gilmar Mendes denunciou, tem também, não só a Lava Jato nas mãos, mas a sua própria bancada no STF, punitivista e moralista de fachada como ela. Ainda que os interesses em jogo nesse embate não sejam de todo transparentes, vale a fórmula fundamental de Brizola: na dúvida sobre qualquer tema, escolha o lado contrário da rede globo.

    Jessé Souza é sociólogo e professor universitário. Foto: Hugo Harada

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • A virada avança e mais artistas declaram voto em Haddad; confira

    A cantora Maria Bethânia postou em seu Instagram foto segurando uma camiseta com inscrição "Haddad e Manu 13" juntamente com a cantora e compositora Mart’nália. Este sábado (27), véspera da eleição mais importante dos últimos, anos traz surpesas boas.

    A jornalista Monalisa Perrone, apresentadora do Hora um, da Rede Globo também declarou seu voto. "Tenho visto muita coisa e ficado calada, sem me posicionar politicamente, mas, não há outra saída. Não vou apoiar a volta do militarismo. Pela democracia, irei em Fernando Haddad e Manuela D'Ávila", disse.

    Alceu Valença também declarou voto em Fernando Haddad. "Em nome da democracia, da ecologia, da diversidade, da solidareidade, do humanismo, voito em Haddad", disse.

    Inclusive, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo pediu voto em Haddad. Ela afirmou que "na véspera do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, todo o meu apoio ao meu amigo Fernando Haddad. Conheci Fernando quando era prefeito de São Paulo. Ele é um homem de valor, um defensor da democracia, competente e corajoso".

    Veja o voto de Alceu Valença 

    Já Luciana Barcellos, chefe de redação do Jornal da Record, pediu demissão na semana passada e afirmou que "o Haddad não foi o meu candidato no primeiro turno. Mas agora o que está em jogo aqui é maior do que nossas primeiras escolhas. É a democracia, é o que queremos para nossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, para todos os nossos afetos. É o que queremos de bom também para quem a gente nem conhece pessoalmente” e declarou seu voto em Haddad.

    Quem diria, mas até o anti-petista radical Marcelo Tas via votar em Haddad. A virada de votos avança. “O meu voto vai contra a posição de um candidato em relação à Amazônia, às minorias”, disse Tas. “Não me identifico com armas para resolver os problemas”, por isso, Tas diz votar contra o “candidato que tem péssimas idéias para o Brasil” e declara voto em Fernando Haddad, mesmo com críticas ao PT.

    Assista Marcelo Tas 

    Posição parecida tem o vocalista do grupo Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, também anti-petista conhecido, declarou voto em Haddad. “Voto a favor da tolerância, do diálogo e principalmente da democracia”, afirmou.

    Acompanhe Dinho Ouro Preto 

    O cartunista e escritor Ziraldo, de 86 anos, que há pouco deixou o hospital, fez questão de gravar vídeo pedindo para salvar o Brasil e votar em Haddad, pela democracia. Mônica Iozzi, que não queria se posicionar, fez um vídeo muito emocionada por causa do espancamento de um amigo por seguidor de Bolsonaro, motivado por LGBTfobia.

    Emocionada Mônica Iozzi denuncia espancamento de amigo e pede consciência no voto deste domingo 

    As pessoas que têm real preocupação com o Brasil e com os direitos humanos e com a liberdade estão se posicionando claramente. Caso de Paulinho da Viola. “Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos” e declara voto em Haddad.

    paulinho da viola

    Chico Buarque fez um pronunciamento emocionado no Ato da Virada, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, na terça-feira (23). Ele pergunta onde essa violência vai parar e afirma que nós “não queremos mais mentiras, queremos paz, queremos alegria, queremos Fernando e Manuela”.

    Chico Buarque acredita que as pessoas das periferias neste segundo turno e votarão a favor de si mesmas, contra o retrocesso e a violência

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Apresentadoras da Globo saem do ar após bate-boca com Bolsonaro no Twitter

    As apresentadoras da GloboNews Leilane Neubarth e Mônica Waldvogel ficaram fora do ar durante cinco dias depois de críticas e bate-boca com Jair Bolsonaro nas redes sociais. Os episódios aconteceram há um mês, quando o presidente publicou no Twitter um vídeo obsceno gravado em um bloco no Carnaval de rua de São Paulo.

    A atitude das jornalistas contraria os Princípios Editoriais do Grupo Globo, que, desde meados do ano passado, proíbem os profissionais de se manifestarem politicamente nas redes sociais, para não comprometer o princípio da neutralidade.

    Em 6 de março, Leilane publicou: "Estou desde ontem tentando entender o que leva um Presidente da República a postar uma cena escatológica como esta". E marcou Bolsonaro. O tuíte gerou 6.100 comentários.

     

    Num outro post, a apresentadora, que entrou na Globo em 1979, foi ainda mais enfática. Disse que, em seus 60 anos de vida, nunca tinha visto tanta "escatologia". Confira:

    No mesmo dia, uma quarta-feira, o edição das 18h da GloboNews, telejornal do qual Leilane é a titular, passou a ser apresentado pela substituta Leila Sterenberg. Leilane só voltou na segunda, 11, cinco dias depois.

    Já Mônica Waldvogel questionou se a postagem do vídeo carnavalesco era mesmo de Bolsonaro. Em seguida, rebateu um comentário de uma seguidora, dizendo que faltava "decoro" ao presidente. O ex-capitão logo respondeu: "E pra vocês. Falta o quê"?.

     

    Como o Entre Aspas, programa de entrevistas do qual Mônica é a titular, é exibido nas noites de terça, sua falta não foi sentida no ar, mas nesse período de cinco dias, ela também não apareceu no Em Pauta, do qual faz parte do elenco rotativo.

     

    Sem comentários

    O "sumiço" das jornalistas gerou comentários nas Redações da Globo de que elas teriam sido suspensas. A Globo nega. Afirma que elas estiveram fora do ar naqueles dias por motivos particulares ou para descansar, já que era Carnaval.

    O fato é que, pelas regras internas da emissora, descritas no documento chamado Princípios Editoriais do Grupo Globo, jornalistas, figuras públicas ou não, são proibidos de fazer comentários políticos ou declarar posições ideológicas, mesmo em redes privadas, como o WhatsApp.

    Em abril do ano passado, o diretor-geral de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, enviou um e-mail a todos os subordinados em que voltava a alertar sobre o uso de redes sociais. O executivo advertiu que os profissionais do departamento não devem expressar publicamente preferências políticas e partidárias porque isso causa “dano” à emissora.

    O e-mail foi disparado horas depois de vazar nas redes sociais um conjunto de áudios em que o jornalista Chico Pinheiro, apresentador do Bom Dia Brasil, fazia uma apaixonada defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há um ano.

    Dois meses depois, a Globo lançou uma nova edição dos seus Princípios Editoriais, documento que normatiza a conduta ética dos jornalistas da emissora. Regras sobre o comportamento dos profissionais em redes sociais foram incluídas. Desde então, estão expressamente proibidas, por exemplo, manifestações de preferência por clubes de futebol e curtidas de posts políticos.

     

    Com informações de noticiasdatv.uol.com.br

  • Atrizes globais protestam em estúdio da Globo e pelas redes sociais contra o assédio sexual

    Trabalhadoras da Rede Globo realizaram protesto na manhã desta terça-feira (4) contra o assédio sexual no ambiente de trabalho. O protesto ocorreu por causa do caso da figurinista Su (Susllem) Tonani que acusa o ator José Mayer, de assediá-la sexualmente na emissora da família Marinho.

    Entre as atrizes, diretoras, apresentadoras e demais funcionárias que participaram do ato ou se manifestaram pelas redes sociais estão, Astrid Fontenelle, Gloria e Cleo Pires, Dira Paes, Drica Moraes, Leandra Leal, Taís Araújo,  Alice Wegmann, Tainá Müller.

    Desta vez a sororidade (conceito de unidade de ação entre as mulheres na defesa da igualdade entre os gêneros) falou alto. Elas postaram as frases “Mexeu com uma mexeu com todas” e “Chega de assédio”.

    Para a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco, o protesto foi muito importante. “A atitude das trabalhadoras da Globo dá força para que essa denúncia não caia no esquecimento, como tem acontecido. Não vamos esmorecer e exigir o esclarecimento de tudo e punição ao agressor".

    De acordo com ela, “esse abuso ainda é muito recorrente no mundo do trabalho, por causa da cultura machista que acaba achando normal esse tipo de atitude. Mas as mulheres têm denunciado cada vez mais, porque é necessário enfrentar toda forma de violência”.

    A acusação de Su Tonani viralizou na internet. Na sexta-feira (31), a figurinista publicou a acusação no blog Agora É Que São Elas, do jornal Folha de S.Paulo, denunciando Mayer de assediá-la por oito meses.

    Ela destrincha tudo o que passou e conta que as pessoas achavam um comportamento normal. “Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime” (leia a íntegra aqui).

    Após os protestos das trabalhadoras, a Globo anunciou a suspensão do ator por tempo indeterminado e pede descuplas à funcionária. Mayer, por sua vez, emitiu nota à imprensa com pedido de desculpas por sua atitude.

    "Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas”, diz ele.

    “Apesar de todos os avanços nas políticas de empoderamento das mulheres, o Brasil ainda é um dos campeões em práticas abusivas, porque os meios de comunicação fazem muito pouco para apoiar o combate à violência contra a mulher. Por isso, precisamos nos unir e enfrentarmos juntas o pensamento patriarcal de que as mulheres são meros objetos para a lascívia dos homens”, conclui Branco.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Bem amigos…o jogo da Seleção não vai passar na Globo!

    Vai ser o primeiro Brasil X Argentina que não será transmitido pela Rede Globo. TV Brasil e Facebook exibirão os dois amistosos da seleção que acontecerão nos dias 9 e 13 de junho, na Austrália.

    O casamento entre a emissora de televisão e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – que resultou num dos maiores monopólios midiático-esportivo do mundo – esteve inabalável por 4 décadas. Agora, a política, as novas tecnologias, e a busca por mais lucratividade são fatores que estremecem a relação entre ambas e podem abrir um novo capítulo na discussão sobre direito de transmissão de eventos esportivos no Brasil.

    O poder econômico da Rede Globo nunca abriu brechas para que outras emissoras de televisão pleiteassem a compra dos direitos de transmissão de campeonatos de futebol. A Globo, para não perder a sua força, comprava tudo – o que ia transmitir e o que não ia transmitir. Ou seja, eliminava qualquer possibilidade de concorrência e criava uma situação na qual a sociedade ficava completamente refém da emissora. A Globo impunha o jogo de futebol que a sociedade iria assistir na televisão. Isso teve impactos culturais, como o fato de ser o Flamengo o time de maior torcida nacional.

    Já em 2016 o monopólio da Globo nas transmissões de partidas de futebol começou a ruir com a entrada em campo do Esporte Interativo, que começou a fechar os direitos para transmitir jogos de campeonatos brasileiros da séria A, B e C a partir de 2019. Mas até então isso não resvalava na Seleção.

    O primeiro atrito entre CBF e Globo aconteceu no início de 2017, no amistoso entre Brasil e Colômbia para homenagear as vítimas da Chapecoense. A Globo não quis comprar o direito de transmissão do jogo pela bagatela de 2 milhões de reais. A CBF não gostou da “rebeldia” da parceira e decidiu abrir o sinal da partida.

    Depois disso, a Globo aguardava o leilão (bid) que a CBF faz para vender o “pacote” de jogos amistosos da seleção. Mas eis que a Confederação decidiu comercializar as partidas da Austrália de forma avulsa.

    Novos jogadores mudam as regras do jogo

    A blindagem da Globo para impedir que novos modelos de negócio envolvendo a transmissão de jogos chegassem no Brasil foi furada. Em outros países, a compra dos direitos e a divisão das cotas já envolve de forma mais direta os canais de TV por assinatura e, mais recentemente, serviços da internet entram na arena: Facebook, Twitter e YouTube.

    De um lado, clubes e confederações buscam diversificar a oferta e obter mais lucro com a comercialização das partidas. A CBF, inclusive, começa a investir mais na geração direta das imagens. Assim, pretendem arrecadar mais dinheiro com patrocínio e a venda do sinal para as emissoras que adquirirem o direito de transmissão.

    Para a Globo, se este modelo se consolidar será um desastre. Além de perder a hegemonia mantida até hoje, a emissora vai perder milhões de reais com a venda de publicidade de forma exclusiva para veiculação nos intervalos e durante os jogos.

    Tanto é que a direção da emissora já começa a fazer mudanças na equipe para tentar impedir que a Globo fique em desvantagem: deve entrar com tudo para garantir a compra dos próximos amistosos e das Eliminátórias no lote a ser colocado à venda pela CBF para o período de 2018 a 2022.

    Facebook está de olho nos cifrões do futebol

    A transmissão de jogos pela internet já começa a crescer. As parcerias que o Facebook tem firmado envolvem inclusive negociações com as emissoras detentoras dos direitos de transmissão.

    Mas há negociação feita diretamente com clubes e ligas. Em março, o Facebook fechou um acordo com a MLS, principal liga de futebol americano, para a transmissão de 22 jogos. Twitter também já tem parcerias com a NBA (basquete) e a NFL (futebol americano).

    A transmissão de eventos esportivos é um filão bilionário e é claro que Mark Zuckerberg está de olho nisso. Nós também temos que ficar de olho, porque a sociedade tem que aproveitar o novo ambiente digital como uma oportunidade para enfrentar o monopólio das transmissões.

    Não podemos deixar que apenas se troque um monopólio por outro.

    Renata Mielli é jornalista, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e colunista da Mídia Ninja às quintas-feiras. Foto: Mídia Ninja.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Big Brother Brasil expõe o papel da mídia comercial na exploração da sexualidade da mulher

    As nuvens andam carregadas na sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Poucos dias atrás, o ator José Mayer foi acusado de assédio sexual pela figurinista Su Tonani.

    Na madrugada do domingo (9), com transmissão ao vivo para TV a cabo, Marcos Harter agrediu a sua namorada, no Big Brother Brasil, Emilly Araújo.

    A reação foi imediata. Internautas exigiram providências. A delegada Viviane da Costa, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), no Rio de Janeiro, visitou a casa e concluiu que houve a agressão. Inclusive Harter foi chamado a prestar esclarecimentos.

    Após a intensa mobilização da sociedade a Globo expulsou Harter do reality show. Mas “esse tipo de acontecimento faz parte do programa”, diz Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

    Para ela, “deveríamos estar questionando a existência desse tipo de programa na televisão. Porque o confinamento transmitido ao vivo estimula a exploração dos extremos. É dessa forma que batalham por audiência e as pessoas são expostas a todo tipo de situação degradante”.

    Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que de uma forma geral, a mídia insufla a violência de gênero ao colocar a mulher na maioria das vezes em papeis subalternos.

    “A mídia vulgariza a violência como se fosse natural o homem ser violento e pior ainda como se a mulher gostasse de apanhar”, diz. “O corpo feminino é apresentado como se fosse mercadoria e a sexualidade da mulher só existe para dar prazer ao homem”.

    Nesta quarta-feira (12), Harter escreveu em sua rede social que “o programa tem um formato destinado a levar o nosso emocional ao limite, e, consequentemente, os nervos à flor da pele". Ele repetiu outros algozes e pediu desculpas.

    Já Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, disse à CartaCapital que “a transmissão dessas cenas é um estímulo a essas atitudes, que são vistas como atitudes do homem. A mulher não obedece e o homem vai perdendo o controle e o limite”.

    “O que ocorre”, realça Pereira, “é uma verdadeira banalização do sexo como se a violência fizesse parte da vida e assim devesse ser”. De acordo com ela, “o patriarcado se sente ameaçado pelo feminino e por isso ataca, inclusive, a comunidade LGBT”.

    Já Mielli defende a necessidade de regulação da mídia para exigir “maior responsabilidade dos meios de comunicação, exercendo controle social sobre a produção de programas, que devem visar o bem-estar de todas e todos e promover o tratamento respeitoso das pessoas”.

    O escritor Marcelo Rubens Paiva em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo se espanta com “o quanto este tipo de programa mobiliza, e a noção do real é deturpada”.

    E assim caminha a emissora da família mais golpista do Brasil, os Marinho. Cada vez com mais baixarias para recuperar a audiência a qualquer preço.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Blog do Rovai traz texto que coloca a Globo no escândalo do Panamá Papers

    O blogueiro Renato Rovai conta que um amigo lhe enviou a tradução do texto do jornal holandês Trouw, que pode ser lido no original neste link. De acordo com Rovai "quem traduziu não é profissional, mas alguém que lê em holandês"e envolve a organização Globo no escândalo conhecido como Panamá Pappers.

    O escândalo se refere a 11 milhões de documentos do escritório de advocacia Mossak Fonseca, do Panamá. Os documentos mostram como a Mossak ajudou clientes a evitar sanções e o pagamento de impostos e a lavar dinheiro. Tem gente envolvida em diversos países, entre els o Brasil com empresários e políticos.

    De acordo com o tradutor, o jornal holandês afirma que "(Frank) Sonsma investigou todos os contratos, que ainda foram fechados com a TMF, e descobriu irregularidades. Pela T&TSM passam anualmente mais de 16 milhões de dólares, mas essa circulação monetária não está completamente esclarecida aos olhos dele. A T&TSM consegue os direitos de transmissão de uma empresa homônima, localizada nas Ilhas Cayman, e licencia os direitos no âmbito brasileiro à TV Globo. Ao passarem os anos, os custos para a Globo aumentaram, segundo o MF, devido a “mudanças macroeconômicas na região”. Em maio de 2015, a justiça norte-americana descreveu como os valores dos contratos dos direitos de transmissão precisavam ser aumentados nesses anos, para satisfazer a fome cada vez maior de dinheiro dos membros da FIFA.

    Assim, as quantias que a Globo depositou numa conta do ING (nota: ING é um banco holandês) pertencente à T&TSM formam a única fonte de renda dessa sociedade. Seria lógico que a T&TSM repassasse os royalties recebidos da Globo à sua homônima nas Ilhas Cayman, que é a proprietária aparente dos direitos. Mas isso não acontece".

    jornal holandes

    Leia a tradução na íntegra abaixo:

    A bolada rola via Holanda

    O Nederlandsche Bank apura possíveis lavagens de dinheiro no futebol. De fato, circulam formidáveis quantias, via “empresas fantasma” holandesas. Assim, milhões terminam nas mãos de gente que está sendo acusada no escândalo de corrupção da FIFA

    “São contratos absolutamente mal feitos”, diz Frank van den Wall Bake. O renomado empresário de marketing esportivo, regularmente envolvido nas relações e acordos dos contratos com empresas desse meio, não faz rodeios. Os contratos entregues a ele pelo Trouw e por Het Financiële Dagblad formam a base pela qual o dinheiro é obtido, através de uma empresa “fantasma” holandesa, para algumas empresas de marketing esportivo na América do Sul, que usarão as quantias na compra de direitos para torneios de futebol. Mas, como base, esses contratos são suspeitos, segundo Van den Wall Bake.

    Algumas folhas de papel

    Chama a atenção de Van den Wall Bake que os contratos sejam tão curtos, no máximo de algumas folhas. “Quando você relaciona esses contratos às quantias das quais eles falam, que circulam na região de alguns milhões, você já espera contratos que vão de 30 a 40 páginas”. Também o surpreende o fato das descrições serem tão vagas: “Nesse tipo de contrato, a exclusividade [dos direitos] é uma das cláusulas mais importantes. Você quer ter a certeza de que você é o único detentor dos direitos. Mas nesses contratos faltam cláusulas assim”.

    Os contratos são para partidas da Copa Libertadores, o equivalente da América do Sul à Champions League. A competição é organizada pela confederação sul-americana de futebol (CONMEBOL). Esta dá a diferentes emissoras de tevê da região permissão para a transmissão das partidas, mediante pagamento.

    Acusações de corrupção

    Em meados do ano passado – em maio, para ser mais preciso -, revelou-se que nem sempre esse processo foi tão organizado. Pelo menos, é o que pensa a justiça norte-americana. Numa acusação de exatas 164 páginas contra diretores da FIFA, a entidade que controla o futebol mundial, a justiça diz ter indícios de que dinheiro de empresas de marketing esportivo foi usado para pagar propinas aos diretores da CONMEBOL – diretores que também ocupavam cargos na FIFA.

    Entre eles está o uruguaio Eugênio Figueredo, que presidiu a CONMEBOL até 2014 e era vice-presidente da FIFA. Ele foi preso na Suíça, e extraditado para o Uruguai em 2015. Segundo as acusações, Figueredo recebeu propinas de, entre outros, José Margulies, um empresário brasileiro de marketing esportivo. De acordo com o indiciamento, José é o homem por trás de duas empresas, a Somerton e a Valente, que teriam servido como intermediárias do dinheiro sujo.

    E é precisamente esta a razão por que os contratos observados por Van den Wall Bake são tão interessantes: são documentos que representam a circulação de dinheiro entre a Valente e uma empresa fantasma holandesa, a Torneos & Traffic Sports Marketing bv (T&TSM), pela qual os direitos foram adquiridos. O especialista vê ainda mais irregularidades. A T&TSM pagava anualmente 800 mil dólares à Spoart, outra empresa de Margulies, para a comercialização dos direitos de transmissão. Segundo Van den Wall Bake: “Esta quantia é ridícula. Eu diria que é menos da metade. Diria que é um quarto”.

    Além disso, está no contrato entre a T&TSM e a Valente que esta última será contratada para aconselhar sobre transmissões e sobre o trajeto dos times até os estádios. “Bem, como você traz uma delegação para um estádio? Parece-me que é de ônibus, com batedores à frente ou atrás. E a combinação sobre os direitos de transmissão também não faz sentido. [Esse contrato] fala de duas competências muito diferentes”. Disso, ele conclui: “São contratos absolutamente mal feitos”.

    Documentos vazados

    Acima de tudo, surpreende que as empresas sejam desconhecidas de Van den Wall Bake. Não só a Somerton ou a Valente, mas também as duas outras mencionadas no contrato: a Spoart e a Arco Business. “Quando você fala sobre a venda ou a intermediação de direitos de transmissão para um torneio importante como a Copa Libertadores, você pensa em grandes conglomerados de marketing esportivo, como a IMG ou a Lagardère. São grandes ‘players’ no mercado, não essas empresas pequenas”.

    Van den Wall Bake não está sozinho nessa constatação, conclui a interpretação que o Trouw e Het Financiële Dagblad puderam fazer com base nos documentos vazados da Mossack Fonseca (MF). Essa empresa de conselhos jurídicos do Panamá direciona-se a clientes de todo tipo de empresa, notoriamente em paraísos fiscais. Na Holanda, ela trabalhou por muitos anos junto de Frank Sonsma, da Mossack Fonseca Netherlands, uma representante das empresas-fantasma. Sonsma assumiu o controle da T&TSM no final de 2013, junto a outra representante holandesa, a TMF. E ele o fez por meio de irregularidades.

    Para começar, Sonsma não é definitivo por si só, porque a T&TSM precisa de outra representante. Ao perguntar ao escritório central [da Mossack Fonseca] no Panamá, Sonsma recebeu como resposta que as relações entre a empresa de marketing esportivo e a representante não é mais das melhores. Segundo a T&TSM, a prestação de serviços durou pouco, e a TMF era cara demais. E para responder a perguntas posteriores, Sonsma poderia ligar a um advogado da TMF.

    E em 25 de outubro de 2013, Sonsma conseguiu do representante jurídico da TMF, Frits Verhaert, as verdadeiras razões da quebra de contrato: a despeito de diversas apurações, não havia acabado a validade de todos os documentos que a T&TSM precisava dar à representante holandesa, no âmbito da lei do país. Portanto, a TMF havia rompido o contrato com a T&TSM, não o inverso. Perguntada pela Trouw e pelo FD sobre a sua versão da história, a TMF disse que nunca entra em relações específicas com clientes. Daí, também não se sabe se a TMF comunicou que a T&TSM estava irregular ao órgão supervisor, o Nederlandsche Bank.

    Perguntas críticas

    Sonsma advertiu o escritório central no Panamá que este precisaria ser prudente na apuração sobre a T&TSM: “Nós não podemos criar uma situação na qual aceitamos um cliente que não cumpriu todas as suas obrigações, e do qual não temos todos os documentos. Não podemos deixar que o Nederlandsche Bank venha verificar nossos dossiês, para controlar nossa licença, e nem tudo esteja em ordem”.

    Sonsma investigou todos os contratos, que ainda foram fechados com a TMF, e descobriu irregularidades. Pela T&TSM passam anualmente mais de 16 milhões de dólares, mas essa circulação monetária não está completamente esclarecida aos olhos dele. A T&TSM consegue os direitos de transmissão de uma empresa homônima, localizada nas Ilhas Cayman, e licencia os direitos no âmbito brasileiro à TV Globo. Ao passarem os anos, os custos para a Globo aumentaram, segundo o MF, devido a “mudanças macroeconômicas na região”. Em maio de 2015, a justiça norte-americana descreveu como os valores dos contratos dos direitos de transmissão precisavam ser aumentados nesses anos, para satisfazer a fome cada vez maior de dinheiro dos membros da FIFA.

    Assim, as quantias que a Globo depositou numa conta do ING (nota: ING é um banco holandês) pertencente à T&TSM formam a única fonte de renda dessa sociedade. Seria lógico que a T&TSM repassasse os royalties recebidos da Globo à sua homônima nas Ilhas Cayman, que é a proprietária aparente dos direitos. Mas isso não acontece.

    Balanço anual

    A partir de 2011, a T&TSM fez pagamentos anuais a uma empresa panamenha, de nome Valente Corp. e à Arco Business, uma sociedade nas Ilhas Virgens Britânicas. Desde 2013, também se seguiram pagamentos anuais à empresa brasileira de marketing esportivo, a Spoart. Sonsma não conhecia essas empresas, e nada indicava que os proprietários dessas empresas tivessem algo a ver com o assunto dos direitos de transmissão ou com televisão. Sonsma se surpreendeu. O escritório central do Panamá pode esclarecer como isso é possível? Sonsma manda perguntas também à Arco. Em 2013, mostrou-se que os pagamentos atingiram somas de até 12,5 milhões de dólares por ano.

    Mas qual é o objetivo da Arco Business? Como proprietário dela, consta um homem que é contador. Sonsma escreve e aposta que esse contador opera como um tesoureiro, que recebe quantias e paga a entidades responsáveis pela organização de jogos de futebol. Para ter certeza disso, ele quer verificar o balanço anual da Arco. O MF pode mandar isso? Parece um problema: a Arco está sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, e lá as empresas não precisam publicar balanços anuais.

    Assim se passam algumas semanas. E Sonsma faz indagações mais agudas. Algumas recebem resposta, outras não. No começo de fevereiro de 2014, finalmente Sonsma chega às respostas que procurava, já que cartas de referência de emissoras de tevê do Brasil e da Colômbia indicam que elas realmente fizeram uso dos serviços da Valente e da Spoart. Com isso, a papelada de Sonsma parece ganhar alguma ordem. Realmente, há alguns jogos cujos direitos de transmissão foram vendidos pela T&TSM, e que realmente foram exibidos pela tevê. Portanto, a Spoart e a Valente têm algo a ver.

    Sonsma é nomeado diretor, e deste modo a T&TSM pode seguir com os pagamentos à Valente e à Spoart. Mas ele não quer mais realizar os pagamentos à Arco Business, porque não consegue fazer a ligação dessa empresa com eventos esportivos. Assim, ele entrega à Valente os 12,5 milhões de dólares destinados à Arco.

    Geldrop

    Mas em questão de um ano e meio após Sonsma tornar-se diretor da T&TSM, a situação muda de novo. Maarten van Genuchten, tradutor da cidade de Geldrop (na província de Brabante), passa à direção em 1º de outubro de 2014. Sonsma segue na administração. A esposa de Van Genuchten, a recepcionista de hotel ítalo-argentina Marina Kantarovsky, já é proprietária da empresa-mãe da T&TSM, localizada no Chipre.

    Por que Van Genuchten e Kantarovsky se inscreveram? Kantarovsky era a real proprietária ou era testa-de-ferro de alguém? A despeito dessas perguntas, a dupla não responde a indagações. No registro da Câmara de Negócios, aparece que Van Genuchten nem está mais relacionado à empresa: desde 30 de outubro de 2015 a T&TSM está sem diretor.

    E ainda há muito a apurar pelo Nederlandsche Bank, se ele quer responder à pergunta sobre quem deveria ter advertido que os contratos e a circulação de dinheiro eram possivelmente duvidosas. O certo é que muitos envolvidos se afastaram da T&TSM após os indiciamentos da justiça americana. Sonsma afirma: “Quando ficou claro que as transações da T&TSM tinham algo a ver com gente que foi indiciada no escândalo da FIFA, colocamos em discussão a nossa relação com os detentores finais dos direitos. Enquanto isso, a relação está completamente interrompida”. Até quando as contas desta entidade no ING seguiram regulares, não se sabe. O banco não respondeu às perguntas do Trouw e do FD.

    Fonte: Blog do Rovai

  • Cláudia Abreu detona o fascismo no programa "Altas Horas", da Rede Globo; assista

    A atriz Cláudia Abreu esteve no programa "Altas Horas", da Rede Globo, para falar sobre a peça de teatro em que atua "Pi: Panorâmica Insana", dirigida por Bia Lessa, com dramaturgia de Júlia Spadaccini, Jô Bilac e André Sant'anna, que estreou em  São Paulo neste fim de semana.

    Veja o que falou a atriz Cláudia Abreu sobre a conjuntura

    Ao responder uma pergunta do apresentador Serginho Groisman, a atriz ligou o texto da peça com a realidade contemporânea e falou do ressurgimento do fascismo em pleno século 21. Aí ela mencionou as eleições deste ano no país e disse que é necessário "prestar muita atenção, porque já teve coisa muito séria no Brasil como falta de liberdade, abuso de poder", em referência à ditadura de 1964 a 1985. 

    Por isso, complementa Abreu, é preciso "prestar bem atenção na hora de votar" para não voltar a falta de liberdade, e a predominância da violência e do ódio. Anular, votar em branco ou se abster pode favorecer candidatos sem compromisso com a dignidade humana, com os direitos iguais e menos ainda com a justiça e com o país. Por isso, a atriz chama a atenção para pensar bem na hora de votar. "Isso é coisa séria", diz.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Com Marcelo Adnet o grito de "Fora Temer" invade a Rede Globo. Assista!

    Em quadro do seu programa AdNight, da golpista Rede Globo, o humorista Marcelo Adnet grita "Fora Temer" a plenos pulmões na noite de quinta-feira (15) e diz que essa parte do programa "vai ser editada". Seu parceiro de quadro Alexandre Nero não se aguenta e ri. Além de gritar a palavra de ordem mais utilizada em todo o país, ele a escreveu em uma lousa.

     Assista Adnet 

    Já a cantora Martin'ália entoou com sua plateia em Cuiabá, Mato Grosso, o mesmo "Fora Temer", que toma conta do Oiapoque ao Chuí, num unísssono, na quarta-feira (14).

     Acompanhe a sambista carioca, Mart'nália

    Em vez de "Aleluia, Aleluia", da música Messiah, clássico do compositor alemão Georg Friedrich Händel, um grupo de músicos e cantores substituiu o refrão por "Fora Temer", na avenida Paulista, no domingo (11), como mostram a Mídia Ninja.

    Nova versão do clássico Messiah, de Händel

    No mesmo ato, em São Paulo, o grupo O Teatro Mágico se apresentou no Show pela Democracia e, além do "Fora Temer" disse que todas as cores devem ser respeitadas e nenhuma discriminada, em menção ao vermelho - odiada por reacionários trogloditas - "a cor dos movimentos sociais".

     Veja O Teatro Mágico

    Portal CTB

     

     

     

     

  • CTB-MA convoca sociedade para a Vigília pela Democracia no centro de São Luís

    A Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo estão coordenando a realização da Vigília pela Democracia, em São Luís, neste domingo (17).

    No evento que promete ser uma resposta dos trabalhadores, trabalhadoras, militantes do movimento social, juventude e sociedade em geral à tentativa de golpe formulado por setores elitistas (Veja, Istoé, Rede Globo e Fiesp, etc.), está previsto para iniciar às 8 horas da manhã, na Praça Nauro Machado, coração do Centro Histórico da capital maranhense. O ato se estenderá por todo o dia.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA), parceira na organização e mobilização do evento, informou que a expectativa é de que, inicialmente, no período matutino, a vigília reúna mais de 20 mil pessoas. "A parcela da sociedade progressista e que acredita na democracia como motor do desenvolvimento social estará presente na Vigília deste domingo. Estamos certos que a votação do impeachment será a favor do Brasil e pela manutenção da ordem democrática", ressaltou Joel Nascimento, presidente da CTB-MA.

    CTB, UNE, Ubes, UBM, Marcha Mundial das Mulheres, União por Moradia Popular, MST, UJS, CUT, CSB, UGT, Nova Central, FETAEMA, PT, PCdoB, são algumas da entidades que já convocaram suas bases militantes e a sociedade em geral para a mobilização.

    Está prevista a apresentação de atores, artistas e cantores regionais, shows, apresentações populares com arte e cultura, entre outros. Um telão vai transmitir a votação diretamente do Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    Fonte: CTB-MA

  • Dallagnol se dá mal ao comemorar 100 mil seguidores no Twitter. Confira!

    O promotor do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol anda em baixa. Foi ele que em setembro do ano passado fez aquela explanação utilizando o recurso PowerPoint para incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (leia mais aqui).

    laldert

    Ficou célebre a frase dita por ele no sentido de não ter provas, mas ter convicção para condenar Lula. Também em 2016, em entrevista ao apresentador Jô Soares, na Rede Globo, Dallagnol perguntou para a plateia: “quem acha que a Lava Jato vai mudar o país e quem acha que não”. Veja o resultado no vídeo abaixo: 

    Nesta sexta-feira (9), foi a vez de o procurador do PowerPoint se dar mal em seu Twitter. Ao comemorar ter atingido 100 mil seguidores, ele recebeu uma enxovalhada de críticas ácidas à sua atuação no MPF. Além de sua constante busca de holofotes.

    Confira abaixo:

    dallagnol twitter picareta

    dallagnol twitter safado

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Documentário pretende contar como a Rede Globo fabrica golpes e atrasa o país; colabore com o filme

    Os jornalistas brasileiros Victor Fraga e Valnei Nunes, residentes em Londres, se uniram ao produtor britânico John Ellis para fazer a continuação do documentário “Muito Além do Cidadão Kane”, (1993), de Ellis. A ideia é contar a participação das Organizações Globo no golpe de Estado de 2016.

    Acesse o site do Catarsee faça a sua contribuição.

    “Estou chocado que tanto tempo depois, a TV Globo continue se comportando da mesma forma em relação à política brasileira”, diz Ellis. “Isso também me deprime, pois a razão pela qual se faz um documentário como este seria para mudar a situação”, complementa.

    Assista o vídeo promocional do documentário A Fantástica Fábrica de Golpes

    Para produzir esse novo documentário que leva o nome de “A Fantástica Fábrica de Golpes”, os cineastas estão levantando fundos através do site Catarse. A proposta deles, segundo Fraga, é estabelecer “um diálogo entre o passado e o presente, e demonstrando que a Rede Globo pouco mudou ao longo das décadas, mantendo seu jornalismo antiético e tendencioso, alinhado a interesses do grande capital”.

    O documentário

    “Muito Além do Cidadão Kane” é um documentário produzido pela Channel 4 sobre a Rede Globo e suas manipulações para impedir que a democracia avance. Desde a criação da emissora da família Marinho com a entrada de capital estrangeiro, proibido pela lei até a tentativa de fraudar o resultado das eleições ao governo do Rio de Janeiro em 1982 e as manipulações do seu "telejornalismo" contra Luiz Inácio Lula da Silva,na eleição presidencial de 1989.

    O filme

    “Cidadão Kane” (1941), dirigido por Orson Welles, é um clássico de Hollywood que conta a vida de um garoto pobre do interior que se torna magnata de um império do jornalismo e da publicidade mundial. Inspirado na vida de William Randolph Hearst.

    Assista Muito Além do Cidadão Kane 

    A realidade

    No documentário da TV britânica, Kane é Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo, empresa de entretenimento e comunicação que faz de tudo para emparedar o Estado e se manter no poder a qualquer custo.

    “Muito importante que esses cineastas contem essa história com a mesma disposição e qualidade de ‘Muito Além do Cidadão Kane’ para que todo mundo saiba a verdade dos bastidores do golpe de 2016, que liquida com os direitos da classe trabalhadora”, diz Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Para ele, “todas as pessoas que se interessam pela verdade e defendem a democracia, os direitos humanos e a liberdade, contribuirão para a execução dessa obra”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Efeito Bolsonaro: estudante entra armado em escola do Paraná e fere dois colegas

    Na manhã desta sexta-feira (28), um adolescente, de 15 anos, entrou armado no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná, e atirou contra seus colegas de sala.

    Um vídeo apresentado pela TV RPC, de Foz do Iguaçu, concessionária da Rede Globo, mostra o pânico causado pelos tiros que feriu dois jovens. Um menino de 15 anos foi baleado nas costas e outro de 18 anos foi alvejado na perna de raspão. A imprensa local informa que nenhum dos dois corre risco de morte.

    O adolescente foi levado à delegacia juntamente com o seu colega, também de 15 anos, que lhe dava cobertura. O delegado Dênis Zortéa Merino informa ao G1 que os estudantes apreendidos alegaram sofrer bullying e planejaram a vingança.

    Veja pelo vídeo amador o pânico causado pelo atentado 

    “O bullying é uma situação degradante e perigosa. Principalmente porque um menino dessa idade não tem o total discernimento para encontrar solução para questões desse tipo sem ajuda de adultos”, afirma Rosa Pacheco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-PR.

    E para piorar, diz ela, “quando se tem um candidato à Presidência da República defendendo que a população ande armada para resolver a falta de segurança pública, imagina como fica a cabeça desse jovem que se sente humilhado pelos colegas e não encontra apoio para resolver o problema”.

    Para Rosa, “os adolescentes agressores são tão vítimas do sistema quanto os seus colegas feridos”. Por isso, “é fundamental discutirmos a questão da violência nas escolas de maneira transparente e honesta”.

    De acordo com a Polícia Civil, o menino admitiu que saiu de casa com o objetivo de atingir cinco colegas. A polícia encontrou em sua mochila uma carta com pedido de desculpas e recortes de jornais com notícias sobre ataques idênticos em escolas dos Estados Unidos e também do Brasil. Na casa do adolescente foram encontradas mais armas.

    Como educadora e mãe, a sindicalista afirma que a juventude precisa de parâmetros civilizatórios para ter como exemplo em sua conduta. “Esse tipo de acontecimento mostra a necessidade de se investir maciçamente na educação pública" e ao mesmo tempo "valorizar a cultura da paz para a juventude e a sociedade em geral entender que violência não soluciona os problemas, pelo contrário os agrava. Pessoas ou órgãos públicos devem ter a responsabilidade de não disseminar teses de ódio e discriminação".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Escola de samba homenageia os 100 anos do Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo

    O Sindicato dos Estivadores do Estado do Espírito Santo acaba de sair de um pleito eleitoral vitorioso em que a chapa única obteve 90% dos votos das trabalhadoras e trabalhadores sindicalizados, o sindicato é tema da escola de samba Novo Império, da capital capixaba.

    “A categoria entendeu a necessidade de unidade para fortalecer o sindicato e lutar contra a reforma da previdência e pela revogação da reforma trabalhista”, diz José Adilson Pereira, presidente eleito do sindicato. A posse da nova diretoria ocorre no dia 27 de março.

    “Muito importante porque o nosso sindicato completa 100 anos neste ano e temos diversas atividades programadas até o dia 20 de julho, a data do aniversário”, complementa. Pereira conta que vai ser criado um selo comemorativo do centenário, a rua da República, onde fica a sede, passará a se chamar avenida dos Estivadores, além de estar programada uma grande festa em julho.

    Assista a reprotagem do ESTV, da TV Gazeta, sobre o enredo da Novo Império

    http://g1.globo.com/espirito-santo/estv-1edicao/videos/t/edicoes/v/confira-estrutura-do-barracao-da-escola-de-samba-do-es-novo-imperio/6393850/

    Mas o que está chamando mais a atenção de toda a população capixaba é a homenagem feita pela escola de samba Novo Império, que desfila no grupo especial da capital Vitória. Com o tema “No Vai e Vem do Mar Lá se Vão 100 Anos do Sindicato da Estiva”, a escola canta a importância dos estivadores na economia do estado do Sudeste.

    “Miscigenação de um povo! Índios, negros e italianos geraram os braços fortes de nobres estivadores que contribuíram com a expansão do comercio da indústria de Vitória, os nordestinos vindos de Alagoas juntaram-se aos demais estivadores capixabas e deixaram o suor encravado neste chão”, diz o carnavalesco Jorge Caribe.

    Como aperitivo, acompanhe ensaio técnico da Novo Império 

    Já Pereira explica que a história do sindicato e da escola de samba se misturam. “A Novo Império foi fundada (em 1956) por estivadores como resistência cultural e uma forma de organizar melhor as lutas em prol do povo”.

    Para o sindicalista a homenagem prestada pela escola de samba vai obrigar a “afiliada da Globo a contar a nossa história para milhares de pessoas durante uma hora de desfile”. Ele explica que tudo o que “eles se recusaram a falar sobre a reforma trabalhista e as nossas lutas por mais direitos, no Carnaval terão de fazê-lo”.

    A festa mais popular do Brasil mostra que pode ajudar na organização e superação das mazelas de uma elite que odeia o país e o seu povo.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ex-ministro Antonio Palocci ameaça denunciar a Globo e a família Marinho treme

    O programa Domingo Espetacular, da Rede Record, exibiu neste domingo (16) por mais de 16 minutos uma consistente reportagem de Luiz Carlos Azenha sobre as inúmeras acusações de sonegação fiscal, empresas de fachada em paraísos fiscais e corrupção envolvendo a família Marinho, dona da organização de comunicação mais poderosa do país, a Rede Globo.

    O ex-ministro Antônio Palocci diz ter muito o que delatar da emissora carioca. “O mais importante é que as denúncias contra as organizações Globo foram colocadas em rede nacional, deixou de se restringir apenas à blogosfera”, afirma Altamiro Borges, jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

    Para ele, há uma disputa política evidente entre a família Marinho e a emissora ligada à Igreja Universal. “A reportagem do Azenha não deixa dúvidas de que o ex-ministro Palocci sabe muita coisa que pode envolver ilícitos dos Marinho. Resta saber se a Lava Jato vai aceitar a delação e se o STF (Supremo Tribunal Federal) não vai impedir as investigações”.

    O jornalista Miguel do Rosário já vinha denunciando desde 2013 o envolvimento das organizações Globo em negociatas pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, empresas de fachada, utilização de laranjas, desvio de bilhões e sonegação fiscal bilionária.

    Confira a reportagem completa da TV Record: 

    Borges explica que a briga entre as poderosas empresas de comunicação transcende a disputa comercial. “A Globo deseja tirar o Michel Temer e a realização de eleições indiretas para o aprofundamento do projeto golpista. A Record se mantém aliada a Temer por estar ligada a outro projeto”.

    Ele explica que em relação às reformas contra a classe trabalhadora a Record consegue ser pior que a Globo. “Um levantamento mostra que 100% das reportagens da emissora de Edir Macedo têm sido favoráveis às reformas, na Globo 90%.

    A briga apenas começou. A coluna Esplanada do jornal O Dia diz que o presidente ilegítimo ordena a execução de dívidas da empresa dos Marinho com a União. Informa ainda que a “tropa de choque” de Temer ameaça não renovar concessões da emissora. A conferir.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Fenafar: Globo assume ofensiva contra organização sindical

    A Federação Nacional dos Farmacêuticos - Fenafar - vem a público manifestar o seu repúdio à reportagem veiculada pelo Jornal Nacional desta terça-feira, 20 de fevereiro, sobre a contribuição sindical.

    Mantendo a linha de ataque ao movimento sindical e de criminalização de todas as formas de organização dos trabalhadores, o jornal da Rede Globo de Televisão usa um espaço que deveria ser informativo e, para tanto, acolher os diversos pontos de vista sobre o tema, com o objetivo de atacar as iniciativas que os sindicatos estão tomando no sentido de fazer valer o direito à contribuição sindical.

    Na reportagem, o vice-presidente da Fenafar e diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás, Fábio Basílio, e o presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, defendem brevemente a realização de assembleias convocadas para autorizar a cobrança da contribuição. Mas, tanto os apresentadores do Jornal quanto os advogados “especialistas” ouvidos pela reportagem manifestam posição contrária, afirmando que a medida é ilegal.

    Nenhum especialista foi ouvido para expressar ponto de vista destoante com argumentos jurídicos e, com isso, apresentar ao telespectador do jornal uma visão mais ampla do assunto, para ajudar a sociedade a formar a sua própria opinião. Ao contrário, o Jornal induz a opinião e, mais uma vez, presta um desserviço à sociedade.

    A Fenafar (amparada em orientação jurídica produzida pela Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – Anamatra e outros pareceres jurídicos e análises produzidas sobre o tema após a aprovação da Reforma Trabalhista – Lei 13.467/17) orientou seus sindicatos a realizar assembleias para autorizar a cobrança da contribuição sindical. Abaixo listamos os argumentos jurídicos que sustentam nossa posição:

    A) A Lei 13.467/17 estipulou que para a contribuição sindical ser recolhida é necessária a autorização prévia e expressa do trabalhador. Para a Anamatra:

    “I) É lícita a autorização coletiva prévia e expressa para o desconto das contribuições sindical e assistencial, mediante assembleia geral, nos termos do estatuto, se obtida mediante convocação de toda a categoria representada especificamente para esse fim, independentemente de associação e sindicalização.

    II - A decisão da assembleia geral será obrigatória para toda a categoria, no caso das convenções coletivas, ou para todos os empregados das empresas signatárias do acordo coletivo de trabalho.

    III - O poder de controle do empregador sobre o desconto da contribuição sindical é incompatível com o caput do art. 8º da Constituição Federal e com o art. 1º da Convenção 98 da OIT, por violar os princípios da liberdade e da autonomia sindical e da coibição aos atos antissindicais”.

    Ainda vale ressaltar que o Artigo 8º da Constituição, que trata da liberdade de associação sindical, em seu inciso IV determina que: “a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei". E neste mesmo artigo, inciso III, a Constituição -- que é a lei máxima do país -- é muito explícita: "ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas".

    Também é bom lembrar que a Lei 11.648/2008 (que reconheceu formalmente as centrais sindicais) se refere, de forma explícita, à legitimidade das Assembleias Sindicais para deliberarem sobre a contribuição sindical e encaminharem essas decisões aos patronais, para que as cobranças sejam devidamente feitas.

    A Fenafar mantém firme sua posição de que o papel dos sindicatos e do movimento sindical é defender o interesse dos trabalhadores. Se a lei é passível de interpretação, a nossa interpretação é que para defender os direitos dos trabalhadores é preciso fortalecer politica e materialmente os sindicatos. A Lei 13.467/17 tem várias interpelações judiciais (algumas questionando a inconstitucionalidade de vários de seus dispositivos, incluisive este relativo à contribuição sindical) ainda pendentes de análise e deliberação nos tribunais superiores.

    A ofensiva dos setores patronais e da elite econômica do país contra o movimento sindical faz parte da agenda imposta pelo governo instalado no Brasil. Uma agenda de retirada de direitos sociais e trabalhistas, de desmonte do Estado Nacional, de enfraquecimento dos serviços públicos, de desmonte do Sistema Único de Saúde. A resistência e a mobilização contra essas políticas tem sido coordenadas pelo movimento sindical e pelo movimento social organizado. Portanto, desprover essas entidades de recursos financeiros é uma tentativa de acabar com essa resistência.

    Mas não vão nos derrotar. Vamos buscar todos os meios para manter erguida a bandeira de luta dos farmacêuticos, dos trabalhadores e da sociedade, em defesa da valorização profissional da nossa categoria, em defesa do Sistema Único de Saúde e de políticas públicas promotoras de direitos para o nosso povo.

    Brasília, 21/02/2018

    Federação Nacional dos Farmacêuticos

  • Frente Brasil Popular de MG fará ato contra a Rede Globo

    A CTB-MG propaga nesta quinta-feira (7) a mensagem do comando estadual da Frente Brasil Popular. Trata-se de uma mobilização-relâmpago para um ato contra a Rede Globo de televisão. Confira:

    "A Rede Globo é a principal porta-voz do Golpe de Estado que tentam consumar no Brasil. Mentiras, manipulação, partidarismo, escárnio com a inteligência do público.

    A emissora está por trás de todos os demais golpes na história recente do país: suicídio de Getúlio em 54, golpe militar contra Jango em 64 (que levou o país a mais de 20 anos de sangrenta ditadura), caso PROCONSULT na eleição para prefeito do RJ na década de 80, manipulação do debate presidencial em 1989 que proporcionou a vitória de Fernando Collor sobre Lula, entre outros.

    Sonegadores contumazes, estão a serviço do capital especulativo internacional. A Globo sempre esteve contra o Brasil! Basta!

    Por estes motivos, a Frente Brasil Popular- Minas Gerais convoca os mineiros para o ato Contra a Globo no dia 09/04. O ato será realizado em frente a Sede da Globo Minas (Av. Américo Vespúcio, 2045, Caiçara, Belo Horizonte.

    Haverá exibição de filme, projeção e transmissão ao vivo do Jornal Contra o Golpe."

    ato contra a globo fbp mg quadrado

    Da CTB-MG

  • Frente Brasil Popular de MG fará ato contra a Rede Globo neste sábado (9)

    A CTB-MG propaga nesta quinta-feira (7) a mensagem do comando estadual da Frente Brasil Popular. Trata-se de uma mobilização-relâmpago para um ato contra a Rede Globo de televisão. Confira:

    "A Rede Globo é a principal porta-voz do Golpe de Estado que tentam consumar no Brasil. Mentiras, manipulação, partidarismo, escárnio com a inteligência do público.

    A emissora está por trás de todos os demais golpes na história recente do país: suicídio de Getúlio em 54, golpe militar contra Jango em 64 (que levou o país a mais de 20 anos de sangrenta ditadura), caso PROCONSULT na eleição para prefeito do RJ na década de 80, manipulação do debate presidencial em 1989 que proporcionou a vitória de Fernando Collor sobre Lula, entre outros.

    Sonegadores contumazes, estão a serviço do capital especulativo internacional. A Globo sempre esteve contra o Brasil! Basta!

    Por estes motivos, a Frente Brasil Popular- Minas Gerais convoca os mineiros para o ato Contra a Globo no dia 09/04. O ato será realizado em frente a Sede da Globo Minas (Av. Américo Vespúcio, 2045, Caiçara, Belo Horizonte.

    Haverá exibição de filme, projeção e transmissão ao vivo do Jornal Contra o Golpe."

    ato contra a globo fbp mg quadrado

    Da CTB-MG

  • Guilherme Weber encerra sua entrevista no Programa do Jô, com um “fora Temer”

    Na noite desta quinta-feira (15), o ator e diretor Guilherme Weber usou o espaço de uma entrevista no Programa do Jô, na sede do golpismo, na Rede Globo, para encerrar dizendo: “fora Temer”.

    Weber falou sobre o filme que dirige “Deserto”, que está sendo filmado na Serra de Picotes, na Paraíba. Inspirada na obra “Santa Maria do Circo”, do mexicano David Toscana, conta a história de um grupo de artistas que viajam apresentando um espetáculo pelo Sertão brasileiro.

    Assista:

    Portal CTB

  • Jornalismo? O Globo comemora no Twitter após votação do impeachment

    Um vídeo antigo no youtube fazia uma memória das posições da igreja diante diversos absurdos históricos. O vídeo terminava justamente perguntando quanto tempo a igreja católica demoraria a pedir desculpas pelas vítimas da AIDS — numa alusão à proibição do uso de preservativos.

    O Brasil assistiu a diversos editoriais — inclusive na rede Globo — que pediram desculpas ao país pelo apoio à ditadura militar. A folha de São Paulo — assim mesmo, com minúsculas — pediu desculpas e depois escancarou “ditabranda” em suas páginas. Depois, novo pedido de desculpas.

    Em meio ao processo de impeachment, a mesma folha, bem como diversos outros veículos de comunicação, aceitaram, em suas páginas na internet e nos impressos, o dinheiro da FIESP, ao estampar gigantescos patos amarelos — aquele pato, roubado de um holandês — em meio ao noticiário que — eles — dizem ser imparciais.

    Enquanto isso, nas ruas, um fotógrafo perde um olho devido a um tiro de bala de borracha da PM paulistana. E é condenado por isso — o termo jurídico não é condenado, o termo correto, sim. A mesma folha, ao ter uma fotógrafa atingida fez editoral considerando abusiva a postura da polícia de Alckmin.

    A mesma polícia que ontem (30 de julho de 2016) protegia com escudos e bombas e balas e porretes, a sede do outrora “Folha da Manhã”.

    O Estadão, imparcial que só ele, foi além. Em editorial publicado hoje “O fim do torpor” afirma que a “a consciência crítica da nação ficou anestesiada” durante os anos de governo do PT. Nem Magno Malta, senador da mais bizarra oposição ao governo — capaz de citar os 10 mandamentos se preciso for, para promulgar uma lei — foi tão longe. Ontem, em seu pronunciamento dizia que o país melhorou muito nos anos de Lula e Dilma, que só um imbecil não via isso, ainda que atribuísse os ganhos sociais ao PSDB. #FicaADica para o jornal.

    Pois hoje o jornal O Globo — ou seu estagiário — momentos após o resultado da votação do impeachment — que é golpe — tuitou uma singela bandeira do Brasil. Discreto, mas bastante simbólico da luta de classes que está colocada no país. Os “brasileiros” — que apoiam e já começaram (ontem mesmo, na Câmara dos Deputados) a venda da maior estatal nacional — contra os bolivarianos, comunistas, petralhas do Foro de São Paulo.

    O processo iniciado com a chantagem de Cunha teve e terá sempre o apoio das organizações de mídia. Não apenas pelo dinheiro que será injetado em propagandas, mas também com o final da CLT, uma das maiores preocupações das grandes empresas, sobretudo as jornalísticas, onde repórteres e fotógrafos não têm direitos, são todos “pessoas jurídicas”, porque o anúncio que paga o dono do jornal, não comporta — em seu lucro — os direitos de quem propaga ao público deturpações da realidade nacional.

    E nessa toada seguimos, nós da mídia independente, cada vez mais criminalizados, cada vez mais marginalizados e cada vez com mais credibilidade, alcance e importância.

    Porque informação não tem preço. Produto sim.

    Quanto tempo a mídia nacional vai demorar a pedir desculpas desta vez?

    Por Victor Amatucci, da Agência Democratize

  • Mais vozes das artes se levantam contra o golpe

    Mais e mais personalidades assumem posições em defesa do Estado Democrático de Direito e da ordem constitucional. Artistas, jornalistas e juristas atacam o clima de ódio perpetrado pelos barões da mídia, como estratégia para facilitar o golpe midiático-jurídico.

    Caetano Veloso

    Na gravação do programa “Altas Horas”, da rede Golpe de televisão (ex-Globo), Caetano Veloso fez duras críticas ás manifestações do dia 13 de março. “A manifestação, para mim, não foi suficientemente diferente da passeata da Família com Deus, que apoiou o golpe de 64″, disse.

    O compositor reafirmou a defesa da democracia e disse desconfiar da elite que critica os programas de combate à desigualdade.

    “Não temos uma ditadura, mas o Brasil é um país desumanamente desigual e toda movimentação no sentido dessa tentativa de diminuir a desigualdade enfrenta a oposição da elite. Eu desconfio”.

    Atente para o que diz Caetano Veloso:

     

    Elza Soares

    A “cantora do milênio”, Elza Soares, afirmou que quer “paz e democracia”. Ao firmar sua convicção, disse que “o meu partido é o povo. Este povo brasileiro que luta, que puxa. Vamos à luta minha gente”.

    Assista a TV nas Ruas que mostra o movimento Hip Hop contra o golpe:

     

    Juca Kfouri

    Em seu blog o jornalista esportivo, Juca Kfouri postou que “o problema de Lula a Casa Civil não resolveu. E o maior problema de Lula não é o sítio em Atibaia. Nem o triplex no Guarujá. Que ele garante não serem dele. Nem mesmo o estádio do Corinthians”.

    Para Kfouri, o “maior problema (de Lula) é ter achado que ganhou a Casa Grande. Ilusão. A Casa Grande sempre planejou devolvê-lo à Senzala”.

    Beth Carvalho

    A cantora Beth Carvalho concedeu no fim de semana uma entrevista ao jornal El País onde criticou os rumos da Operação Lava Jato. A intérprete ressaltou não temer “as investigações”, porque “Lula é inocente”. Sobre o golpe ela disse que “a gente vai ganhar essa luta”.

    Gregório Duvivier

    Em ato do Teatro Contra o Golpe, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (21), o ator Gregório Duvivier atacou a conjuntura que chamou de estado policial.

    "Queria muito que a gente se revoltasse com a condução coercitiva do Lula sim, mas também com a condução coercitiva diária de milhões de brasileiros e com o estado policial em que a gente vive, pois, a gente vive num estado policial", disse.

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    Mais de 1,5 mil escritores e intelectuais assinam manifesto pela democracia e contra o golpe

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    Que seja para o bem a participação de artistas na vida política do país

    Leandra Leal

    Já a atriz Leandra Leal que na sexta-feira (18) cobrou da Golpenews (antiga Globonews) definiu mais claramente sua posição. “Eu luto pela reforma política. Eu luto pela democracia, pelo respeito e pela convivência em sociedade. Eu nunca estarei de luto pelo meu país, estarei sempre na luta”.

    Marcelo Lavenère

    O advogado e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Marcelo Lavenère, afirmou que “quando se tem uma delação premiada não se tem prova nenhuma do fato que se quer denunciar. Delação premiada não é prova”.

    João Vicente Goulart

    Já o filho do ex-presidente João Goulart, deposto em 1964, João Vicente Goulart, elogiou a postura legalista e de fidelidade à Presidência da República das Forças Armadas e criticou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a mídia pela postura golpista de ambos.

    Para ele, os ataques ao governo Dilma visam esconder o desejo pelo petróleo brasileiro. “É um velho desejo dos entreguistas. Eles querem, de todo jeito, entregar nossas reservas do pré-sal”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Fernanda Ruy

    Última atualização às 15h30 do dia 28 de março de 2016

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