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Sáb, Abr

Rede Minas

  • Greve Geral: cruzar os braços no dia 30 para legar um futuro decente para as novas gerações

    O programa Extra-classe, do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) teve como tema "Greve Geral e Diretas Já". E já começa dizendo que a história do Brasil é repleta de golpes autoritários porque a elite acaba com a democracia quando a classe trabalhadora começa a melhorar de vida.

    Assista VT do Exta-classe convocando para a Greve Geral 

    O programa que foi ao ar no sábado (17) pela Rede Minas relata a história da mobilização popular pelas Diretas Já em 1984, quando milhões foram às ruas para derrotar a ditadura civil-militar (1964-1985).

    E chega aos dias atuais. Disseca sobre o golpe de 2016 e das novas manifestações em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. Fica claro no andamento do Extra-classe que a unidade é necessária para derrotar o inimigo comum: o capital.

    Como diz Hellen Hazan, da Associação Mineira de Advogados Trabalhistas, “estamos sendo governados por empresas que têm um programa de desmonte total de direitos”. Com isso, acrescenta, “a jornada poderá ser de 12h a 16h por dia, 15 minutos de almoço, não vai ter 13º salário”, entre outras barbaridades.

    Já Jorge Souto Maior, professor de Direito Trabalhista da Universidade de São Paulo, afirma que a terceirização ilimitada só pode trazer “maior sofrimento à classe trabalhadora, além de piorar o nível de emprego, precarizando as relações de trabalho”.

    Assista o programa Greve Geral Diretas Já completo 

    O sociólogo Ricardo Antunes vai ainda mais longe. Ele diz que “o mercado de trabalho que as empresas querem é ter poucos trabalhadores e trabalhadoras e muito enriquecimento”. Já Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca para a Greve Geral do dia 30 com a certeza de que “venceremos a batalha para manter nossas conquistas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Programa de TV Extra-Classe discute o contexto político da América Latina

    O programa Extra Classe dessa semana faz uma análise geopolítica da América Latina, inclusive relacionando a conjuntura brasileira com processos vividos, ou em curso, por outros países do continente.

    Os diversificados tipos de golpes de Estado enfrentados por outros países, nos últimos anos, são analisados por especialistas que refletem também as novas estratégias usadas pelo neoliberalismo. Não cabe mais um golpe militar, como o vivido nos anos 60 e 70. Por isso, o Brasil experimenta um golpe sofisticado, realizado com o apoio institucional.

    O programa aborda ainda os exemplos de resistência e articulação, promovendo reflexões sobre os desafios e horizontes na construção de uma América Latina livre, democrática e soberana. O exemplo de resistência da Venezuela, ao imperialismo americano, tem um destaque especial no programa por ser o país onde se iniciou a onda de governos progressistas.

    O Extra-Classe é produzido pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais e vai ao ar todos os sábados, às 10h da manhã, pela Rede Minas, com reprises às terças, 13h40. As edições anteriores ficam disponíveis em: www.sinprominas.org.br

    Fonte: Sinpro-MG

  • Programa Extra-Classe: que Brasil queremos legar para as novas gerações?

    Todo sábado o programa Extra-Classe, do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), vai ao ar na Rede Minas, às 10h da manhã. Neste sábado (9), o tema do programa foi a "Democracia no Brasil". Essencial para quem quer entender a conjuntura, envolvendo a trama golpista que quer apear do poder a presidenta Dilma Rousseff. 

    Assista ao programa completo:

     

    A palavra golpe é colocada no centro do debate. Especialistas analisam a história recente e avaliam o golpe de 1964, quando setores da elite brasileira se uniram às Forças Armadas e, sob o comando dos Estados Unidos, tiraram do poder o presidente João Goulart, instaurando uma ditadura que durou 21 anos. Nesse período, "quem defendia projetos de combate à pobreza não podia se manifestar", diz o cientista político Leonardo Avritzer.

    Já a historiadora Regina Helena Alves da Silva diz que o golpe de 1964 foi engendrado em nome do combate à corrupção, mas inaugurou um novo modelo de economia reorganizando uma nova relação com o setor empresarial, trazendo a "corrupção para dentro do Estado".

    Avritzer vê semelhanças com a conjuntura atual, mas cita algumas diferenças cruciais. Entre as semelhanças ele fala da "forte campanha midiática" contra as Reformas de Base, que visavam diminuir as desigualdades no país. Nas diferenças, ressalta o não envolvimento das Forças Armadas e o novo papel a que se propõe o Judiciário, criando a "ilusão de uma saída judicial", mas na realidade só há "saída política".

    Verlaine Freitas, professor e filósofo, afirma ser muito importante a discussão de um "projeto de país com multiplicidade de opiniões" para acabar com a "mentalidade única", que impede o país de avançar em políticas para melhorar a vida das pessoas. 

    O programa com pouco mais de 25 minutos é uma verdadeira aula de história e de crença no futuro com liberdade.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy